Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Prevenção de Infecções Respiratórias

7 de dezembro de 2007

Os micróbios responsáveis pelas infecções respiratórias são transmitidos pela inalação de organismos aerossolizados ou pelo contacto directo de mãos contaminadas com as membranas mucosas. Assim, podemos reduzir a transmissão de agentes patogéneos através das seguintes medidas:

  • Lavagem frequente e completa das mãos, principalmente antes de tocar as membranas mucosas (nariz, boca, ouvidos, órgãos genitais, ânus, ...)
  • Evitar um contacto próximo com pessoas com doenças respiratórias. Se o contacto for inevitável, idealmente ambas as pessoas deverão utilizar uma máscara cirúrgica.
  • Evitar áreas com muitas pessoas, como centros comerciais, metropolitano, elevadores, onde é provável um contacto próximo com pessoas com doenças respiratórias.
  • Evitar fumar. Fumar e a exposição passiva ao fumo de tabaco são factores de risco para infecções bacterianas e infecções virais.
  • Evitar a exposição a pessoas que tenham tuberculose activa e evitar realizar actividades ocupacionais que aumentem o risco de exposição à tuberculose, como cadeias/prisões, abrigos sociais ou equipamentos de saúde (hospitais, centros de saúde, clínicas, etc.)
  • Evitar permanecer em ambientes de construção, excavação ou outros que possuam bastantes poeiras, sujeitos à presença de bactérias como Aspergillus.
  • Deve-se evitar jardinagem/agricultura durante o primeiro ano após o transplante. Se for inevitável, o paciente deverá utilizar uma máscara.
  • Evitar o contacto com os dejectos de pombos ou outras aves e com galinheiros, pois podem ser uma fonte de infecções fungais (Cryptococcus, Histoplasma, Coccidioides)

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

  • Dadores vivos revelam elevados índices de satisfação e problemas de saúde mínimos

    5 de dezembro de 2007

    De acordo com um estudo efectuado a mais de 300 pessoas, e publicado no Jornal Britânico de Urologia - Internacional (BJU International), os dadores vivos de rim apresentam problemas de saúde mínimos e 90% deles encorajaria outras pessoas a tornarem-se dadoras se algum familiar ou amigo necessitasse de um transplante.

    Uma equipa de investigadores do Egipto, onde as doações em vida são actualmente a única opção legal, levaram a cabo uma avaliação detalhada de 339 pacientes. Incluiram na investigação pacientes que haviam doado um rim entre 1976 e 2001.

    "Os dadores vivos continuam a ser a principal opção nos países em vias de desenvolvimento, onde as doações de cadáver ainda têm grande margem de evolução, devido à falta de infraestruturas ou à implementação do critério legal de morte cerebral", explica o investigador responsável, Dr. Amgad E. El-Agroudy do centro de Nefrologia e Urologia da Universidade Mansoura.

    "Mesmo nos países em vias de desenvolvimento, a crescente procura de rins resultou num aumento rápido do número de dadores vivos utilizados, o que conduz a uma maior preocupação com os riscos envolvidos no procedimento e com as suas consequências a longo prazo".

    Todas as pessoas que participaram no estudo foram sujeitas a exames físicos e psicológicos extensos, o que incluía uma bateria completa de análises laboratoriais e um historial médico detalhado. Quaisquer problemas médicos foram comparados com as tabelas de saúde para a população em geral.

    Os investigadores verificaram que os dadores vivos estudados tinham uma boa função renal e que, tendencialmente, apresentavam uma menor incidência de hipertensão, diabetes e doenças coronárias, relativamente à população egípcia em geral. Contudo, os investigadores salientam que os dadores tinham obrigatoriamente de possuir uma boa saúde de modo geral para poderem doar o rim, pelo que isto condiciona estes resultados.

    90% dos dadores afirmaram que voltariam a tomar a mesma decisão se um familiar ou companheiro precisasse de um rim e que encorajariam fortemente outros a tornarem-se dadores.

