O Vaticano condenou o tráfico de órgãos

12 de setembro de 2008

A congregação para a evangelização dos povos do Vaticano denunciou num relatório especial os escandalosos números do tráfico de órgãos, que "vale" 32 mil milhões de dólares.

Milhares esperam por um transplante

A congregação acaba de editar um "dossier" sobre o tema, em que recolhe dados institucionais sobre o fenómeno intimamente relacionado com o tráfico de seres humanos. Actualmente na Europa cerca de 60 mil pessoas esperam um dador para substituir um dos seus órgãos, o que provoca a morte de 10 pessoas por dia.

"A comercialização e o tráfico aumentam rapidamente", indicou.

10% ilegal

"A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, dos 66 mil transplantes de rim efectuados no mundo em 2007, cerca de 10% seriam ilegais", revela o texto.

Por um transplante ilegal pode pagar-se até 120 mil dólares, enquanto que a procura de órgãos cresce 33% ao ano e a oferta de dadores apenas 2%. As listas de espera são angustiantes.

Segundo o estudo, o órgão mais traficado é o rim, porque é fácil de tirar e conservar, além de que assegura a sobrevivência do dador.

Os que mais pedem

Os especialistas defendem que os maiores pedidos provêm de Israel, Japão, África do Sul e Estados Unidos, enquanto que os dadores são fundamentelamente originários do Brasil, Índia, Paquistão e Filipinas.

Para o Departamento de Saúde filipino, o preço de um rim estima-se em torno dos $3.600, dos quais o dador recebe apenas um terço e os outros dois terços vão para os intermediários.

Segundo um estudo recente da OMS, inúmeros sítios na internet filipinos propõem "pacotes transplante" que vão desde 70 mil até 160 mil dólares.

Mercado "sem escrúpulos"


A existência de cirurgias "sem escrúpulos" em alguns países (Turquia, Índia e Perú) permitiu o nascimento de um tráfico ilegal, o que envolve a profissão médica e os países que o toleram, revela o dossier.

"Este tráfico explora indigentes desesperados, obrigados a ceder a preços reduzidos um órgão, o qual é revendido juntamente com uma intervenção cirúrgica clandestina, a preços que oscilam entre 100 mil e 200 mil dólares", advertiu.

Calcula-se que em Bombaim (Índia) se pague ao dador por um rim cerca de $1.000 e em Manila (Filipinas) cerca de $2.000; na Moldávia uns $3 mil, enquanto que na América Latina se estima pagamentos até cerca de $10 mil.

Crime contra a humanidade

"Este fenómeno deveria ser considerado como um verdadeiro crime contra a humanidade e, como tal, perseguido em cada país do mundo", ponderou.

Seja quem for que decida, mesmo sofrendo, ao explorar a pobreza adquirindo um órgão em benefício próprio, torna-se culpado de um crime gravíssimo", concluiu.

Fonte: http://www.univision.com/content/content.jhtml?cid=1657490

Dez europeus morrem por dia à espera de um transplante

11 de setembro de 2008

Apesar de na Europa os transplantes continuarem a aumentar, onde a Espanha é líder no número de intervenções, cerca de 10 europeus morrem por dia à espera de receber um órgão, número que aumenta se tivermos em conta que nem todos os doentes que poderiam beneficiar deste tratamento estão em lista de espera, tendo em conta a escassez de órgãos existente.

O Registo Mundial de Transplantes, gerido pela Organização Nacional de Transplantes (de Espanha) e a Organização Mundial de Saúde, informaram que, segundo os últimos dados, realizaram-se em todo o mundo 96 820 transplantes.

A Espanha, que continua a ser o primeiro país em número de transplantes, alcançou em 2007 um recorde histórico no número de dadores, ao alcançar um total de 1 550, o que supõe uma média de 34,3 dadores por milhão de habitantes.

Deste modo, puderam realizar-se 3 829 transplantes, dos quais 2 210 foram de rim, 1 112 de fígado e 185 de pulmão, alcançando números históricos. A estes, juntam-se 241 transplantes cardíacos, 76 de pâncreas e 5 de intestino.

Apesar dos bons resultados, a ONT estipulou como objectivo alcançar nos próximos anos os 4o dadores por milhão de habitantes. Para o conseguir, realizará diversas campanhas para fomentar a doação cruzada, de dador vivo e com coração parado.

Relativamente aos níveis do resto da Europa, o continente tem apresentado um crescimento do número total de transplantes, com 28 090 intervenções, o que traduz uma melhoria na gestão dos recursos e aumento da doação em vida.

Contudo, o continente registou pelo segundo ano consecutivo uma ligeira descida da taxa de doação de órgãos, que se situa em 16,8 por milhão de habitantes, comparativamente aos 17,8 de 2006 e os 18,8 de 2005. Além disso, desceu o número total de dadores relativamente ao mesmo período do ano passado, situando-se em 8 293, menos 406.

À diminuição do número de doações juntou-se o aumento da população da UE e a incorporação de alguns países como a Bulgária ou a Roménia, onde esta é uma prática incipiente.

Fonte: http://www.prnoticias.es/content/view/10018947/227/

Cientistas criam colete que permite 'diálise móvel'

9 de setembro de 2008

Um colete que carrega um aparelho portátil de diálise é a promessa de seus inventores para melhorar a qualidade de vida de pacientes com problemas nas funções renais.

A peça contém uma versão em miniatura do maquinário de hospital requerido para limpar o sangue de pacientes cujos rins perderam a capacidade de extrair as toxinas do sangue, elevando o nível de substâncias indesejadas no corpo a perigosos patamares.

Batizada de Awak (sigla para Automated Wearable Artificial Kidney, ou Rim Artificial Automatizado Móvel), o colete funciona utilizando um método de diálise peritoneal de filtração do sangue.

Neste tipo de diálise, um líquido é introduzido através de um cateter na cavidade abdominal. À medida que circula e entra em contato com o peritônio, uma membrana que recobre esta área, o líquido absorve as toxinas do sangue. O líquido é então retirado e jogado fora.

Entretanto, os equipamentos disponíveis hoje em dia requerem grandes quantidades de líquido - cerca de oito litros - para cada sessão de cerca de cinco horas. A novidade do colete é que a substância é reciclada e então reintroduzida no corpo, requerendo apenas cerca de um litro, afirmam os cientistas.

"Vamos revolucionar o cenário para o tratamento de pacientes com doenças crônicas renais. Eles terão diálise contínua e não precisarão fazer as três visitas semanais aos centros de diálise", afirmou o médico Gordon Ku, empresa da Awak Technologies, empresa de Cingapura que desenvolveu o colete em parceira com a Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

No tratamento mais comum, pacientes com problemas crônicos renais se submetem à hemodiálise, que utiliza um rim artificial com capacidade de filtração igual à do rim humano. A desvantagem é que o organismo permanece sem filtragem durante todo o tempo em que a troca não estiver sendo realizada.

Os criadores do Awak dizem que o dispositivo providencia a remoção permanente das toxinas, mantendo um estado metabólico e bioquímico constante e evitando "choques", ou mudanças abruptas nesses parâmetros.

A empresa de Singapura afirmou que os pedidos de licenciamento e as certificações do colete e os últimos testes clínicos com pacientes já estão em andamento.

Eles estimam que a comercialização do produto será iniciada em 2011, a um preço entre US$ 1,5 mil e US$ 2,5 mil (entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil).

Fonte:
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/09/04/cientistas_criam_colete_que_permite_dialise_movel_-548084151.asp

Dador vivo... canino?!?

8 de setembro de 2008

No passado dia 4 de Setembro realizou-se na University of Pennsylvania um transplante vital, mas nem o dador nem o receptor eram seres humanos!

O receptor, Tony, é um bull terrier de 14 meses e Zanzy, sua irmã, foi também a sua dadora! Ambos se encontram a recuperar bem.

Este transplante, embora não único, é extremamente raro, porque apenas os cães com laços familiares podem doar rins entre si.

Fonte: http://abclocal.go.com/wpvi/story?section=news/local&id=6371916

Infecção Urinária na Criança e no Jovem

5 de setembro de 2008

Documento Informativo do Serviço de Pediatria do Hospital de Évora, sobre as Infecções Urinárias em Crianças e Jovens, nomeadamente os Sintomas, Factores de Risco, Métodos de Diagnóstico, Tratamento, Exames Auxiliares, etc.

Saiba mais aqui: http://www.hevora.min-saude.pt/docs/pediatria/infeccoes_urinarias.pdf

Doentes em diálise vão ter novos fármacos gratuitos

4 de setembro de 2008

Os insuficientes renais crónicos em diálise vão ter acesso gratuito à metoxi polietilenoglicol-epoetina beta, darbepoetina alfa, epoetina alfa e epoetina beta, de acordo com o Despacho do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde publicado a 2 de Setembro, em Diário da República.

A partir de agora, todos os insuficientes renais crónicos em diálise beneficiários do Serviço Nacional de Saúde, independentemente de efectuarem tratamento em unidades hospitalares ou centros de diálise extra-hospitalares, terão acesso gratuito a estes medicamentos.

Fonte: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/mediamentos+dialise.htm

Parceria entre a vida e a máquina marca a rotina do dia-a-dia

2 de setembro de 2008

Sessões rotineiras de hemodiálise são uma exigência para cerca de 6500 doentes renais. O DN acompanhou o dia-a-dia de José Manuel.

Ler notícia: http://dn.sapo.pt/2008/08/24/sociedade/parceria_entre_a_vida_maquina_marca_.html

Testes de medicamentos em animais têm dias contados

1 de setembro de 2008

A grande aposta é o recurso à cultura de células estaminais humanas. Desenvolver modelos alternativos à utilização de animais, capazes de fornecer resultados fiáveis, através da cultura de células é o objectivo de um estudo que reúne investigadores portugueses e outros parceiros europeus. "Os fármacos antes de chegarem ao mercado passam por uma série de ensaios. Parte desses ensaios são feitos em animais", explica Paula Alves, directora do Laboratório de Tecnologia de Células Animais (LTCA), do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET) e do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), da Universidade Nova de Lisboa. "O que pretendemos com este estudo é fazer a substituição dos animais", refere.

Ler mais: http://dn.sapo.pt/2008/06/14/ciencia/testes_medicamentos_animais_dias_con.html

FÉRIAS

2 de agosto de 2008


BOAS FÉRIAS E BOM DESCANSO A TODOS!

VOLTEM CONNOSCO EM SETEMBRO!

Campos de Férias para Crianças com Necessidades Especiais

1 de agosto de 2008

Já existem noutros países campos de férias para crianças com determinados tipos de doenças, deficiências ou outras limitações.

Nos EUA, o Camp Sunshine realiza-se todos os anos em dois locais (Maine e Wisconsin) e consiste em 1 semana de actividades de férias para toda a família, de acordo com o tipo de doença da criança, completamente grátis e com apoio médico e psicológico 24 horas por dia! Entre os programas oferecidos, existe a "Semana Renal" e a "Semana dos Transplantados"

Mais perto, na Irlanda, o Barretstown já recebeu crianças da Irlanda e de outros 22 países europeus. De entre as doenças aceites, está a diálise, oferecendo "programas de recreação terapêutica" a crianças e jovens com insuficiência renal. Mais uma vez, oferece assistência médica 24 horas por dia, e todas as despesas, incluindo o transporte, são totalmente oferecidas por patrocinadores.

