Quem precisa? Trimetoprim e Nitrofurantoína

14 de junho de 2008

Recebemos os seguintes e-mails com ofertas generosas:

Tenho um filho de 4 meses que toma Trimetropim desde o primeiro dia por causa de uma ectasia piélica, detectada ainda in utero. Sucede que, na última consulta, o médico que o viu deu indicação que poderia parar com o trimetropim. Ora, eu tinha acabado de aquirir um frasco novo, que não cheguei a abrir. Como tem um prazo de validade curto e não tenho qualquer interesse em mandar um medicamento tão caro fora gostaria de o dar a alguém que dele necessitasse. Moro em Lisboa.

Este fim de semana a arrumar os medicamentos encontrei 3 caixas novas de Nitrofurantoína 50mg (que não existe em Portugal, mas trouxemos de Espanha), com validades até 2010 e 2011. Como a minha filha já não precisa, pensei que podia dá-las a quem precisasse, porque sei bem a angústia de precisar de um medicamento para os nossos filhos que está do outro lado a fronteira. Por isso, se souberem de alguém que precise, por favor informem-me da morada, que eu envio por correio.


A quem estiver interessado ou conheça alguém que possa estar, contacte-nos para criancaerim@gmail.com.

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Criança pequena (12 meses até 3 anos)

13 de junho de 2008

A partir dos 12 meses, as crianças começam a querer fazer mais coisas por si próprias.

  • Já será capaz de dizer "não" ou "quero".
  • Deixe-o fazer algumas coisas sozinho e, assim, poderá ser capaz de mostrar sentimentos através das suas acções.
  • Ajude-o a compreender como funciona o seu corpo.
  • Explique-lhe o transplante em palavras simples. As crianças desta idade pensam que são capazes de provocar ou evitar acontecimentos, o que lhes dará uma falsa ideia do que lhes causou o problema de saúde.
Preocupações mais comuns:
1. Medo da separação ou medo de estranhos. Como ajudar?
  • Esteja o máximo de tempo possível com o seu filho.
  • Dentro do possível, limite o número de pessoas que tratam dele.
  • Deixe-lhe objectos de segurança, tais como uma mantinha familiar ou um boneco de peluche preferido.
  • Se tiver que se ausentar, diga-lhe onde vai e quando irá voltar.
  • Quando sair, deixe-lhe algo de seu, como uma fotografia ou uma peça de roupa.
2. Perda de controlo. Como ajudar?
  • Permita que o seu filho faça escolhas, mas não o faça quando não há escolha possível.
  • Dê-lhe tarefas.
  • Deixe-o brincar e controlar os jogos e actividades.

3. Mudança de rotina. Como ajudar?

  • Dentro do possível, mantenha as rotinas de comer, dormir e banho.
  • Deixe-o brincar com os seus brinquedos favoritos e mais familiares.

4. Mudanças de comportamento. Como ajudar?

  • Dê-lhe oportunidades seguras de expressar a sua raiva ou outros sentimentos, como por exemplo, através da pintura ou construções.
  • Diga-lhe que não faz mal sentir-se triste ou zangado.
  • Passe muito tempo com ele e garanta-lhe segurança.
  • Estabeleça limites e discipline-o, sempre que necessário - ele precisará de limites para se sentir seguro.
  • Elogie-o sempre que possível.

5. Medo dos tratamentos. Como ajudar?

  • Assegure-o que ele não fez nada de errado e o tratamento não é um castigo.
  • Mantenha objectos de segurança por perto, tais como uma mantinha, uma chupeta ou um boneco de peluche.
  • Utilize palavras simples, imagens ou livros, para lhe dizer o que vai acontecer.
  • Diga-lhe o que vai acontecer mesmo antes do tratamento (e não com muita antecedência).
Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4763

Ivan Klasnic

11 de junho de 2008


A propósito de uma questão que surgiu no nosso Fórum, e em plena euforia do Euro 2008, lembramos que existe um jogador que foi chamado a representar a selecção do seu país e que tem uma história "renal" complicada.

Segundo o site oficial da UEFA, "É um milagre da medicina moderna Ivan Klasnić continuar a jogar futebol, ainda para mais quando está prestes a competir ao mais alto nível no UEFA EURO 2008. O ponta-de-lança de 28 anos foi submetido a dois transplantes renais em 2007, mas regressou aos relvados da Bundesliga com a camisola do Werder Bremen no final do último ano e voltou a vestir a camisola da selecção da Croácia em Março, frente à Escócia."

Klasnić interrompeu a sua carreira entre Dezembro de 2006 e Outubro de 2007, devido aos seus problemas de saúde. Em Janeiro de 2007 realizou um primeiro transplante renal com um rim doado pela sua mãe. No entanto, pouco tempo depois da cirurgia, seu organismo rejeitou o órgão. Dois meses depois, foi a vez do seu pai lhe doar um rim e, aparentemente, este transplante está a ser bem sucedido.

Agora acaba de se tornar no primeiro jogador a participar num importante torneio internacional de futebol depois de um transplante renal. Klasnić foi aconselhado a usar uma protecção em fibra de vidro, para evitar lesionar o rim transplantado durante os jogos ou mesmo nos treinos. Além disso, os seus medicamentos imunossupressores tiveram que ser expressamente autorizados pela UEFA, uma vez que fazem parte da lista de substâncias proibidas por razões de "doping".

Ler mais.

O que é o PET (Teste de Equilíbrio Peritoneal)?

9 de junho de 2008

Na diálise peritoneal (DP) o sucesso do tratamento do doente está dependente da integridade funcional e morfológica da membrana peritoneal. Para além da falência funcional do peritoneu, a DP a longo prazo pode levar a modificações anatómicas nos tecidos peritoneais, as quais podem afectar a eficácia do tratamento.

De modo a descobrir uma modalidade e prescrição de DP apropriadas, é crucial proceder a uma avaliação o mais exacta possível. O transporte da membrana peritoneal não se refere apenas ao transporte de solutos (por exemplo, toxinas urémicas e electrólitos), mas também ao transporte de fluidos. Uma vez que, tanto a eliminação de toxinas urémicas como a ultrafiltração são responsáveis pela adequação, é importante que estes dois parâmetros sejam avaliados com um método de teste de confiança. Estão disponíveis várias técnicas de medição de transporte peritoneal, das quais a mais proeminente e a mais usada é o PET (Teste de Equilíbrio Peritoneal).

Geralmente, este teste é realizado no hospital e demora cerca de 5 horas a ser realizado. No hospital drena-se o líquido que o doente tiver no peritoneu (se tiver algum) e infunde-se com um líquido de DP com 2,27% de glucose, o qual vai permanecer na cavidade abdominal durante 4 horas. Às 0, às 2 e às 4 horas do teste (início, meio e fim) são colhidas amostras de dialisado e de sangue, para análise.

Previamente à realização do teste, pede-se à pessoa que colha todo o líquido que drenou através da DP, bem como toda a urina das 24 horas anteriores ao teste, e que os traga para o hospital, para análise.

Utiliza-se o PET para averiguar se as toxinas passam de forma rápida ou lenta da circulação sanguínea para o líquido de diálise. Se as toxinas forem transferidas rapidamente, diz-se que a pessoa é um "alto transportador". Se as toxinas forem transferidas lentamente, diz-se que a pessoa é um "baixo transportador". Os resultados deste teste ajudam a adequar o programa de diálise às características individuais de cada peritoneu, ajustanto o tempo de permanência de cada troca.
ALTO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Rápida
Remoção de líquidos - Baixa
Melhor tipo de DP - Trocas frequentes, permanências curtas (APD - diálise automatizada)
(Os "alto transportadores" têm uma baixa remoção de líquidos porque a água e a glucose do próprio líquido de DP podem ser absorvidas pelo organismo, se o líquido não for drenado após uma permanência de 2/3 horas. As toxinas, a água e a glucose podem passar rapidamente em ambas as direcções.)
MÉDIO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Média
Remoção de líquidos - Média
Melhor tipo de DP - APD (diálise automatizada) ou CAPD (diálise manual)
BAIXO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Lenta
Remoção de líquidos - Boa
Melhor tipo de DP - APD (diálise manual) com 5 trocas espaçadas equitativamente ao longo das 24h

Possíveis diferenças no transporte peritoneal entre crianças e adultos têm sido discutidas por muitos autores. Um estudo recente de Bouts et al. não confirmou estas preocupações. Os resultados sugerem que a membrana peritoneal nas crianças pode não ser diferente da dos adultos. O PET é perfeitamente aplicável nas crianças, existindo uma vasta experiência na sua realização.

É pouco claro qual a frequência com que a função peritoneal deve ser avaliada. As linhas de orientação da K/DOQI (National Kidney Foundation Dialysis Outcomes Quality Initiatives) recomendam uma medição a cada 4 meses. No entanto, os testes são demorados, tanto para os doentes como para os enfermeiros. O pessoal clínico das unidades pode ter o seu próprio protocolo sobre quando realizar um teste e alguns podem avaliar a função peritoneal do doente, apenas em casos de irregularidade clínica.
Fontes:
PDServe
UK National Kidney Federation

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Bebés (< 12 meses)

6 de junho de 2008

Iniciamos hoje a tradução de mais um conjunto de informações importantes para pais de crianças com IRC. Lidar com um transplante renal pode parecer arrasador ao início, mas para cada idade existem conselhos, que ajudam toda a família a lidar com a ansiedade e a tornar esta experiência o mais gratificante e agradável possível.

As idades estão divididas da seguinte forma:

  • Bebé (menos de 12 meses)
  • Criança pequena (12 meses até 3 anos)
  • Criança em idade pré-escolar (3 a 5 anos)
  • Criança em idade escolar (6 a 12 anos)
  • Adolescentes (13 a 18 anos)


  • Iniciamos com a forma de lidar com um transplante num bebé com menos de 12 meses de idade. Um bebé não compreende o que é um transplante renal. Apenas espera que os pais satisfaçam as suas necessidades. Um bebé...
    • precisa dos pais para satisfazerem as suas necessidades alimentares, de conforto, de brincadeira e de cuidados
    • conhece o seu mundo através dos sentidos, tais como cheiros, cores e sabores
    • desenvolve a sua confiança em pessoas e coisas familiares
    • responde a pessoas e ambientes novos
    Preocupações mais comuns:
    1. Separação das pessoas mais próximas. Como ajudar?

    • Esteja o máximo de tempo possível com o seu bebé
    • Deixe alguma coisa sua quando se ausentar, tal como uma fotografia ou uma peça de roupa
    • Pegue no seu bebé ao colo e embale-o
    • Tenha cobertores ou brinquedos que lhe sejam familiares no seu quarto de hospital
    2. Medo de estranhos. Como ajudar?

    • Garanta que são sempre as mesmas pessoas a tratar do seu bebé, quer dentro, quer fora do hospital
    • Limite o número de pessoas e de vozes no seu quarto

    3. Desenvolvimento. Como ajudar?

    • Permita que o seu bebé explore os brinquedos com as mãos e a boca. Mantenha sempre os brinquedos bem limpos e tenha cuidado com as peças pequenas que ele possa engolir
    • Toque-o de forma suave e massage-o para o acalmar
    • Brinque com ele tal como faria em casa
    4. Sentido de segurança. Como ajudar?