    47% dos dadores tiveram 65 bebés, incluindo 25 que tiveram um bebé pela primeira vez depois da cirurgia.

    No Egipto realizam-se cerca de 1200 transplantes por ano com dador vivo, onde a incidência da doença renal terminal é de 200 pessoas por milhão de habitante.

    No presente estudo, quase ⅔ dos dadores (62%) eram mulheres e a amostra incluía pessoas que tinham doado entre 5 e 30 anos antes, com um tempo médio de seguimento de 11 anos.

    60% dos dadores trabalhavam no momento da doação e 67% tinham rendimentos moderados. Nenhum relatou ter perdido o emprego como consequência da doação e apenas uma pessoa referiu que a cirurgia ter-lhe-ia trazido problemas financeiros.

    "A nossa conclusão é que a doação de um rim em vida é um procedimento seguro com complicações mínimas a longo prazo", refere o Dr. El-Agroudy. "De um modo geral, a função renal mantém-se boa depois de se retirar um rim e a satisfação do dador é consistente".

    É importante referir que todos os dadores eram companheiros, cônjuges, ou familiares dos pacientes a quem doaram o seu rim.

    "Acreditamos que é fundamental assegurar a assistência médica futura dos dadores, pelo que gostaríamos de ver estabelecidos programas de seguimento dos dadores em todos os centros de transplante, tal como temos no nosso, de forma a monitorizar a sua evolução."


    Referência do Jornal: Long-term follow-up of living kidney donors: a longitudinal study. El-Agroudy et al. BJU International.100, p1351-1355. (Dezembro 2007).



    Fonte: ScienceDaily

    O papel dos rins no crescimento

    4 de dezembro de 2007

    Os rins têm um papel importante no crescimento. Para além de removerem os desperdícios e os líquidos em excesso do sangue, os rins produzem hormonas que promovem a produção de glóbulos vermelhos. Os rins também ajudam a regular a quantidade e a interacção dos nutrientes provenientes da alimentação, incluindo minerais como cálcio, fósforo e vitamina D, os quais são necessários para o crescimento. Por último, os rins têm também um papel no metabolismo da hormona de crescimento, também designada por somatropina.

    O cálcio e a vitamina D são essenciais para o normal crescimento ósseo. Os rins transformam a vitamina D numa hormona activa chamada calcitriol, que ajuda os ossos a absorver a quantidade necessária de cálcio. Se os rins estão danificados, os ossos não recebem o cálcio que necessitam, seja porque os rins não transformam a vitamina D em calcitriol, ou seja porque deixam acumular demasiado fósforo no sangue. O fósforo em excesso atrai o cálcio para o sangue e bloqueia a absorção por parte dos ossos. Para evitar isto, o médico poderá recomendar que se evitem alimentos com elevado teor de fósforo, como o leite e outros lacticínios, carne e peixe, brócolos, ervilhas e feijão. Também poderá ser necessário tomar uma forma sintética de calcitriol ou de uma vitamina D semelhante. Para além de limitar a ingestão de fósforo, o médico poderá recomendar um bloqueador de fósforo. Este medicamento faz com que o intestino absorva o fósforo, eliminando-o com as fezes.

    Quando se verifica que a criança demonstra dificuldades de crescimento, o médico poderá prescrever injecções de hormona de crescimento humana. Muitos estudos sugerem que a hormona de crescimento estimula o crescimento em crianças com doenças renais crónicas ou sujeitas a diálise/transplante renal. Apesar de subsistirem ainda algumas dúvidas, a grande maioria dos nefrologistas pediátricos concorda que o recurso à hormona de crescimento foi um grande avanço na sua capacidade para tratar crianças pequenas com doença renal crónica.

    Fonte: National Kidney and Urologic Diseases Information Clearinghouse

    Obtidas células estaminais sem recurso a embriões

    3 de dezembro de 2007

    Foi descoberta uma maneira de obter células estaminais sem recurso a clonagem nem embriões, mas com as mesmas potencialidades. Tudo feito a partir de células humanas da pele.

