Criança também sofre de insuficiência renal

20 de outubro de 2008

A insuficiência renal em crianças e adolescentes é uma condição grave que pode afectar o desenvolvimento, a escolaridade, o bem estar social e emocional desses pacientes. No Brasil, os dados estatísticos são escassos, não se conhecendo a extensão da população afectada. Estima-se que 1,5% da população na faixa etária entre 0 e 19 anos tenham doença renal crónica dialítica, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (dados de 2007).

A doença é definida como a falência parcial ou completa dos rins e pode ser aguda ou crónica. A insuficiência renal aguda é caracterizada pelo rápido declínio da função renal com retenção de toxinas no sangue. Geralmente, acompanha doenças graves, porém, se tratada precocemente e de forma adequada pode ser reversível. A maioria dos pacientes que sobrevive a um episódio de insuficiência renal aguda recupera a função renal o suficiente para viver uma vida normal.

Já o paciente que sofre de insuficiência renal crónica está em situação bem mais delicada, uma vez que a doença é silenciosa, se instala de forma progressiva e irreversível. Os sinais de falência do órgão aparecem quando já perdeu mais de 70% da função.

As principais causas de insuficiência renal crónica na infância são as malformações ou obstruções das vias urinárias (dificuldade na drenagem da urina), as nefrites (doenças inflamatórias que atacam os rins), as doenças que causam cistos renais (rins poliquísticos), rins malformados e as doenças renais hereditárias (herdadas da família).

Os pais devem prestar atenção a sinais e sintomas que podem indicar a evolução da doença. Inchaço, vómitos frequentes, infecções urinárias de repetição, atraso no crescimento e desenvolvimento, problemas ósseos, anemias de difícil tratamento e hipertensão arterial podem ter ligação directa com o problema.

Existe a falsa impressão de que a doença renal na infância está crescendo no País, porém, a verdade é que se tem estado mais atento aos sintomas. Mas, mesmo assim, o diagnóstico tardio, infelizmente é muito presente na rotina do NefroPediatra (especialista Pediátrico que cuida das doenças renais).

O tratamento da insuficiência renal progrediu bastante nos últimos anos. Apesar de não haver cura definitiva quando se estabelece o diagnóstico, o tratamento na fase inicial, a base de cuidados dietéticos e medicamentos, pode retardar a progressão da perda da função renal.
Quando se estabelece a insuficiência renal crónica grave, é necessário recorrer à terapia que substitua a função dos rins como: diálise peritoneal, hemodiálise ou transplante renal. Os princípios básicos e os procedimentos destes são semelhantes aos de adultos, porém, várias características técnicas, de materiais e de recursos humanos precisam ser conhecidas para a redução de riscos e obtenção de melhores resultados.

Na criança e no adolescente, um tratamento conservador bem conduzido, objectivando um transplante renal como uma primeira modalidade de substituição da função renal, deverá ser prioritário para minimizar o sofrimento das crianças e seus familiares.

É importante compreender o quanto é complexo ter uma criança ou adolescente portador de insuficiência renal crónica. A vida do paciente terá de se moldar ao contexto da doença como: frequência de hospitais, máquinas de diálise, medicações, profissionais de saúde, restrições alimentares e hídricas, além de procedimentos agressivos, como colocação de cateteres e fístulas.

O paciente e a família devem ter assistência especializada, já que o processo a que as crianças com insuficiência renal são submetidas é muito delicado e afecta toda estrutura familiar.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/09102008/25/entretenimento-crian-tambem-sofre-insuficiencia-renal.html

1 comentários:

Bruna disse...

Muito bom o post! Achei esse link também sobre formas de controlar a insuficiência renal crônica:
http://publivida.org.br/saude-blog/confira-oito-passos-para-controle-da-insuficiencia-renal-cronica/
Espero que sirva de ajuda!