    • Garanta que o berço do seu bebé é um local seguro. Pergunte se é possível utilizar a sala de tratamentos (em vez do quarto do bebé) para realizar procedimentos dolorosos (esta opção nem sempre é possível)
    • Acorde o seu bebé antes de algum procedimento doloroso
    • Mantenha ou desenvolva rotinas à hora das refeições, de dormir ou do banho
    Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4762

    Inauguração Urgência Pediátrica Integrada do Porto (UPIP)

    5 de junho de 2008


    Foi apresentada no passado dia 1 de Junho (Dia Mundial da Criança), no Porto, a UPIP: Urgência Integrada Pediátrica do Porto.

    Trata-se de um projecto inovador de integração em rede dos vários cuidados de saúde, destinada a utentes de idade inferior a 18 anos.

    Segundo a Ministra, este é um exemplo a seguir noutras regiões do país. Por outro lado, salienta-se também o facto de se ter iniciado progressivamente, na região do Porto, o alargamento da idade de atendimento nos serviços de pediatria, sendo que a partir de 1 de Janeiro de 2009, estarão abrangidos todos os utentes até aos 18 anos.

    Quem quiser saber mais sobre o projecto (sobretudo quem é da região do Porto), pode ler mais no site da ARS: http://www.arsnorte.min-saude.pt/projecto_UPIP.htm

    Pode também ler aqui a entrevista da Prof. Helena Jardim (coordenadora do projecto) ao Jornal Público (clicar na imagem inicial).

    Ver Notícia do JN.

    Você sabe como está a sua creatinina?

    4 de junho de 2008

    É provável que você saiba hoje como está o seu colesterol, a sua glucose, e alguns homens podem saber como está o seu PSA. Óptimo, são preocupações coerentes relacionadas com a prevenção de doenças comuns com alta prevalência. Mas a sua creatinina, sabe como ela está? Aliás, sabe o que é a creatinina?

    Ler mais aqui:
    http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdConteudo=95223&intIdEdicao=1471

    Novo medicamento imunossupressor à vista?

    3 de junho de 2008

    A Isotechnika Inc., um laboratório farmacêutico do Canadá, anunciou há dias que o seu novo medicamento, a Voclosporina, provou ser "estatisticamente não-inferior" ao outro medicamento mais vulgarmente utilizado em transplantes renais actualmente, o Tacrolimus.

    Robert Foster, director da empresa referiu que ficou demonstrada uma eficácia semelhante ao Tacrolimus, mas com vantagens importantes, tais como uma menor incidência de diabetes pós-transplante e uma melhor preservação da função renal.

    Este estudo envolveu 334 pacientes e demonstrou que a Voclosporina não era pior do que o Tacrolimus na prevenção da rejeição do órgão ao fim de 6 meses e que não foram levantadas preocupações de segurança específicas, mostrando ainda vantagens importantes.

    Mais informações aqui.

    Becozyme xarope - novamente disponível!

    2 de junho de 2008

    Na sequência dos nossos posts de 2007 sobre a suspensão de comercialização do medicamento Becozyme Xarope (13/3/2007 e 20/3/2007), informamos que recebemos informação directamente da Bayer que nos confirma que a comercialização do mesmo foi retomada!

    Boa tarde,

    Na sequência das questões que nos colocaram relativamente ao nosso produto Becozyme xarope, tenho o MAIOR prazer de comunicar que o mesmo já se encontra disponível. Atendendo a que foi enviado para os armazenistas durante esta semana, as farmácias já o terão podido encomendar e portanto ter no seu stock.

    Conforme tive ocasião de explicar, foi necessário alterar o aroma que existia no Becozyme xarope, por ser impossível obter o mesmo no mercado mundial, pelo que vão certamente notar uma alteração de sabor. Aparte esse pormenor a fórmula é exactamente igual à que existia anteriormente.

    Peço, uma vez mais, desculpa por esta ausência prolongada, embora não tivesse sido de nossa inteira responsabilidade, dado o Infarmed ter excedido largamente os prazos de aprovação habituais, e agradeço sinceramente a vossa compreensão.

    Encontro-me, evidentemente, disponível para qualquer esclarecimento que desejem.

    Com os meus maiores cumprimentos,

    Mafalda Araújo
    Country Head
    Bayer Consumer Care


    Esperamos que as farmácias hospitalares sejam céleres a retomar a dispensa do medicamento. Agradecemos à Bayer o cuidado em nos fazer chegar directamente esta informação.

    UPIP

    30 de maio de 2008

    http://www.arsnorte.min-saude.pt/projecto_UPIP.htm

    No site acima em "Projectos" por favor leiam sobre UPIP (Urgência Pediátrica Integrada do Porto), razão pela qual tenho andado longe daqui....

    A inauguração é no dia 1 de Junho, a partir das 10.30 na Casa do Médico, na Ordem dos Médicos, na Arca de Água, no Porto.

    Com as crianças e com a Ministra da Saúde, vamos celebrar em festa. Não falta bombos, palhaços, os pequenos violinos, cantores da Maia, lanche, rancho folclórico, T-shirts, bonés e uma largada de 2 800 balões. E muita pequenada.

    Aqui fica a notícia em primeira mão!

    Gostarei de vos ver por lá.

    Um abraço.

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Importância do cumprimento das prescrições médicas

    O transplante renal é um procedimento médico-cirúrgico importante. Pode respresentar um grande desafio difícil de gerir. Implica que o paciente terá tomar uma série de medicamentos e terá também de mudar o estilo de vida. Pode mesmo tornar-se numa experiência frustrante, especialmente para os adolescentes. É muito importante continuar a trabalhar de perto com a equipa de transplante de modo a manter o rim sempre saudável. A equipa médica está lá para o ajudar nos tempos difíceis.

    A não adesão ao tratamento significa não cumprir exactamente os conselhos e indicações dadas pela equipa médica. Isso acontece muitas vezes com crianças e adolescentes entre os 11 e os 15 anos, o que pode causar a perda do rim transplantado. Os anos da adolescência são tempos em que os sentimentos de independência, imagem corporal, e a aceitação por parte dos seus pares é muito importante. Alguns medicamentos pós-transplante podem provocar alterações no aspecto físico o que criará problemas com a imagem corporal. Por outro lado, tomar a medicação durante o dia pode tornar-se socialmente incómodo e tudo isto pode ser muito frustrante para um adolescente.

    O não cumprimento das prescrições médias pode acontecer de diferentes formas:

    • Não tomar os medicamentos a horas, conforme prescrito;
    • Não comparecer nas consultas médicas;
    • Não fazer as análises necessárias;
    • Não cumprir os conselhos médicos quanto a dieta, actividade física ou outros assuntos;
    Dicas e factos para ajudar a manter o rim saudável tanto quanto possível:

    • Manter um rim transplantado saudável implica uma mudança no estilo de vida, o que implicará alguma disciplina.
    • Manter um rim saudável pode muitas vezes ser stressante. Por favor, fale com a equipa de transplante sobre as suas preocupações.
    • Se tiver crises na sua vida, por favor contacte a equipa de transplante para ajuda.
    • Tomar os medicamentos de forma regular todos os dias e no horário prescrito é muito importante. É a única forma de evitar que o corpo rejeite o rim. Isto pode acontecer mesmo após muitos anos de um transplante estável, se deixar repentinamente de tomar os medicamentos pós-transplante ou se não os tomar da forma indicada.
    • Se os medicamentos entrarem na rotina da actividade diária, ou se tiver a sentir efeitos secundários importantes, por favor fale com a equipa de transplante. Poderão ser feitos ajustes na medicação que o irão ajudar. Não páre ou mude a medicação sem autorização médica.
    • Compareça nas consultas médicas tal como prescrito.
    • Se estiver próximo da idade adulta e estiver preocupado com a mudança para um serviço de nefrologia de adultos, por favor discuta as suas preocupações com o médico da equipa de transplante. Muitas vezes esta transferência pode ser adiada ou ser feita de modo gradual até que conheça o nefrologista de adultos.
    • Lembre-se sempre que, se perder o rim por não adesão ao tratamento, voltará à diálise. Poderá ter de permanecer em diálise por muito tempo até que consiga outro rim. A diálise não é uma boa alternativa ao transplante. Mesmo em diálise, terá de continuar a tomar uma série de medicamentos para a insuficiência renal.
    XI. A vida do rim e a necessidade de transplantes futuros

    O uso de novos medicamentos para evitar que o corpo rejeite o novo rim tem tornado possível manter o novo rim por mais tempo. Um ponto chave para manter o rim a funcionar bem é cumprir rigorosamente os horários da medicação e seguir todos os conselhos médicos.
    Alguns rins podem funcionar por muitos anos. O tempo de vida médio de um rim transplantado é de cerca de 10 anos. Alguns podem funcionar por muitos mais anos.
    As crianças podem fazer um segundo ou terceiro transplante se o primeiro falhar. Lembre-se que muitos avanços e novos medicamentos são introduzidos todos os dias. Espera-se que os rins transplantados durem muito mais tempo no futuro. Nesta altura, as crianças com um transplante renal podem levar vidas perfeitamente normais. Podem olhar para o futuro de forma brilhante tal como todas as outras crianças.


    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Dia Mundial Sem Tabaco

    28 de maio de 2008

    No próximo dia 31 de Maio comemora-se, sob a égide da Organização Mundial de Saúde, o Dia Mundial Sem Tabaco. O tema escolhido para o corrente ano foi "Juventude Sem Tabaco".

    É dado especial enfoque à necessidade de os países banirem todas as formas de publicidade, de promoção e de patrocínio aos produtos do tabaco, tendo em consideração que este é um dos meios mais eficazes para que os jovens não iniciem o consumo do tabaco.

    Face a esta ameaça para os jovens, o Dia Mundial Sem Tabaco, deste ano, é focado na seguinte mensagem:


    Um dos meios mais eficazes para evitar que os jovens experimentem fumar, tornando-se consumidores regulares, consiste na proibição de todas as formas directas e indirectas de publicidade ao tabaco, incluindo a promoção de produtos do tabaco e o patrocínio, pelas indústrias do tabaco, de quaisquer eventos ou actividades.

    Para mais informações consultar:

    Medicamento anti-rejeição pode aumentar o risco de diabetes no pós-transplante renal

    26 de maio de 2008

    Para os pacientes que efectuaram um transplante renal, o tratamento com o medicamento anti-rejeição sirolimus (Rapamune) pode conduzir a um risco acrescido de diabetes, mostra um novo estudo.

    "Nós demonstramos uma forte associação entre o sirolimus e a diabetes pós-transplante num grande número de pacientes com transplante renal nos EUA," comenta o Dr.John S.Gill da Universidade de British Columbia, em Vancouver. "O risco de diabetes era independente de outros factores que se sabe aumentar o risco de diabetes."

    Os investigadores analisaram o sistema de informação sobre a doença renal para aproximadamente 20.000 pacientes com Medicare que fizeram um transplante entre 1995 e 2003. Nenhum dos pacientes tinha diabetes antes do transplante. O Tratamento com sirolimus foi analisado como contribuindo possivelmente para o risco de diabetes desenvolvidos depois do transplante, juntamente com outros potenciais factores de risco já conhecidos.

