Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Crescimento

23 de maio de 2008

As crianças insuficientes renais têm problemas de crescimento e são mais baixas do que outras crianças da mesma idade. Uma das principais razões que explicam a dificuldade de crescimento tem a ver com o facto de o organismo não responder à sua própria produção de hormona de crescimento, pelo que muitas vezes estas crianças recebem tratamento com esta hormona.


Será que o meu filho irá crescer normalmente após o transplante?

Após o transplante, o crescimento ainda poderá ser lento, mesmo que o novo rim funcione bem, devido ao tratamento com prednisona. As crianças mais pequenas tendem a ter as melhores taxas de crescimento pós-transplante. Se o seu filho não está a crescer bem, o seu médico poderá decidir alterar a dosagem de prednisona, ou iniciar o tratamento com a hormona de crescimento.


O meu filho fazia hormona de crescimento antes do transplante. Pode continuar a fazê-lo?

Algumas crianças crescem muito bem depois do transplante, em particular se o rim funcionar bem. O seu filho poderá precisar de hormona de crescimento, ou não. Se o seu filho não estiver a crescer bem, pergunte ao seu médico de transplante sobre a hormona de crescimento. O seu filho deverá ter uma função renal estável e sem sinais de rejeição, antes de retomar a hormona de crescimento.

Quando é a melhor altura para começar um tratamento com hormona de crescimento depois de um transplante renal?

  • É melhor começar a hormona de crescimento quando a função renal se encontra estável e quando a dose de prednisona é baixa. Na maior parte das vezes, deverá ser iniciada 6 meses depois do transplante. Por vezes, realiza-se uma biópsia renal antes de iniciar o tratamento.
  • É melhor começar a hormona de crescimento antes da puberdade. É conveniente realizar raios-x ósseos antes de iniciar o tratamento, para ver quanto é que a criança poderá crescer ainda.

Quais são os efeitos secundários da terapia com hormona de crescimento em crianças depois de um transplante?

A hormona de crescimento pode:
  • activar o sistema imunitário, o que significa que a função renal do seu filho deverá ser avaliada frequentemente durante o tratamento.
  • aumentar o nível de creatinina sérico de forma súbita, por razões desconhecidas.
  • em alguns estudos, descobriu-se que pode aumentar o risco de rejeição aguda em crianças que já tiveram mais do que um episódio de rejeição no passado. Isto não parece acontecer em pacientes estáveis.
  • piorar a função renal, ao aumentar as tentativas do organismo de rejeitar o rim.
  • exigir alterações em algumas medicações (tais como a prednisona).
  • causar aumento do nível de açúcar no sangue, diabetes e dores de cabeça.
  • causar cancro, conforme alguns estudos já o registaram.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

FAQ's Dador Vivo

20 de maio de 2008

Quem pode doar um rim?

Geralmente, os dadores vivos são familiares ou amigos próximos do receptor. A decisão de doar é bastante importante e deve ser tomada pelo próprio, juntamente com as pessoas que lhe são próximas. Em nenhuma circunstância o dador se deve sentir pressionado a doar um órgão. A equipa de transplante deverá estar preparada para assistir o potencial dador neste processo de decisão.

Em geral, os dadores vivos de rim precisam de ter:

  • entre 18 e 70 anos
  • boa saúde geral
  • função e anatomia renais normais

O que pode excluir uma pessoa de doar um rim:

  • diabetes
  • alguns tipos de cancro
  • consumo de drogas intravenosas
  • algumas doenças infecto-contagiosas, como a SIDA e a hepatite

Em que consiste o processo de doação de um rim?

O primeiro passo consiste em realizar as análises de compatibilidade sanguínea (http://www.chsul.pt/transplante.htm). Se esta for adequada, o potencial dador inicia um processo de avaliação, para assegurar que a doação não será prejudicial para o futuro dador. Se, em determinada altura, algum exame indicar que a pessoa não é um bom candidato a dador, o processo é interrompido. Cerca de 20% dos potenciais dadores acabam por ser eliminados no decorrer deste processo.

Quais são os riscos associados a uma doação de um rim?
Apesar de haver os riscos normais associados a uma qualquer grande cirurgia, doar um rim não coloca grandes riscos a um dador saudável. Os estudos demonstram que o rim remanescente continuará a funcionar normalmente e irá compensar a perda do outro rim. A doação de um rim não deverá limitar a sua actividade normal ou interferir com o seu estilo de vida após a recuperação da cirurgia. Depois da doação, não será nencessária nenhuma rotina, dieta ou medicação especial.

Quando é que o transplante é marcado?

Quando se identifica um dador adequado, o transplante é marcado para uma altura que seja conveniente para o dador e para o receptor, que poderá variar entre 4 a 8 semanas após a finalização da avaliação pré-transplante.

