Deflux - Tratamento para o Refluxo Vesicoureteral

10 de setembro de 2007


O Deflux® é um produto utilizado actualmente para a correcção do refluxo vesicoureteral. O refluxo vesicoureteral define-se pelo fluxo de urina desde a bexiga para o ureter ou para o ureter e rim através da junção uretero-vesical, que normalmente deveria ser estanque (consultar artigo da Prof. Helena Jardim para mais informação sobre o RVU).

Este refluxo surge porque o orifício que une o ureter à bexiga é anormalmente largo. O método clássico de correcção do refluxo consiste em fazer a reimplantação do ureter, isto é, fechar esse orifício e recolocar o ureter noutro ponto da parede vesical (da bexiga), com um orifício menor. No entanto, desde finais dos anos 90 que surgiu esta nova técnica, o Deflux, que consiste em injectar um gel por via endoscópica, reduzindo a abertura do orifício e criando uma espécie de válvula, que impede que a urina flua de novo para o ureter e/ou para o rim.

A cirurgia é muito menos invasiva do que a técnica clássica, o que significa um tempo de recuperação menor, com resultados bastante satisfatórios. No caso do meu filho, que possuía refluxo bilateral, parece que foram ambos resolvidos com recurso ao Deflux. A cirurgia foi feita em ambulatório, o que significa que teve alta no mesmo dia da operação. Teve anestesia geral, mas todo o procedimento durou cerca de 1 hora e poucas horas depois já estava de volta ao normal.

Ler artigo sobre a infecção urinária na criança.

Para mais informações, consulte o site do Deflux®.

NOTA: No momento em que escrevo este artigo, o site do Deflux não está disponível. Em substituição, sugiro a leitura deste folheto, dos Children’s Hospitals and Clinics of Minnesota.

Transplantados portugueses conquistam quatro medalhas nos Jogos Mundiais para Transplantados

7 de setembro de 2007

Pela primeira vez, a comitiva portuguesa, composta por sete atletas submetidos a transplante, conquistou medalhas: Rui Santos (transplante renal) conquistou ouro e prata na natação, Miguel Monteiro (transplante cardíaco) conquistou a medalha de ouro no ténis, e Jorge Carreto (transplante renal) conquistou a medalha de prata no contra-relógio.

A equipa era composta por 7 atletas, todos com um transplante de rim ou de coração, pertencentes ao Grupo Desportivo de Transplantados de Portugal.

A estes bravos atletas, os nossos PARABÉNS!!

Entidade Reguladora da Saúde

6 de setembro de 2007

A ERS é uma entidade de regulação e supervisão do sector da prestação de cuidados de saúde.

Tem como principais atribuições:

  • A regulação e a supervisão da actividade das entidades prestadoras de cuidados de saúde.

  • Assegurar o direito de acesso universal e equitativo de todos ao serviço público de saúde, bem como zelar pelo respeito da liberdade de escolha nas unidades de saúde privadas

  • A ERS deverá ainda, em colaboração com a Autoridade da Concorrência, garantir a concorrência entre os prestadores de cuidados de saúde

  • Compete-lhe também a avaliação dos indicadores de qualidade dos cuidados de saúde prestados, bem como o acompanhamento do cumprimento das obrigações inerentes à acreditação dos estabelecimentos e serviços.

  • A ERS poderá dar parecer e emitir recomendações sobre o funcionamento do sistema de saúde

A ERS recomendou ao Ministro da Saúde a adopção de um sistema de preço compreensivo para os pagamentos às clínicas de hemodiálise. Este preço deverá incluir o transporte dos doentes, cuja contratação passaria a ser da responsabilidade da entidade prestadora dos serviços de hemodiálise. Recomendou ainda a revisão da afectação dos utentes por centros de hemodiálise, de modo a aferir da racionalidade das práticas de referenciação, na óptica da defesa dos interesses dos utentes.

Ler o Relatório sobre o serviço de hemodiálise em Portugal

Nova técnica para nefrectomia em transplante de dador vivo

5 de setembro de 2007

O Rush University Medical Center, em Chicago (EUA) começou a realizar transplantes renais de dador vivo, recorrendo a um sistema de robot de alta definição, o da Vinci S HD Surgical System, para retirar o rim do dador. Esta técnica permite fazer a nefrectomia com maior precisão, com um tempo de restabelecimento menor para o paciente e recorrendo a incisões mais pequenas.

Ler notícia.

