Programa RTP - Sociedade Civil

6 de março de 2008

Definitivamente, tem havido um interesse crescente da Comunicação Social relativamente à questão dos transplantes, bem como das doenças renais.

Poucos dias depois da realização de um programa dedicado à insuficiência renal, o programa Sociedade Civil, da RTP 2, decidiu abordar o tema dos Transplantes em Portugal:


"Faltam órgãos em Portugal – foi o apelo lançado no início dos anos 80 pela Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação. De forma a aumentar o número de transplantes, o Estado criou um subsídio de incentivo para os médicos. Medida que se traduziu num aumento de transplantes: só no ano passado fizeram-se 1.330, mais 20% que em 2006. O reverso da medalha dos incentivos é um modelo que rende aos profissionais de saúde milhões de euros por ano – há médicos que chegam a ganhar 30 mil euros líquidos por mês. Estes incentivos retiram verbas a outros sectores da Saúde?"


Ver vídeo.

O Hospital Santa Maria realizou 5 transplantes renais pediátricos em menos de um mês

4 de março de 2008

O Hospital de Santa Maria em Lisboa realizou, num curtíssimo espaço de tempo (pouco mais de 15 dias), uma verdadeira maratona de transplantes renais pediátricos.

É sem dúvida um exemplo a louvar, verdadeiramente encorajador e o qual não poderíamos deixar passar despercebido.

Dos cinco transplantes realizados entre 30/01 e 18/02, quatro foram de dador cadáver e um de dador vivo.

A toda a equipa de nefrologia pediátrica do HSM deixamos os nossos sinceros parabéns e desejamos a todas estas crianças uma excelente recuperação.

Quando o chichi aparece fora de horas

A enurese nocturna define-se como uma micção involuntária durante o sono. Tem muitas vezes uma natureza familiar (genética) e, na grande maioria dos casos, desaparece espontaneamente com o tempo. “Existe história familiar de enurese nocturna em 60-70% de crianças com enurese”, diz-nos o Dr. João Luís Barreira, especialista em enurese e pediatra do Hospital de São João, no Porto. Ou seja, os filhos dos pais que sofreram de enurese na infância têm uma probabilidade muito aumentada de também vir a ter. “Apesar de se tratar de um sintoma geralmente benigno, é responsável por problemas emocionais e sociais na criança e na sua família.”

Ler artigo completo.

(obrigado à Prof. Helena Jardim por nos indicar este artigo!)

Imunossupressão pós-transplante renal em crianças

3 de março de 2008

O transplante renal (TR) é a melhor forma de tratamento da doença renal terminal na infância e os resultados actuais de sobrevida de pacientes e enxertos indicam que essa forma de tratamento deve ser encorajada, mesmo em crianças pequenas. A partir da idade de 6-8
meses de vida e/ou peso de 7-8 kg, os resultados do TR em crianças permitem relativo optimismo.


A recente publicação do Registo Norte Americano de TR pediátricos mostra sobrevida de enxerto (3 anos) de 83% em TR com dador vivo e 66% com dador cadáver, respectivamente. Além disso, o mesmo estudo revela que o prognóstico do TR em crianças tem melhorado
com o passar dos anos.


O artigo que sugerimos hoje visa destacar os aspectos mais importantes dos esquemas de imunossupressão actualmente utilizados após TR em crianças e apontar novas drogas com potencial de utilização futura.


Ler artigo (em Português), de Paulo Nogueira e Paula Machado (Setor de Nefrologia Pediátrica e Setor de Transplante Renal da Universidade Federal de São Paulo)

Novas regras de facturação em hemodiálise

1 de março de 2008

Na sequência do post de 22/2, em que dávamos conta da preocupação dos doentes insuficientes renais sujeitos a hemodiálise quanto às novas regras de facturação das clínicas onde realizam os seus tratamentos (ver vídeo), surgiu ontem um esclarecimento da Direcção-Geral de Saúde, que visa resolver estas dúvidas.

Ler notícia.

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - A Escola

29 de fevereiro de 2008

Na sequência da anterior tradução da brochura relativa aos cuidados pós-transplante, iniciamos hoje a tradução de uma outra brochura da Sociedade Americana de Transplantação, dedicada exclusivamente ao transplante pediátrico.
O tema de hoje é "A escola"
1. Quando é que o meu filho pode regressar à escola depois do transplante?
A maioria das crianças pode voltar à escola 6 semanas depois do seu transplante. É aconselhável que confirme com o seu médico, pois podem existir razões que atrasem este regresso.
2. Terei que contratar um professor em casa?
Poderá ter que recorrer a um tutor/explicador/professor, se a criança perder longos períodos de aulas. Mas a frequência regular da escola é uma parte importante do seu desenvolvimento global. Se não se sente confortável em mandar o seu filho para a escola, por razões de saúde ou outras, aconselhe-se com a equipa médica.
3. O meu filho pode participar nas actividades escolares?
Na escola, as crianças transplantadas deverão participar o mais possível nas actividades escolares. Existem poucos limites às actividades físicas.

Os temas a abordar nas próximas semanas serão os seguintes:
  1. A escola
  2. Actividades desportivas
  3. Vacinas
  4. Cuidados com os dentes
  5. Cuidados com os olhos
  6. Cuidados com a pele
  7. Nutrição e dieta (parte 1 e 2)
  8. Crescimento
  9. Cumprimento das prescrições médicas
Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Pergunta JÁ COM Resposta: novo site da ASST

27 de fevereiro de 2008

Na sequência do nosso post de 11/2, é com satisfação que verificamos que o site da ASST já está conforme a nova lei no que diz respeito aos transplantes com dadores vivos:

http://www.asst.min-saude.pt/transplantacao/perguntasfrequentes/Paginas/dadorvivo.aspx

Quem pode doar órgãos em vida?
A nova lei (Lei n.º 22/2007, de 29 de Junho) permite que qualquer pessoa, como cônjuges ou amigos, seja dador de órgãos em vida, independentemente de haver relação de consanguinidade. A anterior lei (Lei 12/93, de 22 de Abril) apenas previa a doação de órgãos entre familiares até ao 3.º grau.

Eduardo Barroso demite-se

25 de fevereiro de 2008

Na sequência das notícias publicadas nas últimas semanas sobre os incentivos supostamente pagos aos médicos da área da Transplantação, Eduardo Barroso informou hoje publicamente que se demitiu da presidência da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação.

Ler notícia.

Ver vídeo.

O papel dos rins no desenvolvimento fetal

O líquido amniótico envolve o feto no saco amniótico, desempenhando algumas funções importantes:

  • permite o crescimento externo simétrico do embrião;

  • age como uma barreira contra infecções;

  • impede a aderência entre o embrião e o saco amniótico;

  • protege o embrião de traumatismos sofridos pela mãe;

  • ajuda a controlar a temperatura corporal do embrião;

  • permite que o feto se mova livremente, contribuindo assim para o desenvolvimento muscular;

  • funciona como uma reserva de nutrientes e de líquidos do bebé;

  • permite que o bebé se mova e respire;

  • ajuda no desenvolvimento dos sistemas respiratório, digestivo e músculo-esquelético.

    • Durante as primeiras 14 semanas de gestação, o líquido flui desde o sistema circulatório da mãe para o saco amniótico.

      No início do segundo trimestre de gravidez, o bebé começa a engolir o líquido, enviando-o para os rins e excretando-o sob a forma de urina, e voltando a engoli-la novamente, reciclando todo o volume de líquido amniótico em algumas horas. No entanto, esta urina não é a urina que é produzida depois do nascimento. Na realidade, a maior parte dos desperdícios do bebé são transportados através da placenta para o sistema circulatório da mãe e são filtrados pelos rins dela.

      O débito urinário na 20ª semana é de 5 ml/h (120 ml/dia), chegando a 51 ml/h (1224 ml/dia) no fim da gravidez.

      O que pode causar uma redução do volume de líquido amniótico? Existem várias razões, entre elas:

      • ruptura das membranas;

      • problemas com a placenta: se a placenta deixar de produzir nutrientes suficientes para alimentar o bebé, ele poderá deixar de reciclar líquidos, o que irá reduzir o volume de líquido amniótico;

      • distúrbios alimentares;

      • malformações fetais: se o bebé tiver uma anomalia do sistema urinário (agenesia renal, rins poliquísticos ou uma lesão obstrutiva, como válvulas da uretra posterior), pode deixar de produzir urina suficiente para manter os níveis de líquido amniótico.

      Da mesma forma, um volume excessivo de líquido amniótico também pode ter diversas origens:

      • gravidez gemelar, com transfusão feto-fetal (implica um volume aumentado de líquido no gémeo receptor e um volume diminuído no gémeo doador);

      • malformações fetais: atrésia do esófago, agenesia da traqueia, atrésia do duodeno e outras atrésias intestinais; anomalias do sistema nervoso central e doenças neuromusculares que causam perturbações no engolir; anomalias congénitas do ritmo cardíaco; diabetes mellitus tipo 2 da mãe; anomalias cromossómicas, como trissomia 21, trissomia 18 ou trissomia 13.

      • Síndrome de aquinésia fetal, com ausência da capacidade de engolir.

      Fontes:

      Insuficiência Renal: Doentes preocupados com novas regras

      22 de fevereiro de 2008

      As empresas de diálise, com actividade paga pelo Ministério da Saúde, vão ter novas regras de facturação a partir de Fevereiro.

      Às empresas aderentes, o Ministério da Saúde pagará 547,94 euros por doente, por semana, ou seja, 78,28 euros por doente/dia, cabendo às empresas prestadoras de serviços de diálise «prestar cuidados de saúde de qualidade aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, em tempo útil, nas melhores condições de atendimento e a não estabelecer qualquer tipo de discriminação», entre outras obrigações.

      Ler notícia.

      No entanto, as Associações de Doentes Renais (ADRNP e APIR) têm demonstrado a sua preocupação quanto às novas regras, que poderão privilegiar o economicismo, em vez da qualidade de serviços, segundo as duas associações.

      Ler notícia.

