Parlamento Europeu pede sistema de doação de órgãos

23 de abril de 2008

O Parlamento Europeu propôs hoje a criação de um «cartão de dador europeu» e de uma linha directa, com um número único, para transplantes de órgãos, manifestando a sua preocupação com a «escassez crónica de órgãos» na Europa

A assembleia, reunida em Estrasburgo, aprovou por esmagadora maioria - 653 votos a favor, 14 contra e 16 abstenções - um relatório da comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu que sublinha as «diferenças significativas» na União Europeia relativamente à origem dos órgãos (dadores falecidos ou vivos), as grandes diferenças entre Estados-Membros no que respeita ao aumento do número de dadores e as discrepâncias quanto aos requisitos de qualidade e de segurança.

Os eurodeputados esperam que a Comissão Europeia apresente uma proposta de directiva (lei comunitária) que estabeleça requisitos de qualidade e de segurança para a dádiva, o fornecimento, os ensaios, a conservação, o transporte e a distribuição de órgãos na UE e os recursos necessários para responder a estes requisitos.

Os eurodeputados apelam à criação de um «cartão de dador europeu», em complemento dos sistemas nacionais existentes, e de uma «linha directa» para transplantações, com um número único, gerida por uma organização nacional responsável por transplantações, nos casos em que exista tal organização.

A ideia é que esta linha esteja operacional 24 horas por dia e seja confiada a profissionais com uma formação adequada e com experiência, capazes de fornecerem rapidamente informações médicas e legais relevantes e precisas.

O Parlamento Europeu salienta que é necessário zelar por que as doações de órgãos continuem a ter um «carácter estritamente não comercial», sendo para tal imperioso garantir que «a doação de órgãos é efectuada de forma altruísta e voluntária, excluindo pagamentos entre dadores e destinatários, sendo qualquer pagamento estritamente limitado às despesas e incómodos relativos à dádiva».

Segundo o relatório da Comissão da Saúde Pública do PE, há mais de 60 mil pacientes a aguardar transplantações em listas de espera na Europa e um número significativo de pacientes morre em consequência da escassez crónica de órgãos.

A taxa de mortalidade dos pacientes que aguardam um transplante de um coração, de um fígado ou de um pulmão situa-se entre os 15 e os 30%.

Fonte:
http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=15569

Site informativo

22 de abril de 2008

A Fresenius Portugal lançou recentemente um novo site com Informação e Suporte para o Insuficiente Renal e Família. Contém os seguintes tópicos:


1. O rim e a insuficiência renal
1.1 Como funciona o seu rim
1.2 O que é a insuficiência renal
1.3 Sintomas


2. Opções de tratamento
2.1 Viver com um "rim" que nunca pensou vir a ter
2.2 Hemodiálise
2.3 Diálise peritoneal
2.4 Transplante


3. Viver com insuficiência renal


4. Situações de emergência


5. Nutrição e alimentação
5.1 Nutrição em hemodiálise
5.2 Nutrição em diálise peritoneal


6. Férias e deslocações
6.1 Programa de hemodiálise
6.2 Programa de diálise peritoneal


Veja aqui: http://www.fresenius-medical-care.pt/utentes/homepage/homepage.html

Rodrigues Pena substitui Eduardo Barroso

21 de abril de 2008

A ministra da Saúde confirmou, este sábado, que Rodrigues Pena vai substituir Eduardo Barroso na presidência da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação. Ana Jorge destacou a «larga experiência» na área do transplante do novo presidente.


Ler notícia.


Mais informações aqui.

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com os dentes

18 de abril de 2008

Porque é que o meu filho precisa de cuidados dentários antes e depois do transplante renal?

A boca possui um grande número de bactérias. O uso de medicamentos no pós transplante, nomeadamente os imunossupressores faz com que o organismo tenha mais dificuldade em combater as infecções.

Um dente com cárie pode tornar-se num abcesso se o sistema imunitário estiver debilitado. Alguns dos medicamentos usados depois do transplante, tais como o Neoral (ciclosporina) e o Norvasc (amlodipina), podem causar inchaço das gengivas. Isto por sua vez, pode tornar-se numa doença crónica das gengivas. É importante que a sua criança vá ao dentista antes do transplante. Deve ter sempre os dentes limpos e as cavidades preenchidas.

O que posso fazer em casa para manter os dentes do meu filho saudáveis?