Notícia: Astellas aposta num "novo" Prograf

4 de setembro de 2007

A produtora farmacêutica Astellas, que produz o Prograf (medicamento imunosupressor), está a prever uma nova fórmula do referido medicamento como forma de proteger-se das vendas, uma vez que o prazo da patente termina já no próximo ano.

O que está em causa é uma nova versão, se assim lhe podemos chamar, do medicamento para ser tomado uma única vez, contrariamente ao que acontece actualmente, já que o Prograf deve ser tomado duas vezes ao dia.

Nos EUA a nova versão do medicamento está ainda em análise, após terem sido pedidos esclarecimentos adicionais pela FDA (Food and Drug Administration), enquanto que no Reino Unido e na Alemanha o novo medicamento, chamado Advagraf, foi já autorizado. A empresa japonesa diz ter já fornecido informação adicional sobre os transplantados hepáticos e espera poder fornecer sobre os renais até final do ano.

Esta pode ser uma forma de melhorar ainda mais a qualidade de vida dos transplantados, uma vez que reduziria a toma de um dos principais imunosupressores para apenas uma vez ao dia. Aquilo que esperamos é que, para bem dos doentes, esta nova versão tenha a mesma eficácia que a versão conhecida como Prograf. Por outro lado, esperamos que o Estado não se lembre, com o aparecimento do genérico do Prograf, de descomparticipar tão importante medicamento.

Ler notícia (em inglês).

103 doentes morreram à espera de rim

3 de setembro de 2007

Ler notícia.

Recomendações no Pós-Transplante

30 de agosto de 2007

Para o sucesso de um transplante é fundamental que o doente cumpra alguns cuidados que normalmente constituem as recomendações da equipa médica. No universo pediátrico obviamente que deverão ser os pais a implementar estes cuidados procurando incutir desde logo responsabilidades à criança no que toca à sua saúde.

As recomendações dietéticas são basicamente as mesmas que para qualquer pessoa que pretenda ter uma vida saudável, tais como:
  • Dieta variada e equilibrada, rica em frutas e verduras

  • Beber líquidos de forma abundante (a quantidade dependerá, entre outros factores, da idade e peso da criança), sobretudo água.

As medidas de higiene geral, que se devem extremar, sobretudo pela maior susceptibilidade a infecções (vírus, bactérias, fungos, etc), são:

  • Lavar muito bem as mãos, sobretudo antes e após as refeições, idas à casa de banho e quando a criança chega a casa;

  • Evitar espaços fechados, com muita gente e cheios de fumo;

  • Evitar o contacto com pessoas doentes;
No início é recomendado o uso de máscara nos locais fechados.

Por outro lado, e sendo que esta recomendação depende da opinião da equipa médica, em princípio as crianças devem ausentar-se da escola/infantário nos primeiros 3 meses pós-transplante (esta foi a recomendação que nos foi dada).

Também se recomenda que a criança transplantada faça exercício físico de modo regular, sendo de evitar os desportos de contacto e violentos. Devem ainda evitar uma exposição intensa ao sol, usando sempre cremes com factor protecção elevado.

Relativamente a vacinas, são necessários alguns cuidados, nomeadamente:

  • A criança deve seguir o calendário previsto para a sua idade, embora se recomende que sejam aguardados 6 meses depois do transplante para ser vacinado.

  • Deve vacinar-se anualmente contra a gripe.

  • Muito importante: estão contraindicadas todas as vacinas de vírus vivos (vacina tríplice vírica, varicela, polio oral, etc).

Podem consultar este Manual de Transplante Renal (escrito em português, embora do Brasil)para o período pós-transplante que, apesar de destinado ao universo dos adultos, se aplica na grande maioria às crianças.

Finalmente, nunca é demais relembrar que em caso de dúvida devem consultar o médico assistente.

Stanford e Imunosupressão sem corticóides

24 de agosto de 2007

A U. de Stanford e o Lucille Packard foram internacionalmente quem primeiro transplantou sem corticóides. Vejam abaixo o trabalho que a M. Sarwal vai apresentar na próxima semana em Budapeste. A notícia publicada está em relação com este trabalho, seguramente. Tenho imenso gosto em ter conhecido a autora e visitado a Unidade de Nefrologia Pediatrica do Hospital de Lucille Packar em Palo Alto, um hospital pediátrico ligado por um túnel ao Hospital de adultos ao lado.

A pergunta que sempre lhes oiço fazer é: "E a longo prazo, qual é a sobrevida dos enxertos??". Difícil de saber, mas todo o mundo está com os olhos postos na experiência de Stanford que, para já, não tem sido muito seguida nos outros centros. É promissor ver que, dar mais ou menos imunosupressores, pode estar relacionado com os genes de cada um. Mas isso vai ser o futuro para a maioria das doenças. Cabe aqui recordar que "não há doenças, há doentes".

292 (SY)
Steroid Avoidance: a Reality for Pediatric Transplantation
M. Sarwal
Division of Pediatric Nephrology at Stanford University, Stanford, United States

Immunosuppression minimization strategies, under the umbrella of a newer generation of more powerful induction and maintenance immunosuppressants, are being increasingly applied to pediatric organ transplantation, with the greatest emphasis on minimization of steroids and calcineurin inhibitor agents. Safe elimination of these steroids carry unprecedented advantages for reducing patient morbidity and chronic graft injury, but may also result in unanticipated changes in immunological homeostasis and drug pharmacokinetics, heralding closer surveillance for posttransplant infections and alterations in drug bioavailability and dosing, as well as break-through immunologic responses. In single center studies, pediatric renal transplantation appears safe without steroids. Daclizumab first dose doubling and extended use for 6 months replaces steroids effectively without evidence of over-immunosuppression, and may be the pivotal causative for the reduced acute rejection seen in the face of steroid avoidance. This pilot protocol has been tested in a prospective, multicenter randomized US and Canadian study.

Estudo sugere que alguns transplantados poderão viver sem terapia imunossupressora

Um estudo apresentado esta semana permitiu identificar um conjunto de indivíduos que possuem uma determinada combinação genética que lhes permite tolerar novos órgãos, com pouca ou mesmo nenhuma imunossupressão a longo prazo.

Minnie Sarwal, responsável pelo estudo e nefrologista pediátrica do Hospital Pediátrico Lucile Packard (EUA) comenta: "Estamos muito entusiasmados com estes resultados. A maioria dos transplantados que param a medicação acabam por rejeitar o novo órgão. Mas agora podemos dizer-lhes que é possível minimizar a sua exposição a estes medicamentos."

Os medicamentos que combatem a rejeição, conhecidos como imunossupressores, enfraquecem o sistema imunitário o suficiente para permitir que o organismo aceite os novos órgãos, mas este benefício tem um preço: estes medicamentos também diminuem a capacidade de o organismo reagir de forma natural a "invasores perigosos", como bactérias, vírus e células cancerígenas. Tomar imunossupressores é como caminhar numa fronteira muito ténue entre evitar a rejeição do órgão e aumentar o risco de infecções e cancros.

Ler notícia completa (em inglês).

Exames em Nefrologia: AngioTAC

21 de agosto de 2007

Iniciamos hoje uma nova "rubrica" no nosso blog, que consiste em fazer uma explicação de que tipo de exames se realizam em Nefrologia. Como eu ontem fui fazer um AngioTAC, como parte do meu processo de avaliação como potencial dadora de um rim ao meu filho, passo a explicar, na primeira pessoa, em que consiste o exame.

Primeiro, tive que estar em jejum de qualquer comida ou bebida durante 4 horas. Antes do exame despi-me da cintura para cima e vesti uma bata. Quando entrei na sala de exames, perguntaram-me se tinha algumas alergias ou asma.

Deitei-me na máquina e fui picada na veia, embora não tivessem injectado nada naquele momento, apenas fiquei com o acesso. A seringa com o contraste é ligada a um injector automático, que só é activado mais tarde. Depois deitei-me, com os braços para cima da cabeça, como na foto.


Depois deixaram-me sozinha. A marquesa onde estava deitada ia andando para a frente e para trás. De vez em quando diziam-me para suster a respiração, mas era rápido. A enfermeira tinha-me avisado que o contraste ia fazer uma sensação de calor, mas como eu não senti nada no princípio, pensei que afinal não seria nada de especial. Sensivelmente a meio do exame, ela avisou-me que agora é que ia começar a sentir calor. Então dispararam o injector automático e o contraste começou a correr. Desde a garganta até à bexiga senti, então, uma sensação de calor um bocadinho indescritível, especialmente no braço de onde vinha o contraste. É um bocado sufocante, até porque temos que estar imóveis, mas passa rápido. Quando comecei a achar que não ia aguentar mais, o calor passou. Depois disso, a marquesa ainda andou mais umas vezes para trás e para a frente e pouco depois o exame acabou. Entrou de novo a enfermeira, retirou-me a seringa e... fui comer! Sentia-me muito bem, não fiquei com nenhuns efeitos do exame.