      Casal português que "estreou" nova lei já regressou a casa

      Ana e José Pereira, o casal que há oito dias protagonizou o primeiro transplante com um dador vivo sem relação de consanguinidade, estão a recuperar bem e deixaram quarta-feira o Hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

      Ler notícia.

      Diário de Notícias - II

      21 de fevereiro de 2008





      (clicar nas imagens para aumentar)

      "A infância é um país sagrado, um sítio que não se repete"

      19 de fevereiro de 2008

      Então hoje proponho que não pensem em rins mas em crianças e em coisas que, como pais, têm que aprender para lá de actos complicados como diálises, dietas esquisitas, dar remédios em seringas ou escondidos no meio dos iogurtes, fazer o pino para eles comerem qualquer coisinha...Sim, as vossas crianças são especiais porque além de tudo isso também precisam de pais que saibam como se deve fazer com as birras, com a televisão, com os jogos, com os livros, como estar com os amiguinhos, enfim serem pais nos dias de hoje, como todos os outros pais... Precisam de saber que o tempo voa e um dia destes os filhos estão adololescentes e muitas mais dúvidas vos surgirão....

      Então leiam um texto precioso aqui...
      http://www.spp.pt/noticias/default.asp?IDN=7&op=2&ID=132

      É o novo site da Sociedade Portuguesa de Pediatria, abriu hoje. E tem uma entrevista preciosa (titulo desta mensagem) do nosso presidente o Dr Luis Januário, de Coimbra que, além de pediatra é um Homem absolutamente único, no que se refere a congregar qualidades humanas riquíssimas com vasta capacidade técnica e profissional. E para não terem dúvidas procurem o blog dele " A Natureza do Mal".

      O novo site tem também muitas coisas úteis para os pais e vai ser enriquecido a curto prazo com novos contributos.

      E já agora, também podem e devem participar com os vossos comentários e sugestões...

      Ao fim e ao cabo, os vossos filhos é que são a razão de existir da SPP.

      Diário de Notícias - I


      Crianças seis anos à espera de transplante

      18 de fevereiro de 2008

      Hoje, no Diário de Notícias:





      Duarte e Dinis são iguais. O seu nome começa pela mesma letra, nasceram exactamente no mesmo dia e nada os distingue diante do espelho. Entre os dois, há apenas uma diferença de seis centímetros. Com três anos, Duarte é insuficiente renal crónico, uma doença que o faz depender de uma máquina mais de dez horas por dia e que é a única culpada pelo atraso de crescimento em relação ao irmão gémeo. Como ele, havia 234 crianças com a doença em 2006, metade das quais dependia de diálise ou de um transplante. Nesta altura, havia crianças à espera de um rim há cinco ou seis anos, apurou o DN.

      A insuficiência renal crónica (IRC) aumenta com a idade e afecta 14 mil portugueses actualmente, nove mil dos quais estão a fazer diálise e quatro a cinco mil estão transplantados, disse ao DN Carlos Silva, o presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais. A perda total da função dos rins, que obriga a fazer terapêutica de substituição, é a situação mais grave, visto que um em cada dez portugueses sofrem de doença renal.

      Se a doença tende a aumentar com a idade, associada a outras como a diabetes ou hipertensão arterial e a diversos problemas como as infecções dos rins, existe uma minoria preocupante e que merece cuidados especiais: as crianças.

      De acordo com dados da Lusotransplante, há 15 crianças em lista para serem transplantadas esperando 17 meses em média, contra os 54 dos adultos. Em Novembro de 2007, a lista contemplava mais três crianças, de acordo com Helena Jardim, presidente da secção de nefrologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Em 2006, os hospitais fizeram nove transplantes a crianças.

      A espera continua a ser grande, apesar de, até aos 18 anos, os doentes serem receptores prioritários. "Muitas vezes não surge dador compatível devido à situação clínica do dador", diz Helena Jardim. "Sempre que possível, deve ser dador pediátrico, o que só por si é mais difícil. Se for um dador jovem, até aos 30 anos, por exemplo, faz sentido. Acima disso, não é aconselhável", acrescenta Hélder Trindade, presidente da Lusotransplante.

      Dados recolhidos pela pediatra apontam, por exemplo, esperas desde 2000 ou 2001, mas há casos de apenas seis meses. Às vezes, é uma questão de sorte. A idade média destes doentes é de 11,7 anos, mas há meninos de quatro ou cinco anos. E até de três, o caso do Duarte, que ainda não reúne condições.

      Se 234 crianças têm insuficiência renal crónica, metade ainda não reúne as condições para diálise ou transplante. Optam antes por um tratamento conservador à base de medicamentos - que controlam os níveis de potássio, cálcio, proteínas -, mas também pelos suplementos nutricionais, nem sempre comparticipados.

      Em todo o caso, a diálise deve ser evitada ou feita o mínimo de tempo possível. "É uma grande agressão e altera a estabilidade das crianças. Há risco de infecção e alteração da estabilidade hemodinâmica. Não crescem e chegam a ser alimentadas com sondas", lembra Helena Jardim.

      A IRC significa que os rins não estão a funcionar. Um problema que dificulta a extracção de substâncias tóxicas do corpo, o controlo da água, cálcio e sais minerais, a produção de glóbulos vermelhos e de hormonas que intervêm na pressão arterial.

      No caso das crianças, há várias causas que levam à IRC, "como as malformações congénitas. Muitas são detectadas na gravidez e podem ter tratamento, como o refluxo urinário. Há ainda causas neurológicas, como a espinha bífida, ou causas imunológicas", explica António Pina, cirurgião da equipa de transplantação do Hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

      Ler notícia.

      Reportagem mais alargada no jornal.

      Ana Cristina e José Pereira recuperam bem

      16 de fevereiro de 2008

      O casal submetido a transplante renal ao abrigo da nova legislação está a recuperar bem. A transplantada está nos cuidados intensivos e o marido, dador, poderá ter alta na próxima semana.

      Ler notícia.

      Ver vídeo SIC.

      Nota: Tal como já tínhamos referido a 11/2, a SIC também reparou na desactualização da informação disponibilizada no site da ASST, que ainda refere que "Segundo a lei portuguesa, para haver doação em vida de órgãos, é necessário haver entre o dador e o receptor relação de parentesco até ao terceiro grau."

      Em sequência do nosso post contactámos também a ASST, mas nem obtivemos resposta e a informação lá continua...

      1º Transplante de rim entre cônjuges em Portugal foi um sucesso!

      14 de fevereiro de 2008

      A novidade está no campo jurídico, já que em termos cirúrgicos, a troca entre dador e receptor vivos é já uma prática comum.

      Foi com sucesso que se realizou ontem o primeiro transplante de rim de dador vivo entre cônjuges. A operação, que não traz novidades em termos médicos, inaugura em Portugal um novo quadro jurídico para a doação de órgãos decorreu no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide.

      Ler notícias:

      RTP: Transplantes: Marido e mulher que lutaram pela nova lei foram pioneiros na sua aplicação
      RTP: Hospital de Santa Cruz faz primeiro transplante de dador vivo entre cônjuges
      DN: O dia em que Ana acordou com três rins
      Correio da Manhã: Professora recebe um rim do marido

      Hoje, no Primeiro Jornal da SIC, será transmitida uma reportagem alargada exclusiva sobre este transplante: http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={9DB6D2AB-E8E4-4349-956A-FE55EC3D5F41}

      Primeiro transplante de rim entre cônjuges vivos

      13 de fevereiro de 2008

      O primeiro transplante de rim de dador vivo, entre cônjuges, realiza-se hoje no Hospital de Santa Cruz em Carnaxide.

      Trata-se da primeira intervenção do género em Portugal, uma vez que só desde Junho do ano passado é que Portugal passou a ter uma legislação que contempla a possibilidade de serem doados órgãos entre marido e mulher. De relembrar que esta legislação só em Novembro de 2007 foi finalmente regulamentada, tendo em Janeiro de 2008 surgido várias polémicas quanto a essa mesma regulamentação. Ultrapassados estes obstáculos, chega-se hoje a bom porto, abrindo um novo leque de possibilidades para os doentes renais à espera de um transplante!

      Ler notícia.

      Programa RTP - Sociedade Civil

      O programa "Sociedade Civil", da RTP 2, de 4ª feira, dia 6/2/2008 foi inteiramente dedicado à Doença Renal Crónica. Vale a pena ver!

      Link para o vídeo: http://ww1.rtp.pt/multimedia/?tvprog=20544&idpod=11640

      Viviana só esperou meio ano pelo rim que a libertou da diálise

      12 de fevereiro de 2008

      Viviana é um caso raro. O tempo de espera por um rim foi substancialmente inferior à média nacional

      Viviana Virgínia deverá ter amanhã alta do serviço de Nefrologia do Hospital de Santo António, no Porto. No dia 2 de Fevereiro, a adolescente de 15 anos recebeu um rim, doado por "uma criança de 12 anos que morreu num acidente". Viviana apenas teve que esperar cerca de meio ano pelo tão desejado rim, quando o tempo médio de espera a nível nacional é de 37 meses.

      Aos 12 anos, a jovem engrossou o número de casos de insuficiência renal que, só em Portugal, afecta cerca de 13 mil pessoas. "O médico de família achava que o meu crescimento estava muito abaixo do normal.

      Um dia,um médico viu que as minhas tensões estavam muito altas, a 20, e fui logo fazer uma ecografia aos rins. Mandaram-me de urgência para o Hospital Maria Pia e, como as tensões continuavam muito altas, fiquei logo internada cerca de uma semana", recorda Viviana com a precisão de quem sofreu na pele o problema. Regressada a casa após o primeiro internamento, começou a rotina da medicação, "mas as análises estavam sempre alteradas".

      Sinais de alerta
      Tirando a baixa estatura e a hipertensão, Viviana nunca teve outros sinais de alerta, como cansaço, vontade de urinar com frequência, retenção de líquidos ou até mesmo alterações de apetite. Isto porque o rim é um orgão com uma grande reserva funcional, adaptando-se à perda progressiva da sua função e, portanto, os sintomas da doença só surgem quando a diminuição da actividade renal já é muito grande.