Como é que se realiza a cirurgia de doação?

O termo "nefrectomia" refere-se à remoção cirúrgica de um rim. Existem dois tipos de cirurgia de nefrectomia:

  • Laparoscopia. Esta operação realiza-se recorrendo a um laparoscópio, que entra no abdómen através de uma pequena incisão. Esta abordagem permite localizar, segurar e remover o rim através de uma incisão surpreendentemente pequena. Este tipo de cirurgia "minimamente invasiva" permite uma recuperação mais rápida do que a cirurgia tradicional. Geralmente, os dadores conseguem deixar o hospital um ou dois dias depois da cirurgia e voltar ao trabalho após duas ou três semanas.
  • Nefrectomia tradicional. Neste tipo de operação realiza-se uma incisão na parte lateral do abdómen. O rim é localizado e removido sob visão directa. A maior parte dos dadores permanece no hospital entre 4 a 5 dias e poderá voltar ao trabalho entre 3 a 6 semanas após a cirurgia, dependendo do seu tipo de trabalho.

Mais informações: http://blogcriancaerim.blogspot.com/search?q=laparoscopia

Será necessário algum tipo de avaliação de follow-up?

Cerca de 6 a 9 meses após a cirurgia, será necessário realizar análises de sangue e urina e uma consulta de Nefrologia. Os resultados destas análises irão indicar qual função renal do rim remanescente.

Fonte: http://www.mayoclinic.org/kidney-transplant/livingdonorfaq.html

Dia Mundial da Hipertensão

17 de maio de 2008

A 17 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Hipertensão, que tem como objectivo sensibilizar a população para a prevenção, diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial.

Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) realiza, neste dia, campanhas de sensibilização e rastreios à pressão arterial e a outros factores de risco cardiovascular, com o apoio da Servier Portugal, em Guimarães e Lisboa. O mote da iniciativa é “Pressão Arterial e a Automedição”.

Guimarães foi eleita Capital da Hipertensão Arterial em 2008. Do programa constam:

  • Medidas de controlo e prevenção da hipertensão;
  • Rastreios de hipertensão e de outros factores de risco cardiovascular (diabetes, excesso de peso);
  • Palestras sobre ensino de exercício físico, dieta/uso de sal e objectivos de controlo de risco cardiovascular;
  • Distribuição de pão com menor conteúdo de sal;
  • Promoção de receitas de comida tradicional com baixo teor em sal, elaboradas por um conselho de nutricionistas e médicos, e distribuição de refeições;
  • Aulas de ginástica ao ar livre;
  • Filme com testemunhos de crianças, preparado pela SPH, sobre a necessidade de controlo e tratamento da hipertensão;
  • Teatrinho do Ruca, elaborado sob a égide da SPH, para explicar este tema aos mais novos;
  • Jogadores e técnicos do Vitória de Guimarães vestem camisola da SPH em jogo particular com a equipa brasileira Cruzeiro;
  • Entrega de prémios às crianças no âmbito de um concurso.

Na Gare do Oriente, Parque das Nações, em Lisboa, nos dias 16 e 17 de Maio, vai decorrer um rastreio à pressão arterial e uma campanha de sensibilização à população, no quiosque “Atenção à sua Tensão”, com a presença de profissionais de saúde (enfermeiros e médicos) voluntários do Hospital Egas Moniz e Hospital de Santa Maria. Serão ainda distribuídos pães com quantidades mínimas de sal, para promover hábitos alimentares saudáveis.

Fonte: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/dia+hipertensao.htm

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Nutrição e Dieta (parte 2)

15 de maio de 2008

O meu filho tem ganho peso depois do transplante. Isso é saudável?

Um problema comum com os pacientes transplantados é o ganho de peso em excesso. Relativamente aos bebés, às crianças e aos adolescentes, espera-se que ganhem peso à medida que crescem. É necessário para o seu crescimento. Mas facilmente podem também ganhar peso em excesso porque:

  • O seu filho pode comer novamente os seus alimentos favoritos.
  • O seu filho tem um apetite muito melhor.

  • A prednisona pode aumentar o apetite.

  • Os alimentos sabem melhor!

O comer em demasia e a falta de exercício conduzem à obesidade, a qual provoca tensão arterial elevada e diabetes, o que, por sua vez pode provocar ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Mesmo com um peso normal, os pacientes transplantados têm um maior risco de diabetes, colesterol elevado, e doença cardíaca, por várias razões. A obesidade acresce a este risco. Também pode afectar a auto-estima da criança, especialmente nos anos da adolescência.

Um estilo de vida saudável é a chave para controlar o ganho de peso do seu filho e reduzir o risco de doença cardíaca, o que inclui exercício físico regular e uma dieta saudável, equilibrada e baixa em gorduras.

