O que é o PET (Teste de Equilíbrio Peritoneal)?

9 de junho de 2008

Na diálise peritoneal (DP) o sucesso do tratamento do doente está dependente da integridade funcional e morfológica da membrana peritoneal. Para além da falência funcional do peritoneu, a DP a longo prazo pode levar a modificações anatómicas nos tecidos peritoneais, as quais podem afectar a eficácia do tratamento.

De modo a descobrir uma modalidade e prescrição de DP apropriadas, é crucial proceder a uma avaliação o mais exacta possível. O transporte da membrana peritoneal não se refere apenas ao transporte de solutos (por exemplo, toxinas urémicas e electrólitos), mas também ao transporte de fluidos. Uma vez que, tanto a eliminação de toxinas urémicas como a ultrafiltração são responsáveis pela adequação, é importante que estes dois parâmetros sejam avaliados com um método de teste de confiança. Estão disponíveis várias técnicas de medição de transporte peritoneal, das quais a mais proeminente e a mais usada é o PET (Teste de Equilíbrio Peritoneal).

Geralmente, este teste é realizado no hospital e demora cerca de 5 horas a ser realizado. No hospital drena-se o líquido que o doente tiver no peritoneu (se tiver algum) e infunde-se com um líquido de DP com 2,27% de glucose, o qual vai permanecer na cavidade abdominal durante 4 horas. Às 0, às 2 e às 4 horas do teste (início, meio e fim) são colhidas amostras de dialisado e de sangue, para análise.

Previamente à realização do teste, pede-se à pessoa que colha todo o líquido que drenou através da DP, bem como toda a urina das 24 horas anteriores ao teste, e que os traga para o hospital, para análise.

Utiliza-se o PET para averiguar se as toxinas passam de forma rápida ou lenta da circulação sanguínea para o líquido de diálise. Se as toxinas forem transferidas rapidamente, diz-se que a pessoa é um "alto transportador". Se as toxinas forem transferidas lentamente, diz-se que a pessoa é um "baixo transportador". Os resultados deste teste ajudam a adequar o programa de diálise às características individuais de cada peritoneu, ajustanto o tempo de permanência de cada troca.
ALTO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Rápida
Remoção de líquidos - Baixa
Melhor tipo de DP - Trocas frequentes, permanências curtas (APD - diálise automatizada)
(Os "alto transportadores" têm uma baixa remoção de líquidos porque a água e a glucose do próprio líquido de DP podem ser absorvidas pelo organismo, se o líquido não for drenado após uma permanência de 2/3 horas. As toxinas, a água e a glucose podem passar rapidamente em ambas as direcções.)
MÉDIO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Média
Remoção de líquidos - Média
Melhor tipo de DP - APD (diálise automatizada) ou CAPD (diálise manual)
BAIXO TRANSPORTADOR
Remoção de toxinas - Lenta
Remoção de líquidos - Boa
Melhor tipo de DP - APD (diálise manual) com 5 trocas espaçadas equitativamente ao longo das 24h

Possíveis diferenças no transporte peritoneal entre crianças e adultos têm sido discutidas por muitos autores. Um estudo recente de Bouts et al. não confirmou estas preocupações. Os resultados sugerem que a membrana peritoneal nas crianças pode não ser diferente da dos adultos. O PET é perfeitamente aplicável nas crianças, existindo uma vasta experiência na sua realização.

É pouco claro qual a frequência com que a função peritoneal deve ser avaliada. As linhas de orientação da K/DOQI (National Kidney Foundation Dialysis Outcomes Quality Initiatives) recomendam uma medição a cada 4 meses. No entanto, os testes são demorados, tanto para os doentes como para os enfermeiros. O pessoal clínico das unidades pode ter o seu próprio protocolo sobre quando realizar um teste e alguns podem avaliar a função peritoneal do doente, apenas em casos de irregularidade clínica.
Fontes:
PDServe
UK National Kidney Federation

Como ajudar o seu filho a lidar com um transplante renal? Bebés (< 12 meses)

6 de junho de 2008

Iniciamos hoje a tradução de mais um conjunto de informações importantes para pais de crianças com IRC. Lidar com um transplante renal pode parecer arrasador ao início, mas para cada idade existem conselhos, que ajudam toda a família a lidar com a ansiedade e a tornar esta experiência o mais gratificante e agradável possível.

As idades estão divididas da seguinte forma:

  • Bebé (menos de 12 meses)
  • Criança pequena (12 meses até 3 anos)
  • Criança em idade pré-escolar (3 a 5 anos)
  • Criança em idade escolar (6 a 12 anos)
  • Adolescentes (13 a 18 anos)


  • Iniciamos com a forma de lidar com um transplante num bebé com menos de 12 meses de idade. Um bebé não compreende o que é um transplante renal. Apenas espera que os pais satisfaçam as suas necessidades. Um bebé...
    • precisa dos pais para satisfazerem as suas necessidades alimentares, de conforto, de brincadeira e de cuidados
    • conhece o seu mundo através dos sentidos, tais como cheiros, cores e sabores
    • desenvolve a sua confiança em pessoas e coisas familiares
    • responde a pessoas e ambientes novos
    Preocupações mais comuns:
    1. Separação das pessoas mais próximas. Como ajudar?

    • Esteja o máximo de tempo possível com o seu bebé
    • Deixe alguma coisa sua quando se ausentar, tal como uma fotografia ou uma peça de roupa
    • Pegue no seu bebé ao colo e embale-o
    • Tenha cobertores ou brinquedos que lhe sejam familiares no seu quarto de hospital
    2. Medo de estranhos. Como ajudar?

