Primeiro transplante renal de doação cruzada começará a fazer-se em Espanha no princípio de 2009

2 de outubro de 2008

O primeiro transplante renal de "doação cruzada" em Espanha efectuar-se-á no princípio de 2009, para o que já existem cerca de 30 pares candidatos que, ao não serem compatíveis com o receptor, poderão trocar os seus rins com outro par na mesma situação, anunciou o director da Organização Nacional de Transplantes, Rafael Matesanz.

O programa de "doação cruzada" poderá aumentar em 30% os transplantes de rim de dador vivo e aplica-se aos casos em que existe incompatibilidade de grupo sanguíneo, ou porque o receptor desenvolveu anticorpos contra o dador, entre outras questões, afirmou Matesanz.

Iniciar-se-á, em princípio, nos seis hospitais espanhóis com mais experiência de dador vivo: o Hospital Clínico e a Fundação Puigvert de Barcelona, o 12 de Outubro em Madrid, o Juan Canalejo na Corunha, o Virgem das Neves de Granada e o Virgem de Rocio em Sevilha.

Posteriormente, numa segunda fase, o sistema cruzado estender-se-á a toda a Espanha, sublinhou o director da ONT. Matesanz explicou ainda que a "doação cruzada" se produz quando existe incompatibilidade entre dador e receptor, por exemplo num par em que um deles quer doar ao outro que precisa de um rim. Então, esse par entrará numa base de dados nacional para poder trocar o seu rim em qualquer lugar do país. O acolhimento do programa, que reuniu as diferentes equipas médicas, foi excelente por parte das famílias dos doentes, já que supõe uma "esperança" e representa mais uma porta aberta.

Até agora, cerca de 30 pares são candidatos, uns já totalmente comprometidos e outros estão ainda a preparar-se para a "doação cruzada", que já se faz nos EUA, Coreia e Holanda. Para levá-la a cabo, segundo Matesanz, é necessário fazer os dois transplantes ao mesmo tempo, para que ninguém se arrependa, e com todas as garantias legais e éticas. O Director da ONT quis lançar uma mensagem de optimismo e de esperança para todos aqueles que precisam de um transplante renal, porque cada vez têm mais possibilidades, e insistiu na doação de rins de dador vivo.

É necessário informar a população de que o dador vivo também existe e que, realmente, é a melhor solução para muitas pessoas que padecem de insuficiência renal Hoje em dia, quando uma pessoa tem insuficência renal, o melhor tratamento que se lhe pode oferecer é um transplante de dador vivo antes de começar a diálise, algo que não tem discussão começando pela estatística, afirmou.

O funcionamento de um rim de dador vivo é, em média de 19 anos, enquanto que se for de um cadáver, a média seria de 12 anos. Por isso, pediu que todas aquelas pessoas doentes que têm na sua família, a possibilidade de que alguém lhes possa dar um rim, que o faça, em especial para os jovens e os diabéticos, que beneficiariam muitíssimo de um transplante antes de começar a diálise.

Fonte:
http://actualidad.terra.es/sociedad/articulo/trasplante-renal-donacion-cruzada-hara-2754724.htm

Transplantados renais sem acompanhamento na prevenção do cancro de pele

30 de setembro de 2008

Os pacientes transplantados renais, um dos grupos com maior risco de contrair cancro de pele, não são suficientemente informados ou monitorizados em relação a esta doença.

Os transplantados têm 3 vezes maior probabilidade de desenvolver cancro de pele do que a generalidade da população, isto porque os medicamentos imunossupressores, que evitam que o organismo rejeite o órgão transplantado, também aumentam o risco de cancro de pele.