Pode saber mais aqui: http://www.niddk.nih.gov/health/nutrit/pubs/helpchld.htm.


O que devo fazer para prevenir o ganho de peso excessivo?

O ganho de peso excessivo pode ser evitado. Tente estas estratégias para ajudar a sua criança a evitar o ganho de peso em excesso:

  • Limite os alimentos ricos em gordura: "fast food" (comida rápida), fritos, batatas fritas e outros alimentos ricos em gordura, bolos, donuts e pastelaria.

  • Evite açúcares "simples": açúcar, doces, coca-cola e beber demasiados sumos. Isto será ainda mais importante se a criança tiver o açúcar no sangue elevado, um efeito secundário possível devido à prednisona e a outros medicamentos do pós-transplante.

  • Deixe a criança ter 3 refeições principais. Apresente-lhe alimentos diversificados. Evite demasiados lanches intermédios.

  • Tenha vários tipos de lanche à mão, pobres em gorduras, para quando a criança não conseguir controlar a fome. Alguns exemplos poderão ser vegetais crus, frutas e pipocas sem sal e sem manteiga.

  • O exercício físico regular é uma parte muito importante para manter um peso saudável. Qualquer desporto deve ser discutido com a equipa de transplante. De modo geral, sugere-se que a criança tenha uma actividade física 3 vezes por semana durante, pelo menos, 30 minutos.
O médico do meu filho disse-nos que o rim transplantado está a demorar a começar a funcionar. Que dieta é boa para o meu filho?

Se o rim do seu filho tarda em começar a funcionar, então ele pode ter de permanecer com a dieta renal do pré-transplante. Isto significa limitar o sódio, potássio, fósforo e líquidos.
Mas à medida que o rim começa a funcionar, o seu filho poderá variar os alimentos que ingere.


O meu filho tinha restrição de líquidos antes do transplante? Será que, agora que o rim está a funcionar bem, o meu filho deverá ingerir mais líquidos?

Assim que o seu filho tenha uma função renal normal, terá de começar a beber mais líquidos, preferencialmente água, todos os dias. A quantidade de líquidos dependerá do seu peso. Quanto mais pesar, mais precisa de beber: possivelmente até 8 copos de líquidos por dia. A equipa de transplante procurará certificar-se de que entende as novas necessidades de líquidos da criança por altura do transplante. De um modo geral, é muito importante evitar que a criança desidrate, o que significa beber uma quantidade generosa de líquidos todos os dias.

O meu filho foi alimentado artificialmente durante muito tempo. Deverei parar a alimentação artificial depois do transplante?

Algumas crianças, em particular as crianças com menos de 5 anos, são alimentadas por sonda nasogástrica ou por gastrostomia antes do transplante. Essas crianças podem, inclusivé, nunca ter comido alimentos sólidos. Ou podem apenas petiscar comida de vez em quando, ao longo dos meses e anos antes do transplante. A boa notícia é que a maioria destas crianças que foram alimentadas artificialmente são capazes de começar a comer uma dieta normal depois do transplante.

Algumas crianças podem mesmo começar a comer normalmente logo a seguir ao transplante. Mas a maioria das crianças demorará algumas semanas ou meses para começar a reduzir a alimentação artificial e começar a comer normalmente. O leite utilizado para a alimentação artificial irá, muito provavelmente, mudar logo a seguir ao transplante. O novo leite terá quantidades normais de fósforo e potássio. Terá também quantidades mais elevadas de proteínas. Algumas crianças poderão precisar de terapia nutricional para as ajudar a comer normalmente. Em alguns casos, após o transplante, utiliza-se a sonda ou gastrostomia para fornecer mais líquidos à criança durante a noite.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Considerações sobre a medição da tensão arterial

Após o nosso post de ontem, recebemos a seguinte contribuição da Prof. Helena Jardim (médica nefrologista pediátrica e colaboradora do Criança & Rim), que aprofunda a questão da tensão arterial especificamente em crianças:

A pressão arterial na criança tem as suas particularidades, como quase tudo na criança, não? E ainda bem!

Os valores normais são diferentes dos do adulto e avaliam-se também em percentis, como o peso e a estatura. Penso que as directrizes que estão num dos links têm lá os valores normais. (http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008188.pdf,
a partir da pág. 29). Estes estão expressos não em função da idade, mas em função do percentil da estatura. Como podem concluir, facilmente, a pressão arterial varia em função da massa corporal e não da idade, porque claro, para cada idade há crianças de montes de tamanhos.

O tamanho da braçadeira com que se mede deve ser adequado ao tamanho da criança. Há, pelo menos, 3 tipos de braçadeiras pediátricas.

O melhor método para avaliar a pressão arterial é o método auscultatório, isto é, o que usa o estetoscópio. Dantes havia os aparelhos de mercúrio. Foram banidos por causa das regras europeias e da toxicidade do mercúrio. Eram muito fiáveis. A comunidade científica gostava tanto deles, que não houve grande tempo de validar outros antes de eles desaparecerem e actualmente considera-se que os aneróides (mostrador redondo) são os melhores.

Ao contrário do que possam pensar, os "Dinamap" todos electrónicos são mais úteis nas unidades de cuidados intensivos do que na consulta de ambulatório. Hoje em dia, para fazer o diagnóstico de hipertensão com rigor, usa-se a monitorização de 24 horas, também nas crianças. A partir dos 3 anos já colaboram muito bem. Os aparelhos de pulso também não estão validados para pediatria, sobretudo nos mais pequenitos.

Agora atenção a uma coisa muito importante: os valores de pressão considerados normais numa criança saudável podem não ser de aceitar numa criança com doença renal. Não há nada pior para um rim, que uma hipertensão sustentada, leva a esclerose glomerular e perda de rim funcionante. Assim, na criança com doença renal, a pressão deve manter-se abaixo do percentil 50, se quisermos preservar a função renal restante. Nestas crianças, qualquer saída do canal de percentil habitual de pressão arterial pode ser indicação para iniciar tratamento.

Como medir a tensão arterial?

14 de maio de 2008

A tensão arterial é a leitura da pressão exercida pelo sangue nas paredes das nossas artérias, englobando duas leituras:

Pressão sistólica – o valor de tensão mais elevado que se observa quando o coração se contrai e bombeia o sangue para as artérias.

Pressão diastólica – o valor mais baixo que corresponde ao enchimento do coração.

Como a pressão arterial pode ser afectada por um variado número que factores, há que "padronizar" o mais possível a sua medição.

Assim, é aconselhável ser a mesma pessoa a medir a tensão, usar o mesmo braço, o mesmo tempo de repouso, a mesma posição e ter as costas bem suportadas na posição de medição sentada.

Como fazer para medir a tensão arterial?

  1. Não medir a tensão arterial em situações de stress, ansiedade, febre ou mal-estar;
  2. Quando se dispuser a fazê-lo, deve manter-se pelo menos meia hora sem comer, sem beber e sem ter fumado;
  3. Evitar medir a tensão com a bexiga cheia;
  4. Fazer um breve período de repouso antes da medição (cerca de 5 minutos);
  5. Ao levantar a roupa para pôr a braçadeira, não deve ficar nenhuma peça a apertar-lhe o braço;
  6. Sentar-se confortavelmente e apoiar o braço, elevando-o de forma a colocar a braçadeira ao nível do coração;
  7. Utilizar um aparelho calibrado e uma braçadeira com as dimensões adequadas (existem braçadeiras próprias para crianças e bebés);
  8. Deve manter-se em silêncio durante a medição;
  9. Se necessário, faça duas medições e registe o valor da segunda medição (em geral, com valores inferiores) ou então realize 3 medições e registe média da 2ª e 3ª medições;
  10. É importante que faça o registo dos seus valores, de forma a calcular o seu padrão de tensão arterial e detectar eventuais desvios precocemente;
  11. Caso encontre valores elevados, repita a medição 6 horas depois e nas mesmas condições acima descritas.

Se já souber que tem hipertensão, a medição da tensão arterial deve ser feita amiudadas vezes (semanalmente, mensalmente, de acordo com a recomendação feita pelo médico).

Fontes:

Ministério da Saúde cria cargo de coordenador hospitalar de doação de órgãos e tecidos

13 de maio de 2008

O Ministério da Saúde criou os cargos de Coordenador Hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplantação e os Gabinetes Coordenadores de Colheita e Transplantação, segundo despacho publicado no dia 9/5/2008 em Diário da República.

O objectivo desta alteração é melhorar a organização de todo o sistema de doação, colheita e transplante, de modo a aumentar o número de doadores e órgãos disponíveis para a realização de transplantes aos doentes carenciados.

Ler notícia.

Ler Diário da República aqui.

Colóquio "Calcificação Vascular na Doença Renal Crónica" - dia 18/5/2008

12 de maio de 2008


As Direcções Nacionais da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e Associação de Doentes Renais do Norte de Portugal, ao organizarem conjuntamente o Colóquio subordinado ao tema "Calcificação Vascular na Doença Renal Crónica", pretendem levar ao conhecimento de todos os Insuficientes Renais Crónicos, seus familiares e técnicos desta área, as causas e as consequências dos problemas que afectam o IRC por estas disfunções.