    A divulgação de duas equipas distintas surge em edições on-line de revistas especializadas (a "Science" e a "Cell") e está a gerar grande furor no mundo científico. É que, sem obstáculos de ordem ética, há agora uma forma de avançar na pesquisa de fabrico de tecidos que podem ser muito úteis na criação de órgãos humanos simples e no tratamento de doenças neurológicas.

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    Eduardo Barroso e os Transplantes

    1 de dezembro de 2007

    Excerto de entrevista com Eduardo Barroso, publicada na revista Gestão Hospitalar, edição n.º 31 de 2007.

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    Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Prevenção de Infecções por Contacto Directo

    30 de novembro de 2007

    A maioria dos organismos são adquiridos através do contacto directo (transportamo-los nas mãos) ou por inalação. Nunca é demais realçar a importância da lavagem frequente e cuidada das mãos como forma de prevenir as infecções que são transmitidas por contacto directo.
    As mãos devem ser lavadas, preferencialmente, com um sabão anti-microbiano e água. Uma solução desinfectante pode também ser uma forma de manter as mãos limpas.

    Devem ser utilizadas luvas sempre que se pegue em materiais potencialmente contaminados, tais como terra, musgo ou mesmo estrume de animais. O andar descalço deve ser evitado.

    Quando fizer jardinagem, qualquer tipo de cultivo, ou quando estiver em parques ou áreas arborizadas deve usar sapatos, meias, calças compridas e camisolas de manga comprida.

    No Verão, e em zonas de possível transmissão, deve aplicar-se um repelente de insectos e evitar as exposições ao ar livre ao anoitecer, por forma a evitar a exposição ao vírus do Nilo.

    As mãos devem ser lavadas (mesmo depois do uso de luvas), sempre que:

    • Antes de preparar comida e antes de comer;

    • Antes e depois de tocar em feridas (quer use luvas ou não);

    • Antes de tocar em membranas mucosas;

    • Depois de tocar em animais;

    • Depois de jardinar, tocar em plantas ou terra;

    • Depois de mudar fraldas;

    • Depois de tocar em secreções e excreções;

    • Depois de tocar em coisas que tenham estado em contacto com fezes humanas ou de animais (ex: bacios, camas sujas, sanitas, caixotes do lixo).

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

    Comissão Europeia aprova medicamento para cancro do rim avançado

    29 de novembro de 2007

    A Comissão Europeia autorizou a comercialização do Torisel (temsirolimus), da Wyeth, como tratamento de primeira linha para pacientes com carcinoma de células renais em estado avançado que apresentam, pelo menos, três de seis factores de risco. A companhia acrescentou que o tratamento é o único fármaco oncológico aprovado que inibe especificamente a quinase mTOR (alvo da rapamicina), um importante regulador da proliferação, crescimento e sobrevivência das células.

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    Nova vacina experimental contra a hipertensão

    28 de novembro de 2007

    A CYT006-AngQb, nome provisório de uma imunização em fase de estudo por uma equipa de investigadores do Hospital Universitário do Cantão de Vaud, na Suíça, para a companhia biofarmacêutica Cytos Biotechnology, que acaba de ser apresentada nos Estados Unidos, assume-se como uma nova esperança no combate à hipertensão, podendo vir a ser, num futuro mais ou menos próximo, a primeira vacina para aquela doença. Nesta fase experimental a vacina foi bem tolerada pelo organismo e os efeitos secundários foram muito poucos.

    A hipertensão é sem dúvida uma das doenças mais prevalentes dos países desenvolvidos e Portugal não é excepção. Estima-se que 42% da população portuguesa seja hipertensa. Sabemos também que a hipertensão está muitas vezes associada à doença renal, pelo que o advento de uma vacina que impeça ou minimize a prevalência da hipertensão assume contornos de extrema utilidade.