Estes são os resultados de um estudo publicado no British Journal of Dermatology, que avaliou 56 centros de transplante britânicos, em comparação com a prática comum na Austrália. Concluíram que no Reino Unido, apenas 66% dos centros fazem exames anuais de detecção de cancro de pele, contra 97% dos centros australianos. Destes, apenas 59% (39% do total) realizam exames de pele completos, quando está provado que 20% dos cancros de pele não-melanoma, surgem em zonas do corpo que estão cobertas pela roupa. O recomendável é que todos os exames que são realizados, avaliem o corpo inteiro, em particular zonas que o próprio doente não consegue ver, como as costas.

Dos médicos do Reino Unido que realizam estes exames, 81% não são dermatologistas, e 30% não receberam formação específica para realizarem estes procedimentos.

A maior parte das informações e recomendações são transmitidas oralmente. Idealmente, todos os pacientes devem receber informação escrita, pois a informação verbal que é transmitida numa altura de grande stress, juntamente com muitas outras informações médicas e medicamentosas, pode ser facilmente esquecida.

Fonte: http://www.medicalnewstoday.com/articles/120276.php

E agora perguntamos: e em Portugal, como funciona?

Niki Lauda

29 de setembro de 2008

A vida, de vez em quando, reserva-nos uma surpresa. Que o diga o ex-campeão mundial de Fórmula 1, o austríaco Niki Lauda, que aos 59 anos casou com uma hospedeira, de 29. Lauda conheceu-a quando a jovem lhe doou um rim para lhe salvar a vida. Ela chama-se Birgit Wetzinger. O ex-piloto de Ferrari e da MacLaren, campeão do Mundo por três vezes, em 1974, 1977 e 1984, classifica-a como "uma heroína".

"Sem ela, eu hoje não estaria vivo", afirmou Lauda, que foi submetido a nova operação em 2005, depois de o rim doado pelo seu irmão, Florian, oito anos antes, ter deixado de funcionar. Birgit, hospedeira, que trabalhava na companhia aérea de Niki Lauda, foi a sua salvação.

O casamento de Niki Lauda e Birgit Wetzinger celebrou-se em Viena, Áustria, no passado dia 25 de Agosto em total intimidade, tendo estado presentes apenas as testemunhas dos noivos. De facto, o piloto sempre foi muito cuidadoso no que se refere à sua vida privada.

Agora, está feliz e muito apaixonado: "Amo a Birgit. Ela é a mulher perfeita com quem quero partilhar o resto da minha vida", afirmou à imprensa austríaca o lendário piloto de Fórmula 1, quando se soube deste seu casamento.

Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=0AF0D8DF-227B-4093-BD47-7908C82FF8B8&channelid=00000091-0000-0000-0000-000000000091

Peritos em transplantes reuniram-se em Oviedo para debater as causas de rejeição de órgãos transplantados

26 de setembro de 2008

O Hospital Universitário Central das Astúrias de Oviedo acolheu no dia 23 deste mês uma reunião de peritos organizada pela Rede de Investigação Renal (REDinREN) do Instituto de Saúde Carlos III para debater sobre as causas que provocam a rejeição dos órgãos transplantados em alguns pacientes e o desenvolvimento de novos biomarcadores.

Entre 10% a 15% dos órgãos transplantados rejeitam-se de maneira aguda, mas uma grande maioria dos enxertos acabariam sendo rejeitados a médio e longo prazo, daí a necessidade de avaliar possíveis tratamentos que induzam o corpo humano a ter uma maior tolerância com o novo órgão transplantado.

Actualmente, os órgãos transplantados procedentes de cadáver duram em termos médios cerca de 10 anos, número que alcança os 15-20 anos se o órgão procede de um dador vivo, dada a dificuldade de reduzir o máximo possível a medicação imunosupressora que recebe o paciente, o mesmo é dizer, a quantidade de fármacos que se lhes dá para que o seu organismo não rejeite o órgão.

Segundo assinalaram os organizadores deste encontro em comunicado, também há que reduzir os efeitos negativos que tem a referida medicação, pelo que os biomarcadores ajudam a conhecer o estado de degradação do órgão transplantado e consequentemente servirão para tomar medidas que melhoram tanto a duração do órgão como a qualidade de vida do paciente.

Entre os que se estão a investigar com êxito na actualidade, estes peritos destacaram o seguimento do aparecimento de anticorpos anti HLA ou não antiHLA anteriores ao enxerto ou na evolução do transplante (MICA e MICB), que consiste em detectar no sangue anticorpos preexistentes e/ou que não estavam antes de se realizar o transplante e que podem ter efeitos mortíferos sobre o enxerto.

Contudo, não existem biomarcadores sensíveis e que rapidamente advirtam os médicos de que o dano está a começar, que a medicação imunosupressora é pouca, ou pelo contrário, de que é excessiva. "Apesar de tudo, muito está ainda por fazer para conseguir resultados verdadeiramente satisfatórios, particularmente aos 10 anos pós-trasplante", asseguraram.


Fonte:
http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/763100/09/08/Expertos-en-trasplantes-se-reuniran-en-Oviedo-para-debatir-las-causas-del-rechazo-de-organos-trasplantados.html

Fabricar órgãos a partir das células das pessoas

25 de setembro de 2008

O Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa é a sede da investigação portuguesa na área de reconstrução de tecidos, nomeadamente ossos, pele e cartilagens. Um rede coordenada por Rui Reis, director do Grupo 3B's da Universidade do Minho.

O Expertissues - Instituto Europeu de Excelência de Medicina Regenerativa de Tecidos, onde trabalham 120 investigadores de 20 países, vai inaugurar oficialmente o novo edifício no AvePark, nas Caldas das Taipas, Guimarães, para onde se mudou no início do primeiro semestre deste ano, em Novembro, disse ao DN o seu director, Rui Reis. Com 21 grupos de investigação europeus espalhados por 13 países, é a sede de uma rede de excelência na área da reconstrução de tecidos, nomeadamente ossos, pele e cartilagens.

"Queremos fazer coisas para melhorar a qualidade de vida das pessoas, desenvolvendo novos tratamentos para e melhorar determinados procedimentos cirúrgicos. Pretendemos alterar radicalmente aquilo que hoje em se faz, a substituição pela regeneração. Ou seja, conseguir fazer pedaços de tecidos, de órgãos ou eventualmente um dia órgãos completos a partir das células das próprias pessoas e de materiais, aumentando a longevidade e a qualidade de vida. Já conseguimos fazer algumas destas coisas em laboratório com animais", explicou o director do instituto.

Fonte: http://dn.sapo.pt/2008/09/20/ciencia/fabricar_orgaos_a_partir_celulas_pes.html

Registo Europeu de Crianças e Jovens Insuficientes Renais

22 de setembro de 2008

Tenho o enorme gosto de divulgar aqui os dados do primeiro registo europeu de crianças e jovens insuficientes renais (em diálise ou transplantados) apresentado em Lyon na última reunião da ESPN (Sociedade Europeia de Nefrologia Pediátrica). Como podem ver, o nosso foi um dos únicos 9 países que apresentou dados em quantidade adequada. Em comparação com outros países, os nosso números são sobreponíveis.

http://www.espn-reg.org/

A recolha dos dados significou um trabalho notável, não só dos vários grupos europeus, como também dos serviços centrais da ESPN, mas é absolutamente vital para se entender a realidade europeia nesta matéria e saber onde se deve investir, corrigir, informar.

Em Portugal, foi a Direcção da Secção de Nefrologia Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Pediatria que fez o levantamento com o apoio dos Hospitias e Unidades envolvidos.

Aqui fica para conhecimento de todos.

Um abraço.

Sumos alteram eficácia de medicamentos

Uma equipa de cientistas norte-americanos e canadianos descobriu que os sumos de toranja, laranja e maçã podem alterar o efeito de determinados medicamentos, reduzindo a sua eficácia.
Os investigadores levaram a cabo este estudo com base em pacientes medicados com anti-histamínicos, usado para as alergias, onde alguns voluntários tomaram o remédio com água e outros com sumo de toranja.

