Novo tratamento evita efeitos secundários desagradáveis dos corticosteróides

24 de junho de 2008

Ao fim de 10 anos de estudo, uma equipa de investigadores de Stanford descobriu uma nova forma de poupar as crianças do tratamento tóxico que, geralmente, se segue a um transplante renal. Substituindo os esteróides por uma medicação diferente - daclizumab - é possível prevenir efeitos secundários complicados, tais como tensão arterial elevada, diminuição do crescimento e aumento de peso. Devido aos efeitos secundários, alguns adolescentes recusam-se mesmo a tomar a medicação, o que leva à rejeição do órgão transplantado.


A Dr. Minnie Sarwal, do Lucile Packard Children's Hospital, Stanford, apresentou estes resultados no American Transplant Congress, em Toronto. Referiu que, "Não só os órgãos dos pacientes funcionam melhor, como têm uma menor probabilidade de serem rejeitados". Estes resultados poderão conduzir a um novo padrão de tratamento para as crianças, abandonando a terapia tradicional com corticosteróides, em vigor desde os anos 50.

No estudo compararam-se 123 crianças que seguiram o protocolo sem esteróides com 111 crianças que seguiram o tratamento "standard", recorrendo aos esteróides, após transplante renal. Cada criança foi seguida durante 8 anos, tendo-se descoberto que os que não tomaram esteróides tinham significativamente menos probabilidade de desenvolver uma rejeição aguda. Para além disso, o seu desenvolvimento físico também melhorou, quer em termos de crescimento, quer de tensão arterial ou ganho de peso.

Ler mais: http://www.mercurynews.com/valley/ci_9511480

Sirolimus pode ajudar os pacientes que não tomam os seus medicamentos de forma regular...

23 de junho de 2008

Uma nova investigação da Divisão de Nefrologia da Universidade da Califórnia demonstra que o imunossupressor Sirolimus (nome de marca Rapamune) pode ajudar a prolongar o benefício clínico de um rim transplantado e atrasar a rejeição, em particular em pacientes que não tomam os seus medicamentos de forma regular (pacientes "non-compliant"). Estes resultados foram apresentados por Cherie Ye a 31 de Maio, no American Transplant Congress, em Toronto,

Robert Steiner, Professor de Medicina e Director de Nefrologia de Transplante e orientador de Ye explica que "Ninguém é perfeito a tomar medicamentos, mas não tomar doses de imunossupressores, ou não tomar as doses correctas, irá causar uma rejeição gradual do transplante, a qual é praticamente impossível de detectar nas fases iniciais. Os medicamentos que actuam a longo prazo, como o Sirolimus, podem ajudar nesta questão."

O co-autor do estudo David Perkins acrescenta "Pelo menos metade dos rins transplantados perdem-se devido a uma rejeição crónica do enxerto, cerca de 10 anos após o transplante. Quando os pacientes não têm estes problemas de rejeição, podem aguentar entre 20 e 30 anos sem sofrer de rejeição ou de outros problemas graves. E isto é um problema particularmente importante, devido à escassez de órgãos para transplante."

Steiner refere ainda que "Este estudo não teve nenhum financiamento comercial. Apenas quisemos confirmar aquilo de que já suspeitávamos na nossa prática clínica, em que nos esforçamos por que os nossos pacientes cumpram as nossas prescrições. Demonstramos que, quando a dose diária se está a desvanecer, e está na altura de tomar a dose seguinte, os pacientes que tomam Sirolimus poderão estar mais protegidos da rejeição do que outros que tomam outros medicamentos."

Ler mais: http://health.ucsd.edu/news/2008/5-30-kidney-transplantation.htm

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Idade pré-escolar (3 a 5 anos)

20 de junho de 2008

As crianças em idade pré-escolar têm orgulho em conseguir fazer as coisas por si próprias.

  • Já conseguem verbalizar o que pensam e o que sentem. A criança também pode recorrer ao jogo/brincadeira para expressar as suas emoções.
  • O seu filho pode achar que o hospital é um castigo por qualquer asneira que tenha feito.
  • Pode ficar confuso com as explicações dos adultos e arranjar as suas próprias razões para o que se está a passar.

Preocupações mais comuns:

1. Medo dos tratamentos. Como ajudar?

  • Utilize palavras simples, imagens ou livros para lhe dizer o que se vai passar.
  • Antes do tratamento, diga ao seu filho o que vai acontecer.
  • Deixe o seu filho brincar com conjuntos de médico e instrumentos seguros.

2. Perda de controlo. Como ajudar?

  • Permita que o seu filho faça escolhas, mas não o faça quando não há escolha possível.
  • Dê-lhe tarefas.

3. Mudanças de rotina ou de comportamento. Como ajudar?

  • Elogie o seu filho por fazer as coisas por si próprio.
  • Dê-lhe tempo para se ajustar às mudanças.
  • Use os jogos/brincadeiras para o ajudar a expressar os seus sentimentos.

Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4764

Testes de medicamentos em animais têm dias contados

19 de junho de 2008

Todos os anos são usados nos laboratórios europeus 12 milhões de animais. A alternativa de futuro será o recurso à cultura de células estaminais humanas. Desenvolver modelos alternativos à utilização de animais, capazes de fornecer resultados fiáveis, através da cultura de células é o objectivo de um estudo que reúne investigadores portugueses e outros parceiros europeus.

"Os fármacos, antes de chegarem ao mercado, passam por uma série de ensaios. Parte desses ensaios são feitos em animais", explica Paula Alves, directora do Laboratório de Tecnologia de Células Animais, do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica e do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, da Universidade Nova de Lisboa. "O que pretendemos com este estudo é fazer a substituição dos animais", refere.


Ler notícia.

Insuficiência renal no Bom dia Portugal da RTP

18 de junho de 2008

Uma pequena reportagem sobre a Insuficiência Renal em Portugal e uma entrevista ao Dr. Domingos Machado, responsável pelo Serviço de Transplantação do Hospital de Sta. Cruz, transmitida no programa da RTP "Bom Dia Portugal".

Ver aqui (colocar no minuto 08:52)

Menos hospitais recolhem sangue

17 de junho de 2008

O número de hospitais públicos que tem vindo a fechar os serviços de sangue e a deixar de fazer recolhas e análises laboratoriais tem vindo a aumentar. Desde 2000, abandonaram essa actividade pelo menos 58 hospitais públicos.

A extinção de muitos serviços de sangue deve-se aos elevados custos que implicam um maior controlo de qualidade das análises e os recursos humanos, sendo necessário pessoal altamente especializado.

Ler notícia.

Quem precisa? Trimetoprim e Nitrofurantoína

14 de junho de 2008

Recebemos os seguintes e-mails com ofertas generosas:

Tenho um filho de 4 meses que toma Trimetropim desde o primeiro dia por causa de uma ectasia piélica, detectada ainda in utero. Sucede que, na última consulta, o médico que o viu deu indicação que poderia parar com o trimetropim. Ora, eu tinha acabado de aquirir um frasco novo, que não cheguei a abrir. Como tem um prazo de validade curto e não tenho qualquer interesse em mandar um medicamento tão caro fora gostaria de o dar a alguém que dele necessitasse. Moro em Lisboa.

Este fim de semana a arrumar os medicamentos encontrei 3 caixas novas de Nitrofurantoína 50mg (que não existe em Portugal, mas trouxemos de Espanha), com validades até 2010 e 2011. Como a minha filha já não precisa, pensei que podia dá-las a quem precisasse, porque sei bem a angústia de precisar de um medicamento para os nossos filhos que está do outro lado a fronteira. Por isso, se souberem de alguém que precise, por favor informem-me da morada, que eu envio por correio.


A quem estiver interessado ou conheça alguém que possa estar, contacte-nos para criancaerim@gmail.com.

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Criança pequena (12 meses até 3 anos)

13 de junho de 2008

A partir dos 12 meses, as crianças começam a querer fazer mais coisas por si próprias.

  • Já será capaz de dizer "não" ou "quero".
  • Deixe-o fazer algumas coisas sozinho e, assim, poderá ser capaz de mostrar sentimentos através das suas acções.
  • Ajude-o a compreender como funciona o seu corpo.
  • Explique-lhe o transplante em palavras simples. As crianças desta idade pensam que são capazes de provocar ou evitar acontecimentos, o que lhes dará uma falsa ideia do que lhes causou o problema de saúde.
Preocupações mais comuns:
1. Medo da separação ou medo de estranhos. Como ajudar?
  • Esteja o máximo de tempo possível com o seu filho.
  • Dentro do possível, limite o número de pessoas que tratam dele.
  • Deixe-lhe objectos de segurança, tais como uma mantinha familiar ou um boneco de peluche preferido.
  • Se tiver que se ausentar, diga-lhe onde vai e quando irá voltar.
  • Quando sair, deixe-lhe algo de seu, como uma fotografia ou uma peça de roupa.
2. Perda de controlo. Como ajudar?
  • Permita que o seu filho faça escolhas, mas não o faça quando não há escolha possível.
  • Dê-lhe tarefas.
  • Deixe-o brincar e controlar os jogos e actividades.

3. Mudança de rotina. Como ajudar?

  • Dentro do possível, mantenha as rotinas de comer, dormir e banho.
  • Deixe-o brincar com os seus brinquedos favoritos e mais familiares.

4. Mudanças de comportamento. Como ajudar?

  • Dê-lhe oportunidades seguras de expressar a sua raiva ou outros sentimentos, como por exemplo, através da pintura ou construções.
  • Diga-lhe que não faz mal sentir-se triste ou zangado.
  • Passe muito tempo com ele e garanta-lhe segurança.
  • Estabeleça limites e discipline-o, sempre que necessário - ele precisará de limites para se sentir seguro.
  • Elogie-o sempre que possível.

5. Medo dos tratamentos. Como ajudar?

  • Assegure-o que ele não fez nada de errado e o tratamento não é um castigo.
  • Mantenha objectos de segurança por perto, tais como uma mantinha, uma chupeta ou um boneco de peluche.
  • Utilize palavras simples, imagens ou livros, para lhe dizer o que vai acontecer.
  • Diga-lhe o que vai acontecer mesmo antes do tratamento (e não com muita antecedência).
Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4763

Ivan Klasnic

11 de junho de 2008


A propósito de uma questão que surgiu no nosso Fórum, e em plena euforia do Euro 2008, lembramos que existe um jogador que foi chamado a representar a selecção do seu país e que tem uma história "renal" complicada.

Segundo o site oficial da UEFA, "É um milagre da medicina moderna Ivan Klasnić continuar a jogar futebol, ainda para mais quando está prestes a competir ao mais alto nível no UEFA EURO 2008. O ponta-de-lança de 28 anos foi submetido a dois transplantes renais em 2007, mas regressou aos relvados da Bundesliga com a camisola do Werder Bremen no final do último ano e voltou a vestir a camisola da selecção da Croácia em Março, frente à Escócia."

Klasnić interrompeu a sua carreira entre Dezembro de 2006 e Outubro de 2007, devido aos seus problemas de saúde. Em Janeiro de 2007 realizou um primeiro transplante renal com um rim doado pela sua mãe. No entanto, pouco tempo depois da cirurgia, seu organismo rejeitou o órgão. Dois meses depois, foi a vez do seu pai lhe doar um rim e, aparentemente, este transplante está a ser bem sucedido.

Agora acaba de se tornar no primeiro jogador a participar num importante torneio internacional de futebol depois de um transplante renal. Klasnić foi aconselhado a usar uma protecção em fibra de vidro, para evitar lesionar o rim transplantado durante os jogos ou mesmo nos treinos. Além disso, os seus medicamentos imunossupressores tiveram que ser expressamente autorizados pela UEFA, uma vez que fazem parte da lista de substâncias proibidas por razões de "doping".

Ler mais.

O que é o PET (Teste de Equilíbrio Peritoneal)?

9 de junho de 2008

Na diálise peritoneal (DP) o sucesso do tratamento do doente está dependente da integridade funcional e morfológica da membrana peritoneal. Para além da falência funcional do peritoneu, a DP a longo prazo pode levar a modificações anatómicas nos tecidos peritoneais, as quais podem afectar a eficácia do tratamento.

De modo a descobrir uma modalidade e prescrição de DP apropriadas, é crucial proceder a uma avaliação o mais exacta possível. O transporte da membrana peritoneal não se refere apenas ao transporte de solutos (por exemplo, toxinas urémicas e electrólitos), mas também ao transporte de fluidos. Uma vez que, tanto a eliminação de toxinas urémicas como a ultrafiltração são responsáveis pela adequação, é importante que estes dois parâmetros sejam avaliados com um método de teste de confiança. Estão disponíveis várias técnicas de medição de transporte peritoneal, das quais a mais proeminente e a mais usada é o PET (Teste de Equilíbrio Peritoneal).

