Doar um rim é seguro para o dador

20 de fevereiro de 2009

Os dadores de rim seleccionados cuidadosamente podem viver tanto como os que não doaram esse órgão e não experimentam uma deterioração significativa da função renal, segundo indicou um relatório publicado no New England Journal of Medicine.

Os investigadores analisaram a taxa de filtração glomerular (TFG), a albuminuria, a hipertensão, o estado de saúde geral e a qualidade de vida de 255 dadores cujas cirurgias realizaram-se em 2003 ou depois desse ano.

A qualidade de vida não foi afectada pela doação e de facto, os dadores, muitas vezes têm melhores resultados do que a população em geral, revelam os autores.

Ler mais:

Medicamentos em unidose comercializados este ano

19 de fevereiro de 2009

A venda de medicamentos em unidose deverá arrancar ainda este ano, embora conte com uma primeira fase de experimentação caracterizada pela comercialização de doses únicas apenas nas farmácias hospitalares, segundo adianta o Ministério da Saúde.

De sublinhar que a venda em unidose de medicamentos pautou o discurso do actual primeiro-ministro e integrou o Compromisso para a Saúde assinado em 2006.

Ler notícia: http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&id=b9f2d772844b52da668a46409745f250

Terapia com esteróides após transplante pode ser eliminada

17 de fevereiro de 2009

Um novo estudo da Universidade de Cincinnati demonstra que a utilização dos modernos medicamentos imunossupressores pode eliminar a necessidade de terapia esteróide ao fim de 7 dias após o transplante, mantendo a função renal.

Steve Woodle, responsável pela divisão de cirurgia de transplante da UC, e investigador principal, afirma que a eliminação da dose diária de esteróides após um transplante minimiza os problemas de saúde crónicos, comuns nos receptores de transplante de rim.

Os corticoesteróides foram o primeiro medicamento anti-rejeição utilizado em pacientes transplantados, remontando às primeiras cirurgias, há mais de 50 anos atrás. No entanto, estes medicamentos podem causar efeitos secundários graves, incluindo doenças cardiovasculares, tensão arterial e colesterol elevados, aumento de peso, diabetes, cataratas e problemas ósseos.

Fonte: http://www.sciencedaily.com/releases/2008/10/081021185203.htm

Casal que «inaugurou» nova lei partilha os rins e uma «vida normal»

16 de fevereiro de 2009

Fez no passado dia 13 de Fevereiro 1 ano que se realizou em Portugal o primeiro transplante de dador vivo entre duas pessoas não unidas por laços de consanguinidade (ler post de 2008).

Passado um ano, marido e mulher passam bem e aproveitam para desfrutar da nova vida que o transplante lhes proporciona.

Ler notícia: http://www.destak.pt/artigos.php?art=21593

30 anos de Diálise Peritoneal ambulatória

13 de fevereiro de 2009

A Diálise Peritoneal (DP) como forma de terapia ambulatória comemorou em Outubro de 2008 o seu 30º Aniversário!

Em Outubro de 1978, a FDA (entidade competente dos EUA) aprovou a primeira solução de DP, disponível num sistema fechado com 2 litros, desenvolvido pela Baxter. Pela primeira vez, os pacientes tiveram a possibilidade de realizar a diálise no conforto do seu lar.

Desde então, centenas de milhar de pacientes no mundo inteiro têm sido tratados com DP. Ao contrário da Hemodiálise (HD), em que geralmente os pacientes têm que se deslocar ao hospital ou clínica várias vezes por semana, para que o seu sangue seja filtrado por um filtro externo, a DP é uma terapia ambulatória, que utiliza o peritoneu do paciente como um filtro, para limpar o sangue. A solução de diálise é infundida para a cavidade peritoneal através de um cateter implantado cirurgicamente. Esta solução atrai as toxinas e os fluidos em excesso da corrente sanguínea, através da membrana peritoneal, sendo posteriormente drenada do abdómen.

Ler mais: http://www.baxter.com/about_baxter/news_room/news_releases/2008/10_08_08_pd_anniversary.html

Células estaminais: Investigação portuguesa entre as mais avançadas do mundo

10 de fevereiro de 2009

Segundo especialistas do sector, a investigação com células estaminais em Portugal está entre as mais avançadas do mundo, nomeadamente nas áreas da en-genharia de tecidos e da medicina regenerativa, em que há cada vez mais empresas a oferecer serviços.

Para Luís Reis, presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular, “estamos bastante à frente na expansão celular, temos um trabalho de muita qualidade na regeneração de osso, cartilagem e pele, por exemplo, e há muito trabalho ligado às células estaminais em neurociências”.

Ler notícia: http://www.mundoportugues.org/content/1/3963/celulas-estaminais-investigacao-portuguesa-entre-mais-avancadas-mundo/

Rim usado em transplante é retirado por via vaginal

9 de fevereiro de 2009


Pela primeira vez, cirurgiões da John Hopkins University (EUA) usaram a vagina como meio de aceder e remover um rim saudável de uma mulher de 48 anos e transplantá-lo na sua sobrinha.

A cirurgia é considerada a primeira no Mundo com órgãos saudáveis, embora o mesmo procedimento já tenha sido aplicado anteriormente na remoção de tumores. Robert Montgomery, chefe da equipa de cirurgiões, explicou que "este método é menos invasivo e permite uma recuperação mais rápida. Deixando apenas umas pequenas marcas, este método pode incentivar ao aparecimento de mais dadores", sublinhou. Quer a dadora, Kimberly Johnson, quer a sobrinha Jennifer Gilbert, de 23, estão a recuperar bem da intervenção cirúrgica.

Ler mais: http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=281166

e

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=430A8EFB-5AA9-4E2F-881A-3A4708DF0F92&channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF

CORPUS - O Museu do Corpo Humano na Holanda

6 de fevereiro de 2009

Algo único foi construído na Holanda: o primeiro do mundo, uma espetacular experiência em volta do corpo humano. Sua Majestade a Rainha Beatriz inaugurou o CORPUS em 14 de Março de 2008. O CORPUS é uma «viagem através do corpo humano" durante o qual o visitante pode ver, sentir e ouvir como o corpo humano funciona e qual o papel da alimentação saudável, da vida saudável e do exercício. CORPUS oferece uma variedade de informações e fornece educação e entretenimento com esta viagem, bem como um vasto número de exposições permanente e variável. CORPUS foi construído num edifício de 35 metros de altura, transparente, com os contornos do corpo humano, projetando-se dele. O edifício está situado junto à estrada A44 entre Amesterdão e Haia.











Tatuagens são risco

5 de fevereiro de 2009

As tatuagens feitas há menos de seis meses podem ser um factor para eliminar a doação de órgãos de um potencial dador em morte cerebral.

O eventual risco que representa uma tatuagem na doação de órgãos para transplante é referido ao CM por Maria João Aguiar, coordenadora nacional das unidades de colheita de órgãos, tecidos e células para transplantação. “Se a pessoa tiver feito a tatuagem há menos de seis meses é eliminada como dadora de órgãos, porque pode estar no ‘período de janela.”

O período de janela é alargado a “mais de dois meses”, durante os quais, em caso de infecção de sida, a presença do vírus no organismo não é detectada nas análises laboratoriais.

“Em caso de dúvida, o potencial dador é eliminado porque não vamos arriscar infectar pessoas com o transplante de um órgão eventualmente infectado pelo vírus da sida ou de uma hepatite”, sublinha a médica anestesista.

Se a tatuagem não for feita com materiais esterilizados e se “for feita numa vão de escada” pode ser um modo de transmissão de uma doença infecciosa.

As tatuagens não são o único factor para excluir um potencial dador de órgãos em morte cerebral. Para esclarecer quando e onde a tatuagem foi feita são questionados os familiares do potencial dador.

Além das doenças infecciosas e oncológicas soma-se a “falta de informação e sensibilização dos profissionais de saúde” para a importância de referenciar os potenciais dadores de órgãos. Maria João Aguiar alerta que “é preciso sensibilizar os profissionais para que referenciem os dadores em morte cerebral porque a doação de órgãos salva vidas”.

A administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central acredita que o número de transplantes venha a aumentar devido à actividade dos coordenadores hospitalares de doação, nomeados em Dezembro, e a quem cabe o papel da sensibilização dos colegas e a promoção da colheita “para que não se perca nenhum dador”.

Em 2008 foram realizados 1978 transplantes em Portugal, mais 298 que no ano anterior.


Fonte:
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=f48ba50a-0ed3-4315-aefa-86ee9b1bedff&contentid=D3540246-525B-4486-A23A-03C801D06289

Um exame de urina detecta uma complicação grave em pacientes com transplante de rim

3 de fevereiro de 2009

Um teste de urina poderia ser suficiente para detectar uma nefropatia por poliomavírus, uma complicação relativamente nova e grave, que afecta até 9% das pessoas que recebem um transplante de rim, segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte em Chapell Hill (Estados Unidos).

Este avanço, que se publica na revista "Journal of the American Society Nephrology", poderia conduzir a um melhor diagnóstico e tratamento dos pacientes com este problema.

Os poliomavírus são vírus que podem infectar sem consequências muitos adultos mas que podem ser uma grave ameaça à saúde de pessoas com o sistema imunitário debilitado. É o caso dos pacientes que fizeram um transplante de rim e que têm de tomar medicamentos para debilitar o seu sistema imunitário como prevenção da rejeição do órgão. Alguns destes pacientes desenvolvem um problema chamado "nefropatia por poliomavírus" que pode conduzir à perda do rim transplantado e à necessidade de voltar à diálise ou outro transplante de rim.

Não existem terapias eficazes para esta nefropatia, pelo que o mais importante é diagnosticá-la o mais cedo possível, antes que se torne mais grave. Normalmente o tratamento consiste numa redução da dose dos imunossupressores.

Actualmente não existe nenhuma forma de diagnosticar este problema e os especialistas têm de realizar biópsias invasivas que muitas vezes dão falsos resultados.

Os investigadores, dirigidos por Volker Nickeleit, descobriram através deste teste de urina, uma forma não invasiva de descobrir o problema.

Ler mais em:

http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/984627/01/09/EEUU-Una-prueba-de-orina-detecta-una-complicacion-grave-en-pacientes-con-trasplante-de-rinon-segun-estudio.html

 

Colheita de órgãos e transplantes aumentou em Portugal

30 de janeiro de 2009

Veja o vídeo da RTP:

Dados da Actividade de Colheita e Transplantação - 2008

28 de janeiro de 2009

Em sequência do post de ontem, apresentamos hoje os dados da Actividade de Colheita e Transplantação de 2008 em Portugal, disponibilizados pela ASST:



(clique na imagem para aceder aos dados estatísticos)

Número de dadores de órgãos aumentou em 2008 contrariando tendência europeia

27 de janeiro de 2009

Portugal registou um aumento do número de dadores cadáver de órgãos para transplantes, em especial na zona Centro, contrariando a tendência europeia de decréscimo, divulgou o Ministério da Saúde.


Em conferência de imprensa, a Coordenadora Nacional das Unidades de Colheita de Órgãos Tecidos e Células referiu que houve em 2008 um aumento significativo do número de dadores cadáver detectados nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, de que resultaram 283 colheitas de órgãos, um aumento de 12,5 por cento em relação a 2007.


Portugal passou assim de uma taxa de 23,9 para 26,7 dadores cadáver por milhão de habitantes, dados que, segundo Maria João Aguiar, fará o país subir ainda mais no global da Europa, onde ocupa o quarto lugar.


O objectivo do próximo ano, adiantou, será ultrapassar a barreira dos 30 dadores por milhão de habitantes. "Tivemos uma subida. Ao contrário de toda a Europa, que está em queda em relação à doação. A Península Ibérica está a funcionar bem e aumentámos o número de dadores em Portugal para 283", frisou.


Portugal tem uma rede de colheita que funciona com base em gabinetes em cinco grandes hospitais. O grande crescimento foi registado na zona Centro, logo seguido da zona Norte. Já na região Sul, a a colheita sofreu um decréscimo. No Norte há 25,2 dadores por milhão de habitantes enquanto no Centro (onde todos os hospitais são activos na colheita de orgãos) a taxa é de 36,2, valor que, segundo Maria João Aguiar, é superior aos melhores do mundo, que são os espanhóis. No Sul, existem 23,5 dadores por milhão de habitantes. Relativamente ao Sul do País, apesar de haver novos dadores e de um aumento da doação no hospital de S. José (Lisboa), houve uma diminuição nos hospitais periféricos, explicou a responsável.


"Temos o diagnóstico feito, temos de trabalhar estes hospitais e os seus profissionais para que todos sejam activos, porque os receptores da zona Sul estão a ser menos transplantados do que os da zona Centro, por exemplo", frisou.



Fonte: http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=383904&visual=26&tema=1


Agradecimento: à Susana Carinhas, por nos ter chamado a atenção para a notícia!

Hidronefrose

26 de janeiro de 2009

  • O que é a hidronefrose?

A hidronefrose é o inchaço do rim. Quer dizer que o rim contém mais urina que o normal. Pode acontecer em ambos os rins ou apenas num.

  • O que provoca a hidronefrose?

Uma mistura de factores genéticos e outros causam hidronefrose. Não é causado por nada que a mãe faça durante a gravidez. A hidronefrose ocorre quando há algo que bloqueia o fluxo da urina, ou quando a urina flui ao contrário desde a bexiga até aos rins (sobe), conforme se mostra na imagem seguinte.

Fig. 1 - Neste sistema urinário normal, a urina produzida nos rins flui rapidamente para baixo até à bexiga.

Fig. 2 - Neste paciente, a urina flui ao contrário desde a bexiga até ao rim. A isto chama-se refluxo. Esta urina aplica pressão no rim causando hidronefrose.

Fig. 3 - Neste paciente, a urina flui na direcção correcta, mas alguma coisa está bloqueando a sua passagem. Consequentemente, o líquido acumula no rim, causando hidronefrose.

Para determinar qual o tipo de hidronefrose que o seu filho tem, o médico poderá pedir mais radiografias ou ecografias dos rins. Estes estudos tiram “fotos” dos rins ou outros órgãos. Há vários graus de hidronefrose. Normalmente considera-se como leve, moderado ou severo. Alguns médicos utilizam um sistema de numeração: o grau 1 é leve, o grau 2 é moderado, e o grau 3 é severo.

  • A hidronefrose é prejudicial?

A hidronefrose pode ser prejudicial se bloquear seriamente o fluxo de urina. Por vezes o dano ocorre antes de nascer. Diagnosticam-se muitas crianças com hidronefrose quando as suas mães fazem ecografias durante a gravidez. Mas não é verdade que todas as crianças com hidronefrose tenham danos nos rins. Muitas crianças têm rins que funcionam normalmente sem nenhuns problemas. O médico examinará cuidadosamente o seu filho para avaliar que exames aos rins terá de fazer. O médico irá desenhar um plano de tratamento para ajudar a prevenir os danos no rim.

  • Qual é o tratamento para a hidronefrose?

O tratamento para o seu filho dependerá de muitos factores, incluindo o grau de hidronefrose, a causa e os resultados de outros exames. Cada criança é diferente. O seu médico desenvolverá um plano especialmente concebido para ele.

Estes são alguns dos tratamentos disponíveis:

- Na maioria dos casos, a hidronefrose leve não necessita de nenhum tratamento. Muitas vezes, melhora ou desaparece por si mesmo. O seu médico provavelmente pedirá uma outra ecografia no futuro para ver se está melhorando.

- Com hidronefrose moderada ou severa, o seu médico fará um “scan” do rim para examinar o fluxo da urina. Se está a fluir bem, não é necessário mais nenhum exame. No entanto, o médico quererá reexaminar o seu filho no futuro.

- Se os testes ao rim mostrarem que a urina não está a fluir bem, o médico encaminhará a criança a um urologista pediátrico ou a um cirurgião. Estes médicos podem avaliar o seu filho e dizer-lhe se a cirurgia ajudará a eliminar a obstrução.

Se o seu filho tem refluxo, o médico irá prescrever-lhe um antibiótico para prevenir infecções urinárias. Por vezes, recomenda-se cirurgia para tratar o refluxo.

O médico explicará quais as opções de tratamento que crê serem as melhores para o seu filho.


Fonte: http://kidneyweb.net/hm.htm

Robot desinfecta Centro Hospitalar

23 de janeiro de 2009

O Centro Hospitalar do Nordeste (Trás-os-Montes) está a implementar um sistema de desinfecção inovador, que contribui para a prevenção de infecções hospitalares e, consequentemente, para a diminuição do tempo de internamento dos utentes. Trata-se de um robot de origem francesa que, depois de programado, desinfecta as diferentes zonas hospitalares com peróxido de hidrogénio, mesmo nos locais onde é impossível chegar através da limpeza manual.

Os serviços onde os riscos de infecção hospitalar são mais elevados, como as Medicinas, Cirurgia, Diálise, Neonatologia, bem como o Bloco Operatório, vão receber a visita assídua da “Sterinis”.

Ler notícia: http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=251&id=11027&idSeccao=2310&Action=noticia

Primeiro-Ministro quer acesso gratuito e universal a células do cordão

22 de janeiro de 2009

Primeiro-ministro anunciou a criação, para breve, de um banco público que irá armazenar as células estaminais presentes no sangue do cordão umbilical, capazes de ajudar a tratar várias doenças. Até agora, criopreservar estas células só era possível a troco de, pelo menos, mil euros.

O processo subjacente à criopreservação das células estaminais do cordão umbilical é simples: na hora do parto, os médicos colhem o sangue do cordão, de onde são recolhidas as estaminais posteriormente congeladas.

Por cá, dezenas de milhares de pais já o fizeram, apesar dos custos, nunca inferiores a mil euros. Mas em breve, todos poderão fazê-lo sem gastar nada, a julgar pelas palavras de José Sócrates, que anunciou a criação de um banco público destas células.

A ideia é, justificou o primeiro-ministro, presente ontem no Parlamento, «garantir o acesso gratuito e universal às células criopreservadas por quem venha a precisar», dotando o País «com mais recursos para tratar de doenças graves».

Ler notícia: http://www.destak.pt/artigos.php?art=19428

Homem doa Rim e Pâncreas à sua filha diabética

21 de janeiro de 2009

Neeraja era uma jovem indiana de 27 anos, diabética e insuficiente renal, a quem foi proposto que realizasse um transplante simultâneo de rim e pâncreas. O seu pai, Ramadoddi Kullayappa, de 63 anos, doou um dos seus rins e uma parte do seu pâncreas, num rara cirurgia de transplante simultâneo de rim e pâncreas de dador vivo.

Os diabéticos dependentes de insulina, que desenvolvem insuficiência renal em fase terminal têm uma perspectiva de sobrevivência bastante curta, com menos de 20% de probabilidade de viver para além de 5 anos. A única solução é um transplante bem sucedido, que quase duplica a sua esperança de vida.

Fonte: http://www.topnews.in/healthcare/content/-269father-donates-kidney-and-pancreas-save-diabetic-daughter

Mais comum, embora também pouco realizada, é a cirurgia de transplante simultâneo de rim de dador vivo e pâncreas de cadáver, tal como é descrito pela Universidade de Maryland: http://www.umm.edu/transplant/pancreas/pancreas.htm

Infarmed lança ferramenta que permite comparar preços de medicamentos com a mesma substância activa

20 de janeiro de 2009

O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP, lançou uma ferramenta de pesquisa de preços dos medicamentos, designada pesquisaMG. A aplicação permite conhecer o preço do seu medicamento e de todos os medicamentos com a mesma substância activa.


Está disponível em http://www.infarmed.pt/genericos/pesquisamg/pesquisaMG.php.


Pesquisando por substância activa ou nome do medicamento, obtém todos os medicamentos, genéricos e não genéricos, para essa substância activa. Os resultados da pesquisa estão ordenados por ordem crescente (do mais barato para o mais caro) de preço ao utente.


Consulte a pesquisaMG e verifique quais as alternativas que existem para o seu medicamento.

Petição pelo Hospital D. Estefânia

19 de janeiro de 2009

Já falámos aqui sobre este assunto, que é o encerramento do Hospital D. Estefânia, previsto para 2012.

Recebemos este e-mail, que passamos a divulgar:

Decidimos lançar um novo abaixo assinado, pois o Plano Funcional antigo continua em vigor e o Presidente da República não pode intervir nas decisões do Ministério. Estamos a ter pouca adesão para este abaixo-assinado, pois as pessoas julgam que é o mesmo que já assinaram. Agradecemos a máxima divulgação do novo abaixo-assinado!
O anterior abaixo-assinado ao Presidente da República Portuguesa infelizmente não alcançou resultados práticos, conseguiu-se apenas que o espaço actual do H. D. Estefânia continue a pertencer às crianças e não ao circuito da especulação imobiliária.

Mais informações: http://www.campanhapelohde.blogspot.com/
Assinar a nova petição: http://www.petitiononline.com/18772008/petition.html

O que é uma biópsia renal?

15 de janeiro de 2009

  1. Quando é preciso de fazer uma biopsia renal?
    O seu médico pode recomendar uma biopsia renal para diagnosticar ou tratar a sua doença renal. Podemos saber muito a partir das análises à urina e ao sangue, no entanto, por vezes, estudando um bocadinho do rim, dá-nos informação muito útil, que não podemos obter de outra maneira.

  2. O que acontece durante uma biopsia renal?
    Dois médicos participam na biopsia. O nefrologista (mdico dos rins) faz a biopsia propriamente dita. O outro médico é o anestesista e dá ao paciente o medicamento para o ajudar a relaxar ou dormir, vigiando também o ritmo cardíaco, a pressão arterial e a respiração durante o procedimento. O paciente deita-se de barriga para baixo, com uma pequena enrolada debaixo de si (se tiver um transplante de rim, a biópsia é realizada de costas). Um médico ou enfermeiro colocam um cateter intravenoso (IV), um pequeno tubo que passa numa veia. O paciente recebe um medicamento para relaxar ou para dormir. O médico utiliza uma máquina de ecografias para visualizar os rins e para conduzir uma agulha fina num deles. Com a agulha, retira 1 a 3 bocadinhos do rim. O rim é aproximadamente do tamanho de um punho da mão. A biopsia dura apenas uns minutos. O médico coloca um penso no lugar onde passou a agulha. Não necessita de pontos.

  3. O que acontece depois da biopsia?
    O paciente desperta alguns minutos depois de a biopsia ser concluída. Os médicos e enfermeiros vigiam amiúde a pressão arterial, o ritmo cardíaco e a respiração. Terá que ficar deitado por umas horas. Deve passar a noite no hospital, mas já poderá comer e beber normalmente. A maioria dos pacientes sai do hospital no dia seguinte. A urina parecerá vermelha ou rosada no princípio, o que é normal. Regressa a cor amarela passado um ou dois dias.

  4. A biopsia dói?
    O médico coloca um creme ou um medicamento que adormece a pele na zona da picada. Muitas vezes, os médicos fazem a biopsia com anestesia, o que significa que o paciente fica a dormir durante o procedimento. Muitos pacientes dizem que se sentem um pouco doridos um ou dois dias depois da biopsia, mas geralmente o paracetamol é suficiente para se sentirem melhor.

  5. Quais são os riscos?
    Existe o risco de sangramento. Muito raramente os pacientes podem necessitar de uma transfusão de sangue, ou mesmo cirurgia para o sangramento. Para reduzir o risco, o médico costuma pedir umas análises ao sangue antes da biopsia. Também assegurará que o paciente não toma nenhum medicamento que aumente o risco de sangrar. Existe também o risco de infecção. Por isso, o médico utilizará equipamentos, batas e sapatos esterilizados, para reduzir este risco.

  6. Quais são os benefícios?
    O benefício de uma biopsia é obter mais informação sobre a doença que está a afectar os rins, o que ajuda o médico a decidir qual o melhor tratamento.

  7. Quais são as alternativas?
    Um cirurgião pode fazer uma biopsia aberta. Nesta operação, o cirurgião faz uma incisão e retira um bocadinho de rim.
    Ou então, um radiologista pode fazer uma biopsia usando uma tomografia computorizada (TAC). Este procedimento é muito parecido à biopsia guiada por ecografia, mas utiliza-se a tomografia para guiar a agulha.

  8. Como se sabem os resultados?
    O médico marcará uma consulta para discutir os resultados. Geralmente são necessários alguns dias para se obterem todos os resultados.

  9. Quando se deve chamar um médico?
    Chame rapidamente um médico se:
    Tiver dor e esta piorar;
    Não conseguir urinar;
    Tiver
    febre;
    A urina estiver a escurecer.

Fonte: http://kidneyweb.net/hm.htm

Dador vivo: histórias na 1ª pessoa

14 de janeiro de 2009

Conheça a história de Elvira e José Manuel Ribeiro, dois irmãos que desde há 6 anos partilham mais do que laços de sangue. Depois de 5 anos de hemodiálise, Elvira doou um rim ao seu irmão José Manuel.

O testemunho de Elvira é significativo: – “Ninguém deve ter receio de um acto semelhante ao meu. Podemos salvar uma vida quando as decisões são tomadas em consciência e sem receio. Depois da opção, não podem ficar dúvidas sobre o caminho a seguir. Eu nunca as tive”.

Ler notícia: http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1543:figuras-elvira-e-jose-manuel-ribeiro&catid=52:cultura&Itemid=82

Transplantes hepáticos pediátricos assinalam 15 anos em Coimbra

13 de janeiro de 2009

A transplantação hepática pediátrica em Coimbra celebra 15 anos de existência, numa altura em que se contabilizam já 146 intervenções efectuadas nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A equipa de especialistas liderada pelo cirurgião Alexandre Linhares Furtado realizou, até Dezembro de 2008, 146 transplantes hepáticos no centro de Coimbra a 132 crianças, 110 das quais com sucesso.

Os números apresentados no decorrer das comemorações do primeiro transplante em Portugal dão conta de 15 a 17 transplantes hepáticos pediátricos por ano, com um tempo de espera de cerca de seis meses, e uma média de taxa de sobrevivência ao fim de cinco anos de 84%.

A cidade de Coimbra iniciou os transplantes com dadores vivos em 2001, embora a maior parte dos órgãos provenha dos pais da criança em causa. Até à data, os transplantes são efectuados nos HUC, sendo as crianças posteriormente transferidas para o Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), onde são acompanhadas nos cuidados intensivos durante o período de internamento.

Isabel Gonçalves, hepatologista pediatra, acredita que em 2009 será possível passar a efectuar os transplantes na nova unidade do HPC, salientando a importância de todo o procedimento ser elaborado naquela unidade infantil, a fim de minimizar os riscos a que ficam expostas as crianças quando transferidas ainda que, neste caso, o percurso seja curto.

A responsável mostra-se ainda esperançosa de que, este ano, seja dado o «reconhecimento oficial do HPC como centro de referência na Rede de Referenciação Hospitalar de Transplantação».

Fonte: http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&id=8b31b7e7097b98578ccfda3e5999d152

Ministra da Saúde no Centro de Histocompatibilidade do Norte

12 de janeiro de 2009

A ministra da Saúde, Ana Jorge, elogiou na passada 6ª feira, no Porto, o trabalho que tem sido feito pelo Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), que tem registados mais dadores de medula do que os que existem em Espanha. "O CHN é motivo de orgulho para os portugueses, com um trabalho que é reconhecido internacionalmente", afirmou a ministra, na intervenção que proferiu na cerimónia comemorativa do 25º aniversário daquela instituição.

Na breve intervenção que proferiu, a ministra revelou os dados mais recentes relativamente aos transplantes realizados em Portugal no ano passado. "Em 2008 foram realizados 860 transplantes, dos quais 553 renais, que é um valor jamais conseguido", afirmou Ana Jorge, acrescentando que foram ainda realizadas 53 colheitas de órgãos em dadores vivos.

Relativamente às recolhas de órgãos em cadáveres a titular da pasta da saúde revelou que, no ano passado, Portugal atingiu um valor de 26,3 por milhão de habitantes. "Portugal tem vindo a fazer um esforço na área dos transplantes. Temos números que nos honram quando comparados com indicadores internacionais", frisou a ministra da Saúde.

Apesar deste esforço, Helena Alves, directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte, salientou que a lista de espera para transplantes tem vindo a crescer nos últimos anos, sustentando que as curvas dos gráficos são "assustadoramente crescentes". Nesse sentido, referiu a existência de uma "enorme divergência entre o crescimento da lista de espera e o número de transplantes realizado". Segundo Helena Alves, o número de candidatos a transplante renal "cresceu mais de 50 por cento em cinco anos".

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/491062

Como utilizar melhor os medicamentos

9 de janeiro de 2009

Encontrámos um folheto com muitas indicações para ajudar os pais na tarefa de darem os medicamentos aos seus filhos:


  • São muitos os medicamentos e não me consigo orientar!
    Marque em agendas ou calendários os dias e as horas das tomas.

  • O meu filho não gosto do sabor do xarope!
    Informe-se junto do seu médico ou farmacêutico sobre a existência de xaropes com sabores diferentes, outras formas farmacêuticas (ex: comprimidos ou supositórios) ou que alimentos pode misturar com os medicamentos.

  • Não consigo dar comprimidos ao meu filho pois ele não os sabe engolir!
    Pergunte ao seu médico ou farmacêutico se pode triturar os comprimidos ou se existem xaropes ou soluções orais que possam substituir os comprimidos

  • Deixei de dar os medicamentos ao meu filho porque ficou cheio de “babas”!
    Contacte o médico ou farmacêutico para saber se deve suspender ou continuar a administrar os medicamentos.

  • Não consigo ir à farmácia buscar a medicação do meu filho porque estou sempre a trabalhar no horário de funcionamento da farmácia!
    Se não conseguir ir à farmácia durante o horário de funcionamento pode sempre combinar com os funcionários da farmácia qual a forma de obter a sua medicação sem ter que faltar ao trabalho.

  • Como o meu filho ficou bom ao fim de 2 dias deixei de lhe dar o medicamento!
    Mesmo que alguns sintomas tenham desaparecido e o seu filho já se sinta melhor, deve continuar a dar o medicamento segundo as instruções do seu médico ou farmacêutico.

  • O meu filho está sempre a vomitar e não sei se posso dar 2 vezes seguidas o medicamento ou se hei-de deixar de lho dar!
    Não deve duplicar a dose ou deixar de dar o medicamento sem antes falar com o seu médico ou farmacêutico.

  • Eu não quero que o meu filho tome medicamentos na escola porque os amigos podem descobrir que ele está doente!
    Fale com o seu farmacêutico, pois ele pode ajudá-lo a elaborar um esquema de modo a que o seu filho não tenha que levar os medicamentos para a escola.

Conselhos para que os pais não se esqueçam de dar todos os medicamentos ao seu filho

  • Associar a toma dos medicamentos a uma acção do dia que realiza àquela hora (ex: dê os medicamentos à hora de fazer o jantar).
  • Escrever num calendário ou agenda os dias e as horas a que tem que dar os medicamentos e ir assinalando com um "visto" aqueles que já administrou.
  • Utilizar um alarme portátil para o lembrar das tomas dos medicamentos (ex: use a opção de alarme/agenda do telemóvel).
  • Em casos de mudanças na rotina da sua vida diária (ex: férias, viagens, fins-de-semana), faça previamente um plano das modificações necessárias no horário e na escala da toma dos medicamentos. Sempre que tiver dúvidas na modificação dos horários a fazer, contacte o seu médico ou farmacêutico.

Fonte: Serviços Farmacêuticos do Hospital D. Estefânia

Receber um rim novo melhoraria o funcionamento cerebral

6 de janeiro de 2009

Nova York (Reuters Saúde) - As pessoas com doença renal podem padecer de deterioração cognitiva, no entanto o transplante de rim pode melhorar o seu funcionamento cerebral, revelou um estudo apresentado na reunião anual da Sociedade de Nefrologia, em Filadélfia.

Sabe-se que a doença renal crónica ou avançada que requer diálise está relacionada com uma deterioração da função cognitiva. Estudos anteriores já tinham sugerido que a deterioração mental nos pacientes dializados se revertia com um transplante renal bem sucedido.

Para investigar mais sobre o assunto, o dr. Mark Unruh, da Universidade de Pittsburgh na Penisilvânia, e seus colegas avaliaram o desempenho cognitivo antes e depois do transplante de rim em 37 pacientes com doença renal avançada.

Os peritos analisaram também a função cognitiva noutras situações num grupo de controle de 23 pacientes com doença renal avançada que não foram transplantados.

A equipa de Unruh revelou uma melhoria estatisticamente significativa no desempenho em testes de aprendizagem verbal e de memória, atenção e linguagem depois dos pacientes receberem os transplantes.

Os peritos não encontraram essas melhorias nos pacientes que não receberam um rim novo. De facto, os resultados dos exames cognitivos pioraram com o tempo no grupo de controle.

"Enquanto que aquelas pessoas tratadas com um transplante renal mostraram melhorias pequenas mas importantes em áreas específicas de desenvolvimento cognitivo, o grupo de comparação que não recebeu um transplante apresentou deterioração da função cognitiva", comentou Unruh.

Unruh referiu que estes resultados espelham a posição de que o transplante de rim constitui uma susbstituição óptima da função renal e "uma oportunidade para melhorar a qualidade de vida e a reabilitação dos pacientes com doença renal crónica avançada".

Fonte: http://www.buenasalud.com/news/index.cfm?news_id=15710&mode=browse&fromhome=y

Bruxelas adopta plano para desenvolver transplante de órgãos

5 de janeiro de 2009

Aumentar a doação de órgãos e a segurança dos transplantes é o objectivo de um conjunto de medidas adoptadas pela Comissão Europeia através de uma directiva para aplicação nos 27 Estados-membros da União.

Entre estas medidas está um plano de acção com 10 pontos para reforçar os sistemas de dádiva e transplante de órgãos na Europa, num trabalho que se deseja de conjunto entre os vários países.

A Comissão Europeia pretende que haja um enquadramento jurídico em matéria de doação de órgãos que seja claro no espaço da União e que passa, desde logo, pela criação de autoridades nacionais para assegurar o cumprimento das normas de qualidade e segurança europeias, onde se incluem um sistema de rastreabilidade dos órgãos e um sistema de notificação de reacções e efeitos adversos graves.

Segundo informa a Comissão Europeia em nota de imprensa, foi estabelecido um plano de acção no horizonte 2009-2015, com 10 medidas prioritárias para cumprir três grandes objectivos:

  • melhorar a qualidade e segurança do transplante de órgãos;
  • aumentar a disponibilidade de órgãos;
  • e incrementar a acessibilidade e a eficácia dos sistemas de transplante europeus.

Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde e os pacientes nesta matéria e aperfeiçoar o trabalho de coordenação dentro das unidades hospitalares, com vista à rápida sinalização e encaminhamento de órgãos disponíveis para transplantes, são ainda objectivos a atingir com as medidas agora adoptadas pela Comissão Europeia.

Numa das propostas do documento, o executivo europeu recomenda a nomeação de um coordenador de transplantes em todos os hospitais comunitários.

Em conferência de imprensa, a comissária europeia da Saúde, Androulla Vassiliou, explicou que “há mais de 56000 pacientes à espera de um órgão compatível na União Europeia. Só em 2006, mais de 5500 doentes morreram enquanto se encontravam em lista de espera. Estima-se que 10 pessoas morrem por dia enquanto esperam por um órgão compatível.”

A comissária elogiou o sistema espanhol, inovador em vários pontos, sendo um deles o da existência do coordenador de transplantes e que permitiu o aumento das doações de órgãos em 130% em 10 anos, de acordo com dados da Comissão Europeia.

Vassiliou qualificou ainda de inaceitáveis as diferenças existentes entre os "27". Em Espanha, em 2007, houve em média 35 doadores para cada milhão de habitantes. Na Roménia, esta média cai para 0,5. Ou seja um doador para cada dois milhões de habitantes.

Fontes:




Desejamos aos nossos Amigos umas Boas Festas e um Óptimo Ano de 2009!

Que no sapatinho encontrem Amizade, Amor, Paz e, sobretudo, muita Saúde!


Voltamos para o ano!

Estão todos convidados!

19 de dezembro de 2008

(clicar na imagem para aumentar)
À semelhança de anos anteriores, a APIR tem o prazer de convidar TODOS os IRC e seus familiares a assistir ao Circo Walter Dias, em Lisboa, no dia 21 de Dezembro, pelas 11:30.
Quem estiver interessado, por favor reserve os seus bilhetes através de:

Mais informações no site da APIR!

Quem vai?

“Reality show” do rim recebe um Emmy

17 de dezembro de 2008

Lembra-se do "reality show" holandês onde se dizia que uma mulher doente terminal iria escolher em directo, de entre três candidados, quem iria receber os seus rins após a sua morte?

Falámos disso aqui e desmentimos aqui, pois afinal era tudo encenado, e o programa não foi mais do que uma forma que a estação de televisão encontrou para chamar a atenção da sociedade e pressionar a classe política para resolver o problema das listas de espera para transplante.

Passado mais de um ano, este programa acaba de ser premiado com um Emmy Internacional, que distingue produtos televisivos que não sejam norte-americanos, e que considerou o polémico “The Big Donor Show” o melhor programa sem guião.

Ler notícia: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Media/Interior.aspx?content_id=1050298

O fim da picada?

16 de dezembro de 2008

Pode ser o fim do pesadelo para quem tem medo de agulhas. Na Universidade de Coimbra está a ser desenvolvida uma seringa que funciona por laser.


Ler notícia (com vídeo): http://sic.aeiou.pt/online/noticias/vida/O+fim+da+picada.htm


Nas crianças com IRC relembramos que já existe há alguns anos a opção de administrar a Hormona de Crescimento sem agulha, através da caneta cool.click™, da Merck Serono. Informe-se com o seu médico!

E porque os órgãos não caem das árvores...

15 de dezembro de 2008

Realizaram-se nos dias 10, 12 e 13 de Novembro, respectivamente, nos Hospitais de Egas Moniz (HEM), Santa Cruz (HSC) e São Francisco Xavier (HSFX), os primeiros seminários sobre "O essencial sobre doação de órgãos".

Estes seminários foram realizados no âmbito de um projecto europeu "ETPOD Project" (European Training Program on Organ Donation), que envolve 17 países e 20 organizações, e que tem por fim, disseminar o conhecimento de todo o processo de Doação de Órgãos.
Clique na imagem para ler o artigo completo.

Doentes renais com nova consulta em Castelo Branco

11 de dezembro de 2008

O Serviço de Nefrologia/Unidade de Diálise do Hospital Amato Lusitano (HAL), em Castelo Branco, deverá passar a disponibilizar Consultas de Pós-Transplante a partir de Janeiro de 2009. Ernesto Rocha, Director do Serviço, salienta que esta consulta servirá os utentes que "são cerca de 80 que, para resolverem uma série de situações de rotina, têm que se deslocar a Coimbra e a Lisboa". Assim, com a abertura da consulta "vamos poupar nos transportes e dar uma comodidade ao doente que não tinha até aí, pois tinha que se levantar mais cedo e vinha mais tarde".

Essencial é também a prevenção e por isso o Serviço de Nefrologia do Hospital Amato Lusitano planeia organizar a 12 de Março de 2009, Dia Mundial do Rim, uma actividade para promover a prevenção de doenças renais, a ter lugar no centro da cidade de Castelo Branco.

Ler notícia: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=155&id=10212&idSeccao=1505&Action=noticia

Fim de restrições legais ajuda doentes renais

10 de dezembro de 2008

Leia as histórias de dois casais em que um dos cônjuges doou o seu rim ao outro, após a tão esperada alteração da lei, que veio permitir que qualquer pessoa, como cônjuges ou amigos, seja dador de órgãos em vida, independentemente de uma haver relação de consanguinidade entre dador e receptor.

Ler reportagem: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351692&idCanal=62

Quando e como tomar antibióticos

9 de dezembro de 2008

1. Quando devo tomar antibiótico?
Os antibióticos não tratam as infecções causadas por vírus, como é o caso das constipações ou das gripes. Os antibióticos só são eficazes em relação às infecções causadas por bactérias. Compete aos Médicos fazerem um diagnóstico correcto e tomarem a decisão sobre a necessidade de se tomar ou não um antibiótico.


Não esqueça: Os antibióticos não curam constipações e gripes!
• Os antibióticos só são eficazes em relação às infecções causadas por bactérias – não ajudam a recuperar de infecções causadas pelos vírus das constipações ou gripes!
• Os antibióticos não evitam o contágio do vírus a outras pessoas.
• O uso desnecessário de antibióticos, como no caso das gripes e das constipações, não traz qualquer benefício.
• O uso desnecessário de antibióticos torna as bactérias mais resistentes, e quando precisar realmente de tomar antibiótico, o tratamento já não faz efeito!
• Os antibióticos podem causar efeitos indesejados, como diarreia.
• Consulte sempre o seu Médico antes de tomar antibióticos!


2. Como devo tomar antibióticos?
Quando o Médico disser que é necessário tomar um antibiótico. É muito importante tomar o antibiótico de forma responsável!
Não esqueça: Tome antibióticos de forma responsável!
• O uso excessivo de antibióticos torna as bactérias mais resistentes aos tratamentos com antibiótico, daí a importância de não tomarmos antibióticos de forma incorrecta e injustificada.
• Só deve tomar antibióticos quando prescritos por um Médico e seguindo as suas indicações, para que no futuro, o tratamento com antibiótico continue a ser eficaz.
• Se quando acabar o seu tratamento ainda sobrar antibiótico, não deve guardá-lo. Aconselhe-se junto do seu farmacêutico como poderá desfazer-se dessa sobra.


3. Porque devo tomar antibióticos de forma responsável?
O uso incorrecto de antibióticos torna as bactérias mais resistentes e torna-os ineficazes em futuros tratamentos, o que constitui um perigo para a saúde pública.

Não esqueça: Somos todos responsáveis por manter os antibióticos eficazes!
• Os antibióticos estão a deixar de ser eficazes a um ritmo nunca visto, mesmo em relação há 5 anos atrás. Isto deve-se ao facto de o uso excessivo e desadequado de antibióticos ter tornado as bactérias resistentes aos tratamentos.
• Se continuarmos a consumir antibióticos ao mesmo ritmo, a Europa pode ter que voltar à época “pré-antibiótica” em que não existiam os antibióticos actuais, e uma simples infecção causada por bactérias, como é o caso da pneumonia, era mortal. Por isso, quando no futuro precisar de tomar antibiótico, este tratamento pode já não fazer efeito.
• Não tome antibióticos pelas razões erradas ou de forma incorrecta!
• Aconselhe-se sempre com o seu Médico sobre quando e como tomar antibióticos para que no futuro o tratamentos com antibióticos seja garantido!

Fonte: Direcção Geral de Saúde

HGSA comemora 25 anos de transplantes renais

5 de dezembro de 2008

No passado dia 28/11 o Hospital Geral de Santo António (HGSA), no Porto, comemorou 50 anos do primeiro transplante da córnea e 25 do primeiro renal, sendo o único em Portugal que realiza transplantes pancreáticos.

Este hospital "é uma referência na área da transplantação, com um número de transplantações realizadas e resultados ao nível dos alcançados nos melhores centros europeus desta área", sustentou Rui Almeida, director da Comissão Executiva do Conselho de Transplantação do HGSA.

O hospital tem uma lista de espera de 178 doentes para córnea, 600 para rins, 50 para o pâncreas e 25 para fígado. O Santo António é o único hospital do Norte do país que faz transplantes hepáticos. "Nós e o São João fazemos do rim, sendo que só o Santo António é que faz rim pediátrico, e no pâncreas somos referência para todo o país", frisou Rui Almeida, ele próprio cirurgião e membro das equipas de transplantação. Segundo os seus responsáveis, é "uma das duas melhores unidades nacionais, com um total de 1670 transplantes de rim realizados até este mês".

Ler notícia: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/0f2a5592e6f22532a4a57e.html

Evento Criança & Rim

2 de dezembro de 2008

À semelhança do Evento realizado no Hospital de Santa Maria no dia 16/10 (fotos aqui), realizámos na passada 6ª feira, dia 28/11, uma acção semelhante, mas no Hospital D. Estefânia. Estiveram presentes o Presidente da APIR, Sr. Carlos Silva e a Dra. Isabel Roquete, da Amgen, para além do Criança & Rim.

Agradecemos à Unidade de Nefrologia Pediátrica do Hospital D. Estefânia (HDE), que nos possibilitou a realização desta acção nas suas instalações. Entregámos também as t-shirts oferecidas pela APIR e pela Amgen e pudemos contactar de perto com várias famílias com crianças com doença renal.

Nota interessante: um menino do Algarve, que vinha a caminho do HDE para a consulta e também para receber a sua t-shirt, recebeu o telefonema de que havia um rim à espera dele, para ser transplantado no Hospital de Santa Cruz. Desviou a sua rota, naturalmente. Não tivemos o prazer de o conhecer, mas desejamos todo o sucesso ao João Pedro com o seu novo rim!!

Começou a monitorização da gripe!

28 de novembro de 2008

A ideia de monitorizar a epidemia sazonal de gripe, utilizando a Internet e com base na participação voluntária dos cidadãos, nasceu na Holanda, em 2003. Rapidamente constituiu-se num caso de sucesso de comunicação de ciência e de promoção da saúde. O projecto holandês, entretanto alargado à Bélgica que fala flamengo, motivou investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência a encetar uma colaboração internacional que veio dar lugar, em 2005, ao Gripenet português.

Acompanhando a actividade esperada da gripe, o Gripenet recolhe dados de Novembro a Maio. É com base nesses dados, recolhidos em questionários on-line, que é feita a monitorização da epidemia sazonal. Contudo, o site de suporte ao projecto está activo durante todo o ano, de forma a fornecer informação sobre a doença e as temáticas com ela envolvidas. O site www.gripenet.pt é o maior repositório de conteúdos on-line em língua portuguesa sobre a gripe.

Todos podem participar na monitorização Gripenet. Basta residirem território nacional e possuir endereço de correio electrónico.

Inscreva-se em: http://www.gripenet.pt/

A semana do Hospital dos Pequeninos

26 de novembro de 2008

A partir de 24 de Novembro, as Associações de Estudante da Faculdade de Medicina da U.Porto (AEFMUP) e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (AEICBAS) têm uma semana pela frente para tentar acabar com o "medo da bata branca" junto das crianças, em mais uma edição do "Hospital dos Pequeninos".

Ler mais:
http://noticias.up.pt/catalogo_noticias.php?ID=839&strNewsType=0&DumpCache=MMD492bd5c2bdd0a

Pré-Diálise - Programa Educativo para o Doente e Sua Família

25 de novembro de 2008

Link para um livro em Português, criado pela Baxter, que permite ajudar os doentes e as famílias quando se preparam para entrar em diálise.

"Com este livro pretende-se, de forma clara e simples, fornecer conhecimentos aos doentes e aos familiares que os ajudem na escolha de uma terapêutica para a doença renal crónica terminal. Pretende-se, igualmente, apresentar alguns tópicos relacionados com a evolução da doença, para, em conjunto com o auxílio do pessoal de saúde que o trata, minimizar a progressão da doença, participando de forma activa nas diversas escolhas terapêuticas que se impõe fazer, ao longo da evolução da doença."

Temas:
  1. Para que servem os rins? / Diabetes, hipertensão e doença renal / Outras causas comuns da insuficiência renal crónica / Os tratamentos de substituição da função renal
  2. Análises ao sangue e à urina / Os medicamentos / Dieta / Exercício físico
  3. Diálise como forma de substituição do funcionamento dos rins / “O que se passa comigo?” / Compreender as reacções físicas e emocionais nesta fase de mudança
  4. Onde e como se pode fazer diálise? / Aspectos sociais e económicos da diálise / Alterações do estilo de vida
  5. Diálise Peritoneal
  6. Hemodiálise
  7. Transplante Renal
Link: http://www.apir.pt/up/ficheiros-bin2_ficheiro_pt_0979638001226346602-814.pdf

Transplante de traqueia com tecido do próprio paciente

24 de novembro de 2008

Médicos europeus realizaram um transplante de traqueia com tecido do próprio paciente, eliminando a possibilidade de rejeição do órgão, segundo noticia hoje a revista médica britânica “The Lancet”.

Um aparelho desenvolvido em Itália criou um órgão híbrido que o organismo da paciente iria identificar como sendo seu, evitando assim a rejeição.

Claudia Castillo foi operada em Junho e dez dias depois saiu do hospital sem qualquer risco de rejeição e sem ter que tomar quaisquer imunossupressores. Até à data, a paciente não sentiu qualquer sintoma de rejeição.

A intervenção veio demonstrar aquilo que há muito se anuncia: graças à engenharia de tecidos humanos, os transplantes, tal como os conhecemos hoje, têm os dias contados. O futuro está em fabricar em laboratório tecidos e órgãos à medida, usando células extraídas do próprio paciente, o que elimina o complexo problema da rejeição.

Algumas destas possibilidades são já uma realidade. Investigadores do Instituto Wake Forest, nos Estados Unidos, desenvolveram bexigas que estão a ser utilizadas em ensaios clínicos com humanos e estão já a aperfeiçoar outras 'peças' do organismo.

"Estamos a trabalhar com praticamente qualquer tecido e órgão do corpo humano, incluindo osso, músculo, nervo, tendão, vasos sanguíneos, cérebro, pâncreas, fígado e rim", contou ao Expresso Mark Van Dyke, investigador do instituto.

Ler mais: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1047103

E se uma menor recusasse um transplante em Portugal?

21 de novembro de 2008

Hannah recusou-se a fazer um transplante de coração, o que lhe poderia salvar a vida mas, também, trazer muitos riscos. Se fosse em Portugal, tal como no Reino Unido, os médicos recorreriam ao tribunal se não aceitassem essa decisão. Cabe aos tribunais avaliar todos os elementos.

Ler notícia: http://dn.sapo.pt/2008/11/18/sociedade/e_uma_menor_recusasse_transplante_po.html

Ajudar as famílias para apoiar as crianças

20 de novembro de 2008

Já aqui tínhamos falado da Casa Ronald McDonald, que estava a ser construída junto ao Hospital D. Estefânia com o objectivo de oferecer apoio aos familiares das crianças que se deslocam da sua residência habitual para receber tratamento hospitalar prolongado ou ambulatório. Temos o prazer de anunciar que a Casa foi finalmente inaugurada no início do mês!




Ajude:

Doentes diabéticos caros para o Estado

19 de novembro de 2008

No Dia Mundial da Diabetes, que se comemorou na passada 6ª feira, 14 de Novembro, o coordenador do Programa de Prevenção e Controlo da Diabetes, José Boavida, afirma que pelo menos oito por cento do Orçamento para a saúde é gasto com estes doentes.

José Boavida adianta que são as complicações provocadas pela doença que a tornam mais cara.
«A diabetes é a principal causa de insuficiência renal e cerca de 30 por cento dos doentes que entram em diálise é por causa da diabetes e são todas estas complicações que tornam a diabetes cara», disse.

Ler notícia completa: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1044170

Homem com rim transplantado há 44 anos!

18 de novembro de 2008

Dale Murdock, dos EUA, recebeu um rim de um dador vivo (seu tio) há 44 anos atrás. O transplante ocorreu em 1964, quando ele tinha 14 anos, e até hoje ainda vive com o mesmo rim, e o seu tio também está vivo e de boa saúde.

Ler mais:


http://www.kidney.org/news/tgames/usgames/profilesStory.cfm?sid=45

Be part of the World Transplant Games 2009

14 de novembro de 2008


Os Jogos Mundiais para Transplantados são uma grande celebração da vida, onde se pode ter a "prova viva" que a doação de órgãos e tecidos realmente funciona e permite aos receptores voltarem a ter uma vida produtiva e realizada.

Em 2009, de 22 a 30 de Agosto, cabe à Austrália organizar mais uma edição dos Jogos Mundiais. Prevê-se que estejam presentes mais de 3000 participantes, provenientes de cerca de 70 países, competindo em 14 desportos, incluindo atletismo, natação, ténis de mesa, badminton, boccia, ciclismo e voleibol.

Todos os participantes são transplantados (rim, fígado, coração, pulmão, medula ou pâncreas) e encontram-se a tomar medicação imunossupressora. Os Jogos recebem todas as idades, desde os 4 até aos 85 anos de idade.

Relembramos que em 2007, a comitiva portuguesa conquistou 4 medalhas: Rui Santos (transplante renal) conquistou ouro e prata na natação, Miguel Monteiro (transplante cardíaco) conquistou a medalha de ouro no ténis, e Jorge Carreto (transplante renal) conquistou a medalha de prata no contra-relógio.

Referências:

Coração artificial apresentado em Paris

13 de novembro de 2008

Se tudo correr como previsto, lá para 2011 será realizado o primeiro transplante recorrendo a um coração artificial. Os cientistas aguardam apenas a autorização para começarem os testes clínicos.

A longa e interminável espera por um transplante de coração poderá ter os dias contados. O protótipo de um coração 100% artificial foi esta semana apresentado em Paris. Alan Carpentier, o médico do Hospital Georges Pompidou que lidera a equipa de investigadores, não tem dúvidas de que poderá salvar milhares de vidas, muitas das quais se perdem enquanto esperam por um coração. Vinte mil doentes em todo o mundo anseiam por um dador que tarda em chegar.

Ler notícia: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/437899

Um pedaço de nós na vida dos outros

11 de novembro de 2008

[imagem Jornal Expresso]


Ser capaz de dar um órgão ou parte dele a outra pessoa, sem qualquer tipo de interesse a não ser o de salvar uma vida, é um exemplar acto de generosidade. Pergunta-se: seria capaz?

Ler reportagem sobre transplantes renais e hepáticos de dador vivo: http://aeiou.semanal.expresso.pt/unica/artigo.asp?edition=1880&articleid=ES307951&subsection=Transplantes

Portugal oferece órgãos para transplante a Espanha

10 de novembro de 2008

Portugal ofereceu a Espanha, nos primeiros nove meses do ano, 30 órgãos excedentários que proporcionaram 21 transplantes a espanhóis e a seis portugueses que estavam em lista de espera naquele país para receberem um pulmão.

Ler notícia: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1041501

Obrigado Visitantes!

5 de novembro de 2008

O número de visitantes do nosso blog continua a subir. Em 2008 temos vindo a aumentar significativamente o número de visitas, tendo superado por dois meses consecutivos as 3000 visitas mensais. Em 2007 tivemos um número médio de 954 visitas por mês, mas este ano o valor médio anda em 2483!!!

Obrigado a todos os que passam por aqui, nem que seja só por uma vez, ajudando-nos a atingir um dos nossos objectivos que é a divulgação de informação sobre as doenças renais em crianças e jovens.

Aos visitantes habituais, um agradecimento especial por continuarmos a merecer a vossa visita!!

Fotografias!

3 de novembro de 2008

Aqui estão as prometidas fotografias do Evento realizado na Unidade de Nefrologia Pediátrica do Hospital de Santa Maria no dia 16 de Outubro!


Novas tecnologias amenizam internamentos infantis

31 de outubro de 2008

As novas tecnologias estão a ser usadas para ajudar as crianças a suportar melhor o internamento hospitalar.

Ver vídeo: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=370349&tema=37

Primeiro transplante mundial entre seropositivos

30 de outubro de 2008

O hospital Groote Schuur da Cidade do Cabo, na África do Sul, realizou o primeiro transplante mundial entre seropositivos. A operação foi realizada no final de Setembro, mas só agora, quando se confirmou o seu sucesso, foi tornada pública, refere o The Guardian.

Os rins de um homem seropositivo foram transplantados para outros dois homens seropositivos. «Os rins estão a funcionar bem e não há sinais de rejeição», revelou Elmi Muller, cirurgião responsável pela operação.

A África do Sul é o único país do mundo que permite o transplante de órgãos entre seropositivos. A decisão, tomada em 2007, esteve relacionada com um facto de um em cada cinco adultos serem seropositivos naquele país, o que significava que cerca de um terço dos órgãos fosse recusado para transplante.

Rafael Matesanz, coordenador da Organização de Transplantes espanhola, explicou ao El Mundo que esta operação não é permitida «em nenhum outro lugar por causa da própria natureza do vírus, uma vez que o HIV não é homogéneo».

«A estirpe do doador pode ser diferente da do receptor e, ao transplantar um órgão infectado, pode haver uma nova infecção», afirmou. Além disso, os órgãos de um seropositivo podem estar tão danificados pelo vírus que durarão pouco tempo no paciente.

O cirurgião sul-africano, no entanto, contrapõe que «estas operações são uma grande oportunidade para salvar vidas e oferecem uma esperança a um grande número de cidadãos que não tinha nenhuma oportunidade de receber um transplante».

Fonte: http://diario.iol.pt/internacional/africa-do-sul-transplante-rins-seropositivos-hiv-sida/1007435-4073.html

Um estudo descobre dois genes básicos na formação dos rins

29 de outubro de 2008

Os genes "Irx1" e "Irx3" da família Iroquois são fundamentais na formação dos rins dos vertebrados, segundo demonstrou uma equipa do Centro Andaluz de Biologia e Desenvolvimento da universidade Pablo de Olavide, em Sevilha.

Este estudo centrou-se nos rins dos embriões da rã Xenopus Laevis, segundo assinalou num comunicado o CSIC.

Nos últimos anos comprovou-se que os mecanismos moleculares que intervem na formação de um rim de um anfíbio são muito similares aos que permitem o desenvolvimento de um rim de um mamífero.

Os resultados, publicados esta semana na revista "Development", permitem aprofundar o conhecimento sobre a formação de órgãos, "o que ajudaria a empregar no futuro a medicina regenerativa para solucionar problemas renais, em lugar das terapias com diálise que se aplicam na actualidade", recorda o CSIC.

Os investigadores demostraram que os genes Irx1 e Irx3 participam em duas etapas do processo de formação dos rins.

Numa etapa inicial, os genes Iroquois encarregam-se de manter a identidade do tecido do rim e de definir o tamanho do órgão.

O investigador do CSIC que coordena o trabalho, José Luis Gómez Skarmeta, declarou que se "aumentarmos os níveis do genes Irx1 e Irx3 produzem-se uns rins maiores, e que se bloquearmos estes genes os órgãos não se formam".

Numa segunda etapa, os genes Iroquois são necessários para que se formem correctamente as regiões intermédias dos nefrons (a unidade funcional onde se produz a filtração do sangue, a reabsorção dos metabolitos reutilizáveis e a excreção dos resíduos), onde se encontra um tipo de transportadores de metabolitos.

Os genes Iroquois participam por sua vez noutros processos, como o desenvolvimento do sistema nervoso e o coração ou a formação de determinados tipos de células como os olhos.

Os rins dos embriões de anfíbios, como a rã do estudo, são versões simplificadas dos rins dos humanos. A grande diferença é o número de nefrons integrados no órgão: mais de um milhão nos rins dos humanos, mas apenas um em cada rim do embrião de rã.


Fonte:
http://www.diariodesevilla.es/article/sevilla/209224/estudio/sevilla/descubre/dos/genes/basicos/la/formacion/los/rinones.html

40 anos em hemodiálise!

28 de outubro de 2008

O seguinte artigo (em Inglês) relata a história de um paciente ao longo de 4 décadas de hemodiálise. Devido ao Síndrome de Alport, teve que iniciar a hemodiálise em 1968, mantendo o tratamento até aos dias de hoje. Realizou um único transplante em 1973, mas que não foi bem sucedido, tendo rapidamente voltado à hemodiálise.

Trata-se de uma espécie de "diário" (embora com longos hiatos pelo meio), escritos pelo próprio paciente, antigo Professor Universitário, Richard L. Faber. Foi escrito por fases, desde o início da hemodiálise aos 28 anos (em 1968), até ao presente (Junho de 2008). Cada fase descreve o estado clínico, bem como as suas atitudes e opiniões face ao tratamento. Os comentários em itálico foram acrescentados no presente.

http://www.nephronline.com/features.asp?F_ID=388

Conseguimos compreender o desafio que a hemodiálise constitui, não só para o doente, mas para toda a sua família. Mas também se percebe que há vida para além do tratamento, e que o desafio pode ser vencido!!

O hiperparatiroidismo secundário pode prevenir-se

27 de outubro de 2008

O hiperparatiroidismo secundário existe quando o corpo produz hormona paratiroideia a mais, devido a níveis de cálcio demasiado baixos. Isto acontece quando os níveis de vitamina D estão baixos ou quando o cálcio não é absorvido nos intestinos e ocorre em pacientes com insuficência renal crónica. O importante nestes casos é conseguir normalizar estes valores e dar qualidade de vida a estes pacientes que de modo geral estão em diálise.

Dependendo do grau de severidade do processo o paciente pode ou não notar problemas; em estados iniciais pode não notar nenhum sintoma mas à medida que a doença avança podem manifestar-se as dores ósseas, debilidade muscular, deformidades ósseas e no final o paciente pode ter risco de fracturas ósseas.

O hiperparatiroisimo secundário dá-se em pacientes com doença renal crónica; Quanto mais severa é a insuficência renal maior é a probabilidade de encontrar números elevados desta hormona e outras alterações do metabolismo mineral. Quando o rim falha, altera-se o metabolismo mineral e sobretudo o fósforo que ingerimos com os alimentos e que não se pode eliminar na urina. O rim é responsável por activar a vitamina D, desta forma, quando falham os rins produz-se um défice de um dos principais metabólicos da vitamina D.

Tudo isto contribui para que se absorva menos cálcio no intestino e o todo processo exige também que se ponha em marcha mecanismos que são únicos para manter o cálcio no sangue, que é a prioridade absoluta doo organismo neste caso. A secreção da hormona paratiroideia é este mecanismo único que vai promover a extracção do cálcio do osso e vai forçar inclusivamente a excreção do fósforo pelos rins.

Como qualquer outra doneça o importante é prevenir; o hiperparatiroidismo secundário pode prevenir-se. Há que diagnosticar precocemente a insuficiência renal e tratá-la. Para tal, basta procurar determinados valores numa simples análise ao sangue onde se pode determinar a insuficiência renal.

Em todos os congressos de nefrologia dedica-se uma parte notável do tempo a rever e actualizar esta doença renal. No congresso de Estocolomo trataram-se diversos aspectos bastante inovadores desta fisiopatologia, da excreção do fósforo através do rim e dos novos fármacos que existem para controlar esta doença como são os controladores da absorção intestinal de fósforo, dos metabolitos activos de vitamina D e dos calcimiméticos.

Os sais de cálcio podem ser um tratamento mas utiliza-se não para a absorção mas antes para controlar o fósforo, que é o ponto fundamental para tratar esta doença. Os sais de cálcio unem-se ao fósforo, tornando-se insolúveis e eliminando-se pelas fezes, evitando que se absorva demasiado fósforo.

O metabolito activo da vitamina D é um derivado da mesma que tem uma estrutura química de hidroxilação em duas posições; apenas se realiza esse processo químico no rim e quando este não funciona ficamos sem o metabolito activo.

Para os especialistas é um objectivo prioritário que os pacientes de diálise tenham todos estes níveis correctos; porque todas estas alterações provocam problemas nos ossos e também porque existe uma relação entre estas alterações minerais com a mortalidade de origem cardiovascular.

Todos estes problemas corrigem-se com medicamentos e quando o hiperparatiroidismo está fora de controle, há que corrigir com a cirurgia. Nesta cirurgia retiram-se as 4 glândulas, deixando uma pequena parte que se enxerta fora do pescoço para que o paciente não fique sem hormona paratiroideia.


Fonte:
http://www.vivirmejor.es/es/nefrologia/noticia/v/196/categoria/23/actualidad/el-hiperparatiroidismo-secundario-se-puede-prevenir-03222.html

Pergunta Sem Resposta: Novo Formulário Galénico

24 de outubro de 2008

Já no ano passado nos queixámos da desactualização do Formulário Galénico, que levou inclusivamente à participação do Criança & Rim numa reportagem realizada pela RTP. A principal queixa tinha a ver com o facto de o Estado só comparticipar os medicamentos manipulados que constem do dito Formulário Galénico. Só que a última edição deste Formulário datava de.... 1969 (!!), estando completamente desactualizada face às necessidades médicas e medicamentosas actuais.

Passados quase 40 anos eis que surge a edição actualizada do Formulário Galénico!!! Segundo a Associação Nacional de Farmácias, que editou este novo trabalho, "Esta é uma edição orientada para a Pediatria, com formulações distribuídas entre 40 substâncias activas e oito grupos terapêuticos nesta especialidade."

Saiba mais aqui: http://www.anf.pt/media/fs_set08.pdf (págs. 20 e 21)

Agora perguntamos: será que o Trimetoprim já está finalmente incluído nesta versão do Formulário Galénico? Ou teremos que esperar mais 40 anos?

Transplantes em Portugal

23 de outubro de 2008

"Em Portugal não há escassez de órgãos, o problema está nas hierarquias, nas equipas, na coordenação", explica José Fragata, director do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica do Hospital de Santa Marta. Consequências? "Perdem-se muitos dadores porque as Unidades de Cuidados Intensivos não estão sensibilizadas. Por isso, no início do ano, criou-se a figura do coordenador", salienta o presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), António Morais Sarmento. Já estão nomeados 43 médicos, em 37 centros hospitalares, e a sua missão é identificar que doentes nos Cuidados Intensivos são potenciais dadores. A informação é depois transmitida ao respectivo Gabinete de Coordenação de Colheita de Órgãos e Transplantação - nos hospitais de São João e Santo António, no Porto; HUC, em Coimbra, e São José e Santa Maria, em Lisboa.

"A última coisa que se pretende é que um órgão vá para o balde", salienta a responsável nacional, Maria João Aguiar. A anestesista reconhece que há menos desperdício, contudo falta dar um passo de gigante: "Estamos a lutar para recolher órgãos em doentes com paragem cardio-respiratória, como se faz em toda a Europa. Aliás, os serviços de emergência espanhóis fazem-no há 16 anos". E aqui, o papel principal é do INEM. "A vítima, por exemplo, de um AVC gravíssimo é mantida com manobras de reanimação. Os médicos no hospital confirmam a paragem cardio-respiratória, esperam cinco a dez minutos, retomam a massagem, levam a pessoa para o bloco e fazem a colheita", simplifica. O procedimento só ainda não é feito porque, mais uma vez, faltam equipas bem preparadas. "É preciso investir pouco dinheiro e muita organização", resume Maria João Aguiar.

Também é necessário mudar mentalidades. Em Portugal, só não é dador quem estiver inscrito no Registo Nacional de Não Dadores - com 38.148 nomes - , mas muitos familiares contestam a recolha de órgãos dos seus entes. Nestes casos, "é preciso explicar que se morre quando o cérebro deixa de funcionar e não apenas quando o coração pára. As pessoas ficam como flores que se cortam e colocam numa jarra, parecem vivas mas não estão", afirma a médica. "A nossa lei é muito liberal, mas as coisas não são como seria de esperar. Metade dos transplantes nos países nórdicos são de dadores vivos e nos povos ibéricos são de cadáveres, porque as pessoas não têm informação e há medo", afirma o presidente da SPT. António Morais Sarmento diz mesmo: "Luta-se mais pelo lince da Malcata do que pela dádiva de órgãos". Ainda assim, no início do ano foi dado outro passo. Passou a ser permitido que não aparentados, como marido e mulher, sejam dadores vivos entre si.

Como se faz a colheita

  1. Os familiares do doente internado na Unidade de Cuidados Intensivos são informados de que o parente está em morte cerebral e há a hipótese de ser dador de órgãos
  2. Seis horas após o diagnóstico, um neurologista, intensivista ou anestesista confirmam a morte cerebral com um exame de estímulos. Em caso de dúvida, recorre-se, por exemplo, à angiografia cerebral, injectando um contraste - que num cérebro morto não vai além das veias do pescoço
  3. O ventilador é desligado e o doente levado para o bloco operatório. Como em qualquer cirurgia, a extracção dos órgãos é feita com o coração a bater.
Números

19.284
portugueses foram submetidos a transplantes até ao final do ano passado. O rim é o órgão que há mais tempo é utilizado pelos médicos, desde 1980, e que beneficiou o maior número de doentes, 7612 até 2007. Córneas (5212), medula (3649) e fígado (2299) são os restantes líderes da transplantação. Ao invés, o coração (419) e o pulmão (18) são os menos transplantados.

252
é o número de dadores cadáver em 2007, mais 52 do que em 2006. Os hospitais de São José e da Universidade de Coimbra lideram a lista. A maioria (58%) dos doentes morreu devido a causas médicas e os restantes (42%) por traumas, como acidentes rodoviários. A idade média dos dadores foi de 47 anos e tem sido possível retirar três órgãos diferentes por dador.

Custos
Estado pagou €38 milhões em incentivos

Transplantar um órgão é uma tarefa muito complexa, sem dia nem hora marcados e o Estado premeia quem a executa. Em 2007, transferiu directamente para os hospitais com gabinetes ou centros de transplantação incentivos superiores a €38 milhões.

Do total, 40% foi atribuído à transplantação hepática (de fígado), com os hospitais Curry Cabral, em Lisboa; Santo António, no Porto, e da Universidade de Coimbra a receberem a totalidade da verba.

A medula foi premiada com 34% da oferta, assumindo uma posição de destaque os IPO do Porto e de Lisboa por terem realizado a maior parte das intervenções. Não há regras de distribuição e cada hospital distribui o prémio como quer, mas quase sempre guarda a maior parte para si. As equipas de transplantes dividem o que sobra e que em certos casos são pequenas fortunas.

Transplantes pediátricos

'Nos últimos anos em Portugal não morreu nenhuma criança em lista de espera para transplante como aconteceu noutros países'. A garantia é dada pelo único cirurgião hepático pediátrico no país, o médico dos Hospitais da Universidade de Coimbra Emanuel Furtado. A estatística é dourada, contudo, tem um senão - a captação de órgãos aumentou, mas trouxe dificuldades novas. 'São dadores com idades cada vez mais avançadas e muitas vezes com patologias associadas e isso desfavorece as crianças'.

O transplante de rim e de fígado em idade pediátrica, até aos 14 anos, é pouco comum e nos HUC, pioneiros há 14 anos, a média de intervenções não vai além de 12 por ano e de 154 no total. 'Daí ser difícil abrir outro centro no país. O número de casos é muito baixo para permitir treinar e garantir a qualidade dos transplantes'. Ainda assim, Emanuel Furtado está há um ano a tentar envolver outros médicos, 'mas com o ritmo actual só estarão formados daqui a muitos anos'. A solução, diz, 'está no empenho das instituições para que os actuais e os novos profissionais na transplantação possam ter formação nos grandes centros internacionais', com custos elevados.

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/430663

A vitamina D tem um papel chave na saúde

22 de outubro de 2008

Essencial para a vida, a vitamina D, relacionada até agora de forma positiva apenas com a prevenção de doenças ósseas como a osteoporose, mas que actualmente se reconhece como um factor chave que contribui para a saúde humana global, segundo assegura Anthony Norman, professor de bioquímica da Universidade da Califórnia/Riverside, e um dos maiores peritos internacionais em vitamina D.

No estudo publicado no último número da revista American Journal of Clinical Nutrition, Norman identifica o potencial da vitamina D pelo seu contributo para o bem estar geral em aspectos como o sistema imunitário, a secreção e regulação de insulina pelo pâncreas, o coração e a regulação da pressão sanguínea, a força muscular e a actividade cerebral. Além disso, pensa-se que a ingestão de quantidades adequadas desta vitamina é benéfica para a redução do risco de cancro.

Norman também enumera até 36 tecidos de órgãos vitais do corpo humano cujas células respondem biologicamente à vitamina D. Esta lista inclui a medula óssea, as mamas, o cólon, o intestino, os rins, o pulmão, a próstata, a retina, a pele, o estômago e o útero.

De acordo com o professor Norman, a deficiência de vitamina D poderia ter impacto num total de 36 órgãos. Especificamente associa-se com uma redução da força muscular, alto risco de cataratas e risco aumentado de cancro colorectal, da próstata ou mama.

"Constatou-se que um défice de vitamina D está fortemente influenciado por diversas doenças", declarou Norman, um professor distinguido no campo da bioquímica e das ciências biomédicas que tem trabalhado no estudo desta vitamina durante 45 anos. " A sua esfera de influência biológica é muito maior do que aquela que pensávamos.

As recomendações de ingestão de vitamina D devem ser cuidadosamente reavaliadas para determinar qual a quantidade adequada, incluindo tanto a exposição ao sol como a sua ingestão na dieta, para conseguir a maior eficácia do seu contributo para a saúde geral do organismo.

Apanhar sol e comer sardinhas e anchovas

A vitamina D sintetiza-se no corpo mediante uma série de passos. Em primeiro lugar, os raios solares activam um composto percursor na pele. Quando a pele é exposta ao sol, um esterol presente no tecido epidérmico converte-se em vitamina D, que acaba metabolizada no rim e no fígado em forma de hormona. Assim o descobriu Norman e a sua equipa em 1967.

Relativamente aos alimentos, os que aportam maior quantidade de vitamina D são as sardinhas e as anchovas, o atum fresco ou congelado, os queijos gordos e a margarina.

A ingestão diária recomendada de vitamina D está fixada em 200 unidades internacionais (UI) para pessoas até os 50 anos, e sobe para os 400 UI até aos 70 anos, e passa a 600 acima desta idade. Contudo Norman recomenda que estas doses subam a 2.000 unidades para todos os adultos.

Criança também sofre de insuficiência renal

20 de outubro de 2008

A insuficiência renal em crianças e adolescentes é uma condição grave que pode afectar o desenvolvimento, a escolaridade, o bem estar social e emocional desses pacientes. No Brasil, os dados estatísticos são escassos, não se conhecendo a extensão da população afectada. Estima-se que 1,5% da população na faixa etária entre 0 e 19 anos tenham doença renal crónica dialítica, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (dados de 2007).

A doença é definida como a falência parcial ou completa dos rins e pode ser aguda ou crónica. A insuficiência renal aguda é caracterizada pelo rápido declínio da função renal com retenção de toxinas no sangue. Geralmente, acompanha doenças graves, porém, se tratada precocemente e de forma adequada pode ser reversível. A maioria dos pacientes que sobrevive a um episódio de insuficiência renal aguda recupera a função renal o suficiente para viver uma vida normal.

Já o paciente que sofre de insuficiência renal crónica está em situação bem mais delicada, uma vez que a doença é silenciosa, se instala de forma progressiva e irreversível. Os sinais de falência do órgão aparecem quando já perdeu mais de 70% da função.

As principais causas de insuficiência renal crónica na infância são as malformações ou obstruções das vias urinárias (dificuldade na drenagem da urina), as nefrites (doenças inflamatórias que atacam os rins), as doenças que causam cistos renais (rins poliquísticos), rins malformados e as doenças renais hereditárias (herdadas da família).

Os pais devem prestar atenção a sinais e sintomas que podem indicar a evolução da doença. Inchaço, vómitos frequentes, infecções urinárias de repetição, atraso no crescimento e desenvolvimento, problemas ósseos, anemias de difícil tratamento e hipertensão arterial podem ter ligação directa com o problema.

Existe a falsa impressão de que a doença renal na infância está crescendo no País, porém, a verdade é que se tem estado mais atento aos sintomas. Mas, mesmo assim, o diagnóstico tardio, infelizmente é muito presente na rotina do NefroPediatra (especialista Pediátrico que cuida das doenças renais).

O tratamento da insuficiência renal progrediu bastante nos últimos anos. Apesar de não haver cura definitiva quando se estabelece o diagnóstico, o tratamento na fase inicial, a base de cuidados dietéticos e medicamentos, pode retardar a progressão da perda da função renal.
Quando se estabelece a insuficiência renal crónica grave, é necessário recorrer à terapia que substitua a função dos rins como: diálise peritoneal, hemodiálise ou transplante renal. Os princípios básicos e os procedimentos destes são semelhantes aos de adultos, porém, várias características técnicas, de materiais e de recursos humanos precisam ser conhecidas para a redução de riscos e obtenção de melhores resultados.

Na criança e no adolescente, um tratamento conservador bem conduzido, objectivando um transplante renal como uma primeira modalidade de substituição da função renal, deverá ser prioritário para minimizar o sofrimento das crianças e seus familiares.

É importante compreender o quanto é complexo ter uma criança ou adolescente portador de insuficiência renal crónica. A vida do paciente terá de se moldar ao contexto da doença como: frequência de hospitais, máquinas de diálise, medicações, profissionais de saúde, restrições alimentares e hídricas, além de procedimentos agressivos, como colocação de cateteres e fístulas.

O paciente e a família devem ter assistência especializada, já que o processo a que as crianças com insuficiência renal são submetidas é muito delicado e afecta toda estrutura familiar.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/09102008/25/entretenimento-crian-tambem-sofre-insuficiencia-renal.html