Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com Animais

4 de janeiro de 2008

Risco Ocupacional

Pessoas transplantadas que trabalhem com animais (veterinários, trabalhadores de lojas de animais, agricultores, trabalhadores de matadouros ou laboratórios) devem, se possível, evitar trabalhar durante os períodos de máxima imunossupressão. Quando regressarem ao trabalho, devem minimizar a sua exposição a potenciais elementos patogéneos, utilizando precauções adequadas, que incluem a lavagem das mãos, o uso de luvas e máscaras, como indicado.

Donos de Animais de Estimação

Os transplantados devem aconselhar-se com a sua equipa médica, a qual deverá ponderar os benefícios psicológicos de possuir animais de estimação, relativamente aos potenciais riscos de transmissão de infecções.

De modo geral, os receptores de transplantes devem:

  • Evitar contacto com animais que tenham diarreia.
  • Manter os seus animais de estimação saudáveis, alimentando-os com comida que não esteja contaminada ou estragada, e recorrendo ao veterinário aos primeiros sinais de doença.
  • Lavar as mãos cuidadosamente depois de cuidar dos animais.
  • Evitar limpar gaiolas de pássaros, caixas de areia dos gatos e fezes de animais. Se isto não for possível, devem ser usadas luvas descartáveis e uma máscara cirúrgica.
  • Evitar o contacto com animais vadios.
  • Evitar arranhões de animais vadios.
  • Evitar contacto com répteis (cobras, iguanas, lagartos e tartarugas), pintainhos e patos pequenos, para diminuir o risco de infecção por Salmonella.
  • Evitar o contacto com primatas não humanos (macacos).
  • Utilizar luvas para limpar aquários.
  • Evitar adquirir animais de estimação, especialmente gatos, que tenham menos de 1 ano de idade, uma vez que estes possuem um maior risco de estar infectados.
  • Evitar mordidelas de mosquitos.
  • Os gatos podem transmitir o Toxoplasma, Cryptosporidium, a Salmonella, a Campilobacter (fezes contaminadas) e a Bartonella (pulgas e arranhões).
  • As caixas de areia dos gatos devem ser mudadas diariamente (preferencialmente não pelos transplantados), porque os ovócitos do toxoplasma demoram mais de 24h a tornarem-se infecciosos.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

2 comentários:

NiNfA disse...

Boa tarde,

Gostaria de saber se um transplantado renal não deve ter gatos em casa.

Neste momento temos dois, tudo o que engloba higiene da caixa de areia não é feito pela pessoa transplantada, usamos areia sílica, pelo que não é mudada diariamente.

Se puder dar mais recomendações agradeço.

Sandra Mattos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.