Nova vacina experimental contra a hipertensão

28 de novembro de 2007

A CYT006-AngQb, nome provisório de uma imunização em fase de estudo por uma equipa de investigadores do Hospital Universitário do Cantão de Vaud, na Suíça, para a companhia biofarmacêutica Cytos Biotechnology, que acaba de ser apresentada nos Estados Unidos, assume-se como uma nova esperança no combate à hipertensão, podendo vir a ser, num futuro mais ou menos próximo, a primeira vacina para aquela doença. Nesta fase experimental a vacina foi bem tolerada pelo organismo e os efeitos secundários foram muito poucos.

A hipertensão é sem dúvida uma das doenças mais prevalentes dos países desenvolvidos e Portugal não é excepção. Estima-se que 42% da população portuguesa seja hipertensa. Sabemos também que a hipertensão está muitas vezes associada à doença renal, pelo que o advento de uma vacina que impeça ou minimize a prevalência da hipertensão assume contornos de extrema utilidade.

Aquela que poderá vir a ser a primeira vacina do género actua sobre a angiotensina II, hormona responsável pela subida da tensão, a mesma sobre a qual actuam alguns medicamentos já disponíveis no mercado. A CYT006-AngQb impede que a angiotensina I se transforme em II. Os autores do estudo desenharam o fármaco a partir de partículas em forma de vírus, ainda que sem a sua capacidade infecciosa, destinados a provocar uma resposta do organismo contra a hormona hipertensora.

No entanto, os responsáveis adiantam que são necessários mais estudos e pelo menos cinco anos até que um medicamento como este tenha a necessária autorização de introdução no mercado.

Leia mais em:

Farmacia.com.pt

Correio da Manhã

Portugal e Espanha acertam troca de órgãos

27 de novembro de 2007

Base ibérica de colheita e transplantes é um dos objectivos dos dois países. Portugal e Espanha vão estabelecer um acordo para facilitar a colheita e transplante de órgãos e tecidos.

Os dois países, que decidiram realizar reuniões regulares para pôr em prática protocolos já assinados nas cimeiras (como a de Badajoz em 2006), "já tinham uma base de colaboração, informal a nível da colheita e transplante e órgãos", explica a Alta Comissária da Saúde, Dra. Maria do Céu Machado. Este entendimento poderá agora criar uma "espécie de base de transplantes ibérica".

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Transplantes: 8 hospitais autorizados a colher órgãos em vida

24 de novembro de 2007

Tal como tínhamos referido a 7/11, apesar de ter sido publicada uma lei em Junho que permitia a doação de órgãos em vida fora do círculo familiar mais restrito, esta mesma lei ainda não tinha sido regulamentada, pelo que não estava a ser aplicada.

No entanto, coincidência ou não, um despacho assinado a 9/11 pelo Ministro da Saúde, que já seguiu para publicação em Diário da República, consagra que a dádiva e a colheita de órgãos em vida fica dependente de um parecer vinculativo e escrito da Entidade de Verificação da Admissibilidade da Colheita para Transplante (EVA). Segundo o despacho, esta entidade é criada em oito hospitais portugueses onde se poderá realizar a colheita em dadores vivos: Garcia de Orta (Almada), Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Hospital de Santa Maria (Lisboa), Hospital de Santo António e de São João (no Porto), Hospitais da Universidade de Coimbra, Curry Cabral e Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa (Lisboa).

A emissão de parecer é solicitada à EVA pelo responsável da unidade de transplantação, que propõe o par dador-receptor para a colheita e transplantação. Os membros desta entidade ficam obrigados a manter «absoluto sigilo e confidencialidade» quanto aos assuntos que apreciem ou de que tomem conhecimento, mesmo depois de cessarem funções, estabelece o despacho do ministro da Saúde. A EVA será constituída por três membros da Comissão de Ética para a Saúde que não estejam envolvidos em programas de transplantação e caberá ao conselho de administração de cada unidade hospitalar homologar a composição da entidade. Este organismo deverá ainda garantir que as doações são altruístas, já que ninguém pode receber pela doação, e que não há comércio de órgãos.

O consentimento de quem dá e recebe um órgão colhido em vida tem de ser prestado perante um médico designado pelo director clínico da unidade hospitalar que faz a recolha e outro médico da mesma unidade que não pertença à equipa de transplante.

Ficamos, então, à espera da publicação em Diário da República!

