Transplantados renais sem acompanhamento na prevenção do cancro de pele

30 de setembro de 2008

Os pacientes transplantados renais, um dos grupos com maior risco de contrair cancro de pele, não são suficientemente informados ou monitorizados em relação a esta doença.

Os transplantados têm 3 vezes maior probabilidade de desenvolver cancro de pele do que a generalidade da população, isto porque os medicamentos imunossupressores, que evitam que o organismo rejeite o órgão transplantado, também aumentam o risco de cancro de pele.

Estes são os resultados de um estudo publicado no British Journal of Dermatology, que avaliou 56 centros de transplante britânicos, em comparação com a prática comum na Austrália. Concluíram que no Reino Unido, apenas 66% dos centros fazem exames anuais de detecção de cancro de pele, contra 97% dos centros australianos. Destes, apenas 59% (39% do total) realizam exames de pele completos, quando está provado que 20% dos cancros de pele não-melanoma, surgem em zonas do corpo que estão cobertas pela roupa. O recomendável é que todos os exames que são realizados, avaliem o corpo inteiro, em particular zonas que o próprio doente não consegue ver, como as costas.

Dos médicos do Reino Unido que realizam estes exames, 81% não são dermatologistas, e 30% não receberam formação específica para realizarem estes procedimentos.

A maior parte das informações e recomendações são transmitidas oralmente. Idealmente, todos os pacientes devem receber informação escrita, pois a informação verbal que é transmitida numa altura de grande stress, juntamente com muitas outras informações médicas e medicamentosas, pode ser facilmente esquecida.

Fonte: http://www.medicalnewstoday.com/articles/120276.php

E agora perguntamos: e em Portugal, como funciona?

2 comentários:

Marta Campos disse...

No nosso caso, recebemos informação verbal e escrita, no livrinho que nos dão após o transplante. No entanto, considero que a informação escrita já está desactualizada, pois fala de protector solar com factor >30, o que é desajustado (isso uso eu e não tenho risco acrescido de cancro de pele). Também fala de ecran total, que já não existe. Hoje em dia os protectores solares mais completos têm factor +50, que é o que usamos no Miguel.

Quanto a exames de pele, nunca foram feitos. Não sei se é por o transplante ser recente, mas creio que não há acompanhamento de rotina nessa área.

Susana Carinhas disse...

A informação que recebi após o meu transplante foi a contida no "milagroso" livrinho chamado "Como viver com o seu rim".
Aí temos informação sobre todas as doenças que podemos apanhar.
Qt ao cancro de pele, os meus médicos disseram-me para usar e "abusar" de protector solar, pedindo que usasse o mais alto possível. Eu uso o +50!!