Mais polémicas!

7 de fevereiro de 2008

Pelo menos não nos podemos queixar de falta de atenção da Comunicação Social para a temática dos transplantes!

Desde Outubro do ano passado que José Plácido Júnior, 43 anos, editor-adjunto da revista "Visão", investiga o «lado negro» dos transplantes. A história, que é integralmente contada na edição de hoje, começou por abordar o drama de pacientes transplantados ou à espera de uma intervenção, num caso há 15 anos.

No decorrer da investigação, médicos e enfermeiros referiram um esquema de pagamento de «comissões» por transplantes que, embora legislado desde meados dos anos 80, era praticamente desconhecido do público, pouco claro para os próprios profissionais do sector e com regras variáveis de hospital para hospital. Destas «ajudas» aos hospitais, uma parte – que no Curry Cabral atinge os 48% – é entregue aos profissionais de saúde que participam nessas cirurgias.

Questionado pela "Visão", Eduardo Barroso, 59 anos, actual presidente da Autoridade para os Serviços de Sangue e de Transplantação, admitiu ter ganho, só em Novembro de 2007, 30 mil euros em «prémios» relativos a transplantes feitos no Hospital Curry Cabral, onde exercia o cargo de director de Cirurgia Geral e Transplantação. Confrontado na quinta-feira, 31, com este esquema, do qual ele é um dos principais beneficiários, reconheceu, finalmente, que as comissões pagas aos médicos do Curry Cabral eram exageradas e tinham de ser reduzidas.

Num telefonema efectuado no dia seguinte, o médico afirmava recear «um vexame público» em resultado da investigação jornalística da "Visão" e confessava ter reunido a família, para a pôr ao corrente da entrevista.

Curiosamente, nesse mesmo dia, sexta-feira, 1 de Fevereiro, o teor da nossa investigação já era do conhecimento do gabinete do primeiro-ministro.

A 4 de Fevereiro, a vários órgãos de comunicação social, Eduardo Barroso tentou antecipar a história da "Visão", mas contando os factos à sua maneira. Só que não disse tudo.

A "Visão" procurou apurar a verdade sobre o esquema de incentivos pagos aos profissionais de saúde que participam em transplantes – dinheiro a rodos, num sector anémico e numa área que não é conhecida pela sua eficiência. E disso dão conta aos seus leitores, hoje, dia 7.

Mais informação aqui (Vídeo SIC).

Transplantes rendem milhões aos médicos

5 de fevereiro de 2008


Em 2007 o Estado pagou 23 milhões só em incentivos

Quando, nos anos 90, os transplantes de órgãos em Portugal ficavam muito aquém dos números desejados, a tutela decidiu estimular os hospitais a fazer mais colheitas através de um sistema de incentivos aos médicos, sem paralelo em nenhuma outra especialidade. Mas estas operações não tem parado de crescer no País - e vão continuar a subir, até porque a lei passou a permitir o recurso a dadores vivos entre casais e amigos.

Em 2007, os transplantes chegaram aos 1330, mais 20% do que no ano anterior. O que custou ao Estado naquele ano 23 milhões de euros só em incentivos. Com os actuais números de transplantes, aquilo que antes era um estímulo pago aos profissionais para operar mais tornou-se, hoje, numa fortuna. Que o diga Eduardo Barroso, o médico da unidade de transplantação do Curry Cabral que está hoje também à frente da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST). Em Novembro do ano passado, o Curry Cabral atingiu um número recorde de 23 transplantes. E só Eduardo Barroso recebeu naquele mês 30 mil euros. Limpos.

A última actualização dos incentivos, já de 2006, determina que os hospitais recebam dos 13 mil euros (por uns rins transplantados) aos 55 mil euros (para o fígado, pulmões ou intestinos). A somar às verbas que já estão previstas nos contratos-programa.

De acordo com a legislação, estes valores são dados directamente aos hospitais, que retém uma parcela e distribuem o restante pelos profissionais envolvidos (de 40 a 80%, consoante os hospitais). Nas cinco unidades que fazem estas operações, os modelos variam (os médicos podem receber por cada transplante feito no hospital, por horas extraordinárias ou por ficarem de prevenção nas escalas. Quem faz a colheita de órgãos, também recebe uma verba extra, mas os valores são bem menores que os da transplantação.

Questionado sobre estes valores, Eduardo Barroso afirma: "Estes incentivos permitem que eu me dedique ao Serviço Nacional de Saúde com um salário semelhante ao que é praticado no privado. Porque no hospital já ganho bem, deixei a minha actividade privada. Não posso viver sem eles e não tenho vergonha de o fazer". Mas o cirurgião admite que hoje as verbas são bastantes elevadas devido ao aumento de transplantes realizados - "eu próprio acho que não era esta a finalidade dos incentivos". E acrescenta que os valores não foram inventados por si.

Até porque, como responsável pela ASST, vai propor a criação de tectos máximos para os incentivos, a partir dos quais as verbas pagas pelo Estado deixam de reverter para os médicos, principalmente os mais velhos, e passam a ser usadas apenas pelos serviços. Isto, "para corrigir eventuais exageros resultantes do aumento dos transplantes". Além disso, admite estender os incentivos a outros especialistas que até aqui não estavam contemplados nas equipas (como os internistas ou os infecciologistas). E quer também dar mais dinheiro aos serviços que fazem colheitas.

O responsável pela ASST diz mesmo que o ex-ministro Correia de Campos lhe tinha dado indicações para repensar o modelo, tendo em conta que a fórmula varia de hospital para hospital. "Enviei em Junho de 2007 uma circular a todos os hospitais pedindo informações sobre o modo como são distribuídos os incentivos". As respostas ainda estão a chegar.

Sobre os 30 mil euros que recebeu só em Novembro, responde que também "sorriu" quando viu o recibo, mas garante que "o incentivo é igual ao do seu antecessor no Hospital. A questão é mas que antes era impensável chegar aos quatro transplantes por dia".

No Curry Cabral, a distribuição dos incentivos faz-se por hierarquia e antiguidade (65% do que é atribuídos aos cirurgiões é fixo. O restante é dado pela participação nas operações). "Este modelo permite fazer tudo. Concebi-o com a anterior administração do Curry, e acabou com as verbas pagas em horas extraordinárias. E creio que é mais equitativo e menos dispendioso que outros. O pagamento por se estar de prevenção ou por horas extra não fica mais barato", refere Eduardo Barroso.

Fonte: Diário de Notícias

Ver vídeos: SIC e RTP

Ler notícia TVI

Apenas 37 mil inscritos como não dadores

2 de fevereiro de 2008

Em mais de uma década, cerca de 37 mil portugueses recusaram que os seus órgãos sejam doados para transplantes, um número que os especialistas consideram pouco expressivo e atribuem à falta de informação.

Ler notícia.

Obrigado Visitantes!

1 de fevereiro de 2008

Não há órgãos suficientes e são precisos dadores vivos

30 de janeiro de 2008

A Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST) lançou ontem um apelo aos portugueses para que sejam dadores vivos, lembrando que, de outra forma, "nunca vai haver órgãos suficientes para todos".

Ler notícias:

Transplantes com dador vivo avançam sem seguro

29 de janeiro de 2008


A polémica foi desbloqueada:

Os transplantes com dador vivo vão avançar nos hospitais actualmente autorizados, apesar de ainda não existir um seguro que proteja o dador. A Autoridade para os Serviços de Sangue e de Transplantação (ASST) enviou àquelas unidades uma circular, onde estabeleceu que a dádiva e colheita de órgãos em vida não pode ser condicionada pela existência de um seguro.


Informação do Ministério da Saúde.

Jovem muda de tipo de sangue após transplante

28 de janeiro de 2008

Uma jovem australiana surpreendeu os médicos ao mudar de tipo de sangue depois de ter sido sujeita a um transplante de fígado. É o primeiro caso do género.

Agora com 15 anos, Demi-Lee tem uma vida perfeitamente saudável, mas aos 9 teve de ser sujeita a um transplante de fígado. Recebeu-o de um dador e o organismo sofreu alterações. É óbvio o espanto dos médicos. Nove meses depois do transplante, Demi-Lee mudou de tipo de sangue e de sistema imunológico ao adoptar as características sanguíneas do dador. "O que parece ter acontecido é que as células do seu fígado foram até à medula e criaram um sistema imunitário novo", explica o médico Stephen Alexander. Uma mudança espontânea que a equipa médica do hospital pediátrico de Sydney diz não ter precedentes.

Os médicos querem agora perceber como se deu a transformação no corpo da jovem, para tentarem reproduzir o mesmo efeito noutros doentes.

Ver reportagem.

Novas terapias reduzem utilização de fármacos em transplantados

26 de janeiro de 2008

Cientistas norte-americanos descobriram dois novos tratamentos que evitam que os pacientes que fizeram transplantes necessitem de tomar medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do órgão.

O primeiro estudo, realizado pela Stanford University, envolveu um homem que recebeu um transplante de rim tendo como dador o seu irmão. Durante dois anos não recebeu medicação, tendo sido tratado com terapêuticas combinadas de anticorpos, radiações e células sanguíneas do irmão. O tratamento combinado criou uma espécie de estabilização das células imunológicas que parece ter travado o ataque ao órgão transplantado.

O segundo estudo, conduzido por uma equipa do Massachusetts General Hospital, acompanhou cinco pacientes que receberam primeiro medula óssea dos dadores e depois os respectivos rins. Um dos cinco rejeitou o rim doado, mas os restantes têm conseguido sobreviver sem necessidade de medicação, divulga o artigo.

Ler notícia (em português).

Ler resumo dos artigos (em inglês):

Artigo: Indicações Actuais para Biópsia Renal

25 de janeiro de 2008

Neste artigo são revistas as indicações actuais para realização de biópsia renal, nas diversas alterações urinárias e síndromes renais. É brevemente referido o enquadramento histórico desta técnica e a evolução das indicações para a sua realização.

Ler o artigo completo.

Fonte: Acta Médica Portuguesa

Hemodiálise: 20% dos doentes morre anualmente em Portugal

24 de janeiro de 2008

Um em cada cinco doentes insuficientes renais que fazem diálise morre todos os anos em Portugal, uma «taxa elevada» causada principalmente por problemas cardiovasculares associadas à doença, segundo a Sociedade Portuguesa de Nefrologia.

Ler notícia.

Cimeira Ibérica

22 de janeiro de 2008

A 18 e 19 de Janeiro de 2008 reuniu-se em Braga a XXIII Cimeira Luso-Espanhola, presidida pelo Primeiro Ministro do Governo português, José Sócrates, e o Presidente do Governo espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, tendo estado igualmente presentes dez ministros de cada um dos países, entre os quais os da Saúde.

Foram vários os assuntos tratados entre os dois Ministros, entre os quais a doação e o transplante de órgãos e tecidos. Correia de Campos, Ministro da Saúde de Portugal referiu que, nesta área, será aprofundada a articulação entre as organizações nacionais de transplantes de ambos os países: «Portugal já tem disponibilizado órgãos que não estão disponíveis, momentaneamente em Espanha, e vice-versa», frisou.

Ler notícia e Portal do Governo.

Petição pelo Hospital D. Estefânia

19 de janeiro de 2008

Está a decorrer no site abaixo indicado, uma petição para ser enviada contra o encerramento do Hospital D. Estefânia. A ideia não é construir um novo hospital pediátrico, mas sim juntar as nossas crianças num hospital com os demais doentes. Isto vem no decorrer da junção de vários hospitais que o governo quer fazer com o tão falado Hospital de Todos-os-Santos, em Chelas. O que eles querem fazer não é uma melhoria, mas sim um retrocesso, pois deixaremos de ter profissionais que lidam exclusivamente com crianças para ter profissionais que lidam com todo o tipo de doentes. Assim vamos ter os nossos filhos em salas de espera conjuntamente com adultos com as mais variadas doenças. Mesmo que eles digam que o novo hospital vai ter um piso só para a pediatria, mas será uma ou outra especialidade, pois quando as crianças tiverem que ir fazer um RX, umas análises, etc, vão estar em salas de espera comum. Passaremos, ao contrário de Coimbra, Porto, a ser uma cidade sem um Hospital pediátrico, para não falar do se passa lá fora.

Adira ao abaixo assinado ao Presidente da Republica Portuguesa em http://www.petitiononline.com/hde2007/petition.html

Mais informações: http://campanhapelohde.blogspot.com/

Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados em viagem

18 de janeiro de 2008

Com este post chegamos ao fim da tradução da brochura da Sociedade Americana de Transplantação. Foram abordados os seguintes temas:

Cuidados em Viagem

Viajar para países sub-desenvolvidos apresenta um risco substancial para pessoas transplantadas, especialmente durante períodos de maior imunossupressão. Assim, o paciente deverá discutir os seus planos de viagem com a equipa médica cerca de 2 meses antes da viagem propriamente dita.

Em países sub-desenvolvidos, os transplantados deverão evitar consumir:
  • água da torneira, gelo e bebidas confeccionadas com água da torneira;
  • sumos naturais de fruta;
  • leite e outros lacticínios não pasteurizados;
  • frutas e vegetais crus;
  • carne, peixe e marisco cru ou mal cozinhado;
  • ovos crus ou mal cozinhados.

Deverão, então:

  • consumir frutas e vegetais que se possam descascar;
  • consumir alimentos quentes;
  • beber bebidas engarrafadas ou enlatadas;
  • ferver a água da torneira ou desinfectá-la com iodo ou filtros portáteis.

A equipa médica poderá prescrever um antibiótico para ser levado e tomado em caso de necessidade.

Outras recomendações:

  • a profilaxia da malária deverá ser prescrita, tendo em conta diversos factores específicos da própria viagem (mais informações aqui), mas tendo também em consideração a interacção com os medicamentos que o transplantado tem que tomar. Não esquecer de levar uma quantidade suficiente de medicação, de acordo com a duração da viagem;
  • deve-se avaliar as vacinas que o transplantado já possui e administrar as necessárias. No entanto, devem-se evitar as vacinas vivas. As vacinas de rotina devem estar actualizadas. O transplantado deverá ter em atenção que, dado o seu estado imunossuprimido, as vacinas poderão ser menos ou não eficazes.
  • Os transplantados deverão estar conscientes das medidas preventivas a tomar relativamente aos perigos que pensa poder vir a correr (ex: protecção contra mosquitos e outros insectos, perigos de nadar em zonas não tratadas, etc.)
  • Discutir com a equipa médica os riscos de praticar actividades como caça, pesca, mergulho, espeleologia, etc.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

Na próxima semana iniciamos a tradução de outro brochura da mesma Associação, sobre as especificidades do transplante pediátrico.

Reportagem SIC: Deste Ser e do Outro

17 de janeiro de 2008

No dia em que o Homem pisou pela primeira vez a Lua, Portugal inscreveu o seu nome na história das transplantações de órgãos humanos. A equipa liderada pelo professor Linhares Furtado, do Hospital da Universidade de Coimbra, transplantou um rim, curiosamente, de dador vivo. No entanto, só em 1980 é publicada a Lei que autoriza a colheita de órgãos em cadáver e se inicia a prática regular da transplantação em Portugal.

Em 19/1/2006 a SIC apresentou a reportagem "Deste ser e do outro", que traça o panorama das transplantações em Portugal e dá a conhecer pessoas que "renasceram" a partir do momento em que receberam um transplante.

Ler notícia.

Ver reportagem.

Uma vez que a reportagem já tem 2 anos, existem algumas diferenças entre o que era verdade na altura e o que se passa hoje em dia. Por isso elaborámos um pequeno guia das principais diferenças, bem como alguns esclarecimentos:

  • Ao contrário do que se diz na reportagm, a lei actual já permite a doação de órgãos não regeneráveis fora dos laços de parentesco (ver post de 1/7/2007)
  • Transplante sequencial/dominó de fígado (Por razões genéticas, o fígado de algumas pessoas começa a produzir, logo após o nascimento, uma proteína em excesso. Os efeitos, contudo, só se manifestam 30 anos mais tarde. Aquilo que se faz é o seguinte: essa pessoa é sujeita a um transplante e o seu fígado é utilizado noutra. Só dali a trinta anos é que a doença se poderá manifestar. Se uma pessoa tiver 50 ou 60, digamos que o ‘novo’ fígado dura até aos 80 ou 90. - Dr. Manuel Abecassis in Correio da Manhã de 2/9/2006)
  • O Presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação já não é o Dr. Domingos Machado, mas sim o Dr. António Morais Sarmento
  • O Dr. Eduardo Barroso, para além de cirurgião no Hospital Curry Cabral, assumiu também as funções de Presidente da nova Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST).
  • A Organização Portuguesa de Transplantação, que na reportagem era representada pelo Dr. Manuel Abecassis, foi extinta em Maio de 2007, tendo sido substituída pela ASST.
  • Diz-se que em alguns países existem tribunais especiais para decidir sobre as questões relacionadas com a doação em vida. Em Portugal não existe tribunal especial, mas desde que foi publicada, a Lei nº 22/2007, foi criada a EVA, a Entidade Verificadora de Admissibilidade (EVA), que é uma estrutura que existe em todos os hospitais autorizados a fazer transplantes de dador vivo, e que tem a responsabilidade de, para além das decisões médicas já tomadas, confirmar a total legalidade da doação.
  • A EVA tem uma composição multidisciplinar e é constituída por três membros da Comissão de Ética para a Saúde (CES), que não estejam envolvidos em programas de transplantação (mais informações no Portal da Saúde).
  • Na reportagem referem-se aos critérios de atribuição de órgãos, os quais foram alterados este ano, no caso dos transplantes renais (ver post de 2/8/2007).

Coração artificial: primeiro órgão biológico feito em laboratório

15 de janeiro de 2008

Uma descoberta publicada pela Nature Medicine poderá finalmente permitir o fabrico de órgãos artificiais para transplantes. Os resultados são ainda muito preliminares, foram obtidos com corações de ratos e vão demorar anos a serem aplicados a seres humanos.

Mas as opiniões são consensuais: trata-se de uma abordagem extremamente promissora e que pode vir a gerar um dia, no laboratório, peças sobressalentes para o corpo humano, órgãos bioartificiais em tudo semelhantes aos naturais e feitos à medida de cada doente.

Todos os anos, dezenas de milhares de pessoas com insuficiência cardíaca muito grave morrem à espera de um transplante de coração. A penúria também vale para os rins e outros órgãos. Para mais, depois de um transplante cardíaco, impõe-se um tratamento vitalício com imunossupressores para evitar a rejeição, o que condena muitos doentes à diabetes, hipertensão, problemas renais, etc.

A engenharia dos tecidos não é algo novo: usa-se pele artificialmente gerada para tratar grandes queimados e estão actualmente em curso testes de bexigas artificiais fabricadas a partir das células dos doentes. Mas no artigo anteontem publicado on-line pela equipa de Doris Taylor, da Universidade do Minnesota, há pelo menos duas novidades cabais: por um lado, os corações gerados têm a arquitectura de um coração natural; por outro, batem como um coração.

"O que fizemos foi simplesmente pegar nos tijolos de construção da própria natureza para construir um novo órgão", diz Harald Ott, do Hospital Geral do Massachusetts e co-autor do estudo, citado por um comunicado da Universidade do Minnesota. "Quando vimos as primeiras contracções, ficámos sem fala.

"Em vez de tentar produzir um coração de raiz, com toda a sua intricada estrutura, utilizando somente células precursoras das células cardíacas, os investigadores aproveitaram a estrutura tridimensional cardíaca de base para construir o órgão. Utilizando corações de ratos, começaram por os despir de todas as suas células com detergentes especiais - técnica que também não é nova, chamada "descelularização". No fim desta fase, só restava dos órgãos originais um "esqueleto", uma matriz de tecido extracelular, com as suas câmaras, as suas válvulas e a sua estrutura vascular.

Órgãos-fantasma

A fase seguinte consistiu em reconstruir um coração novo com base nestes órgãos-fantasma. Para isso, recorreu-se a células cardíacas imaturas vindas de ratos recém-nascidos. Os cientistas injectaram centenas de milhões destas células dentro das matrizes vazias e introduziram os objectos bioartificiais dentro de máquinas incubadoras capazes de simular o ambiente em que um coração se desenvolveria naturalmente.

Quatro dias mais tarde, observaram as primeiras contracções; oito dias depois, os corações começaram a bombear sangue com uma potência equivalente a dois por cento de um coração de rato. Mesmo assim, uma proeza. "Quando cortamos estes no-vos corações às fatias, lá estão as células", diz Taylor, citada pelo mesmo documento. "Elas possuem uma série de marcadores cardíacos e parecem saber qual deve ser o comportamento do tecido cardíaco.

"Para os cientistas, o passo seguinte consiste em construir um coração já não com células cardíacas imaturas, mas com células estaminais - que são ainda mais primordiais e capazes de dar origem a todos os tecidos do organismo. "O nosso objectivo é utilizar as células estaminais dos doentes", diz Taylor. Extraídas, por exemplo, da medula óssea. Hoje em dia, este tipo de procedimento ainda é proibitivo em termos de custos e de tempo, mas os cientistas esperam que se torne fazível regenerar um coração à medida do doente em poucos meses.

Já vislumbram o futuro: utilizar como "andaime" corações de porco, muito semelhantes ao humano. E gerar "rins, fígados, pulmões, pâncreas". "Esperamos poder fabricá-los todos um dia", diz Taylor.

Fonte: Jornal O Público

Ver vídeo na SIC.

Press Release da Universidade de Minnesota

Artigo: Problemas do transplante renal a longo prazo

Os principais responsáveis pelos resultados mais pobres do transplante renal a longo prazo são a disfunção crónica (DC) e a morte com enxerto funcionante. O autor faz uma revisão do conceito de DC e do seu lugar na caracterização do "estado crónico do enxerto", que inclui a nefropatia crónica do transplante (NCT) e a rejeição crónica (RC).

Quando o diagnóstico destas situações não é confirmado por outros meios complementares (como por exemplo pelo exame do material de biópsia), sugere-se o uso da designação DC pois parece-nos o mais apropriado para incluir toda a patologia crónica do enxerto. DC define-se como a degradação funcional do enxerto, persistente e progressiva, causada por factores imunológicos e não-imunológicos. De entre estes factores, os principais são: a rejeição aguda, a toxicidade dos fármacos imunossupressores, a idade do dador (pediátrica ou mais avançada), o tempo de isquémia, a síndrome de isquémia-reperfusão e a infecção pelo citomegalovírus (CMV).

Conclui, salientando os principais problemas (científico-técnicos, profissionais e éticos) que se reflectem nos resultados do transplante renal de cadáver a longo-prazo e propondo algumas medidas tendentes a minorar as suas consequências.

Ler artigo completo.

Reportagens

12 de janeiro de 2008

Notícias sobre o programa de transplantação com dadores vivos do Hospital de Santa Cruz e a questão do seguro para o dador:

SIC

TVI

RTP

  • Vídeo (a partir do minuto 31)

Continuação da polémica...

Dúvidas na lei colocam doentes à espera de transplante

O Hospital de Santa Cruz tem quatro doentes à espera de um transplante por existirem dúvidas sobre a lei que regula a colheita e transplante de órgãos. Este diploma, que está em vigor há 15 anos, prevê um seguro obrigatório para o dador vivo, mas não há seguradora que o faça.

Ainda assim, a Associação Portuguesa de Seguradores rejeita responsabilidades, conforme explicou à TSF Alexandra Queirós.

«A lei que está em vigor vem na sequência de uma lei de 1993, que não define com clareza qual o tipo de seguro que se pretende que se faça. Por outro lado, não tem quaisquer requisitos quanto a esse seguro, nomeadamente, desconhece-se o valor do capital a segurar», afirmou.

No entender da responsável, era necessário regulamentar esta lei, uma vez que «a própria lei nem sequer remete para regulamentação esta matéria».

José Miguel Boquinhas, administrador do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, que inclui o Hospital de Santa Cruz, disse à TSF que «o hospital ainda não se pronunciou sobre estes casos concretos porque tem dúvidas em relação à interpretação da própria lei».

«A questão irá ser resolvida nos próximos dias, sendo que o problema em causa não é do Hospital de Santa Cruz, mas de âmbito nacional», sublinhou.

Por seu turno, o presidente da Autoridade Nacional para a Transplantação, Eduardo Barroso, disse não compreender a posição da administração do Hospital de Santa Cruz, sublinhando que «o dador vivo foi sempre feito, até ao momento, com a lei de 1993 sem estar integralmente cumprida, porque nunca se encontrou uma seguradora que quisesse fazer o tal seguro». À TSF, Eduardo Barroso disse ainda estranhar o momento em que a situação é tornada pública.

Fonte: TSF (com depoimentos em áudio do lado direito)

Falta de seguro pára transplantes de dador vivo

11 de janeiro de 2008


Os transplantes de órgãos com colheita em dador vivo estão parados no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, por não existir um seguro que proteja o dador. A lei 22/2007, que regula a colheita e transplante de órgãos, prevê que as instituições hospitalares celebrem seguros a favor do dador* [ver nota]. O hospital contactou várias companhias de seguros mas "nenhuma se disponibilizou para o fazer", diz ao DN Pedro Abecassis, director clínico do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO).

Esta norma afecta os oito hospitais autorizados a fazer a colheita de órgãos em vida. No entanto, é no Hospital de Santa Cruz que mais se fazem transplantes de órgãos com dador vivo, apurou o DN. Os transplantes pararam nesta unidade e aguardam que a situação seja desbloqueada.O cirurgião Eduardo Barroso refere que "existem dificuldades legais há 15 anos". No entanto, o presidente da Autoridade Para os Serviços de Sangue e de Transplantação (ASST) explica que "se está a tentar desbloquear a situação. Os hospitais não têm conseguido obter o seguro porque nenhuma companhia de seguros o quis fazer até hoje". José Miguel Boquinhas, presidente do Conselho de Administração do CHLO, acrescenta que "o problema tem algum tempo, mas as seguradoras não têm conseguido calcular o risco" ligado à colheita.

Cabe aos hospitais garantir a protecção ao dador, mas como tal não tem sido possível, "a ASST está a dialogar com a Associação Portuguesa de Seguradores. Estamos a tentar desbloquear o sistema. Falou-se, até, da hipótese de criar um seguro de caução", diz Barroso.

O DN tentou contactar a Associação Portuguesa de Seguradores, mas não obteve uma resposta em tempo útil. Fonte do Instituto de Seguros de Portugal afirmou, porém, que "a legislação impõe a obrigatoriedade de segurar, mas as seguradoras não são obrigadas a fazê-lo. As partes envolvidas têm de estar em acordo", frisa. Até agora, o hospital fazia cerca de "cem transplantes com dadores vivos", afirma Eduardo Barroso. Tal como as restantes unidades, fazia-o sem seguro, que já está previsto por lei desde 1993. A lei acabou, assim, por nunca ser cumprida, mas "nunca houve complicações e os doentes nunca ficaram prejudicados", diz. Parte da lei era garantida, nomeadamente o direito à assistência médica, e os dadores ficavam ainda isentos de taxas moderadoras.

Maria João Aguiar, responsável da área de colheita da ASST, espera que a "situação seja resolvida o mais rapidamente possível. Mesmo que tenhamos de esperar mais algum tempo, gostaríamos de garantir que a pessoa que é solidária seja protegida. Não podemos ignorar um direito que o dador tem".Este bloqueio afecta a dádiva de órgãos em vida a casais e amigos, doação que era barrada até à aprovação da nova lei, mas acaba por afectar a doação por familiares, que até agora era feita sem quaisquer problemas. O DN tentou contactar outros hospitais para conhecer a sua situação, mas não teve resposta.

Fonte: Diário de Notícias

*Artigo 9.º
Direito a assistência e indemnização

1—O dador tem direito a assistência médica até ao completo restabelecimento.
2—Sem prejuízo do disposto no n.º 1 do artigo 5.º, o dador tem direito a ser indemnizado pelos danos sofridos no decurso do processo de dádiva e colheita, independentemente de culpa, nomeadamente pelas despesas decorrentes da doação.
3—Cabe aos estabelecimentos referidos no n.º 1 do artigo 3.º assegurar os direitos referidos nos n.ºs 1 e 2 do presente artigo.
4—Os estabelecimentos mencionados no n.º 1 do artigo 3.º devem celebrar um contrato de seguro a favor do dador e suportar os respectivos encargos.


Comentário: Mais uma vez, inadmissível!!

Pergunta JÁ COM resposta

10 de janeiro de 2008

Ontem publicámos um post relativo à falta de resposta do Instituto de Genética Médica a um e-mail enviado por nós em Novembro de 2007. É com alguma satisfação que vos informo que, após a publicação da nossa preocupação no blog, a resposta chegou no próprio dia! Apesar de não ser a resposta que gostaríamos de receber, revela que os nossos esforços estão a ter eco.

Assim, passo a apresentar o e-mail que recebemos da Dra. Manuela Ferreira de Almeida, Assessora de Nutrição do IGM:

«Na realidade, as crianças com insuficiência renal crónica não podem beneficiar do acesso aos produtos dietéticos hipoproteicos disponíveis no Instituto de Genética Médica (IGM), pois passaram a ser comparticipados a 100%, através dos despachos 14 319/2005 2ª série de 29 de Junho de 2005 e 25 822/2005 2ª série de 15 de Dezembro de 2005, para os doentes afectados de erros congénitos do metabolismo proteico*, desde que sejam prescritos sob controlo e vigilância médica e nutricional dos centros de tratamento designados pelo referido Instituto, que só tem a responsabilidade de os disponibilizar para estes doentes.

*(Os erros congénitos do metabolismo proteico são genericamente causadas por defeitos enzimáticos nas cascatas metabólicas do metabolismo das proteínas. O tratamento destas doenças é complexo e integra em muitas delas uma abordagem nutricional, sendo a base de actuação para evitar as múltiplas consequências dos defeitos metabólicos. Esta abordagem consiste na implementação de uma dieta restrita em proteína natural e suplementada com misturas de aminoácidos restritas em um ou mais aminoácidos para os quais o doente faz toxicidade. No entanto, o restante aporte nutricional e energético fica comprometido, com repercussões severas na sua qualidade de vida e mesmo na sua sobrevivência, se não forem usados alimentos de baixo conteúdo em proteínas e, como tal, muito bem tolerados pelos doentes, sempre dentro do contexto da necessidade de uma nutrição correcta para permitir o crescimento e evitar lesões no sistema nervoso central em desenvolvimento)

Com os meus melhores cumprimentos,

Manuela Ferreira de Almeida
Assessora de Nutrição
Instituto de Genética Médica»

Pergunta sem resposta: Produtos hipoproteicos

9 de janeiro de 2008

As proteínas são nutrientes essenciais para o crescimento e reparação dos tecidos do corpo e desempenham um papel importante na luta contra as infecções. O resultado final da digestão das proteínas que ingerimos na nossa alimentação é um produto chamado ureia e substâncias ácidas. Quando os rins funcionam mal, são incapazes de as filtrar, conduzindo à sua acumulação no sangue. Assim, na doença renal é preciso limitar a ingestão de alimentos ricos em proteínas, garantindo que o organismo obtenha diariamente a quantidade de que precisa, e nas proporções adequadas, entre os tipos de proteínas existentes.

Fonte: Alimentação e IRC em Idade Pediátrica

É possível reduzir a ingestão de proteínas através de uma alteração na dieta, orientada pelo serviço de Dietética que deverá acompanhar estas crianças, mas existem também alternativas, que permitem substituir os alimentos "proibidos" ou menos aconselhados. São produtos dietéticos em forma de pão, base para pizza, massas, bolachas, leites, sobremesas, etc. (exemplo), que poderão ajudar às restrições, com menos sacrifício.

No entanto, não é fácil e nem sempre acessível financeiramente conseguir estes suplementos alimentares. O Instituto de Genética Médica, no Porto, tem como responsabilidade o fornecimento, a nível nacional, dos alimentos hipoproteicos indispensáveis à dieta dos doentes com fenilcetonúria ou outras doenças metabólicas hereditárias. O preço destes alimentos é comparticipado pelo Ministério de Saúde. Em Novembro contactámos este Instituto, no sentido de sabermos se os doentes de IRC também poderiam beneficiar do acesso a estes produtos e se, sim, se os mesmos seriam comparticipados. Infelizmente, até à data, não obtivemos qualquer resposta.

Aqui fica, de novo, a pergunta no ar:

Tomámos conhecimento que o Instituto de Genética Médica comercializa produtos dietéticos hipoproteicos, os quais poderiam ser úteis às crianças com insuficiência renal crónica, particularmente numa fase pré-diálise, em que é importante controlar o aporte proteico. Gostaríamos de saber se é possível às crianças insuficientes renais adquirirem também os produtos junto do IGM e, se sim, se os mesmos são comparticipados.

Artigo: Rim único e desporto

8 de janeiro de 2008

As opiniões médicas e a prática corrente no que respeita à participação de crianças e adolescentes com um só rim normal em desportos de contacto/colisão são muito diferenciadas.

Neste estudo a hipótese de limitar a participação em jogos de contacto, baseada apenas na presença de um único rim, não é suportada pela informação disponível. Fez-se um levantamento das recomendações dos nefrologistas pediátricos no que respeita à participação de pacientes com um só rim normal neste tipo de desportos e faz-se uma revisão da literatura para determinar a taxa de lesões renais no desporto comparativamente a outros orgãos.

A conclusão a que se chegou foi que, a maioria dos nefrologistas pediátricos proibem a participação de atletas com um único rim em desportos de contacto/colisão, particularmente no futebol. Contudo, a evidência demonstra que andar de bicicleta constitui um risco muito superior de provocar lesões no rim. Adicionalmente, as lesões renais provocadas por práticas desportivas nos rins é muito menos comum que os acidentes cerebrais, ou na espinal medula, ou mesmo que os acidentes cardiovasculares. Assim, conclui-se que restringir a participação de pacientes com um único rim normal em desportos de contacto/colisão é injustificada.

Ler Artigo (em inglês)

Taxas moderadoras

7 de janeiro de 2008

Já estamos habituados... Ano Novo, Preços Novos! Mais uma vez, na Saúde, houve aumentos nas taxas moderadoras. As taxas moderadoras das urgências sofrerarm um aumento de mais de 4%. A partir de 1/1/2008, o acesso à urgência de um hospital central passa a custar 9,20 €, mais 45 cêntimos que no ano passado, enquanto aceder à urgência de um hospital distrital passa a custar 8,20 €, com uma urgência num centro de saúde a custar 3,60 €.

Ler notícia.

No entanto, felizmente, mantêm-se as excepções à regra e, entre outros, estão isentos do pagamento das taxas moderadoras:

  • As crianças até aos 12 anos de idade, inclusive;
  • Os beneficiários de abono complementar a crianças e jovens deficientes;
  • Os insuficientes renais crónicos, diabéticos, hemofílicos, parkinsónicos, tuberculosos, doentes com sida e seropositivos, doentes do foro oncológico, doentes paramiloidósicos e com doença de Hansen, com espondilite anquilosante e esclerose múltipla;
  • Os doentes portadores de doenças crónicas, identificadas em portaria do Ministro da Saúde que, por critério médico, obriguem a consultas, exames e tratamentos frequentes e sejam potencial causa de invalidez precoce ou de significativa redução de esperança de vida;

A prova dos factos referidos nos pontos anteriores faz-se por documento emitido pelos serviços oficiais competentes.

Mais informações aqui.

Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com Animais

4 de janeiro de 2008

Risco Ocupacional

Pessoas transplantadas que trabalhem com animais (veterinários, trabalhadores de lojas de animais, agricultores, trabalhadores de matadouros ou laboratórios) devem, se possível, evitar trabalhar durante os períodos de máxima imunossupressão. Quando regressarem ao trabalho, devem minimizar a sua exposição a potenciais elementos patogéneos, utilizando precauções adequadas, que incluem a lavagem das mãos, o uso de luvas e máscaras, como indicado.

Donos de Animais de Estimação

Os transplantados devem aconselhar-se com a sua equipa médica, a qual deverá ponderar os benefícios psicológicos de possuir animais de estimação, relativamente aos potenciais riscos de transmissão de infecções.

De modo geral, os receptores de transplantes devem:

  • Evitar contacto com animais que tenham diarreia.
  • Manter os seus animais de estimação saudáveis, alimentando-os com comida que não esteja contaminada ou estragada, e recorrendo ao veterinário aos primeiros sinais de doença.
  • Lavar as mãos cuidadosamente depois de cuidar dos animais.
  • Evitar limpar gaiolas de pássaros, caixas de areia dos gatos e fezes de animais. Se isto não for possível, devem ser usadas luvas descartáveis e uma máscara cirúrgica.
  • Evitar o contacto com animais vadios.
  • Evitar arranhões de animais vadios.
  • Evitar contacto com répteis (cobras, iguanas, lagartos e tartarugas), pintainhos e patos pequenos, para diminuir o risco de infecção por Salmonella.
  • Evitar o contacto com primatas não humanos (macacos).
  • Utilizar luvas para limpar aquários.
  • Evitar adquirir animais de estimação, especialmente gatos, que tenham menos de 1 ano de idade, uma vez que estes possuem um maior risco de estar infectados.
  • Evitar mordidelas de mosquitos.
  • Os gatos podem transmitir o Toxoplasma, Cryptosporidium, a Salmonella, a Campilobacter (fezes contaminadas) e a Bartonella (pulgas e arranhões).
  • As caixas de areia dos gatos devem ser mudadas diariamente (preferencialmente não pelos transplantados), porque os ovócitos do toxoplasma demoram mais de 24h a tornarem-se infecciosos.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

Injecções subcutâneas

3 de janeiro de 2008

Uma injecção subcutânea é dada na camada adiposa (de gordura) que existe mesmo por baixo da pele. Dão-se este tipo de injecções porque existem poucos vasos sanguíneos na camada adiposa e a medicação injectada pode ser absorvida mais lentamente. No casos das crianças insuficientes renais, é frequente precisarem de injecções subcutâneas de eritropoetina e de hormona de crescimento, as quais são geralmente administradas em casa.


De seguida apresentamos os locais do corpo onde é possível administrar injecções subcutâneas:

Legenda:

  1. Braço direito

  2. Braço esquerdo

  3. Lado direito do abdómen

  4. Lado esquerdo do abdómen

  5. Nádega esquerda

  6. Nádega direita

  7. Região inferior da coxa direita

  8. Região inferior da coxa esquerda

Como dar a injecção?

  1. Lavar as mãos.

  2. Preparar a medicação.

  3. Definir o local onde se vai dar a injecção. É extremamente importante rodar os locais de injecção, pois a repetição pode causar um endurecimento do tecido adiposo, o qual vai interferir com a absorção da medicação. Não se deve injectar em áreas queimadas, inflamadas, inchadas ou com algum tipo de lesão.

  4. Uma vez que a pele é a primeira defesa do organismo contra uma infecção, deve ser previamente desinfectada, antes da injecção.

  5. Segure na seringa como se fosse um lápis ou um dardo.

  6. Faça uma prega na pele com a outra mão.

  7. Insira a agulha com um ângulo de 90º. Este ângulo é importante para garantir que a medicação entra no tecido adiposo. No entanto, em crianças ou em pessoas com uma pequena camada adiposa, poder-se-á recomendar um ângulo de 45º.

  8. Assim que a agulha estiver completamente introduzida, liberte a prega da pele.

  9. Quando terminar a injecção, retire a agulha e pressione com uma compressa. Em alguns casos é recomendado massajar ligeiramente o local da injecção, deverá informar-se com o seu médico ou enfermeiro.

Fonte: http://www.cc.nih.gov/ccc/patient_education/pepubs/subq.pdf

Próteses podem substituir funções de alguns órgãos

2 de janeiro de 2008

O IMPLANTE DE CÓCLEA (parte interna do ouvido responsável pela audição) foi desenvolvido nos anos 70. Trata-se de uma pequena prótese colocada debaixo da pele, atrás da orelha, que envia estímulos aos nervos da cóclea. O som é captado por um microfone anexado atrás da orelha, processado por um dispositivo localizado nas proximidades e enviado ao cérebro por eléctrodos. Os seus inventores trabalham agora para aperfeiçoar o implante, incluindo a obtenção de uma aproximação entre os eléctrodos e a parte da cóclea que precisa ser estimulada. Eles também querem encontrar uma forma de medir a actividade do nervo da audição nas proximidades de cada eléctrodo, para que o dispositivo possa ser mais preciso.

FÍGADO - Cientistas trabalham em dois tipos de fígado artificial: um dispositivo externo, semelhante a uma máquina de diálise do rim; e um "novo" fígado desenvolvido a partir de células estaminais. Nos Estados Unidos, pesquisadores utilizam células dos fígados de porcos para desintoxicar o sangue humano. Esse método pode ser usado para manter pacientes vivos enquanto aguardam o transplante. No ano passado, no Reino Unido, cientistas da Universidade de Newcastle montaram secções para estudar o desenvolvimento de fígados a partir das células estaminais do cordão umbilical.

ESTÔMAGO - Ainda não existe um estômago artificial para humanos, contudo os cientistas do Institute for Food Research, na Noruega, já fizeram o primeiro protótipo, utilizado para pesquisas. O dispositivo consiste numa câmara, imitando o órgão humano, que liberta ácido digestivo e enzimas. Para estudos, os cientistas "alimentam" o estômago com comida e observam como o conteúdo é digerido e absorvido. A ideia é entender melhor o processo, que pode auxiliar no planeamento de comidas e dietas.

RINS - O rim é o órgão responsável pela diálise - remoção de toxinas do sangue. Quando falha, o sangue deve ser drenado do corpo para passar por uma máquina de diálise. Os cientistas trabalham para fazer um dispositivo compacto o suficiente para ser implantado no corpo. Pesquisadores da Universidade de Michigan trabalham em novos sistemas de filtro, ao controlar precisamente o tamanho e o formato dos poros e membranas pelas quais o sangue é filtrado.

Mais informações aqui.

PELE - A pele artificial é usada para reparar casos de lesões sérias, como queimaduras de alto grau, em que não resta pele suficiente para se realizar enxertos. A pele artificial consiste numa camada flexível de silicone e uma camada interna feita de colagéneo e cartilagem de tubarão - essa combinação dificilmente é rejeitada pelo organismo humano. Actualmente, pesquisadores trabalham para incluir factores de crescimento nas peles artificiais para facilitar a cura do órgão.

CÉREBRO - Na Universidade do Sudeste da Califórnia (EUA), a equipa do professor Theodore Berger mostrou que é possível que um chip de silicone "converse" com um cérebro de mamífero. É provável que este meio artificial possa substituir áreas danificadas por meio do implante de um microprocessador que possa receber e processar os pulsos nervosos. Desse modo, o dispositivo poderia "reparar" os cérebros das pessoas que têm Alzheimer ou outros danos.

OLHOS - Nos Estados Unidos, o Projecto de Retina Artificial visa desenvolver um "olho biónico" - miniatura de uma câmara com um chip de computador e um pequeno implante atrás da orelha conectado a um arranjo de eléctrodos anexados às células da retina. A imagem é capturada pela câmara, a informação é convertida em sinais electrónicos que passam para eléctrodos na retina, de onde viajam via nervo óptico para o cérebro. O protótipo actual tem 16 eléctrodos e está em fase de testes.

SANGUE - Há décadas que os cientistas tentam fazer um composto que substitua o sangue. Duas maneiras que se aproximam da desejada: uma é usar a molécula transportadora de oxigénio, hemoglobina, encontrada nas células de sangue vermelhas; a outra seria usar um composto químico que transporta oxigénio, como o perfluorocarbono. Hemoglobinas puras são difíceis de usar porque elas causam complicações nos rins, a menos que sejam encapsuladas. Pesquisadores da Universidade de Sheffield dão prioridade nos estudos para a porção de hemoglobina que carrega o oxigénio, chamada de porfirina.

PULMÃO - O "pulmão artificial" foi desenvolvido há cinco anos e consiste num maço de fibras poliméricas finas e ocas. O sangue do paciente é desviado para fora do corpo, correndo pelas fibras, que absorvem oxigénio e retiram o dióxido de carbono. Os dispositivos ainda são ineficientes e precisam de muito sangue para funcionar. Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh mostraram que, se as fibras são cobertas por enzimas, o dispositivo pode ser muito mais eficiente, reduzindo a coagulação e inflamação. Pulmões artificiais, do tamanho de um CD, já são utilizados em situações de emergência.

Fonte: http://www.rondoniaovivo.com/exibenot0.php?id=35396

Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com a alimentação

21 de dezembro de 2007

A maior parte das seguintes recomendações aplicam-se igualmente à população em geral. No entanto, nunca é demais relembrar que os transplantados deverão:

  • evitar beber ou comer comida confeccionada com leite ou sumos não pasteurizados.
  • evitar comer ovos crus ou mal cozidos, incluindo comidas que contêm ovos crus (ex: massa de bolos, maionese, mousses, determinados molhos, etc.).

  • evitar comer carne ou peixe cru ou mal cozido.

  • evitar todos os mariscos crus ou mal cozidos (ostras, amêijoas, berbigão, etc.).
  • evitar contaminações cruzadas enquanto se preparam os alimentos (por exemplo, separando os alimentos cozinhados dos crus; utilizando tábuas separadas ou bem limpas).

  • evitar queijos frescos (Feta, Brie, Camembert) ou queijos confeccionados com leite não pasteurizado.
  • descascar ou lavar bem frutas e vegetais.

  • evitar restaurantes de fast-food e buffets de saladas.

  • evitar consumir cachorros quentes, ou então garantir que estão bem cozinhados.
  • sempre que se consumirem sobras de alimentos previamente cozinhados, estas devem ser bem reaquecidas.
  • ter em atenção os alimentos consumidos em piqueniques ou outro tipo de situações, que possam ter estado bastante tempo à temperatura ambiente.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

Pode ajudar?

20 de dezembro de 2007

Numa época propícia a ajudar os outros, resolvemos divulgar mais um pedido de ajuda, desta vez da Cercitop.

A Cercitop é uma instituição de solidariedade social sem fins lucrativos com 8 anos de existência e encontra-se implementada no Concelho de Sintra. Actualmente atende um total aproximado de 370 utentes em diversas valências que vão desde o acompanhamento de crianças com necessidades ao nível do seu desenvolvimento global passando pelo apoio à população jovem e adulta com deficiência mental, motora e sensorial em diversos centros e ainda o apoio a idosos no seu domicílio.

O trabalho que desenvolve tem sido reconhecido pelas diversas entidades oficiais com que trabalha, bem como por instituições congéneres e pela população em geral, destacando a atribuição da medalha de ouro de mérito municipal pela Câmara Municipal de Sintra.

De entre diversos projectos que a CERCITOP tem para desenvolver, aquele que necessita de uma concretização mais urgente, é a construção de um Lar para 20 jovens e adultos com deficiência mental, dada a falta de equipamentos deste género, quer ao nível do concelho, quer ao nível do país.

Para tal, necessitam neste momento de apoio financeiro (que poderá ser dedutível de acordo com a lei do Mecenato no IRS e IRC) para ajudar à sua construção e/ou de apoio ao nível de equipamentos para apetrechar este e outros espaços que a instituição pretende abrir.

Quem estiver interessado, pode visitar a instituição para poder observar de perto o trabalho que desenvolve, o qual poderá ser visto de forma mais sucinta através do sítio na Internet em http://www.cercitop.org/.

Cartão Europeu de Seguro de Doença

19 de dezembro de 2007



Se vai viajar na União Europeia, Espaço Económico Europeu ou Suíça, faça-se acompanhar do Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD).

O que é?
O CESD é um documento que assegura a prestação de cuidados de saúde quando beneficiários de um sistema de segurança social de um dos Estados da União Europeia, Espaço Económico Europeu ou Suíça se deslocam temporariamente neste espaço.

Para que serve?
Para assegurar ao titular do Cartão a concessão dos cuidados médicos que se tornem clinicamente necessários durante uma estada no território de outro Estado, tendo em conta a natureza das prestações a conceder e a duração prevista da estada.

Como e onde posso obter?
Solicitando-o, conforme o Sistema de que o segurado dependa:

Em Portugal Continental
  • junto do Centro Distrital de Segurança Social da sua área de residência ou para onde são canalizadas as suas contribuições (ou Caixa de Previdência), seus Serviços Locais e Lojas do Cidadão. Se se encontrar acidentalmente na área de outro Centro Distrital pode dirigir-se a este para obter o Cartão.

Nas Regiões Autónomas

  • dos Açores, junto dos serviços dos Centros de Prestações Pecuniárias

  • da Madeira, nos serviços do Centro de Segurança Social.
Ou junto do subsistema de saúde em que o segurado se encontra inscrito, no caso de tal subsistema ter aderido à protecção em causa.

Mais informações aqui.

Obrigado à Susana Carinhas pela colaboração!

Alternativa à diálise para breve?

18 de dezembro de 2007

PROTÓTIPO DO WEARABLE ARTIFICIAL KIDNEY

A Xcorporeal Inc., uma empresa americana, anunciou resultados promissores relativamente à utilização de um novo aparelho, o Wearable Artificial Kidney, o qual poderá no futuro substituir as sessões de hemodiálise de forma ambulatória, conferindo maior independência aos pacientes.

Ler notícia (em Inglês).

Colo do útero: Vacina gratuita para raparigas de 13 anos

15 de dezembro de 2007

No dia 11/12 foi anunciado, através do ministro da Saúde, que a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) irá ser gratuita para as jovens com 13 anos de idade, uma medida que veio representar uma óptima notícia para a saúde pública e das mulheres, segundo Luís Graça, presidente do colégio de especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos."Tecnicamente, é uma decisão correcta que deverá conduzir às redução de dois terços do cancro do colo do útero em Portugal", afirmou.

Ler notícia.

Mais uma vez, obrigado à Susana Carinhas pela colaboração!

Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com a água

14 de dezembro de 2007

Existe muito pouca informação no que respeita ao risco e à Epidemiologia da Criptosporidiose entre os receptores de órgãos. Embora não seja uma infecção muito comum nesta população, a criptosporidiose pode causar diarreia crónica e grave em hospedeiros imunocomprometidos, particularmente nos que recebem corticosteróides. Assim, será prudente que os transplantados diminuam a sua exposição a este agente patógeneo, tomando as seguintes precauções:
  • A água municipal (mesmo se tratada) pode não ser completamente livre deste elemento patógeneo. Contudo, não existe informação que suporte uma recomendação que toda a água deva ser evitada a não ser que as autoridades emitam um parecer de que a água deve ser fervida. Nestas circunstâncias, de modo a eliminar completamente o risco de contaminação por Cryptosporidium, deve beber-se apenas água que tenha sido fervida durante pelo menos um minuto. Além do mais, devemos ter em conta que o gelo e as bebidas de máquina que são servidas em restaurantes, bares, teatros, eventos desportivos, etc. são preparados com água corrente.

  • As pessoas que pretendam adoptar outras medidas adicionais para reduzir o seu risco de criptosporidiose derivada da água devem ter em conta que a única forma de o fazer é ferver a água durante pelo menos um minuto. Filtros de uso pessoal e/ou água engarrafada podem ser boas alternativas a ferver a água, mas deve ter-se o cuidado de utilizar filtros muito finos e de utilizar água engarrafada de boa qualidade.

  • Deve-se evitar consumir água proveniente de poços, sejam privados ou públicos, em áreas onde não seja verificado frequentemente a presença de patógeneos bacterianos.

  • Os transplantados não devem beber água directamente de lagos ou rios devido ao risco de criptosporidiose, giardíase e patógeneos bacterianos.

  • As infecções derivadas da água podem também surgir através da ingestão de água durante actividades recreativas, tais como, nadar em lagos, rios ou piscinas, ou em parques aquáticos. Os transplantados devem evitar nadar em águas possivelmente contaminadas com vestígios humanos ou animais, e devem evitar engolir água enquanto nadam.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

HUC iniciam transplante simultâneo de rim e pâncreas

12 de dezembro de 2007

Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) vão iniciar, no primeiro semestre de 2008, o transplante simultâneo de rim e pâncreas, revelou hoje à Agência Lusa o director do Serviço de Urologia e Transplantação Renal.

Ler notícia.

Despacho nº 26 951/2007 - Regulamentação do Transplante por Dadores Vivos

11 de dezembro de 2007

Na sequência do nosso post de 24/11, temos o prazer de informar que o despacho que regulamenta que a dádiva e a colheita de órgãos em vida fica dependente de um parecer vinculativo e escrito da Entidade de Verificação da Admissibilidade da Colheita para Transplante (EVA) foi finalmente publicado no Diário da República de 26/11/2007!

Ler Despacho.

Transplantes e Rejeição - A Doença Graft vs. Host

10 de dezembro de 2007

Encontrámos este trabalho realizado por um grupo de alunos da Universidade de Évora no ano de 2002/2003, sob a coordenação do Prof. Carlos Sinogas, sobre a Doença Graft vs. Host.

Um excerto da Introdução:

«A acção do sistema imunitário na rejeição de tecidos transplantados continua a ser um sério impedimento ao sucesso desta intervenção médica. O sistema imunitário desenvolveu elaborados e eficazes mecanismos para proteger o organismo do ataque de agentes externos e esses mesmos mecanismos provocam a rejeição do transplante de qualquer indivíduo que não seja geneticamente idêntico ao receptor. Ao longo deste trabalho iremos tentar elucidar e perceber alguns destes mecanismos. Iremos abordar também um caso específico de rejeição de transplantes onde o rejeitado é o hospedeiro, que é reconhecido pelo tecido transplantado como non-self. Esta reacção é conhecida como Graft vs. Host.»

Ler trabalho.

Inglaterra e País de Gales estudam Lei para doação de rins com consentimento presumido

8 de dezembro de 2007

Tal como dissemos neste post, desde 1993 que a Legislação Portuguesa assenta no conceito de doação através do consentimento presumido, significando que qualquer pessoa adquire o estatuto de dador a partir do momento em que nasce. Para que alguém se torne não dador, terá que por iniciativa própria, ou através de alguém de direito que o represente (pais, no caso de menores) submeter ao Registo Nacional de Não Dadores os impressos próprios para objecção à colheita de órgãos.

No entanto, em muitos outros países a doação post-mortem funciona de forma exactamente oposta, isto é, assenta no conceito de doação por consentimento informado, ou seja, quem pretender doar os seus órgãos após a sua morte, terá que tomar a iniciativa de registar essa sua vontade. Aqui encontra um estudo onde se comparam as taxas de doação por países, conforme vigorem as leis do consentimento informado ou presumido.

Em Inglaterra e no País de Gales está a agora a ser estudada a hipótese de alterar a Lei actualmente vigente, que é de consentimento informado, passado para o conceito de consentimento presumido, tal como em Portugal. Esta alteração prende-se com a necessidade de arranjar soluções para a falta de órgãos, reduzindo o tempo de espera para um transplante.

Ler notícia.

Ler proposta de lei.

Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Prevenção de Infecções Respiratórias

7 de dezembro de 2007

Os micróbios responsáveis pelas infecções respiratórias são transmitidos pela inalação de organismos aerossolizados ou pelo contacto directo de mãos contaminadas com as membranas mucosas. Assim, podemos reduzir a transmissão de agentes patogéneos através das seguintes medidas:

  • Lavagem frequente e completa das mãos, principalmente antes de tocar as membranas mucosas (nariz, boca, ouvidos, órgãos genitais, ânus, ...)
  • Evitar um contacto próximo com pessoas com doenças respiratórias. Se o contacto for inevitável, idealmente ambas as pessoas deverão utilizar uma máscara cirúrgica.
  • Evitar áreas com muitas pessoas, como centros comerciais, metropolitano, elevadores, onde é provável um contacto próximo com pessoas com doenças respiratórias.
  • Evitar fumar. Fumar e a exposição passiva ao fumo de tabaco são factores de risco para infecções bacterianas e infecções virais.
  • Evitar a exposição a pessoas que tenham tuberculose activa e evitar realizar actividades ocupacionais que aumentem o risco de exposição à tuberculose, como cadeias/prisões, abrigos sociais ou equipamentos de saúde (hospitais, centros de saúde, clínicas, etc.)
  • Evitar permanecer em ambientes de construção, excavação ou outros que possuam bastantes poeiras, sujeitos à presença de bactérias como Aspergillus.
  • Deve-se evitar jardinagem/agricultura durante o primeiro ano após o transplante. Se for inevitável, o paciente deverá utilizar uma máscara.
  • Evitar o contacto com os dejectos de pombos ou outras aves e com galinheiros, pois podem ser uma fonte de infecções fungais (Cryptococcus, Histoplasma, Coccidioides)

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

  • Dadores vivos revelam elevados índices de satisfação e problemas de saúde mínimos

    5 de dezembro de 2007

    De acordo com um estudo efectuado a mais de 300 pessoas, e publicado no Jornal Britânico de Urologia - Internacional (BJU International), os dadores vivos de rim apresentam problemas de saúde mínimos e 90% deles encorajaria outras pessoas a tornarem-se dadoras se algum familiar ou amigo necessitasse de um transplante.

    Uma equipa de investigadores do Egipto, onde as doações em vida são actualmente a única opção legal, levaram a cabo uma avaliação detalhada de 339 pacientes. Incluiram na investigação pacientes que haviam doado um rim entre 1976 e 2001.

    "Os dadores vivos continuam a ser a principal opção nos países em vias de desenvolvimento, onde as doações de cadáver ainda têm grande margem de evolução, devido à falta de infraestruturas ou à implementação do critério legal de morte cerebral", explica o investigador responsável, Dr. Amgad E. El-Agroudy do centro de Nefrologia e Urologia da Universidade Mansoura.

    "Mesmo nos países em vias de desenvolvimento, a crescente procura de rins resultou num aumento rápido do número de dadores vivos utilizados, o que conduz a uma maior preocupação com os riscos envolvidos no procedimento e com as suas consequências a longo prazo".

    Todas as pessoas que participaram no estudo foram sujeitas a exames físicos e psicológicos extensos, o que incluía uma bateria completa de análises laboratoriais e um historial médico detalhado. Quaisquer problemas médicos foram comparados com as tabelas de saúde para a população em geral.

    Os investigadores verificaram que os dadores vivos estudados tinham uma boa função renal e que, tendencialmente, apresentavam uma menor incidência de hipertensão, diabetes e doenças coronárias, relativamente à população egípcia em geral. Contudo, os investigadores salientam que os dadores tinham obrigatoriamente de possuir uma boa saúde de modo geral para poderem doar o rim, pelo que isto condiciona estes resultados.

    90% dos dadores afirmaram que voltariam a tomar a mesma decisão se um familiar ou companheiro precisasse de um rim e que encorajariam fortemente outros a tornarem-se dadores.

    47% dos dadores tiveram 65 bebés, incluindo 25 que tiveram um bebé pela primeira vez depois da cirurgia.

    No Egipto realizam-se cerca de 1200 transplantes por ano com dador vivo, onde a incidência da doença renal terminal é de 200 pessoas por milhão de habitante.

    No presente estudo, quase ⅔ dos dadores (62%) eram mulheres e a amostra incluía pessoas que tinham doado entre 5 e 30 anos antes, com um tempo médio de seguimento de 11 anos.

    60% dos dadores trabalhavam no momento da doação e 67% tinham rendimentos moderados. Nenhum relatou ter perdido o emprego como consequência da doação e apenas uma pessoa referiu que a cirurgia ter-lhe-ia trazido problemas financeiros.

    "A nossa conclusão é que a doação de um rim em vida é um procedimento seguro com complicações mínimas a longo prazo", refere o Dr. El-Agroudy. "De um modo geral, a função renal mantém-se boa depois de se retirar um rim e a satisfação do dador é consistente".

    É importante referir que todos os dadores eram companheiros, cônjuges, ou familiares dos pacientes a quem doaram o seu rim.

    "Acreditamos que é fundamental assegurar a assistência médica futura dos dadores, pelo que gostaríamos de ver estabelecidos programas de seguimento dos dadores em todos os centros de transplante, tal como temos no nosso, de forma a monitorizar a sua evolução."


    Referência do Jornal: Long-term follow-up of living kidney donors: a longitudinal study. El-Agroudy et al. BJU International.100, p1351-1355. (Dezembro 2007).



    Fonte: ScienceDaily

    O papel dos rins no crescimento

    4 de dezembro de 2007

    Os rins têm um papel importante no crescimento. Para além de removerem os desperdícios e os líquidos em excesso do sangue, os rins produzem hormonas que promovem a produção de glóbulos vermelhos. Os rins também ajudam a regular a quantidade e a interacção dos nutrientes provenientes da alimentação, incluindo minerais como cálcio, fósforo e vitamina D, os quais são necessários para o crescimento. Por último, os rins têm também um papel no metabolismo da hormona de crescimento, também designada por somatropina.

    O cálcio e a vitamina D são essenciais para o normal crescimento ósseo. Os rins transformam a vitamina D numa hormona activa chamada calcitriol, que ajuda os ossos a absorver a quantidade necessária de cálcio. Se os rins estão danificados, os ossos não recebem o cálcio que necessitam, seja porque os rins não transformam a vitamina D em calcitriol, ou seja porque deixam acumular demasiado fósforo no sangue. O fósforo em excesso atrai o cálcio para o sangue e bloqueia a absorção por parte dos ossos. Para evitar isto, o médico poderá recomendar que se evitem alimentos com elevado teor de fósforo, como o leite e outros lacticínios, carne e peixe, brócolos, ervilhas e feijão. Também poderá ser necessário tomar uma forma sintética de calcitriol ou de uma vitamina D semelhante. Para além de limitar a ingestão de fósforo, o médico poderá recomendar um bloqueador de fósforo. Este medicamento faz com que o intestino absorva o fósforo, eliminando-o com as fezes.

    Quando se verifica que a criança demonstra dificuldades de crescimento, o médico poderá prescrever injecções de hormona de crescimento humana. Muitos estudos sugerem que a hormona de crescimento estimula o crescimento em crianças com doenças renais crónicas ou sujeitas a diálise/transplante renal. Apesar de subsistirem ainda algumas dúvidas, a grande maioria dos nefrologistas pediátricos concorda que o recurso à hormona de crescimento foi um grande avanço na sua capacidade para tratar crianças pequenas com doença renal crónica.

    Fonte: National Kidney and Urologic Diseases Information Clearinghouse

    Obtidas células estaminais sem recurso a embriões

    3 de dezembro de 2007

    Foi descoberta uma maneira de obter células estaminais sem recurso a clonagem nem embriões, mas com as mesmas potencialidades. Tudo feito a partir de células humanas da pele.

    A divulgação de duas equipas distintas surge em edições on-line de revistas especializadas (a "Science" e a "Cell") e está a gerar grande furor no mundo científico. É que, sem obstáculos de ordem ética, há agora uma forma de avançar na pesquisa de fabrico de tecidos que podem ser muito úteis na criação de órgãos humanos simples e no tratamento de doenças neurológicas.

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    Eduardo Barroso e os Transplantes

    1 de dezembro de 2007

    Excerto de entrevista com Eduardo Barroso, publicada na revista Gestão Hospitalar, edição n.º 31 de 2007.

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    Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Prevenção de Infecções por Contacto Directo

    30 de novembro de 2007

    A maioria dos organismos são adquiridos através do contacto directo (transportamo-los nas mãos) ou por inalação. Nunca é demais realçar a importância da lavagem frequente e cuidada das mãos como forma de prevenir as infecções que são transmitidas por contacto directo.
    As mãos devem ser lavadas, preferencialmente, com um sabão anti-microbiano e água. Uma solução desinfectante pode também ser uma forma de manter as mãos limpas.

    Devem ser utilizadas luvas sempre que se pegue em materiais potencialmente contaminados, tais como terra, musgo ou mesmo estrume de animais. O andar descalço deve ser evitado.

    Quando fizer jardinagem, qualquer tipo de cultivo, ou quando estiver em parques ou áreas arborizadas deve usar sapatos, meias, calças compridas e camisolas de manga comprida.

    No Verão, e em zonas de possível transmissão, deve aplicar-se um repelente de insectos e evitar as exposições ao ar livre ao anoitecer, por forma a evitar a exposição ao vírus do Nilo.

    As mãos devem ser lavadas (mesmo depois do uso de luvas), sempre que:

    • Antes de preparar comida e antes de comer;

    • Antes e depois de tocar em feridas (quer use luvas ou não);

    • Antes de tocar em membranas mucosas;

    • Depois de tocar em animais;

    • Depois de jardinar, tocar em plantas ou terra;

    • Depois de mudar fraldas;

    • Depois de tocar em secreções e excreções;

    • Depois de tocar em coisas que tenham estado em contacto com fezes humanas ou de animais (ex: bacios, camas sujas, sanitas, caixotes do lixo).

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

    Comissão Europeia aprova medicamento para cancro do rim avançado

    29 de novembro de 2007

    A Comissão Europeia autorizou a comercialização do Torisel (temsirolimus), da Wyeth, como tratamento de primeira linha para pacientes com carcinoma de células renais em estado avançado que apresentam, pelo menos, três de seis factores de risco. A companhia acrescentou que o tratamento é o único fármaco oncológico aprovado que inibe especificamente a quinase mTOR (alvo da rapamicina), um importante regulador da proliferação, crescimento e sobrevivência das células.

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    Nova vacina experimental contra a hipertensão

    28 de novembro de 2007

    A CYT006-AngQb, nome provisório de uma imunização em fase de estudo por uma equipa de investigadores do Hospital Universitário do Cantão de Vaud, na Suíça, para a companhia biofarmacêutica Cytos Biotechnology, que acaba de ser apresentada nos Estados Unidos, assume-se como uma nova esperança no combate à hipertensão, podendo vir a ser, num futuro mais ou menos próximo, a primeira vacina para aquela doença. Nesta fase experimental a vacina foi bem tolerada pelo organismo e os efeitos secundários foram muito poucos.

    A hipertensão é sem dúvida uma das doenças mais prevalentes dos países desenvolvidos e Portugal não é excepção. Estima-se que 42% da população portuguesa seja hipertensa. Sabemos também que a hipertensão está muitas vezes associada à doença renal, pelo que o advento de uma vacina que impeça ou minimize a prevalência da hipertensão assume contornos de extrema utilidade.

    Aquela que poderá vir a ser a primeira vacina do género actua sobre a angiotensina II, hormona responsável pela subida da tensão, a mesma sobre a qual actuam alguns medicamentos já disponíveis no mercado. A CYT006-AngQb impede que a angiotensina I se transforme em II. Os autores do estudo desenharam o fármaco a partir de partículas em forma de vírus, ainda que sem a sua capacidade infecciosa, destinados a provocar uma resposta do organismo contra a hormona hipertensora.

    No entanto, os responsáveis adiantam que são necessários mais estudos e pelo menos cinco anos até que um medicamento como este tenha a necessária autorização de introdução no mercado.

    Leia mais em:

    Farmacia.com.pt

    Correio da Manhã

    Portugal e Espanha acertam troca de órgãos

    27 de novembro de 2007

    Base ibérica de colheita e transplantes é um dos objectivos dos dois países. Portugal e Espanha vão estabelecer um acordo para facilitar a colheita e transplante de órgãos e tecidos.

    Os dois países, que decidiram realizar reuniões regulares para pôr em prática protocolos já assinados nas cimeiras (como a de Badajoz em 2006), "já tinham uma base de colaboração, informal a nível da colheita e transplante e órgãos", explica a Alta Comissária da Saúde, Dra. Maria do Céu Machado. Este entendimento poderá agora criar uma "espécie de base de transplantes ibérica".

    Ler notícia.

    Transplantes: 8 hospitais autorizados a colher órgãos em vida

    24 de novembro de 2007

    Tal como tínhamos referido a 7/11, apesar de ter sido publicada uma lei em Junho que permitia a doação de órgãos em vida fora do círculo familiar mais restrito, esta mesma lei ainda não tinha sido regulamentada, pelo que não estava a ser aplicada.

    No entanto, coincidência ou não, um despacho assinado a 9/11 pelo Ministro da Saúde, que já seguiu para publicação em Diário da República, consagra que a dádiva e a colheita de órgãos em vida fica dependente de um parecer vinculativo e escrito da Entidade de Verificação da Admissibilidade da Colheita para Transplante (EVA). Segundo o despacho, esta entidade é criada em oito hospitais portugueses onde se poderá realizar a colheita em dadores vivos: Garcia de Orta (Almada), Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Hospital de Santa Maria (Lisboa), Hospital de Santo António e de São João (no Porto), Hospitais da Universidade de Coimbra, Curry Cabral e Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa (Lisboa).

    A emissão de parecer é solicitada à EVA pelo responsável da unidade de transplantação, que propõe o par dador-receptor para a colheita e transplantação. Os membros desta entidade ficam obrigados a manter «absoluto sigilo e confidencialidade» quanto aos assuntos que apreciem ou de que tomem conhecimento, mesmo depois de cessarem funções, estabelece o despacho do ministro da Saúde. A EVA será constituída por três membros da Comissão de Ética para a Saúde que não estejam envolvidos em programas de transplantação e caberá ao conselho de administração de cada unidade hospitalar homologar a composição da entidade. Este organismo deverá ainda garantir que as doações são altruístas, já que ninguém pode receber pela doação, e que não há comércio de órgãos.

    O consentimento de quem dá e recebe um órgão colhido em vida tem de ser prestado perante um médico designado pelo director clínico da unidade hospitalar que faz a recolha e outro médico da mesma unidade que não pertença à equipa de transplante.

    Ficamos, então, à espera da publicação em Diário da República!

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    Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Introdução

    23 de novembro de 2007

    Iniciamos hoje a tradução de uma brochura muito completa da Sociedade Americana de Transplantação (AST). Como é muito grande, vamos dividi-la por partes. Hoje começamos, obviamente, pela Introdução:

    «O risco de infecção após o transplante de um órgão é determinado pelo estado de imunossupressão do receptor, pela sua exposição a agentes epidemiológicos e pelas consequências de procedimentos invasivos a que o receptor possa ser submetido.

    Os receptores de um transplante correm o risco de desenvolverem uma infecção a partir de organismos endógenos que são reactivados durante uma fase de excessiva imunossupressão. Também podem desenvolver infecções oportunistas com organismos adquiridos de forma exógena, se estiverem expostos a um inoculante elevado (vacina) ou a micróbios particularmente virulentos, mesmo durante fases de imunossupressão mínima ou de manutenção.

    Há várias medidas que podem ser tomadas para reduzir a exposição epidemiológica no hospital e na comunidade, e os receptores de um transplante deverão receber instruções sobre formas de minimizar as infecções.

    Os receptores de órgãos correm maior risco de contraírem uma infecção durante os primeiros 6 meses após o transplante e em qualquer altura em que a medicação imunossupressora tenha que ser aumentada, para reagir a episódios de rejeição. Também o tipo de imunossupressor utilizado é importante para determinar o risco de infecção. Por exemplo, os corticoesteróides aumentam o risco de contracção de infecções por fungos como Aspergillus, Coccidioides e Candida, enquanto que as terapias antilinfócito (OKT3, globulina antitimócito) estão associadas com a reactivação do Citomegalovírus (CMV).»

    Todas as sextas-feiras traremos mais uma parte da brochura. Estes são os temas que serão abordados:

    1. Prevenção de infecções por contacto directo
    2. Prevenção de infecções respiratórias
    3. Cuidados com a água
    4. Cuidados com a alimentação
    5. Cuidados com animais
    6. Cuidados em viagem

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

    Apenas 30% dos hospitais portugueses tem nutricionista

    22 de novembro de 2007

    Em Portugal, dos 87 hospitais públicos apenas 27 contam com nutricionistas, segundo dados da Associação Portuguesa de Nutricionistas.


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    Sabia que... Os rins têm muitas funções?

    21 de novembro de 2007

    Toda a gente saberá do senso comum que os rins têm como principal função eliminar as toxinas e os líquidos em excesso do nosso organismo. Mas não só... Para que servem, então, os rins?

    1. Eliminar substâncias tóxicas oriundas do metabolismo, como por exemplo, a ureia e creatinina.
      O sangue entra nos rins através da artéria renal. Uma vez que o sangue chega aos rins, as toxinas são filtradas para a urina. O sangue limpo volta ao coração por uma veia renal.

    2. Produção de hormonas:
      Eritropoetina, que ajuda da maturação dos glóbulos vermelhos do sangue e da medula óssea. A falta desta hormona pode causar anemia.
      Renina, que juntamente com a Aldosterona, controla o volume de líquidos e a tensão arterial.
      Activação da Vitamina D, que regula a concentração de cálcio e fósforo no sangue, a qual afecta a formação dos ossos.
    3. Manter o equilíbrio de electrólitos no corpo humano, tais como: sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, bicarbonato, hidrogénio, cloro e outras.

    4. Regular o equilíbrio ácido-básico, mantendo constante o pH sanguíneo.

    5. Regular a osmolaridade e volume de líquido corporal, eliminando o excesso de água do organismo;

    6. Excreção de substâncias exógenas, como por exemplo medicações e antibióticos;

    7. Produção de urina, para exercer suas funções excretórias.

    Saiba mais:


    Relatório da OCDE

    20 de novembro de 2007

    O relatório da OCDE ‘Panorama da Saúde 2007’, divulgado a semana passada, compara dados de saúde dos vários países da organização, relativos a 2005.

    Relativamente à saúde Renal, e tendo em conta os dois tipos de tratamentos disponíveis para a Insuficiência renal crónica (IRC), nomeadamente, a Diálise e o Transplante, verificou-se que a percentagem de pessoas tratadas com IRC aumentou a uma taxa superior a 6% ao ano, em média, no conjunto dos países da OCDE ao longo das duas últimas décadas (1985-2005). Portugal é o terceiro país com maior taxa de tratamentos em doentes com insuficiência renal e foi o que apresentou a maior taxa de crescimento na diálise e transplantes renais desde 1985.

    Se analisarmos o tipo de tratamento fornecido aos insuficientes renais, a proporção de pessoas em diálise é muito maior no Japão, contrariamente aos EUA. Em todos os países verificou-se um grande aumento no nº de doentes em diálise nos últimos 20 anos. Por outro lado, a prevalência de pessoas com um rim transplantado, funcionante, tem aumentado de forma regular em todos os países durante o período estudado. A média da OCDE passou de 8 para 32 pessoas com um rim funcionante por cada 100 000 habitantes, entre 1985 e 2005. Em 2005, os EUA seguidos da Aústria, Finlândia, Espanha e França, reportaram a maior taxa, com mais de 40 pessoas com um rim transplanado funcionante por cada 100 000 habitantes.


    Ler relatório (em Inglês)


    Ver notícia.

    A Holanda estuda a hipótese de compensar financeiramente os dadores de rim

    19 de novembro de 2007

    O Ministro da Saúde da Holanda, Ab Klink, está a considerar a hipótese de oferecer um seguro de saúde gratuito a quem doar um rim para transplante, como forma de incentivar a doação em vida. Esta iniciativa insere-se numa estratégia mais alargada que tem como objectivo aumentar a doação de órgãos.

    Na Holanda uma pessoa espera em média 4 anos por um transplante de rim, sendo um dos países com uma das listas de espera mais longas da Europa.

    Ler notícia.

    Todos somos potenciais dadores de órgãos!

    16 de novembro de 2007

    Qualquer pessoa, ao falecer, é um potencial dador de órgãos ou tecidos para transplante, desde que, em vida, não se tenha manifestado contra esta possibilidade, nomeadamente através de inscrição no RENNDA - Registo Nacional de Não-Dadores (no caso de se tratar de uma pessoa menor de idade ou mentalmente incapaz, é válida a vontade de quem detenha o poder paternal).


    No entanto, para que possa haver doação de órgãos têm que reunir-se um conjunto de circunstâncias:

    • O dador tem que falecer num hospital.

    • Depois de se verificar a paragem irreversível das funções cerebrais ou cardio-respiratórias, o corpo tem que ser mantido artificialmente, desde o momento da morte até ao momento da extracção dos órgãos.

    • É necessário que se conheça, com exactidão, a causa da morte. Não são aceites como dadores indivíduos que sejam, na altura da morte, portadores de uma doença infecto-contagiosa, de um tumor maligno ou de uma doença com repercussão nos órgãos a transplantar. Também são contra-indicações, embora relativas, para a doação, uma história clínica de hipertensão arterial, de diabetes ou a idade avançada.

    No que respeita à idade, os dadores mais desejáveis são os que têm entre 15 e 55 anos, mas a idade é valorizada caso a caso, de acordo com o tipo de órgão a utilizar e com o conhecimento da história clínica do dador.

    Uma vez certificada a morte, e se o cadáver tiver características adequadas à doação (ou seja, se os seus órgãos puderem ser úteis para curar ou melhorar a saúde de outras pessoas), o coordenador hospitalar para a transplantação tem a obrigação de se informar, por todos os meios ao seu alcance, sobre a vontade expressa em vida por aquele indivíduo em relação à doação. Para este efeito, são consultados o Registo Nacional de Não-Dadores e, sobretudo, os familiares próximos do falecido. No caso de não existirem objecções, prosseguir-se-á com o procedimento de colheita.

    A extracção de órgãos ou tecidos é feita num bloco operatório, em condições de assepsia, e consiste numa intervenção cirúrgica realizada por uma equipa médica e de enfermagem especializada. O corpo não fica desfigurado e é sempre tratado com o máximo respeito.

    Depois desta intervenção, o cadáver é transferido para a morgue do hospital, como qualquer outro cadáver. Quanto aos órgãos colhidos, são mergulhados num líquido de preservação e enviados para o hospital onde irá ser feito o transplante.

    Fonte: Sociedade Portuguesa de Transplantação

    Troca de rins de dadores vivos não relacionados (Transplant Swap)

    14 de novembro de 2007

    Quando alguém é considerado candidato a transplante, normalmente essa pessoa irá explorar a possibilidade de encontrar um dador vivo compatível, quer seja familiar ou um amigo próximo. Agora, imagine que existe no núcleo de amigos/família uma pessoa disposta a doar-lhe um rim, mas que no entanto não é compatível. Apesar de sabermos que já é possível transplantes com tipos de sangue incompatíveis (ver post), este não é ainda um procedimento muito comum nem possível em todos os casos.

    O processo, que consiste num esquema de troca entre dois pares cujos tipo de sangue são incompatíveis, foi pioneiro na Holanda e nos EUA e, desde 2006, foi aprovado também no Reino Unido. Vejamos um exemplo:



    No 1º par, o Receptor 1 não é compatível com o Dador 1. No 2º par, o Receptor 2 e o Dador 2 não são compatíveis. Contudo, o Dador 1 é compatível com o Receptor 2 e o Dador 2 é compatível com o Receptor 1. Se ambos os pares estiverem dispostos a efectuar a "troca", que deve ser devidamente monitorizada pela entidade reguladora de transplante de órgãos, estão criadas as condições para um transplante compatível. Cabe ao hospital agrupar os potenciais dadores vivos por idade e função renal, de forma a assegurar a equidade do processo de troca. O hospital deve também garantir que os processos de avaliação e de cirurgia decorrem simultaneamente, para evitar que alguém desista antes de a troca estar completa. Este esquema de troca pode mesmo ser alargado e aplicar-se a 3 pares de dador/receptor, ou mais, até mesmo criando uma cadeia de transplantes.

    Esta troca de rins permite, não apenas retirar duas pessoas da lista de espera (ou mais), como também permite aumentar os transplantes de dador vivo, o que favorece os receptores, já que a taxa de sobrevivência é maior e a taxa de rejeição menor, comparativamente aos transplantes com rim de cadáver.

    Num estudo de 2005 calculou-se, através de um modelo matemático, que através de um programa nacional optimizado, poder-se-iam identificar (nos EUA) 47% de pares incompatíveis susceptíveis de entrarem num esquema de troca deste género, o que seria mais compensador financeiramente do que manter as mesmas pessoas em diálise, enquanto aguardam um transplante de cadáver.

    Em Portugal, tal como referimos a 7/11, lamentavelmente, ainda não é possível a doação fora do seio familiar, uma vez que ainda não se aplica a nova lei, quanto mais podermos imaginar este tipo de transplantes. Para quando em Portugal?

    Mais Informação:

    Polémica - Listas de espera para transplante

    13 de novembro de 2007

    O transplante de órgãos tem sido notícia nos últimos dias. Por várias razões, mas o que me chamou a atenção nesta notícia foi a aparente contradição de opiniões de dois conceituados médicos da área dos transplantes. Por um lado, o Dr. Eduardo Barroso, presidente da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação, a defender a inevitabilidade das listas de espera. Por outro lado, o Dr. Manuel Abecassis, antigo presidente da extinta OPT - Organização Portuguesa de Transplantação, que defende que muito há ainda a fazer para contrariar a tendência crescente destas mesmas listas.

    Ler notícia.

    Brochura recomendada

    12 de novembro de 2007

    Recomendamos esta brochura, editada pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia, onde são apresentadas as 3 modalidades existentes de substituição da função renal: Hemodiálise, Diálise Peritoneal e Transplante. Inclui fotografias, um quadro comparativo, testemunhos e conselhos práticos. E em português!

    Pode ajudar?

    11 de novembro de 2007

    Recebemos mais um pedido de ajuda, desta vez para divulgar o caso de uma menina de 3 anos, a Carolina, que tem paralisia cerebral. De seguida encontra o link para o site da Carolina Lucas:

    Carolina