    "O sirolimus é um novo tipo de medicamento anti-rejeição que não tem sido associado com diabetes nos pacientes transplantados renais", explica o Dr.Gill. "Contudo, um certo número de estudos em animais e outros pequenos estudos clínicos têm sugerido que o sirolimus pode aumentar o risco de diabetes."

    Os resultados sugerem uma taxa de diabetes pós-transplante mais elevada entre os pacientes tratados com sirolimus, comparativamente aos tratados com outros medicamentos anti-rejeição. Dependendo de quais os medicamentos adicionais que tomavam, o risco de diabetes era 36 a 66% mais elevado nos pacientes que recebiam sirolimus.

    Uma análise separada dos pacientes que se mantiveram nos mesmos medicamentos anti-rejeição ao longo do 1º ano depois do transplante mostraram resultados semelhantes. O aumento do risco não estava relacionado com nenhum dos outros medicamentos tomados conjuntamente com o sirolimus, ou com outros factores de risco tais como a idade, raça/etnia ou obesidade.

    A diabetes é uma complicação séria e cada vez mais frequente que ocorre no pós-transplante renal. "Pacientes que desenvolvem diabetes depois do transplante têm aproximadamente o mesmo risco de rejeição do transplante que aqueles que desenvolvem rejeição aguda do transplante," refere o Dr.Gill.

    Sabe-se que diversos factores aumentam o risco de diabetes no pós-transplante, incluindo alguns outros medicamentos anti-rejeição. Este novo relatório é o primeiro grande estudo clínico que sugere que o sirolimus pode também ser um factor de risco.

    "Devem ser feitos estudos adicionais para clarificar o risco de diabetes em pacientes tratados com sirolimus," acrescenta o Dr.Gill. Ele também refere algumas limitações do estudo, tais como o facto de ser baseado em dados prévios e o facto de ser limitado a pacientes com Medicare.

    Fonte:

    http://www.sciencedaily.com/releases/2008/05/080522121621.htm

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Crescimento

    23 de maio de 2008

    As crianças insuficientes renais têm problemas de crescimento e são mais baixas do que outras crianças da mesma idade. Uma das principais razões que explicam a dificuldade de crescimento tem a ver com o facto de o organismo não responder à sua própria produção de hormona de crescimento, pelo que muitas vezes estas crianças recebem tratamento com esta hormona.


    Será que o meu filho irá crescer normalmente após o transplante?

    Após o transplante, o crescimento ainda poderá ser lento, mesmo que o novo rim funcione bem, devido ao tratamento com prednisona. As crianças mais pequenas tendem a ter as melhores taxas de crescimento pós-transplante. Se o seu filho não está a crescer bem, o seu médico poderá decidir alterar a dosagem de prednisona, ou iniciar o tratamento com a hormona de crescimento.


    O meu filho fazia hormona de crescimento antes do transplante. Pode continuar a fazê-lo?

    Algumas crianças crescem muito bem depois do transplante, em particular se o rim funcionar bem. O seu filho poderá precisar de hormona de crescimento, ou não. Se o seu filho não estiver a crescer bem, pergunte ao seu médico de transplante sobre a hormona de crescimento. O seu filho deverá ter uma função renal estável e sem sinais de rejeição, antes de retomar a hormona de crescimento.

    Quando é a melhor altura para começar um tratamento com hormona de crescimento depois de um transplante renal?

    • É melhor começar a hormona de crescimento quando a função renal se encontra estável e quando a dose de prednisona é baixa. Na maior parte das vezes, deverá ser iniciada 6 meses depois do transplante. Por vezes, realiza-se uma biópsia renal antes de iniciar o tratamento.
    • É melhor começar a hormona de crescimento antes da puberdade. É conveniente realizar raios-x ósseos antes de iniciar o tratamento, para ver quanto é que a criança poderá crescer ainda.

    Quais são os efeitos secundários da terapia com hormona de crescimento em crianças depois de um transplante?

    A hormona de crescimento pode:
    • activar o sistema imunitário, o que significa que a função renal do seu filho deverá ser avaliada frequentemente durante o tratamento.
    • aumentar o nível de creatinina sérico de forma súbita, por razões desconhecidas.
    • em alguns estudos, descobriu-se que pode aumentar o risco de rejeição aguda em crianças que já tiveram mais do que um episódio de rejeição no passado. Isto não parece acontecer em pacientes estáveis.
    • piorar a função renal, ao aumentar as tentativas do organismo de rejeitar o rim.
    • exigir alterações em algumas medicações (tais como a prednisona).
    • causar aumento do nível de açúcar no sangue, diabetes e dores de cabeça.
    • causar cancro, conforme alguns estudos já o registaram.

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    FAQ's Dador Vivo

    20 de maio de 2008

    Quem pode doar um rim?

    Geralmente, os dadores vivos são familiares ou amigos próximos do receptor. A decisão de doar é bastante importante e deve ser tomada pelo próprio, juntamente com as pessoas que lhe são próximas. Em nenhuma circunstância o dador se deve sentir pressionado a doar um órgão. A equipa de transplante deverá estar preparada para assistir o potencial dador neste processo de decisão.

    Em geral, os dadores vivos de rim precisam de ter:

    • entre 18 e 70 anos
    • boa saúde geral
    • função e anatomia renais normais

    O que pode excluir uma pessoa de doar um rim:

    • diabetes
    • alguns tipos de cancro
    • consumo de drogas intravenosas
    • algumas doenças infecto-contagiosas, como a SIDA e a hepatite

    Em que consiste o processo de doação de um rim?

    O primeiro passo consiste em realizar as análises de compatibilidade sanguínea (http://www.chsul.pt/transplante.htm). Se esta for adequada, o potencial dador inicia um processo de avaliação, para assegurar que a doação não será prejudicial para o futuro dador. Se, em determinada altura, algum exame indicar que a pessoa não é um bom candidato a dador, o processo é interrompido. Cerca de 20% dos potenciais dadores acabam por ser eliminados no decorrer deste processo.

    Quais são os riscos associados a uma doação de um rim?
    Apesar de haver os riscos normais associados a uma qualquer grande cirurgia, doar um rim não coloca grandes riscos a um dador saudável. Os estudos demonstram que o rim remanescente continuará a funcionar normalmente e irá compensar a perda do outro rim. A doação de um rim não deverá limitar a sua actividade normal ou interferir com o seu estilo de vida após a recuperação da cirurgia. Depois da doação, não será nencessária nenhuma rotina, dieta ou medicação especial.

    Quando é que o transplante é marcado?

    Quando se identifica um dador adequado, o transplante é marcado para uma altura que seja conveniente para o dador e para o receptor, que poderá variar entre 4 a 8 semanas após a finalização da avaliação pré-transplante.

    Como é que se realiza a cirurgia de doação?

    O termo "nefrectomia" refere-se à remoção cirúrgica de um rim. Existem dois tipos de cirurgia de nefrectomia:

    • Laparoscopia. Esta operação realiza-se recorrendo a um laparoscópio, que entra no abdómen através de uma pequena incisão. Esta abordagem permite localizar, segurar e remover o rim através de uma incisão surpreendentemente pequena. Este tipo de cirurgia "minimamente invasiva" permite uma recuperação mais rápida do que a cirurgia tradicional. Geralmente, os dadores conseguem deixar o hospital um ou dois dias depois da cirurgia e voltar ao trabalho após duas ou três semanas.
    • Nefrectomia tradicional. Neste tipo de operação realiza-se uma incisão na parte lateral do abdómen. O rim é localizado e removido sob visão directa. A maior parte dos dadores permanece no hospital entre 4 a 5 dias e poderá voltar ao trabalho entre 3 a 6 semanas após a cirurgia, dependendo do seu tipo de trabalho.

    Mais informações: http://blogcriancaerim.blogspot.com/search?q=laparoscopia

    Será necessário algum tipo de avaliação de follow-up?

    Cerca de 6 a 9 meses após a cirurgia, será necessário realizar análises de sangue e urina e uma consulta de Nefrologia. Os resultados destas análises irão indicar qual função renal do rim remanescente.

    Fonte: http://www.mayoclinic.org/kidney-transplant/livingdonorfaq.html

    Dia Mundial da Hipertensão

    17 de maio de 2008

    A 17 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Hipertensão, que tem como objectivo sensibilizar a população para a prevenção, diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial.

    Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) realiza, neste dia, campanhas de sensibilização e rastreios à pressão arterial e a outros factores de risco cardiovascular, com o apoio da Servier Portugal, em Guimarães e Lisboa. O mote da iniciativa é “Pressão Arterial e a Automedição”.

    Guimarães foi eleita Capital da Hipertensão Arterial em 2008. Do programa constam:

    • Medidas de controlo e prevenção da hipertensão;
    • Rastreios de hipertensão e de outros factores de risco cardiovascular (diabetes, excesso de peso);
    • Palestras sobre ensino de exercício físico, dieta/uso de sal e objectivos de controlo de risco cardiovascular;
    • Distribuição de pão com menor conteúdo de sal;
    • Promoção de receitas de comida tradicional com baixo teor em sal, elaboradas por um conselho de nutricionistas e médicos, e distribuição de refeições;
    • Aulas de ginástica ao ar livre;
    • Filme com testemunhos de crianças, preparado pela SPH, sobre a necessidade de controlo e tratamento da hipertensão;
    • Teatrinho do Ruca, elaborado sob a égide da SPH, para explicar este tema aos mais novos;
    • Jogadores e técnicos do Vitória de Guimarães vestem camisola da SPH em jogo particular com a equipa brasileira Cruzeiro;
    • Entrega de prémios às crianças no âmbito de um concurso.

    Na Gare do Oriente, Parque das Nações, em Lisboa, nos dias 16 e 17 de Maio, vai decorrer um rastreio à pressão arterial e uma campanha de sensibilização à população, no quiosque “Atenção à sua Tensão”, com a presença de profissionais de saúde (enfermeiros e médicos) voluntários do Hospital Egas Moniz e Hospital de Santa Maria. Serão ainda distribuídos pães com quantidades mínimas de sal, para promover hábitos alimentares saudáveis.

    Fonte: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/dia+hipertensao.htm

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Nutrição e Dieta (parte 2)

    15 de maio de 2008

    O meu filho tem ganho peso depois do transplante. Isso é saudável?

    Um problema comum com os pacientes transplantados é o ganho de peso em excesso. Relativamente aos bebés, às crianças e aos adolescentes, espera-se que ganhem peso à medida que crescem. É necessário para o seu crescimento. Mas facilmente podem também ganhar peso em excesso porque:

    • O seu filho pode comer novamente os seus alimentos favoritos.
    • O seu filho tem um apetite muito melhor.

    • A prednisona pode aumentar o apetite.

    • Os alimentos sabem melhor!

    O comer em demasia e a falta de exercício conduzem à obesidade, a qual provoca tensão arterial elevada e diabetes, o que, por sua vez pode provocar ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Mesmo com um peso normal, os pacientes transplantados têm um maior risco de diabetes, colesterol elevado, e doença cardíaca, por várias razões. A obesidade acresce a este risco. Também pode afectar a auto-estima da criança, especialmente nos anos da adolescência.

