Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Nutrição e Dieta (parte 2)

15 de maio de 2008

O meu filho tem ganho peso depois do transplante. Isso é saudável?

Um problema comum com os pacientes transplantados é o ganho de peso em excesso. Relativamente aos bebés, às crianças e aos adolescentes, espera-se que ganhem peso à medida que crescem. É necessário para o seu crescimento. Mas facilmente podem também ganhar peso em excesso porque:

  • O seu filho pode comer novamente os seus alimentos favoritos.
  • O seu filho tem um apetite muito melhor.

  • A prednisona pode aumentar o apetite.

  • Os alimentos sabem melhor!

O comer em demasia e a falta de exercício conduzem à obesidade, a qual provoca tensão arterial elevada e diabetes, o que, por sua vez pode provocar ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Mesmo com um peso normal, os pacientes transplantados têm um maior risco de diabetes, colesterol elevado, e doença cardíaca, por várias razões. A obesidade acresce a este risco. Também pode afectar a auto-estima da criança, especialmente nos anos da adolescência.

Um estilo de vida saudável é a chave para controlar o ganho de peso do seu filho e reduzir o risco de doença cardíaca, o que inclui exercício físico regular e uma dieta saudável, equilibrada e baixa em gorduras.

Pode saber mais aqui: http://www.niddk.nih.gov/health/nutrit/pubs/helpchld.htm.


O que devo fazer para prevenir o ganho de peso excessivo?

O ganho de peso excessivo pode ser evitado. Tente estas estratégias para ajudar a sua criança a evitar o ganho de peso em excesso:

  • Limite os alimentos ricos em gordura: "fast food" (comida rápida), fritos, batatas fritas e outros alimentos ricos em gordura, bolos, donuts e pastelaria.

  • Evite açúcares "simples": açúcar, doces, coca-cola e beber demasiados sumos. Isto será ainda mais importante se a criança tiver o açúcar no sangue elevado, um efeito secundário possível devido à prednisona e a outros medicamentos do pós-transplante.

  • Deixe a criança ter 3 refeições principais. Apresente-lhe alimentos diversificados. Evite demasiados lanches intermédios.

  • Tenha vários tipos de lanche à mão, pobres em gorduras, para quando a criança não conseguir controlar a fome. Alguns exemplos poderão ser vegetais crus, frutas e pipocas sem sal e sem manteiga.

  • O exercício físico regular é uma parte muito importante para manter um peso saudável. Qualquer desporto deve ser discutido com a equipa de transplante. De modo geral, sugere-se que a criança tenha uma actividade física 3 vezes por semana durante, pelo menos, 30 minutos.
O médico do meu filho disse-nos que o rim transplantado está a demorar a começar a funcionar. Que dieta é boa para o meu filho?

Se o rim do seu filho tarda em começar a funcionar, então ele pode ter de permanecer com a dieta renal do pré-transplante. Isto significa limitar o sódio, potássio, fósforo e líquidos.
Mas à medida que o rim começa a funcionar, o seu filho poderá variar os alimentos que ingere.


O meu filho tinha restrição de líquidos antes do transplante? Será que, agora que o rim está a funcionar bem, o meu filho deverá ingerir mais líquidos?

Assim que o seu filho tenha uma função renal normal, terá de começar a beber mais líquidos, preferencialmente água, todos os dias. A quantidade de líquidos dependerá do seu peso. Quanto mais pesar, mais precisa de beber: possivelmente até 8 copos de líquidos por dia. A equipa de transplante procurará certificar-se de que entende as novas necessidades de líquidos da criança por altura do transplante. De um modo geral, é muito importante evitar que a criança desidrate, o que significa beber uma quantidade generosa de líquidos todos os dias.

O meu filho foi alimentado artificialmente durante muito tempo. Deverei parar a alimentação artificial depois do transplante?

Algumas crianças, em particular as crianças com menos de 5 anos, são alimentadas por sonda nasogástrica ou por gastrostomia antes do transplante. Essas crianças podem, inclusivé, nunca ter comido alimentos sólidos. Ou podem apenas petiscar comida de vez em quando, ao longo dos meses e anos antes do transplante. A boa notícia é que a maioria destas crianças que foram alimentadas artificialmente são capazes de começar a comer uma dieta normal depois do transplante.

Algumas crianças podem mesmo começar a comer normalmente logo a seguir ao transplante. Mas a maioria das crianças demorará algumas semanas ou meses para começar a reduzir a alimentação artificial e começar a comer normalmente. O leite utilizado para a alimentação artificial irá, muito provavelmente, mudar logo a seguir ao transplante. O novo leite terá quantidades normais de fósforo e potássio. Terá também quantidades mais elevadas de proteínas. Algumas crianças poderão precisar de terapia nutricional para as ajudar a comer normalmente. Em alguns casos, após o transplante, utiliza-se a sonda ou gastrostomia para fornecer mais líquidos à criança durante a noite.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Considerações sobre a medição da tensão arterial

Após o nosso post de ontem, recebemos a seguinte contribuição da Prof. Helena Jardim (médica nefrologista pediátrica e colaboradora do Criança & Rim), que aprofunda a questão da tensão arterial especificamente em crianças:

A pressão arterial na criança tem as suas particularidades, como quase tudo na criança, não? E ainda bem!

Os valores normais são diferentes dos do adulto e avaliam-se também em percentis, como o peso e a estatura. Penso que as directrizes que estão num dos links têm lá os valores normais. (http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008188.pdf,
a partir da pág. 29). Estes estão expressos não em função da idade, mas em função do percentil da estatura. Como podem concluir, facilmente, a pressão arterial varia em função da massa corporal e não da idade, porque claro, para cada idade há crianças de montes de tamanhos.

O tamanho da braçadeira com que se mede deve ser adequado ao tamanho da criança. Há, pelo menos, 3 tipos de braçadeiras pediátricas.

O melhor método para avaliar a pressão arterial é o método auscultatório, isto é, o que usa o estetoscópio. Dantes havia os aparelhos de mercúrio. Foram banidos por causa das regras europeias e da toxicidade do mercúrio. Eram muito fiáveis. A comunidade científica gostava tanto deles, que não houve grande tempo de validar outros antes de eles desaparecerem e actualmente considera-se que os aneróides (mostrador redondo) são os melhores.

Ao contrário do que possam pensar, os "Dinamap" todos electrónicos são mais úteis nas unidades de cuidados intensivos do que na consulta de ambulatório. Hoje em dia, para fazer o diagnóstico de hipertensão com rigor, usa-se a monitorização de 24 horas, também nas crianças. A partir dos 3 anos já colaboram muito bem. Os aparelhos de pulso também não estão validados para pediatria, sobretudo nos mais pequenitos.

Agora atenção a uma coisa muito importante: os valores de pressão considerados normais numa criança saudável podem não ser de aceitar numa criança com doença renal. Não há nada pior para um rim, que uma hipertensão sustentada, leva a esclerose glomerular e perda de rim funcionante. Assim, na criança com doença renal, a pressão deve manter-se abaixo do percentil 50, se quisermos preservar a função renal restante. Nestas crianças, qualquer saída do canal de percentil habitual de pressão arterial pode ser indicação para iniciar tratamento.

Como medir a tensão arterial?

14 de maio de 2008

A tensão arterial é a leitura da pressão exercida pelo sangue nas paredes das nossas artérias, englobando duas leituras:

Pressão sistólica – o valor de tensão mais elevado que se observa quando o coração se contrai e bombeia o sangue para as artérias.

Pressão diastólica – o valor mais baixo que corresponde ao enchimento do coração.

Como a pressão arterial pode ser afectada por um variado número que factores, há que "padronizar" o mais possível a sua medição.

Assim, é aconselhável ser a mesma pessoa a medir a tensão, usar o mesmo braço, o mesmo tempo de repouso, a mesma posição e ter as costas bem suportadas na posição de medição sentada.

Como fazer para medir a tensão arterial?

  1. Não medir a tensão arterial em situações de stress, ansiedade, febre ou mal-estar;
  2. Quando se dispuser a fazê-lo, deve manter-se pelo menos meia hora sem comer, sem beber e sem ter fumado;
  3. Evitar medir a tensão com a bexiga cheia;
  4. Fazer um breve período de repouso antes da medição (cerca de 5 minutos);
  5. Ao levantar a roupa para pôr a braçadeira, não deve ficar nenhuma peça a apertar-lhe o braço;
  6. Sentar-se confortavelmente e apoiar o braço, elevando-o de forma a colocar a braçadeira ao nível do coração;
  7. Utilizar um aparelho calibrado e uma braçadeira com as dimensões adequadas (existem braçadeiras próprias para crianças e bebés);
  8. Deve manter-se em silêncio durante a medição;
  9. Se necessário, faça duas medições e registe o valor da segunda medição (em geral, com valores inferiores) ou então realize 3 medições e registe média da 2ª e 3ª medições;
  10. É importante que faça o registo dos seus valores, de forma a calcular o seu padrão de tensão arterial e detectar eventuais desvios precocemente;
  11. Caso encontre valores elevados, repita a medição 6 horas depois e nas mesmas condições acima descritas.

Se já souber que tem hipertensão, a medição da tensão arterial deve ser feita amiudadas vezes (semanalmente, mensalmente, de acordo com a recomendação feita pelo médico).

Fontes:

Ministério da Saúde cria cargo de coordenador hospitalar de doação de órgãos e tecidos

13 de maio de 2008

O Ministério da Saúde criou os cargos de Coordenador Hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplantação e os Gabinetes Coordenadores de Colheita e Transplantação, segundo despacho publicado no dia 9/5/2008 em Diário da República.

O objectivo desta alteração é melhorar a organização de todo o sistema de doação, colheita e transplante, de modo a aumentar o número de doadores e órgãos disponíveis para a realização de transplantes aos doentes carenciados.

Ler notícia.

Ler Diário da República aqui.

Colóquio "Calcificação Vascular na Doença Renal Crónica" - dia 18/5/2008

12 de maio de 2008


As Direcções Nacionais da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e Associação de Doentes Renais do Norte de Portugal, ao organizarem conjuntamente o Colóquio subordinado ao tema "Calcificação Vascular na Doença Renal Crónica", pretendem levar ao conhecimento de todos os Insuficientes Renais Crónicos, seus familiares e técnicos desta área, as causas e as consequências dos problemas que afectam o IRC por estas disfunções.

