Artigo: Rim único e desporto

8 de janeiro de 2008

As opiniões médicas e a prática corrente no que respeita à participação de crianças e adolescentes com um só rim normal em desportos de contacto/colisão são muito diferenciadas.

Neste estudo a hipótese de limitar a participação em jogos de contacto, baseada apenas na presença de um único rim, não é suportada pela informação disponível. Fez-se um levantamento das recomendações dos nefrologistas pediátricos no que respeita à participação de pacientes com um só rim normal neste tipo de desportos e faz-se uma revisão da literatura para determinar a taxa de lesões renais no desporto comparativamente a outros orgãos.

A conclusão a que se chegou foi que, a maioria dos nefrologistas pediátricos proibem a participação de atletas com um único rim em desportos de contacto/colisão, particularmente no futebol. Contudo, a evidência demonstra que andar de bicicleta constitui um risco muito superior de provocar lesões no rim. Adicionalmente, as lesões renais provocadas por práticas desportivas nos rins é muito menos comum que os acidentes cerebrais, ou na espinal medula, ou mesmo que os acidentes cardiovasculares. Assim, conclui-se que restringir a participação de pacientes com um único rim normal em desportos de contacto/colisão é injustificada.

Ler Artigo (em inglês)

Taxas moderadoras

7 de janeiro de 2008

Já estamos habituados... Ano Novo, Preços Novos! Mais uma vez, na Saúde, houve aumentos nas taxas moderadoras. As taxas moderadoras das urgências sofrerarm um aumento de mais de 4%. A partir de 1/1/2008, o acesso à urgência de um hospital central passa a custar 9,20 €, mais 45 cêntimos que no ano passado, enquanto aceder à urgência de um hospital distrital passa a custar 8,20 €, com uma urgência num centro de saúde a custar 3,60 €.

Ler notícia.

No entanto, felizmente, mantêm-se as excepções à regra e, entre outros, estão isentos do pagamento das taxas moderadoras:

  • As crianças até aos 12 anos de idade, inclusive;
  • Os beneficiários de abono complementar a crianças e jovens deficientes;
  • Os insuficientes renais crónicos, diabéticos, hemofílicos, parkinsónicos, tuberculosos, doentes com sida e seropositivos, doentes do foro oncológico, doentes paramiloidósicos e com doença de Hansen, com espondilite anquilosante e esclerose múltipla;
  • Os doentes portadores de doenças crónicas, identificadas em portaria do Ministro da Saúde que, por critério médico, obriguem a consultas, exames e tratamentos frequentes e sejam potencial causa de invalidez precoce ou de significativa redução de esperança de vida;

A prova dos factos referidos nos pontos anteriores faz-se por documento emitido pelos serviços oficiais competentes.

Mais informações aqui.

Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com Animais

4 de janeiro de 2008

Risco Ocupacional

Pessoas transplantadas que trabalhem com animais (veterinários, trabalhadores de lojas de animais, agricultores, trabalhadores de matadouros ou laboratórios) devem, se possível, evitar trabalhar durante os períodos de máxima imunossupressão. Quando regressarem ao trabalho, devem minimizar a sua exposição a potenciais elementos patogéneos, utilizando precauções adequadas, que incluem a lavagem das mãos, o uso de luvas e máscaras, como indicado.

Donos de Animais de Estimação

Os transplantados devem aconselhar-se com a sua equipa médica, a qual deverá ponderar os benefícios psicológicos de possuir animais de estimação, relativamente aos potenciais riscos de transmissão de infecções.