    Aquela que poderá vir a ser a primeira vacina do género actua sobre a angiotensina II, hormona responsável pela subida da tensão, a mesma sobre a qual actuam alguns medicamentos já disponíveis no mercado. A CYT006-AngQb impede que a angiotensina I se transforme em II. Os autores do estudo desenharam o fármaco a partir de partículas em forma de vírus, ainda que sem a sua capacidade infecciosa, destinados a provocar uma resposta do organismo contra a hormona hipertensora.

    No entanto, os responsáveis adiantam que são necessários mais estudos e pelo menos cinco anos até que um medicamento como este tenha a necessária autorização de introdução no mercado.

    Leia mais em:

    Farmacia.com.pt

    Correio da Manhã

    Portugal e Espanha acertam troca de órgãos

    27 de novembro de 2007

    Base ibérica de colheita e transplantes é um dos objectivos dos dois países. Portugal e Espanha vão estabelecer um acordo para facilitar a colheita e transplante de órgãos e tecidos.

    Os dois países, que decidiram realizar reuniões regulares para pôr em prática protocolos já assinados nas cimeiras (como a de Badajoz em 2006), "já tinham uma base de colaboração, informal a nível da colheita e transplante e órgãos", explica a Alta Comissária da Saúde, Dra. Maria do Céu Machado. Este entendimento poderá agora criar uma "espécie de base de transplantes ibérica".

    Ler notícia.

    Transplantes: 8 hospitais autorizados a colher órgãos em vida

    24 de novembro de 2007

    Tal como tínhamos referido a 7/11, apesar de ter sido publicada uma lei em Junho que permitia a doação de órgãos em vida fora do círculo familiar mais restrito, esta mesma lei ainda não tinha sido regulamentada, pelo que não estava a ser aplicada.

    No entanto, coincidência ou não, um despacho assinado a 9/11 pelo Ministro da Saúde, que já seguiu para publicação em Diário da República, consagra que a dádiva e a colheita de órgãos em vida fica dependente de um parecer vinculativo e escrito da Entidade de Verificação da Admissibilidade da Colheita para Transplante (EVA). Segundo o despacho, esta entidade é criada em oito hospitais portugueses onde se poderá realizar a colheita em dadores vivos: Garcia de Orta (Almada), Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Hospital de Santa Maria (Lisboa), Hospital de Santo António e de São João (no Porto), Hospitais da Universidade de Coimbra, Curry Cabral e Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa (Lisboa).

    A emissão de parecer é solicitada à EVA pelo responsável da unidade de transplantação, que propõe o par dador-receptor para a colheita e transplantação. Os membros desta entidade ficam obrigados a manter «absoluto sigilo e confidencialidade» quanto aos assuntos que apreciem ou de que tomem conhecimento, mesmo depois de cessarem funções, estabelece o despacho do ministro da Saúde. A EVA será constituída por três membros da Comissão de Ética para a Saúde que não estejam envolvidos em programas de transplantação e caberá ao conselho de administração de cada unidade hospitalar homologar a composição da entidade. Este organismo deverá ainda garantir que as doações são altruístas, já que ninguém pode receber pela doação, e que não há comércio de órgãos.

    O consentimento de quem dá e recebe um órgão colhido em vida tem de ser prestado perante um médico designado pelo director clínico da unidade hospitalar que faz a recolha e outro médico da mesma unidade que não pertença à equipa de transplante.

    Ficamos, então, à espera da publicação em Diário da República!

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    Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Introdução

    23 de novembro de 2007

    Iniciamos hoje a tradução de uma brochura muito completa da Sociedade Americana de Transplantação (AST). Como é muito grande, vamos dividi-la por partes. Hoje começamos, obviamente, pela Introdução:

    «O risco de infecção após o transplante de um órgão é determinado pelo estado de imunossupressão do receptor, pela sua exposição a agentes epidemiológicos e pelas consequências de procedimentos invasivos a que o receptor possa ser submetido.

    Os receptores de um transplante correm o risco de desenvolverem uma infecção a partir de organismos endógenos que são reactivados durante uma fase de excessiva imunossupressão. Também podem desenvolver infecções oportunistas com organismos adquiridos de forma exógena, se estiverem expostos a um inoculante elevado (vacina) ou a micróbios particularmente virulentos, mesmo durante fases de imunossupressão mínima ou de manutenção.

    Há várias medidas que podem ser tomadas para reduzir a exposição epidemiológica no hospital e na comunidade, e os receptores de um transplante deverão receber instruções sobre formas de minimizar as infecções.

    Os receptores de órgãos correm maior risco de contraírem uma infecção durante os primeiros 6 meses após o transplante e em qualquer altura em que a medicação imunossupressora tenha que ser aumentada, para reagir a episódios de rejeição. Também o tipo de imunossupressor utilizado é importante para determinar o risco de infecção. Por exemplo, os corticoesteróides aumentam o risco de contracção de infecções por fungos como Aspergillus, Coccidioides e Candida, enquanto que as terapias antilinfócito (OKT3, globulina antitimócito) estão associadas com a reactivação do Citomegalovírus (CMV).»

    Todas as sextas-feiras traremos mais uma parte da brochura. Estes são os temas que serão abordados:

    1. Prevenção de infecções por contacto directo
    2. Prevenção de infecções respiratórias
    3. Cuidados com a água
    4. Cuidados com a alimentação
    5. Cuidados com animais
    6. Cuidados em viagem

    Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

    Apenas 30% dos hospitais portugueses tem nutricionista

    22 de novembro de 2007

    Em Portugal, dos 87 hospitais públicos apenas 27 contam com nutricionistas, segundo dados da Associação Portuguesa de Nutricionistas.


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    Sabia que... Os rins têm muitas funções?

    21 de novembro de 2007

    Toda a gente saberá do senso comum que os rins têm como principal função eliminar as toxinas e os líquidos em excesso do nosso organismo. Mas não só... Para que servem, então, os rins?

    1. Eliminar substâncias tóxicas oriundas do metabolismo, como por exemplo, a ureia e creatinina.
      O sangue entra nos rins através da artéria renal. Uma vez que o sangue chega aos rins, as toxinas são filtradas para a urina. O sangue limpo volta ao coração por uma veia renal.

    2. Produção de hormonas:
      Eritropoetina, que ajuda da maturação dos glóbulos vermelhos do sangue e da medula óssea. A falta desta hormona pode causar anemia.
      Renina, que juntamente com a Aldosterona, controla o volume de líquidos e a tensão arterial.
      Activação da Vitamina D, que regula a concentração de cálcio e fósforo no sangue, a qual afecta a formação dos ossos.
    3. Manter o equilíbrio de electrólitos no corpo humano, tais como: sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, bicarbonato, hidrogénio, cloro e outras.

    4. Regular o equilíbrio ácido-básico, mantendo constante o pH sanguíneo.

    5. Regular a osmolaridade e volume de líquido corporal, eliminando o excesso de água do organismo;

    6. Excreção de substâncias exógenas, como por exemplo medicações e antibióticos;

    7. Produção de urina, para exercer suas funções excretórias.

    Saiba mais:


    Relatório da OCDE

    20 de novembro de 2007

    O relatório da OCDE ‘Panorama da Saúde 2007’, divulgado a semana passada, compara dados de saúde dos vários países da organização, relativos a 2005.

    Relativamente à saúde Renal, e tendo em conta os dois tipos de tratamentos disponíveis para a Insuficiência renal crónica (IRC), nomeadamente, a Diálise e o Transplante, verificou-se que a percentagem de pessoas tratadas com IRC aumentou a uma taxa superior a 6% ao ano, em média, no conjunto dos países da OCDE ao longo das duas últimas décadas (1985-2005). Portugal é o terceiro país com maior taxa de tratamentos em doentes com insuficiência renal e foi o que apresentou a maior taxa de crescimento na diálise e transplantes renais desde 1985.

    Se analisarmos o tipo de tratamento fornecido aos insuficientes renais, a proporção de pessoas em diálise é muito maior no Japão, contrariamente aos EUA. Em todos os países verificou-se um grande aumento no nº de doentes em diálise nos últimos 20 anos. Por outro lado, a prevalência de pessoas com um rim transplantado, funcionante, tem aumentado de forma regular em todos os países durante o período estudado. A média da OCDE passou de 8 para 32 pessoas com um rim funcionante por cada 100 000 habitantes, entre 1985 e 2005. Em 2005, os EUA seguidos da Aústria, Finlândia, Espanha e França, reportaram a maior taxa, com mais de 40 pessoas com um rim transplanado funcionante por cada 100 000 habitantes.


    Ler relatório (em Inglês)


    Ver notícia.

    A Holanda estuda a hipótese de compensar financeiramente os dadores de rim

    19 de novembro de 2007

    O Ministro da Saúde da Holanda, Ab Klink, está a considerar a hipótese de oferecer um seguro de saúde gratuito a quem doar um rim para transplante, como forma de incentivar a doação em vida. Esta iniciativa insere-se numa estratégia mais alargada que tem como objectivo aumentar a doação de órgãos.

    Na Holanda uma pessoa espera em média 4 anos por um transplante de rim, sendo um dos países com uma das listas de espera mais longas da Europa.

    Ler notícia.

    Todos somos potenciais dadores de órgãos!

    16 de novembro de 2007

    Qualquer pessoa, ao falecer, é um potencial dador de órgãos ou tecidos para transplante, desde que, em vida, não se tenha manifestado contra esta possibilidade, nomeadamente através de inscrição no RENNDA - Registo Nacional de Não-Dadores (no caso de se tratar de uma pessoa menor de idade ou mentalmente incapaz, é válida a vontade de quem detenha o poder paternal).


    No entanto, para que possa haver doação de órgãos têm que reunir-se um conjunto de circunstâncias:

    • O dador tem que falecer num hospital.

    • Depois de se verificar a paragem irreversível das funções cerebrais ou cardio-respiratórias, o corpo tem que ser mantido artificialmente, desde o momento da morte até ao momento da extracção dos órgãos.

    • É necessário que se conheça, com exactidão, a causa da morte. Não são aceites como dadores indivíduos que sejam, na altura da morte, portadores de uma doença infecto-contagiosa, de um tumor maligno ou de uma doença com repercussão nos órgãos a transplantar. Também são contra-indicações, embora relativas, para a doação, uma história clínica de hipertensão arterial, de diabetes ou a idade avançada.

    No que respeita à idade, os dadores mais desejáveis são os que têm entre 15 e 55 anos, mas a idade é valorizada caso a caso, de acordo com o tipo de órgão a utilizar e com o conhecimento da história clínica do dador.

    Uma vez certificada a morte, e se o cadáver tiver características adequadas à doação (ou seja, se os seus órgãos puderem ser úteis para curar ou melhorar a saúde de outras pessoas), o coordenador hospitalar para a transplantação tem a obrigação de se informar, por todos os meios ao seu alcance, sobre a vontade expressa em vida por aquele indivíduo em relação à doação. Para este efeito, são consultados o Registo Nacional de Não-Dadores e, sobretudo, os familiares próximos do falecido. No caso de não existirem objecções, prosseguir-se-á com o procedimento de colheita.

    A extracção de órgãos ou tecidos é feita num bloco operatório, em condições de assepsia, e consiste numa intervenção cirúrgica realizada por uma equipa médica e de enfermagem especializada. O corpo não fica desfigurado e é sempre tratado com o máximo respeito.

    Depois desta intervenção, o cadáver é transferido para a morgue do hospital, como qualquer outro cadáver. Quanto aos órgãos colhidos, são mergulhados num líquido de preservação e enviados para o hospital onde irá ser feito o transplante.

    Fonte: Sociedade Portuguesa de Transplantação

    Troca de rins de dadores vivos não relacionados (Transplant Swap)

    14 de novembro de 2007

    Quando alguém é considerado candidato a transplante, normalmente essa pessoa irá explorar a possibilidade de encontrar um dador vivo compatível, quer seja familiar ou um amigo próximo. Agora, imagine que existe no núcleo de amigos/família uma pessoa disposta a doar-lhe um rim, mas que no entanto não é compatível. Apesar de sabermos que já é possível transplantes com tipos de sangue incompatíveis (ver post), este não é ainda um procedimento muito comum nem possível em todos os casos.

    O processo, que consiste num esquema de troca entre dois pares cujos tipo de sangue são incompatíveis, foi pioneiro na Holanda e nos EUA e, desde 2006, foi aprovado também no Reino Unido. Vejamos um exemplo:



    No 1º par, o Receptor 1 não é compatível com o Dador 1. No 2º par, o Receptor 2 e o Dador 2 não são compatíveis. Contudo, o Dador 1 é compatível com o Receptor 2 e o Dador 2 é compatível com o Receptor 1. Se ambos os pares estiverem dispostos a efectuar a "troca", que deve ser devidamente monitorizada pela entidade reguladora de transplante de órgãos, estão criadas as condições para um transplante compatível. Cabe ao hospital agrupar os potenciais dadores vivos por idade e função renal, de forma a assegurar a equidade do processo de troca. O hospital deve também garantir que os processos de avaliação e de cirurgia decorrem simultaneamente, para evitar que alguém desista antes de a troca estar completa. Este esquema de troca pode mesmo ser alargado e aplicar-se a 3 pares de dador/receptor, ou mais, até mesmo criando uma cadeia de transplantes.

    Esta troca de rins permite, não apenas retirar duas pessoas da lista de espera (ou mais), como também permite aumentar os transplantes de dador vivo, o que favorece os receptores, já que a taxa de sobrevivência é maior e a taxa de rejeição menor, comparativamente aos transplantes com rim de cadáver.

    Num estudo de 2005 calculou-se, através de um modelo matemático, que através de um programa nacional optimizado, poder-se-iam identificar (nos EUA) 47% de pares incompatíveis susceptíveis de entrarem num esquema de troca deste género, o que seria mais compensador financeiramente do que manter as mesmas pessoas em diálise, enquanto aguardam um transplante de cadáver.

    Em Portugal, tal como referimos a 7/11, lamentavelmente, ainda não é possível a doação fora do seio familiar, uma vez que ainda não se aplica a nova lei, quanto mais podermos imaginar este tipo de transplantes. Para quando em Portugal?

    Mais Informação:

    Polémica - Listas de espera para transplante

    13 de novembro de 2007

    O transplante de órgãos tem sido notícia nos últimos dias. Por várias razões, mas o que me chamou a atenção nesta notícia foi a aparente contradição de opiniões de dois conceituados médicos da área dos transplantes. Por um lado, o Dr. Eduardo Barroso, presidente da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação, a defender a inevitabilidade das listas de espera. Por outro lado, o Dr. Manuel Abecassis, antigo presidente da extinta OPT - Organização Portuguesa de Transplantação, que defende que muito há ainda a fazer para contrariar a tendência crescente destas mesmas listas.

    Ler notícia.

    Brochura recomendada

    12 de novembro de 2007

    Recomendamos esta brochura, editada pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia, onde são apresentadas as 3 modalidades existentes de substituição da função renal: Hemodiálise, Diálise Peritoneal e Transplante. Inclui fotografias, um quadro comparativo, testemunhos e conselhos práticos. E em português!

    Pode ajudar?

    11 de novembro de 2007

    Recebemos mais um pedido de ajuda, desta vez para divulgar o caso de uma menina de 3 anos, a Carolina, que tem paralisia cerebral. De seguida encontra o link para o site da Carolina Lucas:

    Carolina