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Recomendações Pós-Transplante da Sociedade Americana de Transplantação - Introdução

23 de novembro de 2007

Iniciamos hoje a tradução de uma brochura muito completa da Sociedade Americana de Transplantação (AST). Como é muito grande, vamos dividi-la por partes. Hoje começamos, obviamente, pela Introdução:

«O risco de infecção após o transplante de um órgão é determinado pelo estado de imunossupressão do receptor, pela sua exposição a agentes epidemiológicos e pelas consequências de procedimentos invasivos a que o receptor possa ser submetido.

Os receptores de um transplante correm o risco de desenvolverem uma infecção a partir de organismos endógenos que são reactivados durante uma fase de excessiva imunossupressão. Também podem desenvolver infecções oportunistas com organismos adquiridos de forma exógena, se estiverem expostos a um inoculante elevado (vacina) ou a micróbios particularmente virulentos, mesmo durante fases de imunossupressão mínima ou de manutenção.

Há várias medidas que podem ser tomadas para reduzir a exposição epidemiológica no hospital e na comunidade, e os receptores de um transplante deverão receber instruções sobre formas de minimizar as infecções.

Os receptores de órgãos correm maior risco de contraírem uma infecção durante os primeiros 6 meses após o transplante e em qualquer altura em que a medicação imunossupressora tenha que ser aumentada, para reagir a episódios de rejeição. Também o tipo de imunossupressor utilizado é importante para determinar o risco de infecção. Por exemplo, os corticoesteróides aumentam o risco de contracção de infecções por fungos como Aspergillus, Coccidioides e Candida, enquanto que as terapias antilinfócito (OKT3, globulina antitimócito) estão associadas com a reactivação do Citomegalovírus (CMV).»

Todas as sextas-feiras traremos mais uma parte da brochura. Estes são os temas que serão abordados:

  1. Prevenção de infecções por contacto directo
  2. Prevenção de infecções respiratórias
  3. Cuidados com a água
  4. Cuidados com a alimentação
  5. Cuidados com animais
  6. Cuidados em viagem

Fonte: http://a-s-t.org/files/pdf/mobile/SafeLiving.pdf

Apenas 30% dos hospitais portugueses tem nutricionista

22 de novembro de 2007

Em Portugal, dos 87 hospitais públicos apenas 27 contam com nutricionistas, segundo dados da Associação Portuguesa de Nutricionistas.


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Sabia que... Os rins têm muitas funções?

21 de novembro de 2007

Toda a gente saberá do senso comum que os rins têm como principal função eliminar as toxinas e os líquidos em excesso do nosso organismo. Mas não só... Para que servem, então, os rins?

  1. Eliminar substâncias tóxicas oriundas do metabolismo, como por exemplo, a ureia e creatinina.
    O sangue entra nos rins através da artéria renal. Uma vez que o sangue chega aos rins, as toxinas são filtradas para a urina. O sangue limpo volta ao coração por uma veia renal.

  2. Produção de hormonas:
    Eritropoetina, que ajuda da maturação dos glóbulos vermelhos do sangue e da medula óssea. A falta desta hormona pode causar anemia.
    Renina, que juntamente com a Aldosterona, controla o volume de líquidos e a tensão arterial.
    Activação da Vitamina D, que regula a concentração de cálcio e fósforo no sangue, a qual afecta a formação dos ossos.
  3. Manter o equilíbrio de electrólitos no corpo humano, tais como: sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, bicarbonato, hidrogénio, cloro e outras.

  4. Regular o equilíbrio ácido-básico, mantendo constante o pH sanguíneo.

  5. Regular a osmolaridade e volume de líquido corporal, eliminando o excesso de água do organismo;

  6. Excreção de substâncias exógenas, como por exemplo medicações e antibióticos;

  7. Produção de urina, para exercer suas funções excretórias.

Saiba mais:


Relatório da OCDE

20 de novembro de 2007

O relatório da OCDE ‘Panorama da Saúde 2007’, divulgado a semana passada, compara dados de saúde dos vários países da organização, relativos a 2005.

Relativamente à saúde Renal, e tendo em conta os dois tipos de tratamentos disponíveis para a Insuficiência renal crónica (IRC), nomeadamente, a Diálise e o Transplante, verificou-se que a percentagem de pessoas tratadas com IRC aumentou a uma taxa superior a 6% ao ano, em média, no conjunto dos países da OCDE ao longo das duas últimas décadas (1985-2005). Portugal é o terceiro país com maior taxa de tratamentos em doentes com insuficiência renal e foi o que apresentou a maior taxa de crescimento na diálise e transplantes renais desde 1985.

Se analisarmos o tipo de tratamento fornecido aos insuficientes renais, a proporção de pessoas em diálise é muito maior no Japão, contrariamente aos EUA. Em todos os países verificou-se um grande aumento no nº de doentes em diálise nos últimos 20 anos. Por outro lado, a prevalência de pessoas com um rim transplantado, funcionante, tem aumentado de forma regular em todos os países durante o período estudado. A média da OCDE passou de 8 para 32 pessoas com um rim funcionante por cada 100 000 habitantes, entre 1985 e 2005. Em 2005, os EUA seguidos da Aústria, Finlândia, Espanha e França, reportaram a maior taxa, com mais de 40 pessoas com um rim transplanado funcionante por cada 100 000 habitantes.


Ler relatório (em Inglês)


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A Holanda estuda a hipótese de compensar financeiramente os dadores de rim

19 de novembro de 2007

O Ministro da Saúde da Holanda, Ab Klink, está a considerar a hipótese de oferecer um seguro de saúde gratuito a quem doar um rim para transplante, como forma de incentivar a doação em vida. Esta iniciativa insere-se numa estratégia mais alargada que tem como objectivo aumentar a doação de órgãos.

Na Holanda uma pessoa espera em média 4 anos por um transplante de rim, sendo um dos países com uma das listas de espera mais longas da Europa.

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Todos somos potenciais dadores de órgãos!

16 de novembro de 2007

Qualquer pessoa, ao falecer, é um potencial dador de órgãos ou tecidos para transplante, desde que, em vida, não se tenha manifestado contra esta possibilidade, nomeadamente através de inscrição no RENNDA - Registo Nacional de Não-Dadores (no caso de se tratar de uma pessoa menor de idade ou mentalmente incapaz, é válida a vontade de quem detenha o poder paternal).


No entanto, para que possa haver doação de órgãos têm que reunir-se um conjunto de circunstâncias:

  • O dador tem que falecer num hospital.

  • Depois de se verificar a paragem irreversível das funções cerebrais ou cardio-respiratórias, o corpo tem que ser mantido artificialmente, desde o momento da morte até ao momento da extracção dos órgãos.

  • É necessário que se conheça, com exactidão, a causa da morte. Não são aceites como dadores indivíduos que sejam, na altura da morte, portadores de uma doença infecto-contagiosa, de um tumor maligno ou de uma doença com repercussão nos órgãos a transplantar. Também são contra-indicações, embora relativas, para a doação, uma história clínica de hipertensão arterial, de diabetes ou a idade avançada.

No que respeita à idade, os dadores mais desejáveis são os que têm entre 15 e 55 anos, mas a idade é valorizada caso a caso, de acordo com o tipo de órgão a utilizar e com o conhecimento da história clínica do dador.

Uma vez certificada a morte, e se o cadáver tiver características adequadas à doação (ou seja, se os seus órgãos puderem ser úteis para curar ou melhorar a saúde de outras pessoas), o coordenador hospitalar para a transplantação tem a obrigação de se informar, por todos os meios ao seu alcance, sobre a vontade expressa em vida por aquele indivíduo em relação à doação. Para este efeito, são consultados o Registo Nacional de Não-Dadores e, sobretudo, os familiares próximos do falecido. No caso de não existirem objecções, prosseguir-se-á com o procedimento de colheita.

A extracção de órgãos ou tecidos é feita num bloco operatório, em condições de assepsia, e consiste numa intervenção cirúrgica realizada por uma equipa médica e de enfermagem especializada. O corpo não fica desfigurado e é sempre tratado com o máximo respeito.

Depois desta intervenção, o cadáver é transferido para a morgue do hospital, como qualquer outro cadáver. Quanto aos órgãos colhidos, são mergulhados num líquido de preservação e enviados para o hospital onde irá ser feito o transplante.

Fonte: Sociedade Portuguesa de Transplantação

Troca de rins de dadores vivos não relacionados (Transplant Swap)

14 de novembro de 2007

Quando alguém é considerado candidato a transplante, normalmente essa pessoa irá explorar a possibilidade de encontrar um dador vivo compatível, quer seja familiar ou um amigo próximo. Agora, imagine que existe no núcleo de amigos/família uma pessoa disposta a doar-lhe um rim, mas que no entanto não é compatível. Apesar de sabermos que já é possível transplantes com tipos de sangue incompatíveis (ver post), este não é ainda um procedimento muito comum nem possível em todos os casos.

