Medicamentos ao domicílio e através da Internet

15 de julho de 2008

Na sequência do "longínquo" post de 6/11/2007, relativo à compra de medicamentos através da Internet, telefone, ou fax, apresentamos algumas informações retiradas do site do Infarmed.

"Actualmente, os consumidores têm a possibilidade de encomendar medicamentos sem terem que se dirigir presencialmente às farmácias e aos locais de venda de
medicamentos não sujeitos a receita médica. Estes estabelecimentos, desde que se tenham registado previamente no Infarmed, podem aceitar pedidos de medicamentos por telefone, fax, e-mail ou internet. Atendendo a que a compra de medicamentos através de canais não autorizados, principalmente através da internet, não garante o acesso a medicamentos com qualidade, segurança e eficácia, podendo
mesmo pôr em risco a saúde dos cidadãos, é fundamental que os consumidores, antes de procederem a qualquer tipo de encomenda, verifiquem se o estabelecimento se encontra registado no site do Infarmed. O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. disponibiliza, através do site, um portal que permite aceder à lista de Farmácias e Locais de Venda de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) que estão autorizados à dispensa de medicamentos ao domicílio, sendo a sua entrega assegurada pelos mesmos profissionais que o fazem naqueles estabelecimentos."

[Dica: nesta listagem, clicar no quadradinho que diz "Entregas ao domicílio", para visualizar mais estabelecimentos.]

Para além disso, o Infarmed lançou recentemente uma campanha que alerta para os riscos da compra de medicamentos através da Internet: "Saiba como comprar medicamentos na Internet de forma segura".

Convite para Voluntários

14 de julho de 2008

A Comissão Europeia encontra-se actualmente a desenvolver uma Directiva e um Plano de Trabalho sobre a Doação e Transplante de Órgãos. O objectivo da Comissão é fortalecer a qualidade e a segurança da Doação e Transplante de Órgãos e ao mesmo tempo lutar contra a actual falta de órgãos.

A Eurordis (European Organisation for Rare Diseases) decidiu contribuir para este tema tão importante e, de forma a garantir que estamos a expor a perspectiva dos nossos doentes de diferentes países e com diferentes doenças raras, estamos à procura de voluntários das associações que são nossos membros para participar num novo Grupo de Trabalho da Eurordis.

No caso de estar interessado em participar neste grupo de trabalho, é favor contactar Flaminia Macchia (flaminia.macchia@eurordis.org), especificando a sua experiência nesta área (como doente, pai, representante dos doentes, etc.) e o que é que o motiva a participar neste grupo de trabalho.

O trabalho em causa envolve principalmente:
- ler as versões preliminares dos documentos da Comissão
- trocar ideias e perspectivas com os restantes membros do grupo através de correio electrónico
- dar exemplos/testemunhos concretos relativamente ao transplante de órgãos

O grupo de trabalho não irá exigir muito tempo, mas irá funcionar durante cerca de 2 anos.

Um requisito obrigatório é ter bons conhecimentos de inglês!

Saiba mais aqui: http://www.eurordis.org/article.php3?id_article=1744

A OMS lançou um guia de recomendações para prevenir os erros cirúrgicos

11 de julho de 2008

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um guia de recomendações para prevenir os erros cirúrgicos. Consiste numa lista de perguntas e acções para cumprir dentro do bloco operatório.

O paciente tem alguma alergia? Estamos de acordo que o vamos operar ao apêndice? Marcamos o ponto da incisão?

Se esta e outras perguntas fossem feitas de modo sistemático, o número de problemas relacionados com uma operação diminuiria. Por este motivo, a OMS publicou os primeiros guias cirúrgicos para melhorar a segurança das intervenções.

Em todo o mundo realizam-se, por ano, cerca de 234 milhões de operações, uma em cada 25 pessoas. Ainda que as medidas assépticas tenham aumentado na maioria dos países, cerca de "7 milhões de pacientes sofrem complicações depois de uma cirurgia, metade das quais se poderia prevenir", segundo um estudo publicado na revista " The Lancet".

Pela crescente preocupação que geram este e outros dados, levou-se a cabo a iniciativa "as práticas cirúrgicas salvam vidas". Dirigida pela Escola de Saúde Pública de Harvard, neste programa participaram mais de 200 sociedades médicas nacionais e internacionais e ministérios da saúde, com o objectivo de reduzir o peso de disfunções e complicações preveníveis nas cirurgias.

Ler mais em: http://www.elmundo.es/elmundosalud/2008/06/25/medicina/1214409895.html

Os SMS's ao serviço dos jovens com doenças crónicas

10 de julho de 2008

Picture Captions

Conseguir que os jovens se lembrem de tomar os seus remédios poderá estar apenas a um SMS de distância! Um grupo de médicos de Cincinnati está a tentar encontrar uma forma de lidar com o facto de os adolescentes com doenças crónicas como a asma, diabetes ou patologias renais revelarem dificuldade em seguir as prescrições médicas.

Trata-se de uma idade propícia a episódios de raiva, por vezes rebeldia, e é a altura quando os adolescentes menos querem sentir-se diferentes dos seus colegas, seja por causa da medicação, de dietas especiais, ou outros tipos de terapia.

Alguns estudos sugerem que, em média, apenas metade dos adolescentes seguem os tratamentos da forma prescrita, refere o Dr. Dennis Drotar, do Cincinnati Children's Hospital. Quanto mais medicamentos forem necessários, ou quanto mais incómodos forem os efeitos secundários, menos os jovens aderem às terapêuticas. Entre os adolescentes sujeitos a transplante renal, os adolescentes são o grupo etário com o pior prognósticoa, diz a Dra. Marva Moxey-Mims.

Foi então que a Dra. Maria Britto, uma especialista em asma do Cincinnati Children's, reparou que, mesmo durante as consultas, os seus pacientes adolescentes continuam a mandar e receber sms's nos seus telemóveis. E foi aí que surgiu a ideia de criar um estudo para analisar se um lembrete diário enviado para o telemóvel dos pacientes, através de sms, melhoraria a capacidade de adolescentes asmáticos controlarem a sua própria doença. Afinal, refere a médica, os seus pacientes de 12 anos já têm telemóvel, independentemente da sua classe social.

O teste piloto já começou, estando previsto um estudo mais alargado para o final do ano.

Ler artigo.

Fábricas de Órgãos

9 de julho de 2008


Esta semana saiu um artigo muito optimista na Revista "Única", do Jornal Expresso:

Num futuro não muito longínquo, o nosso corpo poderá ser tratado como uma máquina: as peças danificadas serão substituídas por outras novas, fabricadas em laboratório.

Os transplantes, como os conhecemos, têm os dias contados. O futuro está em fabricar tecidos e órgãos à medida, usando células extraídas do corpo do próprio paciente, o que elimina um dos problemas mais complexos destes procedimentos: a rejeição. Chamam-lhe medicina regenerativa e é uma das áreas mais promissoras da ciência. O conceito é simples na definição mas complexo na concretização: trata-se, no fundo, de usar células humanas para fazer novos tecidos e órgãos para pacientes que deles necessitam. Se o potencial imaginado pelos cientistas for cumprido, estes avanços poderão tratar doenças hoje tidas como incuráveis, como Parkinson, Alzheimer ou diabetes. A revolução passou a semana passada pelo Porto, onde estiveram reunidos alguns dos maiores especialistas nesta área. Entre eles, Mark Van Dyke, investigador do Instituto de Medicina Regenerativa Wake Forest, nos Estados Unidos, onde há mais de 20 anos se vem aperfeiçoando a ciência de regenerar tecidos humanos e construir novas peças para o organismo.

Ler o artigo completo: http://aeiou.semanal.expresso.pt/unica/vidas.asp?edition=1862&articleid=ES295632&subsection=Ciência

Efeitos do Arando e Probióticos

7 de julho de 2008

Na sequência do post publicado no dia 1/7, e por sugestão da Prof. Helena Jardim, apresentamos o link para um trabalho realizado por Alexandra Castro, aluna do 6º ano do Curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com o seguinte título: "Profilaxia de Infecções do Tracto Urinário em Pediatria: Efeitos do Arando e Probióticos na Prevenção de Infecções Recorrentes."

Deixamos o resumo do trabalho:

A Infecção do tracto urinário (ITU) é um problema pediátrico comum. Esquemas terapêuticos com antibióticos, contínuos e de baixa dosagem são recomendados para prevenção de infecções urinárias recorrentes, resultando no desenvolvimento de resistência bacteriana. Terapêuticas alternativas para prevenção de ITUs são necessárias para limitar o incremento da resistência a antibióticos.

O arando tem vindo a ser usado na profilaxia de ITUs. Recentemente um grupo de proantocianidinas (PACs) que impedem a adesão bacteriana foi isolado a partir do arando. Porém, estudos randomizados controlados não demonstram utilidade do arando na profilaxia de ITUs, em crianças.

Os probióticos são microorganismos benéficos. Vários mecanismos foram propostos para a acção dos probióticos. Em lactentes, o leite humano e produtos probióticos preveniram ITUs. Porém, não há estudos clínicos que apoiem o uso de probióticos na prevenção de ITUs em crianças. É importante enfatizar que os probióticos são muito heterogéneos, com diferenças na composição, actividade biológica, e dose ideal entre as diferentes preparações probióticas existentes.
Link para o trabalho completo: http://docs.google.com/Doc?id=dgszrg23_20ck8mg3c3

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Adolescentes (13 aos 18 anos)

4 de julho de 2008

  • Os adolescentes veêm-se a si próprios como indivíduos e querem ser independentes.
  • Os amigos e os seus pares são importantes.
  • O seu filho quer ser como os amigos e está preocupado com a forma como os outros o veêm.
  • A doença e os tratamentos fazem com que os adolescentes possam ser diferentes.
  • Os adolescentes já são capazes de ver as coisas de vários pontos de vista .

Preocupações mais comuns:


1. Perda de controlo ou independência. Como ajudar?

  • Permita ao adolescente tomar opções.
  • Deixe-o ser activo na escola e em actividades sociais.
  • Envolva-o no plano de tratamentos.
  • Inclua-o nas conversas com a equipa médica.
  • Deixe-o, na medida do possível, tomar conta de si próprio.

2. Imagem corporal ou auto-estima. Como ajudar?

  • Dê ao adolescente oportunidades para falar sobre mudanças físicas e/ou emocionais.
  • Fale com ele sobre sentimentos.
  • Saliente as coisas que ele faz bem.
  • Permita-lhe fazer coisas que o façam sentir bem consigo próprio.

3. Perda de privacidade. Como ajudar?

  • Respeite a necessidade do adolescente fazer as coisas por si mesmo.
  • Bata antes de entrar no quarto dele.
  • Permita-lhe que tenha tempo em privado.

4. Separação dos pares/amigos. Como ajudar?

  • Permita-lhe tempo com os amigos.
  • Deixe que os amigos o visitem e/ou telefonem.

5. Preocupações sobre o futuro. Como ajudar?

  • Responda às questões de forma aberta e honesta.
  • Ajude o seu filho a planear o futuro.
  • Deixe-o continuar com as actividades normais.

6. Alterações de comportamento. Como ajudar?

  • Dê ao adolescente maneiras seguras de expressar os seus sentimentos, especialmente a raiva.
  • Garanta-lhe que os seus sentimentos são normais.


Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4766

Espanha permitirá doar um rim a um desconhecido já no próximo ano

3 de julho de 2008

A Organização Nacional de Transplantes (ONT) de Espanha implementará no próximo ano um sistema cruzado através do qual uma pessoa que precise de um rim, e que tenha um dador incompatível, poderá trocá-lo com outro par na mesma situação.

O problema afecta um em cada três doentes renais que, apesar de terem alguém disposto a doar-lhe um rim, veio a verificar-se ser incompatível, perdendo assim toda a esperança de libertar-se da diálise.

A chamada doação cruzada, será implementada através de um sistema informático através do qual se verifica que sendo o receptor incompatível com o seu dador por razões imunológicas ou pelo grupo sanguíneo, buscar-se-á um outro par que tenha as condições opostas.

A ONT espera que esta iniciativa permita duplicar os transplantes de rim com dador vivo em Espanha, passando dos 137 no ano passado a 250 ou 300 por ano.

Ler mais:

http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Espana/permitira/donar/rinon/desconocido/elpepusoc/20080624elpepisoc_2/Tes

http://www.elperiodico.com/default.asp?idpublicacio_PK=46&idioma=CAS&idnoticia_PK=521161&idseccio_PK=1021&h=

Sabia que... O cranberry pode prevenir as infecções urinárias?

1 de julho de 2008

As infecções urinárias mais comuns são as que afectam o tracto urinário baixo, sendo vulgarmente classificadas como cistites e apenas afectam a bexiga. Estas infecções não são muito complicadas. Porém se não forem tratadas atempadamente, poderão ter repercussões graves, atingindo outros órgãos como os rins, podendo chegar mesmo à corrente sanguínea.


Este tipo de infecção afecta principalmente as mulheres, devido à anatomia do seu aparelho urinário e genital: a uretra é mais curta do que a dos homens e, além disso, a vagina e o ânus estão muito próximos. Normalmente, a cistite é provocada por bactérias, como a Escherichia coli (apelidada vulgarmente de colibacilo), que são originárias da flora intestinal e progridem ao longo da uretra atingindo a bexiga e formando infecção.

Os sintomas característicos deste tipo de afecção resumem-se a uma necessidade urgente de urinar, o que acontece com frequência. A micção é acompanhada por uma sensação de ardor e dor e a urina apresenta-se turva e com um cheiro desagradável. São ainda comuns dores abdominais. O diagnóstico baseia-se, fundamentalmente, no conjunto de sintomas descritos e o médico pode ainda solicitar uma análise à urina. O tratamento comum recorre ao uso de antibióticos. De um ponto de vista mais natural, existem formas complementares que, juntamente com a medicina tradicional, poderão contribuir para aliviar esta sintomatologia.

No que respeita aos suplementos, a vitamina C é extremamente importante, pois ajuda a acidificar a urina, tornando a bexiga um ambiente menos propício ao desenvolvimento de bactérias. Realça-se ainda o facto de que esta vitamina ajuda a fortalecer o sistema imunitário. O uso de produtos à base de equinácea é também comum, devido às suas propriedades anti-inflamatórias. O extracto de oxicoco (ou arando-vermelho) é, segundo inúmeros estudos, muito útil na resolução de infecções urinárias. Esta planta (Vaccinium macrocarpon e em inglês cranberry) tem sido usada tradicionalmente, com resultados positivos, pois pensa-se que a sua acção se deve ao facto de impedir que as bactérias se fixem às paredes do aparelho urinário, onde normalmente causam lesões. Verificou-se, nalguns estudos, que o sumo deste fruto ajudava a proteger o tracto urinário de infecções causadas por bactérias, com uma taxa de 73%. Pode consumir este fruto sob a sua forma natural, através de sumo ou ainda através de chá. Sob a forma de cápsulas, recomenda-se que opte por extractos estandardizados. Outra planta útil é a uva-ursina (Arctostaphylos uva-ursi) que ajuda a acalmar o ardor e a irritação ao urinar. São altamente recomendáveis os probióticos (acidophilus e bifidus), especialmente quando se efectuam tratamentos com antibióticos, pois estes suplementos ajudam na reprodução das bactérias benéficas.

É deveras importante que ao longo do dia seja ingerida uma grande quantidade de água ou outros líquidos. Os tradicionais chás de pés de cereja e de barbas de milho são uma opção. A ingestão de líquidos aumenta o fluxo de urina, ajudando a eliminar as matérias nocivas do organismo. Deve urinar sempre que sentir vontade. Do ponto de vista dietético, deve evitar o consumo de alimentos muito condimentados e bebidas alcoólicas.Existem ainda determinados conselhos relacionados com a higiene diária que deverão ser observados e encarados como formas preventivas de situações recorrentes. Deve beber um copo grande de água, antes e após as relações sexuais. Também, antes das relações, deve urinar, contudo não deve esvaziar totalmente a bexiga. A lubrificação deve ser perfeita e, em alguns casos, o uso do preservativo tem evitado as recorrências. A região anal deve ser limpa de diante para trás e a lavagem com produtos íntimos de pH ácido podem ajudar. Use roupa interior de algodão não apertada em detrimento das fibras sintéticas. Relembro que, como referi no início, as infecções urinárias podem desencadear situações graves, pelo que o conselho do seu médico é imprescindível.

Pedro Lôbo do Vale
Médico

Fonte: http://www.celeiro-dieta.pt/index.php?id=95&art=105

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Idade escolar (6 a 12 anos)

27 de junho de 2008

As crianças em idade escolar orgulham-se de fazerem as coisas por si próprias.

  • O seu filho gosta de ir à escola porque o ajuda a aprender coisas novas.
  • Os amigos são muito importantes.
  • As crianças em idade escolar já são capazes de pensar em termos de causa-efeito. O seu filho já tem uma boa noção do tempo.
  • O seu filho já tem um vocabulário mais rico para descrever o seu próprio corpo, pensamentos e sentimentos.
  • O seu filho compreende como funciona o seu corpo, embora possa ainda não compreender as expressões do médico.

Preocupações mais comuns:

1. Perda de controlo. Como ajudar?

  • Permita que o seu filho faça escolhas, mas não o faça quando não há escolha possível.
  • Dê-lhe tarefas.
  • Deixe-o praticar coisas novas.
  • Dentro do possível, deixe-o ir à escola ou fazer trabalhos da escola.
  • Tenha sempre jogos e actividades disponíveis.

2. Estar longe dos amigos e da escola. Como ajudar?

  • Dentro do possível, encoraje as visitas dos amigos.
  • Ajude-o a escrever cartas para os amigos e família.

3. Medo da dor ou medo do desconhecido. Como ajudar?

  • Utilize palavras simples, imagens ou livros para lhe dizer o que se vai passar.
  • Uns dias antes do tratamento, diga ao seu filho o que vai acontecer.
  • Deixe o seu filho brincar instrumentos médicos seguros.

Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4765

Novo tratamento evita efeitos secundários desagradáveis dos corticosteróides

24 de junho de 2008

Ao fim de 10 anos de estudo, uma equipa de investigadores de Stanford descobriu uma nova forma de poupar as crianças do tratamento tóxico que, geralmente, se segue a um transplante renal. Substituindo os esteróides por uma medicação diferente - daclizumab - é possível prevenir efeitos secundários complicados, tais como tensão arterial elevada, diminuição do crescimento e aumento de peso. Devido aos efeitos secundários, alguns adolescentes recusam-se mesmo a tomar a medicação, o que leva à rejeição do órgão transplantado.


A Dr. Minnie Sarwal, do Lucile Packard Children's Hospital, Stanford, apresentou estes resultados no American Transplant Congress, em Toronto. Referiu que, "Não só os órgãos dos pacientes funcionam melhor, como têm uma menor probabilidade de serem rejeitados". Estes resultados poderão conduzir a um novo padrão de tratamento para as crianças, abandonando a terapia tradicional com corticosteróides, em vigor desde os anos 50.

No estudo compararam-se 123 crianças que seguiram o protocolo sem esteróides com 111 crianças que seguiram o tratamento "standard", recorrendo aos esteróides, após transplante renal. Cada criança foi seguida durante 8 anos, tendo-se descoberto que os que não tomaram esteróides tinham significativamente menos probabilidade de desenvolver uma rejeição aguda. Para além disso, o seu desenvolvimento físico também melhorou, quer em termos de crescimento, quer de tensão arterial ou ganho de peso.

Ler mais: http://www.mercurynews.com/valley/ci_9511480

Sirolimus pode ajudar os pacientes que não tomam os seus medicamentos de forma regular...

23 de junho de 2008

Uma nova investigação da Divisão de Nefrologia da Universidade da Califórnia demonstra que o imunossupressor Sirolimus (nome de marca Rapamune) pode ajudar a prolongar o benefício clínico de um rim transplantado e atrasar a rejeição, em particular em pacientes que não tomam os seus medicamentos de forma regular (pacientes "non-compliant"). Estes resultados foram apresentados por Cherie Ye a 31 de Maio, no American Transplant Congress, em Toronto,

Robert Steiner, Professor de Medicina e Director de Nefrologia de Transplante e orientador de Ye explica que "Ninguém é perfeito a tomar medicamentos, mas não tomar doses de imunossupressores, ou não tomar as doses correctas, irá causar uma rejeição gradual do transplante, a qual é praticamente impossível de detectar nas fases iniciais. Os medicamentos que actuam a longo prazo, como o Sirolimus, podem ajudar nesta questão."

O co-autor do estudo David Perkins acrescenta "Pelo menos metade dos rins transplantados perdem-se devido a uma rejeição crónica do enxerto, cerca de 10 anos após o transplante. Quando os pacientes não têm estes problemas de rejeição, podem aguentar entre 20 e 30 anos sem sofrer de rejeição ou de outros problemas graves. E isto é um problema particularmente importante, devido à escassez de órgãos para transplante."

Steiner refere ainda que "Este estudo não teve nenhum financiamento comercial. Apenas quisemos confirmar aquilo de que já suspeitávamos na nossa prática clínica, em que nos esforçamos por que os nossos pacientes cumpram as nossas prescrições. Demonstramos que, quando a dose diária se está a desvanecer, e está na altura de tomar a dose seguinte, os pacientes que tomam Sirolimus poderão estar mais protegidos da rejeição do que outros que tomam outros medicamentos."

Ler mais: http://health.ucsd.edu/news/2008/5-30-kidney-transplantation.htm

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Idade pré-escolar (3 a 5 anos)

20 de junho de 2008

As crianças em idade pré-escolar têm orgulho em conseguir fazer as coisas por si próprias.

  • Já conseguem verbalizar o que pensam e o que sentem. A criança também pode recorrer ao jogo/brincadeira para expressar as suas emoções.
  • O seu filho pode achar que o hospital é um castigo por qualquer asneira que tenha feito.
  • Pode ficar confuso com as explicações dos adultos e arranjar as suas próprias razões para o que se está a passar.

Preocupações mais comuns:

1. Medo dos tratamentos. Como ajudar?

  • Utilize palavras simples, imagens ou livros para lhe dizer o que se vai passar.
  • Antes do tratamento, diga ao seu filho o que vai acontecer.
  • Deixe o seu filho brincar com conjuntos de médico e instrumentos seguros.

2. Perda de controlo. Como ajudar?

  • Permita que o seu filho faça escolhas, mas não o faça quando não há escolha possível.
  • Dê-lhe tarefas.

3. Mudanças de rotina ou de comportamento. Como ajudar?

  • Elogie o seu filho por fazer as coisas por si próprio.
  • Dê-lhe tempo para se ajustar às mudanças.
  • Use os jogos/brincadeiras para o ajudar a expressar os seus sentimentos.

Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4764

Testes de medicamentos em animais têm dias contados

19 de junho de 2008

Todos os anos são usados nos laboratórios europeus 12 milhões de animais. A alternativa de futuro será o recurso à cultura de células estaminais humanas. Desenvolver modelos alternativos à utilização de animais, capazes de fornecer resultados fiáveis, através da cultura de células é o objectivo de um estudo que reúne investigadores portugueses e outros parceiros europeus.

"Os fármacos, antes de chegarem ao mercado, passam por uma série de ensaios. Parte desses ensaios são feitos em animais", explica Paula Alves, directora do Laboratório de Tecnologia de Células Animais, do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica e do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, da Universidade Nova de Lisboa. "O que pretendemos com este estudo é fazer a substituição dos animais", refere.


Ler notícia.

Insuficiência renal no Bom dia Portugal da RTP

18 de junho de 2008

Uma pequena reportagem sobre a Insuficiência Renal em Portugal e uma entrevista ao Dr. Domingos Machado, responsável pelo Serviço de Transplantação do Hospital de Sta. Cruz, transmitida no programa da RTP "Bom Dia Portugal".

Ver aqui (colocar no minuto 08:52)

Menos hospitais recolhem sangue

17 de junho de 2008

O número de hospitais públicos que tem vindo a fechar os serviços de sangue e a deixar de fazer recolhas e análises laboratoriais tem vindo a aumentar. Desde 2000, abandonaram essa actividade pelo menos 58 hospitais públicos.

A extinção de muitos serviços de sangue deve-se aos elevados custos que implicam um maior controlo de qualidade das análises e os recursos humanos, sendo necessário pessoal altamente especializado.

Ler notícia.

Quem precisa? Trimetoprim e Nitrofurantoína

14 de junho de 2008

Recebemos os seguintes e-mails com ofertas generosas:

Tenho um filho de 4 meses que toma Trimetropim desde o primeiro dia por causa de uma ectasia piélica, detectada ainda in utero. Sucede que, na última consulta, o médico que o viu deu indicação que poderia parar com o trimetropim. Ora, eu tinha acabado de aquirir um frasco novo, que não cheguei a abrir. Como tem um prazo de validade curto e não tenho qualquer interesse em mandar um medicamento tão caro fora gostaria de o dar a alguém que dele necessitasse. Moro em Lisboa.

Este fim de semana a arrumar os medicamentos encontrei 3 caixas novas de Nitrofurantoína 50mg (que não existe em Portugal, mas trouxemos de Espanha), com validades até 2010 e 2011. Como a minha filha já não precisa, pensei que podia dá-las a quem precisasse, porque sei bem a angústia de precisar de um medicamento para os nossos filhos que está do outro lado a fronteira. Por isso, se souberem de alguém que precise, por favor informem-me da morada, que eu envio por correio.


A quem estiver interessado ou conheça alguém que possa estar, contacte-nos para criancaerim@gmail.com.

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Criança pequena (12 meses até 3 anos)

13 de junho de 2008

A partir dos 12 meses, as crianças começam a querer fazer mais coisas por si próprias.

  • Já será capaz de dizer "não" ou "quero".
  • Deixe-o fazer algumas coisas sozinho e, assim, poderá ser capaz de mostrar sentimentos através das suas acções.
  • Ajude-o a compreender como funciona o seu corpo.
  • Explique-lhe o transplante em palavras simples. As crianças desta idade pensam que são capazes de provocar ou evitar acontecimentos, o que lhes dará uma falsa ideia do que lhes causou o problema de saúde.
Preocupações mais comuns:
1. Medo da separação ou medo de estranhos. Como ajudar?
  • Esteja o máximo de tempo possível com o seu filho.
  • Dentro do possível, limite o número de pessoas que tratam dele.
  • Deixe-lhe objectos de segurança, tais como uma mantinha familiar ou um boneco de peluche preferido.
  • Se tiver que se ausentar, diga-lhe onde vai e quando irá voltar.
  • Quando sair, deixe-lhe algo de seu, como uma fotografia ou uma peça de roupa.
2. Perda de controlo. Como ajudar?
  • Permita que o seu filho faça escolhas, mas não o faça quando não há escolha possível.
  • Dê-lhe tarefas.
  • Deixe-o brincar e controlar os jogos e actividades.

3. Mudança de rotina. Como ajudar?

  • Dentro do possível, mantenha as rotinas de comer, dormir e banho.
  • Deixe-o brincar com os seus brinquedos favoritos e mais familiares.

4. Mudanças de comportamento. Como ajudar?

  • Dê-lhe oportunidades seguras de expressar a sua raiva ou outros sentimentos, como por exemplo, através da pintura ou construções.
  • Diga-lhe que não faz mal sentir-se triste ou zangado.
  • Passe muito tempo com ele e garanta-lhe segurança.
  • Estabeleça limites e discipline-o, sempre que necessário - ele precisará de limites para se sentir seguro.
  • Elogie-o sempre que possível.

5. Medo dos tratamentos. Como ajudar?

  • Assegure-o que ele não fez nada de errado e o tratamento não é um castigo.
  • Mantenha objectos de segurança por perto, tais como uma mantinha, uma chupeta ou um boneco de peluche.
  • Utilize palavras simples, imagens ou livros, para lhe dizer o que vai acontecer.
  • Diga-lhe o que vai acontecer mesmo antes do tratamento (e não com muita antecedência).
Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4763

Ivan Klasnic

11 de junho de 2008


A propósito de uma questão que surgiu no nosso Fórum, e em plena euforia do Euro 2008, lembramos que existe um jogador que foi chamado a representar a selecção do seu país e que tem uma história "renal" complicada.

Segundo o site oficial da UEFA, "É um milagre da medicina moderna Ivan Klasnić continuar a jogar futebol, ainda para mais quando está prestes a competir ao mais alto nível no UEFA EURO 2008. O ponta-de-lança de 28 anos foi submetido a dois transplantes renais em 2007, mas regressou aos relvados da Bundesliga com a camisola do Werder Bremen no final do último ano e voltou a vestir a camisola da selecção da Croácia em Março, frente à Escócia."

Klasnić interrompeu a sua carreira entre Dezembro de 2006 e Outubro de 2007, devido aos seus problemas de saúde. Em Janeiro de 2007 realizou um primeiro transplante renal com um rim doado pela sua mãe. No entanto, pouco tempo depois da cirurgia, seu organismo rejeitou o órgão. Dois meses depois, foi a vez do seu pai lhe doar um rim e, aparentemente, este transplante está a ser bem sucedido.

Agora acaba de se tornar no primeiro jogador a participar num importante torneio internacional de futebol depois de um transplante renal. Klasnić foi aconselhado a usar uma protecção em fibra de vidro, para evitar lesionar o rim transplantado durante os jogos ou mesmo nos treinos. Além disso, os seus medicamentos imunossupressores tiveram que ser expressamente autorizados pela UEFA, uma vez que fazem parte da lista de substâncias proibidas por razões de "doping".

Ler mais.

O que é o PET (Teste de Equilíbrio Peritoneal)?

9 de junho de 2008

Na diálise peritoneal (DP) o sucesso do tratamento do doente está dependente da integridade funcional e morfológica da membrana peritoneal. Para além da falência funcional do peritoneu, a DP a longo prazo pode levar a modificações anatómicas nos tecidos peritoneais, as quais podem afectar a eficácia do tratamento.

De modo a descobrir uma modalidade e prescrição de DP apropriadas, é crucial proceder a uma avaliação o mais exacta possível. O transporte da membrana peritoneal não se refere apenas ao transporte de solutos (por exemplo, toxinas urémicas e electrólitos), mas também ao transporte de fluidos. Uma vez que, tanto a eliminação de toxinas urémicas como a ultrafiltração são responsáveis pela adequação, é importante que estes dois parâmetros sejam avaliados com um método de teste de confiança. Estão disponíveis várias técnicas de medição de transporte peritoneal, das quais a mais proeminente e a mais usada é o PET (Teste de Equilíbrio Peritoneal).

Geralmente, este teste é realizado no hospital e demora cerca de 5 horas a ser realizado. No hospital drena-se o líquido que o doente tiver no peritoneu (se tiver algum) e infunde-se com um líquido de DP com 2,27% de glucose, o qual vai permanecer na cavidade abdominal durante 4 horas. Às 0, às 2 e às 4 horas do teste (início, meio e fim) são colhidas amostras de dialisado e de sangue, para análise.

Previamente à realização do teste, pede-se à pessoa que colha todo o líquido que drenou através da DP, bem como toda a urina das 24 horas anteriores ao teste, e que os traga para o hospital, para análise.

Utiliza-se o PET para averiguar se as toxinas passam de forma rápida ou lenta da circulação sanguínea para o líquido de diálise. Se as toxinas forem transferidas rapidamente, diz-se que a pessoa é um "alto transportador". Se as toxinas forem transferidas lentamente, diz-se que a pessoa é um "baixo transportador". Os resultados deste teste ajudam a adequar o programa de diálise às características individuais de cada peritoneu, ajustanto o tempo de permanência de cada troca.
ALTO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Rápida
Remoção de líquidos - Baixa
Melhor tipo de DP - Trocas frequentes, permanências curtas (APD - diálise automatizada)
(Os "alto transportadores" têm uma baixa remoção de líquidos porque a água e a glucose do próprio líquido de DP podem ser absorvidas pelo organismo, se o líquido não for drenado após uma permanência de 2/3 horas. As toxinas, a água e a glucose podem passar rapidamente em ambas as direcções.)
MÉDIO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Média
Remoção de líquidos - Média
Melhor tipo de DP - APD (diálise automatizada) ou CAPD (diálise manual)
BAIXO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Lenta
Remoção de líquidos - Boa
Melhor tipo de DP - APD (diálise manual) com 5 trocas espaçadas equitativamente ao longo das 24h

Possíveis diferenças no transporte peritoneal entre crianças e adultos têm sido discutidas por muitos autores. Um estudo recente de Bouts et al. não confirmou estas preocupações. Os resultados sugerem que a membrana peritoneal nas crianças pode não ser diferente da dos adultos. O PET é perfeitamente aplicável nas crianças, existindo uma vasta experiência na sua realização.

É pouco claro qual a frequência com que a função peritoneal deve ser avaliada. As linhas de orientação da K/DOQI (National Kidney Foundation Dialysis Outcomes Quality Initiatives) recomendam uma medição a cada 4 meses. No entanto, os testes são demorados, tanto para os doentes como para os enfermeiros. O pessoal clínico das unidades pode ter o seu próprio protocolo sobre quando realizar um teste e alguns podem avaliar a função peritoneal do doente, apenas em casos de irregularidade clínica.
Fontes:
PDServe
UK National Kidney Federation