    Um estilo de vida saudável é a chave para controlar o ganho de peso do seu filho e reduzir o risco de doença cardíaca, o que inclui exercício físico regular e uma dieta saudável, equilibrada e baixa em gorduras.

    Pode saber mais aqui: http://www.niddk.nih.gov/health/nutrit/pubs/helpchld.htm.


    O que devo fazer para prevenir o ganho de peso excessivo?

    O ganho de peso excessivo pode ser evitado. Tente estas estratégias para ajudar a sua criança a evitar o ganho de peso em excesso:

    • Limite os alimentos ricos em gordura: "fast food" (comida rápida), fritos, batatas fritas e outros alimentos ricos em gordura, bolos, donuts e pastelaria.

    • Evite açúcares "simples": açúcar, doces, coca-cola e beber demasiados sumos. Isto será ainda mais importante se a criança tiver o açúcar no sangue elevado, um efeito secundário possível devido à prednisona e a outros medicamentos do pós-transplante.

    • Deixe a criança ter 3 refeições principais. Apresente-lhe alimentos diversificados. Evite demasiados lanches intermédios.

    • Tenha vários tipos de lanche à mão, pobres em gorduras, para quando a criança não conseguir controlar a fome. Alguns exemplos poderão ser vegetais crus, frutas e pipocas sem sal e sem manteiga.

    • O exercício físico regular é uma parte muito importante para manter um peso saudável. Qualquer desporto deve ser discutido com a equipa de transplante. De modo geral, sugere-se que a criança tenha uma actividade física 3 vezes por semana durante, pelo menos, 30 minutos.
    O médico do meu filho disse-nos que o rim transplantado está a demorar a começar a funcionar. Que dieta é boa para o meu filho?

    Se o rim do seu filho tarda em começar a funcionar, então ele pode ter de permanecer com a dieta renal do pré-transplante. Isto significa limitar o sódio, potássio, fósforo e líquidos.
    Mas à medida que o rim começa a funcionar, o seu filho poderá variar os alimentos que ingere.


    O meu filho tinha restrição de líquidos antes do transplante? Será que, agora que o rim está a funcionar bem, o meu filho deverá ingerir mais líquidos?

    Assim que o seu filho tenha uma função renal normal, terá de começar a beber mais líquidos, preferencialmente água, todos os dias. A quantidade de líquidos dependerá do seu peso. Quanto mais pesar, mais precisa de beber: possivelmente até 8 copos de líquidos por dia. A equipa de transplante procurará certificar-se de que entende as novas necessidades de líquidos da criança por altura do transplante. De um modo geral, é muito importante evitar que a criança desidrate, o que significa beber uma quantidade generosa de líquidos todos os dias.

    O meu filho foi alimentado artificialmente durante muito tempo. Deverei parar a alimentação artificial depois do transplante?

    Algumas crianças, em particular as crianças com menos de 5 anos, são alimentadas por sonda nasogástrica ou por gastrostomia antes do transplante. Essas crianças podem, inclusivé, nunca ter comido alimentos sólidos. Ou podem apenas petiscar comida de vez em quando, ao longo dos meses e anos antes do transplante. A boa notícia é que a maioria destas crianças que foram alimentadas artificialmente são capazes de começar a comer uma dieta normal depois do transplante.

    Algumas crianças podem mesmo começar a comer normalmente logo a seguir ao transplante. Mas a maioria das crianças demorará algumas semanas ou meses para começar a reduzir a alimentação artificial e começar a comer normalmente. O leite utilizado para a alimentação artificial irá, muito provavelmente, mudar logo a seguir ao transplante. O novo leite terá quantidades normais de fósforo e potássio. Terá também quantidades mais elevadas de proteínas. Algumas crianças poderão precisar de terapia nutricional para as ajudar a comer normalmente. Em alguns casos, após o transplante, utiliza-se a sonda ou gastrostomia para fornecer mais líquidos à criança durante a noite.

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Considerações sobre a medição da tensão arterial

    Após o nosso post de ontem, recebemos a seguinte contribuição da Prof. Helena Jardim (médica nefrologista pediátrica e colaboradora do Criança & Rim), que aprofunda a questão da tensão arterial especificamente em crianças:

    A pressão arterial na criança tem as suas particularidades, como quase tudo na criança, não? E ainda bem!

    Os valores normais são diferentes dos do adulto e avaliam-se também em percentis, como o peso e a estatura. Penso que as directrizes que estão num dos links têm lá os valores normais. (http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008188.pdf,
    a partir da pág. 29). Estes estão expressos não em função da idade, mas em função do percentil da estatura. Como podem concluir, facilmente, a pressão arterial varia em função da massa corporal e não da idade, porque claro, para cada idade há crianças de montes de tamanhos.

    O tamanho da braçadeira com que se mede deve ser adequado ao tamanho da criança. Há, pelo menos, 3 tipos de braçadeiras pediátricas.

    O melhor método para avaliar a pressão arterial é o método auscultatório, isto é, o que usa o estetoscópio. Dantes havia os aparelhos de mercúrio. Foram banidos por causa das regras europeias e da toxicidade do mercúrio. Eram muito fiáveis. A comunidade científica gostava tanto deles, que não houve grande tempo de validar outros antes de eles desaparecerem e actualmente considera-se que os aneróides (mostrador redondo) são os melhores.

    Ao contrário do que possam pensar, os "Dinamap" todos electrónicos são mais úteis nas unidades de cuidados intensivos do que na consulta de ambulatório. Hoje em dia, para fazer o diagnóstico de hipertensão com rigor, usa-se a monitorização de 24 horas, também nas crianças. A partir dos 3 anos já colaboram muito bem. Os aparelhos de pulso também não estão validados para pediatria, sobretudo nos mais pequenitos.

    Agora atenção a uma coisa muito importante: os valores de pressão considerados normais numa criança saudável podem não ser de aceitar numa criança com doença renal. Não há nada pior para um rim, que uma hipertensão sustentada, leva a esclerose glomerular e perda de rim funcionante. Assim, na criança com doença renal, a pressão deve manter-se abaixo do percentil 50, se quisermos preservar a função renal restante. Nestas crianças, qualquer saída do canal de percentil habitual de pressão arterial pode ser indicação para iniciar tratamento.

    Como medir a tensão arterial?

    14 de maio de 2008

    A tensão arterial é a leitura da pressão exercida pelo sangue nas paredes das nossas artérias, englobando duas leituras:

    Pressão sistólica – o valor de tensão mais elevado que se observa quando o coração se contrai e bombeia o sangue para as artérias.

    Pressão diastólica – o valor mais baixo que corresponde ao enchimento do coração.

    Como a pressão arterial pode ser afectada por um variado número que factores, há que "padronizar" o mais possível a sua medição.

    Assim, é aconselhável ser a mesma pessoa a medir a tensão, usar o mesmo braço, o mesmo tempo de repouso, a mesma posição e ter as costas bem suportadas na posição de medição sentada.

    Como fazer para medir a tensão arterial?

    1. Não medir a tensão arterial em situações de stress, ansiedade, febre ou mal-estar;
    2. Quando se dispuser a fazê-lo, deve manter-se pelo menos meia hora sem comer, sem beber e sem ter fumado;
    3. Evitar medir a tensão com a bexiga cheia;
    4. Fazer um breve período de repouso antes da medição (cerca de 5 minutos);
    5. Ao levantar a roupa para pôr a braçadeira, não deve ficar nenhuma peça a apertar-lhe o braço;
    6. Sentar-se confortavelmente e apoiar o braço, elevando-o de forma a colocar a braçadeira ao nível do coração;
    7. Utilizar um aparelho calibrado e uma braçadeira com as dimensões adequadas (existem braçadeiras próprias para crianças e bebés);
    8. Deve manter-se em silêncio durante a medição;
    9. Se necessário, faça duas medições e registe o valor da segunda medição (em geral, com valores inferiores) ou então realize 3 medições e registe média da 2ª e 3ª medições;
    10. É importante que faça o registo dos seus valores, de forma a calcular o seu padrão de tensão arterial e detectar eventuais desvios precocemente;
    11. Caso encontre valores elevados, repita a medição 6 horas depois e nas mesmas condições acima descritas.

    Se já souber que tem hipertensão, a medição da tensão arterial deve ser feita amiudadas vezes (semanalmente, mensalmente, de acordo com a recomendação feita pelo médico).

    Fontes:

    Ministério da Saúde cria cargo de coordenador hospitalar de doação de órgãos e tecidos

    13 de maio de 2008

    O Ministério da Saúde criou os cargos de Coordenador Hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplantação e os Gabinetes Coordenadores de Colheita e Transplantação, segundo despacho publicado no dia 9/5/2008 em Diário da República.

    O objectivo desta alteração é melhorar a organização de todo o sistema de doação, colheita e transplante, de modo a aumentar o número de doadores e órgãos disponíveis para a realização de transplantes aos doentes carenciados.

    Ler notícia.

    Ler Diário da República aqui.

    Colóquio "Calcificação Vascular na Doença Renal Crónica" - dia 18/5/2008

    12 de maio de 2008


    As Direcções Nacionais da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e Associação de Doentes Renais do Norte de Portugal, ao organizarem conjuntamente o Colóquio subordinado ao tema "Calcificação Vascular na Doença Renal Crónica", pretendem levar ao conhecimento de todos os Insuficientes Renais Crónicos, seus familiares e técnicos desta área, as causas e as consequências dos problemas que afectam o IRC por estas disfunções.

    Este evento, que terá lugar no Salão Nobre da Faculdade de Economia do Porto (Rua Dr. Roberto Frias/Traseiras do Hospital de S. João) e terá como palestrante o Prof. Doutor João Frazão, que dissertará sobre os seguintes temas:

    • Papel dos captadores de fósforo e o seu impacto na prevenção da calcificação vascular
      nos doentes em diálise – benefícios clínicos a médio e longo-prazo;

    • A importância do cumprimento das prescrições e recomendações médicas.
    Inscreva-se numa destas Associações:



    2º Aniversário do transplante

    10 de maio de 2008


    É com muita emoção que recordo este dia tão especial. A verdade é que o tempo passa a voar e parece que foi ontem. Vivíamos um misto de emoções, muita ansiedade, medo, mas também confiança e alegria por o tão esperado dia ter chegado. A verdade é que tudo não poderia ter corrido melhor, e só temos coisas boas a recordar.

    Hoje o Gonçalo tem uma vida perfeitamente normal e nem se recorda da vida pré-transplante (até nós, e ainda bem). Já questionou porque tinha de ir tantas vezes ao dr. levar "picas" (uma vez por mês), e eu já tentei explicar-lhe que é por ele ter um rim muito especial, ao que ele me responde que os meninos que não levaram um rim não têm de levar estas "picas". Mas, sei que um dia ele irá compreender que este é o pequeno preço a pagar por uma vida mais saudável.

    Quanto a mim que lhe doei o rim, nem me recordo disso. Tenho também uma vida normal e não sinto falta nenhuma do rim.