Este AngioTAC é usado hoje em dia, em substituição da Angiografia (Angiograma?) e serve para visualizar pormenorizadamente os vasos sanguíneos que conectam os rins. A máquina gera uma imagem tridimensional dos rins e da anatomia que os rodeia.
Em geral, os cirurgiões preferem retirar o rim esquerdo, porque possui uma artéria renal mais comprida, mas podem existir complicações estruturais detectadas por este exame, que possam indicar na direcção do rim direito.

Mais informações sobre o AngioTAC aqui e aqui.

Mais informações sobre exames pré-transplante para o dador aqui.

Informações úteis

19 de agosto de 2007

Um dia destes fui ao Centro de Histocompatibilidade do Sul, como vou trimestralmente, e deram-me um "Manual do Utente", com a seguinte informação, que passo a partilhar, pois nunca é demais lembrar:

O que o candidato a transplante renal deve saber:

  • O doente/utente tem direito à confidencialidade de todos os dados do seu processo.
  • Pode inscrever-se a nível nacional em apenas duas das seguintes unidades de transplante:
  1. Centro
    Hospitais da Universidade de Coimbra Tel: 239 400 400
  2. Norte
    Hospital de Santo António Tel: 222 077 500
    Hospital de São João Tel: 225 027 151
  3. Sul
    Hospital da Cruz Vermelha Tel: 217 714 000
    Hospital de Santa Cruz Tel: 214 163 400
    Hospital Curry Cabral Tel: 217 805 000
    Hospital de Santa Maria Tel: 217 805 000
    Hospital Garcia da Orta Tel: 212 940 294
  • Deverá chegar ao Centro de Histocompatibilidade trimestralmente (ou 15 dias após uma transfusão) uma amostra de sangue colhida no centro de hemodiálise, ou o doente terá de se deslocar ao centro, acompanhado com a respectiva requisição de análise.
  • O candidato a transplante deve informar qualquer alteração (morada, contactos ou centro de hemodiálise), para que o seu processo esteja sempre actualizado.

ICE

16 de agosto de 2007

Recebi hoje um daqueles mails que circula por aí e a que raramente atribuimos importância mas este acho que tem interesse. Vem recomendado pelo INEM e por corporações de bombeiros que aconselham o seguinte:

Em situação de urgência ou acidente muitas pessoas têm consigo o telemóvel, mas é difícil saber no meio de todos os números quais são os contactos dos familiares. Assim, o INEM sugere que todos tenhamos na nossa lista sob a designação ICE (designação internacional In Case of Emergency) o número da pessoa a quem avisar. Se houver mais do que uma deve pôr-se ICE1, ICE2, ICE3, etc, por ordem de prioridades.

Acho isto muito sensato e particularmente no caso de famiíias como as nossas, com elementos que devem ser adequadamente socorridos em caso de emergência.

Operação Nariz Vermelho


A Associação Nariz Vermelho é uma associação sem fins lucrativos constituída em 2002, com o propósito de assegurar de forma contínua um programa de intervenção dentro dos serviços pediátricos dos hospitais portugueses, através da visita de palhaços profissionais. Estes artistas, têm formação especializada no meio hospitalar e trabalham em estreita colaboração com os profissionais de saúde, realizando actuações adaptadas a cada criança e a cada situação.

Neste momento a Associação garante visitas semanais, durante 42 semanas por ano, aos 8 hospitais abrangidos pelo programa. A equipa de artistas é constituída por 15 Doutores Palhaços e nos bastidores trabalham 6 profissionais.

O meu filho esteve recentemente internado e, apesar de não gostar de palhaços, a sua passagem pela enfermaria nunca nos ficava indiferente e era sempre motivo de conversa. O meu filho estava em situação de isolamento, pelo que não podia receber visitas, mas eles sempre encontraram forma de interagir. A mais original foi desenhar (às avessas) um palhaço com uma mensagem, na janela do quarto do meu filho (pelo lado do corredor da enfermaria). Estava lindo! Aos Doutores Palhaços, obrigada pela vossa presença e pelo vosso presente!

Se quiser e puder, saiba aqui como pode ajudar os Doutores Palhaços!

The Cruellest Cut - Pakistan's Kidney Mafia (Reportagem)

11 de agosto de 2007

A Susana Carinhas recomendou-nos esta reportagem sobre as máfias de transplante no Paquistão. Impressionante!