      No caso de Viviana, a progressão da doença foi atenuada até que, em Agosto do ano passado, iniciou a diálise peritoneal. Um método que lhe garantiu uma independência superior à hemodiálise, até porque ela própria era quem fazia as trocas necessárias.

      Os tratamentos foram levados à risca, até porque Viviana e a família nunca perderam a esperança. A luz ao fundo do túnel surgiu após o toque do telemóvel do pai, às onze da noite do passado dia 1. "Foi o meu marido que recebeu a notícia de que havia um rim e que ela devia estar aqui às oito da manhã do dia seguinte. Nem dormi a noite toda, pois senti uma grande angústia e expectativa", confessa a mãe, Fátima, uns dias após a operação. A boa notícia apanhou todos de surpresa até porque o tempo de espera ainda não era muito. "Eu imaginava que tínhamos que esperar uns três anos. Conhecemos uma menina, com de 15 anos também, que está à espera há dez anos", afirma Fátima.

      O organismo de Viviana aceitou o novo órgão e, quatro dias depois, a função renal já estava a 100%. "Um sucesso", afiança Morais Sarmento, médico responsável pelo transplante e presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação. Para o nefrologista, agora apenas há que "ter cuidado com eventuais infecções, o que seria fatal". "Por isso, ainda é difícil prever o regresso às aulas. A Viviana tem que evitar, para já, o contacto com muitas pessoas, pois são um potencial foco infeccioso".

      Notícias relacionadas:

      Listas de candidatos são cada vez maiores

      Números nacionais

      Fonte: Jornal de Notícias

      Pergunta sem resposta: novo site da ASST

      11 de fevereiro de 2008

      A Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação lançou recentemente o seu site na Internet. Apesar de já ter iniciado funções em 2007, só agora o antigo site da Organização Portuguesa de Transplantação foi substituído pelo novo site da ASST.

      Louvamos a grande quantidade de informação, sobretudo as estatísticas mais recentes, que antigamente eram difíceis de obter.

      O que é incompreensível é que este site, que foi lançado há poucos dias, contenha uma imprecisão tão grave quanto a que encontramos na seguinte página:

      http://www.asst.min-saude.pt/transplantacao/perguntasfrequentes/Paginas/dadorvivo.aspx


      Quem pode ser dador vivo?

      Relação de parentesco


      Segundo a lei portuguesa, para haver doação em vida de órgãos, é necessário haver entre o dador e o receptor relação de parentesco até ao terceiro grau.

      Tendo a lei sido já publicada em Junho de 2007, tendo surgido tantas polémicas na Comunicação Social recentemente quanto à aplicação da mesma lei, teria sido difícil actualizar este parágrafo antes de o lançar publicamente? Era fácil, apenas se mudaria a frase para: "Segundo a lei portuguesa, para haver doação em vida de órgãos, não é necessário haver entre o dador e o receptor qualquer relação de parentesco."


      Outra coisa que temos pena é que alguma legislação não esteja acessível publicamente e solicite a introdução de uma password que, quem está de fora, obviamente não possui.

      Inspecção-Geral das Actividades em Saúde vai investigar incentivos à realização de transplantes

      8 de fevereiro de 2008

      A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) vai averiguar a forma como estão a ser processados os pagamentos de incentivos à realização de transplantes de órgãos, revelou hoje fonte do Ministério da Saúde.

      De acordo com a mesma fonte, foram já pedidos esclarecimentos ao presidente da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST), Eduardo Barroso.

      Ler notícia: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1318903&idCanal=62

      Ver vídeos: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20080207Pagamento+de+incentivos+investigado.htm?wbc_purpose=basi%40c

      Mais polémicas!

      7 de fevereiro de 2008

      Pelo menos não nos podemos queixar de falta de atenção da Comunicação Social para a temática dos transplantes!

      Desde Outubro do ano passado que José Plácido Júnior, 43 anos, editor-adjunto da revista "Visão", investiga o «lado negro» dos transplantes. A história, que é integralmente contada na edição de hoje, começou por abordar o drama de pacientes transplantados ou à espera de uma intervenção, num caso há 15 anos.

      No decorrer da investigação, médicos e enfermeiros referiram um esquema de pagamento de «comissões» por transplantes que, embora legislado desde meados dos anos 80, era praticamente desconhecido do público, pouco claro para os próprios profissionais do sector e com regras variáveis de hospital para hospital. Destas «ajudas» aos hospitais, uma parte – que no Curry Cabral atinge os 48% – é entregue aos profissionais de saúde que participam nessas cirurgias.

      Questionado pela "Visão", Eduardo Barroso, 59 anos, actual presidente da Autoridade para os Serviços de Sangue e de Transplantação, admitiu ter ganho, só em Novembro de 2007, 30 mil euros em «prémios» relativos a transplantes feitos no Hospital Curry Cabral, onde exercia o cargo de director de Cirurgia Geral e Transplantação. Confrontado na quinta-feira, 31, com este esquema, do qual ele é um dos principais beneficiários, reconheceu, finalmente, que as comissões pagas aos médicos do Curry Cabral eram exageradas e tinham de ser reduzidas.

      Num telefonema efectuado no dia seguinte, o médico afirmava recear «um vexame público» em resultado da investigação jornalística da "Visão" e confessava ter reunido a família, para a pôr ao corrente da entrevista.

      Curiosamente, nesse mesmo dia, sexta-feira, 1 de Fevereiro, o teor da nossa investigação já era do conhecimento do gabinete do primeiro-ministro.

      A 4 de Fevereiro, a vários órgãos de comunicação social, Eduardo Barroso tentou antecipar a história da "Visão", mas contando os factos à sua maneira. Só que não disse tudo.

      A "Visão" procurou apurar a verdade sobre o esquema de incentivos pagos aos profissionais de saúde que participam em transplantes – dinheiro a rodos, num sector anémico e numa área que não é conhecida pela sua eficiência. E disso dão conta aos seus leitores, hoje, dia 7.

      Mais informação aqui (Vídeo SIC).

      Transplantes rendem milhões aos médicos

      5 de fevereiro de 2008


      Em 2007 o Estado pagou 23 milhões só em incentivos

      Quando, nos anos 90, os transplantes de órgãos em Portugal ficavam muito aquém dos números desejados, a tutela decidiu estimular os hospitais a fazer mais colheitas através de um sistema de incentivos aos médicos, sem paralelo em nenhuma outra especialidade. Mas estas operações não tem parado de crescer no País - e vão continuar a subir, até porque a lei passou a permitir o recurso a dadores vivos entre casais e amigos.

      Em 2007, os transplantes chegaram aos 1330, mais 20% do que no ano anterior. O que custou ao Estado naquele ano 23 milhões de euros só em incentivos. Com os actuais números de transplantes, aquilo que antes era um estímulo pago aos profissionais para operar mais tornou-se, hoje, numa fortuna. Que o diga Eduardo Barroso, o médico da unidade de transplantação do Curry Cabral que está hoje também à frente da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST). Em Novembro do ano passado, o Curry Cabral atingiu um número recorde de 23 transplantes. E só Eduardo Barroso recebeu naquele mês 30 mil euros. Limpos.

      A última actualização dos incentivos, já de 2006, determina que os hospitais recebam dos 13 mil euros (por uns rins transplantados) aos 55 mil euros (para o fígado, pulmões ou intestinos). A somar às verbas que já estão previstas nos contratos-programa.

      De acordo com a legislação, estes valores são dados directamente aos hospitais, que retém uma parcela e distribuem o restante pelos profissionais envolvidos (de 40 a 80%, consoante os hospitais). Nas cinco unidades que fazem estas operações, os modelos variam (os médicos podem receber por cada transplante feito no hospital, por horas extraordinárias ou por ficarem de prevenção nas escalas. Quem faz a colheita de órgãos, também recebe uma verba extra, mas os valores são bem menores que os da transplantação.

      Questionado sobre estes valores, Eduardo Barroso afirma: "Estes incentivos permitem que eu me dedique ao Serviço Nacional de Saúde com um salário semelhante ao que é praticado no privado. Porque no hospital já ganho bem, deixei a minha actividade privada. Não posso viver sem eles e não tenho vergonha de o fazer". Mas o cirurgião admite que hoje as verbas são bastantes elevadas devido ao aumento de transplantes realizados - "eu próprio acho que não era esta a finalidade dos incentivos". E acrescenta que os valores não foram inventados por si.

      Até porque, como responsável pela ASST, vai propor a criação de tectos máximos para os incentivos, a partir dos quais as verbas pagas pelo Estado deixam de reverter para os médicos, principalmente os mais velhos, e passam a ser usadas apenas pelos serviços. Isto, "para corrigir eventuais exageros resultantes do aumento dos transplantes". Além disso, admite estender os incentivos a outros especialistas que até aqui não estavam contemplados nas equipas (como os internistas ou os infecciologistas). E quer também dar mais dinheiro aos serviços que fazem colheitas.

      O responsável pela ASST diz mesmo que o ex-ministro Correia de Campos lhe tinha dado indicações para repensar o modelo, tendo em conta que a fórmula varia de hospital para hospital. "Enviei em Junho de 2007 uma circular a todos os hospitais pedindo informações sobre o modo como são distribuídos os incentivos". As respostas ainda estão a chegar.

      Sobre os 30 mil euros que recebeu só em Novembro, responde que também "sorriu" quando viu o recibo, mas garante que "o incentivo é igual ao do seu antecessor no Hospital. A questão é mas que antes era impensável chegar aos quatro transplantes por dia".

      No Curry Cabral, a distribuição dos incentivos faz-se por hierarquia e antiguidade (65% do que é atribuídos aos cirurgiões é fixo. O restante é dado pela participação nas operações). "Este modelo permite fazer tudo. Concebi-o com a anterior administração do Curry, e acabou com as verbas pagas em horas extraordinárias. E creio que é mais equitativo e menos dispendioso que outros. O pagamento por se estar de prevenção ou por horas extra não fica mais barato", refere Eduardo Barroso.