    Aquilo que mais desejo a todos os meninos que esperam pelo seu dia é que ele chegue muito depressa, e aos pais que possam ajudar os seus filhos dando-lhes um rim, não esperem, esta é a maior prova de amor que podem dar aos vossos filhos e é com certeza o melhor rim que eles podem ter.

    Quanto a nós, tenho a certeza que vamos comemorar este dia por muitos e muitos anos, com muita saúde.

    Parabéns filho...parabéns RIM!

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Nutrição e Dieta (parte 1)

    9 de maio de 2008

    A dieta tem um papel muito importante na promoção da saúde e bem-estar após um transplante renal e isto consegue-se através de uma dieta equilibrada, variada e saudável. A dieta do seu filho irá mudar depois de um transplante renal.


    RECOMENDAÇÕES GERAIS


    Proteínas. Nos primeiros 6 meses após o transplante, o seu filho deverá consumir mais proteínas. Irá ajudá-lo a recuperar da cirurgia e a compensar os efeitos secundários da prednisona. As melhores fontes de proteínas são:

    • Carne, peixe, aves
    • Lacticínios pouco gordos (leite, iogurte, queijo)
    • Ovos
    • Nozes
    • Feijão, lentilhas, ervilhas
    • Soja, leite de soja, tofu
    Saúde dos ossos. A utilização prolongada de prednisona poderá aumentar o risco de osteoporose (enfraquecimento dos ossos) e de fracturas ósseas. Por isso, é muito importante o consumo de vitamina D e de cálcio a partir da alimentação. Os seguintes alimentos são boas fontes de cálcio:

    • Leite
    • Queijo
    • Iogurte
    • Salmão ou sardinhas enlatadas (com espinha)
    • Sumo de laranja com cálcio adicionado

    Sempre que possível, escolha produtos lácteos com baixo teor de gordura, o que ajuda a controlar o aumento de peso e a promover uma dieta saudável.

    Também será necessário aumentar o consumo de fósforo na dieta do seu filho. Os seguintes alimentos são boas fontes de fósforo:

    • Lacticínios
    • Nozes e manteiga de amendoim
    • Feijão, lentilhas, ervilhas
    • Sementes
    Potássio. O seu filho poderá consumir alimentos ricos em potássio normalmente.


    Sódio. Em geral, não existem restrições de sal após o transplante. Mas em algumas crianças, poderá ser uma das recomendações. A prednisona pode causar a acumulação de líquidos no organismo. Limitando o sal na alimentação vai ajudar a controlar a retenção de líquidos e a tensão arterial. Os seguintes alimentos são ricos em sódio:

    • Sal
    • Carnes curadas (bacon, fiambre)
    • Sopas de lata ou de pacote
    • Comida étnica: chinesa, japonesa, mexicana, italiana
    • Molhos
    • Pratos pré-preparados

    Pergunte ao seu médico se é necessário restringir o consumo de sal. Em bebés com transplantes renais, poderá ser necessário adicionar sal à sua dieta, para manter uma boa circulação sanguínea para o novo rim.

    Dieta do coração. Alguns medicamentos podem aumentar os níveis de colesterol os quais, por sua vez, aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Assim, para diminuir os níveis de colesterol:

    • Limite o consumo total de gorduras, em especial das gorduras saturadas (gorduras animais). Escolha lacticínios pouco gordos (leite, queijo, iogurte) e carnes magras.
    • Evite as gorduras animais, banha, óleo de palma e de coco
    • Prefira azeite e óleo de canola e margarinas não hidrogenadas
    • Aumente o consumo de alimentos com elevado teor de fibras. As fibras ajudam a que o colesterol não seja absorvido. Exemplos de alimentos ricos em fibras: frutos e vegetais frescos e produtos integrais

    Higiene alimentar. Os medicamentos pós-transplante aumentam o risco de o seu filho contrair infecções, por isso é muito importante prevenir doenças que possam surgir através dos alimentos. É importantíssimo ter cuidado no manuseamento dos alimentos!

    • Lave as mãos frequentemente. Lave sempre antes de preparar alimentos.
    • Lave as frutas e os vegetais em água corrente.
    • Utilize tábuas diferentes para preparar alimentos crus e carnes cruas.
    • Desinfecte o lava-loiças e as tábuas de corte.
    • Utilize um termómetro para confirmar a temperatura das carnes cozinhadas.
    • Carnes como hamburger e salsichas devem ser bem cozinhadas.
    • Não partilhe utensílios, talheres ou comida.
    • Não consumir os seguintes alimentos crus: ovos, leite não pasteurizado, marisco e aves.

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Células Estaminais podem gradualmente substituir medicamentos anti-rejeição para os pacientes transplantados renais

    8 de maio de 2008

    Estudo procura eliminar os medicamentos anti-rejeição na sequência do transplante renal

    Na sequência de um transplante torna-se necessário tomar medicamentos anti-rejeição, mas o uso prolongado destes medicamentos pode provocar efeitos secundários importantes, incluindo infecções, doenças cardíacas e mesmo cancro.

    Uma equipa liderada por Joshua Miller, MD, um investigador da Northwestern University’s Feinberg School of Medicine, está a trabalhar com o departamento de transplantação do Northwestern Memorial Hospital, para encontrar sujeitos que se qualifiquem para nova investigação que procura transplantar células estaminais da medula do dador de rim no receptor, com a esperança de gradualmente eliminar a necessidade de medicamentos anti-rejeição. Se esta investigação tiver sucesso, pode significar uma mudança dramática na qualidade pós transplante dos receptores de órgãos.

    O Northwestern é o único centro em Chicago e um dos quatro centros americanos que estão a investigar este tema. A Escola de Medicina de Fenberg recebeu um subsídio de 2.5 milhões de USD, para um período de 4 anos, do Instituto nacional de saúde americano para envolver 20 pacientes neste estudo, intitulado "Células estaminais do dador, compatibilidade, células T/B, Regulação em transplantes renais com HLA idênticos".

    Os primeiros indíviduos a participar no estudo fizeram o transplante no dia 10 de janeiro. Sharon Flood of Pingree Grove doou o rim ao seu irmão Steven Yelk of Gurnee, que sofria de Doença Poliquística Renal (PKD), que causa quistos que se preenchem com líquido que formam os rins. Eventualmente, estes quistos ter-se-ão sobreposto ao tecido renal saudável e os rins falharam. " A nossa família é muito unida e existem vários irmãos e irmãs, senti-me lisonjeada por ser compatível e poder ajudar o Steven", comentou Sharon antes da cirurgia.

    Joseph Leventhal, MD, PhD, cirurgião de transplantes, e professor associado de cirurgia na Northwestern University's Feinberg School of Medicine e director do programa de dador vivo no transplante renal no Northwestern Memorial Hospital, fez a cirurgia ao dador enquanto que Michael Abecassis, MD, MBA, chefe da divisão de transplantação realizou a cirurgia do receptor.
    "A cirurgia foi um sucesso, tudo correu de acordo com o planeado e o novo rim está a funcionar muito bem", disse o Dr.Abecassis. A partir daqui o receptor do rim irá começar a parte experimental do estudo.

    Este estudo está aberto a pares de dador-receptor com HLA's totalmente idênticos (100% compatíveis). HLA ou Antigénos Leucocitários Humanos, é um grupo de proteínas que se encontram na superfície dos glóbulos brancos e desempenham um papel muito importante na resposta imunitária do organismo a substâncias estranhas. Estes antigénos variam de pessoa para pessoa, e antes do transplante é efectuado um teste para avaliar da compatibilidade HLA, ou seja se os tecidos do dador e receptor são compatíveis.

    Este estudo é limitado a pares de dador-receptor 100% idênticos porque geneticamente estes pares possuem maiores semelhanças ao nível dos marcadores imunológicos comparativamente a pares que não sejam 100% compatíveis. Porque esta população é a que tem a relação genética mais próxima, possuem as melhores hipóteses de sucesso neste estudo.

    De um modo geral pares com HLA idênticos têm taxas de rejeição pós transplante renal muito baixas, no entanto e até agora, ainda assim precisavam de medicamentos imunossupressores para toda a vida.

    Como funciona?


    As células estaminais formam-se na medula e são células sanguíneas comuns a partir das quais se formam outras células especificas, tais como as células imunitárias. Estas células estaminais são consideradas importantes na prevenção da rejeição no pós-transplante renal. Ao transplantar estas células do dador do rim no receptor, o estudo procura provar que as células estaminais vão amadurecer no corpo do receptor e irão permitir que o seu sistema imunitário aceite o novo órgão como se fosse do próprio.

    Para o dador do rim, a cirurgia laparoscópica é efectuada da maneira habitual. Depois do rim ser removido, é extraído medula óssea dos ossos da bacia do dador. Cerca de 3 meses após a cirurgia, o dador sujeita-se a dois procedimentos chamados de leucaférese, em dois dias distintos, onde as células estaminais extraídas da medula são retiradas para serem dadas no receptor do rim de modo a ajudar o seu corpo a adaptar-se ao transplante.

    Aproximadamente um mês antes do transplante, o receptor é sujeito a leucaférese para retirar glóbulos brancos que são armazenados num laboratório para análises futuras. Depois do transplante, o receptor recebe quatro infusões separadas de células estaminais do dador.

    As células estaminais são injectadas no receptor por via intravenosa num procedimento que demora cerca de 15 minutos. A primeira infusão é feita 5 dias após o transplante, a próxima cerca de 3 meses depois, a seguinte 6 meses depois e finalmente a última 9 meses após o transplante. Durante este período o receptor é tratado com Campath-1H, um anticorpo potente utilizado de forma corrente no Northwestern Hospital para prevenir as rejeições, juntamente com outros medicamentos anti-rejeição standard.

    Cerca de uma ano após a cirurgia, é retirada ao paciente transplantado um medicamento anti-rejeição, e depois outro. Em simultâneo são efectuados testes para assegurar que o receptor está a aceitar bem o novo rim.

    "Esta é uma área de investigação extremamente interessante que se apresenta promissora no caso de sucesso", refere o Dr. Abecassis. "Estamos muito entusiasmados por sermos o único centro nesta região a apresentar esta solução aos pacientes que se qualifiquem para este tratamento."

    Fonte:
    http://www.sciencedaily.com/releases/2008/01/080123125623.htm

    Como funcionam os rins?

    6 de maio de 2008

    Artigo bastante acessível, explícito e em Português sobre o funcionamento dos rins em:

    http://saude.hsw.uol.com.br/rins.htm

    Rim artificial com células humanas permite que órgão doente se recupere

    5 de maio de 2008

    Estudos preliminares realizados com um rim artificial que incorpora células vivas indicam que ele pode reduzir as mortes por falência renal aguda em 50%, informaram pesquisadores em Michigan. O uso do rim artificial seria de curto prazo (até três dias) para permitir que o órgão doente recupere sua função.

    Ler notícia.