Este evento, que terá lugar no Salão Nobre da Faculdade de Economia do Porto (Rua Dr. Roberto Frias/Traseiras do Hospital de S. João) e terá como palestrante o Prof. Doutor João Frazão, que dissertará sobre os seguintes temas:

  • Papel dos captadores de fósforo e o seu impacto na prevenção da calcificação vascular
    nos doentes em diálise – benefícios clínicos a médio e longo-prazo;

  • A importância do cumprimento das prescrições e recomendações médicas.
Inscreva-se numa destas Associações:



2º Aniversário do transplante

10 de maio de 2008


É com muita emoção que recordo este dia tão especial. A verdade é que o tempo passa a voar e parece que foi ontem. Vivíamos um misto de emoções, muita ansiedade, medo, mas também confiança e alegria por o tão esperado dia ter chegado. A verdade é que tudo não poderia ter corrido melhor, e só temos coisas boas a recordar.

Hoje o Gonçalo tem uma vida perfeitamente normal e nem se recorda da vida pré-transplante (até nós, e ainda bem). Já questionou porque tinha de ir tantas vezes ao dr. levar "picas" (uma vez por mês), e eu já tentei explicar-lhe que é por ele ter um rim muito especial, ao que ele me responde que os meninos que não levaram um rim não têm de levar estas "picas". Mas, sei que um dia ele irá compreender que este é o pequeno preço a pagar por uma vida mais saudável.

Quanto a mim que lhe doei o rim, nem me recordo disso. Tenho também uma vida normal e não sinto falta nenhuma do rim.

Aquilo que mais desejo a todos os meninos que esperam pelo seu dia é que ele chegue muito depressa, e aos pais que possam ajudar os seus filhos dando-lhes um rim, não esperem, esta é a maior prova de amor que podem dar aos vossos filhos e é com certeza o melhor rim que eles podem ter.

Quanto a nós, tenho a certeza que vamos comemorar este dia por muitos e muitos anos, com muita saúde.

Parabéns filho...parabéns RIM!

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Nutrição e Dieta (parte 1)

9 de maio de 2008

A dieta tem um papel muito importante na promoção da saúde e bem-estar após um transplante renal e isto consegue-se através de uma dieta equilibrada, variada e saudável. A dieta do seu filho irá mudar depois de um transplante renal.


RECOMENDAÇÕES GERAIS


Proteínas. Nos primeiros 6 meses após o transplante, o seu filho deverá consumir mais proteínas. Irá ajudá-lo a recuperar da cirurgia e a compensar os efeitos secundários da prednisona. As melhores fontes de proteínas são:

  • Carne, peixe, aves
  • Lacticínios pouco gordos (leite, iogurte, queijo)
  • Ovos
  • Nozes
  • Feijão, lentilhas, ervilhas
  • Soja, leite de soja, tofu
Saúde dos ossos. A utilização prolongada de prednisona poderá aumentar o risco de osteoporose (enfraquecimento dos ossos) e de fracturas ósseas. Por isso, é muito importante o consumo de vitamina D e de cálcio a partir da alimentação. Os seguintes alimentos são boas fontes de cálcio:

  • Leite
  • Queijo
  • Iogurte
  • Salmão ou sardinhas enlatadas (com espinha)
  • Sumo de laranja com cálcio adicionado

Sempre que possível, escolha produtos lácteos com baixo teor de gordura, o que ajuda a controlar o aumento de peso e a promover uma dieta saudável.

Também será necessário aumentar o consumo de fósforo na dieta do seu filho. Os seguintes alimentos são boas fontes de fósforo:

  • Lacticínios
  • Nozes e manteiga de amendoim
  • Feijão, lentilhas, ervilhas
  • Sementes
Potássio. O seu filho poderá consumir alimentos ricos em potássio normalmente.


Sódio. Em geral, não existem restrições de sal após o transplante. Mas em algumas crianças, poderá ser uma das recomendações. A prednisona pode causar a acumulação de líquidos no organismo. Limitando o sal na alimentação vai ajudar a controlar a retenção de líquidos e a tensão arterial. Os seguintes alimentos são ricos em sódio:

  • Sal
  • Carnes curadas (bacon, fiambre)
  • Sopas de lata ou de pacote
  • Comida étnica: chinesa, japonesa, mexicana, italiana
  • Molhos
  • Pratos pré-preparados

Pergunte ao seu médico se é necessário restringir o consumo de sal. Em bebés com transplantes renais, poderá ser necessário adicionar sal à sua dieta, para manter uma boa circulação sanguínea para o novo rim.