    • Garanta que são sempre as mesmas pessoas a tratar do seu bebé, quer dentro, quer fora do hospital
    • Limite o número de pessoas e de vozes no seu quarto

    3. Desenvolvimento. Como ajudar?

    • Permita que o seu bebé explore os brinquedos com as mãos e a boca. Mantenha sempre os brinquedos bem limpos e tenha cuidado com as peças pequenas que ele possa engolir
    • Toque-o de forma suave e massage-o para o acalmar
    • Brinque com ele tal como faria em casa
    4. Sentido de segurança. Como ajudar?

    • Garanta que o berço do seu bebé é um local seguro. Pergunte se é possível utilizar a sala de tratamentos (em vez do quarto do bebé) para realizar procedimentos dolorosos (esta opção nem sempre é possível)
    • Acorde o seu bebé antes de algum procedimento doloroso
    • Mantenha ou desenvolva rotinas à hora das refeições, de dormir ou do banho
    Fonte: http://www.choa.org/default.aspx?id=4762

    Inauguração Urgência Pediátrica Integrada do Porto (UPIP)

    5 de junho de 2008


    Foi apresentada no passado dia 1 de Junho (Dia Mundial da Criança), no Porto, a UPIP: Urgência Integrada Pediátrica do Porto.

    Trata-se de um projecto inovador de integração em rede dos vários cuidados de saúde, destinada a utentes de idade inferior a 18 anos.

    Segundo a Ministra, este é um exemplo a seguir noutras regiões do país. Por outro lado, salienta-se também o facto de se ter iniciado progressivamente, na região do Porto, o alargamento da idade de atendimento nos serviços de pediatria, sendo que a partir de 1 de Janeiro de 2009, estarão abrangidos todos os utentes até aos 18 anos.

    Quem quiser saber mais sobre o projecto (sobretudo quem é da região do Porto), pode ler mais no site da ARS: http://www.arsnorte.min-saude.pt/projecto_UPIP.htm

    Pode também ler aqui a entrevista da Prof. Helena Jardim (coordenadora do projecto) ao Jornal Público (clicar na imagem inicial).

    Ver Notícia do JN.

    Você sabe como está a sua creatinina?

    4 de junho de 2008

    É provável que você saiba hoje como está o seu colesterol, a sua glucose, e alguns homens podem saber como está o seu PSA. Óptimo, são preocupações coerentes relacionadas com a prevenção de doenças comuns com alta prevalência. Mas a sua creatinina, sabe como ela está? Aliás, sabe o que é a creatinina?

    Ler mais aqui:
    http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdConteudo=95223&intIdEdicao=1471

    Novo medicamento imunossupressor à vista?

    3 de junho de 2008

    A Isotechnika Inc., um laboratório farmacêutico do Canadá, anunciou há dias que o seu novo medicamento, a Voclosporina, provou ser "estatisticamente não-inferior" ao outro medicamento mais vulgarmente utilizado em transplantes renais actualmente, o Tacrolimus.

    Robert Foster, director da empresa referiu que ficou demonstrada uma eficácia semelhante ao Tacrolimus, mas com vantagens importantes, tais como uma menor incidência de diabetes pós-transplante e uma melhor preservação da função renal.

    Este estudo envolveu 334 pacientes e demonstrou que a Voclosporina não era pior do que o Tacrolimus na prevenção da rejeição do órgão ao fim de 6 meses e que não foram levantadas preocupações de segurança específicas, mostrando ainda vantagens importantes.

    Mais informações aqui.

    Becozyme xarope - novamente disponível!

    2 de junho de 2008

    Na sequência dos nossos posts de 2007 sobre a suspensão de comercialização do medicamento Becozyme Xarope (13/3/2007 e 20/3/2007), informamos que recebemos informação directamente da Bayer que nos confirma que a comercialização do mesmo foi retomada!

    Boa tarde,

    Na sequência das questões que nos colocaram relativamente ao nosso produto Becozyme xarope, tenho o MAIOR prazer de comunicar que o mesmo já se encontra disponível. Atendendo a que foi enviado para os armazenistas durante esta semana, as farmácias já o terão podido encomendar e portanto ter no seu stock.

    Conforme tive ocasião de explicar, foi necessário alterar o aroma que existia no Becozyme xarope, por ser impossível obter o mesmo no mercado mundial, pelo que vão certamente notar uma alteração de sabor. Aparte esse pormenor a fórmula é exactamente igual à que existia anteriormente.

    Peço, uma vez mais, desculpa por esta ausência prolongada, embora não tivesse sido de nossa inteira responsabilidade, dado o Infarmed ter excedido largamente os prazos de aprovação habituais, e agradeço sinceramente a vossa compreensão.

    Encontro-me, evidentemente, disponível para qualquer esclarecimento que desejem.

    Com os meus maiores cumprimentos,

    Mafalda Araújo
    Country Head
    Bayer Consumer Care


    Esperamos que as farmácias hospitalares sejam céleres a retomar a dispensa do medicamento. Agradecemos à Bayer o cuidado em nos fazer chegar directamente esta informação.

    UPIP

    30 de maio de 2008

    http://www.arsnorte.min-saude.pt/projecto_UPIP.htm

    No site acima em "Projectos" por favor leiam sobre UPIP (Urgência Pediátrica Integrada do Porto), razão pela qual tenho andado longe daqui....

    A inauguração é no dia 1 de Junho, a partir das 10.30 na Casa do Médico, na Ordem dos Médicos, na Arca de Água, no Porto.

    Com as crianças e com a Ministra da Saúde, vamos celebrar em festa. Não falta bombos, palhaços, os pequenos violinos, cantores da Maia, lanche, rancho folclórico, T-shirts, bonés e uma largada de 2 800 balões. E muita pequenada.

    Aqui fica a notícia em primeira mão!

    Gostarei de vos ver por lá.

    Um abraço.

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Importância do cumprimento das prescrições médicas

    O transplante renal é um procedimento médico-cirúrgico importante. Pode respresentar um grande desafio difícil de gerir. Implica que o paciente terá tomar uma série de medicamentos e terá também de mudar o estilo de vida. Pode mesmo tornar-se numa experiência frustrante, especialmente para os adolescentes. É muito importante continuar a trabalhar de perto com a equipa de transplante de modo a manter o rim sempre saudável. A equipa médica está lá para o ajudar nos tempos difíceis.

    A não adesão ao tratamento significa não cumprir exactamente os conselhos e indicações dadas pela equipa médica. Isso acontece muitas vezes com crianças e adolescentes entre os 11 e os 15 anos, o que pode causar a perda do rim transplantado. Os anos da adolescência são tempos em que os sentimentos de independência, imagem corporal, e a aceitação por parte dos seus pares é muito importante. Alguns medicamentos pós-transplante podem provocar alterações no aspecto físico o que criará problemas com a imagem corporal. Por outro lado, tomar a medicação durante o dia pode tornar-se socialmente incómodo e tudo isto pode ser muito frustrante para um adolescente.

    O não cumprimento das prescrições médias pode acontecer de diferentes formas:

    • Não tomar os medicamentos a horas, conforme prescrito;
    • Não comparecer nas consultas médicas;
    • Não fazer as análises necessárias;
    • Não cumprir os conselhos médicos quanto a dieta, actividade física ou outros assuntos;
    Dicas e factos para ajudar a manter o rim saudável tanto quanto possível:

    • Manter um rim transplantado saudável implica uma mudança no estilo de vida, o que implicará alguma disciplina.
    • Manter um rim saudável pode muitas vezes ser stressante. Por favor, fale com a equipa de transplante sobre as suas preocupações.
    • Se tiver crises na sua vida, por favor contacte a equipa de transplante para ajuda.
    • Tomar os medicamentos de forma regular todos os dias e no horário prescrito é muito importante. É a única forma de evitar que o corpo rejeite o rim. Isto pode acontecer mesmo após muitos anos de um transplante estável, se deixar repentinamente de tomar os medicamentos pós-transplante ou se não os tomar da forma indicada.
    • Se os medicamentos entrarem na rotina da actividade diária, ou se tiver a sentir efeitos secundários importantes, por favor fale com a equipa de transplante. Poderão ser feitos ajustes na medicação que o irão ajudar. Não páre ou mude a medicação sem autorização médica.
    • Compareça nas consultas médicas tal como prescrito.
    • Se estiver próximo da idade adulta e estiver preocupado com a mudança para um serviço de nefrologia de adultos, por favor discuta as suas preocupações com o médico da equipa de transplante. Muitas vezes esta transferência pode ser adiada ou ser feita de modo gradual até que conheça o nefrologista de adultos.
    • Lembre-se sempre que, se perder o rim por não adesão ao tratamento, voltará à diálise. Poderá ter de permanecer em diálise por muito tempo até que consiga outro rim. A diálise não é uma boa alternativa ao transplante. Mesmo em diálise, terá de continuar a tomar uma série de medicamentos para a insuficiência renal.
    XI. A vida do rim e a necessidade de transplantes futuros

    O uso de novos medicamentos para evitar que o corpo rejeite o novo rim tem tornado possível manter o novo rim por mais tempo. Um ponto chave para manter o rim a funcionar bem é cumprir rigorosamente os horários da medicação e seguir todos os conselhos médicos.
    Alguns rins podem funcionar por muitos anos. O tempo de vida médio de um rim transplantado é de cerca de 10 anos. Alguns podem funcionar por muitos mais anos.
    As crianças podem fazer um segundo ou terceiro transplante se o primeiro falhar. Lembre-se que muitos avanços e novos medicamentos são introduzidos todos os dias. Espera-se que os rins transplantados durem muito mais tempo no futuro. Nesta altura, as crianças com um transplante renal podem levar vidas perfeitamente normais. Podem olhar para o futuro de forma brilhante tal como todas as outras crianças.


    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Dia Mundial Sem Tabaco

    28 de maio de 2008

    No próximo dia 31 de Maio comemora-se, sob a égide da Organização Mundial de Saúde, o Dia Mundial Sem Tabaco. O tema escolhido para o corrente ano foi "Juventude Sem Tabaco".

    É dado especial enfoque à necessidade de os países banirem todas as formas de publicidade, de promoção e de patrocínio aos produtos do tabaco, tendo em consideração que este é um dos meios mais eficazes para que os jovens não iniciem o consumo do tabaco.

    Face a esta ameaça para os jovens, o Dia Mundial Sem Tabaco, deste ano, é focado na seguinte mensagem:


    Um dos meios mais eficazes para evitar que os jovens experimentem fumar, tornando-se consumidores regulares, consiste na proibição de todas as formas directas e indirectas de publicidade ao tabaco, incluindo a promoção de produtos do tabaco e o patrocínio, pelas indústrias do tabaco, de quaisquer eventos ou actividades.

    Para mais informações consultar:

    Medicamento anti-rejeição pode aumentar o risco de diabetes no pós-transplante renal

    26 de maio de 2008

    Para os pacientes que efectuaram um transplante renal, o tratamento com o medicamento anti-rejeição sirolimus (Rapamune) pode conduzir a um risco acrescido de diabetes, mostra um novo estudo.

    "Nós demonstramos uma forte associação entre o sirolimus e a diabetes pós-transplante num grande número de pacientes com transplante renal nos EUA," comenta o Dr.John S.Gill da Universidade de British Columbia, em Vancouver. "O risco de diabetes era independente de outros factores que se sabe aumentar o risco de diabetes."

    Os investigadores analisaram o sistema de informação sobre a doença renal para aproximadamente 20.000 pacientes com Medicare que fizeram um transplante entre 1995 e 2003. Nenhum dos pacientes tinha diabetes antes do transplante. O Tratamento com sirolimus foi analisado como contribuindo possivelmente para o risco de diabetes desenvolvidos depois do transplante, juntamente com outros potenciais factores de risco já conhecidos.

    "O sirolimus é um novo tipo de medicamento anti-rejeição que não tem sido associado com diabetes nos pacientes transplantados renais", explica o Dr.Gill. "Contudo, um certo número de estudos em animais e outros pequenos estudos clínicos têm sugerido que o sirolimus pode aumentar o risco de diabetes."

    Os resultados sugerem uma taxa de diabetes pós-transplante mais elevada entre os pacientes tratados com sirolimus, comparativamente aos tratados com outros medicamentos anti-rejeição. Dependendo de quais os medicamentos adicionais que tomavam, o risco de diabetes era 36 a 66% mais elevado nos pacientes que recebiam sirolimus.

    Uma análise separada dos pacientes que se mantiveram nos mesmos medicamentos anti-rejeição ao longo do 1º ano depois do transplante mostraram resultados semelhantes. O aumento do risco não estava relacionado com nenhum dos outros medicamentos tomados conjuntamente com o sirolimus, ou com outros factores de risco tais como a idade, raça/etnia ou obesidade.

    A diabetes é uma complicação séria e cada vez mais frequente que ocorre no pós-transplante renal. "Pacientes que desenvolvem diabetes depois do transplante têm aproximadamente o mesmo risco de rejeição do transplante que aqueles que desenvolvem rejeição aguda do transplante," refere o Dr.Gill.

    Sabe-se que diversos factores aumentam o risco de diabetes no pós-transplante, incluindo alguns outros medicamentos anti-rejeição. Este novo relatório é o primeiro grande estudo clínico que sugere que o sirolimus pode também ser um factor de risco.

    "Devem ser feitos estudos adicionais para clarificar o risco de diabetes em pacientes tratados com sirolimus," acrescenta o Dr.Gill. Ele também refere algumas limitações do estudo, tais como o facto de ser baseado em dados prévios e o facto de ser limitado a pacientes com Medicare.

    Fonte:

    http://www.sciencedaily.com/releases/2008/05/080522121621.htm

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Crescimento

    23 de maio de 2008

    As crianças insuficientes renais têm problemas de crescimento e são mais baixas do que outras crianças da mesma idade. Uma das principais razões que explicam a dificuldade de crescimento tem a ver com o facto de o organismo não responder à sua própria produção de hormona de crescimento, pelo que muitas vezes estas crianças recebem tratamento com esta hormona.


    Será que o meu filho irá crescer normalmente após o transplante?

    Após o transplante, o crescimento ainda poderá ser lento, mesmo que o novo rim funcione bem, devido ao tratamento com prednisona. As crianças mais pequenas tendem a ter as melhores taxas de crescimento pós-transplante. Se o seu filho não está a crescer bem, o seu médico poderá decidir alterar a dosagem de prednisona, ou iniciar o tratamento com a hormona de crescimento.


    O meu filho fazia hormona de crescimento antes do transplante. Pode continuar a fazê-lo?

    Algumas crianças crescem muito bem depois do transplante, em particular se o rim funcionar bem. O seu filho poderá precisar de hormona de crescimento, ou não. Se o seu filho não estiver a crescer bem, pergunte ao seu médico de transplante sobre a hormona de crescimento. O seu filho deverá ter uma função renal estável e sem sinais de rejeição, antes de retomar a hormona de crescimento.

    Quando é a melhor altura para começar um tratamento com hormona de crescimento depois de um transplante renal?

    • É melhor começar a hormona de crescimento quando a função renal se encontra estável e quando a dose de prednisona é baixa. Na maior parte das vezes, deverá ser iniciada 6 meses depois do transplante. Por vezes, realiza-se uma biópsia renal antes de iniciar o tratamento.
    • É melhor começar a hormona de crescimento antes da puberdade. É conveniente realizar raios-x ósseos antes de iniciar o tratamento, para ver quanto é que a criança poderá crescer ainda.

    Quais são os efeitos secundários da terapia com hormona de crescimento em crianças depois de um transplante?

    A hormona de crescimento pode:
    • activar o sistema imunitário, o que significa que a função renal do seu filho deverá ser avaliada frequentemente durante o tratamento.
    • aumentar o nível de creatinina sérico de forma súbita, por razões desconhecidas.
    • em alguns estudos, descobriu-se que pode aumentar o risco de rejeição aguda em crianças que já tiveram mais do que um episódio de rejeição no passado. Isto não parece acontecer em pacientes estáveis.
    • piorar a função renal, ao aumentar as tentativas do organismo de rejeitar o rim.
    • exigir alterações em algumas medicações (tais como a prednisona).
    • causar aumento do nível de açúcar no sangue, diabetes e dores de cabeça.
    • causar cancro, conforme alguns estudos já o registaram.

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    FAQ's Dador Vivo

    20 de maio de 2008

    Quem pode doar um rim?

    Geralmente, os dadores vivos são familiares ou amigos próximos do receptor. A decisão de doar é bastante importante e deve ser tomada pelo próprio, juntamente com as pessoas que lhe são próximas. Em nenhuma circunstância o dador se deve sentir pressionado a doar um órgão. A equipa de transplante deverá estar preparada para assistir o potencial dador neste processo de decisão.

    Em geral, os dadores vivos de rim precisam de ter:

    • entre 18 e 70 anos
    • boa saúde geral
    • função e anatomia renais normais

    O que pode excluir uma pessoa de doar um rim:

    • diabetes
    • alguns tipos de cancro
    • consumo de drogas intravenosas
    • algumas doenças infecto-contagiosas, como a SIDA e a hepatite

    Em que consiste o processo de doação de um rim?

    O primeiro passo consiste em realizar as análises de compatibilidade sanguínea (http://www.chsul.pt/transplante.htm). Se esta for adequada, o potencial dador inicia um processo de avaliação, para assegurar que a doação não será prejudicial para o futuro dador. Se, em determinada altura, algum exame indicar que a pessoa não é um bom candidato a dador, o processo é interrompido. Cerca de 20% dos potenciais dadores acabam por ser eliminados no decorrer deste processo.

    Quais são os riscos associados a uma doação de um rim?
    Apesar de haver os riscos normais associados a uma qualquer grande cirurgia, doar um rim não coloca grandes riscos a um dador saudável. Os estudos demonstram que o rim remanescente continuará a funcionar normalmente e irá compensar a perda do outro rim. A doação de um rim não deverá limitar a sua actividade normal ou interferir com o seu estilo de vida após a recuperação da cirurgia. Depois da doação, não será nencessária nenhuma rotina, dieta ou medicação especial.

    Quando é que o transplante é marcado?

    Quando se identifica um dador adequado, o transplante é marcado para uma altura que seja conveniente para o dador e para o receptor, que poderá variar entre 4 a 8 semanas após a finalização da avaliação pré-transplante.

    Como é que se realiza a cirurgia de doação?

    O termo "nefrectomia" refere-se à remoção cirúrgica de um rim. Existem dois tipos de cirurgia de nefrectomia:

    • Laparoscopia. Esta operação realiza-se recorrendo a um laparoscópio, que entra no abdómen através de uma pequena incisão. Esta abordagem permite localizar, segurar e remover o rim através de uma incisão surpreendentemente pequena. Este tipo de cirurgia "minimamente invasiva" permite uma recuperação mais rápida do que a cirurgia tradicional. Geralmente, os dadores conseguem deixar o hospital um ou dois dias depois da cirurgia e voltar ao trabalho após duas ou três semanas.
    • Nefrectomia tradicional. Neste tipo de operação realiza-se uma incisão na parte lateral do abdómen. O rim é localizado e removido sob visão directa. A maior parte dos dadores permanece no hospital entre 4 a 5 dias e poderá voltar ao trabalho entre 3 a 6 semanas após a cirurgia, dependendo do seu tipo de trabalho.

    Mais informações: http://blogcriancaerim.blogspot.com/search?q=laparoscopia

    Será necessário algum tipo de avaliação de follow-up?

    Cerca de 6 a 9 meses após a cirurgia, será necessário realizar análises de sangue e urina e uma consulta de Nefrologia. Os resultados destas análises irão indicar qual função renal do rim remanescente.

    Fonte: http://www.mayoclinic.org/kidney-transplant/livingdonorfaq.html

    Dia Mundial da Hipertensão

    17 de maio de 2008

    A 17 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Hipertensão, que tem como objectivo sensibilizar a população para a prevenção, diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial.

    Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) realiza, neste dia, campanhas de sensibilização e rastreios à pressão arterial e a outros factores de risco cardiovascular, com o apoio da Servier Portugal, em Guimarães e Lisboa. O mote da iniciativa é “Pressão Arterial e a Automedição”.

    Guimarães foi eleita Capital da Hipertensão Arterial em 2008. Do programa constam:

    • Medidas de controlo e prevenção da hipertensão;
    • Rastreios de hipertensão e de outros factores de risco cardiovascular (diabetes, excesso de peso);
    • Palestras sobre ensino de exercício físico, dieta/uso de sal e objectivos de controlo de risco cardiovascular;
    • Distribuição de pão com menor conteúdo de sal;
    • Promoção de receitas de comida tradicional com baixo teor em sal, elaboradas por um conselho de nutricionistas e médicos, e distribuição de refeições;
    • Aulas de ginástica ao ar livre;
    • Filme com testemunhos de crianças, preparado pela SPH, sobre a necessidade de controlo e tratamento da hipertensão;
    • Teatrinho do Ruca, elaborado sob a égide da SPH, para explicar este tema aos mais novos;
    • Jogadores e técnicos do Vitória de Guimarães vestem camisola da SPH em jogo particular com a equipa brasileira Cruzeiro;
    • Entrega de prémios às crianças no âmbito de um concurso.

    Na Gare do Oriente, Parque das Nações, em Lisboa, nos dias 16 e 17 de Maio, vai decorrer um rastreio à pressão arterial e uma campanha de sensibilização à população, no quiosque “Atenção à sua Tensão”, com a presença de profissionais de saúde (enfermeiros e médicos) voluntários do Hospital Egas Moniz e Hospital de Santa Maria. Serão ainda distribuídos pães com quantidades mínimas de sal, para promover hábitos alimentares saudáveis.

    Fonte: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/dia+hipertensao.htm

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Nutrição e Dieta (parte 2)

    15 de maio de 2008

    O meu filho tem ganho peso depois do transplante. Isso é saudável?

    Um problema comum com os pacientes transplantados é o ganho de peso em excesso. Relativamente aos bebés, às crianças e aos adolescentes, espera-se que ganhem peso à medida que crescem. É necessário para o seu crescimento. Mas facilmente podem também ganhar peso em excesso porque:

    • O seu filho pode comer novamente os seus alimentos favoritos.
    • O seu filho tem um apetite muito melhor.

    • A prednisona pode aumentar o apetite.

    • Os alimentos sabem melhor!

    O comer em demasia e a falta de exercício conduzem à obesidade, a qual provoca tensão arterial elevada e diabetes, o que, por sua vez pode provocar ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Mesmo com um peso normal, os pacientes transplantados têm um maior risco de diabetes, colesterol elevado, e doença cardíaca, por várias razões. A obesidade acresce a este risco. Também pode afectar a auto-estima da criança, especialmente nos anos da adolescência.

    Um estilo de vida saudável é a chave para controlar o ganho de peso do seu filho e reduzir o risco de doença cardíaca, o que inclui exercício físico regular e uma dieta saudável, equilibrada e baixa em gorduras.

    Pode saber mais aqui: http://www.niddk.nih.gov/health/nutrit/pubs/helpchld.htm.


    O que devo fazer para prevenir o ganho de peso excessivo?

    O ganho de peso excessivo pode ser evitado. Tente estas estratégias para ajudar a sua criança a evitar o ganho de peso em excesso:

    • Limite os alimentos ricos em gordura: "fast food" (comida rápida), fritos, batatas fritas e outros alimentos ricos em gordura, bolos, donuts e pastelaria.

    • Evite açúcares "simples": açúcar, doces, coca-cola e beber demasiados sumos. Isto será ainda mais importante se a criança tiver o açúcar no sangue elevado, um efeito secundário possível devido à prednisona e a outros medicamentos do pós-transplante.

    • Deixe a criança ter 3 refeições principais. Apresente-lhe alimentos diversificados. Evite demasiados lanches intermédios.

    • Tenha vários tipos de lanche à mão, pobres em gorduras, para quando a criança não conseguir controlar a fome. Alguns exemplos poderão ser vegetais crus, frutas e pipocas sem sal e sem manteiga.

    • O exercício físico regular é uma parte muito importante para manter um peso saudável. Qualquer desporto deve ser discutido com a equipa de transplante. De modo geral, sugere-se que a criança tenha uma actividade física 3 vezes por semana durante, pelo menos, 30 minutos.
    O médico do meu filho disse-nos que o rim transplantado está a demorar a começar a funcionar. Que dieta é boa para o meu filho?

    Se o rim do seu filho tarda em começar a funcionar, então ele pode ter de permanecer com a dieta renal do pré-transplante. Isto significa limitar o sódio, potássio, fósforo e líquidos.
    Mas à medida que o rim começa a funcionar, o seu filho poderá variar os alimentos que ingere.


    O meu filho tinha restrição de líquidos antes do transplante? Será que, agora que o rim está a funcionar bem, o meu filho deverá ingerir mais líquidos?

    Assim que o seu filho tenha uma função renal normal, terá de começar a beber mais líquidos, preferencialmente água, todos os dias. A quantidade de líquidos dependerá do seu peso. Quanto mais pesar, mais precisa de beber: possivelmente até 8 copos de líquidos por dia. A equipa de transplante procurará certificar-se de que entende as novas necessidades de líquidos da criança por altura do transplante. De um modo geral, é muito importante evitar que a criança desidrate, o que significa beber uma quantidade generosa de líquidos todos os dias.

    O meu filho foi alimentado artificialmente durante muito tempo. Deverei parar a alimentação artificial depois do transplante?

    Algumas crianças, em particular as crianças com menos de 5 anos, são alimentadas por sonda nasogástrica ou por gastrostomia antes do transplante. Essas crianças podem, inclusivé, nunca ter comido alimentos sólidos. Ou podem apenas petiscar comida de vez em quando, ao longo dos meses e anos antes do transplante. A boa notícia é que a maioria destas crianças que foram alimentadas artificialmente são capazes de começar a comer uma dieta normal depois do transplante.

    Algumas crianças podem mesmo começar a comer normalmente logo a seguir ao transplante. Mas a maioria das crianças demorará algumas semanas ou meses para começar a reduzir a alimentação artificial e começar a comer normalmente. O leite utilizado para a alimentação artificial irá, muito provavelmente, mudar logo a seguir ao transplante. O novo leite terá quantidades normais de fósforo e potássio. Terá também quantidades mais elevadas de proteínas. Algumas crianças poderão precisar de terapia nutricional para as ajudar a comer normalmente. Em alguns casos, após o transplante, utiliza-se a sonda ou gastrostomia para fornecer mais líquidos à criança durante a noite.

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

    Considerações sobre a medição da tensão arterial

    Após o nosso post de ontem, recebemos a seguinte contribuição da Prof. Helena Jardim (médica nefrologista pediátrica e colaboradora do Criança & Rim), que aprofunda a questão da tensão arterial especificamente em crianças:

    A pressão arterial na criança tem as suas particularidades, como quase tudo na criança, não? E ainda bem!

    Os valores normais são diferentes dos do adulto e avaliam-se também em percentis, como o peso e a estatura. Penso que as directrizes que estão num dos links têm lá os valores normais. (http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008188.pdf,
    a partir da pág. 29). Estes estão expressos não em função da idade, mas em função do percentil da estatura. Como podem concluir, facilmente, a pressão arterial varia em função da massa corporal e não da idade, porque claro, para cada idade há crianças de montes de tamanhos.

    O tamanho da braçadeira com que se mede deve ser adequado ao tamanho da criança. Há, pelo menos, 3 tipos de braçadeiras pediátricas.

    O melhor método para avaliar a pressão arterial é o método auscultatório, isto é, o que usa o estetoscópio. Dantes havia os aparelhos de mercúrio. Foram banidos por causa das regras europeias e da toxicidade do mercúrio. Eram muito fiáveis. A comunidade científica gostava tanto deles, que não houve grande tempo de validar outros antes de eles desaparecerem e actualmente considera-se que os aneróides (mostrador redondo) são os melhores.

    Ao contrário do que possam pensar, os "Dinamap" todos electrónicos são mais úteis nas unidades de cuidados intensivos do que na consulta de ambulatório. Hoje em dia, para fazer o diagnóstico de hipertensão com rigor, usa-se a monitorização de 24 horas, também nas crianças. A partir dos 3 anos já colaboram muito bem. Os aparelhos de pulso também não estão validados para pediatria, sobretudo nos mais pequenitos.

    Agora atenção a uma coisa muito importante: os valores de pressão considerados normais numa criança saudável podem não ser de aceitar numa criança com doença renal. Não há nada pior para um rim, que uma hipertensão sustentada, leva a esclerose glomerular e perda de rim funcionante. Assim, na criança com doença renal, a pressão deve manter-se abaixo do percentil 50, se quisermos preservar a função renal restante. Nestas crianças, qualquer saída do canal de percentil habitual de pressão arterial pode ser indicação para iniciar tratamento.

    Como medir a tensão arterial?

    14 de maio de 2008

    A tensão arterial é a leitura da pressão exercida pelo sangue nas paredes das nossas artérias, englobando duas leituras:

    Pressão sistólica – o valor de tensão mais elevado que se observa quando o coração se contrai e bombeia o sangue para as artérias.

    Pressão diastólica – o valor mais baixo que corresponde ao enchimento do coração.

    Como a pressão arterial pode ser afectada por um variado número que factores, há que "padronizar" o mais possível a sua medição.

    Assim, é aconselhável ser a mesma pessoa a medir a tensão, usar o mesmo braço, o mesmo tempo de repouso, a mesma posição e ter as costas bem suportadas na posição de medição sentada.

    Como fazer para medir a tensão arterial?

    1. Não medir a tensão arterial em situações de stress, ansiedade, febre ou mal-estar;
    2. Quando se dispuser a fazê-lo, deve manter-se pelo menos meia hora sem comer, sem beber e sem ter fumado;
    3. Evitar medir a tensão com a bexiga cheia;
    4. Fazer um breve período de repouso antes da medição (cerca de 5 minutos);
    5. Ao levantar a roupa para pôr a braçadeira, não deve ficar nenhuma peça a apertar-lhe o braço;
    6. Sentar-se confortavelmente e apoiar o braço, elevando-o de forma a colocar a braçadeira ao nível do coração;
    7. Utilizar um aparelho calibrado e uma braçadeira com as dimensões adequadas (existem braçadeiras próprias para crianças e bebés);
    8. Deve manter-se em silêncio durante a medição;
    9. Se necessário, faça duas medições e registe o valor da segunda medição (em geral, com valores inferiores) ou então realize 3 medições e registe média da 2ª e 3ª medições;
    10. É importante que faça o registo dos seus valores, de forma a calcular o seu padrão de tensão arterial e detectar eventuais desvios precocemente;
    11. Caso encontre valores elevados, repita a medição 6 horas depois e nas mesmas condições acima descritas.

    Se já souber que tem hipertensão, a medição da tensão arterial deve ser feita amiudadas vezes (semanalmente, mensalmente, de acordo com a recomendação feita pelo médico).

    Fontes:

    Ministério da Saúde cria cargo de coordenador hospitalar de doação de órgãos e tecidos

    13 de maio de 2008

    O Ministério da Saúde criou os cargos de Coordenador Hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplantação e os Gabinetes Coordenadores de Colheita e Transplantação, segundo despacho publicado no dia 9/5/2008 em Diário da República.

    O objectivo desta alteração é melhorar a organização de todo o sistema de doação, colheita e transplante, de modo a aumentar o número de doadores e órgãos disponíveis para a realização de transplantes aos doentes carenciados.

    Ler notícia.

    Ler Diário da República aqui.

    Colóquio "Calcificação Vascular na Doença Renal Crónica" - dia 18/5/2008

    12 de maio de 2008


    As Direcções Nacionais da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e Associação de Doentes Renais do Norte de Portugal, ao organizarem conjuntamente o Colóquio subordinado ao tema "Calcificação Vascular na Doença Renal Crónica", pretendem levar ao conhecimento de todos os Insuficientes Renais Crónicos, seus familiares e técnicos desta área, as causas e as consequências dos problemas que afectam o IRC por estas disfunções.

    Este evento, que terá lugar no Salão Nobre da Faculdade de Economia do Porto (Rua Dr. Roberto Frias/Traseiras do Hospital de S. João) e terá como palestrante o Prof. Doutor João Frazão, que dissertará sobre os seguintes temas:

    • Papel dos captadores de fósforo e o seu impacto na prevenção da calcificação vascular
      nos doentes em diálise – benefícios clínicos a médio e longo-prazo;

    • A importância do cumprimento das prescrições e recomendações médicas.
    Inscreva-se numa destas Associações:



    2º Aniversário do transplante

    10 de maio de 2008


    É com muita emoção que recordo este dia tão especial. A verdade é que o tempo passa a voar e parece que foi ontem. Vivíamos um misto de emoções, muita ansiedade, medo, mas também confiança e alegria por o tão esperado dia ter chegado. A verdade é que tudo não poderia ter corrido melhor, e só temos coisas boas a recordar.

    Hoje o Gonçalo tem uma vida perfeitamente normal e nem se recorda da vida pré-transplante (até nós, e ainda bem). Já questionou porque tinha de ir tantas vezes ao dr. levar "picas" (uma vez por mês), e eu já tentei explicar-lhe que é por ele ter um rim muito especial, ao que ele me responde que os meninos que não levaram um rim não têm de levar estas "picas". Mas, sei que um dia ele irá compreender que este é o pequeno preço a pagar por uma vida mais saudável.

    Quanto a mim que lhe doei o rim, nem me recordo disso. Tenho também uma vida normal e não sinto falta nenhuma do rim.

    Aquilo que mais desejo a todos os meninos que esperam pelo seu dia é que ele chegue muito depressa, e aos pais que possam ajudar os seus filhos dando-lhes um rim, não esperem, esta é a maior prova de amor que podem dar aos vossos filhos e é com certeza o melhor rim que eles podem ter.

    Quanto a nós, tenho a certeza que vamos comemorar este dia por muitos e muitos anos, com muita saúde.

    Parabéns filho...parabéns RIM!

    Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Nutrição e Dieta (parte 1)

    9 de maio de 2008

    A dieta tem um papel muito importante na promoção da saúde e bem-estar após um transplante renal e isto consegue-se através de uma dieta equilibrada, variada e saudável. A dieta do seu filho irá mudar depois de um transplante renal.


    RECOMENDAÇÕES GERAIS


    Proteínas. Nos primeiros 6 meses após o transplante, o seu filho deverá consumir mais proteínas. Irá ajudá-lo a recuperar da cirurgia e a compensar os efeitos secundários da prednisona. As melhores fontes de proteínas são:

    • Carne, peixe, aves
    • Lacticínios pouco gordos (leite, iogurte, queijo)
    • Ovos
    • Nozes
    • Feijão, lentilhas, ervilhas
    • Soja, leite de soja, tofu
    Saúde dos ossos. A utilização prolongada de prednisona poderá aumentar o risco de osteoporose (enfraquecimento dos ossos) e de fracturas ósseas. Por isso, é muito importante o consumo de vitamina D e de cálcio a partir da alimentação. Os seguintes alimentos são boas fontes de cálcio:

    • Leite
    • Queijo
    • Iogurte
    • Salmão ou sardinhas enlatadas (com espinha)
    • Sumo de laranja com cálcio adicionado

    Sempre que possível, escolha produtos lácteos com baixo teor de gordura, o que ajuda a controlar o aumento de peso e a promover uma dieta saudável.

    Também será necessário aumentar o consumo de fósforo na dieta do seu filho. Os seguintes alimentos são boas fontes de fósforo:

    • Lacticínios
    • Nozes e manteiga de amendoim
    • Feijão, lentilhas, ervilhas
    • Sementes
    Potássio. O seu filho poderá consumir alimentos ricos em potássio normalmente.


    Sódio. Em geral, não existem restrições de sal após o transplante. Mas em algumas crianças, poderá ser uma das recomendações. A prednisona pode causar a acumulação de líquidos no organismo. Limitando o sal na alimentação vai ajudar a controlar a retenção de líquidos e a tensão arterial. Os seguintes alimentos são ricos em sódio:

    • Sal
    • Carnes curadas (bacon, fiambre)
    • Sopas de lata ou de pacote
    • Comida étnica: chinesa, japonesa, mexicana, italiana
    • Molhos
    • Pratos pré-preparados

    Pergunte ao seu médico se é necessário restringir o consumo de sal. Em bebés com transplantes renais, poderá ser necessário adicionar sal à sua dieta, para manter uma boa circulação sanguínea para o novo rim.

    Dieta do coração. Alguns medicamentos podem aumentar os níveis de colesterol os quais, por sua vez, aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Assim, para diminuir os níveis de colesterol:

    • Limite o consumo total de gorduras, em especial das gorduras saturadas (gorduras animais). Escolha lacticínios pouco gordos (leite, queijo, iogurte) e carnes magras.
    • Evite as gorduras animais, banha, óleo de palma e de coco
    • Prefira azeite e óleo de canola e margarinas não hidrogenadas
    • Aumente o consumo de alimentos com elevado teor de fibras. As fibras ajudam a que o colesterol não seja absorvido. Exemplos de alimentos ricos em fibras: frutos e vegetais frescos e produtos integrais

    Higiene alimentar. Os medicamentos pós-transplante aumentam o risco de o seu filho contrair infecções, por isso é muito importante prevenir doenças que possam surgir através dos alimentos. É importantíssimo ter cuidado no manuseamento dos alimentos!

    • Lave as mãos frequentemente. Lave sempre antes de preparar alimentos.
    • Lave as frutas e os vegetais em água corrente.
    • Utilize tábuas diferentes para preparar alimentos crus e carnes cruas.
    • Desinfecte o lava-loiças e as tábuas de corte.
    • Utilize um termómetro para confirmar a temperatura das carnes cozinhadas.
    • Carnes como hamburger e salsichas devem ser bem cozinhadas.
    • Não partilhe utensílios, talheres ou comida.
    • Não consumir os seguintes alimentos crus: ovos, leite não pasteurizado, marisco e aves.

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf