Como funcionam os rins?
6 de maio de 2008
Artigo bastante acessível, explícito e em Português sobre o funcionamento dos rins em:
http://saude.hsw.uol.com.br/rins.htm
O Criança e Rim é um grupo informal de crianças, jovens, pais, familiares, amigos, médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde que, direta ou indiretamente, convivem com as doenças renais.
Este blog é utilizado para divulgar informações, notícias, histórias, experiências e testemunhos entre outros, que interessam aos participantes do Criança e Rim em particular e a toda a comunidade em geral.
Artigo bastante acessível, explícito e em Português sobre o funcionamento dos rins em:
http://saude.hsw.uol.com.br/rins.htm
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Marta Campos
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Estudos preliminares realizados com um rim artificial que incorpora células vivas indicam que ele pode reduzir as mortes por falência renal aguda em 50%, informaram pesquisadores em Michigan. O uso do rim artificial seria de curto prazo (até três dias) para permitir que o órgão doente recupere sua função.
Ler notícia.
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Marta Campos
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Os doentes transplantados têm um maior risco de desenvolver cancro de pele na idade adulta. A medicação pós-transplante, que permite que o rim do seu filho funcione e sobreviva, aumenta o risco de cancro de pele. Isto é sobretudo verdade nas zonas com muito sol. É muito importante que a criança com um transplante renal e as suas famílias saibam como se proteger do sol. Isto deve ser feito antes e após o transplante. As crianças com muitos sinais ou sinais fora do normal devem ser vistas por um dermatologista antes do transplante.
A prevenção do cancro de pele implica o uso diário de um protector com um factor de protecção solar (SPF) igual ou superior a 30. A roupa deve ser de manga comprida, preferencialmente com um tecido espesso, e a criança deverá usar um chapéu de abas largas. Deve evitar-se o sol directo entre as 10 da manhã e as 4 da tarde, tanto quanto possível. Os solários devem ser evitados.
Os pacientes transplantados podem ter problemas com verrugas. Podem ter mais verrugas e maiores, que demoram mais a desaparecer e são mais difíceis de tratar. A medicação pós-transplante pode fazer com que o seu filho tenha mais dificuldade em combater o vírus que provoca as verrugas. Se o seu filho já tiver muitas verrugas antes do transplante ou se forem dolorosas, deverá ser visto por um dermatologista que tenha experiência em lidar com verrugas em crianças.
Sites úteis (em inglês):
http://www.itscc.org/
http://www.scopnetwork.com/
Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf
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Vanda Ferreira
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Diabetes é a causa mais frequente de insuficiência renal que necessita de diálise
Um grupo de investigadores do Departamento de Medicina da Universidade Autónoma de Madrid (UAM) conseguiu identificar uma proteína que desempenha um papel-chave no suicídio das células do rim que ocorre em decorrência do diabetes.
O diabetes é a causa mais frequente de insuficiência renal que requer diálise. Nesta doença as células do rim se suicidam por estarem imersas em um ambiente hostil, o que causa a perda progressiva da função renal.
Ler notícia completa em:
http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid160510,0.htm
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Vanda Ferreira
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O Governo aprovou na passada 5ª feira uma proposta de lei que estabelece o regime jurídico de qualidade e segurança da dádiva, colheita e distribuição de órgãos, para «assegurar um elevado nível de protecção da saúde pública» e evitar transmissão de doenças.
Ler notícia.
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Recebemos o seguinte e-mail da família da Carolina Lucas, com o pedido de divulgação de duas iniciativas:
(clicar na imagem para mais informações)
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Recebemos o seguinte e-mail do José Leones Lima, com um pedido de ajuda:
Poderia vossa excelência por solidariedade, adquirir um exemplar da minha segunda obra “O Doce Amargo da Conquista”, romance com 281 páginas, cujo preço é de 14,00 euros cada, mais gastos de envio via CTT à cobrança.
Tenho 52 anos e sou paraplégico com 80% de deficiência, mas recentemente "liguei" Viana do Castelo a Faro em cadeira de rodas, protestando ao longo de 800 km pela vergonhosa falta de igualdade de oportunidades.
Estou consciente de que o eco do meu pedido de ajuda, apenas tocará uma minoria de corações, porém se fizer parte dessa minoria, poderei viver com dignidade e em 2008 estar de novo em prova, desta vez de Tuy em Espanha até Faro, juntamente com mais 19 deficientes, lutando por uma igualdade de oportunidades equilibrada e como treino para os Jogos Paralímpicos de 2012 em Londres.
Aceitamos sócios, inscrevam-se no clube VPCR (Volta a Portugal em Cadeira de Rodas), em: http://vpcr.planetaclix.pt/
Visitem o meu Site: http://webleones.home.sapo.pt/
Cumprimentos
J Leones Lima
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Um dos efeitos secundários da prednisona é o possível de aparecimento de cataratas nos olhos. Por isso, todas as crianças devem fazer exames oftalmológicos anuais, com dilatação da retina, durante o tratamento com prednisona. Se o seu filho se queixar de visão desfocada, é aconselhável consultar o oftalmologista.
Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf
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O Parlamento Europeu propôs hoje a criação de um «cartão de dador europeu» e de uma linha directa, com um número único, para transplantes de órgãos, manifestando a sua preocupação com a «escassez crónica de órgãos» na Europa
A assembleia, reunida em Estrasburgo, aprovou por esmagadora maioria - 653 votos a favor, 14 contra e 16 abstenções - um relatório da comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu que sublinha as «diferenças significativas» na União Europeia relativamente à origem dos órgãos (dadores falecidos ou vivos), as grandes diferenças entre Estados-Membros no que respeita ao aumento do número de dadores e as discrepâncias quanto aos requisitos de qualidade e de segurança.
Os eurodeputados esperam que a Comissão Europeia apresente uma proposta de directiva (lei comunitária) que estabeleça requisitos de qualidade e de segurança para a dádiva, o fornecimento, os ensaios, a conservação, o transporte e a distribuição de órgãos na UE e os recursos necessários para responder a estes requisitos.
Os eurodeputados apelam à criação de um «cartão de dador europeu», em complemento dos sistemas nacionais existentes, e de uma «linha directa» para transplantações, com um número único, gerida por uma organização nacional responsável por transplantações, nos casos em que exista tal organização.
A ideia é que esta linha esteja operacional 24 horas por dia e seja confiada a profissionais com uma formação adequada e com experiência, capazes de fornecerem rapidamente informações médicas e legais relevantes e precisas.
O Parlamento Europeu salienta que é necessário zelar por que as doações de órgãos continuem a ter um «carácter estritamente não comercial», sendo para tal imperioso garantir que «a doação de órgãos é efectuada de forma altruísta e voluntária, excluindo pagamentos entre dadores e destinatários, sendo qualquer pagamento estritamente limitado às despesas e incómodos relativos à dádiva».
Segundo o relatório da Comissão da Saúde Pública do PE, há mais de 60 mil pacientes a aguardar transplantações em listas de espera na Europa e um número significativo de pacientes morre em consequência da escassez crónica de órgãos.
A taxa de mortalidade dos pacientes que aguardam um transplante de um coração, de um fígado ou de um pulmão situa-se entre os 15 e os 30%.
Fonte:
http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=15569
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Vanda Ferreira
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A Fresenius Portugal lançou recentemente um novo site com Informação e Suporte para o Insuficiente Renal e Família. Contém os seguintes tópicos:
1. O rim e a insuficiência renal
1.1 Como funciona o seu rim
1.2 O que é a insuficiência renal
1.3 Sintomas
2. Opções de tratamento
2.1 Viver com um "rim" que nunca pensou vir a ter
2.2 Hemodiálise
2.3 Diálise peritoneal
2.4 Transplante
3. Viver com insuficiência renal
4. Situações de emergência
5. Nutrição e alimentação
5.1 Nutrição em hemodiálise
5.2 Nutrição em diálise peritoneal
6. Férias e deslocações
6.1 Programa de hemodiálise
6.2 Programa de diálise peritoneal
Veja aqui: http://www.fresenius-medical-care.pt/utentes/homepage/homepage.html
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A ministra da Saúde confirmou, este sábado, que Rodrigues Pena vai substituir Eduardo Barroso na presidência da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação. Ana Jorge destacou a «larga experiência» na área do transplante do novo presidente.
Ler notícia.
Mais informações aqui.
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Porque é que o meu filho precisa de cuidados dentários antes e depois do transplante renal?
A boca possui um grande número de bactérias. O uso de medicamentos no pós transplante, nomeadamente os imunossupressores faz com que o organismo tenha mais dificuldade em combater as infecções.
Um dente com cárie pode tornar-se num abcesso se o sistema imunitário estiver debilitado. Alguns dos medicamentos usados depois do transplante, tais como o Neoral (ciclosporina) e o Norvasc (amlodipina), podem causar inchaço das gengivas. Isto por sua vez, pode tornar-se numa doença crónica das gengivas. É importante que a sua criança vá ao dentista antes do transplante. Deve ter sempre os dentes limpos e as cavidades preenchidas.
O que posso fazer em casa para manter os dentes do meu filho saudáveis?
Deve incentivá-lo a lavar e passar o fio dental nos dentes frequentemente. O seu filho deve, ainda, fazer uma revisão no dentista de 6 em 6 meses após o transplante.
Espere 3 meses após o transplante para o levar ao dentista, a não ser que seja uma emergência.
O que devo fazer se o meu filho tiver uma marcação no dentista?
O seu filho deve tomar antibióticos antes do dentista efectuar qualquer tratamento. Desta forma, será menor a probabilidade de infecção na boca ou gengivas durante o tratamento. Isso ajudará a proteger o seu filho. Ajudará a que tenha uma boa higiene dentária e a prevenir infecções.
Lembre-se que são recomendados os passos seguinte para qualquer tratamento dentário:
1. Marque uma consulta com o dentista.
2. Avise o dentista que o seu filho fez um transplante de rim e que está a tomar medicamentos por causa do transplante.
3. O seu filho precisará de tomar uma dose de antibiótico antes de lhe ser feito qualquer tratamento dentário. Isto inclui a limpeza dos dentes. Inclui também tratamentos ortodônticos. O antibiótico é normalmente dado pela boca 1 hora antes do tratamento dentário.
Provavelmente terá de telefonar ao médico da criança ou mesmo ao nefrologista a solicitar uma prescrição para o antibiótico.
E se o meu filho necessitar de um aparelho dentário depois do transplante?
Muitas crianças e adolescentes usam aparelho depois do transplante sem qualquer problema. Se for necessário realizar muitos tratamentos, o seu filho apenas deverá tomar antibióticos antes dos mesmos.
Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf
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A responsabilidade de retirar um rim a um dador vivo fez com que só em 2006 se concretizasse a doação paternal. Comprovado o sucesso, o serviço de Nefrologia Pediátrica do Hospital Maria Pia conseguiu reduzir para menos de um ano o tempo de espera para transplante em crianças.
A doação de rins dos pais para os filhos com doenças urológicas ajudou o Hospital Maria Pia, no Porto, a reduzir para menos de um ano a lista de espera nos transplantes em crianças. Desde 2006, altura em que os especialistas desta unidade consideraram estar preparados o suficiente e em consciência para o fazer, houve seis progenitores que decidiram doar um dos seus rins, permitindo assim diminuir o tempo de espera médio por um transplante.“Deixámos de ter listas de espera de anos para agora ser de meses, nunca mais do que um ano”, confirmou ao JANEIRO o director do serviço de Nefrologia Pediátrica, Elói Pereira, que classificou a doação de um rim por parte de uma pessoa viva como “um gesto de amor supremo e genuíno”.
Em 2006, três mães doaram um rim aos filhos, enquanto em 2007 dois pais e uma mãe fizeram o mesmo, contribuindo para que todas as crianças que entram com problemas de insuficiência renal terminal – uma média de seis a oito crianças por ano – sejam transplantadas em menos de 12 meses pela equipa especializada do Hospital de Santo António, que colabora com a instituição pediátrica. Neste momento há apenas quatro crianças a fazer hemodiálise no Maria Pia – chegaram a ser 12 ao mesmo tempo – e Elói Pereira afirma que “a situação é gratificante” e “os resultados são excelentes porque há uma compatibilidade entre pais e filhos, apesar de nem sempre isso acontecer, que garante um maior sucesso da durabilidade do transplante pelo facto de ser familiar”.
Se todo o processo é favorável, por que é que só em 2006 começaram a ter dadores vivos? O responsável do serviço explicou que se trata de um transplante de “muita exigência”, com a “consciência de que se está a retirar um rim de uma pessoa saudável para aplicar noutra”. “Só retiramos o rim de uma pessoa viva se soubermos que realmente vai ter sucesso. É uma grandessíssima responsabilidade e era preciso que as equipas de transplante e nefrologia pediátrica estivessem suficientemente e consistentemente preparados para o fazer”, frisou. Para além disso, afirmou o médico ao nosso jornal, “não havia a coragem de fazer a proposta aos pais”, pelo que “era só por uma questão de insistência da parte deles”. Na época em que os médicos portugueses apresentavam ainda muitas reservas, alguns pais foram ao estrangeiro para concretizar a operação. “Acabámos por verificar que a experiência era excelente, o transplante de dador vivo para crianças deixou de ser episódico e agora os nossos resultados são dos melhores que há em comparação com outros países”, disse o director do serviço. A criança tem prioridade sobre os adultos na espera pelo rim a transplantar, algo que Elói Pereira considera “uma vantagem de direito próprio e que se respeita”, mas contribui também para que o número de transplantes em adultos nunca satisfaça a procura. “Não há crianças que esperam mais do que um ano neste hospital, mas o número de crianças é significativamente mais reduzido que o número de adultos com problemas”, ressalvou.
O Hospital Maria Pia está a comemorar os 25 anos do serviço de Nefrologia Pediátrica, que permitiu que as crianças deixassem de estar “de maneira desadequada” nos serviços de adultos. “Não fazia sentido que crianças com oito anos estivessem a fazer hemodiálise ao lado de pessoas de idade com outro tipo de problemas”, disse Elói Pereira. Para assinalar as bodas de prata do serviço será lançado o CD-ROM “De pequenino se olha pela saúde dos rins do menino”, direccionado para clínicos gerais, médicos de família e pediatras da comunidade, com orientações para uma detecção precoce, vigilância e encaminhamento da patologia do rim e aparelho urinário. A 3 e 4 de Outubro, para assinalar o primeiro tratamento com hemodiálise, haverá uma reunião anual de nefrologia pediátrica com convidados nacionais e estrangeiros, com o tema “Doenças hereditárias e rim”. No dia seguinte, actuais e antigos doentes e médicos e enfermeiros que trabalham e trabalharam no serviço farão um passeio fluvial.
Fonte: O Primeiro de Janeiro
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Especialistas do St. Jude Children's Research Hospital demonstraram que, em crianças com tumor de Wilms bilateral, é possível manter uma função renal normal em ambos os rins, através de uma técnica designada por "bilateral nephron-sparing surgery" (cirurgia de conservação dos nefrónios). Esta cirurgia pretende remover o tumor maligno, mas conservando a maior quantidade possível de tecido renal saudável.
Tradicionalmente nestes casos, um dos rins ou ambos são retirados, com o objectivo de erradicar o cancro. Se for retirado um rim e o cancro ressurgir no outro, existe uma grande probabilidade de perder a função renal. Se ambos os rins forem removidos, a criança tem que fazer diálise e esperar por um transplante renal. É frequente os médicos partirem do princípio que, apenas pela análise das imagens dos rins, é impossível remover o tumor e, simultaneamente, preservar a parte do rim não afectada, mas o nosso estudo indica que os cirurgiões não deverão confiar apenas nas imagens para tomar essa decisão, afirma Andrew Davidoff, o responsável pela divisão de Cirurgia Geral Pediátrica do Hospital St. Jude.
O tumor de Wilms é o terceiro tumor sólido mais comum em crianças, com aproximadamente 500 casos diagnosticados anualmente nos EUA. Destes, apenas 5 a 7% desenvolvem tumores em ambos os rins.
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Portugal vai apoiar Cabo Verde na instalação da primeira unidade de hemodiálise no país, para reduzir o número de doentes que se deslocam ao estrangeiro para fazer o tratamento.
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O Saúde Portugal Expo & Conferências 2008, a ter lugar de 10 a 13 de Abril de 2008, na Cordoaria Nacional, em Lisboa, visa contribuir para a promoção da saúde dos portugueses. Através de acções de informação e educação para a saúde, irá procurar sensibilizar a população para a prevenção, diagnóstico precoce, eliminação de factores de risco e adopção de estilos de vida saudáveis.
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Cirurgiões do Hospital Johns Hopkins, no estado norte-americano de Maryland, realizaram seis transplantes simultâneos de rins, numa operação que durou dez horas e envolveu nove equipas, foi hoje anunciado.
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Um estudo realizado por investigadores suecos descobriu que uma dose baixa de imunossupressores na fase inicial do pós-transplante renal, nomeadamente uma dose baixa de tacrolimus (prograf) pode oferecer algumas vantagens de curto prazo relativamente a outros regimes.
Pacientes que receberam uma dose inicial de tacrolimus baixa apresentavam uma taxa de filtração glomerular (GFR) mais elevada, menos rejeição aguda comprovada por biópsia e uma taxa de sobrevivência do enxerto (rim) significativamente mais elevada do que noutros regimes, nomedamente no regime com baixas doses de ciclosporina (Neoral ou Sandimune) ou Sirolimus (Rapamune) ou mesmo face a um regime com doses standard de ciclosporina.
Estes resultados foram reportados por Henrik Ekberg, M.D., Ph.D., da Universidade de Lund (Suécia), na 20ª edição do New England Journal of Medicine.
"Reduzir os efeitos tóxicos dos regimes de imunossupressão tornou-se o principal objectivo de tratamento nos receptores de transplantes,", disseram os autores. "As nossas descobertas representam mais um avanço nas estratégias de redução dos efeitos secundários".
Contudo estas descobertas podem meramente confirmar aquilo que é a prática clínica para muitos nefrologistas americanos, comentou Alan Leichtman, M.D., da universidade de Michigan, no editorial.
"As doses nos níveis mais baixos eram muito, muito semelhantes às doses convencionais, especialmente às doses convencionais de Tacrolimus, que muitos programas utilizam," disse ele. "E, de facto, alguns programas incluindo o meu próprio têm objectivado níveis mais baixos de tacrolimus do que aqueles que são alcançados no estudo." Além disso, a boa interacção entre o micofenolato mofetil (Cellcept) e o tacrolimus (Prograf) torna provável que a exposição ao micofenolato mofetil fosse consideravelmente mais elevada no grupo tratado com tacrolimus do que nos outros 3 grupos, disse ele, o que pode ter contribuido para a maior eficácia.
Estudos anteriores, embora não tão bem conduzidos, também relataram benefícios para os regimes com tacrolimus.
O estudo em causa teve em conta 1.645 receptores adultos de rins em 15 países e em 4 regimes de imunossupressão diferentes.
Um grupo recebeu as doses de ciclosporina convencionais (níveis entre 150 e 300 ng/mL durante 3 meses e depois entre 100 e 200 ng/mL) com corticóides e micofenolato mofetil (Cellcept, 2 gr/dia), mas sem anticorpos antilinfócitários durante a indução.
Os outros grupos receberam daclizumab (zenapax), micofenolato mofetil (2gr/dia), corticóides e baixas doses de ciclosporina (nível entre 50 e 100 ng/mL) ou tacrolimus (nível entre 3 e 7 ng/mL) ou sirolimus (nível entre 4 e 8 ng/mL).
Um ano depois do transplante, os grupos analisados diferiam em termos de função renal (P<0.001 de modo geral) com benefícios clínicos significativos para o regime com tacrolimus face aos restantes. A taxa de filtração glomerular esperada era:
Aos 6 meses, a rejeição aguda provada por biópsia no regime com tacrolimus era cerca de metade da observada no regime com doses standard de ciclosporina e cerca de um terço relativamente à observada no regime com sirolimus (11.3% versus 24%, 21.9%, e 35.3%, respectivamente, P<0.001>Da mesma forma, um ano após, a rejeição provada por biópsia era 12.3% com o tacrolimus comparado com 25.8%, 24%, e 37.2%, respectivamente (P<0.001 para todos).
Entre outras coisas, os investigadores observaram:Os efeitos secundários adversos eram mais frequentes com sirolimus (53.2% versus 43.4% a 44.3%), mas a proporção de pacientes com pelo menos um efeito secundário adverso era similar entre os grupos (86.3% a 90.5%).
Novos pacientes com diabetes (8.4% versus 4.2% a 6.6%) e diarreia (25.3% versus 13% to 19.5%) eram mais prováveis com o tacrolimus.
A diabetes relacionada com o tacrolimus é mais frequente entre os pacientes de raça negra, referiu o Dr. Leichtman, mas menos do que 2% da amostra era de raça negra comparando com 15% a 30% dos pacientes que realizam um transplante de rim nos Estados Unidos. Assim, "se estes protocolos fossem reptidos noutras populações", referiu o Dr.Leichtman, "pode concluir-se eventualmente que a experiência realizada pelos investigadores sobrestimaram a sua eficácia e subestimaram o potencial para o desenvolvimento de diabetes entre os pacientes tratados com tacrolimus".
Esta diferença e a menor percentagem de pacientes com insuficência renal terminal derivada de diabetes mellitus do que a que existe nos Estados Unidos pode limitar a generalização destas conclusões, referiu ainda.
Além do mais, o efeito a longo prazo de baixas doses de indução é ainda uma questão em aberto, concluiu o Dr.Leichtman. "O estudo não responde por exemplo à questão se as baixas doses iniciais de tacrolimus resultariam numa maior eficácia na conservação da função renal a longo prazo e na redução dos seus efeitos tóxicos", concluiu.
Ler artigo (em inglês).
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Cientistas da Universidade de Tóquio anunciaram recentemente que conseguiram gerar rins e pâncreas em ratos mediante células estaminais embrionárias, informou a agência local Kyodo.
Este passo foi dado em ratos modificados para crescer sem esses órgãos, através da injecção de células estaminais embrionárias procedentes de outros ratos.
Os investigadores indicaram que esperam que este avanço possa ser aplicado no futuro em humanos, segundo a Kyodo. As células estaminais têm a capacidade de evoluir e transformar-se em células específicas como ósseas, musculares ou neurónios, segundo os cientistas.
A pesquisa dos cientistas japoneses foi apresentada em Nagóia, durante uma reunião da Sociedade de Medicina Regenerativa do Japão.
Fonte: Diário Digital
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