Dieta do coração. Alguns medicamentos podem aumentar os níveis de colesterol os quais, por sua vez, aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Assim, para diminuir os níveis de colesterol:

  • Limite o consumo total de gorduras, em especial das gorduras saturadas (gorduras animais). Escolha lacticínios pouco gordos (leite, queijo, iogurte) e carnes magras.
  • Evite as gorduras animais, banha, óleo de palma e de coco
  • Prefira azeite e óleo de canola e margarinas não hidrogenadas
  • Aumente o consumo de alimentos com elevado teor de fibras. As fibras ajudam a que o colesterol não seja absorvido. Exemplos de alimentos ricos em fibras: frutos e vegetais frescos e produtos integrais

Higiene alimentar. Os medicamentos pós-transplante aumentam o risco de o seu filho contrair infecções, por isso é muito importante prevenir doenças que possam surgir através dos alimentos. É importantíssimo ter cuidado no manuseamento dos alimentos!

  • Lave as mãos frequentemente. Lave sempre antes de preparar alimentos.
  • Lave as frutas e os vegetais em água corrente.
  • Utilize tábuas diferentes para preparar alimentos crus e carnes cruas.
  • Desinfecte o lava-loiças e as tábuas de corte.
  • Utilize um termómetro para confirmar a temperatura das carnes cozinhadas.
  • Carnes como hamburger e salsichas devem ser bem cozinhadas.
  • Não partilhe utensílios, talheres ou comida.
  • Não consumir os seguintes alimentos crus: ovos, leite não pasteurizado, marisco e aves.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Células Estaminais podem gradualmente substituir medicamentos anti-rejeição para os pacientes transplantados renais

8 de maio de 2008

Estudo procura eliminar os medicamentos anti-rejeição na sequência do transplante renal

Na sequência de um transplante torna-se necessário tomar medicamentos anti-rejeição, mas o uso prolongado destes medicamentos pode provocar efeitos secundários importantes, incluindo infecções, doenças cardíacas e mesmo cancro.

Uma equipa liderada por Joshua Miller, MD, um investigador da Northwestern University’s Feinberg School of Medicine, está a trabalhar com o departamento de transplantação do Northwestern Memorial Hospital, para encontrar sujeitos que se qualifiquem para nova investigação que procura transplantar células estaminais da medula do dador de rim no receptor, com a esperança de gradualmente eliminar a necessidade de medicamentos anti-rejeição. Se esta investigação tiver sucesso, pode significar uma mudança dramática na qualidade pós transplante dos receptores de órgãos.

O Northwestern é o único centro em Chicago e um dos quatro centros americanos que estão a investigar este tema. A Escola de Medicina de Fenberg recebeu um subsídio de 2.5 milhões de USD, para um período de 4 anos, do Instituto nacional de saúde americano para envolver 20 pacientes neste estudo, intitulado "Células estaminais do dador, compatibilidade, células T/B, Regulação em transplantes renais com HLA idênticos".

Os primeiros indíviduos a participar no estudo fizeram o transplante no dia 10 de janeiro. Sharon Flood of Pingree Grove doou o rim ao seu irmão Steven Yelk of Gurnee, que sofria de Doença Poliquística Renal (PKD), que causa quistos que se preenchem com líquido que formam os rins. Eventualmente, estes quistos ter-se-ão sobreposto ao tecido renal saudável e os rins falharam. " A nossa família é muito unida e existem vários irmãos e irmãs, senti-me lisonjeada por ser compatível e poder ajudar o Steven", comentou Sharon antes da cirurgia.

Joseph Leventhal, MD, PhD, cirurgião de transplantes, e professor associado de cirurgia na Northwestern University's Feinberg School of Medicine e director do programa de dador vivo no transplante renal no Northwestern Memorial Hospital, fez a cirurgia ao dador enquanto que Michael Abecassis, MD, MBA, chefe da divisão de transplantação realizou a cirurgia do receptor.
"A cirurgia foi um sucesso, tudo correu de acordo com o planeado e o novo rim está a funcionar muito bem", disse o Dr.Abecassis. A partir daqui o receptor do rim irá começar a parte experimental do estudo.

Este estudo está aberto a pares de dador-receptor com HLA's totalmente idênticos (100% compatíveis). HLA ou Antigénos Leucocitários Humanos, é um grupo de proteínas que se encontram na superfície dos glóbulos brancos e desempenham um papel muito importante na resposta imunitária do organismo a substâncias estranhas. Estes antigénos variam de pessoa para pessoa, e antes do transplante é efectuado um teste para avaliar da compatibilidade HLA, ou seja se os tecidos do dador e receptor são compatíveis.

Este estudo é limitado a pares de dador-receptor 100% idênticos porque geneticamente estes pares possuem maiores semelhanças ao nível dos marcadores imunológicos comparativamente a pares que não sejam 100% compatíveis. Porque esta população é a que tem a relação genética mais próxima, possuem as melhores hipóteses de sucesso neste estudo.

De um modo geral pares com HLA idênticos têm taxas de rejeição pós transplante renal muito baixas, no entanto e até agora, ainda assim precisavam de medicamentos imunossupressores para toda a vida.

