Homem doa Rim e Pâncreas à sua filha diabética

21 de janeiro de 2009

Neeraja era uma jovem indiana de 27 anos, diabética e insuficiente renal, a quem foi proposto que realizasse um transplante simultâneo de rim e pâncreas. O seu pai, Ramadoddi Kullayappa, de 63 anos, doou um dos seus rins e uma parte do seu pâncreas, num rara cirurgia de transplante simultâneo de rim e pâncreas de dador vivo.

Os diabéticos dependentes de insulina, que desenvolvem insuficiência renal em fase terminal têm uma perspectiva de sobrevivência bastante curta, com menos de 20% de probabilidade de viver para além de 5 anos. A única solução é um transplante bem sucedido, que quase duplica a sua esperança de vida.

Fonte: http://www.topnews.in/healthcare/content/-269father-donates-kidney-and-pancreas-save-diabetic-daughter

Mais comum, embora também pouco realizada, é a cirurgia de transplante simultâneo de rim de dador vivo e pâncreas de cadáver, tal como é descrito pela Universidade de Maryland: http://www.umm.edu/transplant/pancreas/pancreas.htm

Infarmed lança ferramenta que permite comparar preços de medicamentos com a mesma substância activa

20 de janeiro de 2009

O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP, lançou uma ferramenta de pesquisa de preços dos medicamentos, designada pesquisaMG. A aplicação permite conhecer o preço do seu medicamento e de todos os medicamentos com a mesma substância activa.


Está disponível em http://www.infarmed.pt/genericos/pesquisamg/pesquisaMG.php.


Pesquisando por substância activa ou nome do medicamento, obtém todos os medicamentos, genéricos e não genéricos, para essa substância activa. Os resultados da pesquisa estão ordenados por ordem crescente (do mais barato para o mais caro) de preço ao utente.


Consulte a pesquisaMG e verifique quais as alternativas que existem para o seu medicamento.

Petição pelo Hospital D. Estefânia

19 de janeiro de 2009

Já falámos aqui sobre este assunto, que é o encerramento do Hospital D. Estefânia, previsto para 2012.

Recebemos este e-mail, que passamos a divulgar:

Decidimos lançar um novo abaixo assinado, pois o Plano Funcional antigo continua em vigor e o Presidente da República não pode intervir nas decisões do Ministério. Estamos a ter pouca adesão para este abaixo-assinado, pois as pessoas julgam que é o mesmo que já assinaram. Agradecemos a máxima divulgação do novo abaixo-assinado!
O anterior abaixo-assinado ao Presidente da República Portuguesa infelizmente não alcançou resultados práticos, conseguiu-se apenas que o espaço actual do H. D. Estefânia continue a pertencer às crianças e não ao circuito da especulação imobiliária.

Mais informações: http://www.campanhapelohde.blogspot.com/
Assinar a nova petição: http://www.petitiononline.com/18772008/petition.html

O que é uma biópsia renal?

15 de janeiro de 2009

  1. Quando é preciso de fazer uma biopsia renal?
    O seu médico pode recomendar uma biopsia renal para diagnosticar ou tratar a sua doença renal. Podemos saber muito a partir das análises à urina e ao sangue, no entanto, por vezes, estudando um bocadinho do rim, dá-nos informação muito útil, que não podemos obter de outra maneira.

  2. O que acontece durante uma biopsia renal?
    Dois médicos participam na biopsia. O nefrologista (mdico dos rins) faz a biopsia propriamente dita. O outro médico é o anestesista e dá ao paciente o medicamento para o ajudar a relaxar ou dormir, vigiando também o ritmo cardíaco, a pressão arterial e a respiração durante o procedimento. O paciente deita-se de barriga para baixo, com uma pequena enrolada debaixo de si (se tiver um transplante de rim, a biópsia é realizada de costas). Um médico ou enfermeiro colocam um cateter intravenoso (IV), um pequeno tubo que passa numa veia. O paciente recebe um medicamento para relaxar ou para dormir. O médico utiliza uma máquina de ecografias para visualizar os rins e para conduzir uma agulha fina num deles. Com a agulha, retira 1 a 3 bocadinhos do rim. O rim é aproximadamente do tamanho de um punho da mão. A biopsia dura apenas uns minutos. O médico coloca um penso no lugar onde passou a agulha. Não necessita de pontos.

  3. O que acontece depois da biopsia?
    O paciente desperta alguns minutos depois de a biopsia ser concluída. Os médicos e enfermeiros vigiam amiúde a pressão arterial, o ritmo cardíaco e a respiração. Terá que ficar deitado por umas horas. Deve passar a noite no hospital, mas já poderá comer e beber normalmente. A maioria dos pacientes sai do hospital no dia seguinte. A urina parecerá vermelha ou rosada no princípio, o que é normal. Regressa a cor amarela passado um ou dois dias.

  4. A biopsia dói?
    O médico coloca um creme ou um medicamento que adormece a pele na zona da picada. Muitas vezes, os médicos fazem a biopsia com anestesia, o que significa que o paciente fica a dormir durante o procedimento. Muitos pacientes dizem que se sentem um pouco doridos um ou dois dias depois da biopsia, mas geralmente o paracetamol é suficiente para se sentirem melhor.

  5. Quais são os riscos?
    Existe o risco de sangramento. Muito raramente os pacientes podem necessitar de uma transfusão de sangue, ou mesmo cirurgia para o sangramento. Para reduzir o risco, o médico costuma pedir umas análises ao sangue antes da biopsia. Também assegurará que o paciente não toma nenhum medicamento que aumente o risco de sangrar. Existe também o risco de infecção. Por isso, o médico utilizará equipamentos, batas e sapatos esterilizados, para reduzir este risco.

  6. Quais são os benefícios?
    O benefício de uma biopsia é obter mais informação sobre a doença que está a afectar os rins, o que ajuda o médico a decidir qual o melhor tratamento.

  7. Quais são as alternativas?
    Um cirurgião pode fazer uma biopsia aberta. Nesta operação, o cirurgião faz uma incisão e retira um bocadinho de rim.
    Ou então, um radiologista pode fazer uma biopsia usando uma tomografia computorizada (TAC). Este procedimento é muito parecido à biopsia guiada por ecografia, mas utiliza-se a tomografia para guiar a agulha.

  8. Como se sabem os resultados?
    O médico marcará uma consulta para discutir os resultados. Geralmente são necessários alguns dias para se obterem todos os resultados.

  9. Quando se deve chamar um médico?
    Chame rapidamente um médico se:
    Tiver dor e esta piorar;
    Não conseguir urinar;
    Tiver
    febre;
    A urina estiver a escurecer.

Fonte: http://kidneyweb.net/hm.htm

Dador vivo: histórias na 1ª pessoa

14 de janeiro de 2009

Conheça a história de Elvira e José Manuel Ribeiro, dois irmãos que desde há 6 anos partilham mais do que laços de sangue. Depois de 5 anos de hemodiálise, Elvira doou um rim ao seu irmão José Manuel.

O testemunho de Elvira é significativo: – “Ninguém deve ter receio de um acto semelhante ao meu. Podemos salvar uma vida quando as decisões são tomadas em consciência e sem receio. Depois da opção, não podem ficar dúvidas sobre o caminho a seguir. Eu nunca as tive”.

Ler notícia: http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1543:figuras-elvira-e-jose-manuel-ribeiro&catid=52:cultura&Itemid=82

Transplantes hepáticos pediátricos assinalam 15 anos em Coimbra

13 de janeiro de 2009

A transplantação hepática pediátrica em Coimbra celebra 15 anos de existência, numa altura em que se contabilizam já 146 intervenções efectuadas nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A equipa de especialistas liderada pelo cirurgião Alexandre Linhares Furtado realizou, até Dezembro de 2008, 146 transplantes hepáticos no centro de Coimbra a 132 crianças, 110 das quais com sucesso.

Os números apresentados no decorrer das comemorações do primeiro transplante em Portugal dão conta de 15 a 17 transplantes hepáticos pediátricos por ano, com um tempo de espera de cerca de seis meses, e uma média de taxa de sobrevivência ao fim de cinco anos de 84%.

A cidade de Coimbra iniciou os transplantes com dadores vivos em 2001, embora a maior parte dos órgãos provenha dos pais da criança em causa. Até à data, os transplantes são efectuados nos HUC, sendo as crianças posteriormente transferidas para o Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), onde são acompanhadas nos cuidados intensivos durante o período de internamento.

Isabel Gonçalves, hepatologista pediatra, acredita que em 2009 será possível passar a efectuar os transplantes na nova unidade do HPC, salientando a importância de todo o procedimento ser elaborado naquela unidade infantil, a fim de minimizar os riscos a que ficam expostas as crianças quando transferidas ainda que, neste caso, o percurso seja curto.

A responsável mostra-se ainda esperançosa de que, este ano, seja dado o «reconhecimento oficial do HPC como centro de referência na Rede de Referenciação Hospitalar de Transplantação».

Fonte: http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&id=8b31b7e7097b98578ccfda3e5999d152

Ministra da Saúde no Centro de Histocompatibilidade do Norte

12 de janeiro de 2009

A ministra da Saúde, Ana Jorge, elogiou na passada 6ª feira, no Porto, o trabalho que tem sido feito pelo Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), que tem registados mais dadores de medula do que os que existem em Espanha. "O CHN é motivo de orgulho para os portugueses, com um trabalho que é reconhecido internacionalmente", afirmou a ministra, na intervenção que proferiu na cerimónia comemorativa do 25º aniversário daquela instituição.

Na breve intervenção que proferiu, a ministra revelou os dados mais recentes relativamente aos transplantes realizados em Portugal no ano passado. "Em 2008 foram realizados 860 transplantes, dos quais 553 renais, que é um valor jamais conseguido", afirmou Ana Jorge, acrescentando que foram ainda realizadas 53 colheitas de órgãos em dadores vivos.

Relativamente às recolhas de órgãos em cadáveres a titular da pasta da saúde revelou que, no ano passado, Portugal atingiu um valor de 26,3 por milhão de habitantes. "Portugal tem vindo a fazer um esforço na área dos transplantes. Temos números que nos honram quando comparados com indicadores internacionais", frisou a ministra da Saúde.

Apesar deste esforço, Helena Alves, directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte, salientou que a lista de espera para transplantes tem vindo a crescer nos últimos anos, sustentando que as curvas dos gráficos são "assustadoramente crescentes". Nesse sentido, referiu a existência de uma "enorme divergência entre o crescimento da lista de espera e o número de transplantes realizado". Segundo Helena Alves, o número de candidatos a transplante renal "cresceu mais de 50 por cento em cinco anos".

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/491062

Como utilizar melhor os medicamentos

9 de janeiro de 2009

Encontrámos um folheto com muitas indicações para ajudar os pais na tarefa de darem os medicamentos aos seus filhos:


  • São muitos os medicamentos e não me consigo orientar!
    Marque em agendas ou calendários os dias e as horas das tomas.

  • O meu filho não gosto do sabor do xarope!
    Informe-se junto do seu médico ou farmacêutico sobre a existência de xaropes com sabores diferentes, outras formas farmacêuticas (ex: comprimidos ou supositórios) ou que alimentos pode misturar com os medicamentos.

  • Não consigo dar comprimidos ao meu filho pois ele não os sabe engolir!
    Pergunte ao seu médico ou farmacêutico se pode triturar os comprimidos ou se existem xaropes ou soluções orais que possam substituir os comprimidos

  • Deixei de dar os medicamentos ao meu filho porque ficou cheio de “babas”!
    Contacte o médico ou farmacêutico para saber se deve suspender ou continuar a administrar os medicamentos.

  • Não consigo ir à farmácia buscar a medicação do meu filho porque estou sempre a trabalhar no horário de funcionamento da farmácia!
    Se não conseguir ir à farmácia durante o horário de funcionamento pode sempre combinar com os funcionários da farmácia qual a forma de obter a sua medicação sem ter que faltar ao trabalho.

  • Como o meu filho ficou bom ao fim de 2 dias deixei de lhe dar o medicamento!
    Mesmo que alguns sintomas tenham desaparecido e o seu filho já se sinta melhor, deve continuar a dar o medicamento segundo as instruções do seu médico ou farmacêutico.

  • O meu filho está sempre a vomitar e não sei se posso dar 2 vezes seguidas o medicamento ou se hei-de deixar de lho dar!
    Não deve duplicar a dose ou deixar de dar o medicamento sem antes falar com o seu médico ou farmacêutico.

  • Eu não quero que o meu filho tome medicamentos na escola porque os amigos podem descobrir que ele está doente!
    Fale com o seu farmacêutico, pois ele pode ajudá-lo a elaborar um esquema de modo a que o seu filho não tenha que levar os medicamentos para a escola.

Conselhos para que os pais não se esqueçam de dar todos os medicamentos ao seu filho

  • Associar a toma dos medicamentos a uma acção do dia que realiza àquela hora (ex: dê os medicamentos à hora de fazer o jantar).
  • Escrever num calendário ou agenda os dias e as horas a que tem que dar os medicamentos e ir assinalando com um "visto" aqueles que já administrou.
  • Utilizar um alarme portátil para o lembrar das tomas dos medicamentos (ex: use a opção de alarme/agenda do telemóvel).
  • Em casos de mudanças na rotina da sua vida diária (ex: férias, viagens, fins-de-semana), faça previamente um plano das modificações necessárias no horário e na escala da toma dos medicamentos. Sempre que tiver dúvidas na modificação dos horários a fazer, contacte o seu médico ou farmacêutico.

Fonte: Serviços Farmacêuticos do Hospital D. Estefânia

Receber um rim novo melhoraria o funcionamento cerebral

6 de janeiro de 2009

Nova York (Reuters Saúde) - As pessoas com doença renal podem padecer de deterioração cognitiva, no entanto o transplante de rim pode melhorar o seu funcionamento cerebral, revelou um estudo apresentado na reunião anual da Sociedade de Nefrologia, em Filadélfia.

Sabe-se que a doença renal crónica ou avançada que requer diálise está relacionada com uma deterioração da função cognitiva. Estudos anteriores já tinham sugerido que a deterioração mental nos pacientes dializados se revertia com um transplante renal bem sucedido.

Para investigar mais sobre o assunto, o dr. Mark Unruh, da Universidade de Pittsburgh na Penisilvânia, e seus colegas avaliaram o desempenho cognitivo antes e depois do transplante de rim em 37 pacientes com doença renal avançada.

Os peritos analisaram também a função cognitiva noutras situações num grupo de controle de 23 pacientes com doença renal avançada que não foram transplantados.

A equipa de Unruh revelou uma melhoria estatisticamente significativa no desempenho em testes de aprendizagem verbal e de memória, atenção e linguagem depois dos pacientes receberem os transplantes.

Os peritos não encontraram essas melhorias nos pacientes que não receberam um rim novo. De facto, os resultados dos exames cognitivos pioraram com o tempo no grupo de controle.

"Enquanto que aquelas pessoas tratadas com um transplante renal mostraram melhorias pequenas mas importantes em áreas específicas de desenvolvimento cognitivo, o grupo de comparação que não recebeu um transplante apresentou deterioração da função cognitiva", comentou Unruh.

Unruh referiu que estes resultados espelham a posição de que o transplante de rim constitui uma susbstituição óptima da função renal e "uma oportunidade para melhorar a qualidade de vida e a reabilitação dos pacientes com doença renal crónica avançada".

Fonte: http://www.buenasalud.com/news/index.cfm?news_id=15710&mode=browse&fromhome=y

Bruxelas adopta plano para desenvolver transplante de órgãos

5 de janeiro de 2009

Aumentar a doação de órgãos e a segurança dos transplantes é o objectivo de um conjunto de medidas adoptadas pela Comissão Europeia através de uma directiva para aplicação nos 27 Estados-membros da União.

Entre estas medidas está um plano de acção com 10 pontos para reforçar os sistemas de dádiva e transplante de órgãos na Europa, num trabalho que se deseja de conjunto entre os vários países.

A Comissão Europeia pretende que haja um enquadramento jurídico em matéria de doação de órgãos que seja claro no espaço da União e que passa, desde logo, pela criação de autoridades nacionais para assegurar o cumprimento das normas de qualidade e segurança europeias, onde se incluem um sistema de rastreabilidade dos órgãos e um sistema de notificação de reacções e efeitos adversos graves.

Segundo informa a Comissão Europeia em nota de imprensa, foi estabelecido um plano de acção no horizonte 2009-2015, com 10 medidas prioritárias para cumprir três grandes objectivos:

  • melhorar a qualidade e segurança do transplante de órgãos;
  • aumentar a disponibilidade de órgãos;
  • e incrementar a acessibilidade e a eficácia dos sistemas de transplante europeus.

Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde e os pacientes nesta matéria e aperfeiçoar o trabalho de coordenação dentro das unidades hospitalares, com vista à rápida sinalização e encaminhamento de órgãos disponíveis para transplantes, são ainda objectivos a atingir com as medidas agora adoptadas pela Comissão Europeia.

Numa das propostas do documento, o executivo europeu recomenda a nomeação de um coordenador de transplantes em todos os hospitais comunitários.

Em conferência de imprensa, a comissária europeia da Saúde, Androulla Vassiliou, explicou que “há mais de 56000 pacientes à espera de um órgão compatível na União Europeia. Só em 2006, mais de 5500 doentes morreram enquanto se encontravam em lista de espera. Estima-se que 10 pessoas morrem por dia enquanto esperam por um órgão compatível.”

A comissária elogiou o sistema espanhol, inovador em vários pontos, sendo um deles o da existência do coordenador de transplantes e que permitiu o aumento das doações de órgãos em 130% em 10 anos, de acordo com dados da Comissão Europeia.

Vassiliou qualificou ainda de inaceitáveis as diferenças existentes entre os "27". Em Espanha, em 2007, houve em média 35 doadores para cada milhão de habitantes. Na Roménia, esta média cai para 0,5. Ou seja um doador para cada dois milhões de habitantes.

Fontes:




Desejamos aos nossos Amigos umas Boas Festas e um Óptimo Ano de 2009!

Que no sapatinho encontrem Amizade, Amor, Paz e, sobretudo, muita Saúde!


Voltamos para o ano!

Estão todos convidados!

19 de dezembro de 2008

(clicar na imagem para aumentar)
À semelhança de anos anteriores, a APIR tem o prazer de convidar TODOS os IRC e seus familiares a assistir ao Circo Walter Dias, em Lisboa, no dia 21 de Dezembro, pelas 11:30.
Quem estiver interessado, por favor reserve os seus bilhetes através de:

Mais informações no site da APIR!

Quem vai?

“Reality show” do rim recebe um Emmy

17 de dezembro de 2008

Lembra-se do "reality show" holandês onde se dizia que uma mulher doente terminal iria escolher em directo, de entre três candidados, quem iria receber os seus rins após a sua morte?

Falámos disso aqui e desmentimos aqui, pois afinal era tudo encenado, e o programa não foi mais do que uma forma que a estação de televisão encontrou para chamar a atenção da sociedade e pressionar a classe política para resolver o problema das listas de espera para transplante.

Passado mais de um ano, este programa acaba de ser premiado com um Emmy Internacional, que distingue produtos televisivos que não sejam norte-americanos, e que considerou o polémico “The Big Donor Show” o melhor programa sem guião.

Ler notícia: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Media/Interior.aspx?content_id=1050298

O fim da picada?

16 de dezembro de 2008

Pode ser o fim do pesadelo para quem tem medo de agulhas. Na Universidade de Coimbra está a ser desenvolvida uma seringa que funciona por laser.


Ler notícia (com vídeo): http://sic.aeiou.pt/online/noticias/vida/O+fim+da+picada.htm


Nas crianças com IRC relembramos que já existe há alguns anos a opção de administrar a Hormona de Crescimento sem agulha, através da caneta cool.click™, da Merck Serono. Informe-se com o seu médico!

E porque os órgãos não caem das árvores...

15 de dezembro de 2008

Realizaram-se nos dias 10, 12 e 13 de Novembro, respectivamente, nos Hospitais de Egas Moniz (HEM), Santa Cruz (HSC) e São Francisco Xavier (HSFX), os primeiros seminários sobre "O essencial sobre doação de órgãos".

Estes seminários foram realizados no âmbito de um projecto europeu "ETPOD Project" (European Training Program on Organ Donation), que envolve 17 países e 20 organizações, e que tem por fim, disseminar o conhecimento de todo o processo de Doação de Órgãos.
Clique na imagem para ler o artigo completo.

Doentes renais com nova consulta em Castelo Branco

11 de dezembro de 2008

O Serviço de Nefrologia/Unidade de Diálise do Hospital Amato Lusitano (HAL), em Castelo Branco, deverá passar a disponibilizar Consultas de Pós-Transplante a partir de Janeiro de 2009. Ernesto Rocha, Director do Serviço, salienta que esta consulta servirá os utentes que "são cerca de 80 que, para resolverem uma série de situações de rotina, têm que se deslocar a Coimbra e a Lisboa". Assim, com a abertura da consulta "vamos poupar nos transportes e dar uma comodidade ao doente que não tinha até aí, pois tinha que se levantar mais cedo e vinha mais tarde".

Essencial é também a prevenção e por isso o Serviço de Nefrologia do Hospital Amato Lusitano planeia organizar a 12 de Março de 2009, Dia Mundial do Rim, uma actividade para promover a prevenção de doenças renais, a ter lugar no centro da cidade de Castelo Branco.

Ler notícia: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=155&id=10212&idSeccao=1505&Action=noticia

Fim de restrições legais ajuda doentes renais

10 de dezembro de 2008

Leia as histórias de dois casais em que um dos cônjuges doou o seu rim ao outro, após a tão esperada alteração da lei, que veio permitir que qualquer pessoa, como cônjuges ou amigos, seja dador de órgãos em vida, independentemente de uma haver relação de consanguinidade entre dador e receptor.

Ler reportagem: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351692&idCanal=62

Quando e como tomar antibióticos

9 de dezembro de 2008

1. Quando devo tomar antibiótico?
Os antibióticos não tratam as infecções causadas por vírus, como é o caso das constipações ou das gripes. Os antibióticos só são eficazes em relação às infecções causadas por bactérias. Compete aos Médicos fazerem um diagnóstico correcto e tomarem a decisão sobre a necessidade de se tomar ou não um antibiótico.


Não esqueça: Os antibióticos não curam constipações e gripes!
• Os antibióticos só são eficazes em relação às infecções causadas por bactérias – não ajudam a recuperar de infecções causadas pelos vírus das constipações ou gripes!
• Os antibióticos não evitam o contágio do vírus a outras pessoas.
• O uso desnecessário de antibióticos, como no caso das gripes e das constipações, não traz qualquer benefício.
• O uso desnecessário de antibióticos torna as bactérias mais resistentes, e quando precisar realmente de tomar antibiótico, o tratamento já não faz efeito!
• Os antibióticos podem causar efeitos indesejados, como diarreia.
• Consulte sempre o seu Médico antes de tomar antibióticos!


2. Como devo tomar antibióticos?
Quando o Médico disser que é necessário tomar um antibiótico. É muito importante tomar o antibiótico de forma responsável!
Não esqueça: Tome antibióticos de forma responsável!
• O uso excessivo de antibióticos torna as bactérias mais resistentes aos tratamentos com antibiótico, daí a importância de não tomarmos antibióticos de forma incorrecta e injustificada.
• Só deve tomar antibióticos quando prescritos por um Médico e seguindo as suas indicações, para que no futuro, o tratamento com antibiótico continue a ser eficaz.
• Se quando acabar o seu tratamento ainda sobrar antibiótico, não deve guardá-lo. Aconselhe-se junto do seu farmacêutico como poderá desfazer-se dessa sobra.


3. Porque devo tomar antibióticos de forma responsável?
O uso incorrecto de antibióticos torna as bactérias mais resistentes e torna-os ineficazes em futuros tratamentos, o que constitui um perigo para a saúde pública.

Não esqueça: Somos todos responsáveis por manter os antibióticos eficazes!
• Os antibióticos estão a deixar de ser eficazes a um ritmo nunca visto, mesmo em relação há 5 anos atrás. Isto deve-se ao facto de o uso excessivo e desadequado de antibióticos ter tornado as bactérias resistentes aos tratamentos.
• Se continuarmos a consumir antibióticos ao mesmo ritmo, a Europa pode ter que voltar à época “pré-antibiótica” em que não existiam os antibióticos actuais, e uma simples infecção causada por bactérias, como é o caso da pneumonia, era mortal. Por isso, quando no futuro precisar de tomar antibiótico, este tratamento pode já não fazer efeito.
• Não tome antibióticos pelas razões erradas ou de forma incorrecta!
• Aconselhe-se sempre com o seu Médico sobre quando e como tomar antibióticos para que no futuro o tratamentos com antibióticos seja garantido!

Fonte: Direcção Geral de Saúde

HGSA comemora 25 anos de transplantes renais

5 de dezembro de 2008

No passado dia 28/11 o Hospital Geral de Santo António (HGSA), no Porto, comemorou 50 anos do primeiro transplante da córnea e 25 do primeiro renal, sendo o único em Portugal que realiza transplantes pancreáticos.

Este hospital "é uma referência na área da transplantação, com um número de transplantações realizadas e resultados ao nível dos alcançados nos melhores centros europeus desta área", sustentou Rui Almeida, director da Comissão Executiva do Conselho de Transplantação do HGSA.

O hospital tem uma lista de espera de 178 doentes para córnea, 600 para rins, 50 para o pâncreas e 25 para fígado. O Santo António é o único hospital do Norte do país que faz transplantes hepáticos. "Nós e o São João fazemos do rim, sendo que só o Santo António é que faz rim pediátrico, e no pâncreas somos referência para todo o país", frisou Rui Almeida, ele próprio cirurgião e membro das equipas de transplantação. Segundo os seus responsáveis, é "uma das duas melhores unidades nacionais, com um total de 1670 transplantes de rim realizados até este mês".

Ler notícia: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/0f2a5592e6f22532a4a57e.html

Evento Criança & Rim

2 de dezembro de 2008

À semelhança do Evento realizado no Hospital de Santa Maria no dia 16/10 (fotos aqui), realizámos na passada 6ª feira, dia 28/11, uma acção semelhante, mas no Hospital D. Estefânia. Estiveram presentes o Presidente da APIR, Sr. Carlos Silva e a Dra. Isabel Roquete, da Amgen, para além do Criança & Rim.

Agradecemos à Unidade de Nefrologia Pediátrica do Hospital D. Estefânia (HDE), que nos possibilitou a realização desta acção nas suas instalações. Entregámos também as t-shirts oferecidas pela APIR e pela Amgen e pudemos contactar de perto com várias famílias com crianças com doença renal.

Nota interessante: um menino do Algarve, que vinha a caminho do HDE para a consulta e também para receber a sua t-shirt, recebeu o telefonema de que havia um rim à espera dele, para ser transplantado no Hospital de Santa Cruz. Desviou a sua rota, naturalmente. Não tivemos o prazer de o conhecer, mas desejamos todo o sucesso ao João Pedro com o seu novo rim!!

Começou a monitorização da gripe!

28 de novembro de 2008

A ideia de monitorizar a epidemia sazonal de gripe, utilizando a Internet e com base na participação voluntária dos cidadãos, nasceu na Holanda, em 2003. Rapidamente constituiu-se num caso de sucesso de comunicação de ciência e de promoção da saúde. O projecto holandês, entretanto alargado à Bélgica que fala flamengo, motivou investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência a encetar uma colaboração internacional que veio dar lugar, em 2005, ao Gripenet português.

Acompanhando a actividade esperada da gripe, o Gripenet recolhe dados de Novembro a Maio. É com base nesses dados, recolhidos em questionários on-line, que é feita a monitorização da epidemia sazonal. Contudo, o site de suporte ao projecto está activo durante todo o ano, de forma a fornecer informação sobre a doença e as temáticas com ela envolvidas. O site www.gripenet.pt é o maior repositório de conteúdos on-line em língua portuguesa sobre a gripe.

Todos podem participar na monitorização Gripenet. Basta residirem território nacional e possuir endereço de correio electrónico.

Inscreva-se em: http://www.gripenet.pt/

A semana do Hospital dos Pequeninos

26 de novembro de 2008

A partir de 24 de Novembro, as Associações de Estudante da Faculdade de Medicina da U.Porto (AEFMUP) e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (AEICBAS) têm uma semana pela frente para tentar acabar com o "medo da bata branca" junto das crianças, em mais uma edição do "Hospital dos Pequeninos".

Ler mais:
http://noticias.up.pt/catalogo_noticias.php?ID=839&strNewsType=0&DumpCache=MMD492bd5c2bdd0a

Pré-Diálise - Programa Educativo para o Doente e Sua Família

25 de novembro de 2008

Link para um livro em Português, criado pela Baxter, que permite ajudar os doentes e as famílias quando se preparam para entrar em diálise.

"Com este livro pretende-se, de forma clara e simples, fornecer conhecimentos aos doentes e aos familiares que os ajudem na escolha de uma terapêutica para a doença renal crónica terminal. Pretende-se, igualmente, apresentar alguns tópicos relacionados com a evolução da doença, para, em conjunto com o auxílio do pessoal de saúde que o trata, minimizar a progressão da doença, participando de forma activa nas diversas escolhas terapêuticas que se impõe fazer, ao longo da evolução da doença."

Temas:
  1. Para que servem os rins? / Diabetes, hipertensão e doença renal / Outras causas comuns da insuficiência renal crónica / Os tratamentos de substituição da função renal
  2. Análises ao sangue e à urina / Os medicamentos / Dieta / Exercício físico
  3. Diálise como forma de substituição do funcionamento dos rins / “O que se passa comigo?” / Compreender as reacções físicas e emocionais nesta fase de mudança
  4. Onde e como se pode fazer diálise? / Aspectos sociais e económicos da diálise / Alterações do estilo de vida
  5. Diálise Peritoneal
  6. Hemodiálise
  7. Transplante Renal
Link: http://www.apir.pt/up/ficheiros-bin2_ficheiro_pt_0979638001226346602-814.pdf

Transplante de traqueia com tecido do próprio paciente

24 de novembro de 2008

Médicos europeus realizaram um transplante de traqueia com tecido do próprio paciente, eliminando a possibilidade de rejeição do órgão, segundo noticia hoje a revista médica britânica “The Lancet”.

Um aparelho desenvolvido em Itália criou um órgão híbrido que o organismo da paciente iria identificar como sendo seu, evitando assim a rejeição.

Claudia Castillo foi operada em Junho e dez dias depois saiu do hospital sem qualquer risco de rejeição e sem ter que tomar quaisquer imunossupressores. Até à data, a paciente não sentiu qualquer sintoma de rejeição.

A intervenção veio demonstrar aquilo que há muito se anuncia: graças à engenharia de tecidos humanos, os transplantes, tal como os conhecemos hoje, têm os dias contados. O futuro está em fabricar em laboratório tecidos e órgãos à medida, usando células extraídas do próprio paciente, o que elimina o complexo problema da rejeição.

Algumas destas possibilidades são já uma realidade. Investigadores do Instituto Wake Forest, nos Estados Unidos, desenvolveram bexigas que estão a ser utilizadas em ensaios clínicos com humanos e estão já a aperfeiçoar outras 'peças' do organismo.

"Estamos a trabalhar com praticamente qualquer tecido e órgão do corpo humano, incluindo osso, músculo, nervo, tendão, vasos sanguíneos, cérebro, pâncreas, fígado e rim", contou ao Expresso Mark Van Dyke, investigador do instituto.

Ler mais: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1047103

E se uma menor recusasse um transplante em Portugal?

21 de novembro de 2008

Hannah recusou-se a fazer um transplante de coração, o que lhe poderia salvar a vida mas, também, trazer muitos riscos. Se fosse em Portugal, tal como no Reino Unido, os médicos recorreriam ao tribunal se não aceitassem essa decisão. Cabe aos tribunais avaliar todos os elementos.

Ler notícia: http://dn.sapo.pt/2008/11/18/sociedade/e_uma_menor_recusasse_transplante_po.html

Ajudar as famílias para apoiar as crianças

20 de novembro de 2008

Já aqui tínhamos falado da Casa Ronald McDonald, que estava a ser construída junto ao Hospital D. Estefânia com o objectivo de oferecer apoio aos familiares das crianças que se deslocam da sua residência habitual para receber tratamento hospitalar prolongado ou ambulatório. Temos o prazer de anunciar que a Casa foi finalmente inaugurada no início do mês!




Ajude:

Doentes diabéticos caros para o Estado

19 de novembro de 2008

No Dia Mundial da Diabetes, que se comemorou na passada 6ª feira, 14 de Novembro, o coordenador do Programa de Prevenção e Controlo da Diabetes, José Boavida, afirma que pelo menos oito por cento do Orçamento para a saúde é gasto com estes doentes.

José Boavida adianta que são as complicações provocadas pela doença que a tornam mais cara.
«A diabetes é a principal causa de insuficiência renal e cerca de 30 por cento dos doentes que entram em diálise é por causa da diabetes e são todas estas complicações que tornam a diabetes cara», disse.

Ler notícia completa: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1044170

Homem com rim transplantado há 44 anos!

18 de novembro de 2008

Dale Murdock, dos EUA, recebeu um rim de um dador vivo (seu tio) há 44 anos atrás. O transplante ocorreu em 1964, quando ele tinha 14 anos, e até hoje ainda vive com o mesmo rim, e o seu tio também está vivo e de boa saúde.

Ler mais:


http://www.kidney.org/news/tgames/usgames/profilesStory.cfm?sid=45

Be part of the World Transplant Games 2009

14 de novembro de 2008


Os Jogos Mundiais para Transplantados são uma grande celebração da vida, onde se pode ter a "prova viva" que a doação de órgãos e tecidos realmente funciona e permite aos receptores voltarem a ter uma vida produtiva e realizada.

Em 2009, de 22 a 30 de Agosto, cabe à Austrália organizar mais uma edição dos Jogos Mundiais. Prevê-se que estejam presentes mais de 3000 participantes, provenientes de cerca de 70 países, competindo em 14 desportos, incluindo atletismo, natação, ténis de mesa, badminton, boccia, ciclismo e voleibol.

Todos os participantes são transplantados (rim, fígado, coração, pulmão, medula ou pâncreas) e encontram-se a tomar medicação imunossupressora. Os Jogos recebem todas as idades, desde os 4 até aos 85 anos de idade.

Relembramos que em 2007, a comitiva portuguesa conquistou 4 medalhas: Rui Santos (transplante renal) conquistou ouro e prata na natação, Miguel Monteiro (transplante cardíaco) conquistou a medalha de ouro no ténis, e Jorge Carreto (transplante renal) conquistou a medalha de prata no contra-relógio.

Referências:

Coração artificial apresentado em Paris

13 de novembro de 2008

Se tudo correr como previsto, lá para 2011 será realizado o primeiro transplante recorrendo a um coração artificial. Os cientistas aguardam apenas a autorização para começarem os testes clínicos.

A longa e interminável espera por um transplante de coração poderá ter os dias contados. O protótipo de um coração 100% artificial foi esta semana apresentado em Paris. Alan Carpentier, o médico do Hospital Georges Pompidou que lidera a equipa de investigadores, não tem dúvidas de que poderá salvar milhares de vidas, muitas das quais se perdem enquanto esperam por um coração. Vinte mil doentes em todo o mundo anseiam por um dador que tarda em chegar.

Ler notícia: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/437899

Um pedaço de nós na vida dos outros

11 de novembro de 2008

[imagem Jornal Expresso]


Ser capaz de dar um órgão ou parte dele a outra pessoa, sem qualquer tipo de interesse a não ser o de salvar uma vida, é um exemplar acto de generosidade. Pergunta-se: seria capaz?

Ler reportagem sobre transplantes renais e hepáticos de dador vivo: http://aeiou.semanal.expresso.pt/unica/artigo.asp?edition=1880&articleid=ES307951&subsection=Transplantes

Portugal oferece órgãos para transplante a Espanha

10 de novembro de 2008

Portugal ofereceu a Espanha, nos primeiros nove meses do ano, 30 órgãos excedentários que proporcionaram 21 transplantes a espanhóis e a seis portugueses que estavam em lista de espera naquele país para receberem um pulmão.

Ler notícia: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1041501

Obrigado Visitantes!

5 de novembro de 2008

O número de visitantes do nosso blog continua a subir. Em 2008 temos vindo a aumentar significativamente o número de visitas, tendo superado por dois meses consecutivos as 3000 visitas mensais. Em 2007 tivemos um número médio de 954 visitas por mês, mas este ano o valor médio anda em 2483!!!

Obrigado a todos os que passam por aqui, nem que seja só por uma vez, ajudando-nos a atingir um dos nossos objectivos que é a divulgação de informação sobre as doenças renais em crianças e jovens.

Aos visitantes habituais, um agradecimento especial por continuarmos a merecer a vossa visita!!

Fotografias!

3 de novembro de 2008

Aqui estão as prometidas fotografias do Evento realizado na Unidade de Nefrologia Pediátrica do Hospital de Santa Maria no dia 16 de Outubro!


Novas tecnologias amenizam internamentos infantis

31 de outubro de 2008

As novas tecnologias estão a ser usadas para ajudar as crianças a suportar melhor o internamento hospitalar.

Ver vídeo: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=370349&tema=37

Primeiro transplante mundial entre seropositivos

30 de outubro de 2008

O hospital Groote Schuur da Cidade do Cabo, na África do Sul, realizou o primeiro transplante mundial entre seropositivos. A operação foi realizada no final de Setembro, mas só agora, quando se confirmou o seu sucesso, foi tornada pública, refere o The Guardian.

Os rins de um homem seropositivo foram transplantados para outros dois homens seropositivos. «Os rins estão a funcionar bem e não há sinais de rejeição», revelou Elmi Muller, cirurgião responsável pela operação.

A África do Sul é o único país do mundo que permite o transplante de órgãos entre seropositivos. A decisão, tomada em 2007, esteve relacionada com um facto de um em cada cinco adultos serem seropositivos naquele país, o que significava que cerca de um terço dos órgãos fosse recusado para transplante.

Rafael Matesanz, coordenador da Organização de Transplantes espanhola, explicou ao El Mundo que esta operação não é permitida «em nenhum outro lugar por causa da própria natureza do vírus, uma vez que o HIV não é homogéneo».

«A estirpe do doador pode ser diferente da do receptor e, ao transplantar um órgão infectado, pode haver uma nova infecção», afirmou. Além disso, os órgãos de um seropositivo podem estar tão danificados pelo vírus que durarão pouco tempo no paciente.

O cirurgião sul-africano, no entanto, contrapõe que «estas operações são uma grande oportunidade para salvar vidas e oferecem uma esperança a um grande número de cidadãos que não tinha nenhuma oportunidade de receber um transplante».

Fonte: http://diario.iol.pt/internacional/africa-do-sul-transplante-rins-seropositivos-hiv-sida/1007435-4073.html

Um estudo descobre dois genes básicos na formação dos rins

29 de outubro de 2008

Os genes "Irx1" e "Irx3" da família Iroquois são fundamentais na formação dos rins dos vertebrados, segundo demonstrou uma equipa do Centro Andaluz de Biologia e Desenvolvimento da universidade Pablo de Olavide, em Sevilha.

Este estudo centrou-se nos rins dos embriões da rã Xenopus Laevis, segundo assinalou num comunicado o CSIC.

Nos últimos anos comprovou-se que os mecanismos moleculares que intervem na formação de um rim de um anfíbio são muito similares aos que permitem o desenvolvimento de um rim de um mamífero.

Os resultados, publicados esta semana na revista "Development", permitem aprofundar o conhecimento sobre a formação de órgãos, "o que ajudaria a empregar no futuro a medicina regenerativa para solucionar problemas renais, em lugar das terapias com diálise que se aplicam na actualidade", recorda o CSIC.

Os investigadores demostraram que os genes Irx1 e Irx3 participam em duas etapas do processo de formação dos rins.

Numa etapa inicial, os genes Iroquois encarregam-se de manter a identidade do tecido do rim e de definir o tamanho do órgão.

O investigador do CSIC que coordena o trabalho, José Luis Gómez Skarmeta, declarou que se "aumentarmos os níveis do genes Irx1 e Irx3 produzem-se uns rins maiores, e que se bloquearmos estes genes os órgãos não se formam".

Numa segunda etapa, os genes Iroquois são necessários para que se formem correctamente as regiões intermédias dos nefrons (a unidade funcional onde se produz a filtração do sangue, a reabsorção dos metabolitos reutilizáveis e a excreção dos resíduos), onde se encontra um tipo de transportadores de metabolitos.

Os genes Iroquois participam por sua vez noutros processos, como o desenvolvimento do sistema nervoso e o coração ou a formação de determinados tipos de células como os olhos.

Os rins dos embriões de anfíbios, como a rã do estudo, são versões simplificadas dos rins dos humanos. A grande diferença é o número de nefrons integrados no órgão: mais de um milhão nos rins dos humanos, mas apenas um em cada rim do embrião de rã.


Fonte:
http://www.diariodesevilla.es/article/sevilla/209224/estudio/sevilla/descubre/dos/genes/basicos/la/formacion/los/rinones.html

40 anos em hemodiálise!

28 de outubro de 2008

O seguinte artigo (em Inglês) relata a história de um paciente ao longo de 4 décadas de hemodiálise. Devido ao Síndrome de Alport, teve que iniciar a hemodiálise em 1968, mantendo o tratamento até aos dias de hoje. Realizou um único transplante em 1973, mas que não foi bem sucedido, tendo rapidamente voltado à hemodiálise.

Trata-se de uma espécie de "diário" (embora com longos hiatos pelo meio), escritos pelo próprio paciente, antigo Professor Universitário, Richard L. Faber. Foi escrito por fases, desde o início da hemodiálise aos 28 anos (em 1968), até ao presente (Junho de 2008). Cada fase descreve o estado clínico, bem como as suas atitudes e opiniões face ao tratamento. Os comentários em itálico foram acrescentados no presente.

http://www.nephronline.com/features.asp?F_ID=388

Conseguimos compreender o desafio que a hemodiálise constitui, não só para o doente, mas para toda a sua família. Mas também se percebe que há vida para além do tratamento, e que o desafio pode ser vencido!!

O hiperparatiroidismo secundário pode prevenir-se

27 de outubro de 2008

O hiperparatiroidismo secundário existe quando o corpo produz hormona paratiroideia a mais, devido a níveis de cálcio demasiado baixos. Isto acontece quando os níveis de vitamina D estão baixos ou quando o cálcio não é absorvido nos intestinos e ocorre em pacientes com insuficência renal crónica. O importante nestes casos é conseguir normalizar estes valores e dar qualidade de vida a estes pacientes que de modo geral estão em diálise.

Dependendo do grau de severidade do processo o paciente pode ou não notar problemas; em estados iniciais pode não notar nenhum sintoma mas à medida que a doença avança podem manifestar-se as dores ósseas, debilidade muscular, deformidades ósseas e no final o paciente pode ter risco de fracturas ósseas.

O hiperparatiroisimo secundário dá-se em pacientes com doença renal crónica; Quanto mais severa é a insuficência renal maior é a probabilidade de encontrar números elevados desta hormona e outras alterações do metabolismo mineral. Quando o rim falha, altera-se o metabolismo mineral e sobretudo o fósforo que ingerimos com os alimentos e que não se pode eliminar na urina. O rim é responsável por activar a vitamina D, desta forma, quando falham os rins produz-se um défice de um dos principais metabólicos da vitamina D.

Tudo isto contribui para que se absorva menos cálcio no intestino e o todo processo exige também que se ponha em marcha mecanismos que são únicos para manter o cálcio no sangue, que é a prioridade absoluta doo organismo neste caso. A secreção da hormona paratiroideia é este mecanismo único que vai promover a extracção do cálcio do osso e vai forçar inclusivamente a excreção do fósforo pelos rins.

Como qualquer outra doneça o importante é prevenir; o hiperparatiroidismo secundário pode prevenir-se. Há que diagnosticar precocemente a insuficiência renal e tratá-la. Para tal, basta procurar determinados valores numa simples análise ao sangue onde se pode determinar a insuficiência renal.

Em todos os congressos de nefrologia dedica-se uma parte notável do tempo a rever e actualizar esta doença renal. No congresso de Estocolomo trataram-se diversos aspectos bastante inovadores desta fisiopatologia, da excreção do fósforo através do rim e dos novos fármacos que existem para controlar esta doença como são os controladores da absorção intestinal de fósforo, dos metabolitos activos de vitamina D e dos calcimiméticos.

Os sais de cálcio podem ser um tratamento mas utiliza-se não para a absorção mas antes para controlar o fósforo, que é o ponto fundamental para tratar esta doença. Os sais de cálcio unem-se ao fósforo, tornando-se insolúveis e eliminando-se pelas fezes, evitando que se absorva demasiado fósforo.

O metabolito activo da vitamina D é um derivado da mesma que tem uma estrutura química de hidroxilação em duas posições; apenas se realiza esse processo químico no rim e quando este não funciona ficamos sem o metabolito activo.

Para os especialistas é um objectivo prioritário que os pacientes de diálise tenham todos estes níveis correctos; porque todas estas alterações provocam problemas nos ossos e também porque existe uma relação entre estas alterações minerais com a mortalidade de origem cardiovascular.

Todos estes problemas corrigem-se com medicamentos e quando o hiperparatiroidismo está fora de controle, há que corrigir com a cirurgia. Nesta cirurgia retiram-se as 4 glândulas, deixando uma pequena parte que se enxerta fora do pescoço para que o paciente não fique sem hormona paratiroideia.


Fonte:
http://www.vivirmejor.es/es/nefrologia/noticia/v/196/categoria/23/actualidad/el-hiperparatiroidismo-secundario-se-puede-prevenir-03222.html

Pergunta Sem Resposta: Novo Formulário Galénico

24 de outubro de 2008

Já no ano passado nos queixámos da desactualização do Formulário Galénico, que levou inclusivamente à participação do Criança & Rim numa reportagem realizada pela RTP. A principal queixa tinha a ver com o facto de o Estado só comparticipar os medicamentos manipulados que constem do dito Formulário Galénico. Só que a última edição deste Formulário datava de.... 1969 (!!), estando completamente desactualizada face às necessidades médicas e medicamentosas actuais.

Passados quase 40 anos eis que surge a edição actualizada do Formulário Galénico!!! Segundo a Associação Nacional de Farmácias, que editou este novo trabalho, "Esta é uma edição orientada para a Pediatria, com formulações distribuídas entre 40 substâncias activas e oito grupos terapêuticos nesta especialidade."

Saiba mais aqui: http://www.anf.pt/media/fs_set08.pdf (págs. 20 e 21)

Agora perguntamos: será que o Trimetoprim já está finalmente incluído nesta versão do Formulário Galénico? Ou teremos que esperar mais 40 anos?

Transplantes em Portugal

23 de outubro de 2008

"Em Portugal não há escassez de órgãos, o problema está nas hierarquias, nas equipas, na coordenação", explica José Fragata, director do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica do Hospital de Santa Marta. Consequências? "Perdem-se muitos dadores porque as Unidades de Cuidados Intensivos não estão sensibilizadas. Por isso, no início do ano, criou-se a figura do coordenador", salienta o presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), António Morais Sarmento. Já estão nomeados 43 médicos, em 37 centros hospitalares, e a sua missão é identificar que doentes nos Cuidados Intensivos são potenciais dadores. A informação é depois transmitida ao respectivo Gabinete de Coordenação de Colheita de Órgãos e Transplantação - nos hospitais de São João e Santo António, no Porto; HUC, em Coimbra, e São José e Santa Maria, em Lisboa.

"A última coisa que se pretende é que um órgão vá para o balde", salienta a responsável nacional, Maria João Aguiar. A anestesista reconhece que há menos desperdício, contudo falta dar um passo de gigante: "Estamos a lutar para recolher órgãos em doentes com paragem cardio-respiratória, como se faz em toda a Europa. Aliás, os serviços de emergência espanhóis fazem-no há 16 anos". E aqui, o papel principal é do INEM. "A vítima, por exemplo, de um AVC gravíssimo é mantida com manobras de reanimação. Os médicos no hospital confirmam a paragem cardio-respiratória, esperam cinco a dez minutos, retomam a massagem, levam a pessoa para o bloco e fazem a colheita", simplifica. O procedimento só ainda não é feito porque, mais uma vez, faltam equipas bem preparadas. "É preciso investir pouco dinheiro e muita organização", resume Maria João Aguiar.

Também é necessário mudar mentalidades. Em Portugal, só não é dador quem estiver inscrito no Registo Nacional de Não Dadores - com 38.148 nomes - , mas muitos familiares contestam a recolha de órgãos dos seus entes. Nestes casos, "é preciso explicar que se morre quando o cérebro deixa de funcionar e não apenas quando o coração pára. As pessoas ficam como flores que se cortam e colocam numa jarra, parecem vivas mas não estão", afirma a médica. "A nossa lei é muito liberal, mas as coisas não são como seria de esperar. Metade dos transplantes nos países nórdicos são de dadores vivos e nos povos ibéricos são de cadáveres, porque as pessoas não têm informação e há medo", afirma o presidente da SPT. António Morais Sarmento diz mesmo: "Luta-se mais pelo lince da Malcata do que pela dádiva de órgãos". Ainda assim, no início do ano foi dado outro passo. Passou a ser permitido que não aparentados, como marido e mulher, sejam dadores vivos entre si.

Como se faz a colheita

  1. Os familiares do doente internado na Unidade de Cuidados Intensivos são informados de que o parente está em morte cerebral e há a hipótese de ser dador de órgãos
  2. Seis horas após o diagnóstico, um neurologista, intensivista ou anestesista confirmam a morte cerebral com um exame de estímulos. Em caso de dúvida, recorre-se, por exemplo, à angiografia cerebral, injectando um contraste - que num cérebro morto não vai além das veias do pescoço
  3. O ventilador é desligado e o doente levado para o bloco operatório. Como em qualquer cirurgia, a extracção dos órgãos é feita com o coração a bater.
Números

19.284
portugueses foram submetidos a transplantes até ao final do ano passado. O rim é o órgão que há mais tempo é utilizado pelos médicos, desde 1980, e que beneficiou o maior número de doentes, 7612 até 2007. Córneas (5212), medula (3649) e fígado (2299) são os restantes líderes da transplantação. Ao invés, o coração (419) e o pulmão (18) são os menos transplantados.

252
é o número de dadores cadáver em 2007, mais 52 do que em 2006. Os hospitais de São José e da Universidade de Coimbra lideram a lista. A maioria (58%) dos doentes morreu devido a causas médicas e os restantes (42%) por traumas, como acidentes rodoviários. A idade média dos dadores foi de 47 anos e tem sido possível retirar três órgãos diferentes por dador.

Custos
Estado pagou €38 milhões em incentivos

Transplantar um órgão é uma tarefa muito complexa, sem dia nem hora marcados e o Estado premeia quem a executa. Em 2007, transferiu directamente para os hospitais com gabinetes ou centros de transplantação incentivos superiores a €38 milhões.

Do total, 40% foi atribuído à transplantação hepática (de fígado), com os hospitais Curry Cabral, em Lisboa; Santo António, no Porto, e da Universidade de Coimbra a receberem a totalidade da verba.

A medula foi premiada com 34% da oferta, assumindo uma posição de destaque os IPO do Porto e de Lisboa por terem realizado a maior parte das intervenções. Não há regras de distribuição e cada hospital distribui o prémio como quer, mas quase sempre guarda a maior parte para si. As equipas de transplantes dividem o que sobra e que em certos casos são pequenas fortunas.

Transplantes pediátricos

'Nos últimos anos em Portugal não morreu nenhuma criança em lista de espera para transplante como aconteceu noutros países'. A garantia é dada pelo único cirurgião hepático pediátrico no país, o médico dos Hospitais da Universidade de Coimbra Emanuel Furtado. A estatística é dourada, contudo, tem um senão - a captação de órgãos aumentou, mas trouxe dificuldades novas. 'São dadores com idades cada vez mais avançadas e muitas vezes com patologias associadas e isso desfavorece as crianças'.

O transplante de rim e de fígado em idade pediátrica, até aos 14 anos, é pouco comum e nos HUC, pioneiros há 14 anos, a média de intervenções não vai além de 12 por ano e de 154 no total. 'Daí ser difícil abrir outro centro no país. O número de casos é muito baixo para permitir treinar e garantir a qualidade dos transplantes'. Ainda assim, Emanuel Furtado está há um ano a tentar envolver outros médicos, 'mas com o ritmo actual só estarão formados daqui a muitos anos'. A solução, diz, 'está no empenho das instituições para que os actuais e os novos profissionais na transplantação possam ter formação nos grandes centros internacionais', com custos elevados.

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/430663

A vitamina D tem um papel chave na saúde

22 de outubro de 2008

Essencial para a vida, a vitamina D, relacionada até agora de forma positiva apenas com a prevenção de doenças ósseas como a osteoporose, mas que actualmente se reconhece como um factor chave que contribui para a saúde humana global, segundo assegura Anthony Norman, professor de bioquímica da Universidade da Califórnia/Riverside, e um dos maiores peritos internacionais em vitamina D.

No estudo publicado no último número da revista American Journal of Clinical Nutrition, Norman identifica o potencial da vitamina D pelo seu contributo para o bem estar geral em aspectos como o sistema imunitário, a secreção e regulação de insulina pelo pâncreas, o coração e a regulação da pressão sanguínea, a força muscular e a actividade cerebral. Além disso, pensa-se que a ingestão de quantidades adequadas desta vitamina é benéfica para a redução do risco de cancro.

Norman também enumera até 36 tecidos de órgãos vitais do corpo humano cujas células respondem biologicamente à vitamina D. Esta lista inclui a medula óssea, as mamas, o cólon, o intestino, os rins, o pulmão, a próstata, a retina, a pele, o estômago e o útero.

De acordo com o professor Norman, a deficiência de vitamina D poderia ter impacto num total de 36 órgãos. Especificamente associa-se com uma redução da força muscular, alto risco de cataratas e risco aumentado de cancro colorectal, da próstata ou mama.

"Constatou-se que um défice de vitamina D está fortemente influenciado por diversas doenças", declarou Norman, um professor distinguido no campo da bioquímica e das ciências biomédicas que tem trabalhado no estudo desta vitamina durante 45 anos. " A sua esfera de influência biológica é muito maior do que aquela que pensávamos.

As recomendações de ingestão de vitamina D devem ser cuidadosamente reavaliadas para determinar qual a quantidade adequada, incluindo tanto a exposição ao sol como a sua ingestão na dieta, para conseguir a maior eficácia do seu contributo para a saúde geral do organismo.

Apanhar sol e comer sardinhas e anchovas

A vitamina D sintetiza-se no corpo mediante uma série de passos. Em primeiro lugar, os raios solares activam um composto percursor na pele. Quando a pele é exposta ao sol, um esterol presente no tecido epidérmico converte-se em vitamina D, que acaba metabolizada no rim e no fígado em forma de hormona. Assim o descobriu Norman e a sua equipa em 1967.

Relativamente aos alimentos, os que aportam maior quantidade de vitamina D são as sardinhas e as anchovas, o atum fresco ou congelado, os queijos gordos e a margarina.

A ingestão diária recomendada de vitamina D está fixada em 200 unidades internacionais (UI) para pessoas até os 50 anos, e sobe para os 400 UI até aos 70 anos, e passa a 600 acima desta idade. Contudo Norman recomenda que estas doses subam a 2.000 unidades para todos os adultos.

Criança também sofre de insuficiência renal

20 de outubro de 2008

A insuficiência renal em crianças e adolescentes é uma condição grave que pode afectar o desenvolvimento, a escolaridade, o bem estar social e emocional desses pacientes. No Brasil, os dados estatísticos são escassos, não se conhecendo a extensão da população afectada. Estima-se que 1,5% da população na faixa etária entre 0 e 19 anos tenham doença renal crónica dialítica, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (dados de 2007).

A doença é definida como a falência parcial ou completa dos rins e pode ser aguda ou crónica. A insuficiência renal aguda é caracterizada pelo rápido declínio da função renal com retenção de toxinas no sangue. Geralmente, acompanha doenças graves, porém, se tratada precocemente e de forma adequada pode ser reversível. A maioria dos pacientes que sobrevive a um episódio de insuficiência renal aguda recupera a função renal o suficiente para viver uma vida normal.

Já o paciente que sofre de insuficiência renal crónica está em situação bem mais delicada, uma vez que a doença é silenciosa, se instala de forma progressiva e irreversível. Os sinais de falência do órgão aparecem quando já perdeu mais de 70% da função.

As principais causas de insuficiência renal crónica na infância são as malformações ou obstruções das vias urinárias (dificuldade na drenagem da urina), as nefrites (doenças inflamatórias que atacam os rins), as doenças que causam cistos renais (rins poliquísticos), rins malformados e as doenças renais hereditárias (herdadas da família).

Os pais devem prestar atenção a sinais e sintomas que podem indicar a evolução da doença. Inchaço, vómitos frequentes, infecções urinárias de repetição, atraso no crescimento e desenvolvimento, problemas ósseos, anemias de difícil tratamento e hipertensão arterial podem ter ligação directa com o problema.

Existe a falsa impressão de que a doença renal na infância está crescendo no País, porém, a verdade é que se tem estado mais atento aos sintomas. Mas, mesmo assim, o diagnóstico tardio, infelizmente é muito presente na rotina do NefroPediatra (especialista Pediátrico que cuida das doenças renais).

O tratamento da insuficiência renal progrediu bastante nos últimos anos. Apesar de não haver cura definitiva quando se estabelece o diagnóstico, o tratamento na fase inicial, a base de cuidados dietéticos e medicamentos, pode retardar a progressão da perda da função renal.
Quando se estabelece a insuficiência renal crónica grave, é necessário recorrer à terapia que substitua a função dos rins como: diálise peritoneal, hemodiálise ou transplante renal. Os princípios básicos e os procedimentos destes são semelhantes aos de adultos, porém, várias características técnicas, de materiais e de recursos humanos precisam ser conhecidas para a redução de riscos e obtenção de melhores resultados.

Na criança e no adolescente, um tratamento conservador bem conduzido, objectivando um transplante renal como uma primeira modalidade de substituição da função renal, deverá ser prioritário para minimizar o sofrimento das crianças e seus familiares.

É importante compreender o quanto é complexo ter uma criança ou adolescente portador de insuficiência renal crónica. A vida do paciente terá de se moldar ao contexto da doença como: frequência de hospitais, máquinas de diálise, medicações, profissionais de saúde, restrições alimentares e hídricas, além de procedimentos agressivos, como colocação de cateteres e fístulas.

O paciente e a família devem ter assistência especializada, já que o processo a que as crianças com insuficiência renal são submetidas é muito delicado e afecta toda estrutura familiar.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/09102008/25/entretenimento-crian-tambem-sofre-insuficiencia-renal.html

16 de Outubro - Dia Mundial da Alimentação

17 de outubro de 2008

O Dia Mundial da Alimentação dá ao mundo a oportunidade de denunciar, uma vez mais, o flagelo que afecta 925 milhões de pessoas subnutridas do mundo inteiro. O aquecimento global e o "boom" dos biocombustíveis são uma ameaça actual, que poderá aumentar ainda mais os números da fome nas próximas décadas.


O contraste com a nossa realidade é enorme. Nos países ditos civilizados, morre-se por se comer em demasia ou de uma forma pouco saudável. Quer por respeito a quem não tem a nossa possibilidade de escolha, quer por respeito à nossa própria saúde, façamos uma alimentação consciente!

A chave para proteger a saúde dos rins é ter hábitos alimentares saudáveis e fazer exercício durante toda a vida:

  • Mantenha um peso saudável controlando as calorias ingeridas e fazendo exercício físico regular.
  • Tenha uma alimentação que evite a hipertensão.
  • Consumir muitas frutas e vegetais e a quantidade de cálcio adequada pode também ser importante.
  • Coma muita fibra.
  • Evite o consumo exagerado de proteínas e obtenha a maior parte delas de alimentos vegetais.

Fonte: Revista Saúde & Lar

Evento Criança & Rim

15 de outubro de 2008

Para comemorar o Dia Mundial da Alimentação, e com a colaboração de várias entidades, o Criança & Rim vai realizar amanhã, dia 16 de Outubro, um evento junto das crianças com doenças renais.

Agradecemos à Unidade de Nefrologia Pediátrica do Hospital de Santa Maria, que nos possibilitou a realização desta acção nas suas instalações.

Iremos entregar t-shirts oferecidas pela APIR e pela Amgen e livros sobre a Alimentação na Insuficiência Renal Pediátrica, oferecidos pelo Serviço de Pediatria Médica do Hospital de S. João e pela Roche.

Estatística

14 de outubro de 2008

Já estão disponíveis os dados nacionais relativos à actividade de colheita e transplantação de órgãos e tecidos do 1.º semestre de 2008, apresentados pela ASST - Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação:

http://www.asst.min-saude.pt/SiteCollectionDocuments/AvaliacaoPrimeirosemestre2008.pdf

Espanha - Primeira máquina de diálise que fala

13 de outubro de 2008

Apresentou-se em Espanha a 1ª máquina para o tratamento com diálise peritoneal automatizada que se comunica com o paciente através da voz. Os pacientes que a conhecem classificam-na como "invento maravilhoso". A chegada desta máquina de diálise permitirá que a diálise peritoneal automatizada no próprio domicílio seja ainda mais fácil para o paciente. Além disso, esta nova ferramento permitirá melhorar enormemente a aprendizagem e facilidade do uso da máquina, fundamental para o êxito do tratamento.


Outra das vantagens é que permite comunicar com o hospital. Segundo o Dr. José António Sanchez Tomer, chefe do Hospital La Princesa de Madrid, em declarações ao programa médico Saúde e Qualidade de Vida da Rádio Punto, este avanço permitirá melhorar o entretenimento dos pacientes e o seu desempenho facilitará o seu uso, inclusivé pelos pacientes mais velhos ou com deficências visuais". Através do tacto, os pacientes renais vão poder manusear mais facilmente a máquina. Além disso dispõem de um comando à distãncia que facilita o seu uso.

Unicamente 10% dos pacientes em diálise optam pela modalidade de diálise domiciliária apesar de que esta técnica aumenta a autonomia do paciente, que controla directamente o seu tratamento, não tendo que deslocar-se a um centro de diálise e tem muito boa tolerância. A chegada desta máquina, Homechoice NAVIA, permitirá que a diálise peritoneal automatizada seja ainda mais fácil para mais pacientes.

Se o paciente precisar de resolver algum incidente desde casa, pode contactar a qualquer momento com o serviço técnico simplesmente aproximando-se o auricular do telefone à máquina. Esta por seu lado proporciona ao técnico toda a informação que este necessita para ajudar o paciente sem que tenha que fazer nenhum acto adicional.

Segundo o Dr. Sanchez Tomero, a doença renal crónica representa um grande problema de saúde pública. Em Espanha estima-se uma incidência de 12%, devido à grande quantidade de casos ocultos que se detectam. "Este número pode aumentar muito mais em pacientes com idades entre os 60 e os 70 anos", assegura o dr. Sanchez Tomero."

Fonte:
http://www.vivirmejor.es/es/nefrologia/noticia/actualidad/se-presenta-la-primera-maquina-de-dialisis-que-habla-03400.html

Idade de dadores de órgãos sobe 150% em 15 anos

10 de outubro de 2008

A idade média dos dadores de órgãos aumentou 150% em 15 anos. "Nessa altura, a média era de 20 anos e hoje o dador tem 50", diz Maria João Aguiar, coordenadora da unidade de colheita da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação. A evolução está ligada à redução drástica dos acidentes de viação, trabalho e domésticos, que vitimavam pessoas mais jovens. Para já, não há escassez, mas o director da unidade de cirurgia cardiotorácica dos Hospitais Universitários de Coimbra, Manuel Antunes, calcula "que dentro de cinco a dez anos possa haver uma redução na colheita" de órgãos adequados a doentes mais jovens.
Ler notícia: http://dn.sapo.pt/2008/07/23/sociedade/idade_dadores_orgaos_sobe_150_15_ano.html

XXX Aniversário da APIR

9 de outubro de 2008


A APIR festeja o seu XXX Aniversário no dia 19 de Outubro na Quinta da Boubã em Patais (Leiria). Todos os sócios e não sócios, familiares e amigos estão convidados a participar na festa.

O programa vai ser o segunte:

A hora prevista de chegada à quinta será pelas 13 horas, seguindo-se o almoço. Depois do almoço todos poderão usufruir do ambiente da quinta, passeando pelos belos parques verdes.

Por volta das 17 horas será servido o lanche, seguindo-se a cerimónia dos parabéns à APIR com o corte do bolo acompanhado com champanhe.


Mais informações aqui.

Não se esqueça!

8 de outubro de 2008

A vacinação anual contra a gripe é a melhor forma de prevenir a doença!

Devem ser vacinadas as pessoas que têm maior risco de sofrer complicações depois da gripe:
• Pessoas com 65 e mais anos de idade, principalmente se residirem em instituições;
• As pessoas com mais de 6meses de idade que sofram de:
— Doenças crónicas dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado;
— Diabetes em tratamento (comprimidos ou insulina);
— Outras doenças que diminuam a resistência às infecções.

Como, em Portugal, o pico da actividade gripal tem ocorrido entre Dezembro e Fevereiro, a vacinação deve ser feita, preferencialmente em Outubro/Novembro, podendo, no entanto, decorrer durante todo o Outono e Inverno.

A vacina contra a gripe sazonal para a época 2008/2009 já está disponível no mercado farmacêutico português desde o dia 1 de Outubro. Fale com o seu médico ou farmacêutico!

Consulte o site da Direcção-Geral de Saúde sobre a Gripe.

Consulte o Atchim! - O lado divertido da gripe

Aceitaria um transplante de um animal?

7 de outubro de 2008


Se você estivesse durante anos em lista de espera para um transplante vital, aceitaria o coração ou o fígado de um porco geneticamente modificado?

Alguns cientistas como o Prof. Robert Winston, perito britânico em fertilidade, têm estado a investigar durante anos a possibilidade dos chamados xenotransplantes. Estes, afirma o investigador, poderiam pôr fim ao grave problema de escassez de órgãos para transplante em todo o mundo. Contudo, as autoridades britânicas, mostram-se preocupadas com os perigos potenciais destes transplantes.

A ideia do Prof. Winston, que liderou a investigação de xenotransplantes no Imperial College London, consiste em criar rebanhos de animais geneticamente modificados com órgãos transplantáveis.

Porcos de "desenho". Tal como afirma, em apenas dois anos poderiam criar-se porcos "desenhados" que ofereceriam esperança a milhões de pacientes em todo o mundo. Estes animais modificados teriam órgãos - incluindo corações, rins e fígados - que uma vez transplantados não seriam rejeitados pelo paciente humano, afirma.A investigação, contudo, está enfrentando o que o cientista chama de "processo regulatório muito burocrático, que torna muito difícil investigar com animais". Por isso, o Prof. Winstonc decidiu mudar a sua investigação de xenotransplantes para os EUA, onde as regulações neste campo são menos restritas. "Neste país é muito difícil levar a cabo estudos com animais, e ainda é muito mais difícil investigar com animais grandes, apesar de que são estudos totalmente humanitários".
"A base desta investigação é a modificação dos genes dos animais, em particular de porcos, porque estes são um modelo excelente de toda uma gama de transformações que ocorrem na biologia humana e na medicina" disse o cientista.

Engano imune. A equipa do Prof. Winston já chegou a criar porcos com esperma geneticamente modificado, no entanto as autoridades britânicas não lhes permitem reproduzir os exemplares. "Existe hoje em dia uma possibilidade real de podermos usar órgãos de porco para transplante em seres humanos", explica o investigador, o que "revolucionaria totalmente a medicina dos transplantes".

O principal problema dos transplantes, incluindo de humano para humano, é que o órgão pode ser rejeitado pelo sistema imunitário. Nos xenotransplantes o problema é ainda mais grave, já que todas as células mamíferas possuem marcadores que permitem que o sistema imunitário os reconheça como estranhos.

Para superar este problema, os investigadores estão a criar porcos geneticamente modificados, que transportem genes capazes de alterar as moléculas chave na superfície dos órgãos e que "enganem" o sistema imunitário e os faça pensar que são humanos. Os cientistas crêm que, com este "disfarce humano" dos órgãos, se poderiam levar a cabo transplantes com êxito.

"Além do mais - diz o Prof.Winston - também poderíamos usar estes órgãos animais para testar novos medicamentos e desta forma reduzir as possíveis reacções perigosas dos testes em humanos. Se, como sociedade, estamos de acordo que é ético utilizar animais como fonte de alimentos, também deveríamos estar de acordo que é melhor usá-los para salvar vidas" acrescenta o investigador.

Receios. Os órgãos dos animais seriam geneticamente modificados para evitar a rejeição. O principal argumento contra esta investigação é que os xenotransplantes têm o potencial de propagar doenças infeciosas do animal dador, como por exemplo doenças causadas pelo retrovírus, um tipo de vír
us que tem origem no animal e ao qual este é imune, mas que é capaz de infectar as células humanas.

"Entendo que deve haver regulações nestes procedimentos quando claramente existe um risco para o ser humano", afirma o investigador britânico. "No entanto, se você é um paciente à beira da morte por falta de um órgão, não estaria disposto a arriscar-se com este transplante para salvar a sua vida?"

O investigador afirma que o objectivo da sua investigação é criar porcos que não tenham estes vírus e, ainda que os tenham, disse, existem estratégias para evitar a sua propagação ao ser humano. E, enquanto a Europa diz "não" aos xenotransplantes, esta tecnologia continua avançando na China, Índia e outros países.

"Nos Estados Unidos não consideram que esta tecnologia seja perigosa - diz o investigador - pelo contrário, há um optimismo geral perante este trabalho que cremos que salvará se não milhares, pelo menos centenas de milhares de pessoas em todo o mundo".

Segundo o Parlamento Europeu, mais de 60.000 pessoas estão em lista de espera para um transplante. Os peritos afirmam que cerca de 60% destes pacientes morrerão enquanto esperam por um dador.

Fonte: http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/science/newsid_7605000/7605919.stm

Médicos vão passar a usar bolsas anti-sépticas

6 de outubro de 2008

A medida vai permitir «lavar mãos» sem recorrer ao lavatório.

A falta de lavatórios suficientes para uma higiene das mãos eficaz dificulta o combate às infecções hospitalares, que afectam oito em cada cem doentes portugueses. Para combater o problema, médicos e enfermeiros vão passar a utilizar bolsas anti-sépticas, escreve a Lusa.

Para que a lavagem das mãos - com água e sabão ou solução anti-séptica - seja feita de uma forma uniformizada, Portugal vai aderir, na próxima quarta-feira, a uma campanha de higiene das mãos da Organização Mundial da Saúde.

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infecção Associada aos Cuidados de Saúde (PNCI), Cristina Costa, a adesão de Portugal a esta campanha irá permitir que os profissionais recebam uma formação padronizada.

Os últimos dados sobre a prevalência de infecções em meio hospitalar indicam que 8,4 em cada cem doentes portugueses desenvolvem uma infecção associada aos cuidados de saúde, conforme recordou à Lusa a coordenadora do PNCI.

Cristina Costa, que é médica de saúde pública e chefe de divisão da segurança clínica da Direcção-Geral da Saúde (DGS), adiantou que estão actualmente a ser vigiadas as infecções nos cuidados intensivos, no bloco cirúrgico, nos cuidados de saúde neonatais e nos serviços de diálise.

Ler notícia completa: http://diario.iol.pt/sociedade/infeccoes-hospitalares-saude-medicos-lavar-maos-hospitais-bolsas-anti-septicas/998065-4071.html

Primeiro transplante renal de doação cruzada começará a fazer-se em Espanha no princípio de 2009

2 de outubro de 2008

O primeiro transplante renal de "doação cruzada" em Espanha efectuar-se-á no princípio de 2009, para o que já existem cerca de 30 pares candidatos que, ao não serem compatíveis com o receptor, poderão trocar os seus rins com outro par na mesma situação, anunciou o director da Organização Nacional de Transplantes, Rafael Matesanz.

O programa de "doação cruzada" poderá aumentar em 30% os transplantes de rim de dador vivo e aplica-se aos casos em que existe incompatibilidade de grupo sanguíneo, ou porque o receptor desenvolveu anticorpos contra o dador, entre outras questões, afirmou Matesanz.

Iniciar-se-á, em princípio, nos seis hospitais espanhóis com mais experiência de dador vivo: o Hospital Clínico e a Fundação Puigvert de Barcelona, o 12 de Outubro em Madrid, o Juan Canalejo na Corunha, o Virgem das Neves de Granada e o Virgem de Rocio em Sevilha.

Posteriormente, numa segunda fase, o sistema cruzado estender-se-á a toda a Espanha, sublinhou o director da ONT. Matesanz explicou ainda que a "doação cruzada" se produz quando existe incompatibilidade entre dador e receptor, por exemplo num par em que um deles quer doar ao outro que precisa de um rim. Então, esse par entrará numa base de dados nacional para poder trocar o seu rim em qualquer lugar do país. O acolhimento do programa, que reuniu as diferentes equipas médicas, foi excelente por parte das famílias dos doentes, já que supõe uma "esperança" e representa mais uma porta aberta.

Até agora, cerca de 30 pares são candidatos, uns já totalmente comprometidos e outros estão ainda a preparar-se para a "doação cruzada", que já se faz nos EUA, Coreia e Holanda. Para levá-la a cabo, segundo Matesanz, é necessário fazer os dois transplantes ao mesmo tempo, para que ninguém se arrependa, e com todas as garantias legais e éticas. O Director da ONT quis lançar uma mensagem de optimismo e de esperança para todos aqueles que precisam de um transplante renal, porque cada vez têm mais possibilidades, e insistiu na doação de rins de dador vivo.

É necessário informar a população de que o dador vivo também existe e que, realmente, é a melhor solução para muitas pessoas que padecem de insuficiência renal Hoje em dia, quando uma pessoa tem insuficência renal, o melhor tratamento que se lhe pode oferecer é um transplante de dador vivo antes de começar a diálise, algo que não tem discussão começando pela estatística, afirmou.

O funcionamento de um rim de dador vivo é, em média de 19 anos, enquanto que se for de um cadáver, a média seria de 12 anos. Por isso, pediu que todas aquelas pessoas doentes que têm na sua família, a possibilidade de que alguém lhes possa dar um rim, que o faça, em especial para os jovens e os diabéticos, que beneficiariam muitíssimo de um transplante antes de começar a diálise.

Fonte:
http://actualidad.terra.es/sociedad/articulo/trasplante-renal-donacion-cruzada-hara-2754724.htm

Transplantados renais sem acompanhamento na prevenção do cancro de pele

30 de setembro de 2008

Os pacientes transplantados renais, um dos grupos com maior risco de contrair cancro de pele, não são suficientemente informados ou monitorizados em relação a esta doença.

Os transplantados têm 3 vezes maior probabilidade de desenvolver cancro de pele do que a generalidade da população, isto porque os medicamentos imunossupressores, que evitam que o organismo rejeite o órgão transplantado, também aumentam o risco de cancro de pele.

Estes são os resultados de um estudo publicado no British Journal of Dermatology, que avaliou 56 centros de transplante britânicos, em comparação com a prática comum na Austrália. Concluíram que no Reino Unido, apenas 66% dos centros fazem exames anuais de detecção de cancro de pele, contra 97% dos centros australianos. Destes, apenas 59% (39% do total) realizam exames de pele completos, quando está provado que 20% dos cancros de pele não-melanoma, surgem em zonas do corpo que estão cobertas pela roupa. O recomendável é que todos os exames que são realizados, avaliem o corpo inteiro, em particular zonas que o próprio doente não consegue ver, como as costas.

Dos médicos do Reino Unido que realizam estes exames, 81% não são dermatologistas, e 30% não receberam formação específica para realizarem estes procedimentos.

A maior parte das informações e recomendações são transmitidas oralmente. Idealmente, todos os pacientes devem receber informação escrita, pois a informação verbal que é transmitida numa altura de grande stress, juntamente com muitas outras informações médicas e medicamentosas, pode ser facilmente esquecida.

Fonte: http://www.medicalnewstoday.com/articles/120276.php

E agora perguntamos: e em Portugal, como funciona?

Niki Lauda

29 de setembro de 2008

A vida, de vez em quando, reserva-nos uma surpresa. Que o diga o ex-campeão mundial de Fórmula 1, o austríaco Niki Lauda, que aos 59 anos casou com uma hospedeira, de 29. Lauda conheceu-a quando a jovem lhe doou um rim para lhe salvar a vida. Ela chama-se Birgit Wetzinger. O ex-piloto de Ferrari e da MacLaren, campeão do Mundo por três vezes, em 1974, 1977 e 1984, classifica-a como "uma heroína".

"Sem ela, eu hoje não estaria vivo", afirmou Lauda, que foi submetido a nova operação em 2005, depois de o rim doado pelo seu irmão, Florian, oito anos antes, ter deixado de funcionar. Birgit, hospedeira, que trabalhava na companhia aérea de Niki Lauda, foi a sua salvação.

O casamento de Niki Lauda e Birgit Wetzinger celebrou-se em Viena, Áustria, no passado dia 25 de Agosto em total intimidade, tendo estado presentes apenas as testemunhas dos noivos. De facto, o piloto sempre foi muito cuidadoso no que se refere à sua vida privada.

Agora, está feliz e muito apaixonado: "Amo a Birgit. Ela é a mulher perfeita com quem quero partilhar o resto da minha vida", afirmou à imprensa austríaca o lendário piloto de Fórmula 1, quando se soube deste seu casamento.

Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=0AF0D8DF-227B-4093-BD47-7908C82FF8B8&channelid=00000091-0000-0000-0000-000000000091

Peritos em transplantes reuniram-se em Oviedo para debater as causas de rejeição de órgãos transplantados

26 de setembro de 2008

O Hospital Universitário Central das Astúrias de Oviedo acolheu no dia 23 deste mês uma reunião de peritos organizada pela Rede de Investigação Renal (REDinREN) do Instituto de Saúde Carlos III para debater sobre as causas que provocam a rejeição dos órgãos transplantados em alguns pacientes e o desenvolvimento de novos biomarcadores.

Entre 10% a 15% dos órgãos transplantados rejeitam-se de maneira aguda, mas uma grande maioria dos enxertos acabariam sendo rejeitados a médio e longo prazo, daí a necessidade de avaliar possíveis tratamentos que induzam o corpo humano a ter uma maior tolerância com o novo órgão transplantado.

Actualmente, os órgãos transplantados procedentes de cadáver duram em termos médios cerca de 10 anos, número que alcança os 15-20 anos se o órgão procede de um dador vivo, dada a dificuldade de reduzir o máximo possível a medicação imunosupressora que recebe o paciente, o mesmo é dizer, a quantidade de fármacos que se lhes dá para que o seu organismo não rejeite o órgão.

Segundo assinalaram os organizadores deste encontro em comunicado, também há que reduzir os efeitos negativos que tem a referida medicação, pelo que os biomarcadores ajudam a conhecer o estado de degradação do órgão transplantado e consequentemente servirão para tomar medidas que melhoram tanto a duração do órgão como a qualidade de vida do paciente.

Entre os que se estão a investigar com êxito na actualidade, estes peritos destacaram o seguimento do aparecimento de anticorpos anti HLA ou não antiHLA anteriores ao enxerto ou na evolução do transplante (MICA e MICB), que consiste em detectar no sangue anticorpos preexistentes e/ou que não estavam antes de se realizar o transplante e que podem ter efeitos mortíferos sobre o enxerto.

Contudo, não existem biomarcadores sensíveis e que rapidamente advirtam os médicos de que o dano está a começar, que a medicação imunosupressora é pouca, ou pelo contrário, de que é excessiva. "Apesar de tudo, muito está ainda por fazer para conseguir resultados verdadeiramente satisfatórios, particularmente aos 10 anos pós-trasplante", asseguraram.


Fonte:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/763100/09/08/Expertos-en-trasplantes-se-reuniran-en-Oviedo-para-debatir-las-causas-del-rechazo-de-organos-trasplantados.html

Fabricar órgãos a partir das células das pessoas

25 de setembro de 2008

O Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa é a sede da investigação portuguesa na área de reconstrução de tecidos, nomeadamente ossos, pele e cartilagens. Um rede coordenada por Rui Reis, director do Grupo 3B's da Universidade do Minho.

O Expertissues - Instituto Europeu de Excelência de Medicina Regenerativa de Tecidos, onde trabalham 120 investigadores de 20 países, vai inaugurar oficialmente o novo edifício no AvePark, nas Caldas das Taipas, Guimarães, para onde se mudou no início do primeiro semestre deste ano, em Novembro, disse ao DN o seu director, Rui Reis. Com 21 grupos de investigação europeus espalhados por 13 países, é a sede de uma rede de excelência na área da reconstrução de tecidos, nomeadamente ossos, pele e cartilagens.

"Queremos fazer coisas para melhorar a qualidade de vida das pessoas, desenvolvendo novos tratamentos para e melhorar determinados procedimentos cirúrgicos. Pretendemos alterar radicalmente aquilo que hoje em se faz, a substituição pela regeneração. Ou seja, conseguir fazer pedaços de tecidos, de órgãos ou eventualmente um dia órgãos completos a partir das células das próprias pessoas e de materiais, aumentando a longevidade e a qualidade de vida. Já conseguimos fazer algumas destas coisas em laboratório com animais", explicou o director do instituto.

Fonte: http://dn.sapo.pt/2008/09/20/ciencia/fabricar_orgaos_a_partir_celulas_pes.html