Com este estudo, os cientistas detectaram que o principal ingrediente activo de toranja reduz para metade a absorção do medicamento. Também os sumos de maçã e de laranja podem, de igual modo, diminuir a absorção de alguns remédios passados à corrente sanguínea através do intestino.

Deste modo, os investigadores assinalam que os medicamentos cujo efeito pode ser afectado por estes sumos são os receitados para doenças cardíacas, para o tratamento de cancros e para a hipertensão e infecções.

Todavia, os cientistas referem que estes resultados são apenas “a ponta do iceberg”, na medida em que outros medicamentos poderão ter o seu efeito reduzido com o ingerir de sumos de toranja, laranja e maçã.

Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=9D1A3170-8E5F-4E47-9362-0281DBC6E97E

NOTA: Para os transplantados em tratamento com Prograf, está escrito na bula do medicamento: "Deve evitar comer toranja ou beber sumo de toranja durante o tratamento com Prograf." Não devem esquecer de ler sempre as instruções antes de iniciar um tratamento novo!!

Os rins com tumores pequenos são viáveis para transplante

19 de setembro de 2008

Um estudo realizado na Austrália sugere que a disponibilidade de rins para transplante aumentaria se se utilizassem os rins que se extraem devido a tumores pequenos, sugeriu um estudo australiano. O maior desafio no transplante renal é a baixa disponibilidade de órgãos, destacou a equipa dirigida pelo doutor David L.Nicol, do Hospital Princess Alexandra em Brisbane.

O uso de rins "marginais" provenientes de dadores cadáveres é uma das estratégias utilizadas para resolver esse problema, no entanto a literatura publicada indica que os resultados podem ser superiores com rins de dadores vivos ainda que não geneticamente relacionados. Para muitos pacientes não existe um dador vivo adequado. Isto é especialmente problemático para os mais velhos e para os que têm mais do que uma doença e que podem morrer enquanto esperam pelo órgão de dador cadáver, explicaram os autores.

A equipa estudou a evolução de 43 pacientes, os quais foram transplantados com rins que tinham tido tumores pequenos. Os órgãos pertenciam a 38 pacientes aos quais se havia extirpado os rins por possibilidade de cancro de células renais e a três dadores cadáveres. Após a cirurgia para extirpar-lhes o tumor, transplantaram-se os rins. A maioria dos receptores tinham mais de 60 anos e muitos padeciam de várias doenças. Quatro pacientes morreram por outras causas. O resto dos pacientes manteve o rim transplantado em funcionamento durante os 32 meses de seguimento.

Os testes de controle trimestral revelaram a recorrência tumoral em um paciente, o qual surgiu nove anos após o transplante e o paciente manteve-se estável durante os últimos 18 meses, explicou a equipa. "A nossa experiência sugere que os rins de pacientes com tumorres renais pequenos que consentiram a nefrectomia (extirpação) radical seria uma fonte valiosa para muitos pacientes com insuficência renal em estado terminal e que, até agora, não tinha sido estudada", senteciaram.

Fonte: http://www.elconfidencial.com/cache/2008/08/27/salud_93_rinones_tumores_pequenos_viables_trasplante.html

Transplantes de partes de animais em humanos em estão perto de se tornar realidade

18 de setembro de 2008

Vasos sanguíneos, tendões e bexigas de animais serão usados em humanos pela primeira vez, depois de uma reviravolta na área de cirurgias de transplante, conforme noticia o jornal "Daily Mail". Cientistas britânicos conseguiram resolver o problema da rejeição, o que impedia que partes de animais pudessem ser usadas em pessoas.


De acordo com as expectativas de médicos, as crianças poderão receber válvulas cardíacas de porcos, as quais poderiam desenvolver-se dentro delas, evitando a necessidade de repetidas cirurgias. Pessoas com problemas de visão poderiam receber córneas novas. Além disso, tecidos como ligamentos, que apresentavam sérios problemas para reparação, poderiam agora ser substituídos.

O método consiste em retirar, com ajuda de tratamentos químicos, as células do tecido animal, configurando assim uma plataforma biológica que fornece a estrutura que já não carrega os factores que poderiam fazem com que o corpo do receptor rejeitasse o transplante. Quando essa plataforma é inserida cirurgicamente no corpo do paciente, as suas células são estimuladas a crescer dentro dela e a criar um novo tecido.


Segundo os cientistas, o facto de as próprias células preencherem a plataforma para criar o novo tecido faz com que não haja risco de rejeição, deixando que os tecidos sejam capazes de se regenerar e terem mais durabilidade.

Para John Fisher, engenheiro biológico da Universidade de Leeds, um dos líderes da pesquisa, disse acreditar que os primeiros testes em humanos já comecem no próximo ano. "O problema que os cirurgiões sempre tiveram que enfrentar com tecidos transplantados era o risco da rejeição pelo corpo do paciente. Todos os tecidos carregam mensagens nas suas superfícies, que as identificam como estranhos ao corpo do paciente quando eles são transplantados, e isto faz com que o sistema imunológico os ataque", explicou. "Agora podemos pegar num tecido de um animal e remover todas as suas células que carregam os sinais que alertam o sistema imunológico", completou.

Os cientistas, que formaram um empresa, a Tissue Regenix, estão a trabalhar com o apoio do órgão do governo britânico responsável por transplantes. As crianças são o alvo principal das pesquisas.

Fontes:

Alemanha - Um tratamento revolucionário pode reduzir a medicação crónica dos pacientes transplantados

16 de setembro de 2008

Um tratamento revolucionário baseado em "células reguladoras feitas à medida" poderia reduzir a medicação crónica que ingerem os pacientes com transplante de órgãos para que o seu corpo não o rejeite, segundo manifestaram peritos da Universidade de Schles-Holstein em Kiel (Alemanha) no número de agosto da publicação "Transplant International".

Esta técnica implica colher células brancas do sangue do receptor do órgão e expô-las a um processo complexo em que se incluem células do dador vivo ou morto. Depois, estas células administram-se ao paciente.

Segundo os peritos, até agora a única opção para estes pacientes é ingerir um "cocktail de medicamentos para o resto da sua vida". Além disso, salientam que estes fármacos podem causar efeitos secundários e nem sempre evitam o processo destrutivo de "rejeição crónica" que caracteriza a falha do órgão transplantado.

Na 1ª fase dos ensaios clínicos, 12 pacientes receberam rins de dadores falecidos, e administrou-se-lhes as células juntamente com os fármacos usados contra a rejeição dos órgãos.

Os peritos assinalaram que 10 dos pacientes deixaram de ingerir os fármacos durante um período de oito semanas. Os médicos conseguiram ainda que seis deles se submetessem a uma monoterapia de tacrolimus, menos intrusiva e com menos efeitos secundários.

Por outro lado, numa segunda fase, cinco pacientes receberam o tratamento depois de se submeter à cirugia de transplante de rim de um dador vivo. Um dos pacientes chegou a permanecer durante oito meses sem os fármacos, e três deles apenas se submeteram a monoterapia de tacrolimus.

Os especialistas concluiram que a investigação mostra que aplicar esta terapia aos pacientes antes do transplante de rim é uma opção segura.

Fonte: http://ecodiario.eleconomista.es/salud/noticias/694746/08/08/Alemania-Un-tratamiento-revolucionario-podria-reducir-la-medicacion-cronica-de-los-pacientes-con-trasplante-de-organo.html

Empresa israelita desenvolve "pacemaker renal"

15 de setembro de 2008

Uma empresa de investigação israelita, a Nephera, desenvolveu uma solução que considera "revolucionária": um "pacemaker renal", que pode prolongar a vida do rim antes de ser necessário recorrer a soluções como transplante ou diálise.

Este aparelho, um implante com uma pequena bomba, pode aumentar o ritmo de perfusão de um rim doente dos 30 para os 60% e tem uma validade de 4 a 5 anos depois de ser colocado no organismo. Funciona criando uma pressão negativa em redor do rim (um efeito de vácuo), o que aumenta o fluxo sanguíneo no rim, provocando um efeito terapêutico. Esta pressão aumentada melhora a taxa de filtrado glomerular, um indicador da capacidade de filtração do rim.

Se os estudos clínicos correrem como o previsto, este novo implante poderá estar disponível na Europa dentro de 3 anos.

Fonte: http://www.israel21c.org/bin/en.jsp?enDispWho=Articles%5El2194&enPage=BlankPage&enDisplay=view&enDispWhat=object&enVersion=0&enZone=Health

II Jogos Nacionais

12 de setembro de 2008

Os II Jogos Nacionais do Grupo Desportivo de Transplantados de Portugal vão realizar-se no dia 14 de Setembro de 2008 no Estádio 1º de Maio - INATEL, em Lisboa.

Os Jogos contam com as modalidades de Futebol 5, Atletismo, Caminhada, Ténis, Ténis de Mesa e Jogos Tradicionais.

As inscrições estão abertas a transplantados e candidatos ao mesmo e ainda aos seus familiares e amigos.

Mais informações aqui.

O Vaticano condenou o tráfico de órgãos

A congregação para a evangelização dos povos do Vaticano denunciou num relatório especial os escandalosos números do tráfico de órgãos, que "vale" 32 mil milhões de dólares.

Milhares esperam por um transplante

A congregação acaba de editar um "dossier" sobre o tema, em que recolhe dados institucionais sobre o fenómeno intimamente relacionado com o tráfico de seres humanos. Actualmente na Europa cerca de 60 mil pessoas esperam um dador para substituir um dos seus órgãos, o que provoca a morte de 10 pessoas por dia.

"A comercialização e o tráfico aumentam rapidamente", indicou.

10% ilegal

"A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, dos 66 mil transplantes de rim efectuados no mundo em 2007, cerca de 10% seriam ilegais", revela o texto.

Por um transplante ilegal pode pagar-se até 120 mil dólares, enquanto que a procura de órgãos cresce 33% ao ano e a oferta de dadores apenas 2%. As listas de espera são angustiantes.

Segundo o estudo, o órgão mais traficado é o rim, porque é fácil de tirar e conservar, além de que assegura a sobrevivência do dador.

Os que mais pedem

Os especialistas defendem que os maiores pedidos provêm de Israel, Japão, África do Sul e Estados Unidos, enquanto que os dadores são fundamentelamente originários do Brasil, Índia, Paquistão e Filipinas.

Para o Departamento de Saúde filipino, o preço de um rim estima-se em torno dos $3.600, dos quais o dador recebe apenas um terço e os outros dois terços vão para os intermediários.

Segundo um estudo recente da OMS, inúmeros sítios na internet filipinos propõem "pacotes transplante" que vão desde 70 mil até 160 mil dólares.

Mercado "sem escrúpulos"


A existência de cirurgias "sem escrúpulos" em alguns países (Turquia, Índia e Perú) permitiu o nascimento de um tráfico ilegal, o que envolve a profissão médica e os países que o toleram, revela o dossier.

"Este tráfico explora indigentes desesperados, obrigados a ceder a preços reduzidos um órgão, o qual é revendido juntamente com uma intervenção cirúrgica clandestina, a preços que oscilam entre 100 mil e 200 mil dólares", advertiu.

Calcula-se que em Bombaim (Índia) se pague ao dador por um rim cerca de $1.000 e em Manila (Filipinas) cerca de $2.000; na Moldávia uns $3 mil, enquanto que na América Latina se estima pagamentos até cerca de $10 mil.

Crime contra a humanidade

"Este fenómeno deveria ser considerado como um verdadeiro crime contra a humanidade e, como tal, perseguido em cada país do mundo", ponderou.

Seja quem for que decida, mesmo sofrendo, ao explorar a pobreza adquirindo um órgão em benefício próprio, torna-se culpado de um crime gravíssimo", concluiu.

Fonte: http://www.univision.com/content/content.jhtml?cid=1657490

Dez europeus morrem por dia à espera de um transplante

11 de setembro de 2008

Apesar de na Europa os transplantes continuarem a aumentar, onde a Espanha é líder no número de intervenções, cerca de 10 europeus morrem por dia à espera de receber um órgão, número que aumenta se tivermos em conta que nem todos os doentes que poderiam beneficiar deste tratamento estão em lista de espera, tendo em conta a escassez de órgãos existente.

O Registo Mundial de Transplantes, gerido pela Organização Nacional de Transplantes (de Espanha) e a Organização Mundial de Saúde, informaram que, segundo os últimos dados, realizaram-se em todo o mundo 96 820 transplantes.

A Espanha, que continua a ser o primeiro país em número de transplantes, alcançou em 2007 um recorde histórico no número de dadores, ao alcançar um total de 1 550, o que supõe uma média de 34,3 dadores por milhão de habitantes.

Deste modo, puderam realizar-se 3 829 transplantes, dos quais 2 210 foram de rim, 1 112 de fígado e 185 de pulmão, alcançando números históricos. A estes, juntam-se 241 transplantes cardíacos, 76 de pâncreas e 5 de intestino.

Apesar dos bons resultados, a ONT estipulou como objectivo alcançar nos próximos anos os 4o dadores por milhão de habitantes. Para o conseguir, realizará diversas campanhas para fomentar a doação cruzada, de dador vivo e com coração parado.

Relativamente aos níveis do resto da Europa, o continente tem apresentado um crescimento do número total de transplantes, com 28 090 intervenções, o que traduz uma melhoria na gestão dos recursos e aumento da doação em vida.

Contudo, o continente registou pelo segundo ano consecutivo uma ligeira descida da taxa de doação de órgãos, que se situa em 16,8 por milhão de habitantes, comparativamente aos 17,8 de 2006 e os 18,8 de 2005. Além disso, desceu o número total de dadores relativamente ao mesmo período do ano passado, situando-se em 8 293, menos 406.

À diminuição do número de doações juntou-se o aumento da população da UE e a incorporação de alguns países como a Bulgária ou a Roménia, onde esta é uma prática incipiente.

Fonte: http://www.prnoticias.es/content/view/10018947/227/

Cientistas criam colete que permite 'diálise móvel'

9 de setembro de 2008

Um colete que carrega um aparelho portátil de diálise é a promessa de seus inventores para melhorar a qualidade de vida de pacientes com problemas nas funções renais.

A peça contém uma versão em miniatura do maquinário de hospital requerido para limpar o sangue de pacientes cujos rins perderam a capacidade de extrair as toxinas do sangue, elevando o nível de substâncias indesejadas no corpo a perigosos patamares.

Batizada de Awak (sigla para Automated Wearable Artificial Kidney, ou Rim Artificial Automatizado Móvel), o colete funciona utilizando um método de diálise peritoneal de filtração do sangue.

Neste tipo de diálise, um líquido é introduzido através de um cateter na cavidade abdominal. À medida que circula e entra em contato com o peritônio, uma membrana que recobre esta área, o líquido absorve as toxinas do sangue. O líquido é então retirado e jogado fora.

Entretanto, os equipamentos disponíveis hoje em dia requerem grandes quantidades de líquido - cerca de oito litros - para cada sessão de cerca de cinco horas. A novidade do colete é que a substância é reciclada e então reintroduzida no corpo, requerendo apenas cerca de um litro, afirmam os cientistas.

"Vamos revolucionar o cenário para o tratamento de pacientes com doenças crônicas renais. Eles terão diálise contínua e não precisarão fazer as três visitas semanais aos centros de diálise", afirmou o médico Gordon Ku, empresa da Awak Technologies, empresa de Cingapura que desenvolveu o colete em parceira com a Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

No tratamento mais comum, pacientes com problemas crônicos renais se submetem à hemodiálise, que utiliza um rim artificial com capacidade de filtração igual à do rim humano. A desvantagem é que o organismo permanece sem filtragem durante todo o tempo em que a troca não estiver sendo realizada.

Os criadores do Awak dizem que o dispositivo providencia a remoção permanente das toxinas, mantendo um estado metabólico e bioquímico constante e evitando "choques", ou mudanças abruptas nesses parâmetros.

A empresa de Singapura afirmou que os pedidos de licenciamento e as certificações do colete e os últimos testes clínicos com pacientes já estão em andamento.

Eles estimam que a comercialização do produto será iniciada em 2011, a um preço entre US$ 1,5 mil e US$ 2,5 mil (entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil).

Fonte:
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/09/04/cientistas_criam_colete_que_permite_dialise_movel_-548084151.asp

Dador vivo... canino?!?

8 de setembro de 2008

No passado dia 4 de Setembro realizou-se na University of Pennsylvania um transplante vital, mas nem o dador nem o receptor eram seres humanos!

O receptor, Tony, é um bull terrier de 14 meses e Zanzy, sua irmã, foi também a sua dadora! Ambos se encontram a recuperar bem.

Este transplante, embora não único, é extremamente raro, porque apenas os cães com laços familiares podem doar rins entre si.

Fonte: http://abclocal.go.com/wpvi/story?section=news/local&id=6371916

Infecção Urinária na Criança e no Jovem

5 de setembro de 2008

Documento Informativo do Serviço de Pediatria do Hospital de Évora, sobre as Infecções Urinárias em Crianças e Jovens, nomeadamente os Sintomas, Factores de Risco, Métodos de Diagnóstico, Tratamento, Exames Auxiliares, etc.

Saiba mais aqui: http://www.hevora.min-saude.pt/docs/pediatria/infeccoes_urinarias.pdf

Doentes em diálise vão ter novos fármacos gratuitos

4 de setembro de 2008

Os insuficientes renais crónicos em diálise vão ter acesso gratuito à metoxi polietilenoglicol-epoetina beta, darbepoetina alfa, epoetina alfa e epoetina beta, de acordo com o Despacho do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde publicado a 2 de Setembro, em Diário da República.

A partir de agora, todos os insuficientes renais crónicos em diálise beneficiários do Serviço Nacional de Saúde, independentemente de efectuarem tratamento em unidades hospitalares ou centros de diálise extra-hospitalares, terão acesso gratuito a estes medicamentos.

Fonte: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/mediamentos+dialise.htm

Parceria entre a vida e a máquina marca a rotina do dia-a-dia

2 de setembro de 2008

Sessões rotineiras de hemodiálise são uma exigência para cerca de 6500 doentes renais. O DN acompanhou o dia-a-dia de José Manuel.

Ler notícia: http://dn.sapo.pt/2008/08/24/sociedade/parceria_entre_a_vida_maquina_marca_.html

Testes de medicamentos em animais têm dias contados

1 de setembro de 2008

A grande aposta é o recurso à cultura de células estaminais humanas. Desenvolver modelos alternativos à utilização de animais, capazes de fornecer resultados fiáveis, através da cultura de células é o objectivo de um estudo que reúne investigadores portugueses e outros parceiros europeus. "Os fármacos antes de chegarem ao mercado passam por uma série de ensaios. Parte desses ensaios são feitos em animais", explica Paula Alves, directora do Laboratório de Tecnologia de Células Animais (LTCA), do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET) e do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), da Universidade Nova de Lisboa. "O que pretendemos com este estudo é fazer a substituição dos animais", refere.

Ler mais: http://dn.sapo.pt/2008/06/14/ciencia/testes_medicamentos_animais_dias_con.html