Este evento, que terá lugar no Salão Nobre da Faculdade de Economia do Porto (Rua Dr. Roberto Frias/Traseiras do Hospital de S. João) e terá como palestrante o Prof. Doutor João Frazão, que dissertará sobre os seguintes temas:

  • Papel dos captadores de fósforo e o seu impacto na prevenção da calcificação vascular
    nos doentes em diálise – benefícios clínicos a médio e longo-prazo;

  • A importância do cumprimento das prescrições e recomendações médicas.
Inscreva-se numa destas Associações:



2º Aniversário do transplante

10 de maio de 2008


É com muita emoção que recordo este dia tão especial. A verdade é que o tempo passa a voar e parece que foi ontem. Vivíamos um misto de emoções, muita ansiedade, medo, mas também confiança e alegria por o tão esperado dia ter chegado. A verdade é que tudo não poderia ter corrido melhor, e só temos coisas boas a recordar.

Hoje o Gonçalo tem uma vida perfeitamente normal e nem se recorda da vida pré-transplante (até nós, e ainda bem). Já questionou porque tinha de ir tantas vezes ao dr. levar "picas" (uma vez por mês), e eu já tentei explicar-lhe que é por ele ter um rim muito especial, ao que ele me responde que os meninos que não levaram um rim não têm de levar estas "picas". Mas, sei que um dia ele irá compreender que este é o pequeno preço a pagar por uma vida mais saudável.

Quanto a mim que lhe doei o rim, nem me recordo disso. Tenho também uma vida normal e não sinto falta nenhuma do rim.

Aquilo que mais desejo a todos os meninos que esperam pelo seu dia é que ele chegue muito depressa, e aos pais que possam ajudar os seus filhos dando-lhes um rim, não esperem, esta é a maior prova de amor que podem dar aos vossos filhos e é com certeza o melhor rim que eles podem ter.

Quanto a nós, tenho a certeza que vamos comemorar este dia por muitos e muitos anos, com muita saúde.

Parabéns filho...parabéns RIM!

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Nutrição e Dieta (parte 1)

9 de maio de 2008

A dieta tem um papel muito importante na promoção da saúde e bem-estar após um transplante renal e isto consegue-se através de uma dieta equilibrada, variada e saudável. A dieta do seu filho irá mudar depois de um transplante renal.


RECOMENDAÇÕES GERAIS


Proteínas. Nos primeiros 6 meses após o transplante, o seu filho deverá consumir mais proteínas. Irá ajudá-lo a recuperar da cirurgia e a compensar os efeitos secundários da prednisona. As melhores fontes de proteínas são:

  • Carne, peixe, aves
  • Lacticínios pouco gordos (leite, iogurte, queijo)
  • Ovos
  • Nozes
  • Feijão, lentilhas, ervilhas
  • Soja, leite de soja, tofu
Saúde dos ossos. A utilização prolongada de prednisona poderá aumentar o risco de osteoporose (enfraquecimento dos ossos) e de fracturas ósseas. Por isso, é muito importante o consumo de vitamina D e de cálcio a partir da alimentação. Os seguintes alimentos são boas fontes de cálcio:

  • Leite
  • Queijo
  • Iogurte
  • Salmão ou sardinhas enlatadas (com espinha)
  • Sumo de laranja com cálcio adicionado

Sempre que possível, escolha produtos lácteos com baixo teor de gordura, o que ajuda a controlar o aumento de peso e a promover uma dieta saudável.

Também será necessário aumentar o consumo de fósforo na dieta do seu filho. Os seguintes alimentos são boas fontes de fósforo:

  • Lacticínios
  • Nozes e manteiga de amendoim
  • Feijão, lentilhas, ervilhas
  • Sementes
Potássio. O seu filho poderá consumir alimentos ricos em potássio normalmente.


Sódio. Em geral, não existem restrições de sal após o transplante. Mas em algumas crianças, poderá ser uma das recomendações. A prednisona pode causar a acumulação de líquidos no organismo. Limitando o sal na alimentação vai ajudar a controlar a retenção de líquidos e a tensão arterial. Os seguintes alimentos são ricos em sódio:

  • Sal
  • Carnes curadas (bacon, fiambre)
  • Sopas de lata ou de pacote
  • Comida étnica: chinesa, japonesa, mexicana, italiana
  • Molhos
  • Pratos pré-preparados

Pergunte ao seu médico se é necessário restringir o consumo de sal. Em bebés com transplantes renais, poderá ser necessário adicionar sal à sua dieta, para manter uma boa circulação sanguínea para o novo rim.

Dieta do coração. Alguns medicamentos podem aumentar os níveis de colesterol os quais, por sua vez, aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Assim, para diminuir os níveis de colesterol:

  • Limite o consumo total de gorduras, em especial das gorduras saturadas (gorduras animais). Escolha lacticínios pouco gordos (leite, queijo, iogurte) e carnes magras.
  • Evite as gorduras animais, banha, óleo de palma e de coco
  • Prefira azeite e óleo de canola e margarinas não hidrogenadas
  • Aumente o consumo de alimentos com elevado teor de fibras. As fibras ajudam a que o colesterol não seja absorvido. Exemplos de alimentos ricos em fibras: frutos e vegetais frescos e produtos integrais

Higiene alimentar. Os medicamentos pós-transplante aumentam o risco de o seu filho contrair infecções, por isso é muito importante prevenir doenças que possam surgir através dos alimentos. É importantíssimo ter cuidado no manuseamento dos alimentos!

  • Lave as mãos frequentemente. Lave sempre antes de preparar alimentos.
  • Lave as frutas e os vegetais em água corrente.
  • Utilize tábuas diferentes para preparar alimentos crus e carnes cruas.
  • Desinfecte o lava-loiças e as tábuas de corte.
  • Utilize um termómetro para confirmar a temperatura das carnes cozinhadas.
  • Carnes como hamburger e salsichas devem ser bem cozinhadas.
  • Não partilhe utensílios, talheres ou comida.
  • Não consumir os seguintes alimentos crus: ovos, leite não pasteurizado, marisco e aves.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Células Estaminais podem gradualmente substituir medicamentos anti-rejeição para os pacientes transplantados renais

8 de maio de 2008

Estudo procura eliminar os medicamentos anti-rejeição na sequência do transplante renal

Na sequência de um transplante torna-se necessário tomar medicamentos anti-rejeição, mas o uso prolongado destes medicamentos pode provocar efeitos secundários importantes, incluindo infecções, doenças cardíacas e mesmo cancro.

Uma equipa liderada por Joshua Miller, MD, um investigador da Northwestern University’s Feinberg School of Medicine, está a trabalhar com o departamento de transplantação do Northwestern Memorial Hospital, para encontrar sujeitos que se qualifiquem para nova investigação que procura transplantar células estaminais da medula do dador de rim no receptor, com a esperança de gradualmente eliminar a necessidade de medicamentos anti-rejeição. Se esta investigação tiver sucesso, pode significar uma mudança dramática na qualidade pós transplante dos receptores de órgãos.

O Northwestern é o único centro em Chicago e um dos quatro centros americanos que estão a investigar este tema. A Escola de Medicina de Fenberg recebeu um subsídio de 2.5 milhões de USD, para um período de 4 anos, do Instituto nacional de saúde americano para envolver 20 pacientes neste estudo, intitulado "Células estaminais do dador, compatibilidade, células T/B, Regulação em transplantes renais com HLA idênticos".

Os primeiros indíviduos a participar no estudo fizeram o transplante no dia 10 de janeiro. Sharon Flood of Pingree Grove doou o rim ao seu irmão Steven Yelk of Gurnee, que sofria de Doença Poliquística Renal (PKD), que causa quistos que se preenchem com líquido que formam os rins. Eventualmente, estes quistos ter-se-ão sobreposto ao tecido renal saudável e os rins falharam. " A nossa família é muito unida e existem vários irmãos e irmãs, senti-me lisonjeada por ser compatível e poder ajudar o Steven", comentou Sharon antes da cirurgia.

Joseph Leventhal, MD, PhD, cirurgião de transplantes, e professor associado de cirurgia na Northwestern University's Feinberg School of Medicine e director do programa de dador vivo no transplante renal no Northwestern Memorial Hospital, fez a cirurgia ao dador enquanto que Michael Abecassis, MD, MBA, chefe da divisão de transplantação realizou a cirurgia do receptor.
"A cirurgia foi um sucesso, tudo correu de acordo com o planeado e o novo rim está a funcionar muito bem", disse o Dr.Abecassis. A partir daqui o receptor do rim irá começar a parte experimental do estudo.

Este estudo está aberto a pares de dador-receptor com HLA's totalmente idênticos (100% compatíveis). HLA ou Antigénos Leucocitários Humanos, é um grupo de proteínas que se encontram na superfície dos glóbulos brancos e desempenham um papel muito importante na resposta imunitária do organismo a substâncias estranhas. Estes antigénos variam de pessoa para pessoa, e antes do transplante é efectuado um teste para avaliar da compatibilidade HLA, ou seja se os tecidos do dador e receptor são compatíveis.

Este estudo é limitado a pares de dador-receptor 100% idênticos porque geneticamente estes pares possuem maiores semelhanças ao nível dos marcadores imunológicos comparativamente a pares que não sejam 100% compatíveis. Porque esta população é a que tem a relação genética mais próxima, possuem as melhores hipóteses de sucesso neste estudo.

De um modo geral pares com HLA idênticos têm taxas de rejeição pós transplante renal muito baixas, no entanto e até agora, ainda assim precisavam de medicamentos imunossupressores para toda a vida.

Como funciona?


As células estaminais formam-se na medula e são células sanguíneas comuns a partir das quais se formam outras células especificas, tais como as células imunitárias. Estas células estaminais são consideradas importantes na prevenção da rejeição no pós-transplante renal. Ao transplantar estas células do dador do rim no receptor, o estudo procura provar que as células estaminais vão amadurecer no corpo do receptor e irão permitir que o seu sistema imunitário aceite o novo órgão como se fosse do próprio.

Para o dador do rim, a cirurgia laparoscópica é efectuada da maneira habitual. Depois do rim ser removido, é extraído medula óssea dos ossos da bacia do dador. Cerca de 3 meses após a cirurgia, o dador sujeita-se a dois procedimentos chamados de leucaférese, em dois dias distintos, onde as células estaminais extraídas da medula são retiradas para serem dadas no receptor do rim de modo a ajudar o seu corpo a adaptar-se ao transplante.

Aproximadamente um mês antes do transplante, o receptor é sujeito a leucaférese para retirar glóbulos brancos que são armazenados num laboratório para análises futuras. Depois do transplante, o receptor recebe quatro infusões separadas de células estaminais do dador.

As células estaminais são injectadas no receptor por via intravenosa num procedimento que demora cerca de 15 minutos. A primeira infusão é feita 5 dias após o transplante, a próxima cerca de 3 meses depois, a seguinte 6 meses depois e finalmente a última 9 meses após o transplante. Durante este período o receptor é tratado com Campath-1H, um anticorpo potente utilizado de forma corrente no Northwestern Hospital para prevenir as rejeições, juntamente com outros medicamentos anti-rejeição standard.

Cerca de uma ano após a cirurgia, é retirada ao paciente transplantado um medicamento anti-rejeição, e depois outro. Em simultâneo são efectuados testes para assegurar que o receptor está a aceitar bem o novo rim.

"Esta é uma área de investigação extremamente interessante que se apresenta promissora no caso de sucesso", refere o Dr. Abecassis. "Estamos muito entusiasmados por sermos o único centro nesta região a apresentar esta solução aos pacientes que se qualifiquem para este tratamento."

Fonte:
http://www.sciencedaily.com/releases/2008/01/080123125623.htm

Como funcionam os rins?

6 de maio de 2008

Artigo bastante acessível, explícito e em Português sobre o funcionamento dos rins em:

http://saude.hsw.uol.com.br/rins.htm

Rim artificial com células humanas permite que órgão doente se recupere

5 de maio de 2008

Estudos preliminares realizados com um rim artificial que incorpora células vivas indicam que ele pode reduzir as mortes por falência renal aguda em 50%, informaram pesquisadores em Michigan. O uso do rim artificial seria de curto prazo (até três dias) para permitir que o órgão doente recupere sua função.

Ler notícia.

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com a pele

2 de maio de 2008

Os doentes transplantados têm um maior risco de desenvolver cancro de pele na idade adulta. A medicação pós-transplante, que permite que o rim do seu filho funcione e sobreviva, aumenta o risco de cancro de pele. Isto é sobretudo verdade nas zonas com muito sol. É muito importante que a criança com um transplante renal e as suas famílias saibam como se proteger do sol. Isto deve ser feito antes e após o transplante. As crianças com muitos sinais ou sinais fora do normal devem ser vistas por um dermatologista antes do transplante.

A prevenção do cancro de pele implica o uso diário de um protector com um factor de protecção solar (SPF) igual ou superior a 30. A roupa deve ser de manga comprida, preferencialmente com um tecido espesso, e a criança deverá usar um chapéu de abas largas. Deve evitar-se o sol directo entre as 10 da manhã e as 4 da tarde, tanto quanto possível. Os solários devem ser evitados.

Os pacientes transplantados podem ter problemas com verrugas. Podem ter mais verrugas e maiores, que demoram mais a desaparecer e são mais difíceis de tratar. A medicação pós-transplante pode fazer com que o seu filho tenha mais dificuldade em combater o vírus que provoca as verrugas. Se o seu filho já tiver muitas verrugas antes do transplante ou se forem dolorosas, deverá ser visto por um dermatologista que tenha experiência em lidar com verrugas em crianças.

Sites úteis (em inglês):
http://www.itscc.org/
http://www.scopnetwork.com/

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Identificada proteína que mata células do rim de diabéticos

30 de abril de 2008

Diabetes é a causa mais frequente de insuficiência renal que necessita de diálise

Um grupo de investigadores do Departamento de Medicina da Universidade Autónoma de Madrid (UAM) conseguiu identificar uma proteína que desempenha um papel-chave no suicídio das células do rim que ocorre em decorrência do diabetes.

O diabetes é a causa mais frequente de insuficiência renal que requer diálise. Nesta doença as células do rim se suicidam por estarem imersas em um ambiente hostil, o que causa a perda progressiva da função renal.

Ler notícia completa em:

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid160510,0.htm

Governo aprova diploma que estabelece regime jurídico da qualidade e segurança da dávida e colheira de orgãos

28 de abril de 2008

O Governo aprovou na passada 5ª feira uma proposta de lei que estabelece o regime jurídico de qualidade e segurança da dádiva, colheita e distribuição de órgãos, para «assegurar um elevado nível de protecção da saúde pública» e evitar transmissão de doenças.

Ler notícia.

Pode ajudar?

26 de abril de 2008

Recebemos o seguinte e-mail da família da Carolina Lucas, com o pedido de divulgação de duas iniciativas:


(clicar na imagem para mais informações)

Pode ajudar?

25 de abril de 2008

Recebemos o seguinte e-mail do José Leones Lima, com um pedido de ajuda:


Poderia vossa excelência por solidariedade, adquirir um exemplar da minha segunda obra “O Doce Amargo da Conquista”, romance com 281 páginas, cujo preço é de 14,00 euros cada, mais gastos de envio via CTT à cobrança.

Tenho 52 anos e sou paraplégico com 80% de deficiência, mas recentemente "liguei" Viana do Castelo a Faro em cadeira de rodas, protestando ao longo de 800 km pela vergonhosa falta de igualdade de oportunidades.

Estou consciente de que o eco do meu pedido de ajuda, apenas tocará uma minoria de corações, porém se fizer parte dessa minoria, poderei viver com dignidade e em 2008 estar de novo em prova, desta vez de Tuy em Espanha até Faro, juntamente com mais 19 deficientes, lutando por uma igualdade de oportunidades equilibrada e como treino para os Jogos Paralímpicos de 2012 em Londres.

Aceitamos sócios, inscrevam-se no clube VPCR (Volta a Portugal em Cadeira de Rodas), em: http://vpcr.planetaclix.pt/

Visitem o meu Site: http://webleones.home.sapo.pt/

Cumprimentos

J Leones Lima

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com os olhos

24 de abril de 2008

Um dos efeitos secundários da prednisona é o possível de aparecimento de cataratas nos olhos. Por isso, todas as crianças devem fazer exames oftalmológicos anuais, com dilatação da retina, durante o tratamento com prednisona. Se o seu filho se queixar de visão desfocada, é aconselhável consultar o oftalmologista.



Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Parlamento Europeu pede sistema de doação de órgãos

23 de abril de 2008

O Parlamento Europeu propôs hoje a criação de um «cartão de dador europeu» e de uma linha directa, com um número único, para transplantes de órgãos, manifestando a sua preocupação com a «escassez crónica de órgãos» na Europa

A assembleia, reunida em Estrasburgo, aprovou por esmagadora maioria - 653 votos a favor, 14 contra e 16 abstenções - um relatório da comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu que sublinha as «diferenças significativas» na União Europeia relativamente à origem dos órgãos (dadores falecidos ou vivos), as grandes diferenças entre Estados-Membros no que respeita ao aumento do número de dadores e as discrepâncias quanto aos requisitos de qualidade e de segurança.

Os eurodeputados esperam que a Comissão Europeia apresente uma proposta de directiva (lei comunitária) que estabeleça requisitos de qualidade e de segurança para a dádiva, o fornecimento, os ensaios, a conservação, o transporte e a distribuição de órgãos na UE e os recursos necessários para responder a estes requisitos.

Os eurodeputados apelam à criação de um «cartão de dador europeu», em complemento dos sistemas nacionais existentes, e de uma «linha directa» para transplantações, com um número único, gerida por uma organização nacional responsável por transplantações, nos casos em que exista tal organização.

A ideia é que esta linha esteja operacional 24 horas por dia e seja confiada a profissionais com uma formação adequada e com experiência, capazes de fornecerem rapidamente informações médicas e legais relevantes e precisas.

O Parlamento Europeu salienta que é necessário zelar por que as doações de órgãos continuem a ter um «carácter estritamente não comercial», sendo para tal imperioso garantir que «a doação de órgãos é efectuada de forma altruísta e voluntária, excluindo pagamentos entre dadores e destinatários, sendo qualquer pagamento estritamente limitado às despesas e incómodos relativos à dádiva».

Segundo o relatório da Comissão da Saúde Pública do PE, há mais de 60 mil pacientes a aguardar transplantações em listas de espera na Europa e um número significativo de pacientes morre em consequência da escassez crónica de órgãos.

A taxa de mortalidade dos pacientes que aguardam um transplante de um coração, de um fígado ou de um pulmão situa-se entre os 15 e os 30%.

Fonte:
http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=15569

Site informativo

22 de abril de 2008

A Fresenius Portugal lançou recentemente um novo site com Informação e Suporte para o Insuficiente Renal e Família. Contém os seguintes tópicos:


1. O rim e a insuficiência renal
1.1 Como funciona o seu rim
1.2 O que é a insuficiência renal
1.3 Sintomas


2. Opções de tratamento
2.1 Viver com um "rim" que nunca pensou vir a ter
2.2 Hemodiálise
2.3 Diálise peritoneal
2.4 Transplante


3. Viver com insuficiência renal


4. Situações de emergência


5. Nutrição e alimentação
5.1 Nutrição em hemodiálise
5.2 Nutrição em diálise peritoneal


6. Férias e deslocações
6.1 Programa de hemodiálise
6.2 Programa de diálise peritoneal


Veja aqui: http://www.fresenius-medical-care.pt/utentes/homepage/homepage.html

Rodrigues Pena substitui Eduardo Barroso

21 de abril de 2008

A ministra da Saúde confirmou, este sábado, que Rodrigues Pena vai substituir Eduardo Barroso na presidência da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação. Ana Jorge destacou a «larga experiência» na área do transplante do novo presidente.


Ler notícia.


Mais informações aqui.

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com os dentes

18 de abril de 2008

Porque é que o meu filho precisa de cuidados dentários antes e depois do transplante renal?

A boca possui um grande número de bactérias. O uso de medicamentos no pós transplante, nomeadamente os imunossupressores faz com que o organismo tenha mais dificuldade em combater as infecções.

Um dente com cárie pode tornar-se num abcesso se o sistema imunitário estiver debilitado. Alguns dos medicamentos usados depois do transplante, tais como o Neoral (ciclosporina) e o Norvasc (amlodipina), podem causar inchaço das gengivas. Isto por sua vez, pode tornar-se numa doença crónica das gengivas. É importante que a sua criança vá ao dentista antes do transplante. Deve ter sempre os dentes limpos e as cavidades preenchidas.

O que posso fazer em casa para manter os dentes do meu filho saudáveis?

Deve incentivá-lo a lavar e passar o fio dental nos dentes frequentemente. O seu filho deve, ainda, fazer uma revisão no dentista de 6 em 6 meses após o transplante.
Espere 3 meses após o transplante para o levar ao dentista, a não ser que seja uma emergência.

O que devo fazer se o meu filho tiver uma marcação no dentista?

O seu filho deve tomar antibióticos antes do dentista efectuar qualquer tratamento. Desta forma, será menor a probabilidade de infecção na boca ou gengivas durante o tratamento. Isso ajudará a proteger o seu filho. Ajudará a que tenha uma boa higiene dentária e a prevenir infecções.


Lembre-se que são recomendados os passos seguinte para qualquer tratamento dentário:

1. Marque uma consulta com o dentista.

2. Avise o dentista que o seu filho fez um transplante de rim e que está a tomar medicamentos por causa do transplante.

3. O seu filho precisará de tomar uma dose de antibiótico antes de lhe ser feito qualquer tratamento dentário. Isto inclui a limpeza dos dentes. Inclui também tratamentos ortodônticos. O antibiótico é normalmente dado pela boca 1 hora antes do tratamento dentário.
Provavelmente terá de telefonar ao médico da criança ou mesmo ao nefrologista a solicitar uma prescrição para o antibiótico.

E se o meu filho necessitar de um aparelho dentário depois do transplante?

Muitas crianças e adolescentes usam aparelho depois do transplante sem qualquer problema. Se for necessário realizar muitos tratamentos, o seu filho apenas deverá tomar antibióticos antes dos mesmos.


Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Doação de progenitor diminui a espera

17 de abril de 2008

A responsabilidade de retirar um rim a um dador vivo fez com que só em 2006 se concretizasse a doação paternal. Comprovado o sucesso, o serviço de Nefrologia Pediátrica do Hospital Maria Pia conseguiu reduzir para menos de um ano o tempo de espera para transplante em crianças.

A doação de rins dos pais para os filhos com doenças urológicas ajudou o Hospital Maria Pia, no Porto, a reduzir para menos de um ano a lista de espera nos transplantes em crianças. Desde 2006, altura em que os especialistas desta unidade consideraram estar preparados o suficiente e em consciência para o fazer, houve seis progenitores que decidiram doar um dos seus rins, permitindo assim diminuir o tempo de espera médio por um transplante.“Deixámos de ter listas de espera de anos para agora ser de meses, nunca mais do que um ano”, confirmou ao JANEIRO o director do serviço de Nefrologia Pediátrica, Elói Pereira, que classificou a doação de um rim por parte de uma pessoa viva como “um gesto de amor supremo e genuíno”.

Em 2006, três mães doaram um rim aos filhos, enquanto em 2007 dois pais e uma mãe fizeram o mesmo, contribuindo para que todas as crianças que entram com problemas de insuficiência renal terminal – uma média de seis a oito crianças por ano – sejam transplantadas em menos de 12 meses pela equipa especializada do Hospital de Santo António, que colabora com a instituição pediátrica. Neste momento há apenas quatro crianças a fazer hemodiálise no Maria Pia – chegaram a ser 12 ao mesmo tempo – e Elói Pereira afirma que “a situação é gratificante” e “os resultados são excelentes porque há uma compatibilidade entre pais e filhos, apesar de nem sempre isso acontecer, que garante um maior sucesso da durabilidade do transplante pelo facto de ser familiar”.

Se todo o processo é favorável, por que é que só em 2006 começaram a ter dadores vivos? O responsável do serviço explicou que se trata de um transplante de “muita exigência”, com a “consciência de que se está a retirar um rim de uma pessoa saudável para aplicar noutra”. “Só retiramos o rim de uma pessoa viva se soubermos que realmente vai ter sucesso. É uma grandessíssima responsabilidade e era preciso que as equipas de transplante e nefrologia pediátrica estivessem suficientemente e consistentemente preparados para o fazer”, frisou. Para além disso, afirmou o médico ao nosso jornal, “não havia a coragem de fazer a proposta aos pais”, pelo que “era só por uma questão de insistência da parte deles”. Na época em que os médicos portugueses apresentavam ainda muitas reservas, alguns pais foram ao estrangeiro para concretizar a operação. “Acabámos por verificar que a experiência era excelente, o transplante de dador vivo para crianças deixou de ser episódico e agora os nossos resultados são dos melhores que há em comparação com outros países”, disse o director do serviço. A criança tem prioridade sobre os adultos na espera pelo rim a transplantar, algo que Elói Pereira considera “uma vantagem de direito próprio e que se respeita”, mas contribui também para que o número de transplantes em adultos nunca satisfaça a procura. “Não há crianças que esperam mais do que um ano neste hospital, mas o número de crianças é significativamente mais reduzido que o número de adultos com problemas”, ressalvou.

O Hospital Maria Pia está a comemorar os 25 anos do serviço de Nefrologia Pediátrica, que permitiu que as crianças deixassem de estar “de maneira desadequada” nos serviços de adultos. “Não fazia sentido que crianças com oito anos estivessem a fazer hemodiálise ao lado de pessoas de idade com outro tipo de problemas”, disse Elói Pereira. Para assinalar as bodas de prata do serviço será lançado o CD-ROM “De pequenino se olha pela saúde dos rins do menino”, direccionado para clínicos gerais, médicos de família e pediatras da comunidade, com orientações para uma detecção precoce, vigilância e encaminhamento da patologia do rim e aparelho urinário. A 3 e 4 de Outubro, para assinalar o primeiro tratamento com hemodiálise, haverá uma reunião anual de nefrologia pediátrica com convidados nacionais e estrangeiros, com o tema “Doenças hereditárias e rim”. No dia seguinte, actuais e antigos doentes e médicos e enfermeiros que trabalham e trabalharam no serviço farão um passeio fluvial.

Fonte: O Primeiro de Janeiro

Nova esperança para crianças com tumores renais

16 de abril de 2008

Especialistas do St. Jude Children's Research Hospital demonstraram que, em crianças com tumor de Wilms bilateral, é possível manter uma função renal normal em ambos os rins, através de uma técnica designada por "bilateral nephron-sparing surgery" (cirurgia de conservação dos nefrónios). Esta cirurgia pretende remover o tumor maligno, mas conservando a maior quantidade possível de tecido renal saudável.

Tradicionalmente nestes casos, um dos rins ou ambos são retirados, com o objectivo de erradicar o cancro. Se for retirado um rim e o cancro ressurgir no outro, existe uma grande probabilidade de perder a função renal. Se ambos os rins forem removidos, a criança tem que fazer diálise e esperar por um transplante renal. É frequente os médicos partirem do princípio que, apenas pela análise das imagens dos rins, é impossível remover o tumor e, simultaneamente, preservar a parte do rim não afectada, mas o nosso estudo indica que os cirurgiões não deverão confiar apenas nas imagens para tomar essa decisão, afirma Andrew Davidoff, o responsável pela divisão de Cirurgia Geral Pediátrica do Hospital St. Jude.

O tumor de Wilms é o terceiro tumor sólido mais comum em crianças, com aproximadamente 500 casos diagnosticados anualmente nos EUA. Destes, apenas 5 a 7% desenvolvem tumores em ambos os rins.

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Portugal apoia Cabo Verde na criação do 1º serviço hemodiálise

14 de abril de 2008

Portugal vai apoiar Cabo Verde na instalação da primeira unidade de hemodiálise no país, para reduzir o número de doentes que se deslocam ao estrangeiro para fazer o tratamento.


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Saúde Portugal Expo & Conferências 2008

11 de abril de 2008

O Saúde Portugal Expo & Conferências 2008, a ter lugar de 10 a 13 de Abril de 2008, na Cordoaria Nacional, em Lisboa, visa contribuir para a promoção da saúde dos portugueses. Através de acções de informação e educação para a saúde, irá procurar sensibilizar a população para a prevenção, diagnóstico precoce, eliminação de factores de risco e adopção de estilos de vida saudáveis.


Hoje, dia 11 de Abril, às 19h00, integrado 2º Fórum Nacional das Associações de Doentes irá decorrer uma Conferência com o tema "Transplantação e Doação de Órgãos em Vida", que contará com a presença do Dr. Domingos Machado, responsável pela Unidade de Transplantação do Hospital de Santa Cruz e do Sr. Carlos Silva, presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais. A APIR também irá marcar presença através de um stand.


A entrada é gratuita!
Mais informações aqui.

Seis transplantes simultâneos de rins

10 de abril de 2008

Cirurgiões do Hospital Johns Hopkins, no estado norte-americano de Maryland, realizaram seis transplantes simultâneos de rins, numa operação que durou dez horas e envolveu nove equipas, foi hoje anunciado.

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7 de Abril - Dia Mundial da Saúde

7 de abril de 2008


O Dia Mundial da Saúde, este ano, foca o tema "a protecção da Saúde dos efeitos das alterações climáticas".

Pretende-se alertar a opinião pública para a tomada de consciência dos efeitos que as alterações climáticas produzem na Saúde e promover a colaboração e intervenção por parte do cidadão em geral.

A sessão comemorativa do Dia Mundial da Saúde realiza-se hoje dia 7 de Abril de 2008, às 10h30, no Auditório do INFARMED - Parque da Saúde. Durante o evento, serão galardoadas várias personalidades que desempenham um papel importante na Saúde em Portugal.

Doses baixas de imunossupressores na fase inicial do pós-transplante renal apresenta melhores resultados

3 de abril de 2008

Um estudo realizado por investigadores suecos descobriu que uma dose baixa de imunossupressores na fase inicial do pós-transplante renal, nomeadamente uma dose baixa de tacrolimus (prograf) pode oferecer algumas vantagens de curto prazo relativamente a outros regimes.

Pacientes que receberam uma dose inicial de tacrolimus baixa apresentavam uma taxa de filtração glomerular (GFR) mais elevada, menos rejeição aguda comprovada por biópsia e uma taxa de sobrevivência do enxerto (rim) significativamente mais elevada do que noutros regimes, nomedamente no regime com baixas doses de ciclosporina (Neoral ou Sandimune) ou Sirolimus (Rapamune) ou mesmo face a um regime com doses standard de ciclosporina.

Estes resultados foram reportados por Henrik Ekberg, M.D., Ph.D., da Universidade de Lund (Suécia), na 20ª edição do New England Journal of Medicine.

"Reduzir os efeitos tóxicos dos regimes de imunossupressão tornou-se o principal objectivo de tratamento nos receptores de transplantes,", disseram os autores. "As nossas descobertas representam mais um avanço nas estratégias de redução dos efeitos secundários".

Contudo estas descobertas podem meramente confirmar aquilo que é a prática clínica para muitos nefrologistas americanos, comentou Alan Leichtman, M.D., da universidade de Michigan, no editorial.

"As doses nos níveis mais baixos eram muito, muito semelhantes às doses convencionais, especialmente às doses convencionais de Tacrolimus, que muitos programas utilizam," disse ele. "E, de facto, alguns programas incluindo o meu próprio têm objectivado níveis mais baixos de tacrolimus do que aqueles que são alcançados no estudo." Além disso, a boa interacção entre o micofenolato mofetil (Cellcept) e o tacrolimus (Prograf) torna provável que a exposição ao micofenolato mofetil fosse consideravelmente mais elevada no grupo tratado com tacrolimus do que nos outros 3 grupos, disse ele, o que pode ter contribuido para a maior eficácia.

Estudos anteriores, embora não tão bem conduzidos, também relataram benefícios para os regimes com tacrolimus.

O estudo em causa teve em conta 1.645 receptores adultos de rins em 15 países e em 4 regimes de imunossupressão diferentes.
Um grupo recebeu as doses de ciclosporina convencionais (níveis entre 150 e 300 ng/mL durante 3 meses e depois entre 100 e 200 ng/mL) com corticóides e micofenolato mofetil (Cellcept, 2 gr/dia), mas sem anticorpos antilinfócitários durante a indução.

Os outros grupos receberam daclizumab (zenapax), micofenolato mofetil (2gr/dia), corticóides e baixas doses de ciclosporina (nível entre 50 e 100 ng/mL) ou tacrolimus (nível entre 3 e 7 ng/mL) ou sirolimus (nível entre 4 e 8 ng/mL). Estes níveis eram tipicamente atingidos, embora os níveis médios tendessem a estar no limite superior do esperado.


Um ano depois do transplante, os grupos analisados diferiam em termos de função renal (P<0.001 de modo geral) com benefícios clínicos significativos para o regime com tacrolimus face aos restantes. A taxa de filtração glomerular esperada era:

  • 65.4 mL/min no regime com baixas doses de tacrolimus.
  • 57.1 mL/min no regime com ciclosporina em doses convencionais (P<0.001 versus tacrolimus).
  • 56.7 mL/min no regime com baixas doses de sirolimus (P<0.001 versus tacrolimus).
  • 59.4 mL/min no regime com baixas doses de ciclosporina (P=0.001 versus tacrolimus).

Aos 6 meses, a rejeição aguda provada por biópsia no regime com tacrolimus era cerca de metade da observada no regime com doses standard de ciclosporina e cerca de um terço relativamente à observada no regime com sirolimus (11.3% versus 24%, 21.9%, e 35.3%, respectivamente, P<0.001>Da mesma forma, um ano após, a rejeição provada por biópsia era 12.3% com o tacrolimus comparado com 25.8%, 24%, e 37.2%, respectivamente (P<0.001 para todos).

Entre outras coisas, os investigadores observaram:
  • Uma maior sobrevivência do órgão com baixas doses de tacrolimus do que com doses standard de ciclosporina ou baixas doses de sirolimus (96.4% versus 91.9% e 91.7%, both P=0.007).
  • Não haver diferenças na taxa de sobrevivência dos pacientes entre os grupos.
  • Uma menor taxa de insucesso no tratamento com baixas doses de tacrolimus do que com baixas doses de sirolimus (12.2% versus 35.8%, P<0.001).
  • Atraso no funcionamento do órgão de dadores cadáveres foi mais comum no grupo com baixas doses de tacrolimus do que no grupo com baixas doses de sirolimus (35.7% versus 21.1%, P=0.001).

Os efeitos secundários adversos eram mais frequentes com sirolimus (53.2% versus 43.4% a 44.3%), mas a proporção de pacientes com pelo menos um efeito secundário adverso era similar entre os grupos (86.3% a 90.5%).

Novos pacientes com diabetes (8.4% versus 4.2% a 6.6%) e diarreia (25.3% versus 13% to 19.5%) eram mais prováveis com o tacrolimus.

A diabetes relacionada com o tacrolimus é mais frequente entre os pacientes de raça negra, referiu o Dr. Leichtman, mas menos do que 2% da amostra era de raça negra comparando com 15% a 30% dos pacientes que realizam um transplante de rim nos Estados Unidos. Assim, "se estes protocolos fossem reptidos noutras populações", referiu o Dr.Leichtman, "pode concluir-se eventualmente que a experiência realizada pelos investigadores sobrestimaram a sua eficácia e subestimaram o potencial para o desenvolvimento de diabetes entre os pacientes tratados com tacrolimus".

Esta diferença e a menor percentagem de pacientes com insuficência renal terminal derivada de diabetes mellitus do que a que existe nos Estados Unidos pode limitar a generalização destas conclusões, referiu ainda.
Além do mais, o efeito a longo prazo de baixas doses de indução é ainda uma questão em aberto, concluiu o Dr.Leichtman. "O estudo não responde por exemplo à questão se as baixas doses iniciais de tacrolimus resultariam numa maior eficácia na conservação da função renal a longo prazo e na redução dos seus efeitos tóxicos", concluiu.


Ler artigo (em inglês).

Cientistas criam rins em ratos com células estaminais

1 de abril de 2008

Cientistas da Universidade de Tóquio anunciaram recentemente que conseguiram gerar rins e pâncreas em ratos mediante células estaminais embrionárias, informou a agência local Kyodo.

Este passo foi dado em ratos modificados para crescer sem esses órgãos, através da injecção de células estaminais embrionárias procedentes de outros ratos.

Os investigadores indicaram que esperam que este avanço possa ser aplicado no futuro em humanos, segundo a Kyodo. As células estaminais têm a capacidade de evoluir e transformar-se em células específicas como ósseas, musculares ou neurónios, segundo os cientistas.

A pesquisa dos cientistas japoneses foi apresentada em Nagóia, durante uma reunião da Sociedade de Medicina Regenerativa do Japão.



Fonte: Diário Digital

Erros clínicos causam três mil mortes em Portugal (indicam estatísticas americanas)

29 de março de 2008

Em Portugal, existem mais mortes associadas a erros médicos do que em acidentes de aviação. Estima-se que, todos os anos, três mil portugueses sejam vítimas de erros médicos, como indicam estatísticas norte-americanas recentemente divulgadas.

Para resolver esta situação, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) revela que um seguro de responsabilidade civil pode ser a solução ideal para quem perde a saúde nos hospitais portugueses.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, aceita a obrigatoriedade dos seguros de responsabilidade civil, contestando, no entanto, a estimativa que aponta para a morte de três mil portugueses por erros médicos.

Pedro Nunes esclarece que em Portugal não existe um número elevado de vítimas de erros médicos, tal como acontece nos Estados Unidos.

Um dos casos mais divulgados pelos órgãos de comunicação social sobre esta temática remonta a 1993, altura em que um doente foi operado a uma úlcera no Hospital Espírito Santo, em Évora, e ficou com uma pinça no abdómen.

O erro clínico provocou graves complicações ao doente, mas só passados 12 anos o médico que o operou foi julgado.

A Deco pretende uma alteração de paradigma, tal como já acontece nos restantes países europeus, a fim de que os doentes tenham sempre direito a uma indemnização desde que se prove que foram vítimas de erros médicos.


Fonte: Fábrica de conteúdos

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Vacinas

28 de março de 2008

1. Porque é que o meu filho precisa de vacinas?

As vacinas protegem a criança de contrair doenças graves. Algumas crianças com doenças renais poderão ter falhado alguma vacina, quer por estarem doentes na altura própria de as receber, ou por estarem a tomar medicações que inibem o sistema imunitário. Antes de um transplante, a criança deverá ter as suas vacinas em dia. É conveniente perguntar ao pediatra e à equipa de transplante quais são as vacinas que a criança necessita antes do transplante.

2. Quando se devem reinicar as vacinas após o transplante?

Depois do transplante, o seu filho irá tomar medicamentos que inibem o seu sistema imunitário, o que o impede de responder às vacinas. Pergunte ao médico nefrologista sobre a melhor altura para reiniciar as vacinas após o transplante. Este prazo poderá variar entre 3 e 9 meses sensivelmente, dependendo dos medicamentos que está a tomar.

3. Que vacinas é que o meu filho pode receber depois do transplante?

O seu filho NÃO deverá levar vacinas vivas, tais como:
• Varíola
• Sarampo
• Papeira
• Rubéola
• Poliomielite (vacina oral)
• Varicela (Alguns hospitais optam por permitir esta vacina após o transplante; confirme com o seu médico)

As vacinas que o seu filho PODE levar são as seguintes (mortas):

• Poliomielite (vacina injectável)
• Hepatite B
• Reforço de Tétano / Difteria
• Vacina da Gripe
• Pneumovax (vacina anti-pneumocócica)
• Hepatite A
• Teste de Tuberculina ou Teste de Mantoux (não se trata de uma vacina, mas de um teste para verificar se a criança esteve exposta à Tuberculose).

Confirme sempre com a sua equipa de transplante antes de dar alguma vacina ao seu filho.

4. E se planearmos uma viagem ao estrangeiro?

Se planear uma viagem a um qualquer país estrangeiro que exiga qualquer uma destas vacinas ou outras, desde que de vírus vivos, por favor contacte a equipa do transplante. É conveniente que lhe deêm um relatório que explique a situação do seu filho.

5. E se outras crianças da família forem vacinadas?

Outros membros da família não devem receber também a a vacina oral contra a poliomielite. Apenas é permitida a forma inactiva da vacina. Fale com o médico antes de dar a vacina da varicela a outros membros da família, uma vez que esta é feita de vírus vivos. Não existe perigo se outras crianças da família forem vacinadas contra o sarampo e/ou rubéola.

6. E se na escola houver outras crianças que tenham sido vacinadas com vírus vivos?

Fale com a educadora/professora sobre a situação do seu filho. Pergunte ao médico se o seu filho pode estar junto de outras crianças que tenham tomado a vacina oral da polio ou outras de vírus vivos.

Consulte aqui o Plano Nacional de Vacinação em Portugal.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Antibióticos não previnem infecções do tracto urinário em crianças

27 de março de 2008

A administração de antibióticos a crianças que sofrem de infecções recorrentes do tracto urinário não previne o seu aparecimento e pode aumentar o risco de resistência dos doentes a esses medicamentos. Um estudo publicado do “Journal of the American Medical Association” diz mesmo que a toma de antibióticos profiláticos nestas condições aumenta 7,5 vezes o risco de resistência.

Os especialistas são da opinião que os médicos devem esclarecer os pais acerca dos benefícios, mas também das desvantagens, inerentes à utilização de antibióticos para prevenir a infecção urinária recorrente nas crianças, antes de lhes prescreverem o tratamento. Alguns pediatras mostraram-se satisfeitos com a descoberta porque, dizem, poderá acabar por melhorar a prática actual. “É uma óptima notícia para nós porque muitas crianças tomam antibióticos durante demasiado tempo, podendo tornar-se resistentes, o que tem sido um problema crescente”, afirmou Fabienne Wheeler, pediatra no Centro Hospitalar Northern Westchester, em Mount Kisco, Nova Iorque.

Cerca de 3 a 7 por cento das raparigas abaixo dos 6 anos de idade, e 1 a 2 por cento dos rapazes nessa faixa etária, têm a primeira infecção do tracto urinário (ITU) por volta dos 6 anos, o que representa mais de 180 mil crianças todos os anos. A Academia Americana de Pediatria recomenda que, como parte do tratamento e diagnóstico, seja realizado um estudo imagiológico para avaliar a presença e intensidade de refluxo vesico-ureteral, já que 30 a 40 por cento das crianças com ITU apresentam uma alteração nesse refluxo. Caso se confirme a existência desta condição, por norma, é recomendado o tratamento diário com antibióticos numa tentativa de prevenir futuras ITU.

Esta nova investigação sugere que não existem provas suficientes de que a presença de refluxo vesico-ureteral represente um factor de risco das infecções urinárias recorrentes. Para levar a cabo esta pesquisa, os cientistas observaram 611 crianças, menores de seis anos de idade, que já tinham tido a primeira ITU, e 83 crianças que sofriam de infecções urinárias recorrentes. Os resultados deram a conhecer vários factores associados a um aumento de desenvolver infecções urinárias recorrentes, entre os quais o facto de ser caucasiano, que quase duplica a probabilidade; ter entre 3 e 4 anos de idade, o que triplica o risco; ter entre os 4 e os 5 anos, o que duplica 2,5 vezes o risco; ou ter um nível de refluxo vesico-ureteral entre o 4 e o 5, situação que aumenta quatro vezes a probabilidade.

Por sua vez, a ingestão de uma dose preventiva de antibióticos não foi associada a uma diminuição do risco de infecções urinárias recorrentes. Nesse sentido, Patrick H. Conway, o principal responsável pelo estudo, recomenda que os riscos e benefícios dos antibióticos sejam discutidos com as famílias para que estas “decidam se devem ser administrados antibióticos diariamente ou apenas vigiados os sintomas”. Para além disso, o especialista espera que este estudo possa ser tido em conta pela Academia Americana de Pediatria para que esta reveja as suas recomendações.

Fonte: farmacia.com.pt

O nosso Miguelito está prestes a ser transplantado..Força Miguel!!

25 de março de 2008

Surpresa das surpresas o nosso Miguelito, filho da Marta Campos, recebeu esta noite a chamada para ser transplantado. Está neste momento no Hospital de Sta Cruz, e deverá ser transplantado nas próximas horas. Estava já tudo pronto para ser a Marta a doar o seu rim no próximo dia 02/04, mas quis o destino que tal não acontecesse.

Só nos resta fazer uma corrente positiva pelo nosso Miguel.
FORÇA!! Estamos todos a torcer por vós.

Se quiserem seguir todos os passos desta "aventura" vão a:
http://otransplante.blogspot.com/

Imunologistas desenvolveram um método para diminuir a rejeição no pós transplante renal

Um nefrologista descobriu que uma terapia anti-rejeição específica, usando imunoglobulinas de forma intravenosa, pode tornar o transplante possível para pacientes com elevados anticorpos "anti-dador" (hipersensibilizados).

25 a 30% dos pacientes em lista de transplante renal poderiam beneficiar desta terapia. A compatibilidade de tecidos aplica-se a qualquer tipo de transplante de órgãos, mas o risco aumenta significativamente para aqueles com elevada exposição a antigénios recebidos quer por transfusões, quer por transplantes anteriores, ou mesmo pela gravidez.

70.000 Americanos esperam por um transplante de rim. Um terço deles faz diálise porque os seus níveis de anticorpos são demasiado elevados para um transplante. Mas, isso não seria mais um obstáculo para algumas pessoas.

"Eu costumava sentar-me e vomitar" diz uma antiga paciente de diálise Soraya Kohanzadeh.
A diálise é algo que Kohanzadeh preferiria esquecer, mas se ao contar a sua história isso permitir salvar vidas, então vale a pena contá-la.

Kohanzadeh - Tal como muitos pacientes com insuficiência renal - desenvolveu elevados níveis de anticorpos através de transfusões de sangue. O seu sistema imunológico altamente sensibilizado iria muito provavelmente rejeitar qualquer rim.
"Essencialmente, ela teria em diálise uma vida curta e doente, refere a mãe de Kohanzadeh's Joan Lando.

Mas Kohanzadeh não terá de passar mais por isso, graças à terapia com imunoglobulinas intravenosa ou IVIG. O processo funciona da seguinte forma: durante a diálise, é dado sangue aos pacientes contendo uma mistura de imunoglobulinas, que "desligam" a resposta de ataque dos anticorpos "anti-dador", sem suprimir o sistema imunitário do paciente.

Quando alguém se oferece para doar um órgão, existe por norma alguma incompatibilidade. O que estes investigadores dizem, é que podem tratar o paciente e remover estes anticorpos. Depois o transplante já pode ser efectuado.", diz Stanley Jordan, M.D, director de nefrologia no Cedars-Sinai Medical Center em Los Angeles.

Mais de um ano depois da cirurgia, o rim de Lando mantém a filha viva.
"Era chocante para mim pensar que estaria doente para sempre", diz Kohanzadeh.

Através do seu website, esta equipa mãe-filha trabalha no sentido de divulgar uma terapia pouco conhecida e que pode salvar muitos à espera de um rim. Estima-se que cerca de 30% dos pacientes em lista de espera por um transplante renal podem beneficiar desta terapia.

Para aprender mais vá a http://www.sevenluckystars.com/

Ver vídeo (em inglês).

Hospital de S. João do Porto duplicou colheita de rins, figado e pâncreas

19 de março de 2008

O Hospital de S. João do Porto, a unidade de saúde líder na Península Ibérica na colheita de pulmões duplicou, entre 2005 e 2007, a colheita de rins, fígado e pâncreas.

Um resumo da actividade do Gabinete Coordenador de Colheitas de Órgãos e Transplantação do HSJ, a que a Agência Lusa teve ontem acesso, refere que em 2005 foram colhidos 49 rins e que, em 2007, o número aumentou para 102.

Ler notícia.

Sabia que... 2 anos em diálise pagam um transplante

18 de março de 2008

Investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Maryland verificaram que são precisos apenas 2.7 anos para recuperar o custo de um transplante, quando comparado com o custo da diálise. Para os pacientes que durante o 1º ano pós-transplante não foram readmitidos no hospital, em apenas 1.7 anos é recuperado o seu custo. Apenas uma década atrás esse prazo era de 3.6 anos.

O estudo incluía 227 pacientes que receberam rins de dador vivo entre Março de 1996 e Dezembro de 1998. Os custos do transplante e da assistência médica no 1º ano após cirurgia rondou em média os 89.939 USD. Após o 1º ano, o custo ascendia em média a 16.043 USD, na sua maioria para a medicação anti-rejeição.

Comparativamente, a diálise custava cerca de 44.000 USD.

A maior parte da poupança dos transplantes advém do menor tempo de hospitalização, bem como da melhoria na terapêutica anti-rejeição, que pode ser tomada oralmente em casa em vez de administrada por via intravenosa em ambiente hospitalar.

" O transplante renal não melhora apenas a qualidade de vida dos pacientes, como também permite poupar recursos no longo prazo", refere Stephen Bartlett, professor de cirurgia e medicina na mesma Universidade.

Este é sem dúvida mais um argumento a favor dos transplantes em detrimento da diálise.

Fonte:
http://jama.ama-assn.org/cgi/content/extract/281/24/2277-a

Referências ao Criança e Rim

17 de março de 2008

Ao fim de um ano, o Criança e Rim continua a divulgar informações, notícias, histórias, experiências e testemunhos entre outros, no sentido de conjugar esforços e promover iniciativas que contribuam para melhorar a qualidade de vida de todas as crianças e jovens portugueses com doenças renais. Ao longo deste ano fomos sendo referência em diversos meios de comunicação, o que muito nos orgulha, pois é um reconhecimento do nosso esforço e trabalho e uma forma de conseguirmos chegar mais próximo de quem realmente pode beneficiar desta iniciativa.
Televisão

  1. RTP
  2. SIC (disponível em breve)
Jornais
  1. Expresso
  2. Jornal 24 Horas
  3. Diário de Notícias
Associações
  1. ADRNP
  2. APIR
  3. Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplantes
Outras publicações
  1. Jornal do Centro
  2. Hospital do Futuro
Sites sobre Saúde
  1. Rede Nacional para os Cuidados Continuados Integrados
  2. Doença Renal Crónica.com
  3. JASFarma
  4. Kidney Corner
  5. Estrelas e Ouriços
  6. Fresenius Medical Care
Blogs sobre Saúde
  1. Blog Nefroped
  2. Blog Hemodiálise
  3. Blog Cuide dos seus Rins!
  4. Blog Raríssimas
  5. Planeamento de uma Gravidez
  6. Enfermagem UTI
Outros Blogs
  1. Blog Maria Pudim
  2. Blog Carlota na Net
  3. Blog Madeira, minha Vida
  4. Blog O Cantinho dos Números
  5. Blog Violada mas não vencida
  6. Blog Nini Forever
  7. Blog Letra Jota
  8. Blog Lua Quase Nova
  9. Blog Obradoiro Edublogs
  10. Blog A Médica Frustrada
  11. Blog Uninteresting Life
  12. Blog Disto e Daquilo
  13. Blog Debemcomavida
  14. Blog Ao pé do Ouvido...
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  16. Blog Kellykelinha
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O Dia Mundial do Rim nas notícias!

15 de março de 2008

1. Correio da Manhã - Saúde: Dia Mundial do Rim foi assinalado em Coimbra

2. Público - Dia Mundial do Rim: Pessoas saudáveis só precisam beber água quando sentem sede, diz especialista

3. O Primeiro de Janeiro - Catorze mil doentes em Portugal

4. Jornal de Notícias

  • Sensibilização para as doenças renais (ler)
  • Vítor Baía distingue pais que doaram rins (ler)

5. O Setubalense - Praça do Bocage recebe campanha

6. Jornal da Região (Amadora) - Dia Mundial do Rim

7. JornalismoPortoNet - Portugal em quarto lugar no transplante de rins

8. Rádio Clube Português - Hoje é o Dia Mundial do Rim

9. Antena 1 - Especialistas alertam para a importância da prevenção das doenças renais no "Dia Mundial do Rim"

10. Fábrica de Conteúdos - Estado gasta 250 milhões de euros em hemodiálise

11. Farmacia.com.pt - Tabagismo é o principal factor de risco no cancro do rim

12. JASFarma

  • Dia Mundial do Rim (ler)
  • A.D.R.N.P. assinala o Dia Mundial do Rim (ler)

13. Sapo Saúde - Um em cada dez portugueses sofre de doença renal crónica

14. Notícias da Manhã - Doenças renais explicadas em iniciativa

15. Hospital do Futuro - Sensibilizar para as doenças renais

16. Câmara Municipal de Oeiras - Dia Mundial do Rim

Ideias para passar o seu Dia Mundial do Rim!

13 de março de 2008



1. Conheça, em primeira mão, o novo site do Criança e Rim!

http://www.criancaerim.org/

2. Assista em directo ao programa Fátima, da SIC, entre as 11:30 e as 12:00. Iremos estar presentes para apresentar o nosso projecto, falar dos nossos filhos e dar voz às famílias que lidam com as doenças renais:

http://sic.sapo.pt/online/scripts/2007/videopopup.aspx?directo=SIC
(emissão em directo)

3. Adira a uma das iniciativas que se vão realizar no nosso país para assinalar este dia:

http://blogcriancaerim.blogspot.com/2008/03/dia-mundial-do-rim-iniciativas-em.html

4. Conheça o site da Sociedade Portuguesa de Nefrologia dedicado a este dia:

http://spnefro.pt/dia_mundial_do_rim_2007/diamundialrim.htm

5. Conheça o site oficial do World Kidney Day:

http://www.worldkidneyday.org/

6. Envie um postal virtual aos seus amigos:

http://www.worldkidneyday.org/eCard/eCard.php

Dia Mundial do Rim - Iniciativas em Portugal

12 de março de 2008

A Federação Internacional das Sociedades Nefrológicas e a Sociedade Internacional de Nefrologia proclamaram a segunda quinta-feira do mês de Março "Dia Mundial do Rim", com o objectivo de alertar para o grave problema de saúde pública que a doença renal crónica constitui em todo o mundo. Este ano celebra-se a 13 de Março.

1. PORTO (Matosinhos)
Doação de Órgãos: Acto de Amor e Solidariedade
Organização: Associação dos Doentes Renais do Norte de Portugal
Local: Irmandade Stª. Casa da Misericórdia do Bom Jesus de Matosinhos – Av. D. Afonso Henriques (Adro da Igreja)
Horário: 15 horas
Entrada Livre
Participantes: Dr. José Maximino (Nefrologista), Dr.ª Sónia Magalhães (Assistente Social), Dr.ª Inês Saraiva (Nutricionista) e Enfª. Chefe D. Maria dos Santos.


Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

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“A Prevenção é o melhor remédio”
No dia 13 de Março, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), assinalam o Dia Mundial do Rim com uma iniciativa destinada aos mais novos. Esta iniciativa tem como objectivo divulgar, de uma forma simples e acessível, a importância dos rins e os seus cuidados essenciais para prevenir a doença renal (alimentação saudável, exercício físico, etc.). A iniciativa decorrerá durante todo o dia no Centro Comercial Alegro de Alfragide, e consistirá na divulgação de mensagens relacionadas com o rim, através de plasma, distribuição de folhetos/brochuras e assistência de profissionais de saúde para esclarecimento de questões. Para incentivar a participação dos mais novos, vai realizar-se um concurso de desenho alusivo ao tema.

Prevenção e sensibilização para as doenças renais
Uma campanha de sensibilização e de prevenção para as doenças renais realiza-se a 13 de Março, Dia Mundial do Rim, na Praça de Bocage. Esta acção destinada a toda a população, que pretende assinalar a efeméride, é promovida pela delegação de Setúbal da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais. Balões e folhetos explicativos sobre a doença renal são distribuídos ao longo do dia.
A Sociedade Portuguesa de Nefrologia organiza um seminário para profissionais de saúde sobre a forma de avaliar a função e as doenças renais.

A prevenção como melhor tratamento

11 de março de 2008

A três dias de se assinalar o Dia Mundial do Rim, o jornal «O Setubalense» falou com o presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, Dr. José Vinhas, que alertou para a necessidade do rastreio precoce desta doença silenciosa que afecta dez por cento da população mundial, número que tende a aumentar.


Ler artigo.

Vitórias da Medicina - DN de 23/2

8 de março de 2008

No passado dia 23 de Fevereiro saiu uma reportagem intitulada Vitórias da Medicina na revista que acompanha o Diário de Notícias de sábado. Diz o título de capa: "O transplante de rim entre marido e mulher foi a mais recente conquista da cirurgia portuguesa, uma história de sucesso graças a pioneiros como Décio Ferreira, que realizou transplantes de coração com êxito antes do mundialmente famoso Dr. Barnard."

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(depois de clicar em cada imagem, carregue em "VIEW FULL-SIZE")

(obrigado à Susana Carinhas pela dica!)

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Actividades desportivas

7 de março de 2008

Que desportos pode o meu filho praticar depois do Transplante?

Use o bom senso quando escolher uma actividade desportiva para o seu filho.
A lista abaixo pode ser utilizada como um guia. De um modo geral os exercícios aeróbicos são bons para crianças com um transplante renal. Obviamente que ninguém pode garantir que qualquer uma destas actividades são totalmente isentas de riscos e que não irão lesionar o novo rim. Discuta este assunto com a equipa de transplante. Será uma boa ideia utilizar uma protecção para o rim no caso de existir alguma probabilidade do rim ser lesionado.

Desportos a ser evitados

Raguebi
Futebol Americano
Karaté, Judo, artes marciais
Hóquei no gelo
Trampolim
Wrestling
Boxe
Ski (descida)
Saltos em altura
Snowboarding
Ginástica acrobática

Desportos a ser encorajados

Hóquei no campo
Corrida
Salto à corda
Basquetebol
Natação, canoagem, remo
Levantamento de pesos
Voleibol
Patinagem
Aeróbica
Ciclismo
Ténis
Tenis de mesa
Passeios a cavalo
Futebol
Badminton
Golfe

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Programa RTP - Sociedade Civil

6 de março de 2008

Definitivamente, tem havido um interesse crescente da Comunicação Social relativamente à questão dos transplantes, bem como das doenças renais.

Poucos dias depois da realização de um programa dedicado à insuficiência renal, o programa Sociedade Civil, da RTP 2, decidiu abordar o tema dos Transplantes em Portugal:


"Faltam órgãos em Portugal – foi o apelo lançado no início dos anos 80 pela Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação. De forma a aumentar o número de transplantes, o Estado criou um subsídio de incentivo para os médicos. Medida que se traduziu num aumento de transplantes: só no ano passado fizeram-se 1.330, mais 20% que em 2006. O reverso da medalha dos incentivos é um modelo que rende aos profissionais de saúde milhões de euros por ano – há médicos que chegam a ganhar 30 mil euros líquidos por mês. Estes incentivos retiram verbas a outros sectores da Saúde?"


Ver vídeo.

O Hospital Santa Maria realizou 5 transplantes renais pediátricos em menos de um mês

4 de março de 2008

O Hospital de Santa Maria em Lisboa realizou, num curtíssimo espaço de tempo (pouco mais de 15 dias), uma verdadeira maratona de transplantes renais pediátricos.

É sem dúvida um exemplo a louvar, verdadeiramente encorajador e o qual não poderíamos deixar passar despercebido.

Dos cinco transplantes realizados entre 30/01 e 18/02, quatro foram de dador cadáver e um de dador vivo.

A toda a equipa de nefrologia pediátrica do HSM deixamos os nossos sinceros parabéns e desejamos a todas estas crianças uma excelente recuperação.

Quando o chichi aparece fora de horas

A enurese nocturna define-se como uma micção involuntária durante o sono. Tem muitas vezes uma natureza familiar (genética) e, na grande maioria dos casos, desaparece espontaneamente com o tempo. “Existe história familiar de enurese nocturna em 60-70% de crianças com enurese”, diz-nos o Dr. João Luís Barreira, especialista em enurese e pediatra do Hospital de São João, no Porto. Ou seja, os filhos dos pais que sofreram de enurese na infância têm uma probabilidade muito aumentada de também vir a ter. “Apesar de se tratar de um sintoma geralmente benigno, é responsável por problemas emocionais e sociais na criança e na sua família.”

Ler artigo completo.

(obrigado à Prof. Helena Jardim por nos indicar este artigo!)

Imunossupressão pós-transplante renal em crianças

3 de março de 2008

O transplante renal (TR) é a melhor forma de tratamento da doença renal terminal na infância e os resultados actuais de sobrevida de pacientes e enxertos indicam que essa forma de tratamento deve ser encorajada, mesmo em crianças pequenas. A partir da idade de 6-8
meses de vida e/ou peso de 7-8 kg, os resultados do TR em crianças permitem relativo optimismo.


A recente publicação do Registo Norte Americano de TR pediátricos mostra sobrevida de enxerto (3 anos) de 83% em TR com dador vivo e 66% com dador cadáver, respectivamente. Além disso, o mesmo estudo revela que o prognóstico do TR em crianças tem melhorado
com o passar dos anos.


O artigo que sugerimos hoje visa destacar os aspectos mais importantes dos esquemas de imunossupressão actualmente utilizados após TR em crianças e apontar novas drogas com potencial de utilização futura.


Ler artigo (em Português), de Paulo Nogueira e Paula Machado (Setor de Nefrologia Pediátrica e Setor de Transplante Renal da Universidade Federal de São Paulo)

Novas regras de facturação em hemodiálise

1 de março de 2008

Na sequência do post de 22/2, em que dávamos conta da preocupação dos doentes insuficientes renais sujeitos a hemodiálise quanto às novas regras de facturação das clínicas onde realizam os seus tratamentos (ver vídeo), surgiu ontem um esclarecimento da Direcção-Geral de Saúde, que visa resolver estas dúvidas.

Ler notícia.

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - A Escola

29 de fevereiro de 2008

Na sequência da anterior tradução da brochura relativa aos cuidados pós-transplante, iniciamos hoje a tradução de uma outra brochura da Sociedade Americana de Transplantação, dedicada exclusivamente ao transplante pediátrico.
O tema de hoje é "A escola"
1. Quando é que o meu filho pode regressar à escola depois do transplante?
A maioria das crianças pode voltar à escola 6 semanas depois do seu transplante. É aconselhável que confirme com o seu médico, pois podem existir razões que atrasem este regresso.
2. Terei que contratar um professor em casa?
Poderá ter que recorrer a um tutor/explicador/professor, se a criança perder longos períodos de aulas. Mas a frequência regular da escola é uma parte importante do seu desenvolvimento global. Se não se sente confortável em mandar o seu filho para a escola, por razões de saúde ou outras, aconselhe-se com a equipa médica.
3. O meu filho pode participar nas actividades escolares?
Na escola, as crianças transplantadas deverão participar o mais possível nas actividades escolares. Existem poucos limites às actividades físicas.

Os temas a abordar nas próximas semanas serão os seguintes:
  1. A escola
  2. Actividades desportivas
  3. Vacinas
  4. Cuidados com os dentes
  5. Cuidados com os olhos
  6. Cuidados com a pele
  7. Nutrição e dieta (parte 1 e 2)
  8. Crescimento
  9. Cumprimento das prescrições médicas
Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Pergunta JÁ COM Resposta: novo site da ASST

27 de fevereiro de 2008

Na sequência do nosso post de 11/2, é com satisfação que verificamos que o site da ASST já está conforme a nova lei no que diz respeito aos transplantes com dadores vivos:

http://www.asst.min-saude.pt/transplantacao/perguntasfrequentes/Paginas/dadorvivo.aspx

Quem pode doar órgãos em vida?
A nova lei (Lei n.º 22/2007, de 29 de Junho) permite que qualquer pessoa, como cônjuges ou amigos, seja dador de órgãos em vida, independentemente de haver relação de consanguinidade. A anterior lei (Lei 12/93, de 22 de Abril) apenas previa a doação de órgãos entre familiares até ao 3.º grau.

Eduardo Barroso demite-se

25 de fevereiro de 2008

Na sequência das notícias publicadas nas últimas semanas sobre os incentivos supostamente pagos aos médicos da área da Transplantação, Eduardo Barroso informou hoje publicamente que se demitiu da presidência da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação.

Ler notícia.

Ver vídeo.

O papel dos rins no desenvolvimento fetal

O líquido amniótico envolve o feto no saco amniótico, desempenhando algumas funções importantes:

  • permite o crescimento externo simétrico do embrião;

  • age como uma barreira contra infecções;

  • impede a aderência entre o embrião e o saco amniótico;

  • protege o embrião de traumatismos sofridos pela mãe;

  • ajuda a controlar a temperatura corporal do embrião;

  • permite que o feto se mova livremente, contribuindo assim para o desenvolvimento muscular;

  • funciona como uma reserva de nutrientes e de líquidos do bebé;

  • permite que o bebé se mova e respire;

  • ajuda no desenvolvimento dos sistemas respiratório, digestivo e músculo-esquelético.

    • Durante as primeiras 14 semanas de gestação, o líquido flui desde o sistema circulatório da mãe para o saco amniótico.

      No início do segundo trimestre de gravidez, o bebé começa a engolir o líquido, enviando-o para os rins e excretando-o sob a forma de urina, e voltando a engoli-la novamente, reciclando todo o volume de líquido amniótico em algumas horas. No entanto, esta urina não é a urina que é produzida depois do nascimento. Na realidade, a maior parte dos desperdícios do bebé são transportados através da placenta para o sistema circulatório da mãe e são filtrados pelos rins dela.

      O débito urinário na 20ª semana é de 5 ml/h (120 ml/dia), chegando a 51 ml/h (1224 ml/dia) no fim da gravidez.

      O que pode causar uma redução do volume de líquido amniótico? Existem várias razões, entre elas:

      • ruptura das membranas;

      • problemas com a placenta: se a placenta deixar de produzir nutrientes suficientes para alimentar o bebé, ele poderá deixar de reciclar líquidos, o que irá reduzir o volume de líquido amniótico;

      • distúrbios alimentares;

      • malformações fetais: se o bebé tiver uma anomalia do sistema urinário (agenesia renal, rins poliquísticos ou uma lesão obstrutiva, como válvulas da uretra posterior), pode deixar de produzir urina suficiente para manter os níveis de líquido amniótico.

      Da mesma forma, um volume excessivo de líquido amniótico também pode ter diversas origens:

      • gravidez gemelar, com transfusão feto-fetal (implica um volume aumentado de líquido no gémeo receptor e um volume diminuído no gémeo doador);

      • malformações fetais: atrésia do esófago, agenesia da traqueia, atrésia do duodeno e outras atrésias intestinais; anomalias do sistema nervoso central e doenças neuromusculares que causam perturbações no engolir; anomalias congénitas do ritmo cardíaco; diabetes mellitus tipo 2 da mãe; anomalias cromossómicas, como trissomia 21, trissomia 18 ou trissomia 13.

      • Síndrome de aquinésia fetal, com ausência da capacidade de engolir.

      Fontes:

      Insuficiência Renal: Doentes preocupados com novas regras

      22 de fevereiro de 2008

      As empresas de diálise, com actividade paga pelo Ministério da Saúde, vão ter novas regras de facturação a partir de Fevereiro.

      Às empresas aderentes, o Ministério da Saúde pagará 547,94 euros por doente, por semana, ou seja, 78,28 euros por doente/dia, cabendo às empresas prestadoras de serviços de diálise «prestar cuidados de saúde de qualidade aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, em tempo útil, nas melhores condições de atendimento e a não estabelecer qualquer tipo de discriminação», entre outras obrigações.

      Ler notícia.

      No entanto, as Associações de Doentes Renais (ADRNP e APIR) têm demonstrado a sua preocupação quanto às novas regras, que poderão privilegiar o economicismo, em vez da qualidade de serviços, segundo as duas associações.

      Ler notícia.

      Casal português que "estreou" nova lei já regressou a casa

      Ana e José Pereira, o casal que há oito dias protagonizou o primeiro transplante com um dador vivo sem relação de consanguinidade, estão a recuperar bem e deixaram quarta-feira o Hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

      Ler notícia.

      Diário de Notícias - II

      21 de fevereiro de 2008





      (clicar nas imagens para aumentar)

      "A infância é um país sagrado, um sítio que não se repete"

      19 de fevereiro de 2008

      Então hoje proponho que não pensem em rins mas em crianças e em coisas que, como pais, têm que aprender para lá de actos complicados como diálises, dietas esquisitas, dar remédios em seringas ou escondidos no meio dos iogurtes, fazer o pino para eles comerem qualquer coisinha...Sim, as vossas crianças são especiais porque além de tudo isso também precisam de pais que saibam como se deve fazer com as birras, com a televisão, com os jogos, com os livros, como estar com os amiguinhos, enfim serem pais nos dias de hoje, como todos os outros pais... Precisam de saber que o tempo voa e um dia destes os filhos estão adololescentes e muitas mais dúvidas vos surgirão....

      Então leiam um texto precioso aqui...
      http://www.spp.pt/noticias/default.asp?IDN=7&op=2&ID=132

      É o novo site da Sociedade Portuguesa de Pediatria, abriu hoje. E tem uma entrevista preciosa (titulo desta mensagem) do nosso presidente o Dr Luis Januário, de Coimbra que, além de pediatra é um Homem absolutamente único, no que se refere a congregar qualidades humanas riquíssimas com vasta capacidade técnica e profissional. E para não terem dúvidas procurem o blog dele " A Natureza do Mal".

      O novo site tem também muitas coisas úteis para os pais e vai ser enriquecido a curto prazo com novos contributos.

      E já agora, também podem e devem participar com os vossos comentários e sugestões...

      Ao fim e ao cabo, os vossos filhos é que são a razão de existir da SPP.