      Fonte: Diário de Notícias

      Ver vídeos: SIC e RTP

      Ler notícia TVI

      Apenas 37 mil inscritos como não dadores

      2 de fevereiro de 2008

      Em mais de uma década, cerca de 37 mil portugueses recusaram que os seus órgãos sejam doados para transplantes, um número que os especialistas consideram pouco expressivo e atribuem à falta de informação.

      Ler notícia.

      Obrigado Visitantes!

      1 de fevereiro de 2008

      Não há órgãos suficientes e são precisos dadores vivos

      30 de janeiro de 2008

      A Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST) lançou ontem um apelo aos portugueses para que sejam dadores vivos, lembrando que, de outra forma, "nunca vai haver órgãos suficientes para todos".

      Ler notícias:

      Transplantes com dador vivo avançam sem seguro

      29 de janeiro de 2008


      A polémica foi desbloqueada:

      Os transplantes com dador vivo vão avançar nos hospitais actualmente autorizados, apesar de ainda não existir um seguro que proteja o dador. A Autoridade para os Serviços de Sangue e de Transplantação (ASST) enviou àquelas unidades uma circular, onde estabeleceu que a dádiva e colheita de órgãos em vida não pode ser condicionada pela existência de um seguro.


      Informação do Ministério da Saúde.

      Jovem muda de tipo de sangue após transplante

      28 de janeiro de 2008

      Uma jovem australiana surpreendeu os médicos ao mudar de tipo de sangue depois de ter sido sujeita a um transplante de fígado. É o primeiro caso do género.

      Agora com 15 anos, Demi-Lee tem uma vida perfeitamente saudável, mas aos 9 teve de ser sujeita a um transplante de fígado. Recebeu-o de um dador e o organismo sofreu alterações. É óbvio o espanto dos médicos. Nove meses depois do transplante, Demi-Lee mudou de tipo de sangue e de sistema imunológico ao adoptar as características sanguíneas do dador. "O que parece ter acontecido é que as células do seu fígado foram até à medula e criaram um sistema imunitário novo", explica o médico Stephen Alexander. Uma mudança espontânea que a equipa médica do hospital pediátrico de Sydney diz não ter precedentes.

      Os médicos querem agora perceber como se deu a transformação no corpo da jovem, para tentarem reproduzir o mesmo efeito noutros doentes.

      Ver reportagem.

      Novas terapias reduzem utilização de fármacos em transplantados

      26 de janeiro de 2008

      Cientistas norte-americanos descobriram dois novos tratamentos que evitam que os pacientes que fizeram transplantes necessitem de tomar medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do órgão.

      O primeiro estudo, realizado pela Stanford University, envolveu um homem que recebeu um transplante de rim tendo como dador o seu irmão. Durante dois anos não recebeu medicação, tendo sido tratado com terapêuticas combinadas de anticorpos, radiações e células sanguíneas do irmão. O tratamento combinado criou uma espécie de estabilização das células imunológicas que parece ter travado o ataque ao órgão transplantado.

      O segundo estudo, conduzido por uma equipa do Massachusetts General Hospital, acompanhou cinco pacientes que receberam primeiro medula óssea dos dadores e depois os respectivos rins. Um dos cinco rejeitou o rim doado, mas os restantes têm conseguido sobreviver sem necessidade de medicação, divulga o artigo.

      Ler notícia (em português).

      Ler resumo dos artigos (em inglês):

      Artigo: Indicações Actuais para Biópsia Renal

      25 de janeiro de 2008

      Neste artigo são revistas as indicações actuais para realização de biópsia renal, nas diversas alterações urinárias e síndromes renais. É brevemente referido o enquadramento histórico desta técnica e a evolução das indicações para a sua realização.

      Ler o artigo completo.

      Fonte: Acta Médica Portuguesa

      Hemodiálise: 20% dos doentes morre anualmente em Portugal

      24 de janeiro de 2008

      Um em cada cinco doentes insuficientes renais que fazem diálise morre todos os anos em Portugal, uma «taxa elevada» causada principalmente por problemas cardiovasculares associadas à doença, segundo a Sociedade Portuguesa de Nefrologia.

      Ler notícia.

      Cimeira Ibérica

      22 de janeiro de 2008

      A 18 e 19 de Janeiro de 2008 reuniu-se em Braga a XXIII Cimeira Luso-Espanhola, presidida pelo Primeiro Ministro do Governo português, José Sócrates, e o Presidente do Governo espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, tendo estado igualmente presentes dez ministros de cada um dos países, entre os quais os da Saúde.

      Foram vários os assuntos tratados entre os dois Ministros, entre os quais a doação e o transplante de órgãos e tecidos. Correia de Campos, Ministro da Saúde de Portugal referiu que, nesta área, será aprofundada a articulação entre as organizações nacionais de transplantes de ambos os países: «Portugal já tem disponibilizado órgãos que não estão disponíveis, momentaneamente em Espanha, e vice-versa», frisou.

      Ler notícia e Portal do Governo.

      Petição pelo Hospital D. Estefânia

      19 de janeiro de 2008

      Está a decorrer no site abaixo indicado, uma petição para ser enviada contra o encerramento do Hospital D. Estefânia. A ideia não é construir um novo hospital pediátrico, mas sim juntar as nossas crianças num hospital com os demais doentes. Isto vem no decorrer da junção de vários hospitais que o governo quer fazer com o tão falado Hospital de Todos-os-Santos, em Chelas. O que eles querem fazer não é uma melhoria, mas sim um retrocesso, pois deixaremos de ter profissionais que lidam exclusivamente com crianças para ter profissionais que lidam com todo o tipo de doentes. Assim vamos ter os nossos filhos em salas de espera conjuntamente com adultos com as mais variadas doenças. Mesmo que eles digam que o novo hospital vai ter um piso só para a pediatria, mas será uma ou outra especialidade, pois quando as crianças tiverem que ir fazer um RX, umas análises, etc, vão estar em salas de espera comum. Passaremos, ao contrário de Coimbra, Porto, a ser uma cidade sem um Hospital pediátrico, para não falar do se passa lá fora.

      Adira ao abaixo assinado ao Presidente da Republica Portuguesa em http://www.petitiononline.com/hde2007/petition.html

      Mais informações: http://campanhapelohde.blogspot.com/

      Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados em viagem

      18 de janeiro de 2008

      Com este post chegamos ao fim da tradução da brochura da Sociedade Americana de Transplantação. Foram abordados os seguintes temas:

      Cuidados em Viagem

      Viajar para países sub-desenvolvidos apresenta um risco substancial para pessoas transplantadas, especialmente durante períodos de maior imunossupressão. Assim, o paciente deverá discutir os seus planos de viagem com a equipa médica cerca de 2 meses antes da viagem propriamente dita.

      Em países sub-desenvolvidos, os transplantados deverão evitar consumir:
      • água da torneira, gelo e bebidas confeccionadas com água da torneira;
      • sumos naturais de fruta;
      • leite e outros lacticínios não pasteurizados;
      • frutas e vegetais crus;
      • carne, peixe e marisco cru ou mal cozinhado;
      • ovos crus ou mal cozinhados.

      Deverão, então:

      • consumir frutas e vegetais que se possam descascar;
      • consumir alimentos quentes;
      • beber bebidas engarrafadas ou enlatadas;
      • ferver a água da torneira ou desinfectá-la com iodo ou filtros portáteis.

      A equipa médica poderá prescrever um antibiótico para ser levado e tomado em caso de necessidade.

      Outras recomendações:

      • a profilaxia da malária deverá ser prescrita, tendo em conta diversos factores específicos da própria viagem (mais informações aqui), mas tendo também em consideração a interacção com os medicamentos que o transplantado tem que tomar. Não esquecer de levar uma quantidade suficiente de medicação, de acordo com a duração da viagem;
      • deve-se avaliar as vacinas que o transplantado já possui e administrar as necessárias. No entanto, devem-se evitar as vacinas vivas. As vacinas de rotina devem estar actualizadas. O transplantado deverá ter em atenção que, dado o seu estado imunossuprimido, as vacinas poderão ser menos ou não eficazes.
      • Os transplantados deverão estar conscientes das medidas preventivas a tomar relativamente aos perigos que pensa poder vir a correr (ex: protecção contra mosquitos e outros insectos, perigos de nadar em zonas não tratadas, etc.)
      • Discutir com a equipa médica os riscos de praticar actividades como caça, pesca, mergulho, espeleologia, etc.

      Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

      Na próxima semana iniciamos a tradução de outro brochura da mesma Associação, sobre as especificidades do transplante pediátrico.

      Reportagem SIC: Deste Ser e do Outro

      17 de janeiro de 2008

      No dia em que o Homem pisou pela primeira vez a Lua, Portugal inscreveu o seu nome na história das transplantações de órgãos humanos. A equipa liderada pelo professor Linhares Furtado, do Hospital da Universidade de Coimbra, transplantou um rim, curiosamente, de dador vivo. No entanto, só em 1980 é publicada a Lei que autoriza a colheita de órgãos em cadáver e se inicia a prática regular da transplantação em Portugal.

      Em 19/1/2006 a SIC apresentou a reportagem "Deste ser e do outro", que traça o panorama das transplantações em Portugal e dá a conhecer pessoas que "renasceram" a partir do momento em que receberam um transplante.

      Ler notícia.

      Ver reportagem.