Como funciona?


As células estaminais formam-se na medula e são células sanguíneas comuns a partir das quais se formam outras células especificas, tais como as células imunitárias. Estas células estaminais são consideradas importantes na prevenção da rejeição no pós-transplante renal. Ao transplantar estas células do dador do rim no receptor, o estudo procura provar que as células estaminais vão amadurecer no corpo do receptor e irão permitir que o seu sistema imunitário aceite o novo órgão como se fosse do próprio.

Para o dador do rim, a cirurgia laparoscópica é efectuada da maneira habitual. Depois do rim ser removido, é extraído medula óssea dos ossos da bacia do dador. Cerca de 3 meses após a cirurgia, o dador sujeita-se a dois procedimentos chamados de leucaférese, em dois dias distintos, onde as células estaminais extraídas da medula são retiradas para serem dadas no receptor do rim de modo a ajudar o seu corpo a adaptar-se ao transplante.

Aproximadamente um mês antes do transplante, o receptor é sujeito a leucaférese para retirar glóbulos brancos que são armazenados num laboratório para análises futuras. Depois do transplante, o receptor recebe quatro infusões separadas de células estaminais do dador.

As células estaminais são injectadas no receptor por via intravenosa num procedimento que demora cerca de 15 minutos. A primeira infusão é feita 5 dias após o transplante, a próxima cerca de 3 meses depois, a seguinte 6 meses depois e finalmente a última 9 meses após o transplante. Durante este período o receptor é tratado com Campath-1H, um anticorpo potente utilizado de forma corrente no Northwestern Hospital para prevenir as rejeições, juntamente com outros medicamentos anti-rejeição standard.

Cerca de uma ano após a cirurgia, é retirada ao paciente transplantado um medicamento anti-rejeição, e depois outro. Em simultâneo são efectuados testes para assegurar que o receptor está a aceitar bem o novo rim.

"Esta é uma área de investigação extremamente interessante que se apresenta promissora no caso de sucesso", refere o Dr. Abecassis. "Estamos muito entusiasmados por sermos o único centro nesta região a apresentar esta solução aos pacientes que se qualifiquem para este tratamento."

Fonte:
http://www.sciencedaily.com/releases/2008/01/080123125623.htm

Como funcionam os rins?

6 de maio de 2008

Artigo bastante acessível, explícito e em Português sobre o funcionamento dos rins em:

http://saude.hsw.uol.com.br/rins.htm

Rim artificial com células humanas permite que órgão doente se recupere

5 de maio de 2008

Estudos preliminares realizados com um rim artificial que incorpora células vivas indicam que ele pode reduzir as mortes por falência renal aguda em 50%, informaram pesquisadores em Michigan. O uso do rim artificial seria de curto prazo (até três dias) para permitir que o órgão doente recupere sua função.

Ler notícia.

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com a pele

2 de maio de 2008

Os doentes transplantados têm um maior risco de desenvolver cancro de pele na idade adulta. A medicação pós-transplante, que permite que o rim do seu filho funcione e sobreviva, aumenta o risco de cancro de pele. Isto é sobretudo verdade nas zonas com muito sol. É muito importante que a criança com um transplante renal e as suas famílias saibam como se proteger do sol. Isto deve ser feito antes e após o transplante. As crianças com muitos sinais ou sinais fora do normal devem ser vistas por um dermatologista antes do transplante.

A prevenção do cancro de pele implica o uso diário de um protector com um factor de protecção solar (SPF) igual ou superior a 30. A roupa deve ser de manga comprida, preferencialmente com um tecido espesso, e a criança deverá usar um chapéu de abas largas. Deve evitar-se o sol directo entre as 10 da manhã e as 4 da tarde, tanto quanto possível. Os solários devem ser evitados.

Os pacientes transplantados podem ter problemas com verrugas. Podem ter mais verrugas e maiores, que demoram mais a desaparecer e são mais difíceis de tratar. A medicação pós-transplante pode fazer com que o seu filho tenha mais dificuldade em combater o vírus que provoca as verrugas. Se o seu filho já tiver muitas verrugas antes do transplante ou se forem dolorosas, deverá ser visto por um dermatologista que tenha experiência em lidar com verrugas em crianças.

Sites úteis (em inglês):
http://www.itscc.org/
http://www.scopnetwork.com/

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Identificada proteína que mata células do rim de diabéticos

30 de abril de 2008

Diabetes é a causa mais frequente de insuficiência renal que necessita de diálise

Um grupo de investigadores do Departamento de Medicina da Universidade Autónoma de Madrid (UAM) conseguiu identificar uma proteína que desempenha um papel-chave no suicídio das células do rim que ocorre em decorrência do diabetes.

