Hoje Conheça Melhor... Patrícia Bernardo!

9 de Fevereiro de 2010


A primeira pessoa a responder ao nosso desafio no Facebook foi a Patrícia Bernardo.

Vamos conhecê-la melhor!

Idade: 31 anos

Profissão: Doméstica

Localidade: Sintra

Relação com a doença renal: Tenho um filho com Síndrome Nefrótico

Como chegou ao Criança & Rim: Através de pesquisa na net

Porque continua a visitar o Criança & Rim: Conheci um pouco mais a doença do meu filho e conheci pessoas com o mesmo problema

Conselho para os outros amigos do Criança & Rim: Se tiverem que chorar um dia para ter força nos seguintes façam-no.

Registo da IRCT 2008

8 de Fevereiro de 2010

A Secção de Nefrologia Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Pediatria apresentou recentemente os últimos dados estatísticos ao nível da Insuficiência Renal Crónica Terminal em crianças e jovens (doentes em tratamento substitutivo renal). Clique aqui para aceder ao relatório.
 




E obrigado à Prof. Helena Jardim pela informação.

Receita da Semana - Tarte de Maçã

5 de Fevereiro de 2010

Ingredientes (4 pessoas):
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal
  • 3 maçãs Granny Smith grandes, descascadas e fatiadas
  • 6 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 3 ovos
  • 50 g de farinha
  • 120 ml de leite
  • 1 colher de sopa de natas (pode usar natas de aveia ou natas de arroz)
  • ¼ de colher de chá de sal
  • 1 colher de chá de raspa de limão
Nutrientes (por pessoa):
  • Calorias: 339
  • Sódio: 217 mg
  • Proteínas: 8 g
  • Potássio: 290 mg
  • Gorduras: 11 g
  • Cálcio: 79 mg
  • Hidratos de carbono: 54 g
  • Fósforo: 139 mg
  • Fibras: 5 g
  • Colesterol: 178 mg
Preparação:
  • Derreta a manteiga numa forma própria para ir ao forno.
  • Junte as maçãs, o açúcar e a canela e salteie durante 3-5 minutos. Retire do lume.
  • Numa tigela, bata os ovos até ganharem espuma. Acrescente a farinha, o leite, as natas, o sal e a raspa do limão. Bata bem até obter uma massa consistente.
  • Deite esta massa por cima das maçãs e leve ao forno a 200ºC durante cerca de 25 minutos.
  • Serve-se directamente a partir da forma.
  • Sugestão: pode-se cobrir com mel ou polvilhar com açúcar em pó.
Nota: Tenha sempre em consideração as recomendações do seu médico ou dietista, pois as receitas que publicamos podem não ser adequadas à sua situação específica.

Fonte: http://www.kidneytimes.com/recipe_print.php?id=5023


Bom Apetite!

Estado deve 33 milhões de euros às clínicas privadas de hemodiálise

4 de Fevereiro de 2010

A Associação Nacional dos Centros de Diálise (Anadial) afirma que o Estado tem uma dívida global superior a 33 milhões de euros às clínicas privadas de hemodiálise.

Segundo um documento da Anadial, as facturas mais antigas reportam-se a cuidados de saúde prestados aos seus beneficiários em Março de 2008, sendo que “há 23 meses que a generalidade das clínicas não recebe qualquer pagamento por parte” da ADSE (Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários da Administração Pública) e dos subsistemas públicos de saúde.

De acordo com a Anadial, só a ADSE deve cerca de 26 milhões, tendo esta associação agendado uma conferência de imprensa, em Lisboa, para quinta-feira para prestar mais esclarecimentos sobre esta questão. Dizem que esta situação é “insustentável e se não for resolvida de imediato, poderá por em causa a actual cobertura da rede de cuidados de saúde, no âmbito da hemodiálise”.

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/estado-deve-33-milhoes-de-euros-as-clinicas-privadas-de-hemodialise_1420991

Museu da Hemodiálise

2 de Fevereiro de 2010

São de várias nacionalidades, na maioria norte-americana. Os seus nomes são pouco comuns, estranhos até, mas simbolizam uma época em que, no auge das suas capacidades, trataram da saúde a centenas e centenas de portugueses. Drake Willock, Cobe, Bellco, Gambro e Frenesius foram grandes estrelas do seu tempo. Hoje, retiradas de cena, só os especialistas as reconhecem.


Cândido Ferreira, o anfitrião que as acolheu, olha-as embevecido, incapaz de dizer qual a sua preferida, a que mais lhe tocou. "É muito difícil pôr as coisas nesses termos, sabe", afirma, ao DN, realçando que prefere olhar para elas como "se estivesse a observar as relíquias automóveis dos anos 70 e 80".

Pelos seus mecanismos passou muito sangue português. Ligados a elas, insuficientes renais de todo o país puderam continuar a viver, fruto da diálise, isto é, da limpeza do sangue, que tais aparelhos produziam. Finda a sua época, e após serem substituídas por equipamentos mais modernos, o seu destino normal seria o ferro-velho ou um qualquer canto empoeirado de uma arrumação. Não foi. Como muitas pessoas, gozam de uma velhice com grande qualidade.

Limpas e garbosas, de pose digna e luminosa, lá estão elas, as gloriosas máquinas de diálise, expostas naquele que é o primeiro espaço museológico português dedicado à nefrologia. Cândido Ferreira, nefrologista que há mais de 20 anos trocou os hospitais pelo trabalho na sua própria clínica, em Leiria, é o autor e impulsionador da ideia.

O objectivo, esclarece, "é procurar trazer para aqui toda a memória da nefrologia portuguesa", ambição que começa agora a dar os primeiros passos na espaçosa sala situada junto à recepção da sua moderna clínica, onde, actualmente, 240 pessoas fazem diálise, sem contar com as consultas.

Vários expositores em vidro mostram pequenos aparelhos, bibliografia e documentação variada sobre a especialidade, embora as jóias daquele memorial sejam indiscutivelmente as máquinas de diálise. "Digamos, em termos simplistas que não há grandes modificações, embora tudo seja diferente, quando as comparamos com as actuais máquinas, capazes de fazer uma diálise personalizada e absolutamente rigorosa", acrescenta o médico, que faz questão de sublinhar o protocolo realizado com a Sociedade Portuguesa de Nefrologia, com vista a dar uma amplitude nacional e de maior envergadura ao "seu" museu.

No fundo, "aquilo que estamos a fazer é arqueologia ligada à medicina", acrescenta Cândido Ferreira, cuja atenção neste momento está virada para "as muitas máquinas que estão a apodrecer nos hospitais portugueses". Daí que, em breve, vá iniciar contactos, no sentido de tentar adquirir esses equipamentos, porquanto está convicto de que "ainda existem aparelhos da década de 60 que seria muito interessante recuperar" para o museu.

"Somos o País que despreza estas coisas e que deita tudo fora", lamenta o médico, para quem "este luxo do abandono e do esquecimento é um erro que um dia haveremos de chorar".

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=636719

Reconhecer a rejeição de um rim transplantado através da urina

1 de Fevereiro de 2010

A rejeição de um transplante é sempre a maior preocupação de um paciente transplantado e da sua família, apesar do cocktail de imunossupressores que é obrigado a tomar diariamente. Existe uma probabilidade de 40% de rejeição aguda nos primeiros 3 meses após o transplante, risco esse que vai diminuindo, mas que se mantém ao longo dos meses.

Infelizmente, o principal método de diagnóstico da rejeição é uma biopsia renal, um procedimento desconfortável e invasivo. Seria bem melhor que fosse desenvolvido um método de monitorização que envolvesse apenas análises à urina, porque a colheita de amostras é fácil e não implica desconforto físico. Também é provável que, em caso de rejeição, a urina reflicta algumas alterações.

A equipa liderada por Minnie Sarwal, e composta por investigadores da Universidade de Stanford, da Battelle e do Laboratório Nacional do Pacific Northwest adoptaram esta abordagem para ver se conseguiam identificar alguns biomarcadores na urina dos pacientes com rejeição aguda do rim transplantado. Assim, foram testados 10 pacientes, entre os 3 e os 19 anos, com uma rejeição aguda confirmada por biopsia. As suas amostras de urina foram comparadas com as amostras de pacientes com função renal estável.

Foram identificadas algumas proteínas que estavam presentes em abundância na urina dos pacientes com rejeição aguda.

Os investigadores reconhecem que é preciso analisar um número maior de pacientes antes de confirmar os resultados, assim como estudar a urina de pacientes adultos, mas trata-se de uma porta aberta para uma nova linha de investigação.

Fonte: http://www.spectroscopynow.com/coi/cda/detail.cda?id=22884&type=Feature&chId=10&page=1

Receita da Semana - Hamburger da Lisa

29 de Janeiro de 2010

Ingredientes (4 pessoas):

  • 450 g de carne picada magra
  • 150 g de cebola picada
  • 1 ovo grande
  • 3 colheres de sopa de mistura de ervas para grelhar (exemplo)
  • 4 pães para hamburger
Nutrientes (por pessoa):
  • Calorias: 352
  • Proteínas: 27 g (??)
  • Hidratos de Carbono: 27 g
  • Gorduras: 15 g
  • Colesterol: 126 mg
  • Sódio: 292 mg
  • Potássio: 458 mg
  • Fósforo: 260 mg
  • Cálcio: 92 mg
  • Fibra: 1,5 g
Preparação:
  • Aqueça previamente o grelhador.
  • Numa tigela grande, misture a carne, a cebola, o ovo e a mistura de ervas, até todos os ingredientes estarem bem ligados.
  • Divida a mistura em 4 partes iguais e forme o hamburger.
  • Grelhe a seu gosto.
  • Sirva nos pães.
Nota: Tenha sempre em consideração as recomendações do seu médico ou dietista, pois as receitas que publicamos podem não ser adequadas à sua situação específica.
Fonte: http://www.davita.com/recipes/Meats_and_seafood/a/1368
Bom Apetite!

Pâncreas artificial pode ser realidade dentro de quatro anos

26 de Janeiro de 2010

A utilização de pâncreas artificial para melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas que sofrem de diabetes pode vir a tornar-se realidade dentro de quatro anos. Apesar dos desenvolvimentos tecnológicos já conseguirem proporcionar uma certa autonomia aos diabéticos, até hoje não há um dispositivo que os torne verdadeiramente independentes.

Agora, a Fundação para a Investigação da Diabetes Juvenil (Juvenile Diabetes Research Foundation International - JDRF) anunciou concretização de um acordo com companhias dos Estados Unidos para desenvolver o primeiro dispositivo deste género.

Os diabéticos que no futuro usufruam da tecnologia que está em desenvolvimento poderão, de facto, verificar uma considerável melhoria na sua qualidade de vida. Os controlos diários de glicose e as injecções de insulina deixarão de fazer parte do seu quotidiano.O dispositivo conseguirá fazer tudo sozinho. Terá um detector para medir os níveis de glicose e uma bomba que proporcionará a quantidade de insulina que o paciente necessita.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=38714&op=all

Potássio na medida certa para saúde em forma

25 de Janeiro de 2010

A falta de potássio pode causar cansaço, cãibras e arritmias. Mas uma dieta variada, rica em fruta e legumes, fornece a quantidade necessária.
O potássio, cujo símbolo químico é o K (do latim "kalium"), faz parte dos nutrientes essenciais para o crescimento e manutenção do corpo. Regulariza o ritmo cardíaco, a pressão sanguínea e a hidratação. Age ao nível das contracções musculares e estimula as células nervosas. Participa ainda no metabolismo celular, dos hidratos de carbono e das proteínas.

As disfunções renais e os distúrbios metabólicos, por vezes, conduzem a carências. Antibióticos, corticóides ou insulina, o uso indevido de diuréticos ou laxantes também reduzem a concentração. O mesmo se aplica a dietas muito restritivas, vómitos, diarreias abundantes e transpiração excessiva.

Pelo contrário, o excesso (hipercaliemia) origina debilidade muscular e altera o ritmo cardíaco. Em casos graves, o doente tem de ser tratado no hospital. São administradas substâncias como o gluconato de cálcio, o bicarbonato de sódio ou uma mistura de glucose e insulina por via venosa. É ainda necessária uma alimentação pobre em potássio.

Ler artigo completo: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1446348&seccao=Sa%FAde

Governo assina acordo ilegal com Fundação Renal

19 de Janeiro de 2010

O Ministério da Saúde estabeleceu um "protocolo ilegal" com uma fundação que ainda não foi reconhecida pelas entidades competentes. O acordo com a Fundação Renal Portuguesa foi assinado a 4 de Agosto do ano passado e prevê a construção de 15 centros de diálise em Portugal. O Ministério Público e a entidade reguladora estão a investigar o caso.

O caso foi denunciado à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) pela Associação Nacional dos Centros de Diálise (Anadial), que considera que este protocolo viola as regras da concorrência e é nulo porque a Fundação não "tem personalidade jurídica". Isso mesmo, alega, é confirmado pelo ofício da Direcção-Geral da Segurança Social, que a 2 de Dezembro reconhece "que a fundação ainda não tinha sido reconhecida", refere Bruno Henriques, um dos dirigentes da associação. Na carta enviada à ERS, a Anadial alerta ainda para a nulidade um contrato, que "valerá milhões de euros se for executado. Só a unidade de Portalegre, com cem doentes, tem uma facturação anual superior a 2,7 milhões de euros".

Ler mais: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1470478 e http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF&contentid=B7BC9E98-217E-4EAF-8AF9-5E742F64EC30

Criança & Rim na Newsletter Fresenius

18 de Janeiro de 2010



Receita da Semana - Borrego à Moda da Avó

15 de Janeiro de 2010


Ingredientes (para 1 pessoa):
  • 230 gr de borrego com osso
  • 7 batatas pequenas
  • 2 dentes de alho
  • 2 cebolas pequenas
  • 2 colheres de azeite
  • 1 ½ colher de sopa de vinho branco
  • ½ colher de café de mel
  • Alecrim seco ou fresco
  • 1 colher rasa de sal e pimenta
  • Água q.b
Nutrientes (por pessoa):
  • Calorias: 804 kcal
  • Sódio: 134,7 gr (cerca de 43% do recomendado diariamente para um doente em diálise)
Preparação

  • Descasque os dentes de alho e esmague-os até obter uma pasta.
  • Tempere com um pitada de sal e misture o azeite e o mel. Barre o borrego com este preparado. Polvilhe com alecrim e regue com o vinho branco.
  • Deixe marinar de um dia para o outro, virando a carne de vez em quando, para que tome gosto por igual.
  • Descasque as batatas e coza-as em bastante água sem sal, durante 3 minutos após levantar fervura (medida prática para reduzir o potássio).
  • Leve a carne a assar no forno, acompanhada pelas batatas e rodelas de cebola.
  • De vez em quando, salpique comuns pingos de água ou vinho.
Nota: Tenha sempre em consideração as indicações do seu médico ou dietista, pois as receitas que publicamos podem não ser adequadas à sua situação específica.

Fonte: http://www.fresenius-medical-care.pt/utentes/documents/receitas_borrego_avo.pdf

Bom Apetite!

Quase metade dos transplantes de rim derivam numa nefropatia crónica no 1º ano pós-transplante

14 de Janeiro de 2010

Entre 35% e 50% dos pacientes que recebem um rim transplantado apresentam nefropatia crónica um ano após o transplante, segundo dados do grupo espanhol para o estudo da nefropatia crónica do enxerto.

A referida doença pode aparecer em função da resposta imune, das características do dador, da nefrotoxicidade, dos factores de risco cardiovascular e do tipo de tratamento imunossupressor utilizado, entre outros factores, e tem como consequência a perda lenta e progressiva da função renal do novo órgão.
Por isso, explicou o especialista do Serviço de Nefrologia do Hospital Bellvitge de Barcelona e coordenador deste grupo, Daniel Serón, a prevalência dos distintos factores associados à perda do enxerto por nefropatia crónica foram-se modificando de forma muito importante entre 1990 e 2002, já que "a idade do dador tem aumentado de forma progressiva".

Não obstante, apesar desta modificação nas características do dador, a sua sobrevivência não piorou, em parte porque "tem-se podido diminuir a prevalência dos outros factores de risco". De facto, a prevalência de rejeição diminuiu de 40 para 15% "graças à introdução de novos imunossupressores", assinala o Dr. Serón.

Precisamente, sobre o papel dos novos imunosupressores, um estudo recente realizado por este grupo mostrou que nos pacientes transplantados sem tratamento com anticalcinúricos (ciclosporina ou tacrolimus) o tempo de progressão até à fase de doença renal crónica era maior.

Segundo o Dr. Roberto Marcén, do Serviço de Nefrologia do Hospital Ramón y Cajal de Madrid, a "progressão da perda de função renal é maior em estadios de melhor função renal e em doentes com diabetes ou naqueles tratados com ciclosporina, enquanto que a progressão é mais lenta naqueles doentes que não tomavam anticalcineuricos, ou seja ciclosporina ou tacrolimus".

Fonte: http://www.adn.es/lavida/20090529/NWS-1465-trasplantes-nefropatia-operacion-expertos-cronica.html

Transplantes bem sucedidos de rins com tumores

12 de Janeiro de 2010

Cirurgiões norte-americanos realizaram, com sucesso, transplantes de rins com tumores cancerosos, que foram retirados antes do transplante, e implantados em pacientes, nos quais se tinha esgotado a possibilidade de permanecerem à espera por um órgão são. O procedimento polémico foi realizado em cinco pacientes na Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos EUA, e foi publicado na revista Journal of the British Association of Urological Surgeons.

Nenhum dos receptores dos órgãos desenvolveu cancro e um deles vive há 41 meses com o rim transplantado.

A notícia, divulgada pela BBC, cita os cirurgiões, que referem terem tido conversas pormenorizadas com os dadores e receptores dos órgãos sobre a existência de doença nos rins a transplantar para que ficassem cientes dos riscos envolvidos, inclusive o de reincidência de cancro.

Na experiência, os rins retirados dos dadores foram preparados para o transplante, tendo-lhes sido removidos todos os vestígios visíveis de cancro – cinco tumores com tamanhos entre 1 cm e 2,3 cm, três deles malignos e dois benignos – antes de serem implantados nos receptores.

O líder da equipa de cirurgiões, Michael Phelan, reconheceu à BBC que este tipo de transplante "é polémico e considerado de alto risco", referindo, no entanto, que "o estudo traz provas de que os rins de dadores com tumores renais oferecem uma solução secundária, mas possível, para a actual falta de órgãos".

Fonte: http://www.pop.eu.com/news/783/26/Transplantes-bem-sucedidos-de-rins-com-tumores.html

Teste à urina detecta se rim transplantado será rejeitado

11 de Janeiro de 2010

Investigadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) descobriram que é possível identificar, através de um exame de urina, a predisposição de pacientes transplantados renais a desenvolver fibrose no enxerto.

A fibrose é um processo natural de cicatrização do organismo que ocorre em reacção a uma lesão ou trauma, e é o principal factor que pode levar à rejeição crónica e à perda dos rins transplantados. Ao detectarem factores que darão origem à fibrose, os médicos podem tentar tratamentos para evitá-la.

Uma das pesquisas do grupo da Unifesp avaliou 92 pacientes transplantados renais e mostrou que praticamente metade deles apresentou índice elevado de RBP (Retinol Binding Protein) na urina, uma proteína que indica se a pessoa tem predisposição à fibrose. Análises posteriores indicaram que muitos desses pacientes apresentaram rejeição crónica.

Num outro estudo, ainda em curso, observou-se que é possível tratar esses pacientes antes que ocorra a fibrose e a perda do rim transplantado, segundo Álvaro Pacheco e Silva Filho, professor de nefrologia na Unifesp e coordenador do laboratório de imunologia clínica e experimental.

«Seguimos dois grupos durante um ano. Naquele em que modificamos a medicação, conseguimos melhorar o nível da proteína e a função dos rins. No outro, em que a medicação não foi modificada, a função dos rins piorou e o marcador [RBP] continuou alto», afirmou.

Hoje, só é possível identificar a ocorrência da fibrose através de uma biopsia, que é feita quando o órgão já está com a função comprometida, com poucas hipóteses de cura e risco elevado de perda do rim.

«Não adianta detectar o problema e não conseguir resolvê-lo. Agora podemos saber precocemente a probabilidade de o órgão apresentar fibrose e modificar isso», explica Silva Filho, da Unifesp.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=423126&page=1 e http://www.rcmpharma.com/news/5704/51/Teste-a-urina-preve-risco-de-rejeicao-de-rim-transplantado.html