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com a pele

    2 de maio de 2008

    Os doentes transplantados têm um maior risco de desenvolver cancro de pele na idade adulta. A medicação pós-transplante, que permite que o rim do seu filho funcione e sobreviva, aumenta o risco de cancro de pele. Isto é sobretudo verdade nas zonas com muito sol. É muito importante que a criança com um transplante renal e as suas famílias saibam como se proteger do sol. Isto deve ser feito antes e após o transplante. As crianças com muitos sinais ou sinais fora do normal devem ser vistas por um dermatologista antes do transplante.

    A prevenção do cancro de pele implica o uso diário de um protector com um factor de protecção solar (SPF) igual ou superior a 30. A roupa deve ser de manga comprida, preferencialmente com um tecido espesso, e a criança deverá usar um chapéu de abas largas. Deve evitar-se o sol directo entre as 10 da manhã e as 4 da tarde, tanto quanto possível. Os solários devem ser evitados.

    Os pacientes transplantados podem ter problemas com verrugas. Podem ter mais verrugas e maiores, que demoram mais a desaparecer e são mais difíceis de tratar. A medicação pós-transplante pode fazer com que o seu filho tenha mais dificuldade em combater o vírus que provoca as verrugas. Se o seu filho já tiver muitas verrugas antes do transplante ou se forem dolorosas, deverá ser visto por um dermatologista que tenha experiência em lidar com verrugas em crianças.

    Sites úteis (em inglês):
    http://www.itscc.org/
    http://www.scopnetwork.com/

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Identificada proteína que mata células do rim de diabéticos

    30 de abril de 2008

    Diabetes é a causa mais frequente de insuficiência renal que necessita de diálise

    Um grupo de investigadores do Departamento de Medicina da Universidade Autónoma de Madrid (UAM) conseguiu identificar uma proteína que desempenha um papel-chave no suicídio das células do rim que ocorre em decorrência do diabetes.

    O diabetes é a causa mais frequente de insuficiência renal que requer diálise. Nesta doença as células do rim se suicidam por estarem imersas em um ambiente hostil, o que causa a perda progressiva da função renal.

    Ler notícia completa em:

    http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid160510,0.htm

    Governo aprova diploma que estabelece regime jurídico da qualidade e segurança da dávida e colheira de orgãos

    28 de abril de 2008

    O Governo aprovou na passada 5ª feira uma proposta de lei que estabelece o regime jurídico de qualidade e segurança da dádiva, colheita e distribuição de órgãos, para «assegurar um elevado nível de protecção da saúde pública» e evitar transmissão de doenças.

    Ler notícia.

    Pode ajudar?

    26 de abril de 2008

    Recebemos o seguinte e-mail da família da Carolina Lucas, com o pedido de divulgação de duas iniciativas:


    (clicar na imagem para mais informações)

    Pode ajudar?

    25 de abril de 2008

    Recebemos o seguinte e-mail do José Leones Lima, com um pedido de ajuda:


    Poderia vossa excelência por solidariedade, adquirir um exemplar da minha segunda obra “O Doce Amargo da Conquista”, romance com 281 páginas, cujo preço é de 14,00 euros cada, mais gastos de envio via CTT à cobrança.

    Tenho 52 anos e sou paraplégico com 80% de deficiência, mas recentemente "liguei" Viana do Castelo a Faro em cadeira de rodas, protestando ao longo de 800 km pela vergonhosa falta de igualdade de oportunidades.

    Estou consciente de que o eco do meu pedido de ajuda, apenas tocará uma minoria de corações, porém se fizer parte dessa minoria, poderei viver com dignidade e em 2008 estar de novo em prova, desta vez de Tuy em Espanha até Faro, juntamente com mais 19 deficientes, lutando por uma igualdade de oportunidades equilibrada e como treino para os Jogos Paralímpicos de 2012 em Londres.

    Aceitamos sócios, inscrevam-se no clube VPCR (Volta a Portugal em Cadeira de Rodas), em: http://vpcr.planetaclix.pt/

    Visitem o meu Site: http://webleones.home.sapo.pt/

    Cumprimentos

    J Leones Lima

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com os olhos

    24 de abril de 2008

    Um dos efeitos secundários da prednisona é o possível de aparecimento de cataratas nos olhos. Por isso, todas as crianças devem fazer exames oftalmológicos anuais, com dilatação da retina, durante o tratamento com prednisona. Se o seu filho se queixar de visão desfocada, é aconselhável consultar o oftalmologista.



    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Parlamento Europeu pede sistema de doação de órgãos

    23 de abril de 2008

    O Parlamento Europeu propôs hoje a criação de um «cartão de dador europeu» e de uma linha directa, com um número único, para transplantes de órgãos, manifestando a sua preocupação com a «escassez crónica de órgãos» na Europa

    A assembleia, reunida em Estrasburgo, aprovou por esmagadora maioria - 653 votos a favor, 14 contra e 16 abstenções - um relatório da comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu que sublinha as «diferenças significativas» na União Europeia relativamente à origem dos órgãos (dadores falecidos ou vivos), as grandes diferenças entre Estados-Membros no que respeita ao aumento do número de dadores e as discrepâncias quanto aos requisitos de qualidade e de segurança.

    Os eurodeputados esperam que a Comissão Europeia apresente uma proposta de directiva (lei comunitária) que estabeleça requisitos de qualidade e de segurança para a dádiva, o fornecimento, os ensaios, a conservação, o transporte e a distribuição de órgãos na UE e os recursos necessários para responder a estes requisitos.

    Os eurodeputados apelam à criação de um «cartão de dador europeu», em complemento dos sistemas nacionais existentes, e de uma «linha directa» para transplantações, com um número único, gerida por uma organização nacional responsável por transplantações, nos casos em que exista tal organização.

    A ideia é que esta linha esteja operacional 24 horas por dia e seja confiada a profissionais com uma formação adequada e com experiência, capazes de fornecerem rapidamente informações médicas e legais relevantes e precisas.

    O Parlamento Europeu salienta que é necessário zelar por que as doações de órgãos continuem a ter um «carácter estritamente não comercial», sendo para tal imperioso garantir que «a doação de órgãos é efectuada de forma altruísta e voluntária, excluindo pagamentos entre dadores e destinatários, sendo qualquer pagamento estritamente limitado às despesas e incómodos relativos à dádiva».

    Segundo o relatório da Comissão da Saúde Pública do PE, há mais de 60 mil pacientes a aguardar transplantações em listas de espera na Europa e um número significativo de pacientes morre em consequência da escassez crónica de órgãos.

    A taxa de mortalidade dos pacientes que aguardam um transplante de um coração, de um fígado ou de um pulmão situa-se entre os 15 e os 30%.

    Fonte:
    http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=15569

    Site informativo

    22 de abril de 2008

    A Fresenius Portugal lançou recentemente um novo site com Informação e Suporte para o Insuficiente Renal e Família. Contém os seguintes tópicos:


    1. O rim e a insuficiência renal
    1.1 Como funciona o seu rim
    1.2 O que é a insuficiência renal
    1.3 Sintomas


    2. Opções de tratamento
    2.1 Viver com um "rim" que nunca pensou vir a ter
    2.2 Hemodiálise
    2.3 Diálise peritoneal
    2.4 Transplante


    3. Viver com insuficiência renal


    4. Situações de emergência


    5. Nutrição e alimentação
    5.1 Nutrição em hemodiálise
    5.2 Nutrição em diálise peritoneal


    6. Férias e deslocações
    6.1 Programa de hemodiálise
    6.2 Programa de diálise peritoneal


    Veja aqui: http://www.fresenius-medical-care.pt/utentes/homepage/homepage.html

    Rodrigues Pena substitui Eduardo Barroso

    21 de abril de 2008

    A ministra da Saúde confirmou, este sábado, que Rodrigues Pena vai substituir Eduardo Barroso na presidência da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação. Ana Jorge destacou a «larga experiência» na área do transplante do novo presidente.


    Ler notícia.


    Mais informações aqui.

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com os dentes

    18 de abril de 2008

    Porque é que o meu filho precisa de cuidados dentários antes e depois do transplante renal?

    A boca possui um grande número de bactérias. O uso de medicamentos no pós transplante, nomeadamente os imunossupressores faz com que o organismo tenha mais dificuldade em combater as infecções.

    Um dente com cárie pode tornar-se num abcesso se o sistema imunitário estiver debilitado. Alguns dos medicamentos usados depois do transplante, tais como o Neoral (ciclosporina) e o Norvasc (amlodipina), podem causar inchaço das gengivas. Isto por sua vez, pode tornar-se numa doença crónica das gengivas. É importante que a sua criança vá ao dentista antes do transplante. Deve ter sempre os dentes limpos e as cavidades preenchidas.

    O que posso fazer em casa para manter os dentes do meu filho saudáveis?

    Deve incentivá-lo a lavar e passar o fio dental nos dentes frequentemente. O seu filho deve, ainda, fazer uma revisão no dentista de 6 em 6 meses após o transplante.
    Espere 3 meses após o transplante para o levar ao dentista, a não ser que seja uma emergência.

    O que devo fazer se o meu filho tiver uma marcação no dentista?

    O seu filho deve tomar antibióticos antes do dentista efectuar qualquer tratamento. Desta forma, será menor a probabilidade de infecção na boca ou gengivas durante o tratamento. Isso ajudará a proteger o seu filho. Ajudará a que tenha uma boa higiene dentária e a prevenir infecções.


    Lembre-se que são recomendados os passos seguinte para qualquer tratamento dentário:

    1. Marque uma consulta com o dentista.

    2. Avise o dentista que o seu filho fez um transplante de rim e que está a tomar medicamentos por causa do transplante.

    3. O seu filho precisará de tomar uma dose de antibiótico antes de lhe ser feito qualquer tratamento dentário. Isto inclui a limpeza dos dentes. Inclui também tratamentos ortodônticos. O antibiótico é normalmente dado pela boca 1 hora antes do tratamento dentário.
    Provavelmente terá de telefonar ao médico da criança ou mesmo ao nefrologista a solicitar uma prescrição para o antibiótico.

    E se o meu filho necessitar de um aparelho dentário depois do transplante?

    Muitas crianças e adolescentes usam aparelho depois do transplante sem qualquer problema. Se for necessário realizar muitos tratamentos, o seu filho apenas deverá tomar antibióticos antes dos mesmos.


    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Doação de progenitor diminui a espera

    17 de abril de 2008

    A responsabilidade de retirar um rim a um dador vivo fez com que só em 2006 se concretizasse a doação paternal. Comprovado o sucesso, o serviço de Nefrologia Pediátrica do Hospital Maria Pia conseguiu reduzir para menos de um ano o tempo de espera para transplante em crianças.

    A doação de rins dos pais para os filhos com doenças urológicas ajudou o Hospital Maria Pia, no Porto, a reduzir para menos de um ano a lista de espera nos transplantes em crianças. Desde 2006, altura em que os especialistas desta unidade consideraram estar preparados o suficiente e em consciência para o fazer, houve seis progenitores que decidiram doar um dos seus rins, permitindo assim diminuir o tempo de espera médio por um transplante.“Deixámos de ter listas de espera de anos para agora ser de meses, nunca mais do que um ano”, confirmou ao JANEIRO o director do serviço de Nefrologia Pediátrica, Elói Pereira, que classificou a doação de um rim por parte de uma pessoa viva como “um gesto de amor supremo e genuíno”.

    Em 2006, três mães doaram um rim aos filhos, enquanto em 2007 dois pais e uma mãe fizeram o mesmo, contribuindo para que todas as crianças que entram com problemas de insuficiência renal terminal – uma média de seis a oito crianças por ano – sejam transplantadas em menos de 12 meses pela equipa especializada do Hospital de Santo António, que colabora com a instituição pediátrica. Neste momento há apenas quatro crianças a fazer hemodiálise no Maria Pia – chegaram a ser 12 ao mesmo tempo – e Elói Pereira afirma que “a situação é gratificante” e “os resultados são excelentes porque há uma compatibilidade entre pais e filhos, apesar de nem sempre isso acontecer, que garante um maior sucesso da durabilidade do transplante pelo facto de ser familiar”.

    Se todo o processo é favorável, por que é que só em 2006 começaram a ter dadores vivos? O responsável do serviço explicou que se trata de um transplante de “muita exigência”, com a “consciência de que se está a retirar um rim de uma pessoa saudável para aplicar noutra”. “Só retiramos o rim de uma pessoa viva se soubermos que realmente vai ter sucesso. É uma grandessíssima responsabilidade e era preciso que as equipas de transplante e nefrologia pediátrica estivessem suficientemente e consistentemente preparados para o fazer”, frisou. Para além disso, afirmou o médico ao nosso jornal, “não havia a coragem de fazer a proposta aos pais”, pelo que “era só por uma questão de insistência da parte deles”. Na época em que os médicos portugueses apresentavam ainda muitas reservas, alguns pais foram ao estrangeiro para concretizar a operação. “Acabámos por verificar que a experiência era excelente, o transplante de dador vivo para crianças deixou de ser episódico e agora os nossos resultados são dos melhores que há em comparação com outros países”, disse o director do serviço. A criança tem prioridade sobre os adultos na espera pelo rim a transplantar, algo que Elói Pereira considera “uma vantagem de direito próprio e que se respeita”, mas contribui também para que o número de transplantes em adultos nunca satisfaça a procura. “Não há crianças que esperam mais do que um ano neste hospital, mas o número de crianças é significativamente mais reduzido que o número de adultos com problemas”, ressalvou.

    O Hospital Maria Pia está a comemorar os 25 anos do serviço de Nefrologia Pediátrica, que permitiu que as crianças deixassem de estar “de maneira desadequada” nos serviços de adultos. “Não fazia sentido que crianças com oito anos estivessem a fazer hemodiálise ao lado de pessoas de idade com outro tipo de problemas”, disse Elói Pereira. Para assinalar as bodas de prata do serviço será lançado o CD-ROM “De pequenino se olha pela saúde dos rins do menino”, direccionado para clínicos gerais, médicos de família e pediatras da comunidade, com orientações para uma detecção precoce, vigilância e encaminhamento da patologia do rim e aparelho urinário. A 3 e 4 de Outubro, para assinalar o primeiro tratamento com hemodiálise, haverá uma reunião anual de nefrologia pediátrica com convidados nacionais e estrangeiros, com o tema “Doenças hereditárias e rim”. No dia seguinte, actuais e antigos doentes e médicos e enfermeiros que trabalham e trabalharam no serviço farão um passeio fluvial.

    Fonte: O Primeiro de Janeiro

    Nova esperança para crianças com tumores renais

    16 de abril de 2008

    Especialistas do St. Jude Children's Research Hospital demonstraram que, em crianças com tumor de Wilms bilateral, é possível manter uma função renal normal em ambos os rins, através de uma técnica designada por "bilateral nephron-sparing surgery" (cirurgia de conservação dos nefrónios). Esta cirurgia pretende remover o tumor maligno, mas conservando a maior quantidade possível de tecido renal saudável.

    Tradicionalmente nestes casos, um dos rins ou ambos são retirados, com o objectivo de erradicar o cancro. Se for retirado um rim e o cancro ressurgir no outro, existe uma grande probabilidade de perder a função renal. Se ambos os rins forem removidos, a criança tem que fazer diálise e esperar por um transplante renal. É frequente os médicos partirem do princípio que, apenas pela análise das imagens dos rins, é impossível remover o tumor e, simultaneamente, preservar a parte do rim não afectada, mas o nosso estudo indica que os cirurgiões não deverão confiar apenas nas imagens para tomar essa decisão, afirma Andrew Davidoff, o responsável pela divisão de Cirurgia Geral Pediátrica do Hospital St. Jude.

    O tumor de Wilms é o terceiro tumor sólido mais comum em crianças, com aproximadamente 500 casos diagnosticados anualmente nos EUA. Destes, apenas 5 a 7% desenvolvem tumores em ambos os rins.

    Ler notícia.

    Portugal apoia Cabo Verde na criação do 1º serviço hemodiálise

    14 de abril de 2008

    Portugal vai apoiar Cabo Verde na instalação da primeira unidade de hemodiálise no país, para reduzir o número de doentes que se deslocam ao estrangeiro para fazer o tratamento.


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    Saúde Portugal Expo & Conferências 2008

    11 de abril de 2008

    O Saúde Portugal Expo & Conferências 2008, a ter lugar de 10 a 13 de Abril de 2008, na Cordoaria Nacional, em Lisboa, visa contribuir para a promoção da saúde dos portugueses. Através de acções de informação e educação para a saúde, irá procurar sensibilizar a população para a prevenção, diagnóstico precoce, eliminação de factores de risco e adopção de estilos de vida saudáveis.


    Hoje, dia 11 de Abril, às 19h00, integrado 2º Fórum Nacional das Associações de Doentes irá decorrer uma Conferência com o tema "Transplantação e Doação de Órgãos em Vida", que contará com a presença do Dr. Domingos Machado, responsável pela Unidade de Transplantação do Hospital de Santa Cruz e do Sr. Carlos Silva, presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais. A APIR também irá marcar presença através de um stand.


    A entrada é gratuita!
    Mais informações aqui.

    Seis transplantes simultâneos de rins

    10 de abril de 2008

    Cirurgiões do Hospital Johns Hopkins, no estado norte-americano de Maryland, realizaram seis transplantes simultâneos de rins, numa operação que durou dez horas e envolveu nove equipas, foi hoje anunciado.

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    7 de Abril - Dia Mundial da Saúde

    7 de abril de 2008


    O Dia Mundial da Saúde, este ano, foca o tema "a protecção da Saúde dos efeitos das alterações climáticas".

    Pretende-se alertar a opinião pública para a tomada de consciência dos efeitos que as alterações climáticas produzem na Saúde e promover a colaboração e intervenção por parte do cidadão em geral.

    A sessão comemorativa do Dia Mundial da Saúde realiza-se hoje dia 7 de Abril de 2008, às 10h30, no Auditório do INFARMED - Parque da Saúde. Durante o evento, serão galardoadas várias personalidades que desempenham um papel importante na Saúde em Portugal.

    Doses baixas de imunossupressores na fase inicial do pós-transplante renal apresenta melhores resultados

    3 de abril de 2008

    Um estudo realizado por investigadores suecos descobriu que uma dose baixa de imunossupressores na fase inicial do pós-transplante renal, nomeadamente uma dose baixa de tacrolimus (prograf) pode oferecer algumas vantagens de curto prazo relativamente a outros regimes.

    Pacientes que receberam uma dose inicial de tacrolimus baixa apresentavam uma taxa de filtração glomerular (GFR) mais elevada, menos rejeição aguda comprovada por biópsia e uma taxa de sobrevivência do enxerto (rim) significativamente mais elevada do que noutros regimes, nomedamente no regime com baixas doses de ciclosporina (Neoral ou Sandimune) ou Sirolimus (Rapamune) ou mesmo face a um regime com doses standard de ciclosporina.

    Estes resultados foram reportados por Henrik Ekberg, M.D., Ph.D., da Universidade de Lund (Suécia), na 20ª edição do New England Journal of Medicine.

    "Reduzir os efeitos tóxicos dos regimes de imunossupressão tornou-se o principal objectivo de tratamento nos receptores de transplantes,", disseram os autores. "As nossas descobertas representam mais um avanço nas estratégias de redução dos efeitos secundários".

    Contudo estas descobertas podem meramente confirmar aquilo que é a prática clínica para muitos nefrologistas americanos, comentou Alan Leichtman, M.D., da universidade de Michigan, no editorial.

    "As doses nos níveis mais baixos eram muito, muito semelhantes às doses convencionais, especialmente às doses convencionais de Tacrolimus, que muitos programas utilizam," disse ele. "E, de facto, alguns programas incluindo o meu próprio têm objectivado níveis mais baixos de tacrolimus do que aqueles que são alcançados no estudo." Além disso, a boa interacção entre o micofenolato mofetil (Cellcept) e o tacrolimus (Prograf) torna provável que a exposição ao micofenolato mofetil fosse consideravelmente mais elevada no grupo tratado com tacrolimus do que nos outros 3 grupos, disse ele, o que pode ter contribuido para a maior eficácia.

    Estudos anteriores, embora não tão bem conduzidos, também relataram benefícios para os regimes com tacrolimus.

    O estudo em causa teve em conta 1.645 receptores adultos de rins em 15 países e em 4 regimes de imunossupressão diferentes.
    Um grupo recebeu as doses de ciclosporina convencionais (níveis entre 150 e 300 ng/mL durante 3 meses e depois entre 100 e 200 ng/mL) com corticóides e micofenolato mofetil (Cellcept, 2 gr/dia), mas sem anticorpos antilinfócitários durante a indução.

    Os outros grupos receberam daclizumab (zenapax), micofenolato mofetil (2gr/dia), corticóides e baixas doses de ciclosporina (nível entre 50 e 100 ng/mL) ou tacrolimus (nível entre 3 e 7 ng/mL) ou sirolimus (nível entre 4 e 8 ng/mL). Estes níveis eram tipicamente atingidos, embora os níveis médios tendessem a estar no limite superior do esperado.


    Um ano depois do transplante, os grupos analisados diferiam em termos de função renal (P<0.001 de modo geral) com benefícios clínicos significativos para o regime com tacrolimus face aos restantes. A taxa de filtração glomerular esperada era:

    • 65.4 mL/min no regime com baixas doses de tacrolimus.
    • 57.1 mL/min no regime com ciclosporina em doses convencionais (P<0.001 versus tacrolimus).
    • 56.7 mL/min no regime com baixas doses de sirolimus (P<0.001 versus tacrolimus).
    • 59.4 mL/min no regime com baixas doses de ciclosporina (P=0.001 versus tacrolimus).

    Aos 6 meses, a rejeição aguda provada por biópsia no regime com tacrolimus era cerca de metade da observada no regime com doses standard de ciclosporina e cerca de um terço relativamente à observada no regime com sirolimus (11.3% versus 24%, 21.9%, e 35.3%, respectivamente, P<0.001>Da mesma forma, um ano após, a rejeição provada por biópsia era 12.3% com o tacrolimus comparado com 25.8%, 24%, e 37.2%, respectivamente (P<0.001 para todos).

    Entre outras coisas, os investigadores observaram:
    • Uma maior sobrevivência do órgão com baixas doses de tacrolimus do que com doses standard de ciclosporina ou baixas doses de sirolimus (96.4% versus 91.9% e 91.7%, both P=0.007).
    • Não haver diferenças na taxa de sobrevivência dos pacientes entre os grupos.
    • Uma menor taxa de insucesso no tratamento com baixas doses de tacrolimus do que com baixas doses de sirolimus (12.2% versus 35.8%, P<0.001).
    • Atraso no funcionamento do órgão de dadores cadáveres foi mais comum no grupo com baixas doses de tacrolimus do que no grupo com baixas doses de sirolimus (35.7% versus 21.1%, P=0.001).

    Os efeitos secundários adversos eram mais frequentes com sirolimus (53.2% versus 43.4% a 44.3%), mas a proporção de pacientes com pelo menos um efeito secundário adverso era similar entre os grupos (86.3% a 90.5%).

    Novos pacientes com diabetes (8.4% versus 4.2% a 6.6%) e diarreia (25.3% versus 13% to 19.5%) eram mais prováveis com o tacrolimus.

    A diabetes relacionada com o tacrolimus é mais frequente entre os pacientes de raça negra, referiu o Dr. Leichtman, mas menos do que 2% da amostra era de raça negra comparando com 15% a 30% dos pacientes que realizam um transplante de rim nos Estados Unidos. Assim, "se estes protocolos fossem reptidos noutras populações", referiu o Dr.Leichtman, "pode concluir-se eventualmente que a experiência realizada pelos investigadores sobrestimaram a sua eficácia e subestimaram o potencial para o desenvolvimento de diabetes entre os pacientes tratados com tacrolimus".

    Esta diferença e a menor percentagem de pacientes com insuficência renal terminal derivada de diabetes mellitus do que a que existe nos Estados Unidos pode limitar a generalização destas conclusões, referiu ainda.
    Além do mais, o efeito a longo prazo de baixas doses de indução é ainda uma questão em aberto, concluiu o Dr.Leichtman. "O estudo não responde por exemplo à questão se as baixas doses iniciais de tacrolimus resultariam numa maior eficácia na conservação da função renal a longo prazo e na redução dos seus efeitos tóxicos", concluiu.


    Ler artigo (em inglês).

    Cientistas criam rins em ratos com células estaminais

    1 de abril de 2008

    Cientistas da Universidade de Tóquio anunciaram recentemente que conseguiram gerar rins e pâncreas em ratos mediante células estaminais embrionárias, informou a agência local Kyodo.

    Este passo foi dado em ratos modificados para crescer sem esses órgãos, através da injecção de células estaminais embrionárias procedentes de outros ratos.

    Os investigadores indicaram que esperam que este avanço possa ser aplicado no futuro em humanos, segundo a Kyodo. As células estaminais têm a capacidade de evoluir e transformar-se em células específicas como ósseas, musculares ou neurónios, segundo os cientistas.

    A pesquisa dos cientistas japoneses foi apresentada em Nagóia, durante uma reunião da Sociedade de Medicina Regenerativa do Japão.



    Fonte: Diário Digital

    Erros clínicos causam três mil mortes em Portugal (indicam estatísticas americanas)

    29 de março de 2008

    Em Portugal, existem mais mortes associadas a erros médicos do que em acidentes de aviação. Estima-se que, todos os anos, três mil portugueses sejam vítimas de erros médicos, como indicam estatísticas norte-americanas recentemente divulgadas.

    Para resolver esta situação, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) revela que um seguro de responsabilidade civil pode ser a solução ideal para quem perde a saúde nos hospitais portugueses.

    O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, aceita a obrigatoriedade dos seguros de responsabilidade civil, contestando, no entanto, a estimativa que aponta para a morte de três mil portugueses por erros médicos.

    Pedro Nunes esclarece que em Portugal não existe um número elevado de vítimas de erros médicos, tal como acontece nos Estados Unidos.

    Um dos casos mais divulgados pelos órgãos de comunicação social sobre esta temática remonta a 1993, altura em que um doente foi operado a uma úlcera no Hospital Espírito Santo, em Évora, e ficou com uma pinça no abdómen.

    O erro clínico provocou graves complicações ao doente, mas só passados 12 anos o médico que o operou foi julgado.

    A Deco pretende uma alteração de paradigma, tal como já acontece nos restantes países europeus, a fim de que os doentes tenham sempre direito a uma indemnização desde que se prove que foram vítimas de erros médicos.


    Fonte: Fábrica de conteúdos

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Vacinas

    28 de março de 2008

    1. Porque é que o meu filho precisa de vacinas?

    As vacinas protegem a criança de contrair doenças graves. Algumas crianças com doenças renais poderão ter falhado alguma vacina, quer por estarem doentes na altura própria de as receber, ou por estarem a tomar medicações que inibem o sistema imunitário. Antes de um transplante, a criança deverá ter as suas vacinas em dia. É conveniente perguntar ao pediatra e à equipa de transplante quais são as vacinas que a criança necessita antes do transplante.

    2. Quando se devem reinicar as vacinas após o transplante?

    Depois do transplante, o seu filho irá tomar medicamentos que inibem o seu sistema imunitário, o que o impede de responder às vacinas. Pergunte ao médico nefrologista sobre a melhor altura para reiniciar as vacinas após o transplante. Este prazo poderá variar entre 3 e 9 meses sensivelmente, dependendo dos medicamentos que está a tomar.

    3. Que vacinas é que o meu filho pode receber depois do transplante?

    O seu filho NÃO deverá levar vacinas vivas, tais como:
    • Varíola
    • Sarampo
    • Papeira
    • Rubéola
    • Poliomielite (vacina oral)
    • Varicela (Alguns hospitais optam por permitir esta vacina após o transplante; confirme com o seu médico)

    As vacinas que o seu filho PODE levar são as seguintes (mortas):

    • Poliomielite (vacina injectável)
    • Hepatite B
    • Reforço de Tétano / Difteria
    • Vacina da Gripe
    • Pneumovax (vacina anti-pneumocócica)
    • Hepatite A
    • Teste de Tuberculina ou Teste de Mantoux (não se trata de uma vacina, mas de um teste para verificar se a criança esteve exposta à Tuberculose).

    Confirme sempre com a sua equipa de transplante antes de dar alguma vacina ao seu filho.

    4. E se planearmos uma viagem ao estrangeiro?

    Se planear uma viagem a um qualquer país estrangeiro que exiga qualquer uma destas vacinas ou outras, desde que de vírus vivos, por favor contacte a equipa do transplante. É conveniente que lhe deêm um relatório que explique a situação do seu filho.

    5. E se outras crianças da família forem vacinadas?

    Outros membros da família não devem receber também a a vacina oral contra a poliomielite. Apenas é permitida a forma inactiva da vacina. Fale com o médico antes de dar a vacina da varicela a outros membros da família, uma vez que esta é feita de vírus vivos. Não existe perigo se outras crianças da família forem vacinadas contra o sarampo e/ou rubéola.

    6. E se na escola houver outras crianças que tenham sido vacinadas com vírus vivos?

    Fale com a educadora/professora sobre a situação do seu filho. Pergunte ao médico se o seu filho pode estar junto de outras crianças que tenham tomado a vacina oral da polio ou outras de vírus vivos.

    Consulte aqui o Plano Nacional de Vacinação em Portugal.

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Antibióticos não previnem infecções do tracto urinário em crianças

    27 de março de 2008

    A administração de antibióticos a crianças que sofrem de infecções recorrentes do tracto urinário não previne o seu aparecimento e pode aumentar o risco de resistência dos doentes a esses medicamentos. Um estudo publicado do “Journal of the American Medical Association” diz mesmo que a toma de antibióticos profiláticos nestas condições aumenta 7,5 vezes o risco de resistência.

    Os especialistas são da opinião que os médicos devem esclarecer os pais acerca dos benefícios, mas também das desvantagens, inerentes à utilização de antibióticos para prevenir a infecção urinária recorrente nas crianças, antes de lhes prescreverem o tratamento. Alguns pediatras mostraram-se satisfeitos com a descoberta porque, dizem, poderá acabar por melhorar a prática actual. “É uma óptima notícia para nós porque muitas crianças tomam antibióticos durante demasiado tempo, podendo tornar-se resistentes, o que tem sido um problema crescente”, afirmou Fabienne Wheeler, pediatra no Centro Hospitalar Northern Westchester, em Mount Kisco, Nova Iorque.

    Cerca de 3 a 7 por cento das raparigas abaixo dos 6 anos de idade, e 1 a 2 por cento dos rapazes nessa faixa etária, têm a primeira infecção do tracto urinário (ITU) por volta dos 6 anos, o que representa mais de 180 mil crianças todos os anos. A Academia Americana de Pediatria recomenda que, como parte do tratamento e diagnóstico, seja realizado um estudo imagiológico para avaliar a presença e intensidade de refluxo vesico-ureteral, já que 30 a 40 por cento das crianças com ITU apresentam uma alteração nesse refluxo. Caso se confirme a existência desta condição, por norma, é recomendado o tratamento diário com antibióticos numa tentativa de prevenir futuras ITU.

    Esta nova investigação sugere que não existem provas suficientes de que a presença de refluxo vesico-ureteral represente um factor de risco das infecções urinárias recorrentes. Para levar a cabo esta pesquisa, os cientistas observaram 611 crianças, menores de seis anos de idade, que já tinham tido a primeira ITU, e 83 crianças que sofriam de infecções urinárias recorrentes. Os resultados deram a conhecer vários factores associados a um aumento de desenvolver infecções urinárias recorrentes, entre os quais o facto de ser caucasiano, que quase duplica a probabilidade; ter entre 3 e 4 anos de idade, o que triplica o risco; ter entre os 4 e os 5 anos, o que duplica 2,5 vezes o risco; ou ter um nível de refluxo vesico-ureteral entre o 4 e o 5, situação que aumenta quatro vezes a probabilidade.

    Por sua vez, a ingestão de uma dose preventiva de antibióticos não foi associada a uma diminuição do risco de infecções urinárias recorrentes. Nesse sentido, Patrick H. Conway, o principal responsável pelo estudo, recomenda que os riscos e benefícios dos antibióticos sejam discutidos com as famílias para que estas “decidam se devem ser administrados antibióticos diariamente ou apenas vigiados os sintomas”. Para além disso, o especialista espera que este estudo possa ser tido em conta pela Academia Americana de Pediatria para que esta reveja as suas recomendações.

    Fonte: farmacia.com.pt

    O nosso Miguelito está prestes a ser transplantado..Força Miguel!!

    25 de março de 2008

    Surpresa das surpresas o nosso Miguelito, filho da Marta Campos, recebeu esta noite a chamada para ser transplantado. Está neste momento no Hospital de Sta Cruz, e deverá ser transplantado nas próximas horas. Estava já tudo pronto para ser a Marta a doar o seu rim no próximo dia 02/04, mas quis o destino que tal não acontecesse.

    Só nos resta fazer uma corrente positiva pelo nosso Miguel.
    FORÇA!! Estamos todos a torcer por vós.

    Se quiserem seguir todos os passos desta "aventura" vão a:
    http://otransplante.blogspot.com/