Deve incentivá-lo a lavar e passar o fio dental nos dentes frequentemente. O seu filho deve, ainda, fazer uma revisão no dentista de 6 em 6 meses após o transplante.
Espere 3 meses após o transplante para o levar ao dentista, a não ser que seja uma emergência.

O que devo fazer se o meu filho tiver uma marcação no dentista?

O seu filho deve tomar antibióticos antes do dentista efectuar qualquer tratamento. Desta forma, será menor a probabilidade de infecção na boca ou gengivas durante o tratamento. Isso ajudará a proteger o seu filho. Ajudará a que tenha uma boa higiene dentária e a prevenir infecções.


Lembre-se que são recomendados os passos seguinte para qualquer tratamento dentário:

1. Marque uma consulta com o dentista.

2. Avise o dentista que o seu filho fez um transplante de rim e que está a tomar medicamentos por causa do transplante.

3. O seu filho precisará de tomar uma dose de antibiótico antes de lhe ser feito qualquer tratamento dentário. Isto inclui a limpeza dos dentes. Inclui também tratamentos ortodônticos. O antibiótico é normalmente dado pela boca 1 hora antes do tratamento dentário.
Provavelmente terá de telefonar ao médico da criança ou mesmo ao nefrologista a solicitar uma prescrição para o antibiótico.

E se o meu filho necessitar de um aparelho dentário depois do transplante?

Muitas crianças e adolescentes usam aparelho depois do transplante sem qualquer problema. Se for necessário realizar muitos tratamentos, o seu filho apenas deverá tomar antibióticos antes dos mesmos.


Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Doação de progenitor diminui a espera

17 de abril de 2008

A responsabilidade de retirar um rim a um dador vivo fez com que só em 2006 se concretizasse a doação paternal. Comprovado o sucesso, o serviço de Nefrologia Pediátrica do Hospital Maria Pia conseguiu reduzir para menos de um ano o tempo de espera para transplante em crianças.

A doação de rins dos pais para os filhos com doenças urológicas ajudou o Hospital Maria Pia, no Porto, a reduzir para menos de um ano a lista de espera nos transplantes em crianças. Desde 2006, altura em que os especialistas desta unidade consideraram estar preparados o suficiente e em consciência para o fazer, houve seis progenitores que decidiram doar um dos seus rins, permitindo assim diminuir o tempo de espera médio por um transplante.“Deixámos de ter listas de espera de anos para agora ser de meses, nunca mais do que um ano”, confirmou ao JANEIRO o director do serviço de Nefrologia Pediátrica, Elói Pereira, que classificou a doação de um rim por parte de uma pessoa viva como “um gesto de amor supremo e genuíno”.

Em 2006, três mães doaram um rim aos filhos, enquanto em 2007 dois pais e uma mãe fizeram o mesmo, contribuindo para que todas as crianças que entram com problemas de insuficiência renal terminal – uma média de seis a oito crianças por ano – sejam transplantadas em menos de 12 meses pela equipa especializada do Hospital de Santo António, que colabora com a instituição pediátrica. Neste momento há apenas quatro crianças a fazer hemodiálise no Maria Pia – chegaram a ser 12 ao mesmo tempo – e Elói Pereira afirma que “a situação é gratificante” e “os resultados são excelentes porque há uma compatibilidade entre pais e filhos, apesar de nem sempre isso acontecer, que garante um maior sucesso da durabilidade do transplante pelo facto de ser familiar”.

Se todo o processo é favorável, por que é que só em 2006 começaram a ter dadores vivos? O responsável do serviço explicou que se trata de um transplante de “muita exigência”, com a “consciência de que se está a retirar um rim de uma pessoa saudável para aplicar noutra”. “Só retiramos o rim de uma pessoa viva se soubermos que realmente vai ter sucesso. É uma grandessíssima responsabilidade e era preciso que as equipas de transplante e nefrologia pediátrica estivessem suficientemente e consistentemente preparados para o fazer”, frisou. Para além disso, afirmou o médico ao nosso jornal, “não havia a coragem de fazer a proposta aos pais”, pelo que “era só por uma questão de insistência da parte deles”. Na época em que os médicos portugueses apresentavam ainda muitas reservas, alguns pais foram ao estrangeiro para concretizar a operação. “Acabámos por verificar que a experiência era excelente, o transplante de dador vivo para crianças deixou de ser episódico e agora os nossos resultados são dos melhores que há em comparação com outros países”, disse o director do serviço. A criança tem prioridade sobre os adultos na espera pelo rim a transplantar, algo que Elói Pereira considera “uma vantagem de direito próprio e que se respeita”, mas contribui também para que o número de transplantes em adultos nunca satisfaça a procura. “Não há crianças que esperam mais do que um ano neste hospital, mas o número de crianças é significativamente mais reduzido que o número de adultos com problemas”, ressalvou.

O Hospital Maria Pia está a comemorar os 25 anos do serviço de Nefrologia Pediátrica, que permitiu que as crianças deixassem de estar “de maneira desadequada” nos serviços de adultos. “Não fazia sentido que crianças com oito anos estivessem a fazer hemodiálise ao lado de pessoas de idade com outro tipo de problemas”, disse Elói Pereira. Para assinalar as bodas de prata do serviço será lançado o CD-ROM “De pequenino se olha pela saúde dos rins do menino”, direccionado para clínicos gerais, médicos de família e pediatras da comunidade, com orientações para uma detecção precoce, vigilância e encaminhamento da patologia do rim e aparelho urinário. A 3 e 4 de Outubro, para assinalar o primeiro tratamento com hemodiálise, haverá uma reunião anual de nefrologia pediátrica com convidados nacionais e estrangeiros, com o tema “Doenças hereditárias e rim”. No dia seguinte, actuais e antigos doentes e médicos e enfermeiros que trabalham e trabalharam no serviço farão um passeio fluvial.

Fonte: O Primeiro de Janeiro

Nova esperança para crianças com tumores renais

16 de abril de 2008

Especialistas do St. Jude Children's Research Hospital demonstraram que, em crianças com tumor de Wilms bilateral, é possível manter uma função renal normal em ambos os rins, através de uma técnica designada por "bilateral nephron-sparing surgery" (cirurgia de conservação dos nefrónios). Esta cirurgia pretende remover o tumor maligno, mas conservando a maior quantidade possível de tecido renal saudável.

Tradicionalmente nestes casos, um dos rins ou ambos são retirados, com o objectivo de erradicar o cancro. Se for retirado um rim e o cancro ressurgir no outro, existe uma grande probabilidade de perder a função renal. Se ambos os rins forem removidos, a criança tem que fazer diálise e esperar por um transplante renal. É frequente os médicos partirem do princípio que, apenas pela análise das imagens dos rins, é impossível remover o tumor e, simultaneamente, preservar a parte do rim não afectada, mas o nosso estudo indica que os cirurgiões não deverão confiar apenas nas imagens para tomar essa decisão, afirma Andrew Davidoff, o responsável pela divisão de Cirurgia Geral Pediátrica do Hospital St. Jude.

O tumor de Wilms é o terceiro tumor sólido mais comum em crianças, com aproximadamente 500 casos diagnosticados anualmente nos EUA. Destes, apenas 5 a 7% desenvolvem tumores em ambos os rins.

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Portugal apoia Cabo Verde na criação do 1º serviço hemodiálise

14 de abril de 2008

Portugal vai apoiar Cabo Verde na instalação da primeira unidade de hemodiálise no país, para reduzir o número de doentes que se deslocam ao estrangeiro para fazer o tratamento.


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Saúde Portugal Expo & Conferências 2008

11 de abril de 2008

O Saúde Portugal Expo & Conferências 2008, a ter lugar de 10 a 13 de Abril de 2008, na Cordoaria Nacional, em Lisboa, visa contribuir para a promoção da saúde dos portugueses. Através de acções de informação e educação para a saúde, irá procurar sensibilizar a população para a prevenção, diagnóstico precoce, eliminação de factores de risco e adopção de estilos de vida saudáveis.


Hoje, dia 11 de Abril, às 19h00, integrado 2º Fórum Nacional das Associações de Doentes irá decorrer uma Conferência com o tema "Transplantação e Doação de Órgãos em Vida", que contará com a presença do Dr. Domingos Machado, responsável pela Unidade de Transplantação do Hospital de Santa Cruz e do Sr. Carlos Silva, presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais. A APIR também irá marcar presença através de um stand.


A entrada é gratuita!
Mais informações aqui.

Seis transplantes simultâneos de rins

10 de abril de 2008

Cirurgiões do Hospital Johns Hopkins, no estado norte-americano de Maryland, realizaram seis transplantes simultâneos de rins, numa operação que durou dez horas e envolveu nove equipas, foi hoje anunciado.

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7 de Abril - Dia Mundial da Saúde

7 de abril de 2008


O Dia Mundial da Saúde, este ano, foca o tema "a protecção da Saúde dos efeitos das alterações climáticas".

Pretende-se alertar a opinião pública para a tomada de consciência dos efeitos que as alterações climáticas produzem na Saúde e promover a colaboração e intervenção por parte do cidadão em geral.

A sessão comemorativa do Dia Mundial da Saúde realiza-se hoje dia 7 de Abril de 2008, às 10h30, no Auditório do INFARMED - Parque da Saúde. Durante o evento, serão galardoadas várias personalidades que desempenham um papel importante na Saúde em Portugal.

Doses baixas de imunossupressores na fase inicial do pós-transplante renal apresenta melhores resultados

3 de abril de 2008

Um estudo realizado por investigadores suecos descobriu que uma dose baixa de imunossupressores na fase inicial do pós-transplante renal, nomeadamente uma dose baixa de tacrolimus (prograf) pode oferecer algumas vantagens de curto prazo relativamente a outros regimes.

Pacientes que receberam uma dose inicial de tacrolimus baixa apresentavam uma taxa de filtração glomerular (GFR) mais elevada, menos rejeição aguda comprovada por biópsia e uma taxa de sobrevivência do enxerto (rim) significativamente mais elevada do que noutros regimes, nomedamente no regime com baixas doses de ciclosporina (Neoral ou Sandimune) ou Sirolimus (Rapamune) ou mesmo face a um regime com doses standard de ciclosporina.

Estes resultados foram reportados por Henrik Ekberg, M.D., Ph.D., da Universidade de Lund (Suécia), na 20ª edição do New England Journal of Medicine.

"Reduzir os efeitos tóxicos dos regimes de imunossupressão tornou-se o principal objectivo de tratamento nos receptores de transplantes,", disseram os autores. "As nossas descobertas representam mais um avanço nas estratégias de redução dos efeitos secundários".

Contudo estas descobertas podem meramente confirmar aquilo que é a prática clínica para muitos nefrologistas americanos, comentou Alan Leichtman, M.D., da universidade de Michigan, no editorial.

"As doses nos níveis mais baixos eram muito, muito semelhantes às doses convencionais, especialmente às doses convencionais de Tacrolimus, que muitos programas utilizam," disse ele. "E, de facto, alguns programas incluindo o meu próprio têm objectivado níveis mais baixos de tacrolimus do que aqueles que são alcançados no estudo." Além disso, a boa interacção entre o micofenolato mofetil (Cellcept) e o tacrolimus (Prograf) torna provável que a exposição ao micofenolato mofetil fosse consideravelmente mais elevada no grupo tratado com tacrolimus do que nos outros 3 grupos, disse ele, o que pode ter contribuido para a maior eficácia.

Estudos anteriores, embora não tão bem conduzidos, também relataram benefícios para os regimes com tacrolimus.

O estudo em causa teve em conta 1.645 receptores adultos de rins em 15 países e em 4 regimes de imunossupressão diferentes.
Um grupo recebeu as doses de ciclosporina convencionais (níveis entre 150 e 300 ng/mL durante 3 meses e depois entre 100 e 200 ng/mL) com corticóides e micofenolato mofetil (Cellcept, 2 gr/dia), mas sem anticorpos antilinfócitários durante a indução.

Os outros grupos receberam daclizumab (zenapax), micofenolato mofetil (2gr/dia), corticóides e baixas doses de ciclosporina (nível entre 50 e 100 ng/mL) ou tacrolimus (nível entre 3 e 7 ng/mL) ou sirolimus (nível entre 4 e 8 ng/mL). Estes níveis eram tipicamente atingidos, embora os níveis médios tendessem a estar no limite superior do esperado.


Um ano depois do transplante, os grupos analisados diferiam em termos de função renal (P<0.001 de modo geral) com benefícios clínicos significativos para o regime com tacrolimus face aos restantes. A taxa de filtração glomerular esperada era:

  • 65.4 mL/min no regime com baixas doses de tacrolimus.
  • 57.1 mL/min no regime com ciclosporina em doses convencionais (P<0.001 versus tacrolimus).
  • 56.7 mL/min no regime com baixas doses de sirolimus (P<0.001 versus tacrolimus).
  • 59.4 mL/min no regime com baixas doses de ciclosporina (P=0.001 versus tacrolimus).

Aos 6 meses, a rejeição aguda provada por biópsia no regime com tacrolimus era cerca de metade da observada no regime com doses standard de ciclosporina e cerca de um terço relativamente à observada no regime com sirolimus (11.3% versus 24%, 21.9%, e 35.3%, respectivamente, P<0.001>Da mesma forma, um ano após, a rejeição provada por biópsia era 12.3% com o tacrolimus comparado com 25.8%, 24%, e 37.2%, respectivamente (P<0.001 para todos).

Entre outras coisas, os investigadores observaram:
  • Uma maior sobrevivência do órgão com baixas doses de tacrolimus do que com doses standard de ciclosporina ou baixas doses de sirolimus (96.4% versus 91.9% e 91.7%, both P=0.007).
  • Não haver diferenças na taxa de sobrevivência dos pacientes entre os grupos.
  • Uma menor taxa de insucesso no tratamento com baixas doses de tacrolimus do que com baixas doses de sirolimus (12.2% versus 35.8%, P<0.001).
  • Atraso no funcionamento do órgão de dadores cadáveres foi mais comum no grupo com baixas doses de tacrolimus do que no grupo com baixas doses de sirolimus (35.7% versus 21.1%, P=0.001).

Os efeitos secundários adversos eram mais frequentes com sirolimus (53.2% versus 43.4% a 44.3%), mas a proporção de pacientes com pelo menos um efeito secundário adverso era similar entre os grupos (86.3% a 90.5%).

Novos pacientes com diabetes (8.4% versus 4.2% a 6.6%) e diarreia (25.3% versus 13% to 19.5%) eram mais prováveis com o tacrolimus.

A diabetes relacionada com o tacrolimus é mais frequente entre os pacientes de raça negra, referiu o Dr. Leichtman, mas menos do que 2% da amostra era de raça negra comparando com 15% a 30% dos pacientes que realizam um transplante de rim nos Estados Unidos. Assim, "se estes protocolos fossem reptidos noutras populações", referiu o Dr.Leichtman, "pode concluir-se eventualmente que a experiência realizada pelos investigadores sobrestimaram a sua eficácia e subestimaram o potencial para o desenvolvimento de diabetes entre os pacientes tratados com tacrolimus".

Esta diferença e a menor percentagem de pacientes com insuficência renal terminal derivada de diabetes mellitus do que a que existe nos Estados Unidos pode limitar a generalização destas conclusões, referiu ainda.
Além do mais, o efeito a longo prazo de baixas doses de indução é ainda uma questão em aberto, concluiu o Dr.Leichtman. "O estudo não responde por exemplo à questão se as baixas doses iniciais de tacrolimus resultariam numa maior eficácia na conservação da função renal a longo prazo e na redução dos seus efeitos tóxicos", concluiu.


Ler artigo (em inglês).

Cientistas criam rins em ratos com células estaminais

1 de abril de 2008

Cientistas da Universidade de Tóquio anunciaram recentemente que conseguiram gerar rins e pâncreas em ratos mediante células estaminais embrionárias, informou a agência local Kyodo.

Este passo foi dado em ratos modificados para crescer sem esses órgãos, através da injecção de células estaminais embrionárias procedentes de outros ratos.

Os investigadores indicaram que esperam que este avanço possa ser aplicado no futuro em humanos, segundo a Kyodo. As células estaminais têm a capacidade de evoluir e transformar-se em células específicas como ósseas, musculares ou neurónios, segundo os cientistas.

A pesquisa dos cientistas japoneses foi apresentada em Nagóia, durante uma reunião da Sociedade de Medicina Regenerativa do Japão.



Fonte: Diário Digital

Erros clínicos causam três mil mortes em Portugal (indicam estatísticas americanas)

29 de março de 2008

Em Portugal, existem mais mortes associadas a erros médicos do que em acidentes de aviação. Estima-se que, todos os anos, três mil portugueses sejam vítimas de erros médicos, como indicam estatísticas norte-americanas recentemente divulgadas.

Para resolver esta situação, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) revela que um seguro de responsabilidade civil pode ser a solução ideal para quem perde a saúde nos hospitais portugueses.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, aceita a obrigatoriedade dos seguros de responsabilidade civil, contestando, no entanto, a estimativa que aponta para a morte de três mil portugueses por erros médicos.

Pedro Nunes esclarece que em Portugal não existe um número elevado de vítimas de erros médicos, tal como acontece nos Estados Unidos.

Um dos casos mais divulgados pelos órgãos de comunicação social sobre esta temática remonta a 1993, altura em que um doente foi operado a uma úlcera no Hospital Espírito Santo, em Évora, e ficou com uma pinça no abdómen.

O erro clínico provocou graves complicações ao doente, mas só passados 12 anos o médico que o operou foi julgado.

A Deco pretende uma alteração de paradigma, tal como já acontece nos restantes países europeus, a fim de que os doentes tenham sempre direito a uma indemnização desde que se prove que foram vítimas de erros médicos.


Fonte: Fábrica de conteúdos

Recomendações Pós-Transplante Pediátrico da Sociedade Americana de Transplantação - Vacinas

28 de março de 2008

1. Porque é que o meu filho precisa de vacinas?

As vacinas protegem a criança de contrair doenças graves. Algumas crianças com doenças renais poderão ter falhado alguma vacina, quer por estarem doentes na altura própria de as receber, ou por estarem a tomar medicações que inibem o sistema imunitário. Antes de um transplante, a criança deverá ter as suas vacinas em dia. É conveniente perguntar ao pediatra e à equipa de transplante quais são as vacinas que a criança necessita antes do transplante.

2. Quando se devem reinicar as vacinas após o transplante?

Depois do transplante, o seu filho irá tomar medicamentos que inibem o seu sistema imunitário, o que o impede de responder às vacinas. Pergunte ao médico nefrologista sobre a melhor altura para reiniciar as vacinas após o transplante. Este prazo poderá variar entre 3 e 9 meses sensivelmente, dependendo dos medicamentos que está a tomar.

3. Que vacinas é que o meu filho pode receber depois do transplante?

O seu filho NÃO deverá levar vacinas vivas, tais como:
• Varíola
• Sarampo
• Papeira
• Rubéola
• Poliomielite (vacina oral)
• Varicela (Alguns hospitais optam por permitir esta vacina após o transplante; confirme com o seu médico)

As vacinas que o seu filho PODE levar são as seguintes (mortas):

• Poliomielite (vacina injectável)
• Hepatite B
• Reforço de Tétano / Difteria
• Vacina da Gripe
• Pneumovax (vacina anti-pneumocócica)
• Hepatite A
• Teste de Tuberculina ou Teste de Mantoux (não se trata de uma vacina, mas de um teste para verificar se a criança esteve exposta à Tuberculose).

Confirme sempre com a sua equipa de transplante antes de dar alguma vacina ao seu filho.

4. E se planearmos uma viagem ao estrangeiro?

Se planear uma viagem a um qualquer país estrangeiro que exiga qualquer uma destas vacinas ou outras, desde que de vírus vivos, por favor contacte a equipa do transplante. É conveniente que lhe deêm um relatório que explique a situação do seu filho.

5. E se outras crianças da família forem vacinadas?

Outros membros da família não devem receber também a a vacina oral contra a poliomielite. Apenas é permitida a forma inactiva da vacina. Fale com o médico antes de dar a vacina da varicela a outros membros da família, uma vez que esta é feita de vírus vivos. Não existe perigo se outras crianças da família forem vacinadas contra o sarampo e/ou rubéola.

6. E se na escola houver outras crianças que tenham sido vacinadas com vírus vivos?

Fale com a educadora/professora sobre a situação do seu filho. Pergunte ao médico se o seu filho pode estar junto de outras crianças que tenham tomado a vacina oral da polio ou outras de vírus vivos.

Consulte aqui o Plano Nacional de Vacinação em Portugal.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/patient_education/english/AST-EdBroPEDKIDNEY-ENG.pdf

Antibióticos não previnem infecções do tracto urinário em crianças

27 de março de 2008

A administração de antibióticos a crianças que sofrem de infecções recorrentes do tracto urinário não previne o seu aparecimento e pode aumentar o risco de resistência dos doentes a esses medicamentos. Um estudo publicado do “Journal of the American Medical Association” diz mesmo que a toma de antibióticos profiláticos nestas condições aumenta 7,5 vezes o risco de resistência.

Os especialistas são da opinião que os médicos devem esclarecer os pais acerca dos benefícios, mas também das desvantagens, inerentes à utilização de antibióticos para prevenir a infecção urinária recorrente nas crianças, antes de lhes prescreverem o tratamento. Alguns pediatras mostraram-se satisfeitos com a descoberta porque, dizem, poderá acabar por melhorar a prática actual. “É uma óptima notícia para nós porque muitas crianças tomam antibióticos durante demasiado tempo, podendo tornar-se resistentes, o que tem sido um problema crescente”, afirmou Fabienne Wheeler, pediatra no Centro Hospitalar Northern Westchester, em Mount Kisco, Nova Iorque.

Cerca de 3 a 7 por cento das raparigas abaixo dos 6 anos de idade, e 1 a 2 por cento dos rapazes nessa faixa etária, têm a primeira infecção do tracto urinário (ITU) por volta dos 6 anos, o que representa mais de 180 mil crianças todos os anos. A Academia Americana de Pediatria recomenda que, como parte do tratamento e diagnóstico, seja realizado um estudo imagiológico para avaliar a presença e intensidade de refluxo vesico-ureteral, já que 30 a 40 por cento das crianças com ITU apresentam uma alteração nesse refluxo. Caso se confirme a existência desta condição, por norma, é recomendado o tratamento diário com antibióticos numa tentativa de prevenir futuras ITU.

Esta nova investigação sugere que não existem provas suficientes de que a presença de refluxo vesico-ureteral represente um factor de risco das infecções urinárias recorrentes. Para levar a cabo esta pesquisa, os cientistas observaram 611 crianças, menores de seis anos de idade, que já tinham tido a primeira ITU, e 83 crianças que sofriam de infecções urinárias recorrentes. Os resultados deram a conhecer vários factores associados a um aumento de desenvolver infecções urinárias recorrentes, entre os quais o facto de ser caucasiano, que quase duplica a probabilidade; ter entre 3 e 4 anos de idade, o que triplica o risco; ter entre os 4 e os 5 anos, o que duplica 2,5 vezes o risco; ou ter um nível de refluxo vesico-ureteral entre o 4 e o 5, situação que aumenta quatro vezes a probabilidade.

Por sua vez, a ingestão de uma dose preventiva de antibióticos não foi associada a uma diminuição do risco de infecções urinárias recorrentes. Nesse sentido, Patrick H. Conway, o principal responsável pelo estudo, recomenda que os riscos e benefícios dos antibióticos sejam discutidos com as famílias para que estas “decidam se devem ser administrados antibióticos diariamente ou apenas vigiados os sintomas”. Para além disso, o especialista espera que este estudo possa ser tido em conta pela Academia Americana de Pediatria para que esta reveja as suas recomendações.

Fonte: farmacia.com.pt

O nosso Miguelito está prestes a ser transplantado..Força Miguel!!

25 de março de 2008

Surpresa das surpresas o nosso Miguelito, filho da Marta Campos, recebeu esta noite a chamada para ser transplantado. Está neste momento no Hospital de Sta Cruz, e deverá ser transplantado nas próximas horas. Estava já tudo pronto para ser a Marta a doar o seu rim no próximo dia 02/04, mas quis o destino que tal não acontecesse.

Só nos resta fazer uma corrente positiva pelo nosso Miguel.
FORÇA!! Estamos todos a torcer por vós.

Se quiserem seguir todos os passos desta "aventura" vão a:
http://otransplante.blogspot.com/

Imunologistas desenvolveram um método para diminuir a rejeição no pós transplante renal

Um nefrologista descobriu que uma terapia anti-rejeição específica, usando imunoglobulinas de forma intravenosa, pode tornar o transplante possível para pacientes com elevados anticorpos "anti-dador" (hipersensibilizados).

25 a 30% dos pacientes em lista de transplante renal poderiam beneficiar desta terapia. A compatibilidade de tecidos aplica-se a qualquer tipo de transplante de órgãos, mas o risco aumenta significativamente para aqueles com elevada exposição a antigénios recebidos quer por transfusões, quer por transplantes anteriores, ou mesmo pela gravidez.

70.000 Americanos esperam por um transplante de rim. Um terço deles faz diálise porque os seus níveis de anticorpos são demasiado elevados para um transplante. Mas, isso não seria mais um obstáculo para algumas pessoas.

"Eu costumava sentar-me e vomitar" diz uma antiga paciente de diálise Soraya Kohanzadeh.
A diálise é algo que Kohanzadeh preferiria esquecer, mas se ao contar a sua história isso permitir salvar vidas, então vale a pena contá-la.

Kohanzadeh - Tal como muitos pacientes com insuficiência renal - desenvolveu elevados níveis de anticorpos através de transfusões de sangue. O seu sistema imunológico altamente sensibilizado iria muito provavelmente rejeitar qualquer rim.
"Essencialmente, ela teria em diálise uma vida curta e doente, refere a mãe de Kohanzadeh's Joan Lando.

Mas Kohanzadeh não terá de passar mais por isso, graças à terapia com imunoglobulinas intravenosa ou IVIG. O processo funciona da seguinte forma: durante a diálise, é dado sangue aos pacientes contendo uma mistura de imunoglobulinas, que "desligam" a resposta de ataque dos anticorpos "anti-dador", sem suprimir o sistema imunitário do paciente.

Quando alguém se oferece para doar um órgão, existe por norma alguma incompatibilidade. O que estes investigadores dizem, é que podem tratar o paciente e remover estes anticorpos. Depois o transplante já pode ser efectuado.", diz Stanley Jordan, M.D, director de nefrologia no Cedars-Sinai Medical Center em Los Angeles.

Mais de um ano depois da cirurgia, o rim de Lando mantém a filha viva.
"Era chocante para mim pensar que estaria doente para sempre", diz Kohanzadeh.

Através do seu website, esta equipa mãe-filha trabalha no sentido de divulgar uma terapia pouco conhecida e que pode salvar muitos à espera de um rim. Estima-se que cerca de 30% dos pacientes em lista de espera por um transplante renal podem beneficiar desta terapia.

Para aprender mais vá a http://www.sevenluckystars.com/

Ver vídeo (em inglês).

Hospital de S. João do Porto duplicou colheita de rins, figado e pâncreas

19 de março de 2008

O Hospital de S. João do Porto, a unidade de saúde líder na Península Ibérica na colheita de pulmões duplicou, entre 2005 e 2007, a colheita de rins, fígado e pâncreas.

Um resumo da actividade do Gabinete Coordenador de Colheitas de Órgãos e Transplantação do HSJ, a que a Agência Lusa teve ontem acesso, refere que em 2005 foram colhidos 49 rins e que, em 2007, o número aumentou para 102.

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Sabia que... 2 anos em diálise pagam um transplante

18 de março de 2008

Investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Maryland verificaram que são precisos apenas 2.7 anos para recuperar o custo de um transplante, quando comparado com o custo da diálise. Para os pacientes que durante o 1º ano pós-transplante não foram readmitidos no hospital, em apenas 1.7 anos é recuperado o seu custo. Apenas uma década atrás esse prazo era de 3.6 anos.

O estudo incluía 227 pacientes que receberam rins de dador vivo entre Março de 1996 e Dezembro de 1998. Os custos do transplante e da assistência médica no 1º ano após cirurgia rondou em média os 89.939 USD. Após o 1º ano, o custo ascendia em média a 16.043 USD, na sua maioria para a medicação anti-rejeição.

Comparativamente, a diálise custava cerca de 44.000 USD.

A maior parte da poupança dos transplantes advém do menor tempo de hospitalização, bem como da melhoria na terapêutica anti-rejeição, que pode ser tomada oralmente em casa em vez de administrada por via intravenosa em ambiente hospitalar.

" O transplante renal não melhora apenas a qualidade de vida dos pacientes, como também permite poupar recursos no longo prazo", refere Stephen Bartlett, professor de cirurgia e medicina na mesma Universidade.

Este é sem dúvida mais um argumento a favor dos transplantes em detrimento da diálise.

Fonte:
http://jama.ama-assn.org/cgi/content/extract/281/24/2277-a

Referências ao Criança e Rim

17 de março de 2008

Ao fim de um ano, o Criança e Rim continua a divulgar informações, notícias, histórias, experiências e testemunhos entre outros, no sentido de conjugar esforços e promover iniciativas que contribuam para melhorar a qualidade de vida de todas as crianças e jovens portugueses com doenças renais. Ao longo deste ano fomos sendo referência em diversos meios de comunicação, o que muito nos orgulha, pois é um reconhecimento do nosso esforço e trabalho e uma forma de conseguirmos chegar mais próximo de quem realmente pode beneficiar desta iniciativa.
Televisão

  1. RTP
  2. SIC (disponível em breve)
Jornais
  1. Expresso
  2. Jornal 24 Horas
  3. Diário de Notícias
Associações
  1. ADRNP
  2. APIR
  3. Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplantes
Outras publicações
  1. Jornal do Centro
  2. Hospital do Futuro
Sites sobre Saúde
  1. Rede Nacional para os Cuidados Continuados Integrados
  2. Doença Renal Crónica.com
  3. JASFarma
  4. Kidney Corner
  5. Estrelas e Ouriços
  6. Fresenius Medical Care
Blogs sobre Saúde
  1. Blog Nefroped
  2. Blog Hemodiálise
  3. Blog Cuide dos seus Rins!
  4. Blog Raríssimas
  5. Planeamento de uma Gravidez
  6. Enfermagem UTI
Outros Blogs
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  17. Blog Correio da Lapa
  18. Blog Baía das Artes
  19. Blog Sistema Renal