Reportagem sobre Tráfico de Órgãos

9 de agosto de 2007

Ontem, no Jornal 2 da RTP passou uma reportagem sobre o tráfico de órgãos para transplante. Cliquem aqui para a visualizar. Começa logo no início do programa.

P.S. Obrigada à Prof. Helena pela dica !

Curiosidade

7 de agosto de 2007

Doador ou dador?

[Pergunta] Diz-se doador de sangue ou dador de sangue?

[Resposta] Dador (aquele que dá) e doador (aquele que doa) são sinónimos. Em Portugal, cristalizou-se a expressão dador de sangue – atestada mesmo no Dicionário da Porto Editora: «indivíduo que dá sangue para tratamento de doentes e sinistrados» –, soando-nos estranha a expressão «doadores de sangue»; em contraponto, e sem nenhuma razão lógica, parece preferir-se a forma «doadores de órgãos» a «dadores de órgãos», mas, bem vistas as coisas, tudo vai dar ao mesmo.

Fonte: Ciberdúvidas da Língua Portuguesa

IPNA2007.COM

3 de agosto de 2007

IPNA2007.COM

Está aqui publicado o programa científico definitivo da próxima reunião internacional de Nefrologia Pediátrica. Onde se ouve e aprende as últimas.

Estou lá e "aceito encomendas"

Artigos sobre Colheita de Órgãos e Transplantação Renal

O "Jornal do Centro", boletim interno do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), que engloba os Hospitais de Egas Moniz, de Santa Cruz e de São Francisco Xavier, na sua edição de Julho de 2007, apresenta 2 artigos de interesse para os leitores do Criança e Rim.

Nas páginas 8 e 9 faz-se referência a uma reunião de trabalho realizada no CHLO, com os responsáveis das unidades e serviços directamente relacionados com a colheita de órgãos e tecidos para transplantação, no sentido de dinamizar o sistema de colheita de órgãos.

Nas páginas 10 e 11 encontramos uma entrevista ao Dr. Domingos Machado, responsável pela transplantação renal do CHLO, em que se abordam questões sobre a transplantação renal e a forma como se processa a doação de órgãos com dadores vivos. E qual não é a nossa surpresa quando, no fim do artigo, na secção "Para o caso de o nosso leitor querer saber mais", encontramos referência ao "nosso" Fórum Criança e Rim!

Despacho n.º 6537/2007

2 de agosto de 2007

Entrou em vigor no início deste mês o Despacho nº 6537/2007, publicado no Diário da República de 3/4/2007, o qual estabelece novas normas para a selecção do par dador-receptor em homotransplantação com rim de cadáver.

Este despacho beneficia de alguma forma as crianças que se encontram em lista de espera, nomeadamente pelos seguintes pontos:

  • A distribuição dentro do sistema ABO deverá ser prioritariamente isogrupal, excepto para crianças ou doentes com grau de urgência (SU), sensibilização (PRA) superior a 80%;
    Significa que as crianças poderão receber rins de um dador com um grupo sanguíneo diferente do seu, desde que compatível.
  • São definidos os critérios de pontuação a aplicar na selecção do par dador-receptor. Entre outros factores de pontuação, salientamos o seguinte, que beneficia as crianças mais pequenas:
    Idade:
    < 11 anos: 5 pontos
    De 11 a 18 anos: 4 pontos
  • No caso do dador de idade inferior a 18 anos, deverá ser feita selecção nacional para doentes pediátricos, sendo aceitável como compatibilidade mínima a existência de duas identidades no sistema HLA, das quais uma em DR.
  • Na selecção ao nível regional, um dos rins será atribuído a um doente inscrito no hospital ou unidade da colheita, a seleccionar de entre os doentes da sua lista activa com maior pontuação. Serão excepção a esta norma casos em que haja ao nível nacional mais
    de um:
    - Receptor pediátrico;
    - Receptor hiperimunizado;
    - Receptor em SU.
  • Quando o dador tiver menos de 30 anos, as crianças com idade inferior a 18 anos entram sempre no grupo de selecção, seguindo os critérios comuns aos restantes doentes, mas com prioridade sobre esses doentes.

Novo link

1 de agosto de 2007

Acrescentámos um novo link à nossa secção "Recursos na Internet", do lado direito. A Dra. Margarida Ferrero, nefrologista de adultos, criou um site, Doença Renal Crónica, o qual merece destaque permanente neste blog, pela quantidade de informação importante, escrita de forma clara e acessível e em português, claro!