Em Portugal, já começam a existir algumas iniciativas, das quais damos aqui informação, mas nenhuma dedicada especificamente às crianças com doenças renais.

A Cruz Vermelha Portuguesa organiza, nos meses de Julho e Agosto, as "Férias Desportivas" para crianças e jovens dos 7 aos 17 anos com deficiência motora, sensorial e/ou doença crónica. Esta iniciativa inclui actividades de carácter desportivo, lúdico, cultural e pedagógico que estimulam o desenvolvimento global. O programa decorre nas instalações do Lar Militar, no Lumiar, em Lisboa, de segunda a sexta-feira, entre as 9 e as 17 horas. Tentámos contactar esta instituição, mas sem resultado.

Uma empresa organizadora de Campos de Férias, a Campo Aventura, realiza campos de férias durante o mês de Julho, Agosto e Setembro para crianças e jovens portadores de deficiência.

A Associação de Jovens Diabéticos de Portugal, de entre várias actividades mais ou menos radicais, também costuma organizar Colónias de Verão, onde se desenvolvem diversas actividades desportivas como futebol, surf, caminhadas e outros jogos, de forma a incutir em todos os jovens diabéticos as noções de equipa, entreajuda e gosto pela prático de exercício físico. Para além disso, permite ainda que os jovens aprendam a controlar a sua diabetes sob condições fora do normal, como seja a prática intensa de desporto.

Transplantes de rim menos bem sucedidos à noite

31 de julho de 2008

Sempre que possível, os transplantes de rim deverão ser feitos durante o dia. Pelo menos, é esta a conclusão sugerida por um estudo publicado por urologistas e internistas da Universidade de Bonn.

De entre os transplantes analisados por esta equipa, mais de 16% dos rins transplantados à noite necessitaram de uma cirurgia subsequente, no mês seguinte ao transplante, devido a complicações cirúrgicas. A taxa de complicações foi significativamente menor (6%) nos rins transplantados durante o dia.

Por outro lado, para os rins "diurnos", verificou-se uma probabilidade superior a 90% de os rins continuarem a funcionar ao fim de 5 anos após o transplante. Com os rins "nocturnos", esta probabilidade desce para 80%.

A razão parece ter a ver com o facto de os transplantes renais serem procedimentos relativamente complexos, os quais requerem um cérebro alerta e é durante o dia que o cirurgião se encontra mais alerta e concentrado.

No entanto, os transplantes realizam-se com frequência durante a noite. Durante muito tempo, acreditou-se que os rins tinham que ser utilizados o mais rápido possível, a qualquer custo, diz Guido Fechner. No entanto, hoje em dia aceita-se que o ideal é que o órgão seja reinserido até 18 horas após a sua remoção, o que permite, em muitas situações, alterar a hora do transplante, privilegiando o horário diurno (das 5 para as 8 da manhã, por exemplo).

Ler mais em (texto em inglês): http://www.sciencedaily.com/releases/2008/07/080715091646.htm

Transplante de rins através do umbigo

29 de julho de 2008

Uma nova técnica, desenvolvida pelos especialistas Paul Curcillo e Stephanie King, da Drexel University College of Medicine, em Philadelphia, permite a remoção do rim por uma pequena incisão no umbigo. O novo procedimento para transplantes já foi utilizado onze vezes pelo médico Inderbir Gill e sua equipa, na Clínica Cleveland, tendo diminuído o tempo de recuperação dos dadores.

Ler notícia: http://www.sidneyrezende.com/noticia/15131

Saiba mais: http://my.clevelandclinic.org/news/2008/cleveland_clinic_urologists_use.aspx (em Inglês)

Vídeo: http://today.msnbc.msn.com/id/21134540/vp/25717631#25717631

XXII Reunião Anual da Secção de Nefrologia Pediátrica da SPP

28 de julho de 2008

Realiza-se nos próximos dias 3 e 4 de Outubro de 2008, na Fundação Cupertino de Miranda, no Porto, a XXII Reunião Anual da Secção de Nefrologia Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Pediatria, organizada pelo Serviço de Nefrologia Pediátrica do Hospital de Crianças Maria Pia.


Resumo do Programa:

  • Apresentação do Registo Nacional da Insuficiência renal crónica pediátrica;
  • Screening genético da doença renal. Utilidade, aplicação e ética;
  • Aspectos moleculares das “CAKUT”;
  • Nefronoptisis/Doença quística medular;
  • Tubulopatias Hereditárias: da clínica à biologia molecular;
  • Citopatias mitocondriais e rim;
  • Genética e HTA;
  • Genética e síndrome hemolítico urémico;
  • Síndrome nefrótico: impacto de novas mutações;
  • Doenças hereditárias da membrana basal;
  • Genética e patogénese da doença renal poliquística AD e AR;
  • Registo nacional de doenças renais hereditárias;
  • Síndroma de Alport;
  • Cistinose e Hiperoxalúria;
  • Doença renal poliquística autossómica recessiva;
  • A importância de publicar.
  • Efemérides;
  • Posters e Comunicações livres
Mais informações: http://www.spp.pt/eventos/default.asp?ida=173&ID=136

Clínicas de diálise não passam receitas

25 de julho de 2008

«Recusa em prescrever receitas médicas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), falta de marcação de consultas obrigatórias nos Centros de Saúde ou Unidades de Saúde Familiares (USF) e falta de informação útil ao doente são as falhas apontadas às clínicas privadas de diálise pelos doentes insuficientes renais.

Carlos Silva, presidente da Associação Portuguesa dos Doentes Renais (APIR), reage de forma negativa a algumas medidas previstas na normativa divulgada dia 22/7 pela Direcção-Geral de Saúde, que diz serem contrárias ao acordado entre a DGS e a APIR: "Foram-nos apresentadas queixas de doentes de que, pelo menos, duas ou três unidades de diálise da região Centro do País [Coimbra e Leiria] se recusavam a prescrever receitas médicas do SNS, o que os obrigava a ir para a porta dos centros de saúde às 4h00, para conseguir uma marcação de consulta no médico de família."»

Ler notícia do Correio da Manhã: aqui

Ler artigo da APIR: aqui

Rins masculinos apenas para homens?

24 de julho de 2008

O sexo do dador e do receptor tem um papel mais importante nos transplantes de rim do que aquele que previamente se pensava.
Os rins de dadores do sexo feminino não funcionam tão bem em homens - devido ao seu tamanho mais pequeno.
As mulheres têm um maior risco de rejeitar um rim de um dador masculino. Assim, no futuro, o sexo deve ser um factor a ter mais em atenção aquando da alocação dos rins dos dadores, defendem os investigadores de Basel e Heidelberg.

Ler mais em (texto em inglês):

http://www.sciencedaily.com/releases/2008/07/080709095948.htm

Reco-Pen

23 de julho de 2008

Talvez as pessoas mais afectadas já tenham tido conhecimento da situação, mas lamentamos informar que os cartuchos para a caneta Reco-Pen deixaram de ser comercializados pela Roche. Significa que agora apenas estão disponíveis as tradicionais seringas, muito mais difíceis de administrar, pois exigem maiores conhecimentos por parte do doente/familiar e são bastante mais traumáticas.


Pessoalmente, durante os 3 anos em que o meu filho fez a Eritropoetina com seringa, deslocávamo-nos impreterivelmente 2 ou 3 vezes por semana ao Centro de Saúde para que lhe fosse administrada a injecção por um profissional, pois nós não éramos capazes. Não sei quantos pais serão capazes de injectar o seu filho recém-nascido 2 ou 3 vezes por semana (o meu filho esteve medicado com eritropoetina desde os 15 dias de vida, tendo nascido com pouco mais de 2 Kg). No entanto, sei que somos um caso raro, pois mais tarde ou mais cedo, a maior parte dos pais habitua-se a dar a injecção com a seringa, mas eu nunca me senti confortável em fazer isso. Quando nos foi apresentada a solução da Reco-Pen, foi como um oásis no deserto, pois era relativamente fácil de administrar e permitiu-nos uma autonomia enorme, comparado com a situação anterior. Apesar de, felizmente, já não dependermos da Eritropoetina, sinto-me bastante revoltada com esta decisão, que deverá ter a ver, mais uma vez, com questões económicas.

Já tivemos oportunidade de manifestar o nosso pesar junto da Roche pois, lidando nós com crianças que frequentemente são medicadas com eritropoetina, para além de todos os outros medicamentos, análises, exames de diagnóstico, tratamentos, etc., considerávamos fundamental que se continuasse a disponibilizar a Reco-Pen, pois facilitaria muito a administração deste medicamento, diminuindo a dor e a ansiedade relacionadas com qualquer injecção, sobretudo de uma terapêutica que é essencial à sobrevivência destes meninos.

Testemunho - Viver com insuficiência renal

22 de julho de 2008

Na revista Prevenir de Abril de 2008 saiu um artigo sobre Ana Paula Silva, uma senhora de 50 anos, que é insuficiente renal desde os 12!

Ler artigo: http://saude.sapo.pt/prevenir/artigos/geral/saude/ver.html?id=827569&pagina

Genética é o futuro

21 de julho de 2008

«As novas tecnologias associadas ao desenvolvimento científico fazem com que o homem do futuro viva cada vez mais tempo. A evolução da genética abriu portas a um mundo novo na área da medicina e da ciência. Hoje, o homem conhece a sua verdadeira origem: uma célula que se multiplica e divide, um complexo conjunto de mutações e conjugações de genes, numa harmonia perfeita.

O conhecimento desta dinâmica, através da decifração do genoma humano, permite ao homem desvendar o segredo da vida e até manipulá-la. hoje já é possível saber antecipadamente a predisposição genética para determinadas doenças com um simples exame aos genes.

Criação de órgãos
A criação de órgãos específicos ainda está sob investigação, mas é outra das possibilidades futuras da genética. Vai ser possível criar um coração ou uma bexiga em laboratório para substituir os originais em caso de anomalia, exactamente como fazemos com componentes de uma máquina. A evolução da investigação dos genes aponta também para uma melhoria significativa no campo da acção de medicamentos. O tratamento de doenças como o cancro pode ser facilitado através do maior conhecimento do nosso corpo mas também do uso da tecnologia. Todos estes avanços científicos aliados às novas tecnologias, têm um único objectivo: fazer com que o homem viva cada vez mais tempo. A manipulação de genes já promete corrigir algumas anomalias genéticas, e a clonagem, pelo menos a de órgãos e tecidos com células da própria pessoa, poderá acabar com os problemas de rejeição de órgãos.»

Programa "Falar Global", da SIC Notícias: http://sic.aeiou.pt/online/noticias/programas/falarglobal/Artigos/geneticaeofuturo.htm

(optimista... esperamos estar cá para assistir!)

Rituximab melhora as possibilidades de transplante renal

18 de julho de 2008

O medicamento contra o cancro da Genentech chamado Rituximab, combinado com injecções de anticorpos, reduz amplamente o risco de rejeição de um transplante de rim e melhora muito as possibilidades de um paciente de encontrar um dador, dizem os especialistas.