      Uma vez que a reportagem já tem 2 anos, existem algumas diferenças entre o que era verdade na altura e o que se passa hoje em dia. Por isso elaborámos um pequeno guia das principais diferenças, bem como alguns esclarecimentos:

      • Ao contrário do que se diz na reportagm, a lei actual já permite a doação de órgãos não regeneráveis fora dos laços de parentesco (ver post de 1/7/2007)
      • Transplante sequencial/dominó de fígado (Por razões genéticas, o fígado de algumas pessoas começa a produzir, logo após o nascimento, uma proteína em excesso. Os efeitos, contudo, só se manifestam 30 anos mais tarde. Aquilo que se faz é o seguinte: essa pessoa é sujeita a um transplante e o seu fígado é utilizado noutra. Só dali a trinta anos é que a doença se poderá manifestar. Se uma pessoa tiver 50 ou 60, digamos que o ‘novo’ fígado dura até aos 80 ou 90. - Dr. Manuel Abecassis in Correio da Manhã de 2/9/2006)
      • O Presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação já não é o Dr. Domingos Machado, mas sim o Dr. António Morais Sarmento
      • O Dr. Eduardo Barroso, para além de cirurgião no Hospital Curry Cabral, assumiu também as funções de Presidente da nova Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST).
      • A Organização Portuguesa de Transplantação, que na reportagem era representada pelo Dr. Manuel Abecassis, foi extinta em Maio de 2007, tendo sido substituída pela ASST.
      • Diz-se que em alguns países existem tribunais especiais para decidir sobre as questões relacionadas com a doação em vida. Em Portugal não existe tribunal especial, mas desde que foi publicada, a Lei nº 22/2007, foi criada a EVA, a Entidade Verificadora de Admissibilidade (EVA), que é uma estrutura que existe em todos os hospitais autorizados a fazer transplantes de dador vivo, e que tem a responsabilidade de, para além das decisões médicas já tomadas, confirmar a total legalidade da doação.
      • A EVA tem uma composição multidisciplinar e é constituída por três membros da Comissão de Ética para a Saúde (CES), que não estejam envolvidos em programas de transplantação (mais informações no Portal da Saúde).
      • Na reportagem referem-se aos critérios de atribuição de órgãos, os quais foram alterados este ano, no caso dos transplantes renais (ver post de 2/8/2007).

      Coração artificial: primeiro órgão biológico feito em laboratório

      15 de janeiro de 2008

      Uma descoberta publicada pela Nature Medicine poderá finalmente permitir o fabrico de órgãos artificiais para transplantes. Os resultados são ainda muito preliminares, foram obtidos com corações de ratos e vão demorar anos a serem aplicados a seres humanos.

      Mas as opiniões são consensuais: trata-se de uma abordagem extremamente promissora e que pode vir a gerar um dia, no laboratório, peças sobressalentes para o corpo humano, órgãos bioartificiais em tudo semelhantes aos naturais e feitos à medida de cada doente.

      Todos os anos, dezenas de milhares de pessoas com insuficiência cardíaca muito grave morrem à espera de um transplante de coração. A penúria também vale para os rins e outros órgãos. Para mais, depois de um transplante cardíaco, impõe-se um tratamento vitalício com imunossupressores para evitar a rejeição, o que condena muitos doentes à diabetes, hipertensão, problemas renais, etc.

      A engenharia dos tecidos não é algo novo: usa-se pele artificialmente gerada para tratar grandes queimados e estão actualmente em curso testes de bexigas artificiais fabricadas a partir das células dos doentes. Mas no artigo anteontem publicado on-line pela equipa de Doris Taylor, da Universidade do Minnesota, há pelo menos duas novidades cabais: por um lado, os corações gerados têm a arquitectura de um coração natural; por outro, batem como um coração.

      "O que fizemos foi simplesmente pegar nos tijolos de construção da própria natureza para construir um novo órgão", diz Harald Ott, do Hospital Geral do Massachusetts e co-autor do estudo, citado por um comunicado da Universidade do Minnesota. "Quando vimos as primeiras contracções, ficámos sem fala.

      "Em vez de tentar produzir um coração de raiz, com toda a sua intricada estrutura, utilizando somente células precursoras das células cardíacas, os investigadores aproveitaram a estrutura tridimensional cardíaca de base para construir o órgão. Utilizando corações de ratos, começaram por os despir de todas as suas células com detergentes especiais - técnica que também não é nova, chamada "descelularização". No fim desta fase, só restava dos órgãos originais um "esqueleto", uma matriz de tecido extracelular, com as suas câmaras, as suas válvulas e a sua estrutura vascular.

      Órgãos-fantasma

      A fase seguinte consistiu em reconstruir um coração novo com base nestes órgãos-fantasma. Para isso, recorreu-se a células cardíacas imaturas vindas de ratos recém-nascidos. Os cientistas injectaram centenas de milhões destas células dentro das matrizes vazias e introduziram os objectos bioartificiais dentro de máquinas incubadoras capazes de simular o ambiente em que um coração se desenvolveria naturalmente.

      Quatro dias mais tarde, observaram as primeiras contracções; oito dias depois, os corações começaram a bombear sangue com uma potência equivalente a dois por cento de um coração de rato. Mesmo assim, uma proeza. "Quando cortamos estes no-vos corações às fatias, lá estão as células", diz Taylor, citada pelo mesmo documento. "Elas possuem uma série de marcadores cardíacos e parecem saber qual deve ser o comportamento do tecido cardíaco.

      "Para os cientistas, o passo seguinte consiste em construir um coração já não com células cardíacas imaturas, mas com células estaminais - que são ainda mais primordiais e capazes de dar origem a todos os tecidos do organismo. "O nosso objectivo é utilizar as células estaminais dos doentes", diz Taylor. Extraídas, por exemplo, da medula óssea. Hoje em dia, este tipo de procedimento ainda é proibitivo em termos de custos e de tempo, mas os cientistas esperam que se torne fazível regenerar um coração à medida do doente em poucos meses.

      Já vislumbram o futuro: utilizar como "andaime" corações de porco, muito semelhantes ao humano. E gerar "rins, fígados, pulmões, pâncreas". "Esperamos poder fabricá-los todos um dia", diz Taylor.

      Fonte: Jornal O Público

      Ver vídeo na SIC.

      Press Release da Universidade de Minnesota

      Artigo: Problemas do transplante renal a longo prazo

      Os principais responsáveis pelos resultados mais pobres do transplante renal a longo prazo são a disfunção crónica (DC) e a morte com enxerto funcionante. O autor faz uma revisão do conceito de DC e do seu lugar na caracterização do "estado crónico do enxerto", que inclui a nefropatia crónica do transplante (NCT) e a rejeição crónica (RC).

      Quando o diagnóstico destas situações não é confirmado por outros meios complementares (como por exemplo pelo exame do material de biópsia), sugere-se o uso da designação DC pois parece-nos o mais apropriado para incluir toda a patologia crónica do enxerto. DC define-se como a degradação funcional do enxerto, persistente e progressiva, causada por factores imunológicos e não-imunológicos. De entre estes factores, os principais são: a rejeição aguda, a toxicidade dos fármacos imunossupressores, a idade do dador (pediátrica ou mais avançada), o tempo de isquémia, a síndrome de isquémia-reperfusão e a infecção pelo citomegalovírus (CMV).

      Conclui, salientando os principais problemas (científico-técnicos, profissionais e éticos) que se reflectem nos resultados do transplante renal de cadáver a longo-prazo e propondo algumas medidas tendentes a minorar as suas consequências.

      Ler artigo completo.

      Reportagens

      12 de janeiro de 2008

      Notícias sobre o programa de transplantação com dadores vivos do Hospital de Santa Cruz e a questão do seguro para o dador:

      SIC

      TVI

      RTP

      • Vídeo (a partir do minuto 31)

      Continuação da polémica...

      Dúvidas na lei colocam doentes à espera de transplante

      O Hospital de Santa Cruz tem quatro doentes à espera de um transplante por existirem dúvidas sobre a lei que regula a colheita e transplante de órgãos. Este diploma, que está em vigor há 15 anos, prevê um seguro obrigatório para o dador vivo, mas não há seguradora que o faça.

      Ainda assim, a Associação Portuguesa de Seguradores rejeita responsabilidades, conforme explicou à TSF Alexandra Queirós.

      «A lei que está em vigor vem na sequência de uma lei de 1993, que não define com clareza qual o tipo de seguro que se pretende que se faça. Por outro lado, não tem quaisquer requisitos quanto a esse seguro, nomeadamente, desconhece-se o valor do capital a segurar», afirmou.

      No entender da responsável, era necessário regulamentar esta lei, uma vez que «a própria lei nem sequer remete para regulamentação esta matéria».

      José Miguel Boquinhas, administrador do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, que inclui o Hospital de Santa Cruz, disse à TSF que «o hospital ainda não se pronunciou sobre estes casos concretos porque tem dúvidas em relação à interpretação da própria lei».

      «A questão irá ser resolvida nos próximos dias, sendo que o problema em causa não é do Hospital de Santa Cruz, mas de âmbito nacional», sublinhou.

      Por seu turno, o presidente da Autoridade Nacional para a Transplantação, Eduardo Barroso, disse não compreender a posição da administração do Hospital de Santa Cruz, sublinhando que «o dador vivo foi sempre feito, até ao momento, com a lei de 1993 sem estar integralmente cumprida, porque nunca se encontrou uma seguradora que quisesse fazer o tal seguro». À TSF, Eduardo Barroso disse ainda estranhar o momento em que a situação é tornada pública.

      Fonte: TSF (com depoimentos em áudio do lado direito)

      Falta de seguro pára transplantes de dador vivo

      11 de janeiro de 2008


      Os transplantes de órgãos com colheita em dador vivo estão parados no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, por não existir um seguro que proteja o dador. A lei 22/2007, que regula a colheita e transplante de órgãos, prevê que as instituições hospitalares celebrem seguros a favor do dador* [ver nota]. O hospital contactou várias companhias de seguros mas "nenhuma se disponibilizou para o fazer", diz ao DN Pedro Abecassis, director clínico do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO).

      Esta norma afecta os oito hospitais autorizados a fazer a colheita de órgãos em vida. No entanto, é no Hospital de Santa Cruz que mais se fazem transplantes de órgãos com dador vivo, apurou o DN. Os transplantes pararam nesta unidade e aguardam que a situação seja desbloqueada.O cirurgião Eduardo Barroso refere que "existem dificuldades legais há 15 anos". No entanto, o presidente da Autoridade Para os Serviços de Sangue e de Transplantação (ASST) explica que "se está a tentar desbloquear a situação. Os hospitais não têm conseguido obter o seguro porque nenhuma companhia de seguros o quis fazer até hoje". José Miguel Boquinhas, presidente do Conselho de Administração do CHLO, acrescenta que "o problema tem algum tempo, mas as seguradoras não têm conseguido calcular o risco" ligado à colheita.