O diabetes é a causa mais frequente de insuficiência renal que requer diálise. Nesta doença as células do rim se suicidam por estarem imersas em um ambiente hostil, o que causa a perda progressiva da função renal.

Ler notícia completa em:

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid160510,0.htm

Governo aprova diploma que estabelece regime jurídico da qualidade e segurança da dávida e colheira de orgãos

28 de abril de 2008

O Governo aprovou na passada 5ª feira uma proposta de lei que estabelece o regime jurídico de qualidade e segurança da dádiva, colheita e distribuição de órgãos, para «assegurar um elevado nível de protecção da saúde pública» e evitar transmissão de doenças.

Ler notícia.

Pode ajudar?

26 de abril de 2008

Recebemos o seguinte e-mail da família da Carolina Lucas, com o pedido de divulgação de duas iniciativas:


(clicar na imagem para mais informações)

Pode ajudar?

25 de abril de 2008

Recebemos o seguinte e-mail do José Leones Lima, com um pedido de ajuda:


Poderia vossa excelência por solidariedade, adquirir um exemplar da minha segunda obra “O Doce Amargo da Conquista”, romance com 281 páginas, cujo preço é de 14,00 euros cada, mais gastos de envio via CTT à cobrança.

Tenho 52 anos e sou paraplégico com 80% de deficiência, mas recentemente "liguei" Viana do Castelo a Faro em cadeira de rodas, protestando ao longo de 800 km pela vergonhosa falta de igualdade de oportunidades.

Estou consciente de que o eco do meu pedido de ajuda, apenas tocará uma minoria de corações, porém se fizer parte dessa minoria, poderei viver com dignidade e em 2008 estar de novo em prova, desta vez de Tuy em Espanha até Faro, juntamente com mais 19 deficientes, lutando por uma igualdade de oportunidades equilibrada e como treino para os Jogos Paralímpicos de 2012 em Londres.

Aceitamos sócios, inscrevam-se no clube VPCR (Volta a Portugal em Cadeira de Rodas), em: http://vpcr.planetaclix.pt/

Visitem o meu Site: http://webleones.home.sapo.pt/

Cumprimentos

J Leones Lima

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com os olhos

24 de abril de 2008

Um dos efeitos secundários da prednisona é o possível de aparecimento de cataratas nos olhos. Por isso, todas as crianças devem fazer exames oftalmológicos anuais, com dilatação da retina, durante o tratamento com prednisona. Se o seu filho se queixar de visão desfocada, é aconselhável consultar o oftalmologista.



Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Parlamento Europeu pede sistema de doação de órgãos

23 de abril de 2008

O Parlamento Europeu propôs hoje a criação de um «cartão de dador europeu» e de uma linha directa, com um número único, para transplantes de órgãos, manifestando a sua preocupação com a «escassez crónica de órgãos» na Europa

A assembleia, reunida em Estrasburgo, aprovou por esmagadora maioria - 653 votos a favor, 14 contra e 16 abstenções - um relatório da comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu que sublinha as «diferenças significativas» na União Europeia relativamente à origem dos órgãos (dadores falecidos ou vivos), as grandes diferenças entre Estados-Membros no que respeita ao aumento do número de dadores e as discrepâncias quanto aos requisitos de qualidade e de segurança.

Os eurodeputados esperam que a Comissão Europeia apresente uma proposta de directiva (lei comunitária) que estabeleça requisitos de qualidade e de segurança para a dádiva, o fornecimento, os ensaios, a conservação, o transporte e a distribuição de órgãos na UE e os recursos necessários para responder a estes requisitos.

Os eurodeputados apelam à criação de um «cartão de dador europeu», em complemento dos sistemas nacionais existentes, e de uma «linha directa» para transplantações, com um número único, gerida por uma organização nacional responsável por transplantações, nos casos em que exista tal organização.

A ideia é que esta linha esteja operacional 24 horas por dia e seja confiada a profissionais com uma formação adequada e com experiência, capazes de fornecerem rapidamente informações médicas e legais relevantes e precisas.

O Parlamento Europeu salienta que é necessário zelar por que as doações de órgãos continuem a ter um «carácter estritamente não comercial», sendo para tal imperioso garantir que «a doação de órgãos é efectuada de forma altruísta e voluntária, excluindo pagamentos entre dadores e destinatários, sendo qualquer pagamento estritamente limitado às despesas e incómodos relativos à dádiva».

Segundo o relatório da Comissão da Saúde Pública do PE, há mais de 60 mil pacientes a aguardar transplantações em listas de espera na Europa e um número significativo de pacientes morre em consequência da escassez crónica de órgãos.

A taxa de mortalidade dos pacientes que aguardam um transplante de um coração, de um fígado ou de um pulmão situa-se entre os 15 e os 30%.

Fonte:
http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=15569