Cerca de um terço das 74.000 pessoas que esperam por um rim nos EUA tem poucas hipóteses de recebê-lo devido a transfusões prévias de sangue, ou a gravidez ou a um transplante prévio e que os tornam sensibilizados à recepção de um tecido externo.

Isto torna os seus corpos propensos a rejeitar um órgão, excepto dos dadores mais compatíveis.
Sem tratamento, o tempo de espera de um rim de cadáver entre estes pacientes altamente sensibilizados é, em média, de 12 anos. Com esta terapia, em apenas 5 meses um órgão aceitável pode tornar-se disponível para transplante.

Uma equipa de investigadores liderada pelo Dr. Stanley Jordan, do centro médico Cedars-Sinai em Los Angeles, revelou que poderiam desensibilizar os seus pacientes com imunoglobulinas e rituximab, comercializado como Rituxan.

A imunoglobulina é uma mistura de anticorpos colhidos do sangue e o Rituxan é um anticorpo monoclonal, uma proteína do sistema imunitário que diminui a quantidade das células imunes chamadas células B.

"Estas eram pessoas muitos difíceis de compatibilizar. Tinham estado em lista de espera durante muitos anos," disse Jordan numa entrevista telefónica. "Menos de 5 a 10% teriam encontrado um rim", referiu.

A Genentech financiou o estudo com 20 voluntários. O medicamento, comercializado na União Europeia como MabThera pela Roche, também se utiliza para tratar a artrite reumatóide, a leucemia e o linfoma.

Fonte: http://lta.reuters.com/article/worldNews/idLTAN1743044320080717

Um centro de hemodiálise em Espanha estreia uma técnica pioneira para doentes renais

17 de julho de 2008

A nova terapia melhora a depuração da diálise e utiliza materiais menos invasivos.

Trata-se de um novo tratamento terapêutico denominado hemodiafiltração em linha, uma modalidade de hemodiálise que melhora a depuração e a tolerância do tratamento renal. Utilizam-se materiais de diálise muito mais seguros e água ultra pura. Entre as vantagens que apresenta destacam-se a redução da mortalidade e morbilidade, um melhor estado nutricional e um nível de colesterol mais controlado.

Ler mais em:
http://www.laverdad.es/murcia/20080626/cartagena/centro-concertado-estrena-tecnica-20080626.html

Medicamentos ao domicílio e através da Internet

15 de julho de 2008

Na sequência do "longínquo" post de 6/11/2007, relativo à compra de medicamentos através da Internet, telefone, ou fax, apresentamos algumas informações retiradas do site do Infarmed.

"Actualmente, os consumidores têm a possibilidade de encomendar medicamentos sem terem que se dirigir presencialmente às farmácias e aos locais de venda de
medicamentos não sujeitos a receita médica. Estes estabelecimentos, desde que se tenham registado previamente no Infarmed, podem aceitar pedidos de medicamentos por telefone, fax, e-mail ou internet. Atendendo a que a compra de medicamentos através de canais não autorizados, principalmente através da internet, não garante o acesso a medicamentos com qualidade, segurança e eficácia, podendo
mesmo pôr em risco a saúde dos cidadãos, é fundamental que os consumidores, antes de procederem a qualquer tipo de encomenda, verifiquem se o estabelecimento se encontra registado no site do Infarmed. O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. disponibiliza, através do site, um portal que permite aceder à lista de Farmácias e Locais de Venda de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) que estão autorizados à dispensa de medicamentos ao domicílio, sendo a sua entrega assegurada pelos mesmos profissionais que o fazem naqueles estabelecimentos."

[Dica: nesta listagem, clicar no quadradinho que diz "Entregas ao domicílio", para visualizar mais estabelecimentos.]

Para além disso, o Infarmed lançou recentemente uma campanha que alerta para os riscos da compra de medicamentos através da Internet: "Saiba como comprar medicamentos na Internet de forma segura".

Convite para Voluntários

14 de julho de 2008

A Comissão Europeia encontra-se actualmente a desenvolver uma Directiva e um Plano de Trabalho sobre a Doação e Transplante de Órgãos. O objectivo da Comissão é fortalecer a qualidade e a segurança da Doação e Transplante de Órgãos e ao mesmo tempo lutar contra a actual falta de órgãos.

A Eurordis (European Organisation for Rare Diseases) decidiu contribuir para este tema tão importante e, de forma a garantir que estamos a expor a perspectiva dos nossos doentes de diferentes países e com diferentes doenças raras, estamos à procura de voluntários das associações que são nossos membros para participar num novo Grupo de Trabalho da Eurordis.

No caso de estar interessado em participar neste grupo de trabalho, é favor contactar Flaminia Macchia (flaminia.macchia@eurordis.org), especificando a sua experiência nesta área (como doente, pai, representante dos doentes, etc.) e o que é que o motiva a participar neste grupo de trabalho.

O trabalho em causa envolve principalmente:
- ler as versões preliminares dos documentos da Comissão
- trocar ideias e perspectivas com os restantes membros do grupo através de correio electrónico
- dar exemplos/testemunhos concretos relativamente ao transplante de órgãos

O grupo de trabalho não irá exigir muito tempo, mas irá funcionar durante cerca de 2 anos.

Um requisito obrigatório é ter bons conhecimentos de inglês!

Saiba mais aqui: http://www.eurordis.org/article.php3?id_article=1744

A OMS lançou um guia de recomendações para prevenir os erros cirúrgicos

11 de julho de 2008

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um guia de recomendações para prevenir os erros cirúrgicos. Consiste numa lista de perguntas e acções para cumprir dentro do bloco operatório.

O paciente tem alguma alergia? Estamos de acordo que o vamos operar ao apêndice? Marcamos o ponto da incisão?

Se esta e outras perguntas fossem feitas de modo sistemático, o número de problemas relacionados com uma operação diminuiria. Por este motivo, a OMS publicou os primeiros guias cirúrgicos para melhorar a segurança das intervenções.

Em todo o mundo realizam-se, por ano, cerca de 234 milhões de operações, uma em cada 25 pessoas. Ainda que as medidas assépticas tenham aumentado na maioria dos países, cerca de "7 milhões de pacientes sofrem complicações depois de uma cirurgia, metade das quais se poderia prevenir", segundo um estudo publicado na revista " The Lancet".

Pela crescente preocupação que geram este e outros dados, levou-se a cabo a iniciativa "as práticas cirúrgicas salvam vidas". Dirigida pela Escola de Saúde Pública de Harvard, neste programa participaram mais de 200 sociedades médicas nacionais e internacionais e ministérios da saúde, com o objectivo de reduzir o peso de disfunções e complicações preveníveis nas cirurgias.

Ler mais em: http://www.elmundo.es/elmundosalud/2008/06/25/medicina/1214409895.html

Os SMS's ao serviço dos jovens com doenças crónicas

10 de julho de 2008

Picture Captions

Conseguir que os jovens se lembrem de tomar os seus remédios poderá estar apenas a um SMS de distância! Um grupo de médicos de Cincinnati está a tentar encontrar uma forma de lidar com o facto de os adolescentes com doenças crónicas como a asma, diabetes ou patologias renais revelarem dificuldade em seguir as prescrições médicas.

Trata-se de uma idade propícia a episódios de raiva, por vezes rebeldia, e é a altura quando os adolescentes menos querem sentir-se diferentes dos seus colegas, seja por causa da medicação, de dietas especiais, ou outros tipos de terapia.

Alguns estudos sugerem que, em média, apenas metade dos adolescentes seguem os tratamentos da forma prescrita, refere o Dr. Dennis Drotar, do Cincinnati Children's Hospital. Quanto mais medicamentos forem necessários, ou quanto mais incómodos forem os efeitos secundários, menos os jovens aderem às terapêuticas. Entre os adolescentes sujeitos a transplante renal, os adolescentes são o grupo etário com o pior prognósticoa, diz a Dra. Marva Moxey-Mims.

Foi então que a Dra. Maria Britto, uma especialista em asma do Cincinnati Children's, reparou que, mesmo durante as consultas, os seus pacientes adolescentes continuam a mandar e receber sms's nos seus telemóveis. E foi aí que surgiu a ideia de criar um estudo para analisar se um lembrete diário enviado para o telemóvel dos pacientes, através de sms, melhoraria a capacidade de adolescentes asmáticos controlarem a sua própria doença. Afinal, refere a médica, os seus pacientes de 12 anos já têm telemóvel, independentemente da sua classe social.

O teste piloto já começou, estando previsto um estudo mais alargado para o final do ano.

Ler artigo.

Fábricas de Órgãos

9 de julho de 2008


Esta semana saiu um artigo muito optimista na Revista "Única", do Jornal Expresso:

Num futuro não muito longínquo, o nosso corpo poderá ser tratado como uma máquina: as peças danificadas serão substituídas por outras novas, fabricadas em laboratório.

Os transplantes, como os conhecemos, têm os dias contados. O futuro está em fabricar tecidos e órgãos à medida, usando células extraídas do corpo do próprio paciente, o que elimina um dos problemas mais complexos destes procedimentos: a rejeição. Chamam-lhe medicina regenerativa e é uma das áreas mais promissoras da ciência. O conceito é simples na definição mas complexo na concretização: trata-se, no fundo, de usar células humanas para fazer novos tecidos e órgãos para pacientes que deles necessitam. Se o potencial imaginado pelos cientistas for cumprido, estes avanços poderão tratar doenças hoje tidas como incuráveis, como Parkinson, Alzheimer ou diabetes. A revolução passou a semana passada pelo Porto, onde estiveram reunidos alguns dos maiores especialistas nesta área. Entre eles, Mark Van Dyke, investigador do Instituto de Medicina Regenerativa Wake Forest, nos Estados Unidos, onde há mais de 20 anos se vem aperfeiçoando a ciência de regenerar tecidos humanos e construir novas peças para o organismo.

Ler o artigo completo: http://aeiou.semanal.expresso.pt/unica/vidas.asp?edition=1862&articleid=ES295632&subsection=Ciência

Efeitos do Arando e Probióticos

7 de julho de 2008

Na sequência do post publicado no dia 1/7, e por sugestão da Prof. Helena Jardim, apresentamos o link para um trabalho realizado por Alexandra Castro, aluna do 6º ano do Curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com o seguinte título: "Profilaxia de Infecções do Tracto Urinário em Pediatria: Efeitos do Arando e Probióticos na Prevenção de Infecções Recorrentes."

Deixamos o resumo do trabalho:

A Infecção do tracto urinário (ITU) é um problema pediátrico comum. Esquemas terapêuticos com antibióticos, contínuos e de baixa dosagem são recomendados para prevenção de infecções urinárias recorrentes, resultando no desenvolvimento de resistência bacteriana. Terapêuticas alternativas para prevenção de ITUs são necessárias para limitar o incremento da resistência a antibióticos.

O arando tem vindo a ser usado na profilaxia de ITUs. Recentemente um grupo de proantocianidinas (PACs) que impedem a adesão bacteriana foi isolado a partir do arando. Porém, estudos randomizados controlados não demonstram utilidade do arando na profilaxia de ITUs, em crianças.

Os probióticos são microorganismos benéficos. Vários mecanismos foram propostos para a acção dos probióticos. Em lactentes, o leite humano e produtos probióticos preveniram ITUs. Porém, não há estudos clínicos que apoiem o uso de probióticos na prevenção de ITUs em crianças. É importante enfatizar que os probióticos são muito heterogéneos, com diferenças na composição, actividade biológica, e dose ideal entre as diferentes preparações probióticas existentes.
Link para o trabalho completo: http://docs.google.com/Doc?id=dgszrg23_20ck8mg3c3

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Adolescentes (13 aos 18 anos)

4 de julho de 2008

  • Os adolescentes veêm-se a si próprios como indivíduos e querem ser independentes.
  • Os amigos e os seus pares são importantes.
  • O seu filho quer ser como os amigos e está preocupado com a forma como os outros o veêm.
  • A doença e os tratamentos fazem com que os adolescentes possam ser diferentes.
  • Os adolescentes já são capazes de ver as coisas de vários pontos de vista .

Preocupações mais comuns:


1. Perda de controlo ou independência. Como ajudar?

  • Permita ao adolescente tomar opções.
  • Deixe-o ser activo na escola e em actividades sociais.
  • Envolva-o no plano de tratamentos.
  • Inclua-o nas conversas com a equipa médica.
  • Deixe-o, na medida do possível, tomar conta de si próprio.

2. Imagem corporal ou auto-estima. Como ajudar?

  • Dê ao adolescente oportunidades para falar sobre mudanças físicas e/ou emocionais.
  • Fale com ele sobre sentimentos.
  • Saliente as coisas que ele faz bem.
  • Permita-lhe fazer coisas que o façam sentir bem consigo próprio.

3. Perda de privacidade. Como ajudar?

  • Respeite a necessidade do adolescente fazer as coisas por si mesmo.
  • Bata antes de entrar no quarto dele.
  • Permita-lhe que tenha tempo em privado.

4. Separação dos pares/amigos. Como ajudar?

  • Permita-lhe tempo com os amigos.
  • Deixe que os amigos o visitem e/ou telefonem.

5. Preocupações sobre o futuro. Como ajudar?

  • Responda às questões de forma aberta e honesta.
  • Ajude o seu filho a planear o futuro.
  • Deixe-o continuar com as actividades normais.

6. Alterações de comportamento. Como ajudar?

  • Dê ao adolescente maneiras seguras de expressar os seus sentimentos, especialmente a raiva.
  • Garanta-lhe que os seus sentimentos são normais.


Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4766

Espanha permitirá doar um rim a um desconhecido já no próximo ano

3 de julho de 2008

A Organização Nacional de Transplantes (ONT) de Espanha implementará no próximo ano um sistema cruzado através do qual uma pessoa que precise de um rim, e que tenha um dador incompatível, poderá trocá-lo com outro par na mesma situação.

O problema afecta um em cada três doentes renais que, apesar de terem alguém disposto a doar-lhe um rim, veio a verificar-se ser incompatível, perdendo assim toda a esperança de libertar-se da diálise.

A chamada doação cruzada, será implementada através de um sistema informático através do qual se verifica que sendo o receptor incompatível com o seu dador por razões imunológicas ou pelo grupo sanguíneo, buscar-se-á um outro par que tenha as condições opostas.

A ONT espera que esta iniciativa permita duplicar os transplantes de rim com dador vivo em Espanha, passando dos 137 no ano passado a 250 ou 300 por ano.

Ler mais:

http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Espana/permitira/donar/rinon/desconocido/elpepusoc/20080624elpepisoc_2/Tes

http://www.elperiodico.com/default.asp?idpublicacio_PK=46&idioma=CAS&idnoticia_PK=521161&idseccio_PK=1021&h=

Sabia que... O cranberry pode prevenir as infecções urinárias?

1 de julho de 2008

As infecções urinárias mais comuns são as que afectam o tracto urinário baixo, sendo vulgarmente classificadas como cistites e apenas afectam a bexiga. Estas infecções não são muito complicadas. Porém se não forem tratadas atempadamente, poderão ter repercussões graves, atingindo outros órgãos como os rins, podendo chegar mesmo à corrente sanguínea.


Este tipo de infecção afecta principalmente as mulheres, devido à anatomia do seu aparelho urinário e genital: a uretra é mais curta do que a dos homens e, além disso, a vagina e o ânus estão muito próximos. Normalmente, a cistite é provocada por bactérias, como a Escherichia coli (apelidada vulgarmente de colibacilo), que são originárias da flora intestinal e progridem ao longo da uretra atingindo a bexiga e formando infecção.

Os sintomas característicos deste tipo de afecção resumem-se a uma necessidade urgente de urinar, o que acontece com frequência. A micção é acompanhada por uma sensação de ardor e dor e a urina apresenta-se turva e com um cheiro desagradável. São ainda comuns dores abdominais. O diagnóstico baseia-se, fundamentalmente, no conjunto de sintomas descritos e o médico pode ainda solicitar uma análise à urina. O tratamento comum recorre ao uso de antibióticos. De um ponto de vista mais natural, existem formas complementares que, juntamente com a medicina tradicional, poderão contribuir para aliviar esta sintomatologia.

No que respeita aos suplementos, a vitamina C é extremamente importante, pois ajuda a acidificar a urina, tornando a bexiga um ambiente menos propício ao desenvolvimento de bactérias. Realça-se ainda o facto de que esta vitamina ajuda a fortalecer o sistema imunitário. O uso de produtos à base de equinácea é também comum, devido às suas propriedades anti-inflamatórias. O extracto de oxicoco (ou arando-vermelho) é, segundo inúmeros estudos, muito útil na resolução de infecções urinárias. Esta planta (Vaccinium macrocarpon e em inglês cranberry) tem sido usada tradicionalmente, com resultados positivos, pois pensa-se que a sua acção se deve ao facto de impedir que as bactérias se fixem às paredes do aparelho urinário, onde normalmente causam lesões. Verificou-se, nalguns estudos, que o sumo deste fruto ajudava a proteger o tracto urinário de infecções causadas por bactérias, com uma taxa de 73%. Pode consumir este fruto sob a sua forma natural, através de sumo ou ainda através de chá. Sob a forma de cápsulas, recomenda-se que opte por extractos estandardizados. Outra planta útil é a uva-ursina (Arctostaphylos uva-ursi) que ajuda a acalmar o ardor e a irritação ao urinar. São altamente recomendáveis os probióticos (acidophilus e bifidus), especialmente quando se efectuam tratamentos com antibióticos, pois estes suplementos ajudam na reprodução das bactérias benéficas.

É deveras importante que ao longo do dia seja ingerida uma grande quantidade de água ou outros líquidos. Os tradicionais chás de pés de cereja e de barbas de milho são uma opção. A ingestão de líquidos aumenta o fluxo de urina, ajudando a eliminar as matérias nocivas do organismo. Deve urinar sempre que sentir vontade. Do ponto de vista dietético, deve evitar o consumo de alimentos muito condimentados e bebidas alcoólicas.Existem ainda determinados conselhos relacionados com a higiene diária que deverão ser observados e encarados como formas preventivas de situações recorrentes. Deve beber um copo grande de água, antes e após as relações sexuais. Também, antes das relações, deve urinar, contudo não deve esvaziar totalmente a bexiga. A lubrificação deve ser perfeita e, em alguns casos, o uso do preservativo tem evitado as recorrências. A região anal deve ser limpa de diante para trás e a lavagem com produtos íntimos de pH ácido podem ajudar. Use roupa interior de algodão não apertada em detrimento das fibras sintéticas. Relembro que, como referi no início, as infecções urinárias podem desencadear situações graves, pelo que o conselho do seu médico é imprescindível.

Pedro Lôbo do Vale
Médico

Fonte: http://www.celeiro-dieta.pt/index.php?id=95&art=105

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Idade escolar (6 a 12 anos)

27 de junho de 2008

As crianças em idade escolar orgulham-se de fazerem as coisas por si próprias.

  • O seu filho gosta de ir à escola porque o ajuda a aprender coisas novas.
  • Os amigos são muito importantes.
  • As crianças em idade escolar já são capazes de pensar em termos de causa-efeito. O seu filho já tem uma boa noção do tempo.
  • O seu filho já tem um vocabulário mais rico para descrever o seu próprio corpo, pensamentos e sentimentos.
  • O seu filho compreende como funciona o seu corpo, embora possa ainda não compreender as expressões do médico.

Preocupações mais comuns:

1. Perda de controlo. Como ajudar?

  • Permita que o seu filho faça escolhas, mas não o faça quando não há escolha possível.
  • Dê-lhe tarefas.
  • Deixe-o praticar coisas novas.
  • Dentro do possível, deixe-o ir à escola ou fazer trabalhos da escola.
  • Tenha sempre jogos e actividades disponíveis.

2. Estar longe dos amigos e da escola. Como ajudar?

  • Dentro do possível, encoraje as visitas dos amigos.
  • Ajude-o a escrever cartas para os amigos e família.

3. Medo da dor ou medo do desconhecido. Como ajudar?

  • Utilize palavras simples, imagens ou livros para lhe dizer o que se vai passar.
  • Uns dias antes do tratamento, diga ao seu filho o que vai acontecer.
  • Deixe o seu filho brincar instrumentos médicos seguros.

Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4765

Novo tratamento evita efeitos secundários desagradáveis dos corticosteróides

24 de junho de 2008

Ao fim de 10 anos de estudo, uma equipa de investigadores de Stanford descobriu uma nova forma de poupar as crianças do tratamento tóxico que, geralmente, se segue a um transplante renal. Substituindo os esteróides por uma medicação diferente - daclizumab - é possível prevenir efeitos secundários complicados, tais como tensão arterial elevada, diminuição do crescimento e aumento de peso. Devido aos efeitos secundários, alguns adolescentes recusam-se mesmo a tomar a medicação, o que leva à rejeição do órgão transplantado.


A Dr. Minnie Sarwal, do Lucile Packard Children's Hospital, Stanford, apresentou estes resultados no American Transplant Congress, em Toronto. Referiu que, "Não só os órgãos dos pacientes funcionam melhor, como têm uma menor probabilidade de serem rejeitados". Estes resultados poderão conduzir a um novo padrão de tratamento para as crianças, abandonando a terapia tradicional com corticosteróides, em vigor desde os anos 50.

No estudo compararam-se 123 crianças que seguiram o protocolo sem esteróides com 111 crianças que seguiram o tratamento "standard", recorrendo aos esteróides, após transplante renal. Cada criança foi seguida durante 8 anos, tendo-se descoberto que os que não tomaram esteróides tinham significativamente menos probabilidade de desenvolver uma rejeição aguda. Para além disso, o seu desenvolvimento físico também melhorou, quer em termos de crescimento, quer de tensão arterial ou ganho de peso.

Ler mais: http://www.mercurynews.com/valley/ci_9511480

Sirolimus pode ajudar os pacientes que não tomam os seus medicamentos de forma regular...

23 de junho de 2008

Uma nova investigação da Divisão de Nefrologia da Universidade da Califórnia demonstra que o imunossupressor Sirolimus (nome de marca Rapamune) pode ajudar a prolongar o benefício clínico de um rim transplantado e atrasar a rejeição, em particular em pacientes que não tomam os seus medicamentos de forma regular (pacientes "non-compliant"). Estes resultados foram apresentados por Cherie Ye a 31 de Maio, no American Transplant Congress, em Toronto,

Robert Steiner, Professor de Medicina e Director de Nefrologia de Transplante e orientador de Ye explica que "Ninguém é perfeito a tomar medicamentos, mas não tomar doses de imunossupressores, ou não tomar as doses correctas, irá causar uma rejeição gradual do transplante, a qual é praticamente impossível de detectar nas fases iniciais. Os medicamentos que actuam a longo prazo, como o Sirolimus, podem ajudar nesta questão."

O co-autor do estudo David Perkins acrescenta "Pelo menos metade dos rins transplantados perdem-se devido a uma rejeição crónica do enxerto, cerca de 10 anos após o transplante. Quando os pacientes não têm estes problemas de rejeição, podem aguentar entre 20 e 30 anos sem sofrer de rejeição ou de outros problemas graves. E isto é um problema particularmente importante, devido à escassez de órgãos para transplante."

Steiner refere ainda que "Este estudo não teve nenhum financiamento comercial. Apenas quisemos confirmar aquilo de que já suspeitávamos na nossa prática clínica, em que nos esforçamos por que os nossos pacientes cumpram as nossas prescrições. Demonstramos que, quando a dose diária se está a desvanecer, e está na altura de tomar a dose seguinte, os pacientes que tomam Sirolimus poderão estar mais protegidos da rejeição do que outros que tomam outros medicamentos."

Ler mais: http://health.ucsd.edu/news/2008/5-30-kidney-transplantation.htm

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Idade pré-escolar (3 a 5 anos)

20 de junho de 2008

As crianças em idade pré-escolar têm orgulho em conseguir fazer as coisas por si próprias.

  • Já conseguem verbalizar o que pensam e o que sentem. A criança também pode recorrer ao jogo/brincadeira para expressar as suas emoções.
  • O seu filho pode achar que o hospital é um castigo por qualquer asneira que tenha feito.
  • Pode ficar confuso com as explicações dos adultos e arranjar as suas próprias razões para o que se está a passar.

Preocupações mais comuns:

1. Medo dos tratamentos. Como ajudar?

  • Utilize palavras simples, imagens ou livros para lhe dizer o que se vai passar.
  • Antes do tratamento, diga ao seu filho o que vai acontecer.
  • Deixe o seu filho brincar com conjuntos de médico e instrumentos seguros.

2. Perda de controlo. Como ajudar?

  • Permita que o seu filho faça escolhas, mas não o faça quando não há escolha possível.
  • Dê-lhe tarefas.

3. Mudanças de rotina ou de comportamento. Como ajudar?

  • Elogie o seu filho por fazer as coisas por si próprio.
  • Dê-lhe tempo para se ajustar às mudanças.
  • Use os jogos/brincadeiras para o ajudar a expressar os seus sentimentos.

Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4764

Testes de medicamentos em animais têm dias contados

19 de junho de 2008

Todos os anos são usados nos laboratórios europeus 12 milhões de animais. A alternativa de futuro será o recurso à cultura de células estaminais humanas. Desenvolver modelos alternativos à utilização de animais, capazes de fornecer resultados fiáveis, através da cultura de células é o objectivo de um estudo que reúne investigadores portugueses e outros parceiros europeus.

"Os fármacos, antes de chegarem ao mercado, passam por uma série de ensaios. Parte desses ensaios são feitos em animais", explica Paula Alves, directora do Laboratório de Tecnologia de Células Animais, do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica e do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, da Universidade Nova de Lisboa. "O que pretendemos com este estudo é fazer a substituição dos animais", refere.


Ler notícia.

Insuficiência renal no Bom dia Portugal da RTP

18 de junho de 2008

Uma pequena reportagem sobre a Insuficiência Renal em Portugal e uma entrevista ao Dr. Domingos Machado, responsável pelo Serviço de Transplantação do Hospital de Sta. Cruz, transmitida no programa da RTP "Bom Dia Portugal".

Ver aqui (colocar no minuto 08:52)

Menos hospitais recolhem sangue

17 de junho de 2008

O número de hospitais públicos que tem vindo a fechar os serviços de sangue e a deixar de fazer recolhas e análises laboratoriais tem vindo a aumentar. Desde 2000, abandonaram essa actividade pelo menos 58 hospitais públicos.

A extinção de muitos serviços de sangue deve-se aos elevados custos que implicam um maior controlo de qualidade das análises e os recursos humanos, sendo necessário pessoal altamente especializado.

Ler notícia.

Quem precisa? Trimetoprim e Nitrofurantoína

14 de junho de 2008

Recebemos os seguintes e-mails com ofertas generosas:

Tenho um filho de 4 meses que toma Trimetropim desde o primeiro dia por causa de uma ectasia piélica, detectada ainda in utero. Sucede que, na última consulta, o médico que o viu deu indicação que poderia parar com o trimetropim. Ora, eu tinha acabado de aquirir um frasco novo, que não cheguei a abrir. Como tem um prazo de validade curto e não tenho qualquer interesse em mandar um medicamento tão caro fora gostaria de o dar a alguém que dele necessitasse. Moro em Lisboa.

Este fim de semana a arrumar os medicamentos encontrei 3 caixas novas de Nitrofurantoína 50mg (que não existe em Portugal, mas trouxemos de Espanha), com validades até 2010 e 2011. Como a minha filha já não precisa, pensei que podia dá-las a quem precisasse, porque sei bem a angústia de precisar de um medicamento para os nossos filhos que está do outro lado a fronteira. Por isso, se souberem de alguém que precise, por favor informem-me da morada, que eu envio por correio.


A quem estiver interessado ou conheça alguém que possa estar, contacte-nos para criancaerim@gmail.com.

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Criança pequena (12 meses até 3 anos)

13 de junho de 2008

A partir dos 12 meses, as crianças começam a querer fazer mais coisas por si próprias.

  • Já será capaz de dizer "não" ou "quero".
  • Deixe-o fazer algumas coisas sozinho e, assim, poderá ser capaz de mostrar sentimentos através das suas acções.
  • Ajude-o a compreender como funciona o seu corpo.
  • Explique-lhe o transplante em palavras simples. As crianças desta idade pensam que são capazes de provocar ou evitar acontecimentos, o que lhes dará uma falsa ideia do que lhes causou o problema de saúde.
Preocupações mais comuns:
1. Medo da separação ou medo de estranhos. Como ajudar?
  • Esteja o máximo de tempo possível com o seu filho.
  • Dentro do possível, limite o número de pessoas que tratam dele.
  • Deixe-lhe objectos de segurança, tais como uma mantinha familiar ou um boneco de peluche preferido.
  • Se tiver que se ausentar, diga-lhe onde vai e quando irá voltar.
  • Quando sair, deixe-lhe algo de seu, como uma fotografia ou uma peça de roupa.
2. Perda de controlo. Como ajudar?
  • Permita que o seu filho faça escolhas, mas não o faça quando não há escolha possível.
  • Dê-lhe tarefas.
  • Deixe-o brincar e controlar os jogos e actividades.

3. Mudança de rotina. Como ajudar?

  • Dentro do possível, mantenha as rotinas de comer, dormir e banho.
  • Deixe-o brincar com os seus brinquedos favoritos e mais familiares.

4. Mudanças de comportamento. Como ajudar?

  • Dê-lhe oportunidades seguras de expressar a sua raiva ou outros sentimentos, como por exemplo, através da pintura ou construções.
  • Diga-lhe que não faz mal sentir-se triste ou zangado.
  • Passe muito tempo com ele e garanta-lhe segurança.
  • Estabeleça limites e discipline-o, sempre que necessário - ele precisará de limites para se sentir seguro.
  • Elogie-o sempre que possível.

5. Medo dos tratamentos. Como ajudar?

  • Assegure-o que ele não fez nada de errado e o tratamento não é um castigo.
  • Mantenha objectos de segurança por perto, tais como uma mantinha, uma chupeta ou um boneco de peluche.
  • Utilize palavras simples, imagens ou livros, para lhe dizer o que vai acontecer.
  • Diga-lhe o que vai acontecer mesmo antes do tratamento (e não com muita antecedência).
Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4763

Ivan Klasnic

11 de junho de 2008


A propósito de uma questão que surgiu no nosso Fórum, e em plena euforia do Euro 2008, lembramos que existe um jogador que foi chamado a representar a selecção do seu país e que tem uma história "renal" complicada.

Segundo o site oficial da UEFA, "É um milagre da medicina moderna Ivan Klasnić continuar a jogar futebol, ainda para mais quando está prestes a competir ao mais alto nível no UEFA EURO 2008. O ponta-de-lança de 28 anos foi submetido a dois transplantes renais em 2007, mas regressou aos relvados da Bundesliga com a camisola do Werder Bremen no final do último ano e voltou a vestir a camisola da selecção da Croácia em Março, frente à Escócia."

Klasnić interrompeu a sua carreira entre Dezembro de 2006 e Outubro de 2007, devido aos seus problemas de saúde. Em Janeiro de 2007 realizou um primeiro transplante renal com um rim doado pela sua mãe. No entanto, pouco tempo depois da cirurgia, seu organismo rejeitou o órgão. Dois meses depois, foi a vez do seu pai lhe doar um rim e, aparentemente, este transplante está a ser bem sucedido.

Agora acaba de se tornar no primeiro jogador a participar num importante torneio internacional de futebol depois de um transplante renal. Klasnić foi aconselhado a usar uma protecção em fibra de vidro, para evitar lesionar o rim transplantado durante os jogos ou mesmo nos treinos. Além disso, os seus medicamentos imunossupressores tiveram que ser expressamente autorizados pela UEFA, uma vez que fazem parte da lista de substâncias proibidas por razões de "doping".

Ler mais.

O que é o PET (Teste de Equilíbrio Peritoneal)?

9 de junho de 2008

Na diálise peritoneal (DP) o sucesso do tratamento do doente está dependente da integridade funcional e morfológica da membrana peritoneal. Para além da falência funcional do peritoneu, a DP a longo prazo pode levar a modificações anatómicas nos tecidos peritoneais, as quais podem afectar a eficácia do tratamento.

De modo a descobrir uma modalidade e prescrição de DP apropriadas, é crucial proceder a uma avaliação o mais exacta possível. O transporte da membrana peritoneal não se refere apenas ao transporte de solutos (por exemplo, toxinas urémicas e electrólitos), mas também ao transporte de fluidos. Uma vez que, tanto a eliminação de toxinas urémicas como a ultrafiltração são responsáveis pela adequação, é importante que estes dois parâmetros sejam avaliados com um método de teste de confiança. Estão disponíveis várias técnicas de medição de transporte peritoneal, das quais a mais proeminente e a mais usada é o PET (Teste de Equilíbrio Peritoneal).

Geralmente, este teste é realizado no hospital e demora cerca de 5 horas a ser realizado. No hospital drena-se o líquido que o doente tiver no peritoneu (se tiver algum) e infunde-se com um líquido de DP com 2,27% de glucose, o qual vai permanecer na cavidade abdominal durante 4 horas. Às 0, às 2 e às 4 horas do teste (início, meio e fim) são colhidas amostras de dialisado e de sangue, para análise.

Previamente à realização do teste, pede-se à pessoa que colha todo o líquido que drenou através da DP, bem como toda a urina das 24 horas anteriores ao teste, e que os traga para o hospital, para análise.

Utiliza-se o PET para averiguar se as toxinas passam de forma rápida ou lenta da circulação sanguínea para o líquido de diálise. Se as toxinas forem transferidas rapidamente, diz-se que a pessoa é um "alto transportador". Se as toxinas forem transferidas lentamente, diz-se que a pessoa é um "baixo transportador". Os resultados deste teste ajudam a adequar o programa de diálise às características individuais de cada peritoneu, ajustanto o tempo de permanência de cada troca.
ALTO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Rápida
Remoção de líquidos - Baixa
Melhor tipo de DP - Trocas frequentes, permanências curtas (APD - diálise automatizada)
(Os "alto transportadores" têm uma baixa remoção de líquidos porque a água e a glucose do próprio líquido de DP podem ser absorvidas pelo organismo, se o líquido não for drenado após uma permanência de 2/3 horas. As toxinas, a água e a glucose podem passar rapidamente em ambas as direcções.)
MÉDIO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Média
Remoção de líquidos - Média
Melhor tipo de DP - APD (diálise automatizada) ou CAPD (diálise manual)
BAIXO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Lenta
Remoção de líquidos - Boa
Melhor tipo de DP - APD (diálise manual) com 5 trocas espaçadas equitativamente ao longo das 24h

Possíveis diferenças no transporte peritoneal entre crianças e adultos têm sido discutidas por muitos autores. Um estudo recente de Bouts et al. não confirmou estas preocupações. Os resultados sugerem que a membrana peritoneal nas crianças pode não ser diferente da dos adultos. O PET é perfeitamente aplicável nas crianças, existindo uma vasta experiência na sua realização.

É pouco claro qual a frequência com que a função peritoneal deve ser avaliada. As linhas de orientação da K/DOQI (National Kidney Foundation Dialysis Outcomes Quality Initiatives) recomendam uma medição a cada 4 meses. No entanto, os testes são demorados, tanto para os doentes como para os enfermeiros. O pessoal clínico das unidades pode ter o seu próprio protocolo sobre quando realizar um teste e alguns podem avaliar a função peritoneal do doente, apenas em casos de irregularidade clínica.
Fontes:
PDServe
UK National Kidney Federation

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Bebés (< 12 meses)

6 de junho de 2008

Iniciamos hoje a tradução de mais um conjunto de informações importantes para pais de crianças com IRC. Lidar com um transplante renal pode parecer arrasador ao início, mas para cada idade existem conselhos, que ajudam toda a família a lidar com a ansiedade e a tornar esta experiência o mais gratificante e agradável possível.

As idades estão divididas da seguinte forma:

  • Bebé (menos de 12 meses)
  • Criança pequena (12 meses até 3 anos)
  • Criança em idade pré-escolar (3 a 5 anos)
  • Criança em idade escolar (6 a 12 anos)
  • Adolescentes (13 a 18 anos)


  • Iniciamos com a forma de lidar com um transplante num bebé com menos de 12 meses de idade. Um bebé não compreende o que é um transplante renal. Apenas espera que os pais satisfaçam as suas necessidades. Um bebé...
    • precisa dos pais para satisfazerem as suas necessidades alimentares, de conforto, de brincadeira e de cuidados
    • conhece o seu mundo através dos sentidos, tais como cheiros, cores e sabores
    • desenvolve a sua confiança em pessoas e coisas familiares
    • responde a pessoas e ambientes novos
    Preocupações mais comuns:
    1. Separação das pessoas mais próximas. Como ajudar?

    • Esteja o máximo de tempo possível com o seu bebé
    • Deixe alguma coisa sua quando se ausentar, tal como uma fotografia ou uma peça de roupa
    • Pegue no seu bebé ao colo e embale-o
    • Tenha cobertores ou brinquedos que lhe sejam familiares no seu quarto de hospital
    2. Medo de estranhos. Como ajudar?

    • Garanta que são sempre as mesmas pessoas a tratar do seu bebé, quer dentro, quer fora do hospital
    • Limite o número de pessoas e de vozes no seu quarto

    3. Desenvolvimento. Como ajudar?

    • Permita que o seu bebé explore os brinquedos com as mãos e a boca. Mantenha sempre os brinquedos bem limpos e tenha cuidado com as peças pequenas que ele possa engolir
    • Toque-o de forma suave e massage-o para o acalmar
    • Brinque com ele tal como faria em casa
    4. Sentido de segurança. Como ajudar?

    • Garanta que o berço do seu bebé é um local seguro. Pergunte se é possível utilizar a sala de tratamentos (em vez do quarto do bebé) para realizar procedimentos dolorosos (esta opção nem sempre é possível)
    • Acorde o seu bebé antes de algum procedimento doloroso
    • Mantenha ou desenvolva rotinas à hora das refeições, de dormir ou do banho
    Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4762

    Inauguração Urgência Pediátrica Integrada do Porto (UPIP)

    5 de junho de 2008


    Foi apresentada no passado dia 1 de Junho (Dia Mundial da Criança), no Porto, a UPIP: Urgência Integrada Pediátrica do Porto.

    Trata-se de um projecto inovador de integração em rede dos vários cuidados de saúde, destinada a utentes de idade inferior a 18 anos.

    Segundo a Ministra, este é um exemplo a seguir noutras regiões do país. Por outro lado, salienta-se também o facto de se ter iniciado progressivamente, na região do Porto, o alargamento da idade de atendimento nos serviços de pediatria, sendo que a partir de 1 de Janeiro de 2009, estarão abrangidos todos os utentes até aos 18 anos.

    Quem quiser saber mais sobre o projecto (sobretudo quem é da região do Porto), pode ler mais no site da ARS: http://www.arsnorte.min-saude.pt/projecto_UPIP.htm

    Pode também ler aqui a entrevista da Prof. Helena Jardim (coordenadora do projecto) ao Jornal Público (clicar na imagem inicial).

    Ver Notícia do JN.

    Você sabe como está a sua creatinina?

    4 de junho de 2008

    É provável que você saiba hoje como está o seu colesterol, a sua glucose, e alguns homens podem saber como está o seu PSA. Óptimo, são preocupações coerentes relacionadas com a prevenção de doenças comuns com alta prevalência. Mas a sua creatinina, sabe como ela está? Aliás, sabe o que é a creatinina?

    Ler mais aqui:
    http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdConteudo=95223&intIdEdicao=1471

    Novo medicamento imunossupressor à vista?

    3 de junho de 2008

    A Isotechnika Inc., um laboratório farmacêutico do Canadá, anunciou há dias que o seu novo medicamento, a Voclosporina, provou ser "estatisticamente não-inferior" ao outro medicamento mais vulgarmente utilizado em transplantes renais actualmente, o Tacrolimus.

    Robert Foster, director da empresa referiu que ficou demonstrada uma eficácia semelhante ao Tacrolimus, mas com vantagens importantes, tais como uma menor incidência de diabetes pós-transplante e uma melhor preservação da função renal.

    Este estudo envolveu 334 pacientes e demonstrou que a Voclosporina não era pior do que o Tacrolimus na prevenção da rejeição do órgão ao fim de 6 meses e que não foram levantadas preocupações de segurança específicas, mostrando ainda vantagens importantes.

    Mais informações aqui.

    Becozyme xarope - novamente disponível!

    2 de junho de 2008

    Na sequência dos nossos posts de 2007 sobre a suspensão de comercialização do medicamento Becozyme Xarope (13/3/2007 e 20/3/2007), informamos que recebemos informação directamente da Bayer que nos confirma que a comercialização do mesmo foi retomada!

    Boa tarde,

    Na sequência das questões que nos colocaram relativamente ao nosso produto Becozyme xarope, tenho o MAIOR prazer de comunicar que o mesmo já se encontra disponível. Atendendo a que foi enviado para os armazenistas durante esta semana, as farmácias já o terão podido encomendar e portanto ter no seu stock.

    Conforme tive ocasião de explicar, foi necessário alterar o aroma que existia no Becozyme xarope, por ser impossível obter o mesmo no mercado mundial, pelo que vão certamente notar uma alteração de sabor. Aparte esse pormenor a fórmula é exactamente igual à que existia anteriormente.

    Peço, uma vez mais, desculpa por esta ausência prolongada, embora não tivesse sido de nossa inteira responsabilidade, dado o Infarmed ter excedido largamente os prazos de aprovação habituais, e agradeço sinceramente a vossa compreensão.

    Encontro-me, evidentemente, disponível para qualquer esclarecimento que desejem.

    Com os meus maiores cumprimentos,

    Mafalda Araújo
    Country Head
    Bayer Consumer Care


    Esperamos que as farmácias hospitalares sejam céleres a retomar a dispensa do medicamento. Agradecemos à Bayer o cuidado em nos fazer chegar directamente esta informação.

    UPIP

    30 de maio de 2008

    http://www.arsnorte.min-saude.pt/projecto_UPIP.htm

    No site acima em "Projectos" por favor leiam sobre UPIP (Urgência Pediátrica Integrada do Porto), razão pela qual tenho andado longe daqui....

    A inauguração é no dia 1 de Junho, a partir das 10.30 na Casa do Médico, na Ordem dos Médicos, na Arca de Água, no Porto.

    Com as crianças e com a Ministra da Saúde, vamos celebrar em festa. Não falta bombos, palhaços, os pequenos violinos, cantores da Maia, lanche, rancho folclórico, T-shirts, bonés e uma largada de 2 800 balões. E muita pequenada.

    Aqui fica a notícia em primeira mão!

    Gostarei de vos ver por lá.

    Um abraço.

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Importância do cumprimento das prescrições médicas

    O transplante renal é um procedimento médico-cirúrgico importante. Pode respresentar um grande desafio difícil de gerir. Implica que o paciente terá tomar uma série de medicamentos e terá também de mudar o estilo de vida. Pode mesmo tornar-se numa experiência frustrante, especialmente para os adolescentes. É muito importante continuar a trabalhar de perto com a equipa de transplante de modo a manter o rim sempre saudável. A equipa médica está lá para o ajudar nos tempos difíceis.

    A não adesão ao tratamento significa não cumprir exactamente os conselhos e indicações dadas pela equipa médica. Isso acontece muitas vezes com crianças e adolescentes entre os 11 e os 15 anos, o que pode causar a perda do rim transplantado. Os anos da adolescência são tempos em que os sentimentos de independência, imagem corporal, e a aceitação por parte dos seus pares é muito importante. Alguns medicamentos pós-transplante podem provocar alterações no aspecto físico o que criará problemas com a imagem corporal. Por outro lado, tomar a medicação durante o dia pode tornar-se socialmente incómodo e tudo isto pode ser muito frustrante para um adolescente.

    O não cumprimento das prescrições médias pode acontecer de diferentes formas:

    • Não tomar os medicamentos a horas, conforme prescrito;
    • Não comparecer nas consultas médicas;
    • Não fazer as análises necessárias;
    • Não cumprir os conselhos médicos quanto a dieta, actividade física ou outros assuntos;
    Dicas e factos para ajudar a manter o rim saudável tanto quanto possível:

    • Manter um rim transplantado saudável implica uma mudança no estilo de vida, o que implicará alguma disciplina.
    • Manter um rim saudável pode muitas vezes ser stressante. Por favor, fale com a equipa de transplante sobre as suas preocupações.
    • Se tiver crises na sua vida, por favor contacte a equipa de transplante para ajuda.
    • Tomar os medicamentos de forma regular todos os dias e no horário prescrito é muito importante. É a única forma de evitar que o corpo rejeite o rim. Isto pode acontecer mesmo após muitos anos de um transplante estável, se deixar repentinamente de tomar os medicamentos pós-transplante ou se não os tomar da forma indicada.
    • Se os medicamentos entrarem na rotina da actividade diária, ou se tiver a sentir efeitos secundários importantes, por favor fale com a equipa de transplante. Poderão ser feitos ajustes na medicação que o irão ajudar. Não páre ou mude a medicação sem autorização médica.
    • Compareça nas consultas médicas tal como prescrito.
    • Se estiver próximo da idade adulta e estiver preocupado com a mudança para um serviço de nefrologia de adultos, por favor discuta as suas preocupações com o médico da equipa de transplante. Muitas vezes esta transferência pode ser adiada ou ser feita de modo gradual até que conheça o nefrologista de adultos.
    • Lembre-se sempre que, se perder o rim por não adesão ao tratamento, voltará à diálise. Poderá ter de permanecer em diálise por muito tempo até que consiga outro rim. A diálise não é uma boa alternativa ao transplante. Mesmo em diálise, terá de continuar a tomar uma série de medicamentos para a insuficiência renal.
    XI. A vida do rim e a necessidade de transplantes futuros

    O uso de novos medicamentos para evitar que o corpo rejeite o novo rim tem tornado possível manter o novo rim por mais tempo. Um ponto chave para manter o rim a funcionar bem é cumprir rigorosamente os horários da medicação e seguir todos os conselhos médicos.
    Alguns rins podem funcionar por muitos anos. O tempo de vida médio de um rim transplantado é de cerca de 10 anos. Alguns podem funcionar por muitos mais anos.
    As crianças podem fazer um segundo ou terceiro transplante se o primeiro falhar. Lembre-se que muitos avanços e novos medicamentos são introduzidos todos os dias. Espera-se que os rins transplantados durem muito mais tempo no futuro. Nesta altura, as crianças com um transplante renal podem levar vidas perfeitamente normais. Podem olhar para o futuro de forma brilhante tal como todas as outras crianças.


    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Dia Mundial Sem Tabaco

    28 de maio de 2008

    No próximo dia 31 de Maio comemora-se, sob a égide da Organização Mundial de Saúde, o Dia Mundial Sem Tabaco. O tema escolhido para o corrente ano foi "Juventude Sem Tabaco".

    É dado especial enfoque à necessidade de os países banirem todas as formas de publicidade, de promoção e de patrocínio aos produtos do tabaco, tendo em consideração que este é um dos meios mais eficazes para que os jovens não iniciem o consumo do tabaco.

    Face a esta ameaça para os jovens, o Dia Mundial Sem Tabaco, deste ano, é focado na seguinte mensagem:


    Um dos meios mais eficazes para evitar que os jovens experimentem fumar, tornando-se consumidores regulares, consiste na proibição de todas as formas directas e indirectas de publicidade ao tabaco, incluindo a promoção de produtos do tabaco e o patrocínio, pelas indústrias do tabaco, de quaisquer eventos ou actividades.

    Para mais informações consultar:

    Medicamento anti-rejeição pode aumentar o risco de diabetes no pós-transplante renal

    26 de maio de 2008

    Para os pacientes que efectuaram um transplante renal, o tratamento com o medicamento anti-rejeição sirolimus (Rapamune) pode conduzir a um risco acrescido de diabetes, mostra um novo estudo.

    "Nós demonstramos uma forte associação entre o sirolimus e a diabetes pós-transplante num grande número de pacientes com transplante renal nos EUA," comenta o Dr.John S.Gill da Universidade de British Columbia, em Vancouver. "O risco de diabetes era independente de outros factores que se sabe aumentar o risco de diabetes."

    Os investigadores analisaram o sistema de informação sobre a doença renal para aproximadamente 20.000 pacientes com Medicare que fizeram um transplante entre 1995 e 2003. Nenhum dos pacientes tinha diabetes antes do transplante. O Tratamento com sirolimus foi analisado como contribuindo possivelmente para o risco de diabetes desenvolvidos depois do transplante, juntamente com outros potenciais factores de risco já conhecidos.

    "O sirolimus é um novo tipo de medicamento anti-rejeição que não tem sido associado com diabetes nos pacientes transplantados renais", explica o Dr.Gill. "Contudo, um certo número de estudos em animais e outros pequenos estudos clínicos têm sugerido que o sirolimus pode aumentar o risco de diabetes."

    Os resultados sugerem uma taxa de diabetes pós-transplante mais elevada entre os pacientes tratados com sirolimus, comparativamente aos tratados com outros medicamentos anti-rejeição. Dependendo de quais os medicamentos adicionais que tomavam, o risco de diabetes era 36 a 66% mais elevado nos pacientes que recebiam sirolimus.

    Uma análise separada dos pacientes que se mantiveram nos mesmos medicamentos anti-rejeição ao longo do 1º ano depois do transplante mostraram resultados semelhantes. O aumento do risco não estava relacionado com nenhum dos outros medicamentos tomados conjuntamente com o sirolimus, ou com outros factores de risco tais como a idade, raça/etnia ou obesidade.

    A diabetes é uma complicação séria e cada vez mais frequente que ocorre no pós-transplante renal. "Pacientes que desenvolvem diabetes depois do transplante têm aproximadamente o mesmo risco de rejeição do transplante que aqueles que desenvolvem rejeição aguda do transplante," refere o Dr.Gill.

    Sabe-se que diversos factores aumentam o risco de diabetes no pós-transplante, incluindo alguns outros medicamentos anti-rejeição. Este novo relatório é o primeiro grande estudo clínico que sugere que o sirolimus pode também ser um factor de risco.

    "Devem ser feitos estudos adicionais para clarificar o risco de diabetes em pacientes tratados com sirolimus," acrescenta o Dr.Gill. Ele também refere algumas limitações do estudo, tais como o facto de ser baseado em dados prévios e o facto de ser limitado a pacientes com Medicare.

    Fonte:

    http://www.sciencedaily.com/releases/2008/05/080522121621.htm

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Crescimento

    23 de maio de 2008

    As crianças insuficientes renais têm problemas de crescimento e são mais baixas do que outras crianças da mesma idade. Uma das principais razões que explicam a dificuldade de crescimento tem a ver com o facto de o organismo não responder à sua própria produção de hormona de crescimento, pelo que muitas vezes estas crianças recebem tratamento com esta hormona.


    Será que o meu filho irá crescer normalmente após o transplante?

    Após o transplante, o crescimento ainda poderá ser lento, mesmo que o novo rim funcione bem, devido ao tratamento com prednisona. As crianças mais pequenas tendem a ter as melhores taxas de crescimento pós-transplante. Se o seu filho não está a crescer bem, o seu médico poderá decidir alterar a dosagem de prednisona, ou iniciar o tratamento com a hormona de crescimento.


    O meu filho fazia hormona de crescimento antes do transplante. Pode continuar a fazê-lo?

    Algumas crianças crescem muito bem depois do transplante, em particular se o rim funcionar bem. O seu filho poderá precisar de hormona de crescimento, ou não. Se o seu filho não estiver a crescer bem, pergunte ao seu médico de transplante sobre a hormona de crescimento. O seu filho deverá ter uma função renal estável e sem sinais de rejeição, antes de retomar a hormona de crescimento.

    Quando é a melhor altura para começar um tratamento com hormona de crescimento depois de um transplante renal?

    • É melhor começar a hormona de crescimento quando a função renal se encontra estável e quando a dose de prednisona é baixa. Na maior parte das vezes, deverá ser iniciada 6 meses depois do transplante. Por vezes, realiza-se uma biópsia renal antes de iniciar o tratamento.
    • É melhor começar a hormona de crescimento antes da puberdade. É conveniente realizar raios-x ósseos antes de iniciar o tratamento, para ver quanto é que a criança poderá crescer ainda.

    Quais são os efeitos secundários da terapia com hormona de crescimento em crianças depois de um transplante?

    A hormona de crescimento pode:
    • activar o sistema imunitário, o que significa que a função renal do seu filho deverá ser avaliada frequentemente durante o tratamento.
    • aumentar o nível de creatinina sérico de forma súbita, por razões desconhecidas.
    • em alguns estudos, descobriu-se que pode aumentar o risco de rejeição aguda em crianças que já tiveram mais do que um episódio de rejeição no passado. Isto não parece acontecer em pacientes estáveis.
    • piorar a função renal, ao aumentar as tentativas do organismo de rejeitar o rim.
    • exigir alterações em algumas medicações (tais como a prednisona).
    • causar aumento do nível de açúcar no sangue, diabetes e dores de cabeça.
    • causar cancro, conforme alguns estudos já o registaram.

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    FAQ's Dador Vivo

    20 de maio de 2008

    Quem pode doar um rim?

    Geralmente, os dadores vivos são familiares ou amigos próximos do receptor. A decisão de doar é bastante importante e deve ser tomada pelo próprio, juntamente com as pessoas que lhe são próximas. Em nenhuma circunstância o dador se deve sentir pressionado a doar um órgão. A equipa de transplante deverá estar preparada para assistir o potencial dador neste processo de decisão.

    Em geral, os dadores vivos de rim precisam de ter:

    • entre 18 e 70 anos
    • boa saúde geral
    • função e anatomia renais normais

    O que pode excluir uma pessoa de doar um rim:

    • diabetes
    • alguns tipos de cancro
    • consumo de drogas intravenosas
    • algumas doenças infecto-contagiosas, como a SIDA e a hepatite

    Em que consiste o processo de doação de um rim?

    O primeiro passo consiste em realizar as análises de compatibilidade sanguínea (http://www.chsul.pt/transplante.htm). Se esta for adequada, o potencial dador inicia um processo de avaliação, para assegurar que a doação não será prejudicial para o futuro dador. Se, em determinada altura, algum exame indicar que a pessoa não é um bom candidato a dador, o processo é interrompido. Cerca de 20% dos potenciais dadores acabam por ser eliminados no decorrer deste processo.

    Quais são os riscos associados a uma doação de um rim?
    Apesar de haver os riscos normais associados a uma qualquer grande cirurgia, doar um rim não coloca grandes riscos a um dador saudável. Os estudos demonstram que o rim remanescente continuará a funcionar normalmente e irá compensar a perda do outro rim. A doação de um rim não deverá limitar a sua actividade normal ou interferir com o seu estilo de vida após a recuperação da cirurgia. Depois da doação, não será nencessária nenhuma rotina, dieta ou medicação especial.

    Quando é que o transplante é marcado?

    Quando se identifica um dador adequado, o transplante é marcado para uma altura que seja conveniente para o dador e para o receptor, que poderá variar entre 4 a 8 semanas após a finalização da avaliação pré-transplante.

    Como é que se realiza a cirurgia de doação?

    O termo "nefrectomia" refere-se à remoção cirúrgica de um rim. Existem dois tipos de cirurgia de nefrectomia:

    • Laparoscopia. Esta operação realiza-se recorrendo a um laparoscópio, que entra no abdómen através de uma pequena incisão. Esta abordagem permite localizar, segurar e remover o rim através de uma incisão surpreendentemente pequena. Este tipo de cirurgia "minimamente invasiva" permite uma recuperação mais rápida do que a cirurgia tradicional. Geralmente, os dadores conseguem deixar o hospital um ou dois dias depois da cirurgia e voltar ao trabalho após duas ou três semanas.
    • Nefrectomia tradicional. Neste tipo de operação realiza-se uma incisão na parte lateral do abdómen. O rim é localizado e removido sob visão directa. A maior parte dos dadores permanece no hospital entre 4 a 5 dias e poderá voltar ao trabalho entre 3 a 6 semanas após a cirurgia, dependendo do seu tipo de trabalho.

    Mais informações: http://blogcriancaerim.blogspot.com/search?q=laparoscopia

    Será necessário algum tipo de avaliação de follow-up?

    Cerca de 6 a 9 meses após a cirurgia, será necessário realizar análises de sangue e urina e uma consulta de Nefrologia. Os resultados destas análises irão indicar qual função renal do rim remanescente.

    Fonte: http://www.mayoclinic.org/kidney-transplant/livingdonorfaq.html

    Dia Mundial da Hipertensão

    17 de maio de 2008

    A 17 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Hipertensão, que tem como objectivo sensibilizar a população para a prevenção, diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial.

    Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) realiza, neste dia, campanhas de sensibilização e rastreios à pressão arterial e a outros factores de risco cardiovascular, com o apoio da Servier Portugal, em Guimarães e Lisboa. O mote da iniciativa é “Pressão Arterial e a Automedição”.

    Guimarães foi eleita Capital da Hipertensão Arterial em 2008. Do programa constam:

    • Medidas de controlo e prevenção da hipertensão;
    • Rastreios de hipertensão e de outros factores de risco cardiovascular (diabetes, excesso de peso);
    • Palestras sobre ensino de exercício físico, dieta/uso de sal e objectivos de controlo de risco cardiovascular;
    • Distribuição de pão com menor conteúdo de sal;
    • Promoção de receitas de comida tradicional com baixo teor em sal, elaboradas por um conselho de nutricionistas e médicos, e distribuição de refeições;
    • Aulas de ginástica ao ar livre;
    • Filme com testemunhos de crianças, preparado pela SPH, sobre a necessidade de controlo e tratamento da hipertensão;
    • Teatrinho do Ruca, elaborado sob a égide da SPH, para explicar este tema aos mais novos;
    • Jogadores e técnicos do Vitória de Guimarães vestem camisola da SPH em jogo particular com a equipa brasileira Cruzeiro;
    • Entrega de prémios às crianças no âmbito de um concurso.

    Na Gare do Oriente, Parque das Nações, em Lisboa, nos dias 16 e 17 de Maio, vai decorrer um rastreio à pressão arterial e uma campanha de sensibilização à população, no quiosque “Atenção à sua Tensão”, com a presença de profissionais de saúde (enfermeiros e médicos) voluntários do Hospital Egas Moniz e Hospital de Santa Maria. Serão ainda distribuídos pães com quantidades mínimas de sal, para promover hábitos alimentares saudáveis.

    Fonte: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/dia+hipertensao.htm

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Nutrição e Dieta (parte 2)

    15 de maio de 2008

    O meu filho tem ganho peso depois do transplante. Isso é saudável?

    Um problema comum com os pacientes transplantados é o ganho de peso em excesso. Relativamente aos bebés, às crianças e aos adolescentes, espera-se que ganhem peso à medida que crescem. É necessário para o seu crescimento. Mas facilmente podem também ganhar peso em excesso porque:

    • O seu filho pode comer novamente os seus alimentos favoritos.
    • O seu filho tem um apetite muito melhor.

    • A prednisona pode aumentar o apetite.

    • Os alimentos sabem melhor!

    O comer em demasia e a falta de exercício conduzem à obesidade, a qual provoca tensão arterial elevada e diabetes, o que, por sua vez pode provocar ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Mesmo com um peso normal, os pacientes transplantados têm um maior risco de diabetes, colesterol elevado, e doença cardíaca, por várias razões. A obesidade acresce a este risco. Também pode afectar a auto-estima da criança, especialmente nos anos da adolescência.

    Um estilo de vida saudável é a chave para controlar o ganho de peso do seu filho e reduzir o risco de doença cardíaca, o que inclui exercício físico regular e uma dieta saudável, equilibrada e baixa em gorduras.

    Pode saber mais aqui: http://www.niddk.nih.gov/health/nutrit/pubs/helpchld.htm.


    O que devo fazer para prevenir o ganho de peso excessivo?

    O ganho de peso excessivo pode ser evitado. Tente estas estratégias para ajudar a sua criança a evitar o ganho de peso em excesso:

    • Limite os alimentos ricos em gordura: "fast food" (comida rápida), fritos, batatas fritas e outros alimentos ricos em gordura, bolos, donuts e pastelaria.

    • Evite açúcares "simples": açúcar, doces, coca-cola e beber demasiados sumos. Isto será ainda mais importante se a criança tiver o açúcar no sangue elevado, um efeito secundário possível devido à prednisona e a outros medicamentos do pós-transplante.

    • Deixe a criança ter 3 refeições principais. Apresente-lhe alimentos diversificados. Evite demasiados lanches intermédios.

    • Tenha vários tipos de lanche à mão, pobres em gorduras, para quando a criança não conseguir controlar a fome. Alguns exemplos poderão ser vegetais crus, frutas e pipocas sem sal e sem manteiga.

    • O exercício físico regular é uma parte muito importante para manter um peso saudável. Qualquer desporto deve ser discutido com a equipa de transplante. De modo geral, sugere-se que a criança tenha uma actividade física 3 vezes por semana durante, pelo menos, 30 minutos.
    O médico do meu filho disse-nos que o rim transplantado está a demorar a começar a funcionar. Que dieta é boa para o meu filho?

    Se o rim do seu filho tarda em começar a funcionar, então ele pode ter de permanecer com a dieta renal do pré-transplante. Isto significa limitar o sódio, potássio, fósforo e líquidos.
    Mas à medida que o rim começa a funcionar, o seu filho poderá variar os alimentos que ingere.


    O meu filho tinha restrição de líquidos antes do transplante? Será que, agora que o rim está a funcionar bem, o meu filho deverá ingerir mais líquidos?

    Assim que o seu filho tenha uma função renal normal, terá de começar a beber mais líquidos, preferencialmente água, todos os dias. A quantidade de líquidos dependerá do seu peso. Quanto mais pesar, mais precisa de beber: possivelmente até 8 copos de líquidos por dia. A equipa de transplante procurará certificar-se de que entende as novas necessidades de líquidos da criança por altura do transplante. De um modo geral, é muito importante evitar que a criança desidrate, o que significa beber uma quantidade generosa de líquidos todos os dias.

    O meu filho foi alimentado artificialmente durante muito tempo. Deverei parar a alimentação artificial depois do transplante?

    Algumas crianças, em particular as crianças com menos de 5 anos, são alimentadas por sonda nasogástrica ou por gastrostomia antes do transplante. Essas crianças podem, inclusivé, nunca ter comido alimentos sólidos. Ou podem apenas petiscar comida de vez em quando, ao longo dos meses e anos antes do transplante. A boa notícia é que a maioria destas crianças que foram alimentadas artificialmente são capazes de começar a comer uma dieta normal depois do transplante.

    Algumas crianças podem mesmo começar a comer normalmente logo a seguir ao transplante. Mas a maioria das crianças demorará algumas semanas ou meses para começar a reduzir a alimentação artificial e começar a comer normalmente. O leite utilizado para a alimentação artificial irá, muito provavelmente, mudar logo a seguir ao transplante. O novo leite terá quantidades normais de fósforo e potássio. Terá também quantidades mais elevadas de proteínas. Algumas crianças poderão precisar de terapia nutricional para as ajudar a comer normalmente. Em alguns casos, após o transplante, utiliza-se a sonda ou gastrostomia para fornecer mais líquidos à criança durante a noite.

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Considerações sobre a medição da tensão arterial

    Após o nosso post de ontem, recebemos a seguinte contribuição da Prof. Helena Jardim (médica nefrologista pediátrica e colaboradora do Criança & Rim), que aprofunda a questão da tensão arterial especificamente em crianças:

    A pressão arterial na criança tem as suas particularidades, como quase tudo na criança, não? E ainda bem!

    Os valores normais são diferentes dos do adulto e avaliam-se também em percentis, como o peso e a estatura. Penso que as directrizes que estão num dos links têm lá os valores normais. (http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008188.pdf,
    a partir da pág. 29). Estes estão expressos não em função da idade, mas em função do percentil da estatura. Como podem concluir, facilmente, a pressão arterial varia em função da massa corporal e não da idade, porque claro, para cada idade há crianças de montes de tamanhos.

    O tamanho da braçadeira com que se mede deve ser adequado ao tamanho da criança. Há, pelo menos, 3 tipos de braçadeiras pediátricas.

    O melhor método para avaliar a pressão arterial é o método auscultatório, isto é, o que usa o estetoscópio. Dantes havia os aparelhos de mercúrio. Foram banidos por causa das regras europeias e da toxicidade do mercúrio. Eram muito fiáveis. A comunidade científica gostava tanto deles, que não houve grande tempo de validar outros antes de eles desaparecerem e actualmente considera-se que os aneróides (mostrador redondo) são os melhores.

    Ao contrário do que possam pensar, os "Dinamap" todos electrónicos são mais úteis nas unidades de cuidados intensivos do que na consulta de ambulatório. Hoje em dia, para fazer o diagnóstico de hipertensão com rigor, usa-se a monitorização de 24 horas, também nas crianças. A partir dos 3 anos já colaboram muito bem. Os aparelhos de pulso também não estão validados para pediatria, sobretudo nos mais pequenitos.

    Agora atenção a uma coisa muito importante: os valores de pressão considerados normais numa criança saudável podem não ser de aceitar numa criança com doença renal. Não há nada pior para um rim, que uma hipertensão sustentada, leva a esclerose glomerular e perda de rim funcionante. Assim, na criança com doença renal, a pressão deve manter-se abaixo do percentil 50, se quisermos preservar a função renal restante. Nestas crianças, qualquer saída do canal de percentil habitual de pressão arterial pode ser indicação para iniciar tratamento.