De modo geral, os receptores de transplantes devem:

  • Evitar contacto com animais que tenham diarreia.
  • Manter os seus animais de estimação saudáveis, alimentando-os com comida que não esteja contaminada ou estragada, e recorrendo ao veterinário aos primeiros sinais de doença.
  • Lavar as mãos cuidadosamente depois de cuidar dos animais.
  • Evitar limpar gaiolas de pássaros, caixas de areia dos gatos e fezes de animais. Se isto não for possível, devem ser usadas luvas descartáveis e uma máscara cirúrgica.
  • Evitar o contacto com animais vadios.
  • Evitar arranhões de animais vadios.
  • Evitar contacto com répteis (cobras, iguanas, lagartos e tartarugas), pintainhos e patos pequenos, para diminuir o risco de infecção por Salmonella.
  • Evitar o contacto com primatas não humanos (macacos).
  • Utilizar luvas para limpar aquários.
  • Evitar adquirir animais de estimação, especialmente gatos, que tenham menos de 1 ano de idade, uma vez que estes possuem um maior risco de estar infectados.
  • Evitar mordidelas de mosquitos.
  • Os gatos podem transmitir o Toxoplasma, Cryptosporidium, a Salmonella, a Campilobacter (fezes contaminadas) e a Bartonella (pulgas e arranhões).
  • As caixas de areia dos gatos devem ser mudadas diariamente (preferencialmente não pelos transplantados), porque os ovócitos do toxoplasma demoram mais de 24h a tornarem-se infecciosos.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

Injecções subcutâneas

3 de janeiro de 2008

Uma injecção subcutânea é dada na camada adiposa (de gordura) que existe mesmo por baixo da pele. Dão-se este tipo de injecções porque existem poucos vasos sanguíneos na camada adiposa e a medicação injectada pode ser absorvida mais lentamente. No casos das crianças insuficientes renais, é frequente precisarem de injecções subcutâneas de eritropoetina e de hormona de crescimento, as quais são geralmente administradas em casa.


De seguida apresentamos os locais do corpo onde é possível administrar injecções subcutâneas:

Legenda:

  1. Braço direito

  2. Braço esquerdo

  3. Lado direito do abdómen

  4. Lado esquerdo do abdómen

  5. Nádega esquerda

  6. Nádega direita

  7. Região inferior da coxa direita

  8. Região inferior da coxa esquerda

Como dar a injecção?

  1. Lavar as mãos.

  2. Preparar a medicação.

  3. Definir o local onde se vai dar a injecção. É extremamente importante rodar os locais de injecção, pois a repetição pode causar um endurecimento do tecido adiposo, o qual vai interferir com a absorção da medicação. Não se deve injectar em áreas queimadas, inflamadas, inchadas ou com algum tipo de lesão.

  4. Uma vez que a pele é a primeira defesa do organismo contra uma infecção, deve ser previamente desinfectada, antes da injecção.

  5. Segure na seringa como se fosse um lápis ou um dardo.

  6. Faça uma prega na pele com a outra mão.

  7. Insira a agulha com um ângulo de 90º. Este ângulo é importante para garantir que a medicação entra no tecido adiposo. No entanto, em crianças ou em pessoas com uma pequena camada adiposa, poder-se-á recomendar um ângulo de 45º.

  8. Assim que a agulha estiver completamente introduzida, liberte a prega da pele.

  9. Quando terminar a injecção, retire a agulha e pressione com uma compressa. Em alguns casos é recomendado massajar ligeiramente o local da injecção, deverá informar-se com o seu médico ou enfermeiro.

Fonte: http://www.cc.nih.gov/ccc/patient_education/pepubs/subq.pdf

Próteses podem substituir funções de alguns órgãos

2 de janeiro de 2008

O IMPLANTE DE CÓCLEA (parte interna do ouvido responsável pela audição) foi desenvolvido nos anos 70. Trata-se de uma pequena prótese colocada debaixo da pele, atrás da orelha, que envia estímulos aos nervos da cóclea. O som é captado por um microfone anexado atrás da orelha, processado por um dispositivo localizado nas proximidades e enviado ao cérebro por eléctrodos. Os seus inventores trabalham agora para aperfeiçoar o implante, incluindo a obtenção de uma aproximação entre os eléctrodos e a parte da cóclea que precisa ser estimulada. Eles também querem encontrar uma forma de medir a actividade do nervo da audição nas proximidades de cada eléctrodo, para que o dispositivo possa ser mais preciso.

FÍGADO - Cientistas trabalham em dois tipos de fígado artificial: um dispositivo externo, semelhante a uma máquina de diálise do rim; e um "novo" fígado desenvolvido a partir de células estaminais. Nos Estados Unidos, pesquisadores utilizam células dos fígados de porcos para desintoxicar o sangue humano. Esse método pode ser usado para manter pacientes vivos enquanto aguardam o transplante. No ano passado, no Reino Unido, cientistas da Universidade de Newcastle montaram secções para estudar o desenvolvimento de fígados a partir das células estaminais do cordão umbilical.

ESTÔMAGO - Ainda não existe um estômago artificial para humanos, contudo os cientistas do Institute for Food Research, na Noruega, já fizeram o primeiro protótipo, utilizado para pesquisas. O dispositivo consiste numa câmara, imitando o órgão humano, que liberta ácido digestivo e enzimas. Para estudos, os cientistas "alimentam" o estômago com comida e observam como o conteúdo é digerido e absorvido. A ideia é entender melhor o processo, que pode auxiliar no planeamento de comidas e dietas.

RINS - O rim é o órgão responsável pela diálise - remoção de toxinas do sangue. Quando falha, o sangue deve ser drenado do corpo para passar por uma máquina de diálise. Os cientistas trabalham para fazer um dispositivo compacto o suficiente para ser implantado no corpo. Pesquisadores da Universidade de Michigan trabalham em novos sistemas de filtro, ao controlar precisamente o tamanho e o formato dos poros e membranas pelas quais o sangue é filtrado.

Mais informações aqui.

PELE - A pele artificial é usada para reparar casos de lesões sérias, como queimaduras de alto grau, em que não resta pele suficiente para se realizar enxertos. A pele artificial consiste numa camada flexível de silicone e uma camada interna feita de colagéneo e cartilagem de tubarão - essa combinação dificilmente é rejeitada pelo organismo humano. Actualmente, pesquisadores trabalham para incluir factores de crescimento nas peles artificiais para facilitar a cura do órgão.

CÉREBRO - Na Universidade do Sudeste da Califórnia (EUA), a equipa do professor Theodore Berger mostrou que é possível que um chip de silicone "converse" com um cérebro de mamífero. É provável que este meio artificial possa substituir áreas danificadas por meio do implante de um microprocessador que possa receber e processar os pulsos nervosos. Desse modo, o dispositivo poderia "reparar" os cérebros das pessoas que têm Alzheimer ou outros danos.

OLHOS - Nos Estados Unidos, o Projecto de Retina Artificial visa desenvolver um "olho biónico" - miniatura de uma câmara com um chip de computador e um pequeno implante atrás da orelha conectado a um arranjo de eléctrodos anexados às células da retina. A imagem é capturada pela câmara, a informação é convertida em sinais electrónicos que passam para eléctrodos na retina, de onde viajam via nervo óptico para o cérebro. O protótipo actual tem 16 eléctrodos e está em fase de testes.

SANGUE - Há décadas que os cientistas tentam fazer um composto que substitua o sangue. Duas maneiras que se aproximam da desejada: uma é usar a molécula transportadora de oxigénio, hemoglobina, encontrada nas células de sangue vermelhas; a outra seria usar um composto químico que transporta oxigénio, como o perfluorocarbono. Hemoglobinas puras são difíceis de usar porque elas causam complicações nos rins, a menos que sejam encapsuladas. Pesquisadores da Universidade de Sheffield dão prioridade nos estudos para a porção de hemoglobina que carrega o oxigénio, chamada de porfirina.

PULMÃO - O "pulmão artificial" foi desenvolvido há cinco anos e consiste num maço de fibras poliméricas finas e ocas. O sangue do paciente é desviado para fora do corpo, correndo pelas fibras, que absorvem oxigénio e retiram o dióxido de carbono. Os dispositivos ainda são ineficientes e precisam de muito sangue para funcionar. Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh mostraram que, se as fibras são cobertas por enzimas, o dispositivo pode ser muito mais eficiente, reduzindo a coagulação e inflamação. Pulmões artificiais, do tamanho de um CD, já são utilizados em situações de emergência.

Fonte: http://www.rondoniaovivo.com/exibenot0.php?id=35396

Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com a alimentação

21 de dezembro de 2007

A maior parte das seguintes recomendações aplicam-se igualmente à população em geral. No entanto, nunca é demais relembrar que os transplantados deverão:

  • evitar beber ou comer comida confeccionada com leite ou sumos não pasteurizados.
  • evitar comer ovos crus ou mal cozidos, incluindo comidas que contêm ovos crus (ex: massa de bolos, maionese, mousses, determinados molhos, etc.).

  • evitar comer carne ou peixe cru ou mal cozido.

  • evitar todos os mariscos crus ou mal cozidos (ostras, amêijoas, berbigão, etc.).
  • evitar contaminações cruzadas enquanto se preparam os alimentos (por exemplo, separando os alimentos cozinhados dos crus; utilizando tábuas separadas ou bem limpas).

  • evitar queijos frescos (Feta, Brie, Camembert) ou queijos confeccionados com leite não pasteurizado.
  • descascar ou lavar bem frutas e vegetais.

  • evitar restaurantes de fast-food e buffets de saladas.

  • evitar consumir cachorros quentes, ou então garantir que estão bem cozinhados.
  • sempre que se consumirem sobras de alimentos previamente cozinhados, estas devem ser bem reaquecidas.
  • ter em atenção os alimentos consumidos em piqueniques ou outro tipo de situações, que possam ter estado bastante tempo à temperatura ambiente.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

Pode ajudar?

20 de dezembro de 2007

Numa época propícia a ajudar os outros, resolvemos divulgar mais um pedido de ajuda, desta vez da Cercitop.

A Cercitop é uma instituição de solidariedade social sem fins lucrativos com 8 anos de existência e encontra-se implementada no Concelho de Sintra. Actualmente atende um total aproximado de 370 utentes em diversas valências que vão desde o acompanhamento de crianças com necessidades ao nível do seu desenvolvimento global passando pelo apoio à população jovem e adulta com deficiência mental, motora e sensorial em diversos centros e ainda o apoio a idosos no seu domicílio.

O trabalho que desenvolve tem sido reconhecido pelas diversas entidades oficiais com que trabalha, bem como por instituições congéneres e pela população em geral, destacando a atribuição da medalha de ouro de mérito municipal pela Câmara Municipal de Sintra.

De entre diversos projectos que a CERCITOP tem para desenvolver, aquele que necessita de uma concretização mais urgente, é a construção de um Lar para 20 jovens e adultos com deficiência mental, dada a falta de equipamentos deste género, quer ao nível do concelho, quer ao nível do país.

Para tal, necessitam neste momento de apoio financeiro (que poderá ser dedutível de acordo com a lei do Mecenato no IRS e IRC) para ajudar à sua construção e/ou de apoio ao nível de equipamentos para apetrechar este e outros espaços que a instituição pretende abrir.

Quem estiver interessado, pode visitar a instituição para poder observar de perto o trabalho que desenvolve, o qual poderá ser visto de forma mais sucinta através do sítio na Internet em http://www.cercitop.org/.

Cartão Europeu de Seguro de Doença

19 de dezembro de 2007



Se vai viajar na União Europeia, Espaço Económico Europeu ou Suíça, faça-se acompanhar do Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD).

O que é?
O CESD é um documento que assegura a prestação de cuidados de saúde quando beneficiários de um sistema de segurança social de um dos Estados da União Europeia, Espaço Económico Europeu ou Suíça se deslocam temporariamente neste espaço.

Para que serve?
Para assegurar ao titular do Cartão a concessão dos cuidados médicos que se tornem clinicamente necessários durante uma estada no território de outro Estado, tendo em conta a natureza das prestações a conceder e a duração prevista da estada.

Como e onde posso obter?
Solicitando-o, conforme o Sistema de que o segurado dependa:

Em Portugal Continental
  • junto do Centro Distrital de Segurança Social da sua área de residência ou para onde são canalizadas as suas contribuições (ou Caixa de Previdência), seus Serviços Locais e Lojas do Cidadão. Se se encontrar acidentalmente na área de outro Centro Distrital pode dirigir-se a este para obter o Cartão.

Nas Regiões Autónomas

  • dos Açores, junto dos serviços dos Centros de Prestações Pecuniárias

  • da Madeira, nos serviços do Centro de Segurança Social.
Ou junto do subsistema de saúde em que o segurado se encontra inscrito, no caso de tal subsistema ter aderido à protecção em causa.

Mais informações aqui.

Obrigado à Susana Carinhas pela colaboração!

Alternativa à diálise para breve?

18 de dezembro de 2007

PROTÓTIPO DO WEARABLE ARTIFICIAL KIDNEY

A Xcorporeal Inc., uma empresa americana, anunciou resultados promissores relativamente à utilização de um novo aparelho, o Wearable Artificial Kidney, o qual poderá no futuro substituir as sessões de hemodiálise de forma ambulatória, conferindo maior independência aos pacientes.

Ler notícia (em Inglês).

Colo do útero: Vacina gratuita para raparigas de 13 anos

15 de dezembro de 2007

No dia 11/12 foi anunciado, através do ministro da Saúde, que a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) irá ser gratuita para as jovens com 13 anos de idade, uma medida que veio representar uma óptima notícia para a saúde pública e das mulheres, segundo Luís Graça, presidente do colégio de especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos."Tecnicamente, é uma decisão correcta que deverá conduzir às redução de dois terços do cancro do colo do útero em Portugal", afirmou.

Ler notícia.

Mais uma vez, obrigado à Susana Carinhas pela colaboração!

Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Cuidados com a água

14 de dezembro de 2007

Existe muito pouca informação no que respeita ao risco e à Epidemiologia da Criptosporidiose entre os receptores de órgãos. Embora não seja uma infecção muito comum nesta população, a criptosporidiose pode causar diarreia crónica e grave em hospedeiros imunocomprometidos, particularmente nos que recebem corticosteróides. Assim, será prudente que os transplantados diminuam a sua exposição a este agente patógeneo, tomando as seguintes precauções:
  • A água municipal (mesmo se tratada) pode não ser completamente livre deste elemento patógeneo. Contudo, não existe informação que suporte uma recomendação que toda a água deva ser evitada a não ser que as autoridades emitam um parecer de que a água deve ser fervida. Nestas circunstâncias, de modo a eliminar completamente o risco de contaminação por Cryptosporidium, deve beber-se apenas água que tenha sido fervida durante pelo menos um minuto. Além do mais, devemos ter em conta que o gelo e as bebidas de máquina que são servidas em restaurantes, bares, teatros, eventos desportivos, etc. são preparados com água corrente.

  • As pessoas que pretendam adoptar outras medidas adicionais para reduzir o seu risco de criptosporidiose derivada da água devem ter em conta que a única forma de o fazer é ferver a água durante pelo menos um minuto. Filtros de uso pessoal e/ou água engarrafada podem ser boas alternativas a ferver a água, mas deve ter-se o cuidado de utilizar filtros muito finos e de utilizar água engarrafada de boa qualidade.

  • Deve-se evitar consumir água proveniente de poços, sejam privados ou públicos, em áreas onde não seja verificado frequentemente a presença de patógeneos bacterianos.

  • Os transplantados não devem beber água directamente de lagos ou rios devido ao risco de criptosporidiose, giardíase e patógeneos bacterianos.

  • As infecções derivadas da água podem também surgir através da ingestão de água durante actividades recreativas, tais como, nadar em lagos, rios ou piscinas, ou em parques aquáticos. Os transplantados devem evitar nadar em águas possivelmente contaminadas com vestígios humanos ou animais, e devem evitar engolir água enquanto nadam.

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

HUC iniciam transplante simultâneo de rim e pâncreas

12 de dezembro de 2007

Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) vão iniciar, no primeiro semestre de 2008, o transplante simultâneo de rim e pâncreas, revelou hoje à Agência Lusa o director do Serviço de Urologia e Transplantação Renal.

Ler notícia.

Despacho nº 26 951/2007 - Regulamentação do Transplante por Dadores Vivos

11 de dezembro de 2007

Na sequência do nosso post de 24/11, temos o prazer de informar que o despacho que regulamenta que a dádiva e a colheita de órgãos em vida fica dependente de um parecer vinculativo e escrito da Entidade de Verificação da Admissibilidade da Colheita para Transplante (EVA) foi finalmente publicado no Diário da República de 26/11/2007!

Ler Despacho.

Transplantes e Rejeição - A Doença Graft vs. Host

10 de dezembro de 2007

Encontrámos este trabalho realizado por um grupo de alunos da Universidade de Évora no ano de 2002/2003, sob a coordenação do Prof. Carlos Sinogas, sobre a Doença Graft vs. Host.

Um excerto da Introdução:

«A acção do sistema imunitário na rejeição de tecidos transplantados continua a ser um sério impedimento ao sucesso desta intervenção médica. O sistema imunitário desenvolveu elaborados e eficazes mecanismos para proteger o organismo do ataque de agentes externos e esses mesmos mecanismos provocam a rejeição do transplante de qualquer indivíduo que não seja geneticamente idêntico ao receptor. Ao longo deste trabalho iremos tentar elucidar e perceber alguns destes mecanismos. Iremos abordar também um caso específico de rejeição de transplantes onde o rejeitado é o hospedeiro, que é reconhecido pelo tecido transplantado como non-self. Esta reacção é conhecida como Graft vs. Host.»

Ler trabalho.

Inglaterra e País de Gales estudam Lei para doação de rins com consentimento presumido

8 de dezembro de 2007

Tal como dissemos neste post, desde 1993 que a Legislação Portuguesa assenta no conceito de doação através do consentimento presumido, significando que qualquer pessoa adquire o estatuto de dador a partir do momento em que nasce. Para que alguém se torne não dador, terá que por iniciativa própria, ou através de alguém de direito que o represente (pais, no caso de menores) submeter ao Registo Nacional de Não Dadores os impressos próprios para objecção à colheita de órgãos.

No entanto, em muitos outros países a doação post-mortem funciona de forma exactamente oposta, isto é, assenta no conceito de doação por consentimento informado, ou seja, quem pretender doar os seus órgãos após a sua morte, terá que tomar a iniciativa de registar essa sua vontade. Aqui encontra um estudo onde se comparam as taxas de doação por países, conforme vigorem as leis do consentimento informado ou presumido.

Em Inglaterra e no País de Gales está a agora a ser estudada a hipótese de alterar a Lei actualmente vigente, que é de consentimento informado, passado para o conceito de consentimento presumido, tal como em Portugal. Esta alteração prende-se com a necessidade de arranjar soluções para a falta de órgãos, reduzindo o tempo de espera para um transplante.

Ler notícia.

Ler proposta de lei.

Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Prevenção de Infecções Respiratórias

7 de dezembro de 2007

Os micróbios responsáveis pelas infecções respiratórias são transmitidos pela inalação de organismos aerossolizados ou pelo contacto directo de mãos contaminadas com as membranas mucosas. Assim, podemos reduzir a transmissão de agentes patogéneos através das seguintes medidas:

  • Lavagem frequente e completa das mãos, principalmente antes de tocar as membranas mucosas (nariz, boca, ouvidos, órgãos genitais, ânus, ...)
  • Evitar um contacto próximo com pessoas com doenças respiratórias. Se o contacto for inevitável, idealmente ambas as pessoas deverão utilizar uma máscara cirúrgica.
  • Evitar áreas com muitas pessoas, como centros comerciais, metropolitano, elevadores, onde é provável um contacto próximo com pessoas com doenças respiratórias.
  • Evitar fumar. Fumar e a exposição passiva ao fumo de tabaco são factores de risco para infecções bacterianas e infecções virais.
  • Evitar a exposição a pessoas que tenham tuberculose activa e evitar realizar actividades ocupacionais que aumentem o risco de exposição à tuberculose, como cadeias/prisões, abrigos sociais ou equipamentos de saúde (hospitais, centros de saúde, clínicas, etc.)
  • Evitar permanecer em ambientes de construção, excavação ou outros que possuam bastantes poeiras, sujeitos à presença de bactérias como Aspergillus.
  • Deve-se evitar jardinagem/agricultura durante o primeiro ano após o transplante. Se for inevitável, o paciente deverá utilizar uma máscara.
  • Evitar o contacto com os dejectos de pombos ou outras aves e com galinheiros, pois podem ser uma fonte de infecções fungais (Cryptococcus, Histoplasma, Coccidioides)

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

  • Dadores vivos revelam elevados índices de satisfação e problemas de saúde mínimos

    5 de dezembro de 2007

    De acordo com um estudo efectuado a mais de 300 pessoas, e publicado no Jornal Britânico de Urologia - Internacional (BJU International), os dadores vivos de rim apresentam problemas de saúde mínimos e 90% deles encorajaria outras pessoas a tornarem-se dadoras se algum familiar ou amigo necessitasse de um transplante.

    Uma equipa de investigadores do Egipto, onde as doações em vida são actualmente a única opção legal, levaram a cabo uma avaliação detalhada de 339 pacientes. Incluiram na investigação pacientes que haviam doado um rim entre 1976 e 2001.

    "Os dadores vivos continuam a ser a principal opção nos países em vias de desenvolvimento, onde as doações de cadáver ainda têm grande margem de evolução, devido à falta de infraestruturas ou à implementação do critério legal de morte cerebral", explica o investigador responsável, Dr. Amgad E. El-Agroudy do centro de Nefrologia e Urologia da Universidade Mansoura.

    "Mesmo nos países em vias de desenvolvimento, a crescente procura de rins resultou num aumento rápido do número de dadores vivos utilizados, o que conduz a uma maior preocupação com os riscos envolvidos no procedimento e com as suas consequências a longo prazo".

    Todas as pessoas que participaram no estudo foram sujeitas a exames físicos e psicológicos extensos, o que incluía uma bateria completa de análises laboratoriais e um historial médico detalhado. Quaisquer problemas médicos foram comparados com as tabelas de saúde para a população em geral.

    Os investigadores verificaram que os dadores vivos estudados tinham uma boa função renal e que, tendencialmente, apresentavam uma menor incidência de hipertensão, diabetes e doenças coronárias, relativamente à população egípcia em geral. Contudo, os investigadores salientam que os dadores tinham obrigatoriamente de possuir uma boa saúde de modo geral para poderem doar o rim, pelo que isto condiciona estes resultados.

    90% dos dadores afirmaram que voltariam a tomar a mesma decisão se um familiar ou companheiro precisasse de um rim e que encorajariam fortemente outros a tornarem-se dadores.

    47% dos dadores tiveram 65 bebés, incluindo 25 que tiveram um bebé pela primeira vez depois da cirurgia.

    No Egipto realizam-se cerca de 1200 transplantes por ano com dador vivo, onde a incidência da doença renal terminal é de 200 pessoas por milhão de habitante.

    No presente estudo, quase ⅔ dos dadores (62%) eram mulheres e a amostra incluía pessoas que tinham doado entre 5 e 30 anos antes, com um tempo médio de seguimento de 11 anos.

    60% dos dadores trabalhavam no momento da doação e 67% tinham rendimentos moderados. Nenhum relatou ter perdido o emprego como consequência da doação e apenas uma pessoa referiu que a cirurgia ter-lhe-ia trazido problemas financeiros.

    "A nossa conclusão é que a doação de um rim em vida é um procedimento seguro com complicações mínimas a longo prazo", refere o Dr. El-Agroudy. "De um modo geral, a função renal mantém-se boa depois de se retirar um rim e a satisfação do dador é consistente".

    É importante referir que todos os dadores eram companheiros, cônjuges, ou familiares dos pacientes a quem doaram o seu rim.

    "Acreditamos que é fundamental assegurar a assistência médica futura dos dadores, pelo que gostaríamos de ver estabelecidos programas de seguimento dos dadores em todos os centros de transplante, tal como temos no nosso, de forma a monitorizar a sua evolução."


    Referência do Jornal: Long-term follow-up of living kidney donors: a longitudinal study. El-Agroudy et al. BJU International.100, p1351-1355. (Dezembro 2007).



    Fonte: ScienceDaily

    O papel dos rins no crescimento

    4 de dezembro de 2007

    Os rins têm um papel importante no crescimento. Para além de removerem os desperdícios e os líquidos em excesso do sangue, os rins produzem hormonas que promovem a produção de glóbulos vermelhos. Os rins também ajudam a regular a quantidade e a interacção dos nutrientes provenientes da alimentação, incluindo minerais como cálcio, fósforo e vitamina D, os quais são necessários para o crescimento. Por último, os rins têm também um papel no metabolismo da hormona de crescimento, também designada por somatropina.

    O cálcio e a vitamina D são essenciais para o normal crescimento ósseo. Os rins transformam a vitamina D numa hormona activa chamada calcitriol, que ajuda os ossos a absorver a quantidade necessária de cálcio. Se os rins estão danificados, os ossos não recebem o cálcio que necessitam, seja porque os rins não transformam a vitamina D em calcitriol, ou seja porque deixam acumular demasiado fósforo no sangue. O fósforo em excesso atrai o cálcio para o sangue e bloqueia a absorção por parte dos ossos. Para evitar isto, o médico poderá recomendar que se evitem alimentos com elevado teor de fósforo, como o leite e outros lacticínios, carne e peixe, brócolos, ervilhas e feijão. Também poderá ser necessário tomar uma forma sintética de calcitriol ou de uma vitamina D semelhante. Para além de limitar a ingestão de fósforo, o médico poderá recomendar um bloqueador de fósforo. Este medicamento faz com que o intestino absorva o fósforo, eliminando-o com as fezes.

    Quando se verifica que a criança demonstra dificuldades de crescimento, o médico poderá prescrever injecções de hormona de crescimento humana. Muitos estudos sugerem que a hormona de crescimento estimula o crescimento em crianças com doenças renais crónicas ou sujeitas a diálise/transplante renal. Apesar de subsistirem ainda algumas dúvidas, a grande maioria dos nefrologistas pediátricos concorda que o recurso à hormona de crescimento foi um grande avanço na sua capacidade para tratar crianças pequenas com doença renal crónica.

    Fonte: National Kidney and Urologic Diseases Information Clearinghouse

    Obtidas células estaminais sem recurso a embriões

    3 de dezembro de 2007

    Foi descoberta uma maneira de obter células estaminais sem recurso a clonagem nem embriões, mas com as mesmas potencialidades. Tudo feito a partir de células humanas da pele.

    A divulgação de duas equipas distintas surge em edições on-line de revistas especializadas (a "Science" e a "Cell") e está a gerar grande furor no mundo científico. É que, sem obstáculos de ordem ética, há agora uma forma de avançar na pesquisa de fabrico de tecidos que podem ser muito úteis na criação de órgãos humanos simples e no tratamento de doenças neurológicas.

    Ler notícia.

    Eduardo Barroso e os Transplantes

    1 de dezembro de 2007

    Excerto de entrevista com Eduardo Barroso, publicada na revista Gestão Hospitalar, edição n.º 31 de 2007.

    Ler entrevista.