      Cabe aos hospitais garantir a protecção ao dador, mas como tal não tem sido possível, "a ASST está a dialogar com a Associação Portuguesa de Seguradores. Estamos a tentar desbloquear o sistema. Falou-se, até, da hipótese de criar um seguro de caução", diz Barroso.

      O DN tentou contactar a Associação Portuguesa de Seguradores, mas não obteve uma resposta em tempo útil. Fonte do Instituto de Seguros de Portugal afirmou, porém, que "a legislação impõe a obrigatoriedade de segurar, mas as seguradoras não são obrigadas a fazê-lo. As partes envolvidas têm de estar em acordo", frisa. Até agora, o hospital fazia cerca de "cem transplantes com dadores vivos", afirma Eduardo Barroso. Tal como as restantes unidades, fazia-o sem seguro, que já está previsto por lei desde 1993. A lei acabou, assim, por nunca ser cumprida, mas "nunca houve complicações e os doentes nunca ficaram prejudicados", diz. Parte da lei era garantida, nomeadamente o direito à assistência médica, e os dadores ficavam ainda isentos de taxas moderadoras.

      Maria João Aguiar, responsável da área de colheita da ASST, espera que a "situação seja resolvida o mais rapidamente possível. Mesmo que tenhamos de esperar mais algum tempo, gostaríamos de garantir que a pessoa que é solidária seja protegida. Não podemos ignorar um direito que o dador tem".Este bloqueio afecta a dádiva de órgãos em vida a casais e amigos, doação que era barrada até à aprovação da nova lei, mas acaba por afectar a doação por familiares, que até agora era feita sem quaisquer problemas. O DN tentou contactar outros hospitais para conhecer a sua situação, mas não teve resposta.

      Fonte: Diário de Notícias

      *Artigo 9.º
      Direito a assistência e indemnização

      1—O dador tem direito a assistência médica até ao completo restabelecimento.
      2—Sem prejuízo do disposto no n.º 1 do artigo 5.º, o dador tem direito a ser indemnizado pelos danos sofridos no decurso do processo de dádiva e colheita, independentemente de culpa, nomeadamente pelas despesas decorrentes da doação.
      3—Cabe aos estabelecimentos referidos no n.º 1 do artigo 3.º assegurar os direitos referidos nos n.ºs 1 e 2 do presente artigo.
      4—Os estabelecimentos mencionados no n.º 1 do artigo 3.º devem celebrar um contrato de seguro a favor do dador e suportar os respectivos encargos.


      Comentário: Mais uma vez, inadmissível!!

      Pergunta JÁ COM resposta

      10 de janeiro de 2008

      Ontem publicámos um post relativo à falta de resposta do Instituto de Genética Médica a um e-mail enviado por nós em Novembro de 2007. É com alguma satisfação que vos informo que, após a publicação da nossa preocupação no blog, a resposta chegou no próprio dia! Apesar de não ser a resposta que gostaríamos de receber, revela que os nossos esforços estão a ter eco.

      Assim, passo a apresentar o e-mail que recebemos da Dra. Manuela Ferreira de Almeida, Assessora de Nutrição do IGM:

      «Na realidade, as crianças com insuficiência renal crónica não podem beneficiar do acesso aos produtos dietéticos hipoproteicos disponíveis no Instituto de Genética Médica (IGM), pois passaram a ser comparticipados a 100%, através dos despachos 14 319/2005 2ª série de 29 de Junho de 2005 e 25 822/2005 2ª série de 15 de Dezembro de 2005, para os doentes afectados de erros congénitos do metabolismo proteico*, desde que sejam prescritos sob controlo e vigilância médica e nutricional dos centros de tratamento designados pelo referido Instituto, que só tem a responsabilidade de os disponibilizar para estes doentes.

      *(Os erros congénitos do metabolismo proteico são genericamente causadas por defeitos enzimáticos nas cascatas metabólicas do metabolismo das proteínas. O tratamento destas doenças é complexo e integra em muitas delas uma abordagem nutricional, sendo a base de actuação para evitar as múltiplas consequências dos defeitos metabólicos. Esta abordagem consiste na implementação de uma dieta restrita em proteína natural e suplementada com misturas de aminoácidos restritas em um ou mais aminoácidos para os quais o doente faz toxicidade. No entanto, o restante aporte nutricional e energético fica comprometido, com repercussões severas na sua qualidade de vida e mesmo na sua sobrevivência, se não forem usados alimentos de baixo conteúdo em proteínas e, como tal, muito bem tolerados pelos doentes, sempre dentro do contexto da necessidade de uma nutrição correcta para permitir o crescimento e evitar lesões no sistema nervoso central em desenvolvimento)

      Com os meus melhores cumprimentos,

      Manuela Ferreira de Almeida
      Assessora de Nutrição
      Instituto de Genética Médica»

      Pergunta sem resposta: Produtos hipoproteicos

      9 de janeiro de 2008

      As proteínas são nutrientes essenciais para o crescimento e reparação dos tecidos do corpo e desempenham um papel importante na luta contra as infecções. O resultado final da digestão das proteínas que ingerimos na nossa alimentação é um produto chamado ureia e substâncias ácidas. Quando os rins funcionam mal, são incapazes de as filtrar, conduzindo à sua acumulação no sangue. Assim, na doença renal é preciso limitar a ingestão de alimentos ricos em proteínas, garantindo que o organismo obtenha diariamente a quantidade de que precisa, e nas proporções adequadas, entre os tipos de proteínas existentes.

      Fonte: Alimentação e IRC em Idade Pediátrica

      É possível reduzir a ingestão de proteínas através de uma alteração na dieta, orientada pelo serviço de Dietética que deverá acompanhar estas crianças, mas existem também alternativas, que permitem substituir os alimentos "proibidos" ou menos aconselhados. São produtos dietéticos em forma de pão, base para pizza, massas, bolachas, leites, sobremesas, etc. (exemplo), que poderão ajudar às restrições, com menos sacrifício.

      No entanto, não é fácil e nem sempre acessível financeiramente conseguir estes suplementos alimentares. O Instituto de Genética Médica, no Porto, tem como responsabilidade o fornecimento, a nível nacional, dos alimentos hipoproteicos indispensáveis à dieta dos doentes com fenilcetonúria ou outras doenças metabólicas hereditárias. O preço destes alimentos é comparticipado pelo Ministério de Saúde. Em Novembro contactámos este Instituto, no sentido de sabermos se os doentes de IRC também poderiam beneficiar do acesso a estes produtos e se, sim, se os mesmos seriam comparticipados. Infelizmente, até à data, não obtivemos qualquer resposta.

      Aqui fica, de novo, a pergunta no ar:

      Tomámos conhecimento que o Instituto de Genética Médica comercializa produtos dietéticos hipoproteicos, os quais poderiam ser úteis às crianças com insuficiência renal crónica, particularmente numa fase pré-diálise, em que é importante controlar o aporte proteico. Gostaríamos de saber se é possível às crianças insuficientes renais adquirirem também os produtos junto do IGM e, se sim, se os mesmos são comparticipados.

      Artigo: Rim único e desporto

      8 de janeiro de 2008

      As opiniões médicas e a prática corrente no que respeita à participação de crianças e adolescentes com um só rim normal em desportos de contacto/colisão são muito diferenciadas.

      Neste estudo a hipótese de limitar a participação em jogos de contacto, baseada apenas na presença de um único rim, não é suportada pela informação disponível. Fez-se um levantamento das recomendações dos nefrologistas pediátricos no que respeita à participação de pacientes com um só rim normal neste tipo de desportos e faz-se uma revisão da literatura para determinar a taxa de lesões renais no desporto comparativamente a outros orgãos.

      A conclusão a que se chegou foi que, a maioria dos nefrologistas pediátricos proibem a participação de atletas com um único rim em desportos de contacto/colisão, particularmente no futebol. Contudo, a evidência demonstra que andar de bicicleta constitui um risco muito superior de provocar lesões no rim. Adicionalmente, as lesões renais provocadas por práticas desportivas nos rins é muito menos comum que os acidentes cerebrais, ou na espinal medula, ou mesmo que os acidentes cardiovasculares. Assim, conclui-se que restringir a participação de pacientes com um único rim normal em desportos de contacto/colisão é injustificada.

      Ler Artigo (em inglês)

      Taxas moderadoras

      7 de janeiro de 2008

      Já estamos habituados... Ano Novo, Preços Novos! Mais uma vez, na Saúde, houve aumentos nas taxas moderadoras. As taxas moderadoras das urgências sofrerarm um aumento de mais de 4%. A partir de 1/1/2008, o acesso à urgência de um hospital central passa a custar 9,20 €, mais 45 cêntimos que no ano passado, enquanto aceder à urgência de um hospital distrital passa a custar 8,20 €, com uma urgência num centro de saúde a custar 3,60 €.

      Ler notícia.

      No entanto, felizmente, mantêm-se as excepções à regra e, entre outros, estão isentos do pagamento das taxas moderadoras:

      • As crianças até aos 12 anos de idade, inclusive;
      • Os beneficiários de abono complementar a crianças e jovens deficientes;
      • Os insuficientes renais crónicos, diabéticos, hemofílicos, parkinsónicos, tuberculosos, doentes com sida e seropositivos, doentes do foro oncológico, doentes paramiloidósicos e com doença de Hansen, com espondilite anquilosante e esclerose múltipla;
      • Os doentes portadores de doenças crónicas, identificadas em portaria do Ministro da Saúde que, por critério médico, obriguem a consultas, exames e tratamentos frequentes e sejam potencial causa de invalidez precoce ou de significativa redução de esperança de vida;

      A prova dos factos referidos nos pontos anteriores faz-se por documento emitido pelos serviços oficiais competentes.

      Mais informações aqui.

      Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com Animais

      4 de janeiro de 2008

      Risco Ocupacional

      Pessoas transplantadas que trabalhem com animais (veterinários, trabalhadores de lojas de animais, agricultores, trabalhadores de matadouros ou laboratórios) devem, se possível, evitar trabalhar durante os períodos de máxima imunossupressão. Quando regressarem ao trabalho, devem minimizar a sua exposição a potenciais elementos patogéneos, utilizando precauções adequadas, que incluem a lavagem das mãos, o uso de luvas e máscaras, como indicado.

      Donos de Animais de Estimação

      Os transplantados devem aconselhar-se com a sua equipa médica, a qual deverá ponderar os benefícios psicológicos de possuir animais de estimação, relativamente aos potenciais riscos de transmissão de infecções.

      De modo geral, os receptores de transplantes devem:

      • Evitar contacto com animais que tenham diarreia.
      • Manter os seus animais de estimação saudáveis, alimentando-os com comida que não esteja contaminada ou estragada, e recorrendo ao veterinário aos primeiros sinais de doença.
      • Lavar as mãos cuidadosamente depois de cuidar dos animais.
      • Evitar limpar gaiolas de pássaros, caixas de areia dos gatos e fezes de animais. Se isto não for possível, devem ser usadas luvas descartáveis e uma máscara cirúrgica.
      • Evitar o contacto com animais vadios.
      • Evitar arranhões de animais vadios.
      • Evitar contacto com répteis (cobras, iguanas, lagartos e tartarugas), pintainhos e patos pequenos, para diminuir o risco de infecção por Salmonella.
      • Evitar o contacto com primatas não humanos (macacos).
      • Utilizar luvas para limpar aquários.
      • Evitar adquirir animais de estimação, especialmente gatos, que tenham menos de 1 ano de idade, uma vez que estes possuem um maior risco de estar infectados.
      • Evitar mordidelas de mosquitos.
      • Os gatos podem transmitir o Toxoplasma, Cryptosporidium, a Salmonella, a Campilobacter (fezes contaminadas) e a Bartonella (pulgas e arranhões).
      • As caixas de areia dos gatos devem ser mudadas diariamente (preferencialmente não pelos transplantados), porque os ovócitos do toxoplasma demoram mais de 24h a tornarem-se infecciosos.

      Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

      Injecções subcutâneas

      3 de janeiro de 2008

      Uma injecção subcutânea é dada na camada adiposa (de gordura) que existe mesmo por baixo da pele. Dão-se este tipo de injecções porque existem poucos vasos sanguíneos na camada adiposa e a medicação injectada pode ser absorvida mais lentamente. No casos das crianças insuficientes renais, é frequente precisarem de injecções subcutâneas de eritropoetina e de hormona de crescimento, as quais são geralmente administradas em casa.


      De seguida apresentamos os locais do corpo onde é possível administrar injecções subcutâneas:

      Legenda:

      1. Braço direito

      2. Braço esquerdo

      3. Lado direito do abdómen

      4. Lado esquerdo do abdómen

      5. Nádega esquerda

      6. Nádega direita

      7. Região inferior da coxa direita

      8. Região inferior da coxa esquerda

      Como dar a injecção?

      1. Lavar as mãos.

      2. Preparar a medicação.

      3. Definir o local onde se vai dar a injecção. É extremamente importante rodar os locais de injecção, pois a repetição pode causar um endurecimento do tecido adiposo, o qual vai interferir com a absorção da medicação. Não se deve injectar em áreas queimadas, inflamadas, inchadas ou com algum tipo de lesão.

      4. Uma vez que a pele é a primeira defesa do organismo contra uma infecção, deve ser previamente desinfectada, antes da injecção.

      5. Segure na seringa como se fosse um lápis ou um dardo.

      6. Faça uma prega na pele com a outra mão.

      7. Insira a agulha com um ângulo de 90º. Este ângulo é importante para garantir que a medicação entra no tecido adiposo. No entanto, em crianças ou em pessoas com uma pequena camada adiposa, poder-se-á recomendar um ângulo de 45º.

      8. Assim que a agulha estiver completamente introduzida, liberte a prega da pele.

      9. Quando terminar a injecção, retire a agulha e pressione com uma compressa. Em alguns casos é recomendado massajar ligeiramente o local da injecção, deverá informar-se com o seu médico ou enfermeiro.

      Fonte: http://www.cc.nih.gov/ccc/patient_education/pepubs/subq.pdf

      Próteses podem substituir funções de alguns órgãos

      2 de janeiro de 2008

      O IMPLANTE DE CÓCLEA (parte interna do ouvido responsável pela audição) foi desenvolvido nos anos 70. Trata-se de uma pequena prótese colocada debaixo da pele, atrás da orelha, que envia estímulos aos nervos da cóclea. O som é captado por um microfone anexado atrás da orelha, processado por um dispositivo localizado nas proximidades e enviado ao cérebro por eléctrodos. Os seus inventores trabalham agora para aperfeiçoar o implante, incluindo a obtenção de uma aproximação entre os eléctrodos e a parte da cóclea que precisa ser estimulada. Eles também querem encontrar uma forma de medir a actividade do nervo da audição nas proximidades de cada eléctrodo, para que o dispositivo possa ser mais preciso.

      FÍGADO - Cientistas trabalham em dois tipos de fígado artificial: um dispositivo externo, semelhante a uma máquina de diálise do rim; e um "novo" fígado desenvolvido a partir de células estaminais. Nos Estados Unidos, pesquisadores utilizam células dos fígados de porcos para desintoxicar o sangue humano. Esse método pode ser usado para manter pacientes vivos enquanto aguardam o transplante. No ano passado, no Reino Unido, cientistas da Universidade de Newcastle montaram secções para estudar o desenvolvimento de fígados a partir das células estaminais do cordão umbilical.

      ESTÔMAGO - Ainda não existe um estômago artificial para humanos, contudo os cientistas do Institute for Food Research, na Noruega, já fizeram o primeiro protótipo, utilizado para pesquisas. O dispositivo consiste numa câmara, imitando o órgão humano, que liberta ácido digestivo e enzimas. Para estudos, os cientistas "alimentam" o estômago com comida e observam como o conteúdo é digerido e absorvido. A ideia é entender melhor o processo, que pode auxiliar no planeamento de comidas e dietas.

      RINS - O rim é o órgão responsável pela diálise - remoção de toxinas do sangue. Quando falha, o sangue deve ser drenado do corpo para passar por uma máquina de diálise. Os cientistas trabalham para fazer um dispositivo compacto o suficiente para ser implantado no corpo. Pesquisadores da Universidade de Michigan trabalham em novos sistemas de filtro, ao controlar precisamente o tamanho e o formato dos poros e membranas pelas quais o sangue é filtrado.

      Mais informações aqui.

      PELE - A pele artificial é usada para reparar casos de lesões sérias, como queimaduras de alto grau, em que não resta pele suficiente para se realizar enxertos. A pele artificial consiste numa camada flexível de silicone e uma camada interna feita de colagéneo e cartilagem de tubarão - essa combinação dificilmente é rejeitada pelo organismo humano. Actualmente, pesquisadores trabalham para incluir factores de crescimento nas peles artificiais para facilitar a cura do órgão.

      CÉREBRO - Na Universidade do Sudeste da Califórnia (EUA), a equipa do professor Theodore Berger mostrou que é possível que um chip de silicone "converse" com um cérebro de mamífero. É provável que este meio artificial possa substituir áreas danificadas por meio do implante de um microprocessador que possa receber e processar os pulsos nervosos. Desse modo, o dispositivo poderia "reparar" os cérebros das pessoas que têm Alzheimer ou outros danos.

      OLHOS - Nos Estados Unidos, o Projecto de Retina Artificial visa desenvolver um "olho biónico" - miniatura de uma câmara com um chip de computador e um pequeno implante atrás da orelha conectado a um arranjo de eléctrodos anexados às células da retina. A imagem é capturada pela câmara, a informação é convertida em sinais electrónicos que passam para eléctrodos na retina, de onde viajam via nervo óptico para o cérebro. O protótipo actual tem 16 eléctrodos e está em fase de testes.

      SANGUE - Há décadas que os cientistas tentam fazer um composto que substitua o sangue. Duas maneiras que se aproximam da desejada: uma é usar a molécula transportadora de oxigénio, hemoglobina, encontrada nas células de sangue vermelhas; a outra seria usar um composto químico que transporta oxigénio, como o perfluorocarbono. Hemoglobinas puras são difíceis de usar porque elas causam complicações nos rins, a menos que sejam encapsuladas. Pesquisadores da Universidade de Sheffield dão prioridade nos estudos para a porção de hemoglobina que carrega o oxigénio, chamada de porfirina.

      PULMÃO - O "pulmão artificial" foi desenvolvido há cinco anos e consiste num maço de fibras poliméricas finas e ocas. O sangue do paciente é desviado para fora do corpo, correndo pelas fibras, que absorvem oxigénio e retiram o dióxido de carbono. Os dispositivos ainda são ineficientes e precisam de muito sangue para funcionar. Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh mostraram que, se as fibras são cobertas por enzimas, o dispositivo pode ser muito mais eficiente, reduzindo a coagulação e inflamação. Pulmões artificiais, do tamanho de um CD, já são utilizados em situações de emergência.

      Fonte: http://www.rondoniaovivo.com/exibenot0.php?id=35396

      Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com a alimentação

      21 de dezembro de 2007

      A maior parte das seguintes recomendações aplicam-se igualmente à população em geral. No entanto, nunca é demais relembrar que os transplantados deverão:

      • evitar beber ou comer comida confeccionada com leite ou sumos não pasteurizados.
      • evitar comer ovos crus ou mal cozidos, incluindo comidas que contêm ovos crus (ex: massa de bolos, maionese, mousses, determinados molhos, etc.).

      • evitar comer carne ou peixe cru ou mal cozido.

      • evitar todos os mariscos crus ou mal cozidos (ostras, amêijoas, berbigão, etc.).
      • evitar contaminações cruzadas enquanto se preparam os alimentos (por exemplo, separando os alimentos cozinhados dos crus; utilizando tábuas separadas ou bem limpas).

      • evitar queijos frescos (Feta, Brie, Camembert) ou queijos confeccionados com leite não pasteurizado.
      • descascar ou lavar bem frutas e vegetais.

      • evitar restaurantes de fast-food e buffets de saladas.

      • evitar consumir cachorros quentes, ou então garantir que estão bem cozinhados.
      • sempre que se consumirem sobras de alimentos previamente cozinhados, estas devem ser bem reaquecidas.
      • ter em atenção os alimentos consumidos em piqueniques ou outro tipo de situações, que possam ter estado bastante tempo à temperatura ambiente.

      Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

      Pode ajudar?

      20 de dezembro de 2007

      Numa época propícia a ajudar os outros, resolvemos divulgar mais um pedido de ajuda, desta vez da Cercitop.

      A Cercitop é uma instituição de solidariedade social sem fins lucrativos com 8 anos de existência e encontra-se implementada no Concelho de Sintra. Actualmente atende um total aproximado de 370 utentes em diversas valências que vão desde o acompanhamento de crianças com necessidades ao nível do seu desenvolvimento global passando pelo apoio à população jovem e adulta com deficiência mental, motora e sensorial em diversos centros e ainda o apoio a idosos no seu domicílio.

      O trabalho que desenvolve tem sido reconhecido pelas diversas entidades oficiais com que trabalha, bem como por instituições congéneres e pela população em geral, destacando a atribuição da medalha de ouro de mérito municipal pela Câmara Municipal de Sintra.

      De entre diversos projectos que a CERCITOP tem para desenvolver, aquele que necessita de uma concretização mais urgente, é a construção de um Lar para 20 jovens e adultos com deficiência mental, dada a falta de equipamentos deste género, quer ao nível do concelho, quer ao nível do país.

      Para tal, necessitam neste momento de apoio financeiro (que poderá ser dedutível de acordo com a lei do Mecenato no IRS e IRC) para ajudar à sua construção e/ou de apoio ao nível de equipamentos para apetrechar este e outros espaços que a instituição pretende abrir.

      Quem estiver interessado, pode visitar a instituição para poder observar de perto o trabalho que desenvolve, o qual poderá ser visto de forma mais sucinta através do sítio na Internet em http://www.cercitop.org/.

      Cartão Europeu de Seguro de Doença

      19 de dezembro de 2007



      Se vai viajar na União Europeia, Espaço Económico Europeu ou Suíça, faça-se acompanhar do Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD).

      O que é?
      O CESD é um documento que assegura a prestação de cuidados de saúde quando beneficiários de um sistema de segurança social de um dos Estados da União Europeia, Espaço Económico Europeu ou Suíça se deslocam temporariamente neste espaço.

      Para que serve?
      Para assegurar ao titular do Cartão a concessão dos cuidados médicos que se tornem clinicamente necessários durante uma estada no território de outro Estado, tendo em conta a natureza das prestações a conceder e a duração prevista da estada.

      Como e onde posso obter?
      Solicitando-o, conforme o Sistema de que o segurado dependa:

      Em Portugal Continental
      • junto do Centro Distrital de Segurança Social da sua área de residência ou para onde são canalizadas as suas contribuições (ou Caixa de Previdência), seus Serviços Locais e Lojas do Cidadão. Se se encontrar acidentalmente na área de outro Centro Distrital pode dirigir-se a este para obter o Cartão.

      Nas Regiões Autónomas

      • dos Açores, junto dos serviços dos Centros de Prestações Pecuniárias

      • da Madeira, nos serviços do Centro de Segurança Social.
      Ou junto do subsistema de saúde em que o segurado se encontra inscrito, no caso de tal subsistema ter aderido à protecção em causa.

      Mais informações aqui.

      Obrigado à Susana Carinhas pela colaboração!

      Alternativa à diálise para breve?

      18 de dezembro de 2007

      PROTÓTIPO DO WEARABLE ARTIFICIAL KIDNEY

      A Xcorporeal Inc., uma empresa americana, anunciou resultados promissores relativamente à utilização de um novo aparelho, o Wearable Artificial Kidney, o qual poderá no futuro substituir as sessões de hemodiálise de forma ambulatória, conferindo maior independência aos pacientes.

      Ler notícia (em Inglês).

      Colo do útero: Vacina gratuita para raparigas de 13 anos

      15 de dezembro de 2007

      No dia 11/12 foi anunciado, através do ministro da Saúde, que a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) irá ser gratuita para as jovens com 13 anos de idade, uma medida que veio representar uma óptima notícia para a saúde pública e das mulheres, segundo Luís Graça, presidente do colégio de especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos."Tecnicamente, é uma decisão correcta que deverá conduzir às redução de dois terços do cancro do colo do útero em Portugal", afirmou.

      Ler notícia.

      Mais uma vez, obrigado à Susana Carinhas pela colaboração!

      Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com a água

      14 de dezembro de 2007

      Existe muito pouca informação no que respeita ao risco e à Epidemiologia da Criptosporidiose entre os receptores de órgãos. Embora não seja uma infecção muito comum nesta população, a criptosporidiose pode causar diarreia crónica e grave em hospedeiros imunocomprometidos, particularmente nos que recebem corticosteróides. Assim, será prudente que os transplantados diminuam a sua exposição a este agente patógeneo, tomando as seguintes precauções:
      • A água municipal (mesmo se tratada) pode não ser completamente livre deste elemento patógeneo. Contudo, não existe informação que suporte uma recomendação que toda a água deva ser evitada a não ser que as autoridades emitam um parecer de que a água deve ser fervida. Nestas circunstâncias, de modo a eliminar completamente o risco de contaminação por Cryptosporidium, deve beber-se apenas água que tenha sido fervida durante pelo menos um minuto. Além do mais, devemos ter em conta que o gelo e as bebidas de máquina que são servidas em restaurantes, bares, teatros, eventos desportivos, etc. são preparados com água corrente.

      • As pessoas que pretendam adoptar outras medidas adicionais para reduzir o seu risco de criptosporidiose derivada da água devem ter em conta que a única forma de o fazer é ferver a água durante pelo menos um minuto. Filtros de uso pessoal e/ou água engarrafada podem ser boas alternativas a ferver a água, mas deve ter-se o cuidado de utilizar filtros muito finos e de utilizar água engarrafada de boa qualidade.

      • Deve-se evitar consumir água proveniente de poços, sejam privados ou públicos, em áreas onde não seja verificado frequentemente a presença de patógeneos bacterianos.

      • Os transplantados não devem beber água directamente de lagos ou rios devido ao risco de criptosporidiose, giardíase e patógeneos bacterianos.

      • As infecções derivadas da água podem também surgir através da ingestão de água durante actividades recreativas, tais como, nadar em lagos, rios ou piscinas, ou em parques aquáticos. Os transplantados devem evitar nadar em águas possivelmente contaminadas com vestígios humanos ou animais, e devem evitar engolir água enquanto nadam.

      Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

      HUC iniciam transplante simultâneo de rim e pâncreas

      12 de dezembro de 2007

      Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) vão iniciar, no primeiro semestre de 2008, o transplante simultâneo de rim e pâncreas, revelou hoje à Agência Lusa o director do Serviço de Urologia e Transplantação Renal.

      Ler notícia.

      Despacho nº 26 951/2007 - Regulamentação do Transplante por Dadores Vivos

      11 de dezembro de 2007

      Na sequência do nosso post de 24/11, temos o prazer de informar que o despacho que regulamenta que a dádiva e a colheita de órgãos em vida fica dependente de um parecer vinculativo e escrito da Entidade de Verificação da Admissibilidade da Colheita para Transplante (EVA) foi finalmente publicado no Diário da República de 26/11/2007!

      Ler Despacho.

      Transplantes e Rejeição - A Doença Graft vs. Host

      10 de dezembro de 2007

      Encontrámos este trabalho realizado por um grupo de alunos da Universidade de Évora no ano de 2002/2003, sob a coordenação do Prof. Carlos Sinogas, sobre a Doença Graft vs. Host.

      Um excerto da Introdução:

      «A acção do sistema imunitário na rejeição de tecidos transplantados continua a ser um sério impedimento ao sucesso desta intervenção médica. O sistema imunitário desenvolveu elaborados e eficazes mecanismos para proteger o organismo do ataque de agentes externos e esses mesmos mecanismos provocam a rejeição do transplante de qualquer indivíduo que não seja geneticamente idêntico ao receptor. Ao longo deste trabalho iremos tentar elucidar e perceber alguns destes mecanismos. Iremos abordar também um caso específico de rejeição de transplantes onde o rejeitado é o hospedeiro, que é reconhecido pelo tecido transplantado como non-self. Esta reacção é conhecida como Graft vs. Host.»

      Ler trabalho.

      Inglaterra e País de Gales estudam Lei para doação de rins com consentimento presumido

      8 de dezembro de 2007

      Tal como dissemos neste post, desde 1993 que a Legislação Portuguesa assenta no conceito de doação através do consentimento presumido, significando que qualquer pessoa adquire o estatuto de dador a partir do momento em que nasce. Para que alguém se torne não dador, terá que por iniciativa própria, ou através de alguém de direito que o represente (pais, no caso de menores) submeter ao Registo Nacional de Não Dadores os impressos próprios para objecção à colheita de órgãos.

      No entanto, em muitos outros países a doação post-mortem funciona de forma exactamente oposta, isto é, assenta no conceito de doação por consentimento informado, ou seja, quem pretender doar os seus órgãos após a sua morte, terá que tomar a iniciativa de registar essa sua vontade. Aqui encontra um estudo onde se comparam as taxas de doação por países, conforme vigorem as leis do consentimento informado ou presumido.

      Em Inglaterra e no País de Gales está a agora a ser estudada a hipótese de alterar a Lei actualmente vigente, que é de consentimento informado, passado para o conceito de consentimento presumido, tal como em Portugal. Esta alteração prende-se com a necessidade de arranjar soluções para a falta de órgãos, reduzindo o tempo de espera para um transplante.

      Ler notícia.

      Ler proposta de lei.