Geralmente, este teste é realizado no hospital e demora cerca de 5 horas a ser realizado. No hospital drena-se o líquido que o doente tiver no peritoneu (se tiver algum) e infunde-se com um líquido de DP com 2,27% de glucose, o qual vai permanecer na cavidade abdominal durante 4 horas. Às 0, às 2 e às 4 horas do teste (início, meio e fim) são colhidas amostras de dialisado e de sangue, para análise.

Previamente à realização do teste, pede-se à pessoa que colha todo o líquido que drenou através da DP, bem como toda a urina das 24 horas anteriores ao teste, e que os traga para o hospital, para análise.

Utiliza-se o PET para averiguar se as toxinas passam de forma rápida ou lenta da circulação sanguínea para o líquido de diálise. Se as toxinas forem transferidas rapidamente, diz-se que a pessoa é um "alto transportador". Se as toxinas forem transferidas lentamente, diz-se que a pessoa é um "baixo transportador". Os resultados deste teste ajudam a adequar o programa de diálise às características individuais de cada peritoneu, ajustanto o tempo de permanência de cada troca.
ALTO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Rápida
Remoção de líquidos - Baixa
Melhor tipo de DP - Trocas frequentes, permanências curtas (APD - diálise automatizada)
(Os "alto transportadores" têm uma baixa remoção de líquidos porque a água e a glucose do próprio líquido de DP podem ser absorvidas pelo organismo, se o líquido não for drenado após uma permanência de 2/3 horas. As toxinas, a água e a glucose podem passar rapidamente em ambas as direcções.)
MÉDIO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Média
Remoção de líquidos - Média
Melhor tipo de DP - APD (diálise automatizada) ou CAPD (diálise manual)
BAIXO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Lenta
Remoção de líquidos - Boa
Melhor tipo de DP - APD (diálise manual) com 5 trocas espaçadas equitativamente ao longo das 24h

Possíveis diferenças no transporte peritoneal entre crianças e adultos têm sido discutidas por muitos autores. Um estudo recente de Bouts et al. não confirmou estas preocupações. Os resultados sugerem que a membrana peritoneal nas crianças pode não ser diferente da dos adultos. O PET é perfeitamente aplicável nas crianças, existindo uma vasta experiência na sua realização.

É pouco claro qual a frequência com que a função peritoneal deve ser avaliada. As linhas de orientação da K/DOQI (National Kidney Foundation Dialysis Outcomes Quality Initiatives) recomendam uma medição a cada 4 meses. No entanto, os testes são demorados, tanto para os doentes como para os enfermeiros. O pessoal clínico das unidades pode ter o seu próprio protocolo sobre quando realizar um teste e alguns podem avaliar a função peritoneal do doente, apenas em casos de irregularidade clínica.
Fontes:
PDServe
UK National Kidney Federation

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Bebés (< 12 meses)

6 de junho de 2008

Iniciamos hoje a tradução de mais um conjunto de informações importantes para pais de crianças com IRC. Lidar com um transplante renal pode parecer arrasador ao início, mas para cada idade existem conselhos, que ajudam toda a família a lidar com a ansiedade e a tornar esta experiência o mais gratificante e agradável possível.

As idades estão divididas da seguinte forma:

  • Bebé (menos de 12 meses)
  • Criança pequena (12 meses até 3 anos)
  • Criança em idade pré-escolar (3 a 5 anos)
  • Criança em idade escolar (6 a 12 anos)
  • Adolescentes (13 a 18 anos)


  • Iniciamos com a forma de lidar com um transplante num bebé com menos de 12 meses de idade. Um bebé não compreende o que é um transplante renal. Apenas espera que os pais satisfaçam as suas necessidades. Um bebé...
    • precisa dos pais para satisfazerem as suas necessidades alimentares, de conforto, de brincadeira e de cuidados
    • conhece o seu mundo através dos sentidos, tais como cheiros, cores e sabores
    • desenvolve a sua confiança em pessoas e coisas familiares
    • responde a pessoas e ambientes novos
    Preocupações mais comuns:
    1. Separação das pessoas mais próximas. Como ajudar?

    • Esteja o máximo de tempo possível com o seu bebé
    • Deixe alguma coisa sua quando se ausentar, tal como uma fotografia ou uma peça de roupa
    • Pegue no seu bebé ao colo e embale-o
    • Tenha cobertores ou brinquedos que lhe sejam familiares no seu quarto de hospital
    2. Medo de estranhos. Como ajudar?

    • Garanta que são sempre as mesmas pessoas a tratar do seu bebé, quer dentro, quer fora do hospital
    • Limite o número de pessoas e de vozes no seu quarto

    3. Desenvolvimento. Como ajudar?

    • Permita que o seu bebé explore os brinquedos com as mãos e a boca. Mantenha sempre os brinquedos bem limpos e tenha cuidado com as peças pequenas que ele possa engolir
    • Toque-o de forma suave e massage-o para o acalmar
    • Brinque com ele tal como faria em casa
    4. Sentido de segurança. Como ajudar?

    • Garanta que o berço do seu bebé é um local seguro. Pergunte se é possível utilizar a sala de tratamentos (em vez do quarto do bebé) para realizar procedimentos dolorosos (esta opção nem sempre é possível)
    • Acorde o seu bebé antes de algum procedimento doloroso
    • Mantenha ou desenvolva rotinas à hora das refeições, de dormir ou do banho
    Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4762

    Inauguração Urgência Pediátrica Integrada do Porto (UPIP)

    5 de junho de 2008


    Foi apresentada no passado dia 1 de Junho (Dia Mundial da Criança), no Porto, a UPIP: Urgência Integrada Pediátrica do Porto.

    Trata-se de um projecto inovador de integração em rede dos vários cuidados de saúde, destinada a utentes de idade inferior a 18 anos.

    Segundo a Ministra, este é um exemplo a seguir noutras regiões do país. Por outro lado, salienta-se também o facto de se ter iniciado progressivamente, na região do Porto, o alargamento da idade de atendimento nos serviços de pediatria, sendo que a partir de 1 de Janeiro de 2009, estarão abrangidos todos os utentes até aos 18 anos.

    Quem quiser saber mais sobre o projecto (sobretudo quem é da região do Porto), pode ler mais no site da ARS: http://www.arsnorte.min-saude.pt/projecto_UPIP.htm

    Pode também ler aqui a entrevista da Prof. Helena Jardim (coordenadora do projecto) ao Jornal Público (clicar na imagem inicial).

    Ver Notícia do JN.

    Você sabe como está a sua creatinina?

    4 de junho de 2008

    É provável que você saiba hoje como está o seu colesterol, a sua glucose, e alguns homens podem saber como está o seu PSA. Óptimo, são preocupações coerentes relacionadas com a prevenção de doenças comuns com alta prevalência. Mas a sua creatinina, sabe como ela está? Aliás, sabe o que é a creatinina?

    Ler mais aqui:
    http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdConteudo=95223&intIdEdicao=1471

    Novo medicamento imunossupressor à vista?

    3 de junho de 2008

    A Isotechnika Inc., um laboratório farmacêutico do Canadá, anunciou há dias que o seu novo medicamento, a Voclosporina, provou ser "estatisticamente não-inferior" ao outro medicamento mais vulgarmente utilizado em transplantes renais actualmente, o Tacrolimus.

    Robert Foster, director da empresa referiu que ficou demonstrada uma eficácia semelhante ao Tacrolimus, mas com vantagens importantes, tais como uma menor incidência de diabetes pós-transplante e uma melhor preservação da função renal.

    Este estudo envolveu 334 pacientes e demonstrou que a Voclosporina não era pior do que o Tacrolimus na prevenção da rejeição do órgão ao fim de 6 meses e que não foram levantadas preocupações de segurança específicas, mostrando ainda vantagens importantes.

    Mais informações aqui.

    Becozyme xarope - novamente disponível!

    2 de junho de 2008

    Na sequência dos nossos posts de 2007 sobre a suspensão de comercialização do medicamento Becozyme Xarope (13/3/2007 e 20/3/2007), informamos que recebemos informação directamente da Bayer que nos confirma que a comercialização do mesmo foi retomada!

    Boa tarde,

    Na sequência das questões que nos colocaram relativamente ao nosso produto Becozyme xarope, tenho o MAIOR prazer de comunicar que o mesmo já se encontra disponível. Atendendo a que foi enviado para os armazenistas durante esta semana, as farmácias já o terão podido encomendar e portanto ter no seu stock.

    Conforme tive ocasião de explicar, foi necessário alterar o aroma que existia no Becozyme xarope, por ser impossível obter o mesmo no mercado mundial, pelo que vão certamente notar uma alteração de sabor. Aparte esse pormenor a fórmula é exactamente igual à que existia anteriormente.

    Peço, uma vez mais, desculpa por esta ausência prolongada, embora não tivesse sido de nossa inteira responsabilidade, dado o Infarmed ter excedido largamente os prazos de aprovação habituais, e agradeço sinceramente a vossa compreensão.

    Encontro-me, evidentemente, disponível para qualquer esclarecimento que desejem.

    Com os meus maiores cumprimentos,

    Mafalda Araújo
    Country Head
    Bayer Consumer Care


    Esperamos que as farmácias hospitalares sejam céleres a retomar a dispensa do medicamento. Agradecemos à Bayer o cuidado em nos fazer chegar directamente esta informação.

    UPIP

    30 de maio de 2008

    http://www.arsnorte.min-saude.pt/projecto_UPIP.htm

    No site acima em "Projectos" por favor leiam sobre UPIP (Urgência Pediátrica Integrada do Porto), razão pela qual tenho andado longe daqui....

    A inauguração é no dia 1 de Junho, a partir das 10.30 na Casa do Médico, na Ordem dos Médicos, na Arca de Água, no Porto.

    Com as crianças e com a Ministra da Saúde, vamos celebrar em festa. Não falta bombos, palhaços, os pequenos violinos, cantores da Maia, lanche, rancho folclórico, T-shirts, bonés e uma largada de 2 800 balões. E muita pequenada.

    Aqui fica a notícia em primeira mão!

    Gostarei de vos ver por lá.

    Um abraço.

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Importância do cumprimento das prescrições médicas

    O transplante renal é um procedimento médico-cirúrgico importante. Pode respresentar um grande desafio difícil de gerir. Implica que o paciente terá tomar uma série de medicamentos e terá também de mudar o estilo de vida. Pode mesmo tornar-se numa experiência frustrante, especialmente para os adolescentes. É muito importante continuar a trabalhar de perto com a equipa de transplante de modo a manter o rim sempre saudável. A equipa médica está lá para o ajudar nos tempos difíceis.

    A não adesão ao tratamento significa não cumprir exactamente os conselhos e indicações dadas pela equipa médica. Isso acontece muitas vezes com crianças e adolescentes entre os 11 e os 15 anos, o que pode causar a perda do rim transplantado. Os anos da adolescência são tempos em que os sentimentos de independência, imagem corporal, e a aceitação por parte dos seus pares é muito importante. Alguns medicamentos pós-transplante podem provocar alterações no aspecto físico o que criará problemas com a imagem corporal. Por outro lado, tomar a medicação durante o dia pode tornar-se socialmente incómodo e tudo isto pode ser muito frustrante para um adolescente.

    O não cumprimento das prescrições médias pode acontecer de diferentes formas:

    • Não tomar os medicamentos a horas, conforme prescrito;
    • Não comparecer nas consultas médicas;
    • Não fazer as análises necessárias;
    • Não cumprir os conselhos médicos quanto a dieta, actividade física ou outros assuntos;
    Dicas e factos para ajudar a manter o rim saudável tanto quanto possível:

    • Manter um rim transplantado saudável implica uma mudança no estilo de vida, o que implicará alguma disciplina.
    • Manter um rim saudável pode muitas vezes ser stressante. Por favor, fale com a equipa de transplante sobre as suas preocupações.
    • Se tiver crises na sua vida, por favor contacte a equipa de transplante para ajuda.
    • Tomar os medicamentos de forma regular todos os dias e no horário prescrito é muito importante. É a única forma de evitar que o corpo rejeite o rim. Isto pode acontecer mesmo após muitos anos de um transplante estável, se deixar repentinamente de tomar os medicamentos pós-transplante ou se não os tomar da forma indicada.
    • Se os medicamentos entrarem na rotina da actividade diária, ou se tiver a sentir efeitos secundários importantes, por favor fale com a equipa de transplante. Poderão ser feitos ajustes na medicação que o irão ajudar. Não páre ou mude a medicação sem autorização médica.
    • Compareça nas consultas médicas tal como prescrito.
    • Se estiver próximo da idade adulta e estiver preocupado com a mudança para um serviço de nefrologia de adultos, por favor discuta as suas preocupações com o médico da equipa de transplante. Muitas vezes esta transferência pode ser adiada ou ser feita de modo gradual até que conheça o nefrologista de adultos.
    • Lembre-se sempre que, se perder o rim por não adesão ao tratamento, voltará à diálise. Poderá ter de permanecer em diálise por muito tempo até que consiga outro rim. A diálise não é uma boa alternativa ao transplante. Mesmo em diálise, terá de continuar a tomar uma série de medicamentos para a insuficiência renal.
    XI. A vida do rim e a necessidade de transplantes futuros

    O uso de novos medicamentos para evitar que o corpo rejeite o novo rim tem tornado possível manter o novo rim por mais tempo. Um ponto chave para manter o rim a funcionar bem é cumprir rigorosamente os horários da medicação e seguir todos os conselhos médicos.
    Alguns rins podem funcionar por muitos anos. O tempo de vida médio de um rim transplantado é de cerca de 10 anos. Alguns podem funcionar por muitos mais anos.
    As crianças podem fazer um segundo ou terceiro transplante se o primeiro falhar. Lembre-se que muitos avanços e novos medicamentos são introduzidos todos os dias. Espera-se que os rins transplantados durem muito mais tempo no futuro. Nesta altura, as crianças com um transplante renal podem levar vidas perfeitamente normais. Podem olhar para o futuro de forma brilhante tal como todas as outras crianças.


    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Dia Mundial Sem Tabaco

    28 de maio de 2008

    No próximo dia 31 de Maio comemora-se, sob a égide da Organização Mundial de Saúde, o Dia Mundial Sem Tabaco. O tema escolhido para o corrente ano foi "Juventude Sem Tabaco".

    É dado especial enfoque à necessidade de os países banirem todas as formas de publicidade, de promoção e de patrocínio aos produtos do tabaco, tendo em consideração que este é um dos meios mais eficazes para que os jovens não iniciem o consumo do tabaco.

    Face a esta ameaça para os jovens, o Dia Mundial Sem Tabaco, deste ano, é focado na seguinte mensagem:


    Um dos meios mais eficazes para evitar que os jovens experimentem fumar, tornando-se consumidores regulares, consiste na proibição de todas as formas directas e indirectas de publicidade ao tabaco, incluindo a promoção de produtos do tabaco e o patrocínio, pelas indústrias do tabaco, de quaisquer eventos ou actividades.

    Para mais informações consultar:

    Medicamento anti-rejeição pode aumentar o risco de diabetes no pós-transplante renal

    26 de maio de 2008

    Para os pacientes que efectuaram um transplante renal, o tratamento com o medicamento anti-rejeição sirolimus (Rapamune) pode conduzir a um risco acrescido de diabetes, mostra um novo estudo.

    "Nós demonstramos uma forte associação entre o sirolimus e a diabetes pós-transplante num grande número de pacientes com transplante renal nos EUA," comenta o Dr.John S.Gill da Universidade de British Columbia, em Vancouver. "O risco de diabetes era independente de outros factores que se sabe aumentar o risco de diabetes."

    Os investigadores analisaram o sistema de informação sobre a doença renal para aproximadamente 20.000 pacientes com Medicare que fizeram um transplante entre 1995 e 2003. Nenhum dos pacientes tinha diabetes antes do transplante. O Tratamento com sirolimus foi analisado como contribuindo possivelmente para o risco de diabetes desenvolvidos depois do transplante, juntamente com outros potenciais factores de risco já conhecidos.

    "O sirolimus é um novo tipo de medicamento anti-rejeição que não tem sido associado com diabetes nos pacientes transplantados renais", explica o Dr.Gill. "Contudo, um certo número de estudos em animais e outros pequenos estudos clínicos têm sugerido que o sirolimus pode aumentar o risco de diabetes."

    Os resultados sugerem uma taxa de diabetes pós-transplante mais elevada entre os pacientes tratados com sirolimus, comparativamente aos tratados com outros medicamentos anti-rejeição. Dependendo de quais os medicamentos adicionais que tomavam, o risco de diabetes era 36 a 66% mais elevado nos pacientes que recebiam sirolimus.

    Uma análise separada dos pacientes que se mantiveram nos mesmos medicamentos anti-rejeição ao longo do 1º ano depois do transplante mostraram resultados semelhantes. O aumento do risco não estava relacionado com nenhum dos outros medicamentos tomados conjuntamente com o sirolimus, ou com outros factores de risco tais como a idade, raça/etnia ou obesidade.

    A diabetes é uma complicação séria e cada vez mais frequente que ocorre no pós-transplante renal. "Pacientes que desenvolvem diabetes depois do transplante têm aproximadamente o mesmo risco de rejeição do transplante que aqueles que desenvolvem rejeição aguda do transplante," refere o Dr.Gill.

    Sabe-se que diversos factores aumentam o risco de diabetes no pós-transplante, incluindo alguns outros medicamentos anti-rejeição. Este novo relatório é o primeiro grande estudo clínico que sugere que o sirolimus pode também ser um factor de risco.

    "Devem ser feitos estudos adicionais para clarificar o risco de diabetes em pacientes tratados com sirolimus," acrescenta o Dr.Gill. Ele também refere algumas limitações do estudo, tais como o facto de ser baseado em dados prévios e o facto de ser limitado a pacientes com Medicare.

    Fonte:

    http://www.sciencedaily.com/releases/2008/05/080522121621.htm

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Crescimento

    23 de maio de 2008

    As crianças insuficientes renais têm problemas de crescimento e são mais baixas do que outras crianças da mesma idade. Uma das principais razões que explicam a dificuldade de crescimento tem a ver com o facto de o organismo não responder à sua própria produção de hormona de crescimento, pelo que muitas vezes estas crianças recebem tratamento com esta hormona.


    Será que o meu filho irá crescer normalmente após o transplante?

    Após o transplante, o crescimento ainda poderá ser lento, mesmo que o novo rim funcione bem, devido ao tratamento com prednisona. As crianças mais pequenas tendem a ter as melhores taxas de crescimento pós-transplante. Se o seu filho não está a crescer bem, o seu médico poderá decidir alterar a dosagem de prednisona, ou iniciar o tratamento com a hormona de crescimento.


    O meu filho fazia hormona de crescimento antes do transplante. Pode continuar a fazê-lo?

    Algumas crianças crescem muito bem depois do transplante, em particular se o rim funcionar bem. O seu filho poderá precisar de hormona de crescimento, ou não. Se o seu filho não estiver a crescer bem, pergunte ao seu médico de transplante sobre a hormona de crescimento. O seu filho deverá ter uma função renal estável e sem sinais de rejeição, antes de retomar a hormona de crescimento.

    Quando é a melhor altura para começar um tratamento com hormona de crescimento depois de um transplante renal?

    • É melhor começar a hormona de crescimento quando a função renal se encontra estável e quando a dose de prednisona é baixa. Na maior parte das vezes, deverá ser iniciada 6 meses depois do transplante. Por vezes, realiza-se uma biópsia renal antes de iniciar o tratamento.
    • É melhor começar a hormona de crescimento antes da puberdade. É conveniente realizar raios-x ósseos antes de iniciar o tratamento, para ver quanto é que a criança poderá crescer ainda.

    Quais são os efeitos secundários da terapia com hormona de crescimento em crianças depois de um transplante?

    A hormona de crescimento pode:
    • activar o sistema imunitário, o que significa que a função renal do seu filho deverá ser avaliada frequentemente durante o tratamento.
    • aumentar o nível de creatinina sérico de forma súbita, por razões desconhecidas.
    • em alguns estudos, descobriu-se que pode aumentar o risco de rejeição aguda em crianças que já tiveram mais do que um episódio de rejeição no passado. Isto não parece acontecer em pacientes estáveis.
    • piorar a função renal, ao aumentar as tentativas do organismo de rejeitar o rim.
    • exigir alterações em algumas medicações (tais como a prednisona).
    • causar aumento do nível de açúcar no sangue, diabetes e dores de cabeça.
    • causar cancro, conforme alguns estudos já o registaram.

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf