Ana Jorge não rejeita isentar de taxas moderadoras os dadores de órgaos

4 de janeiro de 2010

A ministra da Saúde disse que não rejeita a possibilidade de isentar de taxas moderadoras a doação de órgãos em vida, se for um contributo para o seu aumento.

"Não rejeito essa possibilidade", afirmou Ana Jorge, acrescentando não existir "na tutela nada em cima da mesa para se discutir sobre este assunto". "No entanto, (...) se isso for um contributo para aumentar a dádiva em vida, a pessoas que possam doar em caso de dois órgãos um dos órgãos, poderá ser objecto de discussão e de análise no ministério", declarou a governante, que falava aos jornalistas à margem do XXII Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, realizado em Fátima.

Ler mais: http://www.publico.clix.pt/Sociedade/ana-jorge-nao-rejeita-isentar-de-taxas-moderadoras-dadores-de-orgaos_1412495

Nota: Como ex-candidata a dadora, já nem pedia a isenção das taxas moderadoras (tal como existe para os dadores de sangue), mas sim a isenção do pagamento dos exames e análises que tive que realizar única e exclusivamente com vista à doação de um rim! Fui informada que todas as despesas inerentes do internamento seriam asseguradas pelo SNS, mas não as despesas relativas a consultas, exames e análises (e que não foram poucos!).

3 comentários:

Natália disse...

Eu como dadora, espero sinceramente que essa proposta seja ponderada e sim, de facto não faz sentido nenhum ter suportado todos os custos inerentes aos exames complementares para a cirugia! Com o dinheiro que o estado poupa no facto do doente deixar de fazer hemodiálise... Mas é o país q temos.
Natália Alberto (dadora de rim)

Presidente da APIR disse...

O não existir “na tutela nada em cima da mesa para discutir sobre este assunto”, não corresponde inteiramente à verdade e não pode servir de desculpa.
A APIR nas várias reuniões que teve com a tutela apresentou este problema das taxas moderadoras, como também de algumas despesas feitas pelos possíveis dadores.
Como diz o Povo “mais vale tarde que nunca”

Ana disse...

Eu, como receptora de um rim do meu esposo, lamento não só os gastos inerentes à preparação para a doação, mas também de todos os exames complementares que serão necessários realizar a partir daí. Como curiosidade gostaria de referir que cerca de 3 meses após a doação fomos confrontados com uma factura com o valor do internamento e os exames realizados durante o mesmo. Reclamámos, mas o Hospital ignorou a primeira carta. A segunda carta enviámos com conhecimento à Sra. Ministra da Saúde e acabaram por responder que "foi um lapso".
Ana Cristina Pereira