O processo, que consiste num esquema de troca entre dois pares cujos tipo de sangue são incompatíveis, foi pioneiro na Holanda e nos EUA e, desde 2006, foi aprovado também no Reino Unido. Vejamos um exemplo:



No 1º par, o Receptor 1 não é compatível com o Dador 1. No 2º par, o Receptor 2 e o Dador 2 não são compatíveis. Contudo, o Dador 1 é compatível com o Receptor 2 e o Dador 2 é compatível com o Receptor 1. Se ambos os pares estiverem dispostos a efectuar a "troca", que deve ser devidamente monitorizada pela entidade reguladora de transplante de órgãos, estão criadas as condições para um transplante compatível. Cabe ao hospital agrupar os potenciais dadores vivos por idade e função renal, de forma a assegurar a equidade do processo de troca. O hospital deve também garantir que os processos de avaliação e de cirurgia decorrem simultaneamente, para evitar que alguém desista antes de a troca estar completa. Este esquema de troca pode mesmo ser alargado e aplicar-se a 3 pares de dador/receptor, ou mais, até mesmo criando uma cadeia de transplantes.

Esta troca de rins permite, não apenas retirar duas pessoas da lista de espera (ou mais), como também permite aumentar os transplantes de dador vivo, o que favorece os receptores, já que a taxa de sobrevivência é maior e a taxa de rejeição menor, comparativamente aos transplantes com rim de cadáver.

Num estudo de 2005 calculou-se, através de um modelo matemático, que através de um programa nacional optimizado, poder-se-iam identificar (nos EUA) 47% de pares incompatíveis susceptíveis de entrarem num esquema de troca deste género, o que seria mais compensador financeiramente do que manter as mesmas pessoas em diálise, enquanto aguardam um transplante de cadáver.

Em Portugal, tal como referimos a 7/11, lamentavelmente, ainda não é possível a doação fora do seio familiar, uma vez que ainda não se aplica a nova lei, quanto mais podermos imaginar este tipo de transplantes. Para quando em Portugal?

Mais Informação:

Polémica - Listas de espera para transplante

13 de novembro de 2007

O transplante de órgãos tem sido notícia nos últimos dias. Por várias razões, mas o que me chamou a atenção nesta notícia foi a aparente contradição de opiniões de dois conceituados médicos da área dos transplantes. Por um lado, o Dr. Eduardo Barroso, presidente da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação, a defender a inevitabilidade das listas de espera. Por outro lado, o Dr. Manuel Abecassis, antigo presidente da extinta OPT - Organização Portuguesa de Transplantação, que defende que muito há ainda a fazer para contrariar a tendência crescente destas mesmas listas.

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Brochura recomendada

12 de novembro de 2007

Recomendamos esta brochura, editada pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia, onde são apresentadas as 3 modalidades existentes de substituição da função renal: Hemodiálise, Diálise Peritoneal e Transplante. Inclui fotografias, um quadro comparativo, testemunhos e conselhos práticos. E em português!

Pode ajudar?

11 de novembro de 2007

Recebemos mais um pedido de ajuda, desta vez para divulgar o caso de uma menina de 3 anos, a Carolina, que tem paralisia cerebral. De seguida encontra o link para o site da Carolina Lucas:

Carolina

HUC atingem recorde nacional com 100 transplantes renais em 2007

10 de novembro de 2007

Os Hospitais da Universidade de Coimbra anunciaram a realização do 100º transplante renal deste ano.

O Serviço de Urologia e Transplantação Renal é, assim, o primeiro centro português a atingir este patamar.

OMS quer fármacos mais seguros para crianças

9 de novembro de 2007

Pouco ainda se sabe sobre como reage o organismo de uma criança aos medicamentos em geral. Uma realidade que está a preocupar a Organização Mundial de Saúde (OMS), que quer aumentar a segurança de medicamentos para crianças, tendo publicado uma notificação onde destaca a necessidade urgente de instalar medidas adequadas de vigilância de medicamentos para crianças. A todos os países, foi recomendada a instalação urgente de medidas que visem apertar a vigilância e apoiar o desenvolvimento de técnicas com vista à produção de fármacos infantis.


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Rins de cadáver que antigamente não teriam sido aceites para transplante mostram afinal resultados satisfatórios

8 de novembro de 2007

Novos estudos mostram como as equipas de transplante poderão fazer uma utilização mais eficiente de órgãos de cadáver- mesmo daqueles que estariam fora dos limites de aceitação - de acordo com investigadores do Wake Forest University Baptist Medical Center.

No 13º Congresso da Sociedade Europeia para a Transplantação de Orgãos, organizado em Praga, Rajinder Singh, cirurgião de transplantes, apresentou os resultados de três estudos que sugerem, não apenas o potencial para expandir os critérios de admissibilidade de orgãos, mas também formas específicas de alcançar óptimos resultados.

"A nossa experiência sugere que os limites de aceitabilidade do dador podem continuar a expandir-se à medida que formos capazes de alcançar resultados de curto prazo aceitáveis com rins que antigamente não teriam sido aceites," disse Robert Stratta, investigador e cirurgião. "As nossas descobertas apontam para a importância da semelhança de idades entre dador e receptor, reduzindo os tempos de espera para um transplante, e tomando medidas para reduzir o atraso no início da função renal, bem como da rejeição aguda.

A investigação envolveu rins de dadores cadáver que satisfaziam os critérios-padrão para doação, bem como os dadores que satisfaziam o critério alargado. Este critério alargado foi criado em 2002 pela UNOS (United Network for Organ Sharing), para que os dadores de maior risco, antigamente considerados não elegíveis para doação, pudessem ser transplantados com segurança. Esta categoria, menos exigente, por assim dizer, inclui rins de dadores cadáver com mais de 60 anos de idade ou aqueles com mais de 50 anos e com alguns problemas de saúde, tais como tensão arterial elevada, ou mesmo elevados níveis de creatinina.

Os estudos concluiram então que:

  • Quer a sobrevida do paciente, quer a do enxerto eram semelhantes nos dois grupos (ou seja, no grupo que satisfazia os critérios-padrão de admisssibilidade para doação, bem como no grupo que satisfazia o critério mais alargado).
  • A compatibilidade/semelhança de idades entre dador cadáver e receptor pode conferir um benefício na sobrevida, independentemente da idade do receptor.
  • Os factores de risco para perda do enxerto em ambos os grupos incluíam: diabetes do receptor, receptores com mais de 60 anos, espisódios de rejeição aguda ou atraso no início da função renal. O atraso no início da função renal (implicando a realização de diálise temporária), foi o factor de risco mais importante que afectou o grupo de rins provenientes de dadores que satisfaziam o critério mais alargado. No entanto o Dr. Stratta é da opinião que este factor poderá ser reduzido através duma bomba que injecte líquido nos rins antes do transplante. No grupo em que os rins vinham dos dadores que satisfaziam os critérios-padrão, o principal factor de risco foi a rejeição aguda, o que sugere a importância de testes de compatibilidade cada vez mais sofisticados e de uma forte medicação anti-rejeição, como tentativa de melhorar os resultados.

Fonte

Nova Lei dos Transplantes ainda não é aplicada

7 de novembro de 2007

Em Junho de 2007 foi publicada a Lei nº 22/2007, em que foi revogada a limitação anterior, que apenas permitia a doação de órgãos em vida por familiares do doente, até ao 3º grau. No entanto, passados 4 meses, esta Lei ainda não foi regulamentada, o que significa que ainda não está em condições de ser posta em prática.

Indignada com esta situação, Ana Cristina Pereira, doente renal crónica, apelou para a comunicação social, expondo o seu caso.

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Ver reportagem da SIC.

É lamentável que a Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação defenda que "quem esperou 14 anos pela mudança da lei, pode esperar mais", sem adiantar quanto tempo mais. É igualmente inaceitável que o Prof. Eduardo Barroso, presidente da mesma Autoridade, admita que "Se houvesse uma urgência, se dependesse a vida da senhora, eu estaria receptivo a que se abrisse uma excepção", não tendo em consideração de que não se trata de um caso isolado e que o que é realmente urgente e de que dependem outras vidas é da regulamentação desta Lei. Para quando?

Medicamentos ao domicílio e através da Internet

6 de novembro de 2007

Já a partir de amanhã, podem ser encomendados medicamentos pela Internet, telefone ou fax junto das farmácias e locais de venda de fármacos não sujeitos a receita médica para entrega no domicílio. De igual modo, a partir desta data as farmácias poderão ministrar as vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação, como a vacina da gripe.


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Obrigado Visitantes!

3 de novembro de 2007

Neste mês de Outubro o Criança e Rim atingiu o seu record de visitantes!

Obrigado a todos pela vossa visita e pelo feedback que temos recebido, que nos tem animado a continuar este projecto.

Primeira vacina para Cancro Colorrectal e Cancro do Rim em fase final de estudo

31 de outubro de 2007

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